Perguntas do paciente (251)

  • Por que é importante considerar o nível de escolaridade na avaliação neuropsicológica do Transtorno

    Por que é importante considerar o nível de escolaridade na avaliação neuropsicológica do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Muita gente acredita que um teste neuropsicológico mostra exatamente como o cérebro de uma pessoa funciona. Mas não é tão simples assim.

    Na avaliação neuropsicológica de uma pessoa com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), o nível de escolaridade precisa ser levado em consideração porque ele pode influenciar o desempenho em algumas tarefas. Uma pessoa que estudou por mais tempo, por exemplo, pode estar mais acostumada com atividades que envolvem leitura, memória ou resolução de problemas. Isso não significa, necessariamente, que ela tenha um funcionamento cognitivo melhor.

    Por isso, o profissional não analisa apenas o resultado do teste. Ele também considera a história de vida, a escolaridade e outros fatores que ajudam a interpretar aqueles resultados de forma mais justa.

    Esse cuidado é importante para evitar conclusões equivocadas, como atribuir uma dificuldade ao TOC quando ela pode estar relacionada a outros aspectos da vida da pessoa.

    Quando conseguimos olhar para esse contexto de forma completa, a avaliação se torna muito mais útil. Ela passa a mostrar como o TOC realmente impacta o funcionamento daquela pessoa e oferece informações que ajudam a planejar um tratamento mais adequado às suas necessidades.


  • que a avaliação neuropsicológica pode revelar sobre a tomada de decisão em pacientes com Transtorno

    que a avaliação neuropsicológica pode revelar sobre a tomada de decisão em pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    A tomada de decisão parece algo simples, mas nem sempre é. No Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), até escolhas do dia a dia podem se tornar difíceis por causa da dúvida constante e da necessidade de ter certeza de que a decisão é a "certa".

    A avaliação neuropsicológica ajuda a identificar como essa dificuldade aparece na prática. Ela permite observar se a pessoa demora para decidir, muda de ideia com frequência, precisa conferir várias vezes uma informação ou sente muita insegurança antes de concluir uma tarefa.

    Isso é importante porque, muitas vezes, o problema não está na capacidade de tomar decisões, mas no quanto os pensamentos obsessivos e a ansiedade acabam interferindo nesse processo. Com o tempo, esse esforço mental pode gerar uma grande sobrecarga e tornar atividades simples muito mais cansativas.

    Essas informações ajudam a compreender o funcionamento de cada pessoa e contribuem para um tratamento mais direcionado. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos justamente para que a pessoa aprenda a lidar melhor com a dúvida, sem sentir que precisa buscar certeza o tempo todo. Aos poucos, ela passa a confiar mais nas próprias decisões e percebe que é possível viver com mais leveza, mesmo quando nem tudo está sob controle.

    É esse olhar individualizado que procuro oferecer no meu trabalho como psicóloga, porque cada pessoa vive o TOC de uma forma diferente e merece um cuidado que faça sentido para a sua realidade.


  • Qual é a importância de investigar a velocidade de processamento na avaliação neuropsicológica do Tr

    Qual é a importância de investigar a velocidade de processamento na avaliação neuropsicológica do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    A velocidade de processamento é a capacidade que temos de receber uma informação, entendê-la e dar uma resposta. Ela influencia desde tarefas simples, como responder uma mensagem, até situações que exigem mais atenção e tomada de decisão.

    No Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), investigar essa habilidade é importante porque, muitas vezes, a pessoa não demora para realizar uma tarefa por falta de capacidade. O que acontece é que os pensamentos obsessivos, as dúvidas e a necessidade de conferir tudo várias vezes acabam deixando o processo mais lento.

    É como se a mente estivesse ocupada tentando resolver várias preocupações ao mesmo tempo. Isso pode gerar uma sensação de sobrecarga e fazer com que atividades do dia a dia pareçam muito mais cansativas do que realmente são.

    A avaliação neuropsicológica ajuda a identificar se essa lentidão está relacionada ao funcionamento cognitivo ou se ela é consequência dos sintomas do TOC. Essa diferença é importante para que o tratamento seja planejado de forma mais precisa.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), buscamos entender como esses pensamentos e comportamentos estão interferindo na rotina. Aos poucos, a pessoa aprende a lidar de outra forma com a ansiedade e com a necessidade de ter certeza de tudo, recuperando mais confiança para agir e tornando o dia a dia mais leve. É esse cuidado individualizado que procuro oferecer no meu trabalho como psicóloga.


  • O que significa prejuízo funcional no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    O que significa prejuízo funcional no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Quando falamos em prejuízo funcional no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), estamos falando do quanto os sintomas começam a atrapalhar a vida da pessoa.

    Não é apenas ter pensamentos repetitivos ou sentir vontade de fazer uma compulsão. O problema aparece quando isso começa a ocupar tanto tempo e tanta energia que interfere no trabalho, nos estudos, nos relacionamentos ou até em tarefas simples do dia a dia.

    Por exemplo, uma pessoa pode demorar para sair de casa porque precisa conferir várias vezes se trancou a porta. Outra pode evitar determinadas situações por medo de que algo ruim aconteça. Aos poucos, isso pode gerar uma sensação constante de sobrecarga, como se a mente nunca conseguisse descansar.

    É importante lembrar que o prejuízo funcional varia de uma pessoa para outra. Algumas conseguem manter a rotina por muito tempo, mas fazem isso às custas de um grande desgaste emocional. Outras percebem que os sintomas já estão limitando a própria vida.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), não olhamos apenas para o TOC, mas para o impacto que ele tem na rotina. O objetivo é entender quais pensamentos e comportamentos estão mantendo esse ciclo e construir estratégias para que a pessoa volte a viver com mais autonomia, equilíbrio e qualidade de vida. É esse caminho que procuro construir junto com as pessoas que acompanho na terapia.


  • Quais comorbidades são frequentemente encontradas em pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (

    Quais comorbidades são frequentemente encontradas em pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    É comum que o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) não apareça sozinho. Muitas pessoas também apresentam outros transtornos que podem aumentar o sofrimento e trazer ainda mais sobrecarga para a rotina.

    Entre as comorbidades mais frequentes estão os transtornos de ansiedade, a depressão, o transtorno de ansiedade generalizada (TAG), a fobia social e, em alguns casos, transtornos relacionados a tiques ou ao déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

    Isso não significa que toda pessoa com TOC terá outro diagnóstico. Mas, quando essas condições aparecem juntas, é importante que todas sejam identificadas, porque cada uma pode influenciar a forma como a pessoa pensa, sente e se comporta.

    Por isso, uma avaliação cuidadosa faz toda a diferença. Entender o que faz parte do TOC e o que pode estar relacionado a outra condição ajuda a construir um tratamento mais completo e individualizado.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), buscamos compreender esse conjunto de fatores para que o tratamento faça sentido para a realidade de cada pessoa. O objetivo não é olhar apenas para o diagnóstico, mas para o impacto que ele tem na vida, nos relacionamentos, no trabalho e na qualidade de vida. É esse cuidado que procuro oferecer no meu trabalho como psicóloga, ajudando cada paciente a desenvolver formas mais saudáveis de lidar com os desafios do dia a dia.


  • Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode afetar o desempenho profissional?

    Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode afetar o desempenho profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode afetar o trabalho de formas que, muitas vezes, quem está de fora nem percebe.

    Imagine uma pessoa que precisa conferir várias vezes se enviou um e-mail corretamente ou que sente uma necessidade muito grande de fazer tudo de um jeito "perfeito". Ela pode até entregar um bom resultado, mas, para isso, acaba gastando muito mais tempo e energia do que gostaria.

    Em alguns casos, os pensamentos obsessivos também podem dificultar a concentração. A pessoa tenta focar no trabalho, mas a mente insiste em voltar para a mesma dúvida ou preocupação. Isso pode gerar cansaço, atrasos e até a sensação de que nunca fez o suficiente.

    É importante dizer que nem toda pessoa com TOC vai passar pelas mesmas dificuldades. Os sintomas variam bastante e o impacto no desempenho profissional depende da intensidade do transtorno e de como ele aparece na vida de cada um.

    Na terapia, especialmente na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), buscamos entender quais pensamentos e comportamentos estão mantendo esse ciclo. O objetivo não é fazer a pessoa "parar de pensar", mas ajudá-la a responder de uma forma diferente aos pensamentos obsessivos, reduzindo a ansiedade e o tempo gasto com as compulsões.

    Quando isso acontece, muitas pessoas conseguem trabalhar com mais tranquilidade, tomar decisões com mais segurança e perceber que não precisam viver presas à busca constante por certeza ou perfeição. É esse caminho que construo junto com as pessoas que acompanho na terapia.


  • Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode interferir no desempenho acadêmico?

    Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode interferir no desempenho acadêmico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode interferir no desempenho acadêmico de diferentes formas, e nem sempre isso acontece por falta de capacidade ou inteligência.

    Muitas vezes, o que dificulta os estudos são os pensamentos repetitivos e a necessidade de ter certeza de que tudo está perfeito. A pessoa pode passar muito tempo revisando um mesmo trabalho, apagando e reescrevendo um texto ou conferindo várias vezes se respondeu uma questão corretamente.

    Enquanto isso, o tempo vai passando.

    Também é comum que a ansiedade torne mais difícil manter a concentração. A pessoa até tenta estudar, mas acaba sendo interrompida pelos próprios pensamentos, o que pode fazer uma tarefa simples levar muito mais tempo do que o esperado.

    Com o passar do tempo, isso pode gerar cansaço, frustração e até a sensação de que nunca está fazendo o suficiente, mesmo quando se dedica muito.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos para compreender como esses pensamentos, emoções e comportamentos alimentam esse ciclo. Aos poucos, a pessoa aprende a lidar melhor com a necessidade de controle, a reduzir a autocobrança e a desenvolver estratégias para estudar com mais tranquilidade e confiança.

    Se você percebe que o TOC tem afetado seus estudos, sua concentração ou seu rendimento acadêmico, saiba que isso pode ser tratado. Na terapia, ajudo meus pacientes a entenderem esse funcionamento e a construírem uma rotina mais leve, sem que a ansiedade ou os pensamentos obsessivos controlem a forma como vivem e aprendem.


  • Qual é a relação entre funções executivas e o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    Qual é a relação entre funções executivas e o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Quando falamos sobre o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), muita gente pensa apenas nas obsessões e compulsões. Mas existe uma parte que costuma receber menos atenção: as funções executivas.

    As funções executivas são um conjunto de habilidades que usamos para organizar a rotina, tomar decisões, controlar impulsos, mudar de estratégia quando algo não dá certo e manter o foco no que realmente importa.

    No TOC, algumas dessas habilidades podem ficar comprometidas. Por exemplo, a pessoa pode ter mais dificuldade para interromper um pensamento repetitivo, mudar o foco da atenção ou lidar com a dúvida sem sentir necessidade de fazer uma compulsão para aliviar a ansiedade.

    Isso não significa que toda pessoa com TOC terá alterações importantes nas funções executivas. Cada caso é único. Mas sabemos que essas dificuldades podem contribuir para manter o ciclo do transtorno.

    Na terapia, especialmente na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), não olhamos apenas para os sintomas. Também buscamos entender como a pessoa pensa, reage às emoções e quais comportamentos acabam reforçando o TOC. A partir disso, trabalhamos estratégias para desenvolver mais flexibilidade, fortalecer essas habilidades e reduzir, aos poucos, a necessidade das compulsões.

    O mais importante é lembrar que o TOC não define quem a pessoa é. Com o tratamento adequado, é possível aprender novas formas de lidar com os pensamentos obsessivos, diminuir o impacto da ansiedade e recuperar qualidade de vida. É esse processo que construo junto com as pessoas que acompanho na terapia.


  • O que é flexibilidade cognitiva e qual sua relação com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    O que é flexibilidade cognitiva e qual sua relação com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    A flexibilidade cognitiva é a capacidade de mudar a forma de pensar quando percebemos que existe outra possibilidade. Em outras palavras, é conseguir sair de uma ideia fixa e enxergar uma situação por um novo ângulo.

    No Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), essa habilidade pode ficar comprometida. Isso faz com que a pessoa tenha mais dificuldade para lidar com dúvidas, mudanças ou situações que fogem do que ela considera "certo" ou "seguro".

    Pensa em alguém que sai de casa e, poucos minutos depois, começa a se perguntar se trancou a porta. Mesmo lembrando de ter feito isso, a dúvida continua aparecendo. Em vez de confiar na própria memória, a pessoa sente uma necessidade muito grande de conferir novamente para aliviar a ansiedade.

    O problema é que esse alívio costuma durar pouco. Logo a dúvida volta, e o ciclo recomeça.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos justamente para que a pessoa desenvolva uma forma mais flexível de lidar com esses pensamentos. O objetivo não é eliminar todas as dúvidas, porque isso faz parte da vida, mas aprender que é possível conviver com algumas incertezas sem precisar responder a elas o tempo todo.

    Se você percebe que pensamentos repetitivos, necessidade de conferir ou medo constante de errar têm interferido na sua rotina, saiba que isso pode ser trabalhado. Na terapia, ajudo meus pacientes a entenderem esse funcionamento e a construírem estratégias para viver com mais liberdade, autonomia e qualidade de vida.


  • Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode afetar a atenção?

    Como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode afetar a atenção?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Muita gente pensa que a pessoa com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) tem dificuldade de atenção o tempo todo. Mas nem sempre é isso que acontece.

    Na verdade, os pensamentos obsessivos podem ocupar tanto espaço na mente que fica mais difícil manter o foco no que está acontecendo ao redor. É como tentar prestar atenção em uma conversa enquanto a sua cabeça insiste em voltar para a mesma preocupação o tempo inteiro.

    Além disso, a necessidade de conferir, repetir ou buscar certeza pode interromper uma tarefa várias vezes. Com o passar do tempo, isso gera uma sensação de sobrecarga mental e pode fazer a pessoa acreditar que tem um problema de atenção, quando, muitas vezes, o que está interferindo é o próprio TOC.

    Por isso, uma avaliação cuidadosa é tão importante. Ela ajuda a entender se essa dificuldade está relacionada ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo ou se existe outro fator que também precisa ser investigado.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos para que a pessoa aprenda a lidar de uma forma diferente com os pensamentos obsessivos, reduzindo o impacto deles na rotina. Aos poucos, fica mais fácil direcionar a atenção para o que realmente importa, sem que a ansiedade ou a necessidade de controle conduzam todas as escolhas. É esse cuidado que procuro oferecer no meu trabalho como psicóloga, respeitando a história e as necessidades de cada pessoa.


  • De que forma os achados da avaliação neuropsicológica podem subsidiar a formulação de caso e a adapt

    De que forma os achados da avaliação neuropsicológica podem subsidiar a formulação de caso e a adaptação de intervenções na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), especialmente no que se refere às funções executivas e à regulação emocional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    A avaliação neuropsicológica é uma ferramenta importante porque ajuda a entender como a pessoa funciona além do diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Ela mostra quais habilidades estão preservadas e quais podem estar trazendo mais dificuldades no dia a dia.

    Quando a avaliação identifica alterações nas funções executivas, por exemplo, podemos compreender por que a pessoa tem dificuldade para organizar a rotina, controlar impulsos, planejar tarefas ou pensar antes de agir. Já quando observamos desafios relacionados à regulação emocional, fica mais fácil entender por que algumas situações despertam emoções tão intensas e difíceis de controlar.

    Essas informações são valiosas porque ajudam a construir uma formulação de caso mais completa. Em vez de olhar apenas para os sintomas, conseguimos entender como os pensamentos, as emoções e os comportamentos se conectam e quais fatores estão mantendo esse sofrimento. Isso também evita que dificuldades relacionadas ao funcionamento cognitivo sejam interpretadas apenas como falta de esforço ou de interesse.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), esse conhecimento permite adaptar as intervenções às necessidades de cada pessoa. Se existe dificuldade de planejamento, por exemplo, podemos dividir objetivos em pequenas etapas. Se a sobrecarga emocional faz com que a pessoa tenha dificuldade para colocar as estratégias em prática, trabalhamos primeiro formas de reconhecer e regular essas emoções antes de avançar para mudanças mais complexas.

    Cada pessoa com TPB tem uma história e uma forma única de lidar com os desafios da vida. Por isso, quanto mais conhecemos o seu funcionamento, mais individualizado e eficaz tende a ser o tratamento. É esse olhar que procuro oferecer no meu trabalho como psicóloga, construindo junto com cada paciente estratégias que façam sentido para a sua realidade e que possam ser aplicadas no dia a dia.


  • De que maneira os achados neuropsicológicos podem ser articulados com constructos teóricos da psican

    De que maneira os achados neuropsicológicos podem ser articulados com constructos teóricos da psicanálise na compreensão e manejo do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Os achados da avaliação neuropsicológica e os constructos da psicanálise podem se complementar, porque cada abordagem busca compreender o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) por uma perspectiva diferente.

    A avaliação neuropsicológica ajuda a identificar como estão funcionando habilidades como atenção, memória, planejamento, controle dos impulsos e regulação das emoções. Essas informações mostram como o transtorno pode impactar o dia a dia da pessoa e ajudam a direcionar o tratamento.

    Já a psicanálise procura compreender os conflitos emocionais, as experiências de vida e a forma como a pessoa construiu suas relações ao longo do desenvolvimento. Essa compreensão pode contribuir para entender o significado que determinados comportamentos e emoções têm para aquele indivíduo.

    Embora partam de modelos teóricos diferentes, ambas podem oferecer informações importantes para uma compreensão mais ampla do TPB, desde que cada uma seja utilizada dentro dos seus objetivos e fundamentos.

    Na minha prática clínica, trabalho com a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Nessa abordagem, buscamos compreender como pensamentos, emoções e comportamentos se influenciam e como esse funcionamento contribui para o sofrimento atual. A partir desse entendimento, construímos estratégias para desenvolver regulação emocional, melhorar os relacionamentos e promover uma melhor qualidade de vida.


  • "Quais critérios psicodinâmicos, cognitivo-comportamentais e neuropsicológicos devem ser considerado

    "Quais critérios psicodinâmicos, cognitivo-comportamentais e neuropsicológicos devem ser considerados na decisão clínica de encaminhamento psiquiátrico no contexto psicoterapêutico?"

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    O encaminhamento para um psiquiatra não é definido por uma única abordagem, mas pela avaliação clínica do psicólogo e das necessidades de cada pessoa.

    Sob a perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), por exemplo, observamos a intensidade dos sintomas, o prejuízo causado na vida pessoal, social e profissional, a presença de ansiedade, depressão, alterações de humor, risco à integridade física, além da resposta ao processo psicoterapêutico. Já a avaliação neuropsicológica, quando indicada, pode fornecer informações sobre o funcionamento cognitivo, como atenção, memória e funções executivas, auxiliando na compreensão do caso. Na abordagem psicodinâmica, também são considerados os conflitos emocionais, a organização da personalidade e a capacidade de enfrentamento.

    O mais importante é compreender que o encaminhamento ao psiquiatra não significa que a psicoterapia falhou. Em muitos casos, a atuação conjunta entre psicólogo e psiquiatra proporciona um cuidado mais completo, especialmente quando os sintomas geram sofrimento intenso, sobrecarga emocional ou comprometimento significativo da qualidade de vida.

    Se você tem dúvidas sobre quando esse encaminhamento é indicado ou gostaria de entender melhor como funciona o tratamento psicológico, entre em contato. Realizo atendimento psicológico online e posso esclarecer como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar em cada caso.


  • Como diferenciar incapacidade psiquiátrica de dificuldade situacional?

    Como diferenciar incapacidade psiquiátrica de dificuldade situacional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Essa é uma dúvida importante, porque nem toda dificuldade significa que existe uma incapacidade psiquiátrica.

    De forma geral, a dificuldade situacional está relacionada a um contexto específico, como um período de estresse, sobrecarga, mudanças ou perdas. Já a incapacidade psiquiátrica acontece quando um transtorno mental compromete significativamente o funcionamento da pessoa, dificultando atividades do dia a dia, do trabalho ou da vida social, mesmo com tentativas de adaptação.

    Essa diferenciação não é feita apenas pelos sintomas, mas também pela intensidade, duração, impacto na qualidade de vida e por uma avaliação clínica cuidadosa. Por isso, um diagnóstico não deve ser baseado apenas na percepção de que "não estou conseguindo dar conta".

    Se você percebe que as dificuldades têm sido persistentes, estão gerando sofrimento ou afetando sua saúde mental, vale a pena buscar uma avaliação com um psicólogo ou psiquiatra. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), investigamos como pensamentos, emoções e comportamentos estão influenciando esse momento e quais estratégias podem ajudar. Se desejar conversar sobre o seu caso, entre em contato. Será um prazer orientar você.


  • Qual a importância do exame do estado mental na perícia psiquiátrica?

    Qual a importância do exame do estado mental na perícia psiquiátrica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    O exame do estado mental é uma das etapas mais importantes da perícia psiquiátrica, pois permite avaliar, de forma estruturada, como a pessoa se apresenta no momento da avaliação.

    Durante esse exame, são observados aspectos como aparência, comportamento, humor, pensamento, percepção, memória, atenção, orientação, linguagem e capacidade de julgamento. Essas informações ajudam o psiquiatra a compreender o funcionamento mental da pessoa e a relacionar os achados com o motivo da perícia.

    É importante destacar que o exame do estado mental, por si só, não define um diagnóstico. Ele faz parte de uma avaliação mais ampla, que também considera a história clínica, documentos, evolução dos sintomas e outros elementos relevantes.

    Se você tem dúvidas sobre avaliações em saúde mental ou deseja compreender melhor o seu caso, buscar orientação profissional faz toda a diferença. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e uma avaliação psicológica adequada podem contribuir para um entendimento mais completo das dificuldades enfrentadas. Se desejar, entre em contato para saber como funciona meu atendimento psicológico online.


  • Morder o próprio lábio é classificado como automutilação? Eu faço isso como uma forma de distração p

    Morder o próprio lábio é classificado como automutilação? Eu faço isso como uma forma de distração para minha ansiedade e falta de motivação/ânimo dessa vida. Normalmente automutilação é tratado pelas pessoas apenas como cortes, as vezes queimaduras voluntárias, mas eu queria saber sobre uma perspectiva profissional como esse ato em específico é classificado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Morder o próprio lábio pode, sim, fazer parte de um comportamento de automutilação, mas nem sempre esse é o caso. O que faz a diferença é compreender a função desse comportamento.

    Pelo que você descreve, parece que morder o lábio tem sido uma forma de aliviar a ansiedade ou lidar com o desconforto emocional. Algumas pessoas recorrem a esse tipo de comportamento para reduzir a tensão momentaneamente, mesmo sem a intenção de causar um ferimento grave. Ainda assim, é um sinal de que existe um sofrimento que merece atenção.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), buscamos entender quais situações, pensamentos e emoções antecedem esse comportamento e quais estratégias podem substituí-lo de forma mais saudável. O foco não é apenas interromper o ato, mas compreender a necessidade que ele está tentando atender.

    Como você também menciona falta de motivação e ânimo, considero importante uma avaliação psicológica para investigar esse contexto de forma mais ampla. Se esse comportamento tem se tornado frequente ou está causando lesões, procurar ajuda profissional é um passo importante para cuidar da sua saúde mental e reduzir essa sobrecarga emocional.

    Se desejar conversar sobre o seu caso, entre em contato. Ficarei feliz em explicar como funciona meu atendimento psicológico online pela Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e como posso ajudar.


  • eu tenho diagnóstico de TDAH e TEA nível 1. Além disso, percebo em mim características das cinco sob

    eu tenho diagnóstico de TDAH e TEA nível 1. Além disso, percebo em mim características das cinco sobre-excitabilidades (intelectual, emocional, imaginativa, sensorial e psicomotora) e vários sinais associados a altas habilidades/superdotação. Isso pode indicar uma dupla excepcionalidade (TDAH/TEA junto com altas habilidades)? Existe alguma avaliação que eu possa fazer para investigar isso?"

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Sim, essa possibilidade existe. A dupla excepcionalidade é caracterizada pela presença de altas habilidades/superdotação associadas a outra condição, como o TDAH ou o TEA. No entanto, identificar essa condição exige uma avaliação cuidadosa, já que algumas características podem se sobrepor e tornar essa diferenciação mais complexa.

    Por exemplo, tanto pessoas com TDAH quanto com TEA podem apresentar interesses intensos, facilidade em determinadas áreas ou um padrão de funcionamento diferente, sem que isso, por si só, indique altas habilidades. Da mesma forma, as sobre-excitabilidades podem estar presentes em algumas pessoas, mas não são suficientes para confirmar um diagnóstico.

    A investigação costuma envolver entrevistas clínicas, análise da história de desenvolvimento e, quando indicado, uma avaliação neuropsicológica realizada por um psicólogo habilitado. Em alguns casos, outros profissionais também podem participar desse processo para uma compreensão mais ampla.

    Se essa dúvida tem gerado ansiedade, sobrecarga ou impactado a forma como você compreende seu funcionamento, vale a pena buscar uma avaliação especializada. Cada pessoa tem uma trajetória única, e uma investigação bem conduzida pode trazer mais clareza. Se desejar, entre em contato para saber como funciona meu atendimento psicológico online pela Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).


  • Olá! Venho há algum tempo refletindo sobre crenças limitantes e como minha vida foi impactada por

    Olá!

    Venho há algum tempo refletindo sobre crenças limitantes e como minha vida foi impactada por isso desde pequeno, ainda mais considerando que sou uma pessoa LGBTQIA+. Hoje ainda permaneco com crenças que não fazem sentido para mim, mas sinto que muitas vezes fico tomado pelo medo ou ansiedade, o que inclusive afeta o meu relacionamento atual. Devo procurar um psicólogo e/ou psiquiatra?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    As crenças que desenvolvemos ao longo da vida são influenciadas pelas nossas experiências, pelo ambiente em que crescemos e pelas mensagens que recebemos sobre nós mesmos. Quando essas crenças são marcadas por rejeição, preconceito ou medo, podem continuar influenciando nossos pensamentos, emoções e comportamentos, mesmo quando, racionalmente, já não fazem mais sentido.

    No seu relato, você menciona que o medo e a ansiedade têm afetado inclusive o seu relacionamento. Isso mostra que essas crenças estão gerando um impacto real na sua saúde mental e merecem ser acolhidas.

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar a identificar essas crenças, compreender como elas se mantêm e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com elas. Já o acompanhamento com um psiquiatra costuma ser indicado quando, além da psicoterapia, existe a necessidade de avaliar sintomas como ansiedade intensa, depressão ou outras condições que possam se beneficiar de tratamento medicamentoso.

    Não há problema em procurar um psicólogo primeiro. A partir da avaliação, caso seja necessário, ele poderá orientá-lo sobre a importância de um encaminhamento ao psiquiatra.

    Se você sente que essas crenças, a ansiedade e a sobrecarga emocional têm limitado sua qualidade de vida, buscar ajuda profissional pode ser um cuidado importante com você. Se desejar, entre em contato para saber como funciona meu atendimento psicológico online pela Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Será um prazer acolher sua história e caminhar com você nesse processo.


  • Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando es

    Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando estou caminhando me fazem pensar um monte coisas e drenam a minha capacidade física. Interessante que ontem mesmo senti isso ao sair de casa até um restaurante. Não conseguia me desligar dos sintomas e já estava ficando cansado. Na volta, que era a mesma distância, vinha conversando com uma pessoa e nem percebi quando terminei o percurso. Não senti qualquer cansaço. Isso aponta para ansiedade? Ainda não fiz exames médicos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    O que você descreve pode, sim, estar relacionado à ansiedade. Quando estamos com o **Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)**, é comum que a atenção fique muito voltada para o corpo. Quanto mais você observa os sintomas, mais eles parecem intensos, o que pode aumentar a sensação de cansaço e gerar ainda mais preocupação.

    O exemplo que você deu é interessante: na ida, sua atenção estava voltada para os sintomas e pensamentos; na volta, enquanto conversava, seu foco mudou e você praticamente não percebeu o percurso nem o cansaço. Isso mostra como o foco da atenção pode influenciar a forma como percebemos as sensações físicas.

    Ainda assim, é importante não atribuir tudo à ansiedade sem antes descartar possíveis causas clínicas. Como você comentou que ainda não realizou exames, vale a pena procurar um médico para uma avaliação. Assim, você cuida da sua saúde de forma completa.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos justamente essa relação entre pensamentos, emoções, comportamentos e sensações físicas, ajudando a reduzir a ansiedade, a sobrecarga mental e a retomar atividades que são importantes para a qualidade de vida.

    Se esses sintomas têm limitado sua rotina, buscar acompanhamento psicológico pode fazer bastante diferença. Se desejar, entre em contato para saber como funciona meu atendimento psicológico online. Será um prazer ajudar você nesse processo.


  • Qual a importância de compreender os padrões de apego na prática clínica?

    Qual a importância de compreender os padrões de apego na prática clínica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Compreender os padrões de apego é importante na prática clínica porque eles ajudam a entender como a pessoa constrói vínculos, lida com a proximidade, a confiança e o medo de rejeição ao longo da vida.

    Esses padrões não determinam quem a pessoa é, mas podem influenciar seus pensamentos, emoções e comportamentos nos relacionamentos. Por exemplo, algumas pessoas tendem a buscar constante validação, enquanto outras evitam demonstrar vulnerabilidade por medo de se machucar.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), os padrões de apego são considerados dentro da história de vida de cada indivíduo, ajudando a compreender como determinadas crenças e experiências podem contribuir para ansiedade, conflitos nos relacionamentos e sobrecarga emocional. A partir dessa compreensão, é possível desenvolver estratégias mais saudáveis para construir vínculos e fortalecer a saúde mental.

    Se você percebe que seus relacionamentos têm sido uma fonte constante de sofrimento ou insegurança, buscar acompanhamento psicológico pode fazer a diferença. Se desejar, entre em contato para saber como funciona meu atendimento psicológico online pela Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Será um prazer ajudar.


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