Perguntas do paciente (661)

  • Faz um tempo que faço uso de antidepressivos e já foi trocado algumas vezes por não ter uma melhora

    Faz um tempo que faço uso de antidepressivos e já foi trocado algumas vezes por não ter uma melhora e ainda não sinto nem uma diferença e porque ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Consigo imaginar sua frustração. Quando a pessoa já tentou mais de um antidepressivo e continua sem sentir melhora, dá uma sensação muito ruim de estar fazendo tudo certo e, mesmo assim, nada sair do lugar. Nessa situação, eu não pensaria apenas em trocar para “mais um remédio”. Antes disso, vale revisar o quadro com calma: quais sintomas continuam, se o sono está ruim, se existe ansiedade junto, se houve dose e tempo suficientes, se há efeitos colaterais atrapalhando, e também se o diagnóstico inicial explica mesmo tudo que está acontecendo. Às vezes a falta de resposta não significa que você não melhora com tratamento. Significa que ainda não encontraram a estratégia certa para o seu caso. Essa é uma situação em que uma reavaliação mais cuidadosa faz muita diferença, porque seguir trocando medicação no automático costuma só aumentar a sensação de desgaste.


  • Mirtazapina 30 mg causa dependência? Tomo mirtazapina a uns oito meses,posso parar s desmame?

    Mirtazapina 30 mg causa dependência?
    Tomo mirtazapina a uns oito meses,posso parar s desmame?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    A mirtazapina não costuma causar dependência no sentido de “vício”, como acontece com algumas medicações sedativas ou benzodiazepínicos. Mas isso não significa que seja uma boa ideia parar de uma vez, principalmente depois de 8 meses de uso e na dose de 30 mg. Quando o corpo já está acostumado, a retirada brusca pode trazer rebote de insônia, ansiedade, irritabilidade, náusea, mal estar, piora do humor ou aquela sensação de que o quadro voltou de repente. Às vezes não é dependência, é o organismo sentindo uma mudança rápida demais. Eu não pararia sem desmame. O melhor é reavaliar se este é mesmo o momento de suspender e fazer uma redução planejada, acompanhando sono, humor e ansiedade durante o processo. Sair da medicação pode ser possível, mas precisa ser feito de um jeito que não te desorganize.


  • Estou tomando sertralina a 2 meses de 50. Ela me tirou do fundo do poço, posso dizer que melhorei 85

    Estou tomando sertralina a 2 meses de 50. Ela me tirou do fundo do poço, posso dizer que melhorei 85%. Voltei a fazer tudo que eu fazia antes, inclusive a líbido também voltou. Voltei a me maquiar, sentir, motivação, vontade de fazer coisas novas, fazer planejamentos, saio pros lugares, durmo bem, como etc...porém ainda sobrou 2 sintomas que por mais que sejam leves me incomodam. Que é a oscilação de humor e a sensação que vai me dar Pânico, mas não evolui. As vezes eu fico 2 semanas seguidas ótimas. E do nada meu humor oscila, fico desanimada, triste, coisas pessoais, problemas da vida me fazem ter crises de choro. As crises de choro diminuíram de intensidade também. Mas ainda me incomodam, mesmo não sendo recorrente. Lembrando que eu sofri por apenas 3 meses de ansiedade e Pânico e logo fui procurar ajuda médica. Ainda estou na janela de adaptação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Pelo que você descreve, a sertralina teve uma resposta muito boa. Voltar a sair, se maquiar, dormir, comer melhor, ter libido, fazer planos e retomar a vida são sinais importantes de melhora, não é pouca coisa. Ao mesmo tempo, esses sintomas que sobraram merecem ser olhados. Depois de 2 meses, ainda pode haver ajuste fino do tratamento, mas eu não chamaria apenas de “adaptação”. Quando ficam oscilações de humor, sensação de que o pânico vai vir, crises de choro mesmo mais leves e alguns dias de queda depois de semanas boas, pode ser que o quadro ainda esteja em remissão parcial. Isso não significa que você piorou ou que o remédio falhou. Significa que talvez o tratamento esteja no caminho certo, mas ainda precise ser ajustado com cuidado. Às vezes é tempo, às vezes dose, às vezes psicoterapia, rotina, manejo de gatilhos, ou só acompanhar mais um pouco antes de mexer. Eu levaria exatamente esse relato para o retorno, inclusive esse “melhorei 85%”. Isso ajuda muito, porque o objetivo não é só sair do fundo do poço, é sustentar melhora sem ficar vivendo com medo da próxima oscilação.


  • A combinação de Trazodona 50mg e Aripiprazol 10mg atrapalham no desempenho nas atividades físicas?

    A combinação de Trazodona 50mg e Aripiprazol 10mg atrapalham no desempenho nas atividades físicas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Pode atrapalhar, mas não é uma regra. A trazodona, principalmente quando usada à noite, pode deixar algumas pessoas mais sonolentas no dia seguinte, com sensação de corpo pesado, tontura ou queda de pressão ao levantar. No treino, isso pode aparecer como menos disposição, cansaço mais rápido ou sensação de “cabeça leve”. O aripiprazol costuma ser menos sedativo para muita gente, mas também pode interferir em algumas pessoas, principalmente se causar inquietação interna, tremor, insônia, tontura ou sonolência. Então a resposta depende muito do horário em que você toma, há quanto tempo começou, como está seu sono, hidratação, intensidade do exercício e sensibilidade individual. Não recomendo suspender ou mudar por conta própria. Se essa queda de rendimento começou depois da medicação, ou se vier com tontura forte, palpitação, quase desmaio ou falta de ar fora do habitual, o melhor é revisar com o médico que prescreveu. Muitas vezes dá para ajustar horário, dose ou estratégia sem perder o objetivo do tratamento. Uma avaliação individual ajuda a entender se isso é efeito da medicação, do sono, do condicionamento físico ou de outro fator associado.


  • Tomo respiridona anoite e ritalina de manhã tenho tdh depressão e autismo tenho agressividade a resp

    Tomo respiridona anoite e ritalina de manhã tenho tdh depressão e autismo tenho agressividade a respiridona e ritalina são eficiente nesses casos ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Pode ser uma combinação que faz sentido em alguns casos. A Ritalina costuma ser usada no TDAH, principalmente para desatenção, impulsividade e dificuldade de manter o foco. A risperidona pode ajudar quando existe muita irritabilidade, explosões de raiva ou agressividade, inclusive em alguns quadros associados ao autismo. Mas depressão, autismo e agressividade precisam ser avaliados juntos. Às vezes a agressividade vem de ansiedade, sobrecarga sensorial, sono ruim, impulsividade, humor deprimido ou até de algum ajuste que não esteja bom no tratamento.
    Então não dá para dizer só pela combinação se está tudo certo para você. O mais importante é entender se houve melhora de verdade e se há efeitos colaterais, como sonolência, ganho de peso, inquietação, piora da ansiedade, insônia ou mais irritabilidade. Se mesmo com as medicações ainda existe agressividade ou depressão importante, vale revisar com um médico, com calma, antes de qualquer mudança. O acompanhamento adequado é o que permite entender o que está acontecendo e ajustar o tratamento com segurança.


  • Tenho depressão, Insônia e gostaria de saber se é seguro usar amitriptilina 12,5 mg de noite pra dor

    Tenho depressão, Insônia e gostaria de saber se é seguro usar amitriptilina 12,5 mg de noite pra dormir no outro dia tenho ressaca fico sonolento mas médico receitou agora desvenlafaxina 50 mg essa vou começar tomar de dia. Essa combinação é comum? Quais efeitos colaterais devo observar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Olá! Sim, essa combinação pode ser usada na prática, principalmente quando a ideia é tratar a depressão durante o dia e ajudar o sono à noite. A desvenlafaxina costuma ser tomada pela manhã, porque em algumas pessoas pode dar mais ativação. Já a amitriptilina em dose baixa pode ajudar no sono, mas também pode deixar essa “ressaca” no dia seguinte, com sonolência, cabeça pesada e lentificação. O ponto é observar se essa ressaca fica tolerável ou se começa a atrapalhar sua rotina. Também vale ficar atento a boca seca, tontura, constipação, palpitações, piora da insônia, aumento da ansiedade ou sensação de aceleração no início da desvenlafaxina. Eu não mudaria nada por conta própria, mas contaria essa sonolência ao médico no retorno. Às vezes o ajuste não é trocar tudo, e sim acertar horário, dose e entender melhor o que está mantendo a insônia. Um tratamento bom precisa melhorar o sono sem deixar você dopado no dia seguinte.


  • Como o psiquiatra avalia o progresso terapêutico ao longo do tempo?

    Como o psiquiatra avalia o progresso terapêutico ao longo do tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Comparando o que mudou nos sintomas e na vida da pessoa desde o início do tratamento. Eu procuro usar exemplos concretos: conseguir terminar uma tarefa, voltar a sair, dormir de forma mais regular ou lidar melhor com uma situação que antes provocava muito sofrimento. Isso dá mais informação do que perguntar apenas “você está melhor?”. Também entram nessa avaliação os efeitos dos medicamentos e as dificuldades que continuam, mesmo quando há algum alívio. Questionários podem ajudar, mas precisam fazer sentido junto da história. Às vezes as crises diminuem antes de a pessoa recuperar sua rotina; em outras, ela já consegue fazer mais coisas, embora ainda sinta desconforto. O acompanhamento precisa perceber essas diferenças.


  • Como o psiquiatra avalia a autonomia emocional do paciente com Transtorno de Personalidade Borderlin

    Como o psiquiatra avalia a autonomia emocional do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Pela complexidade do TPB, dúvidas repetidas sobre o tema são melhor esclarecidas em uma avaliação individual.


  • Como o psiquiatra avalia a presença de pensamentos disfuncionais no Transtorno de Personalidade Bord

    Como o psiquiatra avalia a presença de pensamentos disfuncionais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Pela complexidade do TPB, dúvidas repetidas sobre o tema são melhor esclarecidas em uma avaliação individual.


  • Como o psiquiatra avalia a capacidade de autocuidado no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)

    Como o psiquiatra avalia a capacidade de autocuidado no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    No TPB, avaliar autocuidado vai além de perguntar se a pessoa consegue manter uma rotina básica.
    Na prática, tenta-se entender o que acontece quando a pessoa entra em crise: ela consegue pedir ajuda ou se isola? Consegue se proteger ou age no impulso? Mantém o tratamento ou abandona tudo quando piora? Percebe que está chegando no limite ou só nota quando a crise já estourou? Isso mostra muito sobre o nível de risco, autonomia e suporte que aquela pessoa precisa. Por isso, não dá para avaliar autocuidado de forma genérica. Depende da história, da intensidade das crises e de como a pessoa lida consigo mesma nos momentos mais difíceis.


  • Por que o psiquiatra precisa avaliar o padrão de relações interpessoais no Transtorno de Personalida

    Por que o psiquiatra precisa avaliar o padrão de relações interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Boa noite! Essas dúvidas sobre TPB são importantes, mas quando aparecem muitas perguntas sobre funcionamento emocional, relações, impulsividade, autoagressão, sexualidade, autocuidado e tratamento, o melhor caminho não é tentar esclarecer tudo em perguntas isoladas. Esse espaço ajuda em orientações gerais, mas não substitui uma avaliação psiquiátrica individual. No TPB, a resposta muda muito conforme a história da pessoa, a intensidade dos sintomas, os riscos envolvidos e o momento de vida. Quando existe esse nível de dúvida, o mais adequado é marcar uma consulta para organizar tudo com calma, entender se o diagnóstico realmente se aplica e pensar em um plano de cuidado seguro.


  • Como o psiquiatra avalia o impacto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) no comportamento

    Como o psiquiatra avalia o impacto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) no comportamento sexual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Pela complexidade do TPB, dúvidas repetidas sobre o tema são melhor esclarecidas em uma avaliação individual.


  • Como o psiquiatra diferencia impulsividade autodestrutiva de comportamentos adaptativos arriscados?

    Como o psiquiatra diferencia impulsividade autodestrutiva de comportamentos adaptativos arriscados?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Pela complexidade do TPB, dúvidas repetidas sobre o tema são melhor esclarecidas em uma avaliação individual.


  • Olá minha médica prescreveu bupropiona 150mg, já tomo paroxetina 40mg há 5 anos ambas Pela manhã, ma

    Olá minha médica prescreveu bupropiona 150mg, já tomo paroxetina 40mg há 5 anos ambas Pela manhã, mas depois da bup não consigo dormir bem ela Prescreveu pregabalina a noite
    Tem alguma interação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Olá! A sua dúvida faz sentido, principalmente porque a insônia apareceu depois da entrada da bupropiona. Não é necessariamente uma combinação proibida, mas precisa ser acompanhada com atenção. A bupropiona pode deixar algumas pessoas mais aceleradas, ansiosas ou com dificuldade para dormir, mesmo sendo tomada pela manhã. A pregabalina à noite pode ter sido pensada justamente para ajudar nesse desconforto, mas também pode dar sonolência, tontura ou sensação de corpo mais pesado no dia seguinte. Como você já usa paroxetina em dose alta há anos e agora entrou uma medicação nova, eu não trataria isso como algo para ajustar sozinha. Vale reavaliar se a insônia é adaptação inicial, sensibilidade à bupropiona, dose, horário ou se essa combinação está fazendo sentido para o seu caso. Um tratamento bom não deve apenas “funcionar no papel”, ele precisa caber no seu sono, na sua rotina e no seu bem estar.


  • Bom dia. Tomo escitalopram 15mg e quero parar como faço ?

    Bom dia. Tomo escitalopram 15mg e quero parar como faço ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Bom dia. Eu não recomendo parar o escitalopram por conta própria, mesmo usando 15 mg. A retirada depende de há quanto tempo você toma, por que ele foi indicado, como você está hoje e se já teve piora em tentativas anteriores de reduzir. Quando a suspensão é feita sem plano, a pessoa pode sentir tontura, irritabilidade, ansiedade, insônia, sensação estranha no corpo ou até confundir sintomas de retirada com volta do quadro inicial. O ideal é fazer uma reavaliação para entender se esse é mesmo o melhor momento de parar e montar uma retirada segura para o seu caso. A ideia não é prender ninguém a remédio, é sair dele do jeito certo, quando houver segurança para isso.


  • Estava tomando neozine 50mg por 9 meses parei e comecei a tomar o trazodona 50mg pq os efeitos colat

    Estava tomando neozine 50mg por 9 meses parei e comecei a tomar o trazodona 50mg pq os efeitos colaterais estava sendo aumento de apetite sedação muito forte há algum risco de parar um e começar tomar outro sem desmame?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    A troca pode fazer sentido quando o Neozine estava causando muita sedação e aumento de apetite, mas o ponto principal é que você usou por 9 meses. Depois de tanto tempo, parar de uma vez pode dar rebote em algumas pessoas, como piora do sono, agitação, ansiedade, suor, enjoo ou sensação de mal estar. A trazodona pode ajudar no sono e costuma pesar menos no apetite, mas não dá para saber só pela troca se o desconforto que aparecer será do remédio novo, da retirada do Neozine ou da volta dos sintomas que ele estava controlando. Então, se essa mudança foi orientada pelo seu médico, siga observando de perto nos primeiros dias. Mas se você fez por conta própria, eu reavaliaria. Às vezes a troca precisa ser mais gradual ou melhor planejada para você não sofrer com uma retirada brusca e achar que o novo tratamento não está funcionando.


  • meu psiquiatra passou bupropiona pq tenho quadro de ansiedade e tdah porem nao tem efeitos significa

    meu psiquiatra passou bupropiona pq tenho quadro de ansiedade e tdah porem nao tem efeitos significativos. Devo retornar ao médico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Olá! Sim, voltar ao seu psiquiatra é o caminho aqui, e não precisa esperar piorar para isso. Quando um remédio não traz efeito perceptível, essa é uma informação muito importante para a próxima consulta. Não significa que o tratamento deu errado, significa que talvez precise de ajuste. A bupropiona pode ajudar em alguns casos de TDAH, especialmente em foco, energia e disposição. Para ansiedade, ela nem sempre é a medicação principal e, em algumas pessoas, pode até dar uma sensação de ficar mais “ligado”. Por isso, o mais importante é entender o que não melhorou: a ansiedade, a desatenção, o desânimo, a impulsividade ou o sono. Eu não pararia nem mudaria por conta própria, mas também não ficaria esperando indefinidamente. Leve isso de forma objetiva no retorno: há quanto tempo está usando, qual dose e o que continua igual. A partir disso, dá para decidir se faz sentido aguardar mais, ajustar dose, trocar ou pensar em outra estratégia. É esse acompanhamento mais próximo que costuma fazer o tratamento começar a encaixar melhor.


  • Faço uso de carbonato de lítio, minha litemia deu 0,40. Ainda sim apresento alterações no humor como

    Faço uso de carbonato de lítio, minha litemia deu 0,40. Ainda sim apresento alterações no humor como mania/hipomania e depressão. Meu psiquiatra deve rever a dosagem de lítio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Sim, vale levar isso para uma reavaliação com seu psiquiatra. Uma litemia de 0,40 pode ficar abaixo do que costuma ser necessário para estabilização do humor em muitos casos, especialmente se você ainda está apresentando sintomas de hipomania, mania ou depressão. Mas antes de concluir que é só aumentar a dose, é importante confirmar alguns pontos: se o exame foi colhido no horário correto, geralmente cerca de 12 horas após a última tomada, se você vinha tomando regularmente, se houve esquecimento de doses e se há outros fatores interferindo no tratamento. O mais importante é não ajustar o lítio por conta própria. Ele é uma medicação muito útil, mas precisa de cuidado com dose, exames e acompanhamento. Quando existe litemia baixa junto com sintomas ativos, isso é um motivo bem concreto para revisar a estratégia, seja ajustando dose, investigando adesão, repetindo exame ou pensando se o lítio sozinho está dando conta do quadro.


  • Estou a 5 meses tomando sertralina de 50 mg, mas o efeito da sonolência não passa, tenho vontade de

    Estou a 5 meses tomando sertralina de 50 mg, mas o efeito da sonolência não passa, tenho vontade de dormir dia e noite e não tenho ânimo, para ansiedade até deu uma aliviada. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Depois de 5 meses usando sertralina, uma sonolência tão forte, com vontade de dormir dia e noite e falta de ânimo, merece reavaliação. No começo do tratamento esse tipo de efeito pode acontecer, mas quando persiste por tanto tempo, não acho ideal tratar como algo simplesmente “normal”. Pode ter relação com a sertralina, com a dose, com o horário, com o sono, com a própria depressão ou até com outros fatores clínicos. O fato de a ansiedade ter melhorado é importante, mas o tratamento também precisa permitir que você funcione bem durante o dia. Eu não suspenderia sozinha, mas conversaria com o médico para ajustar a estratégia. Às vezes uma mudança de horário, dose ou medicação faz muita diferença.


  • Estou com problemas de ansiedade e depressão, segundo a médica. Ela me receitou Lutab 20mg (muito di

    Estou com problemas de ansiedade e depressão, segundo a médica. Ela me receitou Lutab 20mg (muito difícil de conseguir) e buspirona 5mg (1 comp na primeira semana e 2 a partir da segunda semana, todos pela manhã). Essa combinação é tranquila?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Jéssica Carpaneda

    Olá! Essa combinação pode ser usada, sim, desde que tenha sido indicada após avaliação do seu caso. O Lutab é a lurasidona, e um detalhe importante é que ela precisa ser tomada com alimento para ser bem absorvida. A buspirona costuma entrar para ajudar na ansiedade e, em geral, não é uma medicação de dependência. Como você comentou que o Lutab está difícil de encontrar, eu não deixaria isso passar batido. Medicação que falha por falta de acesso pode atrapalhar bastante a resposta ao tratamento. O ideal é acompanhar de perto as primeiras semanas, observar sono, tontura, inquietação, enjoo, ansiedade e disposição, e já ter uma alternativa pensada caso você não consiga manter o uso regular. Um tratamento bom não é só o que faz sentido na receita. Ele precisa funcionar na sua rotina, ser possível de manter e ser ajustado com cuidado conforme o seu corpo responde.


Autor

Psiquiatra, Médico clínico geral, Generalista

Perguntas frequentes

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