Perguntas do paciente (254)

  • como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?

    como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helio Martins

    Oi, tudo bem? Entendo o que você está sentindo, e buscar entender esse padrão já é um passo importante, porque o chamado uso compulsivo de pornografia costuma funcionar como muitos outros comportamentos aditivos, oferecendo um alívio rápido para desconfortos emocionais, como ansiedade, tédio ou solidão, mas que com o tempo passa a gerar mais culpa e insatisfação do que prazer de fato.

    O trabalho para lidar com isso costuma envolver duas frentes, uma mais prática, de identificar os gatilhos e momentos em que o comportamento costuma aparecer, criando pequenas barreiras que dificultem o acesso automático nesses momentos, e outra mais profunda, de entender que necessidade emocional esse hábito está tentando suprir, já que restringir o comportamento sem entender sua função tende a durar pouco.

    Você consegue identificar em quais momentos ou estados emocionais esse hábito costuma aparecer com mais força, é mais em momentos de tédio, estresse, solidão ou antes de dormir? E quando você usa a palavra "vício", é porque sente perda de controle sobre a frequência, ou é mais o desconforto moral com o próprio comportamento que está pesando?

    Esse tipo de padrão costuma responder bem a um acompanhamento terapêutico estruturado, que ajuda tanto a reduzir o comportamento quanto a entender e cuidar do que está por trás dele. Caso precise, estou à disposição.


  • Contar números mentalmente faz mesmo descer as ondas cerebrais? Como acontece?? Mas aí contar de um

    Contar números mentalmente faz mesmo descer as ondas cerebrais? Como acontece?? Mas aí contar de um número bem grande um números que leva vários minutos pra terminar? Isso faz mesmo diminuir ondas Rápidas e descer pra Alfa Profundo???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helio Martins

    Boa tarde, tudo bem? Sua curiosidade sobre esse tema é muito válida, mas acho importante trazer um pouco de precisão aqui, porque a forma como a pergunta está colocada mistura conceitos de um jeito que pode gerar uma ideia um pouco distorcida do que realmente acontece. Contar números mentalmente, principalmente de forma repetitiva e monótona, pode sim ter um efeito relaxante, porque ocupa a mente com algo simples e reduz o espaço para pensamentos ansiosos ou acelerados, algo parecido com o que acontece em técnicas de mindfulness ou relaxamento progressivo.

    Porém, afirmar que essa contagem "desce" as ondas cerebrais especificamente para o estado de Alfa Profundo é uma simplificação que a ciência não sustenta com essa precisão. As ondas cerebrais são medidas por eletroencefalograma, variam de pessoa para pessoa e de momento para momento, e não existe uma correspondência direta e garantida entre "contar até um número grande" e atingir um estado neurofisiológico específico e mensurável. O que existe, sim, é evidência de que práticas repetitivas e focadas podem favorecer estados de relaxamento e menor atividade mental acelerada, mas isso é bem diferente de controlar precisamente qual "onda" o cérebro está produzindo.

    Você tem usado essa técnica para algum objetivo específico, como dormir melhor ou lidar com ansiedade? E de onde veio essa informação sobre contar números e ondas Alfa, foi algo que você leu ou alguém te indicou?

    Se o seu objetivo é relaxamento ou controle da ansiedade, existem técnicas com respaldo científico mais consistente, como respiração diafragmática e mindfulness, que podem te interessar mais do que focar na ideia específica de "baixar para Alfa". Caso precise, estou à disposição.


  • Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2

    Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2 anos tem como figura paterna o padastro.

    Há uma idade adequada para para iniciar o assunto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helio Martins

    Olá, tudo bem? Essa é uma pergunta muito cuidadosa da sua parte, e o fato de você já estar pensando em como conduzir isso mostra o quanto você está atenta ao bem-estar dessa criança. Aos 3 anos, as crianças ainda não têm uma compreensão madura do conceito de morte como definitivo e irreversível, então a forma como o assunto é trazido precisa ser simples, concreta e adaptada a essa fase de desenvolvimento, sem longas explicações abstratas.

    Como essa criança nunca conheceu o pai biológico e já tem o padrasto como referência afetiva de figura paterna, não existe uma urgência em antecipar o assunto antes que ela mesma comece a perguntar ou demonstrar curiosidade sobre suas origens, o que costuma acontecer de forma mais natural entre os 4 e 6 anos, quando a criança começa a se interessar por família, árvore genealógica e de onde vem. Quando esse momento chegar, a informação pode ser dada de forma verdadeira, mas simples, sem detalhes que a criança ainda não tem maturidade emocional para processar, sempre validando que o padrasto é, sim, seu pai no sentido de cuidado e presença.

    Você sente que essa dúvida surgiu de uma pergunta espontânea da criança, ou é mais uma preocupação sua em se antecipar ao tema? E como a família tem lidado até agora com o assunto quando ele aparece de forma indireta, como em desenhos ou histórias que mencionam pais?

    Esse é um tema que pode se beneficiar de uma orientação mais individualizada, considerando a dinâmica específica da família e o momento de desenvolvimento da criança, então um acompanhamento pontual pode ajudar a construir a melhor forma e o melhor momento de abordar isso. Caso precise, estou à disposição.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helio Martins

    Oi, tudo bem? Entendo o que você está sentindo, e essa dúvida entre amor, rotina, carência ou ansiedade é muito mais comum do que parece, principalmente depois de alguns anos de relacionamento, quando a intensidade inicial naturalmente se transforma em algo diferente. O fato de você não sentir desconforto ou vontade de se afastar dele, e ainda conseguir se conectar bem em conversas, é um dado importante, porque muitas vezes a perda daquela sensação inicial de euforia não significa ausência de amor, mas sim uma mudança na forma como o vínculo se expressa.

    Vale considerar que sentimentos não são fixos, eles oscilam conforme o momento de vida, o cansaço, as pressões externas e até questões que não têm relação direta com o relacionamento em si, mas que acabam sendo sentidas através dele. Antes de concluir que o amor diminuiu, pode valer a pena observar se há outros fatores pesando agora, estresse, autocobrança, mudanças pessoais, que estejam drenando essa energia que antes ia mais facilmente para a relação.

    Quando você tenta lembrar do que sentia no início, o que exatamente vem à mente, é mais a excitação da novidade ou uma conexão emocional específica que parece ter enfraquecido? E fora do relacionamento, em outras áreas da sua vida, você também tem notado menos entusiasmo ou energia ultimamente?

    Entender essa diferença entre uma fase natural do relacionamento e um afastamento emocional mais profundo é algo que se beneficia bastante de um espaço de reflexão guiado, onde dá para investigar com calma o que é seu, individual, e o que é da dinâmica a dois. Caso precise, estou à disposição.


  • Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm

    Olá!
    Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
    Eu também tenho a sensação de não pertencimento
    O que de fato é está se curando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helio Martins

    Boa tarde, tudo bem? Primeiro quero reconhecer o quanto você já avançou, sair de uma infância marcada por bullying e isolamento e conseguir hoje trabalhar como operadora de caixa, interagindo constantemente com pessoas, é um progresso real e significativo, mesmo que ainda existam momentos difíceis. Isso já mostra uma capacidade de se expor e se adaptar que talvez você não esteja valorizando o suficiente em si mesma.

    Sobre os comentários de que você é séria ou quieta, é importante separar duas coisas, o que os outros observam do lado de fora e o que se passa dentro de você. Curar a ansiedade social não significa necessariamente se tornar uma pessoa extrovertida ou faladora, ela pode continuar sendo mais reservada por temperamento, e isso não é sinal de que algo está errado, muitas pessoas equilibradas e seguras de si são naturalmente mais quietas. O que muda com o processo terapêutico é a relação que você tem com esse jeito de ser, deixando de ser algo que te aprisiona pelo medo e passando a ser uma escolha ou característica que você habita com mais leveza.

    Quando alguém comenta que você é quieta, o que dói mais, a sensação de estar sendo criticada ou o medo de que isso signifique que você ainda não melhorou de verdade? E essa sensação de não pertencimento que você mencionou, ela aparece mais em situações específicas ou é algo que sente de forma mais ampla, mesmo em lugares onde já está mais confortável?

    Aprender a conviver com certos comentários sem que eles abalem sua percepção sobre o próprio progresso é também parte do processo de cura, e continuar esse trabalho com acompanhamento pode ajudar a consolidar o que você já conquistou. Caso precise, estou à disposição.


  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helio Martins

    Olá, tudo bem? Entendo o quanto deve estar sendo desgastante viver esse ciclo, onde a tentativa de se informar e entender o que está sentindo acaba, sem querer, alimentando ainda mais o medo e a ansiedade. Isso que você descreve tem um nome bastante conhecido na psicologia, é chamado de ansiedade relacionada à saúde, quando a busca repetida por informações sobre sintomas, em vez de trazer alívio, aumenta a hipervigilância do corpo e reforça a sensação de que algo está sempre prestes a piorar.

    O primeiro passo costuma ser reduzir drasticamente essa exposição às pesquisas, não porque a informação seja ruim em si, mas porque nesse momento ela está funcionando como um combustível para o ciclo de pânico, e não como uma ferramenta de ajuda. Isso não significa ignorar o que sente, mas sim confiar esse processo de entendimento ao acompanhamento profissional que você já iniciou com a medicação, em vez de tentar decifrar tudo sozinho através de fontes que não conhecem o seu caso específico.

    Como você mencionou não conseguir fazer terapia online, existe a possibilidade de buscar atendimento presencial perto de você, mesmo que inicialmente precise ser acompanhado por alguém de confiança até se sentir mais seguro para sair sozinho? E essas pesquisas que você tem feito, elas costumam acontecer mais em momentos de crise, tentando se acalmar, ou também nos momentos em que está mais tranquilo?

    Reverter esse padrão de pensamento leva tempo e geralmente precisa de um suporte estruturado, então manter continuidade com o psiquiatra que já iniciou a medicação, e buscar também um espaço terapêutico presencial assim que possível, são passos importantes para começar a recuperar essa sensação de normalidade que você busca. Caso precise, estou à disposição.


  • Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?

    Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helio Martins

    Oi, tudo bem? Que pergunta curiosa, e posso te tranquilizar de cara: dormir com os braços flexionados e as mãos próximas ao peito, nessa posição que lembra os bracinhos de um T-rex, não é sinal de nenhum transtorno psicológico ou neurológico. Essa costuma ser simplesmente uma posição de conforto que o corpo assume naturalmente durante o sono, muitas vezes ligada a um relaxamento muscular específico ou até a hábitos formados desde a infância, sem nenhum significado clínico por trás.

    O corpo tende a buscar posições que reduzem tensão muscular e trazem uma sensação de segurança enquanto dormimos, e não existe uma "posição certa" universal, cada pessoa desenvolve a que é mais confortável para si. Isso só mereceria atenção se viesse acompanhado de outros sintomas, como dor ao acordar, formigamento persistente nas mãos, ou dificuldade real de movimentar os braços, o que aí sim valeria investigar com um profissional, mas nesse caso seria mais uma questão física do que psicológica.

    Você notou algum desconforto físico associado a essa posição, como dor ou dormência ao acordar? E essa curiosidade surgiu de alguém comentando sobre isso, ou você mesmo percebeu esse padrão e ficou se perguntando o motivo?

    Fica tranquilo, isso faz parte da grande variedade de posições que os corpos encontram para descansar bem. Caso precise, estou à disposição.


  • Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom

    Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
    A terapia pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helio Martins

    Entendo o que você está sentindo, e o padrão que você descreve, pesquisar sintomas durante momentos difíceis e acabar piorando o próprio quadro com isso, é bastante comum e tem uma explicação, quando a mente já está mais vulnerável, cada informação nova sobre sintomas tende a ser interpretada como uma ameaça real e iminente, alimentando ainda mais o medo em vez de trazer esclarecimento.

    Sim, pesquisar excessivamente sobre sintomas durante o tratamento pode, sim, atrapalhar, porque mantém o sistema de alerta do corpo sempre ativado, dificultando que a medicação e o próprio processo natural de melhora tenham espaço para atuar. Vale lembrar também que o escitalopram costuma levar de quatro a seis semanas para mostrar seu efeito pleno, então a ausência de resultado até agora não significa necessariamente que não vai funcionar, apenas que ainda é cedo para avaliar.

    A terapia pode, sim, ajudar bastante nesse momento, principalmente porque ela trabalha exatamente esse ciclo entre pensamento catastrófico, pesquisa excessiva e evitação, ensinando formas mais seguras de lidar com a incerteza sem recorrer à busca constante por informações. Você consegue perceber se essas pesquisas acontecem mais como uma tentativa de se tranquilizar ou mais como uma forma de se preparar para o pior?

    Reduzir aos poucos essa exposição às pesquisas, enquanto segue com a medicação e busca apoio terapêutico, tende a abrir espaço para que você comece a recuperar a confiança de sair de casa novamente. Caso precise, estou à disposição.


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helio Martins

    Olá, tudo bem? Essa dificuldade de foco que você descreve, especialmente ter perdido o prazer por uma atividade que antes era tão querida, é algo que muita gente relata desde a pandemia, e tem uma explicação bem concreta, o cérebro se acostuma ao ritmo de estímulos rápidos e recompensas constantes das redes sociais, e isso reduz a tolerância para atividades que exigem atenção sustentada, como a leitura.

    Não é força de vontade que falta, é que o cérebro literalmente recalibrou o que considera "estimulante o suficiente", e reverter isso exige um retreinamento gradual, e não uma decisão única de "vou parar de usar o celular". Reduzir aos poucos o tempo de rolagem, criar pequenos blocos de leitura sem interrupção, mesmo que curtos no início, e observar em que momentos a vontade de "instagramar" aparece com mais força, tudo isso ajuda o cérebro a reconstruir aos poucos essa capacidade de sustentar atenção em algo mais lento.

    Você percebe que essa vontade de checar o celular aparece mais quando está entediado, ansioso, ou mesmo nos momentos em que a leitura está ficando difícil de entender? E antes da pandemia, você lembra como era sua relação com o tempo livre, ele já era preenchido de forma parecida ou mudou bastante desde então?

    Esse tipo de dificuldade de atenção, quando persiste e atrapalha a vida acadêmica, também pode se beneficiar de uma avaliação mais aprofundada, para entender se há algo além do hábito digital envolvido. Caso precise, estou à disposição.


  • A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion

    A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helio Martins

    Entendo o que você está sentindo, e pelo que você descreve, esse conjunto de sintomas, o vazio, a dificuldade de concentração, os lapsos de memória, o choro frequente e essa sensação de estar apenas "vegetando", realmente aponta para algo que merece atenção séria e rápida, podendo sim estar relacionado a um quadro depressivo, mas só uma avaliação profissional presencial pode confirmar isso com segurança.

    O fato de estar afetando sua memória e sua capacidade de raciocinar, inclusive em coisas simples como contas de cabeça, é um sinal importante de que isso não é só uma fase de tristeza passageira, é o corpo e a mente sinalizando que algo precisa de cuidado com urgência. Isso não é frescura nem exagero seu, dificuldades cognitivas desse tipo são reconhecidas como parte de quadros depressivos mais intensos, e tendem a melhorar bastante com o tratamento adequado.

    Você já conversou com algum adulto de confiança, seus pais ou responsáveis, sobre como você tem estado nesses últimos dois meses? Ter apoio de alguém próximo enquanto você busca ajuda profissional pode fazer bastante diferença nesse momento.

    Diante da intensidade do que você descreveu, o mais importante agora é buscar uma avaliação com psiquiatra e psicólogo o quanto antes, para investigar o que está acontecendo e iniciar um cuidado adequado, já que esse nível de sofrimento não deveria ser enfrentado sozinha. Caso precise, estou à disposição.


  • Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins

    Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.

    Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.

    As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.

    Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helio Martins

    Boa tarde, tudo bem? O que você descreve é totalmente compreensível, e tem até um nome dentro da psicologia, algo próximo do que se chama de "tristeza pós-experiência intensa", quando vivemos dias de conexão muito profunda com alguém e o contraste ao voltar à rotina normal, mesmo uma rotina boa, gera uma sensação de perda temporária. Não é sinal de que algo está errado no relacionamento, é justamente sinal de que a experiência foi significativa o suficiente para deixar saudade real.

    Viver a rotina de casal por alguns dias, acordar junto, dividir tarefas, terminar o dia ao lado da pessoa, ativa uma sensação de proximidade diferente da que os encontros de fim de semana costumam trazer, e quando isso é interrompido, o corpo e a mente sentem o contraste de forma mais forte, mesmo sem nenhum problema real por trás. Isso é ainda mais comum em relacionamentos à distância, onde cada reencontro tem um gostinho de "vida ideal" que depois precisa ser pausado.

    Você percebe que esse vazio vem mais da falta da companhia dele especificamente, ou também da falta dessa sensação de rotina compartilhada que vocês experimentaram por alguns dias? E há previsão de quando vocês conseguem se ver de novo, isso ajuda a aliviar um pouco essa sensação quando você pensa nisso?

    Esse tipo de sentimento tende a se suavizar com o tempo, e não precisa ser interpretado como um problema a ser resolvido, apenas como parte de amar alguém que não mora perto o suficiente para viver o dia a dia junto. Caso precise, estou à disposição.


  • Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in

    Olá, tudo bem?
    Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helio Martins

    Oi, tudo bem? Essa é uma dúvida mais comum do que se imagina dentro dos processos terapêuticos, e é importante começar dizendo que sentir isso não é motivo de vergonha nem invalida o trabalho que vocês vêm fazendo juntas. A transferência, em psicologia, é justamente quando sentimentos, muitas vezes de afeto, admiração ou até desejo, surgem na relação terapêutica porque o vínculo de confiança e intimidade emocional criado ali pode se parecer, para a mente, com outros vínculos afetivos importantes da vida da pessoa.

    A diferença entre isso e um interesse amoroso "real" no sentido comum não costuma ser tão simples de distinguir sozinho de dentro da experiência, porque a intensidade do sentimento pode ser genuína dos dois jeitos, o que muda é o contexto em que ele nasce, dentro de uma relação desenhada especificamente para gerar confiança, escuta e cuidado incondicional, elementos que naturalmente parecem com os de uma relação amorosa, mas que têm uma função diferente.

    Você já pensou em trazer exatamente essa dúvida para a sua psicóloga, do jeito que você trouxe aqui? Esse tipo de sentimento, quando conversado abertamente dentro da terapia, costuma ser um material muito rico de trabalho, e não algo que precise ser escondido ou motivo para interromper o processo.

    Falar sobre isso diretamente com ela, por mais desconfortável que pareça à primeira vista, é o caminho mais seguro e mais honesto para entender o que está acontecendo, já que é ela quem conhece o contexto completo do trabalho de vocês. Caso precise, estou à disposição.


  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helio Martins

    Entendo o quanto deve ser difícil carregar tudo isso e ainda tentar viver uma relação de intimidade normalmente. Antes de qualquer coisa, quero te dizer uma coisa com clareza: você não tem nada de defeituosa, o que acontece no seu corpo quando fica íntima com seu namorado é uma resposta de proteção que ficou registrada desde os abusos que você sofreu, não é sobre você ser incapaz de amar ou ser amada.

    Esse tipo de reação, o pânico, as memórias que voltam, o medo que aparece justamente nos momentos de maior proximidade, é extremamente comum em quem viveu abusos na infância, porque o corpo aprendeu a associar intimidade com perigo, mesmo quando a mente sabe racionalmente que a situação atual é segura. E usar álcool pra tentar aliviar isso, mesmo que pareça ajudar no início, tende a piorar bastante esse quadro, porque reduz o controle que você tem sobre as próprias reações justamente nos momentos em que mais precisa dele.

    Seu namorado sabe o que você viveu? Quando as memórias e o medo aparecem durante a intimidade, você consegue nesse momento pedir uma pausa e nomear o que está sentindo, ou o corpo toma conta antes que dê tempo de reagir? E fora dos momentos íntimos, você sente que os abusos ainda aparecem no seu dia a dia de alguma outra forma?

    Isso que você viveu deixou marcas reais, e marcas assim pedem um cuidado especializado, com um profissional preparado para trabalhar trauma, para que seu corpo aprenda, aos poucos, que hoje você está segura. Você merece viver a intimidade sem medo, e isso se constrói ao lado de alguém preparado para caminhar com você nesse processo. Caso precise, estou à disposição.


  • Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

    Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helio Martins

    Oi, tudo bem? Li com carinho o que você escreveu, e queria começar dizendo que essa mistura de tristeza, cobrança e insegurança que você descreve faz muito mais sentido do que parece quando a gente olha de perto.

    Essa ideia de que aos 25 anos você já deveria ter a resposta é um bom ponto de partida para pensar juntos: será que essa régua é realmente sua, ou é algo que você absorveu observando os outros, comparando sua trajetória com a de quem parece ter encontrado isso mais cedo? Muitas vezes o problema não é a ausência do relacionamento em si, mas a crença de que deveríamos seguir um cronograma, e é essa crença que costuma doer mais do que a solidão.

    Você mencionou já ter vivido relações superficiais em que não sentiu que era a pessoa certa. Fico pensando: o que costuma te afastar quando a relação começa a ficar mais próxima, é algo que vem do outro lado, ou você percebe algo em você que trava? E esse desejo de se conectar profundamente aparece mais como um vazio que incomoda, ou como uma vontade genuína de compartilhar a vida com alguém, sem o peso da urgência?

    Não existe uma fórmula pronta de quando ou como isso deve acontecer, e tentar te dar essa resposta aqui seria simplificar algo que merece ser olhado com mais profundidade. Vale a pena entender de onde vêm essas crenças sobre tempo, mérito e valor pessoal, porque normalmente é aí que mora o alívio, não na pressa de encontrar alguém. Caso precise, estou à disposição.


  • Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helio Martins

    Boa tarde, tudo bem? Essa dúvida é mais comum do que parece, e o fato de você estar se perguntando isso já mostra o quanto você está atenta aos próprios sentimentos em relação à gravidez, o que por si só já é importante.

    Vale diferenciar duas coisas que às vezes se misturam: não aceitar a ideia de ter um bebê, especialmente se a gravidez não foi planejada ou veio num momento difícil, é uma reação de ajuste, muito comum e esperada; já a rejeição ao bebê, propriamente dita, costuma vir acompanhada de sentimentos mais intensos e persistentes, como distanciamento emocional que não passa com o tempo, ou dificuldade de imaginar qualquer vínculo futuro com a criança.

    Você consegue notar se o que sente é mais em relação à maternidade, às mudanças que a gravidez traz na sua vida, ou é algo direcionado especificamente ao bebê? E esse sentimento tem se mantido igual desde que você descobriu a gravidez, ou tem mudado de intensidade com o passar do tempo?

    Esse tipo de sentimento, principalmente quando gera culpa ou confusão, merece ser acompanhado de perto, tanto pelo impacto emocional que tem na gestante quanto pela importância desse período para o vínculo que está se formando. Vale muito buscar acompanhamento psicológico voltado a esse momento perinatal, e conversar também com o obstetra que te acompanha sobre o que você está sentindo. Caso precise, estou à disposição.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helio Martins

    Olá, tudo bem? Fico feliz que você trouxe essa dúvida, porque ela toca em algo que incomoda muita gente que já passou por um episódio depressivo: a sensação de estar sempre na corda bamba, esperando a próxima queda.

    De fato, depois que atravessamos um período depressivo, nossa mente e nosso corpo guardam memória disso. Não é fraqueza nem falta de recursos, é que os caminhos que se ativam diante de uma perda, uma frustração ou uma notícia ruim ficam, de certa forma, mais treinados para reagir daquele jeito, então um novo evento estressor pode reacender rapidamente pensamentos, sensações físicas e crenças que pareciam superadas. É quase um mecanismo de proteção que, paradoxalmente, acaba nos aprisionando.

    Queria te perguntar algumas coisas, se puder refletir comigo: você consegue identificar quais tipos de acontecimentos costumam ser gatilho para você, ou parece que qualquer notícia ruim já é suficiente? Quando esse ciclo começa, você percebe primeiro um pensamento, uma sensação no corpo, ou já vem tudo junto? E hoje, quando isso acontece, você tem alguma estratégia ou alguém que te ajuda a não deixar a onda te levar embora?

    Essas respostas dizem muito sobre qual seria o caminho mais eficaz para você, e é exatamente esse tipo de mapeamento que a terapia ajuda a construir, entendendo seus padrões específicos para que você deixe de reagir no automático e passe a ter mais domínio sobre esse ciclo. Caso precise, estou à disposição.


  • Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo

    Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helio Martins

    Boa tarde, tudo bem? Pelo que você compartilha, o que mais dói aqui não parece ser só a experiência ruim no trabalho, mas o fato de justamente sua mãe, quem deveria te dar suporte, ter duvidado do que você estava sentindo e vivendo.

    Quando alguém próximo desqualifica o que estamos sentindo, chamando de exagero ou de outra coisa completamente diferente do que realmente é, isso costuma doer muito mais do que a situação original, porque além de lidar com o sofrimento em si, a pessoa ainda precisa lidar com a sensação de não ter sido vista nem validada. Faz sentido que isso tenha deixado uma marca de desconfiança generalizada, não só com sua mãe, mas com as pessoas de forma mais ampla.

    Você consegue perceber se essa desconfiança nas pessoas apareceu só depois desse episódio específico, ou se já existia antes, mesmo que de forma mais leve? E hoje, quando você pensa na sua mãe, o que pesa mais, a falta de apoio naquele momento específico, ou uma sensação de que isso se repete em outras situações da relação de vocês?

    Concluir que a maioria das pessoas não presta é uma forma de se proteger de passar por algo parecido de novo, mas também pode acabar te afastando de conexões que poderiam te fazer bem. Vale a pena olhar com cuidado para essa crença e para o que ainda dói dessa relação com sua mãe. Caso precise, estou à disposição.


  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helio Martins

    Oi, tudo bem? Pelo que você descreve, existe um padrão interessante aí: o problema não é falta de interesse ou dedicação, é quase o oposto, um envolvimento tão intenso com livros e cursos que acaba competindo com o que precisa ser priorizado no trabalho.

    Sim, a TCC costuma ajudar bastante nesse tipo de situação, porque trabalha diretamente com os gatilhos que levam à distração e com as crenças que sustentam esse padrão, muitas vezes ligadas ao perfeccionismo que você mencionou, como a ideia de que é preciso saber mais antes de agir, ou que aprender é sempre mais seguro do que produzir e ser avaliado pelo resultado. Outras estratégias de regulação da atenção e da impulsividade também podem se somar, dependendo de como esse padrão funciona no seu caso.

    Você percebe se esse movimento de se refugiar em conteúdos novos aparece mais quando alguma tarefa do trabalho te causa ansiedade ou insegurança, ou é algo mais constante, independente do que está em jogo? E esse perfeccionismo que você citou, ele te trava mais na hora de começar as tarefas, ou na hora de considerá-las prontas?

    Vale a pena investigar com mais profundidade essa dinâmica entre impulsividade, perfeccionismo e a sensação de nunca estar pronto o suficiente, porque geralmente aí mora a raiz do que está te atrapalhando. Caso precise, estou à disposição.


  • Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento

    Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento e calmante na mente e faz alterar as ondas cerebrais rápidas para as mais lentas?
    Mas pode ser verbalmente? Ou funciona melhor se for Mentalmente



    Muito obrigado psicólogos do Doctoralia tomara que me respondam

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helio Martins

    Olá, tudo bem? Que pergunta interessante, dá para perceber que você já observa a própria mente com bastante curiosidade, e isso já é meio caminho andado para quem busca mais equilíbrio emocional.

    Repetir uma palavra ou frase de forma focada realmente pode ajudar a acalmar, mas vale um ajuste em como isso costuma ser explicado: não é bem que a repetição troca as ondas cerebrais como se fosse um interruptor, e sim que ela ocupa a mente com algo simples e repetitivo, o que reduz o espaço para pensamentos ruminantes e ajuda o corpo a sair do estado de alerta e entrar num estado mais calmo. Esse é o princípio por trás de várias práticas contemplativas e de regulação emocional.

    Sobre fazer em voz alta ou mentalmente, os dois caminhos costumam funcionar, e o que determina o resultado é menos a forma e mais a constância e a qualidade da atenção que você consegue sustentar. Você já notou alguma diferença quando testa das duas formas? E essa busca por relaxamento tem surgido em algum contexto específico de ansiedade ou insônia, ou é mais uma curiosidade sobre a própria mente?

    Entender o que está por trás dessa busca costuma abrir portas importantes, e é justamente esse tipo de investigação que a terapia proporciona. Caso precise, estou à disposição.


  • Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz

    Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Helio Martins

    Olá, tudo bem? Entendo bem o incômodo de sentir a mente correndo mais rápido do que a gente consegue acompanhar, especialmente quando isso afeta o rendimento no trabalho.

    Esse pensamento acelerado e essa agitação apareceram de forma mais recente, ligados a alguma fase de sobrecarga, ou é algo que te acompanha há mais tempo, mesmo em períodos mais tranquilos? E quando você tenta se concentrar, o que costuma invadir a sua cabeça, preocupações específicas, uma inquietação mais difusa, ou os dois?

    Esse tipo de sintoma costuma ter várias origens possíveis, desde um quadro de ansiedade mais instalado até simplesmente um acúmulo de demandas que ultrapassou a capacidade do corpo de processar tudo em ordem. Quando ficamos em alerta por tempo demais, o corpo realmente perde eficiência para tarefas que exigem foco sustentado.

    Se isso já vem te atrapalhando há algumas semanas e começou a se espalhar para outras áreas da sua vida, vale a pena investigar com mais profundidade, inclusive considerando, dependendo da intensidade, uma avaliação conjunta com psiquiatria para descartar outras causas. Caso precise, estou à disposição.


Perguntas frequentes

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