Perguntas do paciente (98)
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Como faço para me acalmar quando tenho crises de ansiedade?
Como faço para me acalmar quando tenho crises de ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Primeiramente, vamos respirar um pouco juntos antes de começarmos como uma forma de acalmar os pensamentos, as sensações e emoções.
Vejo a ansiedade vista como um chamado da psique, um sinal de que algo em nosso inconsciente está buscando atenção.
Na proposta de Jung, a qual eu trabalho, a ansiedade pode ser a sombra batendo à porta, isto é, identificarmos aspectos de nós que reprimimos ou ignoramos e que agora pedem para ser integradas na nossa personalidade.
Assim, quando a crise vem, o corpo entra em estado de percepção real de alerta, como se houvesse um perigo iminente.
Contudo, muitas vezes, esse perigo é interno como, por exemplo, um conflito não resolvido, uma emoção engolida, uma parte sua que clama para ser ouvida.
Como proposta de uma reflexão inicial, acolha a ansiedade como uma mensageira, isto é, ao invés de lutar contra ela, tente elaborar internamente: "Estou sentindo ansiedade agora. O que você quer me dizer?"
Isso não resolve a crise imediata, mas cria uma abertura para que a energia não fique presa e traga uma possibilidade de reflexão e integração.
Outra proposta é reconhecer, registrar imagens simbólicas que surgem nesses momentos, em que Jung valorizava os símbolos, as suas ligações entre a psique e o corpo numa só conexão e retroalimentação.
Uma ação inicial é respirar com profundidade, com o intuito de desacelerar o sistema nervoso.
Enquanto respira, imagine que está trazendo luz para as áreas tensas do corpo e a busca de relaxar a si própria na integralidade.
Lembre-se: isso também passará, numa percepção da importância de suportar a tensão dos opostos, em que a ansiedade é um polo; a calma é o outro. No meio, existe um espaço sagrado onde você pode observar, aprender e estar consigo num cuidado próprio.
Com essa possibilidade inicial, trago a proposta de aprofundar tais vivências, numa investigação das raízes profundas dessas manifestações.
Você não está só nessa jornada, entre em contato e veja que trazer essa experiência para uma reflexão já é uma busca, uma disposição de buscar formas de se acalmar, de cuidar se num ato de coragem e cuidado consigo mesmo.
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Ver outras pessoas estudando, produzindo ou até mesmo fazendo coisas aparentemente divertidas (por M
Ver outras pessoas estudando, produzindo ou até mesmo fazendo coisas aparentemente divertidas (por Midas sociais ou pessoalmente) me deixam nervosa e me fazem querer me isolar. Sinto que não consigo estudar, me divertir, ter uma vida legal, ou amigos. O que será isso?
Às vezes, coisas me remetem ao meu passado e a impressão que tenho sobre ele é que ele foi triste, mas eu sei que tiveram coisas boas mas até as coisas boas parecem tristes. Me sinto sozinha muito frequentemente.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi!
Como estás?
É totalmente compreensível que você esteja se sentindo assim e sua sensibilidade em perceber esses padrões, questioná-los já é um primeiro passo importante. Estes te colocam em movimento para solucioná-los e não permitir mais que seja imobilizada. Vamos explorar juntos o que isso pode significar.
Na perspectiva junguiana, esses sentimentos podem ser mensagens importantes do seu inconsciente, isto é, quando você menciona que ver outras pessoas produzindo ou se divertindo desencadeia nervosismo e vontade de se isolar, isso me faz pensar em como podemos estar diante de uma sombra (aspectos de nossa psique que recalcamos, não olhamos com a devida importância por motivos diversos e aversivos) que precisam ser integrado.
Aqui, estas cenas ativam aquela uma voz interna crítica, que compara sua jornada com a dos outros e traz uma reflexão de quais possíveis ações você gostaria de fazer. É um ponto muito bom para iniciarmos um questionamento, pois podemos refletir partes de você que sente não estar atingindo seu potencial, uma relação benéfica e construtiva que buscamos realizar uma interação saudável com a sombra, num processo de desenvolvimento.
Outro ponto que tu trouxe em relação "quanto à solidão e à visão do passado", percebe se uma maneira de descrição das memórias de um forma em que mesmo os momentos bons parecem tingidos de tristeza, em que associo ao termo de complexos, isto é, energia psíquica que estão sem movimento, sem significados, são como feridas emocionais que distorcem nossa percepção, fazendo com que revisitemos o passado através de percepções dolorosas e que tiveram o seu sentido mas, que podemos ressgnificar perante a sua história,
Por exemplo, observar os seus sentimentos quando surgem tais fenômenos, "Que interessante, estou sentindo isso novamente", "O que exatamente nesta memória me traz esta melancolia?", "O que essa solidão veio me mostrar?". Isso cria um espaço entre o estímulo, sua reação e possível reflexão.
Aqui são breves reflexões de como poderemos abordar tais pontos num futuro processo analítico, como formas de vivenciarmos estas experiências históricas com outras abordagens mais construtivas, que tragam aprendizados e evolução da sua personalidade.
Fica aqui um convite para pensarmos juntos e fico à disposição através do meu perfil aqui no doctoralia.
Fique bem e até breve!
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Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa me
Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa mesmo? Pelo o que ela pode ser causada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pergunta que demanda uma exploração bem detalhada, com muita calma.
Na visão psicanalítica, a qual desenvolvo o meu trabalho, a ansiedade raramente é sobre o presente consciente, mas sim sobre conteúdos inconscientes. Aqui, este é habitado por todas as suas vivências psíquicas, memórias, desejos, medos e conflitos dos quais não temos plena consciência.
A ansiedade "sem motivo" é, muitas vezes, um sinal de que algo nesse conteúdo inconsciente está tentando vir à tona, mas a sua mente consciente o barra porque seria muito doloroso, sem um sentido possível para o momento ou conflituoso encarar.
Geralmente, intervimos através da história da pessoa, em que surgem conflitos internos não resolvidos como, por exemplo, desejos que você sente serem proibidos, não aceitos moralmente e socialmente, raivas não expressas, ou escolhas difíceis do passado. Conteúdos que emergem também são as marcas de relacionamentos passados, como dinâmicas familiares da infância, expectativas internalizadas, ou medos de abandono e rejeição que ficaram gravados em você. Outro ponto que aflora muito, principalmente nos dias de hoje, são as angústias existenciais, em que são caracterizadas como medos relacionados ao sentido da vida, à finitude, à liberdade e à solidão inerente à condição humana.
Portanto, a ausência de um motivo claro não invalida sua ansiedade. Pelo contrário, ela indica que a origem é mais complexa e simbólica e criou uma demanda de ser vista, interpretada e assimilada a partir de uma questionamento motivador, que te coloca em ação.
Ansiedade é um sintoma de que algo na sua vida psíquica precisa de atenção e cuidado, pois traz elementos que são da história da pessoa e com os quais esta se lança num futuro que a principal característica é a imprevisibilidade.
Espero que este breve texto ilustrativo tenha trazido clareza e, caso você decida realizar uma intervenção psicanalítica, cogite a possibilidade de entrar em contato comigo.O autocuidado é um ato de coragem e preservação, um espaço sagrado, seguro, de acolhimento que uma experiência analítica pode proporcionar.Cuide se e até logo mais!
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Poderia o mesmo psicólogo fazer a terapia individual dos membros de um casal ou afetaria a imparcial
Poderia o mesmo psicólogo fazer a terapia individual dos membros de um casal ou afetaria a imparcialidade?
Exemplo prático: minha esposa gostaria de fazer terapia no mesmo profissional que eu escolher para mim.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Esta é uma ótima pergunta! Toca num dilema ético e técnico muito sério na prática clínica.
Entendo perfeitamente o desejo por trás da sua pergunta e da sugestão da sua esposa. Há algo de muito bonito e profundo nisso.
Do ponto de vista do vínculo, vocês estão buscando uma experiência compartilhada, uma linguagem comum para os desafios do relacionamento.
É como se quisessem construir uma ligação mais intensa usando o mesmo profissional, o que demonstra união e um desejo genuíno de se encontrarem no mesmo território psicológico.
Na visão da psicologia analítica de Jung, a qual eu trabalho, o relacionamento é mais do que a soma de duas pessoas; ele é um terceiro elemento vivo, um campo relacional, isto é, a construção de um espaço psíquico entre ambos que são sustentados pelos mesmos e influencia diretamente na constituição de cada presente na relação.
Nesse campo, existem dinâmicas inconscientes, projeções e sombras que se atraem e se chocam.
Se o mesmo psicólogo atendesse os dois individualmente, ele estaria, inevitavelmente, imerso nesse campo, em que a mente do profissional se tornaria um recipiente para os conteúdos de ambos os lados da ponte.
O grande risco não é a imparcialidade, mas sim a contaminação do inconsciente, numa mistura que não seria saudável para nenhum componente da relação humana estabelecida.
Na terapia individual, o psicólogo precisa estar livre para ser completamente tomado pela psique daquela pessoa, para entender o mundo a partir dali.
Se ele já ouviu a versão da outra parte, essa liberdade se perde. Ele pode começar a fazer interpretações baseadas no que sabe do outro, mesmo não querendo, e não no que emerge unicamente daquela psique.
Assim, vejo que a neutralidade necessária para o mergulho individual de cada um fica comprometida, pois o psicólogo já carrega o peso do segredo e da história do outro.
Aqui, então, é aconselhado que cada um escolha um terapeuta para si, para a jornada pessoal e, depois, procurarem juntos um terapeuta de casal, com o intuito de fortalecer cada indivíduo e, posteriormente, a relação, com o cuidado certo em cada lugar.
Fico à disposição para essas interações, com os meus contatos no meu perfil do Doctoralia.
Fiquem bem e até logo!
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Oi! Quais esportes indicados para quem tem ansiedade?
Oi! Quais esportes indicados para quem tem ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pergunta prática e muito interessante.Vejo a ansiedade como um excesso de energia psíquica que não encontra uma vazão adequada, em que esporte, nesse contexto, não é apenas um 'queimador de calorias', mas um poderoso ritual de integração e que auxilia a aterrar a energia, isto é, um retorno ao corpo, que é a nossa âncora no mundo real. Jung dizia que 'a alma precisa de um corpo para operar no mundo'.
Outro ponto que vejo com muito benefício a prática esportiva é para criar um ritual, a prática regular se torna um ciclo de sagrado, de autocuidado. Ele estrutura o caos interno, oferecendo uma previsibilidade segura em meio à tormenta da ansiedade.
Assim, vejo esportes de aterramento e conexão com o Interior como o Ioga, artes marciais e Tai Chi Chuan. São poderosos para começar, pois eles trabalham a respiração e o movimento consciente.
Praticar Ioga é como fazer uma 'oferenda' ao seu corpo, pedindo para ele entrar em diálogo com a sua mente. O Tai Chi, com seus movimentos lentos e fluidos, é uma meditação em movimento que acalma uma energia interna agitada.
Na parte de ritmo e descarga controlada vejo corrida e natação, em que, no primeiro, há especialmente em contato com a natureza - em parques, por exemplo - que trazem um efeito hipnótico e meditativo. O ritmo constante dos pés no chão ou das braçadas na água funciona como um *mantra* físico. É uma forma de canalizar a energia ansiosa para um propósito, dando a ela um ritmo seguro.
Para finalizar, vejo as artes marciais em geral como integradoras, isto é, para quem tem uma ansiedade que vem acompanhada de irritação ou medo, as artes marciais são fantásticas. Elas nos ensinam a usar a energia do outro/do conflito a nosso favor, num aprendizado a integrar essa força de forma disciplinada e respeitosa.
Assim, fica uma reflexão de qual esporte ressoa mehor com você, aquele que, ao praticar, você sinta que não está apenas matando a ansiedade, mas sim transformando-a em movimento, força e autoconhecimento.
Ouça seu corpo: ele quer fluir (Tai Chi), ele quer ritmo (corrida) ou ele quer um desafio mais direto (arte marcial)?
Permita-se essa jornada de redescoberta através do movimento. E lembre-se: o corpo é o templo da psique, e cuidar dele é uma forma sagrada de cuidar da sua alma, de sua integralidade.
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Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?
Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!Relato muito sincero e de uma coragem sua em compartilhar essa dificuldade e buscar ajuda. Vou tentar intervir de uma forma com o acolhimento que você merece.
É completamente compreensível e natural que você se sinta assim. Muitas pessoas, independentemente da orientação sexual, experimentam dificuldades e ansiedades ao se relacionar.
O fato de você não ser gay, mas ter essa barreira com mulheres, pode ser particularmente frustrante, pois existe um desejo genuíno de conexão que se sente travado e é importante e de grande mérito buscar entender isso, como um ato de grande cuidado consigo mesmo.
Vejo tal escrita sua como um sintoma, isto é, podemos figurar o sintoma como uma mensagem cifrada do nosso inconsciente, algo que ele tenta expressar mas não consegue por meio de palavras. A sua pergunta "que ajuda indicam?" é justamente o ponto de partida para decifrar, compreender e integrar essa mensagem.
Penso que podemos começar um processo de reflexão com perguntas como "O que a mulher representa para você?". O medo, a ansiedade ou a trava na hora de falar podem sinalizar que a figura da mulher está associada a algo muito potente e até mesmo ameaçador no seu mundo interno.
Pode ser medo de rejeição, medo de não ser "suficiente", medo de despertar sentimentos muito intensos, ou até mesmo a reativação de experiências antigas e inconscientes com figuras femininas importantes da sua vida, que você teve convivências como mãe, irmãs, primeiras paixões.
A ansiedade que você sente e descreve é um sinal importante. Ela aponta para um conflito interno, um questionamento que te trava e traz o sofrimento, a imobilização psíquica, em que perguntamos: "O que exatamente dispara essa angústia? É o medo do julgamento? É a incerteza do que dizer? É a pressão de uma expectativa?" Explorar, intervir e refletir a constituição dessa angústia é o caminho para entendê-la.
Assim, enquanto considera buscar ajuda profissional, seja gentil com você mesmo, com observações desses momentos de dificuldade com curiosidade, não com autocrítica, "O que eu sinto no meu corpo quando isso acontece? Que pensamento ou memória passa pela minha cabeça?"
Espero que estas palavras tenham trazido algum conforto e clareza e, caso você decida realizar uma intervenção psicanalítica, cogite a possibilidade de entrar em contato comigo.
O autocuidado é um ato de coragem e preservação, um espaço sagrado, seguro, de acolhimento que uma experiência analítica pode proporcionar.
Cuide se e até logo mais!
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O que seria depressão especificamente ? queria muito saber Grata
O que seria depressão especificamente ? queria muito saber
GrataRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pergunta que rege muito o nosso cotidiano clínico e que sempre desperta muito interesse em quem tem buscado pelo processo analítico. A depressão, numa visão psicanalítica, é vista mais do que uma tristeza profunda e sim como um processo em que há um esvaziamento, uma perda do desejo de viver e de se conectar com o mundo e, concomitantemente, numa introspecção da energia psíquica na pessoa que está vivendo tal sentimento.
Ela surge quando algo fica travado no nosso psiquismo, sem um sentido a ser elaborado no momento em que a vive. Muitas vezes, é uma resposta a uma perda real, simbólica, uma referência amorosa, um ideal, um projeto que não pôde ser elaborado. A energia vital, a libido, retira se do mundo e volta se na própria pessoa, gerando o sentimento de desvalia e a paralisia tão característicos do estado depressivo.
É como se a psique entrasse em um estado de luto, por causa da perda de uma referência de vida e, em muitos casos, por algo que nem sempre sabemos o que é. Buscamos compreender fatos, momentos que despertaram a depressão, num entender isso no setting analítico, para que a vida possa voltar a fluir e evoluir perante a sua demanda natural.
Espero que esta resposta ajude a clarear um pouco. Sua busca por entender já é um passo muito importante e coloco me à disposição para desenvolvermos este e outros temas que você ache válido num ambiente analítico.
Até logo e fique bem!
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Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?
Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!Sua pergunta toca num ponto muito profundo da alma e vou ser direto com você.
Sobre a depressão? Sim, a baixa autoestima pode ser um sintoma de depressão, mas nem sempre é. Na visão junguiana, que trabalho, a autoestima crônica é muitas vezes o grito do seu Self (nosso centro psíquico mais profundo) dizendo que o seu Ego (a imagem que você tem de si mesmo) está muito distante da sua verdadeira essência. Isto é, podemos ver como um tentar viver uma vida que não é sua, e a baixa autoestima é o cansaço dessa batalha. Se vier acompanhada de apatia profunda, alterações de sono e apetite, ou ideação suicida, aconselho a busca de um profissional da saúde, pois vejo isso como um alerta biológico e emocional que não se resolve só com "força de vontade"
Sobre aumentar a autoestima: Não vejo que se aumenta a autoestima com afirmações positivas forçadas ou tentando 'gostar mais de si mesmo'. Isso é superficial. O que cura, segundo Jung, é o processo de individuação, isto é, o integrar as partes que você rejeita em si mesmo (sua sombra).
Na prática direta isso significa: Pare de tentar ser quem você 'deveria' ser. A autoestima não sobe quando você se encaixa em padrões; ela sobe quando você honra suas vontades, mesmo as estranhas.
Como propostas iniciais, faça uma lista do que você sente vontade de fazer, mas tem vergonha de admitir, e comece a fazer pequenas versões disso.
Pare de esperar aprovação externa, pois enquanto você buscar seu valor no olhar do outro, você será refém. Perguntas necessárias não são 'O que os outros acham de mim?', mas sim 'O que a minha alma está clamando para que eu faça agora?'
Não é gostar mais de si, é se reconhecer por inteiro, com suas sombras, seus fracassos e sua estranheza; sua história. Quando você para de lutar contra si mesmo e começa a dialogar com suas partes rejeitadas, a autoestima deixa de ser uma preocupação e vira uma consequência natural.
Aqui, trouxe uma introdução do que podemos fazer num processo analítico. Entre em contato e elaboraremos melhor tais demandas.
Até logo!
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Tenho apresentado uma irritablidade, impaciência, falta de vontade de trabalhar e até sair para algu
Tenho apresentado uma irritablidade, impaciência, falta de vontade de trabalhar e até sair para algumas ocasiões festivas com amigos. Estou no período da menopausa e por vezes sinto vontade de me isolar. A leitura me distrai e muitas vezes exagero no tempo dedicado a ela.
Isso é um problema neurológico?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
É completamente compreensível e muito importante que você esteja buscando entender o que está experienciando e já é um passo importante de autocuidado.
As mudanças descritas por você são muito desafiadoras, em que a irritabilidade, a impaciência e esse desejo de recolhimento chegam em um momento de profundas transformações no seu corpo e na sua vida.
A menopausa não é apenas uma transição hormonal, mas também uma passagem arquetípica significativa, num convite para ressignificar quem você é além dos ciclos que antes definiam seu ritmo vital.
A sua pergunta sobre ser um problema neurológico revela uma busca por compreensão que é muito válida, baseada em princípios referenciais de uma sociedade cientificista, concreta que vivemos e é extremamente normal isso.
Na perspectiva junguiana, entendemos que o corpo e a psique estão em constante diálogo, em que o que você descreve pode ser tanto a expressão física dessa transição quanto um chamado da psique para um necessário recolhimento interior.
Sobre a leitura. É interessante como você menciona que ela te distrai, mas também preocupa-se com o excesso de tempo dedicado a ela. Talvez possamos olhar para isso com curiosidade, sem julgamento, com perguntas tipo "Será que sua psique está buscando, através da leitura, um espaço de refúgio e nutrição que talvez esteja faltando em outras áreas da vida?.
A tendência ao isolamento que você descreve pode ser vista como um movimento natural da alma em direção ao seu próprio centro, uma necessidade de ter experiências mais introspectivas, abstratas, de reflexões, em contraponto as experiências extrovertidas, concretas regentes da primeira fase da vida, o que Jung chamava de processo de individuação.
Em tempos de transição, a psique frequentemente nos convida a voltar-nos para dentro, para que possamos reencontrar nossos recursos internos, com explorações de significados simbólicos por trás dessas mudanças. A observação e consideração de avaliação médica é necessária também para descartar questões fisiológicas que surgem naturalmente no processo de envelhecimento, enquanto trabalhamos com a dimensão psíquica concomitantemente.
Gostaria de explorarmos juntos o que essa fase pode estar tentando lhe revelar? Como isso ressoa em você?
Podermos analisar esses pontos em conjunto, num trabalho revelador e essencial para o seu desenvolvimento humano. Estou à disposição aqui na minha página pessoal ou através do site do Doctoralia.
Fico à disposição e cuide se!
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Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?
Seria proveitoso para uma pessoa de 75 anos de idade iniciar psicoterapia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi!
Tudo bem?
Vi essa pergunta e achei excelente!
Abordar essa questão é profundamente significativa.
Na psicologia junguiana, abordagem teórica que trabalho primordialmente, a vida como um processo contínuo de desenvolvimento e busca de sentido, onde a segunda metade da vida tem um propósito tão importante quanto a primeira.
Do ponto de vista da psicologia junguiana, a jornada de autoconhecimento não tem data de validade. Pelo contrário, a segunda metade da vida é vista como um período extremamente rico e propício para um trabalho psicológico profundo.
Enquanto na primeira metade da vida estamos mais voltados para o externo, ações sociais, habitar o mundo físico, construir uma carreira, formar uma família e nos adaptar ao mundo.
Contudo, a partir de certa maturidade, estatisticamente maior em torno dos 37-40 anos, há um chamado interior que frequentemente se torna mais forte: a metanóia.
É um convite para olharmos para dentro, agora não tanto com o TER, mas sim o SER. São nossas experiências em reflexão, nossas percepções internas e até mesmo metafísica, religiosas, para integrarmos quem somos, nossos sonhos, nossas sombras e toda a sabedoria que acumulamos.
Iniciar uma psicoterapia aos 75 anos pode ser um ato profundamente amoroso que você faz, pois é um espaço que se conquistou, seguro e acolhedor que traga reflexões como, por exemplo, dar sentido à própria história, como revisar a jornada da vida, numa integração de vivências dinâmicas, não para ficar preso no passado, mas para entender seus fios condutores, seus mitos pessoais e o significado único da sua caminhada ímpar.
Aqui vejo possibilidades muito qualitativas, como refletir e Integrar partes de nós que foram negadas ou escondidas, em que, na maturidade, temos a oportunidade de acolhê-las com mais gentileza, sobriedade, encontrando uma sensação de totalidade e paz. (integrações e evoluções do Self).
Jung escreveu sobre o processo de individuação, isto é, tornar-se quem se é de fato. Na idade madura, isso frequentemente se relaciona com uma conexão mais profunda com a vida, com o mistério e com a nossa própria essência, valorizando as experiências vividas com muita claridade.
Viver as transições que a vida nos traz, mudanças na saúde, nos papéis sociais, nas perdas. A terapia pode ser um porto seguro para navegar essas águas acompanhado por um profissional, elaborando lutos e descobrindo novas formas de se engajar com a vida que se impõe, com cuidado, zelo e dignidade que se precisa.
Seria uma honra conversar mais sobre o que te move, estar contigo nesse processo mítico e maravilhoso.
Considere uma proposta de terapia como um belo complemento, um presente que se dá, em que juntos podemos explorar este caminho e o que faz sentido para você, num comando de sua própria jornada e história única, conhecer se e aceitar a sua plenitude, independentemente da idade.
Fica o convite e estou à disposição aqui no meu perfil pessoal ou via o site Doctoralia.
Até logo e estou aqui para ser o seu imediato na viagem!
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Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?
Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Fico agradecido pela oportunidade de responder tal questionamento.
Primeiramente, a sua timidez e insegurança não são defeitos, mas sim vejo como possibilidades de potenciais que, juntos, podemos regá-las para que se transformem em realidades próprias e saudáveis.
Não vejo a timidez como uma doença a ser curada, mas como uma mensageira do self - nossa totalidade psíquica - tentando nos dizer algo importante, sobre partes que precisam de acolhimento e integração.
Como possibilidade de interpretação, a timidez pode ser algo em que se aprendeu que ser visível era perigoso. Ela pode carregar medos antigos de julgamento ou rejeição. "Vamos nos sentar e refletir sobre essa percepção da timidez? Não é para julgar, mas para se ouvir a sua sabedoria, o que você capta das suas vivências, os possíveis temores e o que se precisa para se sentir segura.
Há possibilidades de sensibilidades aguçadas também, em que podem ser características de uma capacidade de observação profunda e uma rica vida interior, de autoencontro e não como fraqueza, mas sim como possibilidade de se conhecer melhor, passo a passo num modo seguro e no seu ritmo natural.
Perguntas como "Em que momento específico você mais sente essa timidez?" "Ela te traz alguma imagem, cor ou sensação corporal?" são muito válidas para se analisar de uma forma clara e em movimentação evolutiva, em que a percepção pode ser complementada com um auxílio de um profissional da área de psicologia.
Ao questionar se, você já deu o primeiro passo corajoso e podemos caminhar juntos nessa descoberta, num convite que faço desde já para termos uma processo terapêutico desvelador, saudável e evolutivo.
Entre em contato comigo. Estou à disposição via perfil pessoal ou pelo botão marcar consulta do Doctoralia.
Será uma honra estar contigo neste processo.
Fique bem e até mais!
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Um psicólogo pode atender duas pessoas da mesma família?
Um psicólogo pode atender duas pessoas da mesma família?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
É uma dúvida muito importante e sensata, que demonstra cuidado com o processo terapêutico e com as relações familiares.
Do ponto de vista da psicanálise, de um modo geral, não é recomendado que o mesmo psicólogo atenda duas pessoas da mesma família. Isso se deve a alguns princípios fundamentais que visam proteger a integridade do processo terapêutico de cada um.
A psicanálise trabalha com o conceito de transferência, que é quando a pessoa projeta para o psicólogo sentimentos, expectativas e conflitos que eram originalmente dirigidos a figuras importantes de sua vida como, por exemplo, pais, irmãos ou cônjuges.
Para que isso possa ser analisado e compreendido de forma clara, o psicólogo precisa manter uma neutralidade e foco no discurso do paciente.
Se ele atende dois irmãos, por exemplo, ele se torna um personagem na história de ambos, o que pode confundir e contaminar esse processo. Com quem ele está aliado? O que um fala sobre o outro? Isso se torna um grande empecilho e causará distorções dentro do processo psicanalítico.
Outro ponto importante é a base de confiança e sigilo dos assuntos abordados, em que a sala de terapia é um espaço sagrado de confidencialidade. Tudo o que é dito ali é estritamente sigiloso.
Se o psicólogo atende duas pessoas da mesma família, mesmo que guarde absoluto segredo, pode surgir nos pacientes a angústia e a dúvida como, "Será que o que eu falei vai influenciar a visão que ele tem do meu familiar?", "Eles vão conversar sobre mim?".
Esse receio, mesmo que inconsciente, pode fazer com que a pessoa se censure e não se sinta totalmente segura para explorar seus sentimentos mais profundos, incluindo possíveis mágoas ou conflitos com aquele familiar.
Assim, o mais indicado em situações com essas caracteristicas é que cada pessoa tenha o seu próprio psicólogo. Dessa forma, todos os princípios que mencionei são preservados.
Espero ter conseguido esclarecer a sua dúvida e fico à disposição se quiser conversar mais sobre isso e outras demandas aqui, pela minha página pessoal e contato via Doctoralia.
Até logo e abraços.
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Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse
Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Como estás?
É completamente natural sentir essa dúvida. buscar compreender melhor o que você está vivenciando é um ato de muita responsabilidade e de coragem ao olhar para essa ansiedade e buscar entendê-la mais profundamente.
No trabalho que eu realizo, dentro da perspectiva junguiana, a ansiedade não é apenas um sintoma a ser eliminado, mas muitas vezes um mensageiro importante da psique. Geralmente, é um sentimento que traz a necessidade de olhar para algo em seu mundo interior, em que este precisa de atenção e cuidado e ser significado num futuro breve para ser integrado na sua história e personalidade.
A distinção entre ansiedade e estresse é sábia e já traz uma reflexão analítica, isto é, o estresse frequentemente se relaciona com pressões externas, a ansiedade pode nos falar sobre conflitos internos, aspectos não integrados de nós mesmos, projeções de desejos a serem realizados em nosso futuro, ou mesmo sobre o chamado para um crescimento necessário e integrativo.
Aqui, trago a proposta não de combater a ansiedade não como inimiga e ser extinta, mas sim tentar observá-la com curiosidade. Quando ela surge? Há padrões? Ela traz imagens, sensações corporais específicas? Nossos sintomas falam para nós o que devemos observar, mesmo através de metáforas que merecem ser escutadas. Como está a sua história de vida? Sonhos e experiências? Como tem vivido? Com energia e presença? Fugas e esquivas?Cada jornada de autoconhecimento é única e sagrada. Sua ansiedade, por mais angustiante que seja, pode sinalizar o desejo de algo novo, que está em demanda para se concretizar, uma potencialidade esperando para ser vivida que te convoca para a evolução humana.
Você já deu um passo mais importante, a busca da compreensão como um ato de cuidado profundo consigo mesmo.
Coloco me à sua disposição, para vivermos estas experiências num ambiente analítico que traga um processo revelador, que te mova em suas evoluções necessárias.
Entre em contato comigo. Estou à disposição via perfil pessoal ou pelo botão marcar consulta do Doctoralia.
Fique bem e até mais!
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É possível desenvolver autoestima após adulto (+40 anos)?
É possível desenvolver autoestima após adulto (+40 anos)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Uma pergunta profunda e muito corajosa!
Trata-se de um tema recorrente e que ganha cada vez mais importância, foco e atenção nos ambientes terapêuticos. Ela toca em algo fundamental para a jornada de todo ser humano: o desejo de se sentir completo, valorizado e em paz consigo mesmo.Vejo na perspectiva junguiana, a qual eu trabalho, que a vida não é linear, mas sim um processo de individuação, isto é, um tornar-se quem se é de forma plena e única.
Nesta época de vida que você está, a maturidade, a vida caminha especialmente e naturalmente para outras buscas, outras referências. Após os 40 anos, é um território extremamente fértil para este florescimento, com potências de habitar a si mesmo e no mundo que se vive.
Muitas vezes, é justamente por volta dos 40 ou 50 anos que a persona (referência que criamos para nos adaptar ao mundo exterior como profissional, parceiro, pai/mãe) começa a ficar apertada. O que funcionava antes já não preenche mais.
Esse desconforto, longe de ser um sinal de falha, de defeitos de personalidade, é um chamado para que olhemos para dentro. É um convite para iniciar a segunda metade da vida, que é dedicada menos à conquista externa e mais ao desenvolvimento interno e à integração de quem realmente somos.
Como está nesta mudança de referencial de vida, a autoestima baixa frequentemente está ligada à nossa Sombra, isto é, aquela parte de nós que rejeitamos, escondemos ou consideramos inaceitável como, por exemplo, fraquezas, inseguranças, talentos negados, necessidades não atendidas.
Na primeira metade da vida, tentamos calar a Sombra, pois estamos com o foco da energia psíquica na construção do nosso mundo externo, concreto e, na segunda metade, o trabalho é integrá-la.
Aqui, deparamos com essas características , pois vemos a necessidade de olhar para estes pontos antes renegados com mais sabedoria, como algo que vivemos em nosso mundo real, o que demanda uma coragem e compaixão para essas partes rejeitadas.
Descobrimos que elas guardam tesouros escondidos que não éramos capazes de absorver na fase anterior da vida com toda a sua riqueza, em que nos trará elementos mais qualitativos como sensibilidade e autenticidade. A aceitação de nossa Sombra é um dos atos mais poderosos de amor-próprio e, como o próprio Jung dizia que a segunda metade da vida é dedicada ao encontro com a Alma.
Para muitos, aqui significa resgatar paixões adormecidas, criatividade, intuição e uma relação mais profunda com o mundo interior. Desenvolver a autoestima nessa fase não é sobre ser melhor, mas sim sobre ser mais inteiro, com o honrar de suas histórias, suas cicatrizes, perdas e suas vitórias como partes constituintes da sua existência.
Portanto, é plenamente possível, saudável e necessário o desenvolvimento da autoestima após os 40 anos. Pode ser uma das aventuras mais significativas e profundas da sua vida, num responder sobre uma demanda extremamente humana e com o aceitar deste chamado interior para se tornar mais você mesmo, com toda a riqueza, profundidade e sabedoria que os seus anos carregam.
Gostaria de explorar mais algum desses aspectos? Como essa ideia ressoa em você?Considere um processo analítico como uma forma de obter mais ferramentas necessárias para viver esta fase, com alguém que possa estar contigo neste caminho, neste processo mítico e maravilhoso, numa própria jornada e história única, independentemente da idade.
Fica o convite e estou à disposição aqui no meu perfil pessoal ou via o site Doctoralia.
Até logo e coragem!
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Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consul
Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consultei mas gostaria de saber se tenho ansiedade ou depressão e etc.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi!
Tudo bem?
É totalmente compreensível que surjam dúvidas ao dar esse primeiro passo em busca de cuidado psicológico. A variedade de abordagens pode mesmo gerar confusão inicial, e seu questionamento mostra um importante autocuidado ao buscar orientação antes de começar.
Na perspectiva junguiana, que eu trabalho, eu posso te trazer uns pontos. Entendo que esta busca por direção reflete não apenas uma necessidade prática, mas também um movimento genuíno da psique em busca de maior integridade e sentido nocaminhar da vida.
Aqui, a sua inquietação sobre ansiedade ou depressão pode ser o que chamamos de um sintoma-guia, isto é, algo que sinaliza onde sua alma está pedindo para ser ouvida e cuidada, integrada e evoluir saudavelmente.
Vejo aqui que essas experiências não são apenas como problemas a serem eliminados, anulados, mas sim como expressões, percepções e vivências de algo que precisa ser ouvido com qualidade e integrado à totalidade do seu ser.
Quando surgem estes questionamentos, é algo que está barrando o fluxo evolutivo da personalidade, da psique, da alma, em que poderemos trabalhar tais questionamentos para compreender a linguagem simbólica desses estados, explorando seus sonhos, imaginações, registros escritos, relatos de vivências e aqueles aspectos que podem estar negligenciados de si mesmo que buscam expressão.
Aqui, o vínculo terapêutico é fundamental, em que é muito aconselhável realizar pesquisas, pesquisar temas que tragam os questionamentos e você precisa sentir que há espaço seguro, saudável para sua singularidade florescer.
Passo um já foi dado: o questionar se e ver que estão ocorrendo movimentos que bloqueiam o seu evoluir e, concomitantemente, você está se permitindo esse cuidado. Este já é um belo começo de jornada em direção a um diálogo mais profundo consigo mesmo.
Gostaria de explorar mais algum desses aspectos?
Considere um processo analítico como uma forma de obter mais ferramentas para as tuas reflexões e deixo, desde já, o o convite para entrar em contato comigo no meu perfil pessoal ou via o site Doctoralia.
Até logo e fique bem!
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Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de
Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de casa que fico ruim parece que vol desmaia. Sinto meu coração apertando como se eu Foce morrer,mais o médico diz que é ansiedades .já não agüento mais viver com medo me ajudem. Oque posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Vejo que na sua escrita alguns tópicos muito importantes e já com demandas de busca de condições melhores de vida. Sua experiência de depressão, ansiedade e as crises físicas como o coração apertado, sensação de desmaio que a impedem de sair de casa são descritas com uma dor muito real. É totalmente compreensível que se sinta esgotada de viver com medo.
Contudo, o "será que um dia voltarei?". Isto eu já leio como uma demanda que te movimenta, que te lança num movimento de futuras construções sadias.
Na perspectiva junguiana, a qual trabalho, oferece uma reflexão que, em vez de lutar contra esses sentimentos, convida você a ouvir o que eles estão tentando comunicar, através de sintomas que necessitam de uma reorganização, de um equilíbrio na sua vida psíquica total. O seu psiquismo, a mente, a alma está tentando mover você para uma nova direção ou forçar a sua atenção para algo que foi negligenciado.
Aqui, a depressão é vivida muitas vezes e vista como uma introversão forçada onde a energia vital afundou no inconsciente. Para lidarmos inicialmente com isso, em vez de fugir dessa descida, a tarefa seria perguntar: "Para onde essa energia foi?", "O que o inconsciente está tentando realizar que a consciência está bloqueando?".
A depressão pode ser um chamado para reavaliar sua vida e encontrar um significado mais profundo, que te posicione perante si mesma nos fenômenos que façam sentido.
Assim se dá também na ansiedade que tu descreveu, como sensação de morte e o coração apertado, que foram confirmados pelo médico como ansiedade. Do ponto de vista analítico, podem ser a manifestação intensa de um conflito não resolvido ou de um conteúdo inconsciente, em que as experiências reprimidas presentes na Sombra tentam invadir a consciência. Os complexos que travam a energia psíquica.
Para intervenções, o caminho para o alívio não é suprimir, mas integrar, em que esse processo aliviará os sintomas, com suas posteriores transformações em conteúdos integrados a vida evolutiva.
Seu corpo está dando um sinal de alarme. O diagnóstico de ansiedade do médico é importante, em que a análise junguiana não o substitui, mas sim há uma retroalimentação, buscando o sentido integral por trás do sintoma.
É um trabalho profundo e me coloco à sua disposição para um possível processo analítico, com um trabalho intenso, que demanda tempo e compromisso, na busca de uma reorientação de toda a personalidade para a totalidade e para o seu verdadeiro Ser.
Qualquer coisa, entre em contato via site do Doctoralia.
Fique bem e cuide se!
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Só consigo me expressar por palavras em redes sociais, pois quando estou pessoalmente não consigo, t
Só consigo me expressar por palavras em redes sociais, pois quando estou pessoalmente não consigo, trava! Tenho várias coisas em mente mais não sai...
E também tenho medo da feminidade da mulher (eu) com palavras, no jeito de falar..
Algum conselho?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve é uma ação com recorrência e de muita importância para elaborarmos. A dificuldade de falar pessoalmente, enquanto se expressa bem por escrito, sugere que há um afeto, uma carga de emoção, intensa que trava a fala na presença do outro. O medo da própria feminilidade aponta para uma possibilidade de conflito interno em relação a um aspecto fundamental da sua identidade.
Esse medo da sua própria feminilidade soa como um sofrimento profundo, como se houvesse uma parte de você que precisa ser contida ou escondida.
O travar aqui é visto como um sinal, em que o travar não é uma falha sua, mas um sintoma, isto é, a manifestação de algo que tenta se manifestar de uma forma que não sai completa, é a ponta de um iceberg, um sinal de algo no inconsciente que precisa ser significado.
Possivelmente um conflito, uma memória, um desejo ou um medo está tentando ser expresso e, ao mesmo tempo, contido. A psicanálise trabalha justamente para decifrar a linguagem dos sintomas, os motivos que te levaram a bloquear essa manifestação que te traz esses questionamentos.
Um ponto que podemos começar a olhar é a escrita como pista. Que facilidades ela te traz? Como usar essa facilidade nas redes sociais a seu favor?
Essa escrita pode ser utilizada como o início de uma reflexão, de uma análise, um primeiro passo valioso para conectar-se com seus pensamentos e sentimentos de forma mais livre.
Outro ponto de muita importância aqui é o medo da feminilidade. Esse é um ponto central na análise. "O que, especificamente, na sua feminilidade causa medo?", "Que mensagens você internalizou sobre como uma mulher deve ou não deve ser?", "Com quem ou com que situações passadas esse medo está associado?".
O objetivo não é eliminar a feminilidade, mas entender a origem desse conflito para que, aos poucos, você possa se reconhecer e se habitar de forma mais inteira e menos assustada.
Trouxe aqui uma ilustração do trabalho analítico que poderemos realizar, uma investigação profunda para entender "por que" a sua fala trava e *o que* o seu medo da feminilidade está tentando proteger. Elaboraremos uma busca de um autoconhecimento que visa, no final, restituir a você a autoria da sua própria história e da sua forma de se expressar.
Fico no aguardo do seu contato e fique bem!
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Gostaria de saber o que é transtorno de ansiedade? E o que afeta na pessoa?
Gostaria de saber o que é transtorno de ansiedade? E o que afeta na pessoa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá
Como estás?
A ansiedade é um ponto de muita demanda na nossa atual realidade social e psíquica, em que temos que olhá-la com muita atenção e dedicação.
Não é simplesmente um defeito ou uma doença a ser extirpada, mas sim um sinal profundo da nossa atividade psíquica, a qual demanda uma reflexão, um comprometimento com este fenômeno para poder compreendê-lo e assimilá-lo.
A ansiedade é vista como uma energia psíquica intensa que ainda não encontrou sua direção ou expressão adequada. Como ela busca manifestar se sempre e, quanto mais reprimida ela é, mais força ganha, acumula-se e gera uma pressão enorme sobre o consciente, em que não afeta apenas a mente, ela ressoa em toda a nossa existência.
Jung dizia que "Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta.". Aqui, o transtorno de ansiedade é, paradoxalmente, um convite intenso para esse despertar. Ela força um olhar para dentro, uma necessidade de análise, de reflexão que trarão conteúdos de muita importância, numa chamada da sua totalidade psíquica para que você pare, escute e integre aquelas partes de si mesmo que foram negligenciadas, assustadas ou rejeitadas.
O caminho é seguir o som do chamado para o questionamento para entender sua mensagem e transformar essa energia represada em criatividade, autoconhecimento e vida mais autêntica.
É um caminho corajoso e necessário que todos temos que percorrer nas nossas vidas e o fato de você estar buscando entender já é o primeiro e mais importante passo.
Estou à disposição para elaborarmos estas vivências juntos, num caminho focado na sua análise e na sua evolução.
Entre em contato quando desejar pelo site do Doctoralia.
Até logo!
Perguntas frequentes
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roacutan pode ser tomado juntamente com o litio, usado para tratamento da bipolaridade?
A associação entre isotretinoína (Roacutan) e lítio não deve ser feita sem…