Perguntas do paciente (661)
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Boa noite! Desde criança, tenho um problema em que meu cérebro parece não processar dor como "perig
Boa noite!
Desde criança, tenho um problema em que meu cérebro parece não processar dor como "perigo", ou algo assim. Exemplo: tenho uma afta na boca, mas não consigo parar de encostar a língua, mesmo doendo muito. Ou quando eu era criança, sentei na beirada da cama, em cima da madeira, e quando levantei doeu muito mas eu só fiquei parada, sem reclamar. Tipo, ao mesmo tempo que eu sinto dor muito fácil, eu consigo simplesmente ignorar.
O verdadeiro problema é que mesmo quando eu sei que vai doer, eu faço, e eu não sei porque, mas sempre fui assim. Mexo na ferida, arranco pele da boca, como os dedos. Tenho uma unha que quebrou na carne, mas eu continuo puxando ela.
Sei que são hábitos nada saudáveis, e não sei o que eu tenho.
(Obs: estou fazendo terapia para depressão, autismo e TDAH, caso seja relevante.)RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode acontecer em alguns comportamentos repetitivos focados no corpo, como cutucar feridas, mexer em aftas, arrancar pele da boca, roer unhas ou morder os dedos. Muitas vezes a pessoa sente dor e sabe que vai machucar, mas ainda assim tem dificuldade de interromper o impulso. Isso não significa necessariamente que você “não sente perigo”. Pode ter relação com ansiedade, tensão interna, busca sensorial, impulsividade ou dificuldade de inibir o comportamento. Em pessoas com TDAH e autismo, esse tipo de padrão pode aparecer com mais frequência, justamente por essa mistura de impulsividade, hiperfoco na sensação corporal e necessidade de regulação sensorial. O mais importante é entender a função desse comportamento: se acontece no automático, se vem em momentos de estresse, se alivia alguma sensação interna, se parece compulsivo ou se existe intenção de se machucar. Essa diferença muda bastante a forma de tratar. Como você já está em terapia, vale levar esse tema de forma bem direta: quando acontece, o que você sente antes, o que sente depois e se existe algum alívio momentâneo. E, se isso está causando feridas, sangramento, infecção, sofrimento ou sensação de perda de controle, vale também avaliar com um psiquiatra. Não é falta de força de vontade; é um padrão que precisa ser entendido com cuidado para o tratamento ficar mais direcionado.
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Minha médica aumentou fluvoxamina para 100 mg. Mas ainda tenho caixa de 50mg. Posso tomar 2 comprimi
Minha médica aumentou fluvoxamina para 100 mg. Mas ainda tenho caixa de 50mg. Posso tomar 2 comprimidos de 50 mg ? Faz o mesmo efeito do de 100mg?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Em geral, sim. Dois comprimidos de fluvoxamina 50 mg correspondem à dose total de 100 mg, desde que seja o mesmo medicamento e a mesma apresentação. Então, se a sua médica aumentou para 100 mg e você ainda tem os comprimidos de 50 mg, costuma ser possível usar 2 comprimidos juntos no mesmo horário orientado. Só confira na caixa se é realmente fluvoxamina e se está dentro da validade. Parece uma dúvida simples, mas vale alinhar esse tipo de detalhe, porque tomar a dose certa, no horário certo, faz diferença para o tratamento funcionar como foi planejado.
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Estou tomando desvenlafaxina 50mg a 18 dias e tive um aumento muito grande na menstruação que já dur
Estou tomando desvenlafaxina 50mg a 18 dias e tive um aumento muito grande na menstruação que já dura uma semana.Tomo desogestrel uso contínuo a 3 anos.Tenho 45 anos e já tinha menstruando antes de começar a tomar o desvenlafaxina.Sera só um efeito colateral?A menstruação vai regularizar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pode ter relação com o início da desvenlafaxina, sim, porque alguns antidepressivos podem facilitar sangramentos em algumas pessoas. Mas, pelo que você descreveu, eu não colocaria tudo automaticamente como efeito colateral. Você tem 45 anos, usa desogestrel contínuo há alguns anos e agora teve um aumento importante do sangramento que já dura uma semana. Nessa fase da vida, qualquer mudança menstrual mais intensa merece ser avaliada com cuidado, mesmo que tenha começado perto da troca ou início de uma medicação. Eu não suspenderia a desvenlafaxina por conta própria, mas também não ficaria apenas esperando regularizar. O ideal é conversar com a médica que prescreveu e também passar por avaliação ginecológica, para entender se foi efeito da medicação, alteração hormonal, escape pelo anticoncepcional ou outra causa.
Se o sangramento estiver muito intenso, com coágulos, tontura, fraqueza, falta de ar ou necessidade de trocar absorvente com muita frequência, procure atendimento de urgência.
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Eu as vezes tenho quase ctz q tenho autismo de nível 1, como faço pra saber ?
Eu as vezes tenho quase ctz q tenho autismo de nível 1, como faço pra saber ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa percepção sobre você merece ser levada a sério, principalmente quando é uma dúvida que vem se repetindo e começa a fazer sentido olhando para a sua história. Não dá para confirmar ou descartar autismo apenas por teste de internet. Esses questionários podem até ajudar a organizar algumas pistas, mas o diagnóstico exige uma avaliação clínica, olhando infância, escola, relações, comunicação, sensibilidade a sons, texturas ou ambientes, necessidade de rotina, interesses intensos e também como você funciona hoje. No adulto, especialmente no autismo nível 1, muita coisa pode ter passado despercebida por anos. Algumas pessoas aprendem a se adaptar, imitar comportamentos e esconder dificuldades, então ouvir “mas você nem parece autista” não encerra a questão. O mais importante é investigar com calma, sem pressa para se encaixar em um rótulo, mas também sem desconsiderar algo que pode explicar muita coisa da sua vida. Uma avaliação bem feita ajuda a diferenciar autismo, ansiedade, TDAH, trauma, depressão ou traços de personalidade, e dá mais clareza sobre o melhor caminho de cuidado.
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Uso lyberdia para o tdah e estudo para concursos. Será que a quetiapina pode afetar nos meus estudos
Uso lyberdia para o tdah e estudo para concursos. Será que a quetiapina pode afetar nos meus estudos e memória?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a quetiapina pode deixar algumas pessoas mais lentas ou sonolentas no dia seguinte. Para quem estuda para concurso, isso pode parecer “memória ruim”, quando o problema aconteceu antes: o cérebro não registrou bem o que foi lido. Mas há o outro lado. Se ela melhorou um sono que era péssimo, seu rendimento pode aumentar. Em vez de avaliar apenas pela sensação, compare leitura e resolução de questões em horários semelhantes. Seu desempenho real dirá mais do que a fama do medicamento.
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Qual a diferença entre normalidade e anormalidade em psicopatologia?
Qual a diferença entre normalidade e anormalidade em psicopatologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ótima pergunta! Na verdade, não existe uma linha exata separando o "normal" do "anormal" em saúde mental. Todos nós temos dias de tristeza, ansiedade, medo ou pensamentos estranhos... isso faz parte da experiência humana e não é doença. O que mais importa na prática não é se um sentimento ou comportamento é "fora do comum", mas sim três coisas: se ele está causando sofrimento, se está atrapalhando sua vida (trabalho, relações, rotina) e se está muito fora do seu jeito habitual de ser. Quando uma vivência começa a pesar nessas áreas, é aí que vale a pena buscar ajuda. Também conta o contexto: o que é esperado num momento de luto, por exemplo, seria preocupante em outra situação. Por isso a avaliação é sempre individual, olhando a pessoa inteira, e não um sintoma isolado.
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O que se entende por “difusão de identidade” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
O que se entende por “difusão de identidade” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Difusão de identidade, no TPB, não significa simplesmente “não saber quem é”. É uma sensação mais profunda de instabilidade sobre si mesmo: a pessoa pode mudar muito a forma como se percebe, o que deseja, o que sente, como se posiciona nas relações e até o valor que dá a si mesma. Em alguns momentos se vê de um jeito; em outros, de forma quase oposta. Isso costuma aparecer mais forte em situações de rejeição, conflito, abandono ou medo de perder alguém importante. Na prática, a pessoa pode sentir que não tem um “eu” muito firme por dentro, e acaba se organizando muito a partir do olhar, da presença ou da ausência do outro. Entender isso em consulta ajuda muito, porque nem toda instabilidade emocional é TPB, e nem toda crise de identidade tem a mesma origem. O cuidado precisa olhar para a história da pessoa, os vínculos, os gatilhos e o padrão que se repete ao longo do tempo.
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Emitem receita para alprazolam de 1 mg para 30 dias de viagem ?
Emitem receita para alprazolam de 1 mg para 30 dias de viagem ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível emitir receita para viagem, desde que haja avaliação médica e indicação adequada. Alprazolam é uma medicação controlada, então a prescrição precisa considerar o motivo do uso, dose, tempo de tratamento, riscos, segurança e o período da viagem. Quando há indicação e o caso está bem avaliado, a receita pode ser organizada para cobrir esse período de forma correta e segura.
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Quais são as orientações e recomendações do psiquiatra quanto ao uso de múltiplos medicamentos (poli
Quais são as orientações e recomendações do psiquiatra quanto ao uso de múltiplos medicamentos (polifarmácia) no manejo clínico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pela complexidade do TPB, dúvidas repetidas sobre o tema são melhor esclarecidas em uma avaliação individual.
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Eu tomo concerta 36 mg e eu tenho quase certeza que ele piora minha ansiedade em alguns dias, mas te
Eu tomo concerta 36 mg e eu tenho quase certeza que ele piora minha ansiedade em alguns dias, mas tem dias que eu fico bem. Isso é possível?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode acontecer. E os dias em que você fica bem são tão importantes quanto aqueles em que a ansiedade piora. Eu compararia o horário em que ela aparece, a qualidade do sono da noite anterior, o consumo de café e a exigência daquele dia. Também tentaria perceber se é a ansiedade habitual ou uma sensação mais física de aceleração e inquietação. Esse contraste costuma mostrar se o Concerta está participando do problema ou apenas amplificando algo que já estava presente. A dose isolada não responde isso; a sequência do seu dia, sim.
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Há 5 dias estou tomando Venvanse 30 mg e começou a dar dor no estômago e o efeito depois de 6h da um
Há 5 dias estou tomando Venvanse 30 mg e começou a dar dor no estômago e o efeito depois de 6h da uma tristeza e corpo ruim. O que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso pode acontecer no início do uso, mas não é algo para você conduzir sozinho. Dor no estômago, tristeza quando o efeito passa e essa sensação de “corpo ruim” podem indicar adaptação, rebote ou baixa tolerância à dose. Eu reavaliaria com o médico antes de insistir ou mexer na medicação por conta própria. Muitas vezes o ajuste certo não é simplesmente aumentar, parar ou trocar, mas entender como seu organismo está respondendo ao estimulante, em que horário o efeito cai, como está seu sono, sua alimentação e sua ansiedade ao longo do dia.
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Iniciei tratamento com Venvanse a uma semana, mas desde o primeiro dia, náusea forte, dor de estômag
Iniciei tratamento com Venvanse a uma semana, mas desde o primeiro dia, náusea forte, dor de estômago, e sonolência. Me ajudou a desacelerar minha mente , a parte maravilhosa do uso, mas fico prostrada muito rápido, não tenho vontade de fazer nada (umas duas horas após tomar). Fico estranha, com sono, sem vontade pra fazer nada. Tomo Lamotrigina e clonazepam, sendo o clonazepam pra dormir a noite e já fazem muito tempo que tomo estabilizadores de humor e medicação para dormir.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você descreveu duas respostas acontecendo juntas: a mente desacelerou, o que foi positivo, mas cerca de duas horas depois veio náusea, dor e uma prostração que praticamente anulou esse benefício. Isso é diferente de apenas sentir um desconforto leve no começo. Como lamotrigina e clonazepam já eram usados há bastante tempo, o momento em que essa mudança surgiu chama atenção para o novo tratamento, embora alimentação, sono e ansiedade também influenciem. Eu não esperaria passivamente várias semanas com esse prejuízo diário; levaria essa sequência exata para uma revisão.
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Olá. Tenho me sentido muito estressado e com uma sensação constante de irritação e impaciência no di
Olá. Tenho me sentido muito estressado e com uma sensação constante de irritação e impaciência no dia a dia, o que tem impactado minha convivência com as pessoas. Que tipo de profissional (psicólogo ou psiquiatra) devo procurar inicialmente para avaliar essa queixa de irritabilidade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Talvez a pergunta principal não seja apenas “psicólogo ou psiquiatra?”, mas “por que eu estou reagindo de um jeito que não era meu?”. Quando a irritação se torna constante e começa a desgastar as relações, eu não trataria isso como simples falta de paciência. Ansiedade, exaustão, alterações do humor e dificuldades no sono podem aparecer justamente dessa forma. Uma avaliação inicial ajuda a entender o quadro inteiro e, a partir daí, definir se a psicoterapia será o principal caminho ou se existe algo além dos conflitos cotidianos precisando de cuidado.
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. Qual é a função dos medicamentos no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
. Qual é a função dos medicamentos no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os medicamentos no TPB não têm a função de “curar” a personalidade ou resolver sozinhos o padrão de instabilidade emocional. Eles podem ser úteis para tratar sintomas específicos, como ansiedade intensa, depressão associada, irritabilidade, impulsividade, insônia ou crises de angústia, principalmente quando esses sintomas estão muito limitantes. O tratamento central costuma ser psicoterapia estruturada, com acompanhamento regular e construção de estratégias para lidar com emoções, vínculos, impulsos e crises. A medicação entra como apoio, quando bem indicada, e deve ser revisada com cuidado para evitar excesso de remédios sem real benefício.
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Qual a importância da avaliação contínua e do acompanhamento a longo prazo no Transtorno de Personal
Qual a importância da avaliação contínua e do acompanhamento a longo prazo no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No TPB, o acompanhamento a longo prazo faz diferença porque o ponto central não é simplesmente “parar de sentir”. As emoções vão continuar vindo, às vezes com muita força. A grande questão é como a pessoa vai reagir a elas. Quando não há manejo adequado, uma emoção intensa pode virar crise, impulsividade, conflito, ansiedade, insônia, sensação de abandono ou até vontade de se machucar. Por isso, o acompanhamento contínuo ajuda a reconhecer padrões, entender gatilhos e construir formas mais seguras de atravessar esses momentos. Esse processo costuma ser melhor quando existe vínculo. Com tempo, regularidade e confiança, a pessoa não fica sozinha tentando lidar com tudo no limite da dor.
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Por que o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é considerado um transtorno complexo para tra
Por que o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é considerado um transtorno complexo para tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O TPB é considerado complexo porque não se trata apenas de “mudança de humor” ou de uma crise isolada. A questão central costuma estar na dificuldade de regular emoções muito intensas. A pessoa sente com muita força, e muitas vezes reage a essa dor no impulso, no desespero, no medo de abandono ou na tentativa de aliviar algo que parece insuportável naquele momento. Por isso, o tratamento não pode ser superficial. É preciso entender como a pessoa sente, como interpreta as relações, quais situações ativam crises, como lida com rejeição, raiva, culpa, vazio, ansiedade e insônia, e quais comportamentos aparecem quando ela está no limite. Também é comum existirem outros quadros associados, como depressão, ansiedade, trauma, compulsões, uso de substâncias ou comportamentos autoagressivos. Isso exige acompanhamento contínuo, vínculo terapêutico e um plano bem individualizado. O objetivo não é impedir que a pessoa sinta, mas ajudá-la a reagir de forma mais segura ao que sente.
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De que forma o psiquiatra contribui para a estabilização emocional indireta no Transtorno de Persona
De que forma o psiquiatra contribui para a estabilização emocional indireta no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O psiquiatra contribui para a estabilização emocional no TPB de forma indireta, principalmente ajudando a pessoa a entender melhor o que acontece com ela nos momentos de crise. A emoção intensa vai aparecer, mas o ponto é aprender a reconhecer o que foi ativado e escolher uma resposta mais segura, em vez de agir apenas no impulso da dor. Além disso, o psiquiatra avalia sintomas que podem piorar muito a regulação emocional, como ansiedade, insônia, depressão, irritabilidade, impulsividade e uso de substâncias. Quando esses fatores estão descompensados, a pessoa fica com menos recurso interno para lidar com frustração, rejeição, medo de abandono ou conflitos. A medicação, quando indicada, não “trata a personalidade” em si, mas pode reduzir sintomas que deixam tudo mais instável. O acompanhamento também oferece continuidade, vínculo e um espaço para reorganizar o cuidado, evitando que cada crise seja vivida como se fosse uma urgência sem saída.
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Recomentam mindfullness? Há 2 anos estou tendo problemas com o som alto da vizinhança, (mas não 2
Recomentam mindfullness?
Há 2 anos estou tendo problemas com o som alto da vizinhança, e toda vez que ligam a música, eu fico ansioso, mesmo fechando porta e janela, se entra "um tantinho" de música deles isso me inquieta (já foi pior, a ponte de eu até ficar tremendo de ansiedade, hoje diminuiu, mas o que restou de ansiedade ainda me incomoda). Já fiz terapia sobre isso mas eu achei uma perda de tempo e já cheguei a tomar remédio, mas parei porque na época não tinha vizinho barulhento e eu estava muito bem. Então eu gostaria de saber se recomendam essa prática para eu me controlar mais, já que ouço falar tão bem dela. Também queria saber se posso usá-la para dormir, já que eu demoro um pouco pra pegar no sono (e quando eu quero tirar um cochilo depois do almoço.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Mindfulness pode ajudar, sim, mas não como uma obrigação de meditar para conseguir suportar qualquer barulho. O que chama atenção é que seu corpo parece ter aprendido que o menor sinal de música significa que algo pior está por vir. Por isso você se inquieta mesmo quando o volume nem está tão alto. A terapia anterior pode simplesmente não ter trabalhado esse mecanismo específico. Eu buscaria uma abordagem voltada à antecipação, à hipervigilância e à sensação de invasão que o som provoca. Para dormir, a prática pode ser útil, mas o objetivo maior seria devolver a você a sensação de controle, sem precisar vigiar constantemente o ambiente.
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Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C) e Transtorno de Personalidade Borderline (TP
Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C) e Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são diagnósticos concorrentes ou complementares?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eles podem coexistir, mas não dá para tratar TEPT complexo e TPB como se fossem exatamente a mesma coisa. Realmente existe uma sobreposição grande entre os dois quadros, especialmente em aspectos como instabilidade emocional, dificuldades nos relacionamentos, sensação de vazio, vergonha, culpa e problemas para lidar com emoções intensas.
A principal diferença é que o TEPT complexo está ligado a uma história de trauma, geralmente prolongado ou repetido, e costuma incluir sintomas como revivescências, evitação, sensação constante de ameaça e mudanças na forma como a pessoa se vê e se relaciona com os outros. Já o TPB envolve um padrão mais amplo de instabilidade emocional, impulsividade, medo intenso de abandono e relacionamentos que podem oscilar entre idealização e decepção. Em alguns casos, também podem ocorrer comportamentos autoagressivos ou crises suicidas.
Na prática clínica, algumas pessoas apresentam os dois diagnósticos ao mesmo tempo. Em outras situações, os sintomas podem ser parecidos e gerar dúvidas. Por isso, o mais importante é fazer uma avaliação cuidadosa da história de vida, dos sintomas e do contexto de cada pessoa, sem atribuir tudo apenas ao trauma e sem usar o diagnóstico de TPB para desconsiderar experiências traumáticas que realmente existiram.
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No transtorno de personalidade borderline (TPB), a desorganização do funcionamento pode ser parcial,
No transtorno de personalidade borderline (TPB), a desorganização do funcionamento pode ser parcial, afetando apenas determinadas áreas da vida do paciente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. No TPB, a pessoa pode parecer muito funcional em algumas áreas da vida e, ainda assim, sofrer muito em outras. Às vezes ela trabalha, estuda, cumpre responsabilidades, conversa bem, resolve problemas, mas se desorganiza quando envolve vínculo, rejeição, frustração, medo de abandono ou emoções muito intensas.
Por isso, não dá para avaliar o sofrimento só pela aparência de funcionamento. A questão não é apenas “a pessoa consegue fazer as coisas?”, mas o quanto ela se perde por dentro quando algo toca em pontos sensíveis. Em muitos casos, a desorganização aparece mais nas relações, nas crises emocionais, na impulsividade, na insônia, na ansiedade, na culpa ou na dificuldade de se recuperar depois de um conflito. Então sim, o prejuízo pode ser parcial, mas ainda assim muito importante e digno de cuidado.
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Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…