Perguntas do paciente (98)
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como estás?Entendo como é exaustivo sentir que, logo que a vida parece dar uma trégua, algo acontece e aquele peso familiar volta a nos envolver. Proponho aqui uma reflexão, uma conversa e uma gentileza que isso merece.
Na proposta de trabalho que eu realizo, em Jung, a depressão não é apenas uma "doença" a ser combatida mas, muitas vezes, um sinal da alma, algo em nós que temos que reconhecer.Tal intervenção é classificada como a Sombra, isto é, são as nossas partes que temos e que reprimimos, que a sociedade geralmente não aprova, ou que simplesmente doem demais para olharmos de frente.Quando um acontecimento ruim bate à porta, essa sombra, que nunca foi de fato integrada, acorda com força. Ela não está na espreita para nos punir; mas sim, ela está esperando ser ouvida.
Como a clássica frase do Jung, "O que você resiste, persiste." traz uma idéia de como este movimento psíquico age, que, mesmo a tristeza, tem que ser vivida e integrada em nossa personalidade e, enquanto isso não ocorre, mais ela encontra brechas para retornar.O que te deixa depressivo? Com ânimos baixos? Energia baixa? Pensamentos desestimulantes?São temas necessários e importantíssimos para podermos elaborar num processo analítico, em que veremos traços de personalidade, sua história de vida, sua sensibilidade profunda, na busca de uma consciência mais ampla.O caminho não é vencer a depressão para sempre, mas fazer as pazes com os ciclos da alma, em que existem tais sentimentos e a necessidade de significá-los, vivê-los e encontrar o que nos falta. A alma fala e, quando aprendemos a ouvir, os ciclos podem se tornar menos brutais, mais reveladores.
Aqui, trouxe uma introdução do que podemos fazer num processo analítico. Entre em contato e elaboraremos melhor tais demandas.
Até logo!
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As pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) de superstição realmente acreditam nas supersti
As pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) de superstição realmente acreditam nas superstições?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
No trabalho clínico que eu realizo, acredito que a questão não é sobre acreditar no sentido racional, mas sobre a função que a superstição exerce no psiquismo da pessoa.
O TOC supersticioso não acredita na superstição como uma verdade factual, mas age como se acreditasse. O ritual ou o pensamento supersticioso é uma formação de compromisso, embasada numa solução defensiva e falha para lidar com uma angústia interna profunda, geralmente ligada a pensamentos ou desejos inconscientes considerados inaceitáveis, com conteúdos agressivos, sexuais, imorais, por exemplo.
O pensamento mágico do TOC tenta controlar simbolicamente um perigo interno, projetando-o para o mundo externo. Vejo questionamentos necessários para começarmos a olhar para esse ponto, com perguntas que buscam ir além do conteúdo da superstição e focar na experiência subjetiva da pessoa.
Exemplos iniciais são "Quando o pensamento supersticioso surge, é como uma certeza absoluta de que algo ruim vai acontecer, ou é mais uma sensação avassaladora de medo e dúvida que você sente que precisa neutralizar?". Aqui, um exemplo da função do ritual e possíveis associações fantasiosas. "Se por um instante você pudesse não realizar o ritual, o que você temeria que pudesse acontecer? O que isso impediria ou causaria?".O TOC se caracteriza muito pela intensidade da origem da Angústia, "Além do alívio momentâneo, o que mais o ritual ou o pensamento tenta proteger você?, "Contra que sentimentos ou ideias ele serve de barreira?"Associações sobre a história de vida, como se formou o TOC em suas associações e vivências, "Se olharmos para a sua história, em que outros momentos da sua vida você sentiu uma necessidade forte de controle ou de se proteger de algo que considerava perigoso?"
Vejo que a psicanálise compreende o TOC supersticioso não é sobre a superstição em si, mas sobre o uso do pensamento mágico para tentar dar uma resposta, mesmo que dolorosa, a um conflito psíquico inconsciente. A pergunta deixa de ser de um simples "Você acredita?" para um "De que sofrimento esta crença tenta te salvar?".
Espero ter auxiliado na sua reflexão e fico a disposição para conversarmos sobre este e demais assuntos questionadores num possível processo analítico. Para tal, entre em contato comigo pelo botão do Doctoralia.
Fique bem!
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Existe alguma técnica para ampliar a visão de mundo de alguém com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (T
Existe alguma técnica para ampliar a visão de mundo de alguém com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Eu vejo a presente pergunta como uma forma de reposicionarmos o que compreendemos sobre a aplicação de técnicas diretas e concretas no campo do TOC, mas sim de elaborarmos formas de trabalho de escuta e interpretação que visem os significados inconscientes por trás dos rituais e pensamentos.
Na psicanálise, visão clínica que trabalho, o TOC é compreendido como uma manifestação de um conflito psíquico inconsciente. Os rituais e pensamentos obsessivos são uma solução defensiva que a mente encontra para lidar com angústias, desejos e impulsos percebidos como ameaçadores, inaceitáveis e sem significados a serem compreendidos pela consciência.
Portanto, não se aplica uma técnica no sentido de um exercício prescritivo. O trabalho ocorre por abordagens focadas, por exemplo, na associação livre, na transferência, isto é, na observação de como os padrões de relacionamento e conflitos se repetem na relação com o analista, tornando-os passíveis de análise e interpretações dos conteúdos apresentados. Busca se decifrar o significado simbólico dos sintomas, das falas e dos sonhos, ligando-os à história de vida e aos desejos do sujeito.
Aqui se foca no objetivo de compreender as origens e funções do sintoma, a energia psíquica antes rigidamente canalizada para os rituais possa ser gradualmente liberada, permitindo que a pessoa investe em outras áreas da vida, ampliando, por consequência, sua visão de mundo.
A ampliação da visão de mundo não será um treinamento, mas uma conquista interna, das sua estrutura psíquica que surge à medida que a angústia perde sua força e a vida ganha novos significados, para além da necessidade de controle.
Trouxe aqui um breve comentário sobre o TOC em psicanálise e, caso precise saber deste e demais outros questionamentos, coloco-me à disposição para conversarmos, elaborarmos juntos seus questionamentos.
Até logo mais!
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Como a ansiedade contribui para a visão de túnel? .
Como a ansiedade contribui para a visão de túnel? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Tudo bem?
Trarei aqui uma visão da abordagem clínica que trabalho, a psicanalítica. Vejo que a ansiedade não é uma simples causa, mas um sinal de que algo importante do mundo interno está ameaçado e, nesse caso, a visão de túnel traz características de ansiedade intensa, a qual visa funcionar como um mecanismo de defesa.
A psique, para se proteger de um conflito ou desejo inconsciente considerado perigoso, estreita drasticamente o foco da consciência. É como se a mente, incapaz de elaborar a ameaça total, se concentrasse em um único ponto como uma preocupação específica, um sintoma para não enxergar o panorama mais amplo e amedrontador que está por trás, que sente realmente.
Isto é, a visão de túnel não é um efeito colateral da ansiedade, mas sua função primordial em certos momentos para tentar limitar a compreensão da mente sobre todo o questionamento que, por enquanto, está sem sentido, sem um direcionamento para uma integração na consciência.
É interessante realizar perguntas para uma compreensão inicial como, por exemplo, "Quando a ansiedade aperta e tudo ao redor some, no que exatamente seus pensamentos se fixam?, "O que essa visão de túnel impede que você veja ou sinta?", "Se você pudesse parar e olhar para os lados, para o que a visão de túnel a protege?", "O que poderia ser tão avassalador que é mais seguro focar em apenas uma coisa?", "Que pensamento ou sentimento, se viesse à tona agora, seria tão intenso que a mente preferiu trancafiá-lo, deixando a ansiedade como guardiã?".
Aqui são princípios ilustrativos de como iniciamos, provavelmente, um processo analítico, com perguntas que trarão um olhar para o seu questionamento e que, juntos, buscaremos realizar um trabalho essencial para o seu desenvolvimento humano integral.
Fique bem e até logo mais!
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Como trabalhar o hiperfoco de maneira produtiva? .
Como trabalhar o hiperfoco de maneira produtiva? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pergunta que vemos uma demanda clara de uma expressão do investimento libidinal (a energia psíquica) da pessoa. A questão não é eliminar o hiperfoco, mas entender seu significado e aprender a direcionar sua força.
O hiperfoco muitas vezes surge como uma ilha de controle e prazer em um mundo de estímulos dos mais variados que compõem a vida da pessoa. Interessante realizarmos perguntas que nos coloque em ação reflexiva, "O que esse foco protege?", "O que ele permite não pensar ou não sentir?", em que colocamos a energia psíquica em movimento produtivo, acolhendo essa função e não combatê-la.
Aqui, vejo possibilidades de análise, com intervenções como "O que é que te captura completamente nessa atividade? É a sensação de domínio, a imersão, o desafio, ou algo mais?", perguntas de análise de comportamento como "Como você se sente antes, durante e depois de um período de hiperfoco?", em situações de limites de momentos, "Percebe se o hiperfoco surge mais em momentos específicos, como uma fuga de alguma ansiedade ou tarefa difícil?" e associações de temas de sua vida "Que consequências esse mergulho intenso tem trazido para outras áreas da sua vida que também são importantes para você?"
Para finalizarmos, vejo que o caminho produtivo não é lutar contra o fenômeno do hiperfoco, mas sim aprender a navegar ele de uma forma construtiva, evolutiva.
Proponho aqui um processo analítico, em que buscamos auxiliar você a compreender os mecanismos que você buscou a significação do fato, o que existe por trás do seu funcionamento, para que você mesmo possa se tornar o autor e diretor de sua própria energia, e não apenas seu espectador.
Para tal, coloco-me à disposição para elaborarmos este e outros temas do seu interesse, dentro de um ambiente seguro, ético pautado no seu bem-estar.
Até logo!
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Como investigar hiperfoco? .
Como investigar hiperfoco? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!Vamos explorar isso de forma conjunta e unir com a sabedoria da psicologia junguiana, com a qual trabalho.
Primeiro, valide o que você pode estar sentindo, pois o hiperfoco é uma experiência intensa e, muitas vezes, ambígua. Pode ser uma fonte de enorme produtividade e criatividade, mas também de exaustão e isolamento. O questionamento em si já te coloca em movimento, o que já observa se uma força poderosa que pede para ser compreendida e integrada.
O hiperfoco não é um conceito direto, mas podemos entendê-lo através de várias lentes poderosas como, por exemplo, o que acontece com a líbido, a energia vital que nos move. Vejo que nestes momentos de hiperfoco, há uma quantidade massiva dessa energia se direciona para um único ponto. "Para onde exatamente essa energia está fluindo?", "É para um projeto criativo?", "É para resolver um problema complexo?, "É para aprender tudo sobre um assunto específico?", são perguntas que cabem bem num início de processo analítico, em que começamos a localizar para onde vai essa energia massiva e suas finalidades, com a qualidade da energia e o objeto para o qual ela flui dão a primeira pista crucial.
O hiperfoco muitas vezes envolve uma negligência de outras áreas da vida. Isso é um sinal clássico de desequilíbrio, pois mostram situações que estão sendo negadas, em contraponto com o objeto hiperfocalizado "Enquanto você está hiperfocado, qual "máscara" você veste?", "Quais máscaras estão sendo negligenciadas?", "O que você está evitando sentir ou fazer quando entra em hiperfoco? Tédio? Ansiedade social? Conflitos emocionais? Responsabilidades chatas?" Ao investigar do que você foge, você descobre o que a sua psique está tentando proteger.Outro ponto característico é um hiperfoco intenso que pode ser sequestrado por um complexo autônomo, isto é um aglomerado de emoções e ideias com vida própria e com falta de sentido, que se repete em si até encontrar uma possibilidade de significação.
Aqui, trouxe umas possibilidades de investigações a serem tomadas dentro de um processo analítico, com o ouvir sem julgamento, com a curiosidade de um explorador que encontrou um fenômeno fascinante na paisagem da própria mente.
Caso queira saber mais do assunto, outros questionamentos, fico à disposição nos meus contatos via site do Doctorialia.
Ótimas reflexões e fique bem!
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A hiperfixação é um sintoma de ansiedade? .
A hiperfixação é um sintoma de ansiedade? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa pergunta. Começo por um ponto importante: na psicanálise não trabalhamos com rótulos de forma direta, mas sim com a investigação do significado por trás do sintoma para a sua particularidade.
Assim, não se enquadra a hiperfixação de forma direta como um sintoma de ansiedade, como uma lista de verificação, mas sim analisa se os comportamentos, especialmente os que se repetem e causam sofrimento,como mensagens do nosso inconsciente. São uma tentativa, muitas vezes desesperada, de lidar com algo que não consegue ser elaborado de outra forma.
A ansiedade, na visão psicanalítica, é um sinal de que algo ameaçador, um desejo, uma lembrança, um conflito. Como forma de se poupar, evitar esse estímulo aversivo, a mente se agarra a algo, num porto seguro. Aqui, podemos fazer uma associação com a hiperfixação, pois essa funciona como uma referência muito clara, ela concentra toda a energia psíquica em um único tema, objeto ou atividade. Enquanto você está hiperfocado, a sua mente está ocupada, organizada e, de certa forma, protegida contra o perigo do caos ameaçador que habita o mundo interno.
Colocamos as seguintes perguntas como início de análise, 'Isso é um sintoma?', "Contra o que essa hiperfixação está me protegendo?'", "Qual angústia inominável ela está ajudando a calar?'.
Tal convite para a reflexão surge, em que busca se uma investigação, origens de tais percepções, associações com vivências e elaboração de um processo terapêutico em que podemos tentar entender juntos qual é a função específica da sua hiperfixação.
"O que ela tenta organizar ou evitar na sua história?", "Que conflitos ela mascara?",
Permita se viver a sua experiência única e buscaremos compreendê-las nas suas particularidades, as quais podemos explorar isso mais a fundo.
Fico à disposição para o seu contato aqui no site do Doctoralia.
Até logo e fique bem.
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O que é um sintoma de hiperfixação ? .
O que é um sintoma de hiperfixação ? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Questionamento muito válido sobre o fenômeno de hiperfixação. Na perspectiva junguiana, acolhemos essa questão não como um simples sintoma, mas como uma expressão significativa da psique que merece nossa atenção muito detalhada e com responsabilidade.
A hiperfixação é um fenômeno psíquico onde uma energia profunda - o que Jung chamava de libido - se concentra intensamente em um único objeto, tema ou atividade que despertam percepções de que por exemplo, "Aqui há algo importante para mim!".
Vejo que tal proposta de fixação sempre tem um sentido em que, talvez, essa fixação esteja tentando conduzi-lo a aspectos seus que precisam ser integrados, em que a psique às vezes nos prende a algo até que tenhamos extraído o aprendizado necessário, os sentidos integrados da experiência.
Outra possibilidade é que às vezes fixamo-nos no que nos falta ou no que reprimimos, em que a intensidade da hiperfixação pode revelar justamente aquilo que nossa consciência tende a evitar e precisa ser trabalhada para que a energia psíquica possa fluir com melhor qualidade.
Essa experiência não é um problema a ser eliminado, mas podemos vê-la como algo a ser observado, analisado e sobre a possibilidade de te mostrar seus valores mais profundos, seus dons não realizados ou feridas que precisam de cuidado.
Assim, acontece uma busca de qualidade de vida, da energia que você sente e ressignificá-la como uma forma de expressão da psique, num relacionamento que pode trazer evolução para o todo da sua vida.
Sua curiosidade em entender isso já é o primeiro passo num caminho de autoconhecimento e, desde já, já faço o convite para que você entre em contato para compreendermos juntos este tema tão presente e necessário a ser integrado.
Fique à vontade para entrar em contato e até mais!
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Qual é a diferença entre hiperfixação e interesse saudável de uma pessoa ?
Qual é a diferença entre hiperfixação e interesse saudável de uma pessoa ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Reflexão comparativa bem interessante de abordarmos.
Vejo um ponto central nesta diferença: a relação do sujeito com o seu desejo e no lugar que o objeto ocupa em sua psique. Um interesse saudável é integrado à vida, traz prazer, evolução e enriquecimento. A pessoa mantém a liberdade e o domínio sobre ele.
Numa hiperfixação é comum a pessoa agir com o comportamento de que o objeto que tampa um vazio ou aquieta uma angústia existente, isto é, o sujeito é tomado por essa atividade, que se torna compulsiva e restritiva e, muitas vezes, em detrimento de outras áreas da vida. É um funcionamento que pode estar a serviço de uma fobia do desejo ou de uma tentativa de controle da ansiedade.
Interessante fazer umas perguntas que promovam a reflexão como, por exemplo, "Este interesse amplia sua liberdade e suas escolhas, ou ele parece comandar sua rotina, como se fosse mais forte que você?, "Quando você não está envolvido com isso, consegue pensar em outras coisas com tranquilidade, ou a mente insiste em voltar para esse tema, gerando angústia ou inquietação?, "Na sua percepção, este interesse agrega camadas à sua vida, ou ele funciona mais como um refúgio único e absoluto, um porto seguro contra outras questões?"
Aqui há uma busca inicial por uma análise, de uma investigação sobre a qualidade do vínculo com o interesse, que é o cerne da distinção na perspectiva psicanalítica.
É um tema que demanda um investimento em quem o vive, pois captura muita energia psíquica e traz imobilizações e condições de questionamentos que são regidos por prováveis sofrimentos.
Para tal, coloco-me à disposição para elaborarmos este e outros temas do seu interesse, dentro de um ambiente seguro, ético pautado no seu bem-estar.
Até logo!
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Como posso controlar minha hiperfixação e foco de uma forma mais saudável?
Como posso controlar minha hiperfixação e foco de uma forma mais saudável?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Inquietação completamente compreensível. É profundamente humano querer direcionar nossa energia de forma que nos nutra, em vez de esgotar-nos. Trarei aqui uma análise na perspectiva da psicologia analítica de Carl Jung, a qual eu trabalho.
Primeiramente, é importante refletir sobre a hiperfixação, em que está não é compreendida como um defeito de caráter em si, mas como uma expressão intensa da sua libido, a energia psíquica. Está é uma metáfora como de um rio, em que você apenas pode é reconduzir seu fluxo, um direcionamento na medida do possível, controlá-lo com represas (força de vontade) e ele pode transbordar ou mudar de curso de forma inesperada. O ponto aqui não é reprimir, mas canalizar seu fluxo.
Muitas vezes, o que chamamos de hiperfixação é um aspecto da nossa Sombra, com conteúdos que nos constituem e são partes de nós que julgamos como excessivas, imorais ou desregradas e que, por isso, tentamos empurrar para as escuras, recalcando em nosso conteúdo do inconsciente.
Contudo, um dia, esse fluxo de pensamentos terá que ser absorvido, os quais podem gerar um conteúdo psíquico muito construtivo, em constante análise e assimilação, com perguntas como "O que esta parte de mim, tão cheia de foco e intensidade, realmente precisa expressar?".
Aqui, numa possível intervenção ilustrativa de tal pergunta, podemos observar o fenômeno, sem julgar. Na próxima vez que a hiperfixação surgir, tente ser um observador curioso, um interrogador de si, ao invés de dizer "Ah não, lá vou eu de novo", mas sim "Interessante. Minha mente está se agarrando a isso com tanta força. O que há nesse tema que é tão nutritivo para a minha psique?". Uma pergunta simples dessa gerará uma mudança dinâmica, tira o combate e traz consciência.
Aqui, trouxe uma proposta basal de observarmos a presente pergunta, em que vejo que a atitude é o redirecionar a energia, não domá-la, mas sim para aprender a alimentá-la para algo que seja construtivo para você.
Isso leva tempo e prática. Seja gentil com seus passos, com seus ritmos. Cada momento de consciência já é uma vitória.
Precisando de algo, entre em contato pela página do Doctoralia. Estou à disposição para caminharmos juntos nestes questionamentos e buscar integrá-los.
Até logo mais!
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Como o bullying pode ser abordado a partir da análise existencial?
Como o bullying pode ser abordado a partir da análise existencial?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Como estás?
Vejo tal pergunta como um fato recorrente em nosso cotidiano, o qual temos que dar uma atenção especial na luta para diminuí-lo na presença social, pois se trata de uma situação abusiva e com necessidade de combatê-la.
Na análise existencial, o bullying é compreendido como um fenômeno relacional que expressa modos distorcidos de estar-no-mundo, como o envolvimento de questões de identidade, pertencimento, liberdade e sentido.
Não se trata apenas de um comportamento agressivo isolado, mas de uma configuração existencial que envolve agressor, vítima e contexto.
É válido, assim, analisarmos como pode ser uma compreensão clínica do agressor, em que, na perspectiva existencial, a agressividade pode emergir como resposta compensatória a sentimentos de vazio, insegurança ontológica ou ameaça à identidade.
Aqui, o bullying pode funcionar como tentativa de afirmação de poder diante de vivências de impotência, defesa contra angústias existenciais não elaboradas e busca de pertencimento por meio da dominação.
Trago também, o diálogo com a psicologia analítica de Carl Gustav Jung, em que há a frequente exposição e projeção do mecanismo da sombra, isto é, conteúdos psíquicos rejeitados, recalcados pelo sujeito e que são projetados no outro, especialmente quando o outro encarna características que evocam fragilidades inconscientes.
Com essa descrição, temos um básico do comportamento clínico do agressor e, agora, uma possível compreensão clínica da vítima.
A vítima de bullying pode apresentar características como o comprometimento do sentimento de pertencimento, a fragilização da autoimagem e da identidade, vivências de vergonha, humilhação e isolamento, ansiedade social e retraimento existencial.
Buscaremos, com essas manifestações, ações para oferecer um espaço de validação da dor, da história do agredido e reconstrução do sentido, com intervenções que buscarão diferenciar a identidade da pessoa das agressões sofridas, fortalecer a autonomia existencial e ressignificar a experiência traumática como parte, mas não totalidade, de sua história.
Trouxe aqui uma pincelada sobre o tema tão em evidência e, para futuras dúvidas, entre em contato comigo no meu perfil do Doctoralia.
Será um prazer estar contigo na sua caminhada e evolução.
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O que a análise existencial revela sobre a experiência da vítima bullying?
O que a análise existencial revela sobre a experiência da vítima bullying?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pergunta profunda e importante você traz, em que percebo uma busca genuína na compreensão e não apenas o fenômeno do bullying, mas a dimensão humana de quem o vivencia.
Aqui vejo um ponto muito positivo para avaliarmos: isso demonstra sua sensibilidade para enxergar além dos comportamentos, alcançando a pessoa que sofre.
Na análise existencial, ao olhar para a experiência da vítima de bullying, observa se a revelação de uma ferida que atinge camadas muito profundas do ser.
Não se trata apenas de dor psicológica ou sofrimento emocional, mesmo existindo isso dentro do fenômeno, mas de um abalo na própria estrutura de como a pessoa experiencia a si mesma e o mundo, em que o bullying fere a tríade fundamental da existência humana.
Isto é, a confiança no mundo, em que vítima começa a experienciar o ambiente escolar, social ou profissional não como um lugar de acolhimento, mas como território hostil onde a ameaça pode surgir a qualquer momento.
O segundo tópico é o mundo, em que este deveria ser um palco de encontros significativos, transforma-se em campo minado, de percepção de riscos, de insegurança e destrutividade.
O terceiro ponto essencial da proposta existencial é a liberdade. Esta, gradualmente, restringe a pessoas de se manifestar, aprende que certas características suas precisam ser escondidas para garantir segurança.
Há um encolhimento do ser, uma negociação dolorosa onde autenticidade cede lugar à sobrevivência.
Aqui, prejudica se umas das principais formas de evolução humana: as relações sociais, humanas, em que estas poderiam ser fonte de nutrição existencial, tornam-se ameaçadoras.
A vítima carrega não apenas as marcas das agressões, mas a solidão de se sentir radicalmente diferente, como se houvesse algo fundamentalmente errado consigo mesma, num mecanismo de introjeção que restringe os seus contatos com terceiros, trazendo um isolamento e deficiências de traços evolutivos de sua integralidade como pessoa.
A análise existencial nos ajuda a compreender como a vítima pode, silenciosamente, começar a confirmar para si mesma a mensagem que o agressor transmite, isto é, "talvez eu realmente mereça isso, talvez haja algo de errado comigo", em que a repetição desta violência cria raízes distorcidas na autoimagem, transformando o que era agressão externa em uma voz interna de autodesvalorização.
Assim, dentro de um ambiente terapêutico, buscaremos estas vivências históricas e afetivas, com a busca destas, mesmo nas circunstâncias mais dolorosas, traga o potencial de ressignificar se, de reconstruir sua relação consigo mesma e com o mundo.Faço um convite: fico à disposição para oferecer um acolhimento profissional, em que a presença de um psicólogo registrará a existência de alguém que possa testemunhar e validar essa dor sem julgamentos e estar contigo nesses momentos de sofrimento e questionamentos, para depois transcender estas experiências como aprendizados que auxiliarão nos futuros fatos que ocorrerâo na dinâmica da vida.
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É possível encontrar um sentido no bullying? .
É possível encontrar um sentido no bullying? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não!
O bullying em si não tem um sentido ou propósito válido. Ele é uma expressão de sofrimento, uma acting out de conflitos internos não resolvidos do agressor, os quais são projetados num terceiro e causando sofrimentos neste.
É profundamente doloroso e confuso passar por essa experiência. O que podemos encontrar não é um sentido no bullying, mas sim um sentido no sofrimento que ele causa, em que temos uma oportunidade, ainda que injusta e difícil, de compreender e ressignificar marcas emocionais.
O agressor vê o bullying com um foco na vítima em si, numa projeção. O agressor coloca na vítima aspectos seus que ele rejeita ou não suporta em si mesmo como fraqueza, insegurança, medo, impotências.
Para aliviar esse conteúdo tensional, ataca o outro, num movimento destrutivo, numa tentativa distorcida de se livrar de seu próprio sofrimento interno. Portanto, vemos que é um sentido baseado no patológico, numa defesa frágil contra a própria angústia, sofrimento.
Já no lado da vítima, o sofrimento vivido pode, no espaço terapêutico, ganhar um novo significado, em que observamos a nomeação da agressão, ver os motivos, compreender que a violência sofrida não foi culpa ou mérito seu, mas uma projeção do outro.
Elaboramos a ferida causada por esta ação destrutiva e invasiva do agressor, trabalhar a humilhação, a raiva e a diminuição da autoestima, transformando-as em experiência e não apenas em traumas. Fortalecermos a subjetividade, com a descoberta de recursos internos e uma identidade que vai além do lugar de vítima que lhe foi imposto.
O bullying não tem um sentido a ser encontrado, é uma atividade destrutiva em si, mas o sofrimento que ele gera pode ser elaborado e ressignificado.Assim, estou à disposição para oferecer um lugar para que a dor seja escutada, compreendida e, finalmente, para que a pessoa não fique presa neste momento de violência, desrespeito de desumanidade.
Estou com você!
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Qual o sentido por trás da minha impulsividade? .
Qual o sentido por trás da minha impulsividade? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Vejo a impulsividade como uma compreensão de um sintoma manifesto, o qual retrata a perspectiva psíquica do indivíduo no presente momento, um sinal de que algo no mundo interno está pedindo para ser escutado. Ela atua como uma solução imediata, porém falha, para um conflito psíquico inconsciente.
Provavelmente está ligada à descarga de afetos insuportáveis no momento, em que a impulsividade pode ser uma tentativa de liberar uma tensão interna como uma angústia, raiva, medo, vazio. Estas se acumulam e se tornam intoleráveis para a psique. O ato impulsivo esvazia momentaneamente essa pressão.
Outro tópico que aparece muito é na forma encontrada de contornar um conflito em que, muitas vezes, encontramos situações onde desejos, medos ou regras internas entram em choque. Assim, a impulsividade pula a elaboração desse conflito, gerando uma ação que, simbolicamente, tenta resolvê-lo de forma mágica e rápida.
Trago perguntas para refletirmos, ao invés de se culpar pelo ato impulsivo, podemos olhar para ele com desejo de solução, de relacionarmos sobre as ações impulsivas. "O que essa urgência estava tentando calar? Que emoção ou memória era grande demais para ser contida naquele momento?"
O trabalho na clínica analítica consiste justamente em, juntos, deciframos essas mensagens e integrá-las à experiência da pessoa. Ao dar palavras ao que se expressa pelo ato, a impulsividade perde sua força e pode ser substituída por uma escolha mais consciente e livre.
Em resumo, o sentido por trás da sua impulsividade é provavelmente a expressão de um sofrimento que ainda não encontrou palavras.
Aqui, proponho trabalharmos juntos tais pontos, numa análise que oferece o espaço para que essas palavras possam surgir.
Estou no aguardo do seu contato e até logo mais!
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Como a análise existencial compreende a impulsividade?
Como a análise existencial compreende a impulsividade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como estás?
A impulsividade é um fenômeno presente na constituição humana, em sua natureza e é necessário olhá-la com a devida importância quando manifestada, validar a experiência da pessoa e convidá-la a uma reflexão conjunta, pois é permeada, geralmente, por um sentimento bastante angustiante.
Vejo a impulsividade não sendo entendida primariamente como um sintoma a ser eliminado ou um defeito de caráter, mas sim como uma resposta da pessoa à sua situação existencial no mundo, numa tentativa, mesmo que imediata e não reflexiva, de lidar com aquilo que a vida está apresentando.
A impulsividade não como um interruptor que liga sozinho, mas é um sinal de alerta, sobre algo importante que não está sendo ouvido ou atendido. Pode ser uma reação a um vazio sentido, a uma angústia diante das infinitas possibilidades da vida, ou até mesmo a um sentimento de que as coisas estão fora do nosso controle. Aqui, a pessoa pode sentir que a ação impulsiva é a única saída visível para aliviar uma pressão interna insuportável ou para preencher um sentido de falta.
Um exemplo que tem alta recorrência é o impulso de comprar algo desnecessário, como uma forma de busca de preenchimento. Um impulso de dizer algo agressivo pode ser uma defesa contra uma ameaça percebida à nossa identidade naquele momento exato, em que a resposta surge com uma intensidade alta e característica de impulsividade.
Surge então o convite de fazer uma pausa e se perguntar: 'O que está impulsividade está tentando me dizer? De que necessidade interior ela está tentando dar conta? Que angústia ou limite eu estava tentando evitar ao agir assim?".
Aqui são perguntas que buscam a base de uma análise existencial, isto é, a busca dos sentidos dos fenômenos vividos, em que, em casos de sofrimentos e paralisias psíquicas, busca se a possibilidade de ressignificar as experiências num viés construtivo, válido e real para o desenvolvimento da estrutura psíquica da pessoa.
A jornada terapêutica nessa abordagem não é sobre combater a impulsividade, mas sobre analisar o sentido de sua ocorrência, associações históricas feitas e ampliar o espaço interno de liberdade para que você possa escolher como responder aos seus impulsos.
É sobre aprender a escutar a mensagem por trás deles, reconhecendo que você é mais do que seus impulsos, de que tem suas existências dentro da natureza humana. Você é aquele que pode dar um significado diferente a essa experiência e descobrir formas mais plenas e autênticas de se relacionar com a vida e com suas próprias escolhas.
Como soa para você olhar para a impulsividade por esse ângulo?
Assim, fico à disposição para elaborarmos estas experiências, estar contigo, usando a fenomenologia como um guia para iluminar o significado da impulsividade e não como um rótulo para fechá-la em uma definição.
Vamos compreender antes de explicar?
Qualquer coisa, entre em contato via site Doctoralia ou por meu contato pessoal.
Até mais!
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Quais são os sintomas do medo existencial? .
Quais são os sintomas do medo existencial? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Tudo bem?
O medo existencial traz uma necessidade de compreensão e é profundamente compreensível que você esteja buscando entender os sinais dessa inquietação que sente.
Muitas vezes ele chega, num viés da perspectiva junguiana, não é apenas um sintoma a ser eliminado, mas uma voz da nossa psique tentando nos conduzir a lugares mais profundos de nós mesmos. Raramente se apresenta com um único nome e se veste com várias roupagens, confundindo se com outros sentimentos.
"Para que tudo isso?" "O que te move para isso?", "Quem eu sou realmente por trás de todas as máscaras que uso?", "O que eu estou evitando na minha própria escuridão?". Tais perguntas são exemplos de como essa sensação persistente de que a vida, o trabalho e os relacionamentos estão em falta de sentido e sem uma ancoragem existencial que os sustente.
O que surge muito nesses momentos, são desinteresse pelo mundo exterior, as coisas que antes traziam alegria perdem o colorido e, em concomitância, há uma desconexão com as nossas vivências do mundo interno, como se tivessem se divorciado. Há uma sensação de que você é feito de partes que não conversam. Jung diria que é a falta de contato com o Self, nosso centro organizador e ordenador da psique.
Estes não são sinais de que você está quebrado, mas sim, são como uma luz de advertência que indicam que algo profundo está pedindo para ser ouvido, que uma parte sua está clamando por atenção e integração. O medo existencial é, em sua essência, o chamado da alma por uma vida mais autêntica, mais alinhada com quem você é de verdade, no seu cerne, numa convocação para uma jornada (a do herói), onde você é desafiado a deixar para trás velhas certezas, enfrentar suas sombras e retornar com o "tesouro", o seu próprio Self realizado.
Se essas são vivências que estão te convocando, saiba que é um território fértil para o trabalho terapêutico, numa exploração corajosa, com muita compaixão de si mesmo.
Estou aqui para caminhar ao seu lado nessa exploração, se assim desejar, num convite que faço desde já para vivenciar estas experiências num ambiente terapêutico de confiança, segurança e evolução.
Fique à vontade para entrar em contato pela minha página pessoal ou via site Doctoralia.
Estou no aguardo e fique bem!
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Como a ansiedade existencial afeta o indivíduo? .
Como a ansiedade existencial afeta o indivíduo? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pergunta essencial no nosso cotidiano humano.
Responder a essa pergunta significa ir além da definição técnica. É validar os sentimentos de quem pergunta, respeitar a experiência e buscarmos um farol de esperança.
É profundamente compreensível que você queira entender como é a ansiedade existencial, pois essa é diferente da ansiedade cotidiana. Esta é basal, de um lugar de profundidade da condição humana, que questiona o sentido de tudo e faz a pessoa se sentir.
Para tal, é necessário ver causas destes sentimentos, como processos de desenraizamento que geralmente causam vivências de solidão única, , em que temos que assumir e reconhecer que esta é uma jornada única e particular, com suas escolhas, cada vez mais significativas e que busquem aliviar o fardo gigantesco da busca dessa essência.
Outro ponto que aparece nestes momentos, são sensações de cansaço e sem motivação, pois se não há um sentido a ser seguido, isso traz percepções descritas. "O que fazer?", "Qual é o propósito de tudo isso?"
A ansiedade existencial não é um transtorno no sentido comum, mas uma resposta à consciência de certas realidades da vida em si, em sua composição mais basal, como a liberdade, o isolamento, a falta de sentido, que acarretam sintomas de angústia.
Pode manifestar-se como um nó no estômago, aperto no peito, agitação ou uma sensação constante de frio na barriga, a tradução psicossomática do vazio e da incerteza. Assim, o que temos que fazer?
Para tais momentos, principalmente dentro de um ambiente terapêutico, o início de tudo é o acolhimento dessa dor, em que é vital entender que sentir isso não significa que é errado ou doente. Pelo contrário, você está em enfrentamento das questões mais profundas da existência.
O caminho para a paz não está, necessariamente, em encontrar respostas absolutas, mas em dinâmicas de aprender a viver com as perguntas, com construções constantes de significados nas pequenas experiências vividas, nas conexões humanas estabelecidas, nos atos de amor, na criatividade e na coragem que permeiam o nosso passar por esta existência, com esperança no caminho, com possíveis ressignificações, não como uma solução rápida, mas como uma direção, um sentido autêntico.
Para podermos desenvolver melhor este assunto tão essencial em nossas perspectivas de humanidade questionadoras, faço um convite para elaborarmos juntos tais questionamentos, com um possível processo terapêutico que traga um caminhar evolutivo que faça sentido para você.
Só entrar em contato comigo pelo meu contato em minha página pessoal ou através do site do Doctoralia.
Fico à disposição e fique bem!
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Qual a importância do projeto de vida para o ser humano?
Qual a importância do projeto de vida para o ser humano?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Tudo bem?
Pergunta profunda e significativa de um tema tão central para a existência humana. Vejo o projeto de vida não é apenas um plano ou uma lista de metas, mas sim ele é uma expressão fundamental do que Jung chamava de Processo de Individuação.
Nesta abordagem que realizo os meus trabalhos, o objetivo central da vida não apenas ser bem-sucedido pelos padrões externos de família, sociedade, carreira, mas sim tornar-se quem se é verdadeiramente, de forma plena e única, num fluir pleno e dinâmico de suas ações e pensamentos perante si mesmo e na coletividade. Esse processo é a Individuação, a jornada de integração dos aspectos conscientes e inconscientes da nossa psique para alcançar um senso de totalidade.
Aqui, um projeto de vida é essencial como um Norte, uma referência, dar direção e significado à sua jornada, com uma canalização da energia psíquica com propósito, sem ficar dispersa.
O projeto de vida é como um ponto de tensão criativa entre o eu que sou hoje (o Ego) e o eu que posso me tornar (o Self), numa tensão que nos move para frente, dando um sentido de propósito que vai além do trivial, com comprometimento alinhado com nossa essência.
Assim, ele inevitavelmente nos coloca diante de nossos obstáculos internos: nossas sombras, nossas máscaras sociais e nossos complexos. Um projeto verdadeiro nos força a olhar para essas partes e integrá-las, transformando obstáculos em degraus de crescimento.
Enfim, é completamente normal e humano passar por fases de incerteza. Na verdade, esses períodos de vazio ou crise podem ser extremamente férteis. Eles são, muitas vezes, um sinal de que a psique está se reorganizando num modo evolutivo, que velhas estruturas já não servem mais, e que o Self está preparando um novo capítulo.
Nesses momentos, convide se para momentos de reflexões, para um cuidadoso trabalho de escuta interna. Perguntar-se, "O que verdadeiramente me dá energia, mesmo que não seja 'útil'?, "Quais sonhos ou imagens aparecem repetidamente em meus devaneios ou sonhos?, "Quais atividades me fazem perder a noção do tempo?
Espero que estas reflexões iniciais possam servir como um ponto de partida caloroso para a sua própria investigação e coloco me à disposição para pensarmos juntos esse tema tão essencial no caminho humano.
Entre em contato comigo pelo meu perfil profissional ou diretamente pelo site do Doctoralia.
Até logo e sucesso!
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O que é a falta de propósito e como ela se relaciona com a saúde mental?
O que é a falta de propósito e como ela se relaciona com a saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pergunta de uma importância primordial que trazem questões muito profundas. A busca por propósito é uma jornada profundamente humana, e questionar sua ausência mostra que você está ouvindo chamados internos importantes.
Na proposta de Jung, onde eu trabalho, a falta de propósito frequentemente surge quando perdemos conexão com nosso Self, o nosso centro organizador da psique que move naturalmente em direção à totalidade e significado. Isto não é uma "falta", mas como um desencontro, uma digressão temporária entre nossa consciência egóica e a sabedoria mais profunda do inconsciente.
Os sintomas geralmente andam por sensação de "andar em círculos", desinteresse por atividades antes prazerosas, questionamentos constantes "por que fazer?", sintomas de ansiedade ou depressão como sinalizadores internos que nos trazem muitos questionamentos e, até em vezes, sofrimentos.
São sintomas importantes, não falhas. São como bússolas apontando para onde nossa psique precisa ir, isto é, o que você sente que faça sentido em sua jornada individual, o que você gostaria de saber, realizar, escutar os sonhos e imaginações, com o propósito não de algo que inventamos, mas algo que descobrimos, trabalho que exige muita reflexão, disponibilidade, sinceridade e coragem que já está latente dentro de nós, esperando para ser vivido.
Este mal-estar que você descreve pode ser o início de uma jornada significativa, uma convocação heróica para si mesmo, que já se iniciou na coragem que você tem ao trazer essa inquietação à luz.
Como tem sido para você conviver com essas reflexões?
Trago aqui o convite para um processo terapêutico, um espaço sagrado e sadio por onde essa jornada pode ser feita com acolhimento e orientação.
Estou em disponibilidade para conversarmos sobre este e outros temas questionadores.
Qualquer dúvida, entre em contato via site do doctoralia ou diretamente comigo nos meus contatos.Até logo e fique bem!
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O que fazer para superar o adoecimento existencial?
O que fazer para superar o adoecimento existencial?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Como estás?
É compreensível que você esteja passando por um momento de profunda reflexão e questionamento. O que você chama de "adoecimento existencial" frequentemente emerge quando nossa alma está nos convidando a olhar para dentro, para os lugares que talvez tenhamos negligenciado em nossas histórias recentes, que deixamos de refletir sobre elas e que demandam atenção através do surgimento de sintomas que nos movem em questionamentos.
Esse "adoecer" não é um fracasso, mas um sinal importante do Self, o nosso núcleo mais profundo, que nos revela que algo em nossa vida está desalinhado, que há uma lacuna entre quem somos superficialmente e quem somos destinados a ser em nossa totalidade.
É a sombra, aspectos de nossas vidas e existências que temos negado e não dado a atenção necessária para esta, batendo à porta, pedindo para ser integrada e propondo um reequilíbrio psíquico novo e renovador.
Uma proposta é buscar a reflexão, o analisar, acolher e entender este aspecto da sombra. O mal-estar existencial muitas vezes vem de partes de nós mesmos que foram rejeitadas, negadas ou escondidas "O que esta inquietação está tentando me mostrar? Que parte de mim estou evitando ou negando?"
Outra intervenção é a prática da Imaginação Ativa, isto é, um diálogo consciente com o inconsciente. Esta não é uma fuga da realidade, mas uma forma profunda de ouvi-la.
Pode ser através de um escrever um diário, desenho, pintura ou meditação.
Permita que os sentimentos e imagens surjam sem julgamento como, por exemplo, se a angústia fosse uma personagem, como ela seria? O que ela diria? Que mensagem ela traz para você?, Que significados aparecem?" "Por que estou aqui?", "O que minha alma verdadeiramente deseja?".
Estas são perguntas muito válidas para termos uma reflexão, que nos localizam em nossos valores, sentimentos.
Este "adoecimento" pode ser o início de uma jornada transformadora, um convite para uma vida mais autêntica e plena, num processo, numa jornada que pode e deve ser vivida por você, no seu tempo e respeito e, quem sabe, permitir se que alguém o acompanhe nessa trajetória, num passo corajoso e profundamente benéfico, que o auxilie e tenha certos conhecimentos deste mapa nesses territórios internos.
Você está em processo de se tornar alguém mais integral, numa busca de evolução sadia e válida.
Para tal, coloco-me a sua disposição, para um processo terapêutico, um espaço de acolhimento, por onde essa jornada pode ser feita.
Qualquer dúvida, entre em contato via site do doctoralia ou diretamente comigo nos meus contatos.
Até logo e fique bem!
Perguntas frequentes
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