Perguntas do paciente (98)
-
É comum não ter ânimo para nada estando com ansiedade e depressão?
É comum não ter ânimo para nada estando com ansiedade e depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Excelente pergunta!
Vejo aqui uma busca de autoconsciência, em que é extremamente comum e, na verdade, um dos sintomas centrais tanto da ansiedade quanto da depressão.
Na verdade, é um dos sintomas mais típicos quando a ansiedade e a depressão andam juntas, em que a ansiedade gasta toda a sua energia mental com preocupação e tensão. É como se o seu cérebro estivesse processando informações o tempo todo.
Já na depressão, por sua vez, afeta diretamente os centros de prazer e motivação do cérebro, fazendo com que as coisas que antes pareciam interessantes ou importantes agora pareçam irrelevantes ou cansativas demais. Não é preguiça e nem falta de caráter.
É o seu cérebro exausto do alarme constante (ansiedade) e com o 'combustível' da motivação em falta (depressão).
Essa foi uma breve introdução em que o primeiro passo é reconhecer isso, como você está fazendo, e o próximo é buscar ajuda profissional para aprender a administrar essas vivências tão presentes na constituição humana e no nosso cotidiano.
Fico à disposição para elaborarmos isso juntos.
Até logo!
-
Tenho uma dúvida. A pessoa que costuma falar tudo na cara, tudo que pensa sem se importar se vai con
Tenho uma dúvida. A pessoa que costuma falar tudo na cara, tudo que pensa sem se importar se vai constranger, humilhar ou se vai afetar psicologicamente a pessoa tem algum problema psicólogico ou é parte da personalidade ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Como está?
Obrigado pela oportunidade de poder estar presente contigo nessa dúvida.
Na terapia psicanalítica o comportamento de falar "tudo na cara" pode ser observado com algumas possíveis interpretações como, por exemplo, a capacidade de filtrar pensamentos, de observar princípíos de realidade, numa adaptação social, com questionamentos no filtrar os pensamentos em contato com o outro, de não sublimar parte dos impulsos instintivos e percepções empáticas.
Isto é, priorizar a percepção da expressão própria em detrimento do outro.
Expressar "tudo" sem filtro pode ser uma forma de acting out (passagem ao ato), em que se descarrega o conflito interno diretamente no exterior, sem elaboração psíquica.
Pode ser um traço de personalidade, baseado numa construção histórica da pessoa e das relações constituídas de sua história (como em pessoas consideradas "direitas" ou "sinceras demais"), com um funcionamento psíquico particular, não necessariamente patológico.
O que é válido é se tal traço traz problemas de relações interpessoais, questionamentos de auto comportamento, prejuízos sociais e psíquicos que despertam conflitos, angústias de sofrimento, é aconselhado um processo de psicoterapia.
A terapia poderia ajudar a investigar suas raízes inconscientes.
É apenas uma observação, uma interpretação, uma introdução do possível processo que podemos trabalhar num futuro.
Fico à disposição para conversarmos sobre isso.
Te convido para uma consulta inicial e possível desdobramento de um processo terapêutico.
Você pode reservar uma consulta através do site Doctoralia, clicando no botão agendar consulta.
Um grande abraço, estou sempre à disposição e espero ter auxiliado!
-
Oii, tenho ansiedade e venho tendo muitos pensamentos intrusivos que me deixam desconfortáveis, como
Oii, tenho ansiedade e venho tendo muitos pensamentos intrusivos que me deixam desconfortáveis, como eu posso lidar com eles???
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Entendo o quanto esses pensamentos são perturbadores e como geram desconforto. Na visão junguiana que trabalho, vejo que os conteúdos intrusivos frequentemente representam aspectos da sombra, isto é, partes de nós mesmos que foram reprimidas ou negadas, e que agora buscam atenção.
Numa forma de reflexão inicial, observe sem se identificar, isto é, em vez de tentar eliminar os pensamentos, o que gerará mais ansiedade, pratique observá-los como nuvens passageiras.
Você não é seus pensamentos, você é a consciência que os testemunha, os vivencia em toda a sua constituição humana.
Outro ponto interessante, é observar os sintomas físicos, psíquicos e emocionais da manifestação.
Jung diria que todo sintoma tem uma intenção. Aqui, faça perguntas como "O que vocês estão tentando me dizer? O que foi que ignorei e agora precisa ser visto?"
A ansiedade é, às vezes, um mensageiro, algo que traz um conteúdo que precisa ser visto o mais rápido possível, compreendido e depois integrado.
Assim, valide a sua experiência como única e de suma importância, em que se oferece significado psicológico profundo e dão passos práticos imediatos.
Trago um convite para termos um processo analítico, com o intuito de analisarmos estes questionamentos paralisantes, de sofrimento e ressgnificá-los, num movimento evolutivo e de bem-estar seus.
Até logo mais!
-
É normal uma pessoa com ansiedade ter pensamentos perturbadores?
É normal uma pessoa com ansiedade ter pensamentos perturbadores?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Entendo que essa pergunta vem de um lugar de busca por compreensão e na busca de um certo alívio. É muito corajoso da sua parte buscar respostas para esses fenômenos internos que podem ser tão assustadores e trazem sofrimentos e questionamentos.
De uma perspectiva junguiana, a qual trabalho, não é apenas normal, mas também um fenômeno compreensível e até significativo dentro do contexto da psique em desequilíbrio.
A ansiedade é como um sistema de alarme interno que dispara constantemente. Quando esse alarme está hipersensível, a mente começa a vasculhar o ambiente (interno e externo) em busca de perigos, na tentativa de recuperar o controle.
Os pensamentos perturbadores são, muitas vezes, o produto dessa busca desenfreada. Eles são a forma que a sua mente encontrou de tentar se preparar para o pior cenário imaginável, numa tentativa de se proteger.
Carl Gustav Jung nos oferece uma lente ainda mais profunda para entender esses pensamentos, em que via a psique como algo muito maior do que apenas a nossa consciência individual.
Para ele, além do nosso inconsciente pessoal - onde guardamos nossas memórias esquecidas e experiências reprimidas - existe o inconsciente coletivo, uma camada mais profunda compartilhada por toda a humanidade, repleta de imagens e padrões universais, manifestações da sombra (o lado da nossa personalidade que desconhecemos, que reprimimos e que consideramos inaceitável).
A ansiedade enfraquece as defesas do ego, da nossa consciência, em que os conteúdos da sombra (raiva, violência, medo de perder o controle, desejos "proibidos") podem escapar na forma de pensamentos intrusivos.
Não é que você queira realizá-los; a psique está apenas mostrando a você uma parte sua que foi negligenciada e está pedindo para ser integrada e este processo de integração aparecem sintomas de ansiedade como uma forma de ação.
Vejo, como uma forma ilustrativa e inicial é não tentar eliminar esses pensamentos com força de vontade, pois isso geralmente os fortalece.
Observe sem julgamento o pensamento e, quando este vier, tente não entrar em pânico nem se identificar com ele. Diga a si mesmo: "Isto é apenas um pensamento. É um convidado, não o dono da casa. É um sintoma da minha ansiedade atual, não um desejo meu, identificando, dando um rosto ao medo.
Você poderia, num momento de calma, escrever o pensamento e perguntar a ele: "O que você veio me mostrar? Do que você está tentando me proteger? O que você precisa que eu veja sobre mim mesmo?"
Esses pensamentos podem ser avassaladores para se lidar sozinho, em que me coloco em plena disponibilidade, num oferecimento de um espaço sagrado e seguro para você explorar esses conteúdos sem medo, ajudando você a construir um ego mais forte para dialogar com as forças do inconsciente.
Fique à vontade para entrar em contato comigo através do meu perfil.
Até logo mais e fique bem.
-
o uso excessivo de aparelhos eletrônicos pode causar depressão ou sintomas depressivos?
o uso excessivo de aparelhos eletrônicos pode causar depressão ou sintomas depressivos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Compreendo que essa pergunta surge de uma preocupação genuína, talvez de uma observação em si mesmo ou em alguém querido.
É uma questão muito atual e que toca num ponto sensível da nossa existência moderna.
Do ponto de vista da psicologia junguiana, vejo que devemos uma exploração do que essa conexão excessiva com a tecnologia pode representar no universo simbólico da nossa psique.
O sofrimento humano é complexo e buscar entender as possíveis causas e não se culpar os aparelhos, mas de compreender a dinâmica que se estabelece entre nós e eles.
Vejo que a psique busca constantemente um equilíbrio entre os opostos. O mundo dos aparelhos eletrônicos nos conecta com o mundo exterior, isto é, a informação, o coletivo, o social.
No entanto, o uso excessivo pode criar um desequilíbrio, num estado de hiperconectados com o exterior e no risco de perder a conexão com o nosso mundo interior. Onde fica o espaço para o tédio criativo, para a introspecção, para ouvir a voz da nossa alma?
A depressão, nesse sentido, pode ser vista como um grito da psique que foi silenciada por estímulos externos constantes. É como se ela dissesse: "Pare. Desligue. Precisamos conversar."
Outra intervenção que trago é que os aparelhos eletrônicos e as redes sociais são excelentes telas para projetarmos nossa sombra (nossos aspectos, partes de nós que não queremos reconhecer e recalcamos numa exposição social).
A busca incessante por validação em "curtidas" podem ser a projeção da nossa própria falta de autoestima.
A comparação constante com a vida "perfeita" dos outros alimenta a nossa insegurança e a sensação de inadequação, que são terrenos férteis para sintomas depressivos e projetivos de nossa sombra.
Não é a máquina que causa a depressão, mas o conteúdo psíquico que depositamos nela e que ela nos devolve amplificado, isto é, a função que damos aos instrumentos eletrônicos.
Assim, para finalizarmos a reflexão, o passar horas rolando a tela nos afasta do contato com experiências verdadeiramente simbólicas como, por exemplo, o silêncio de um por do sol, o contato profundo com outra pessoa, a criação artística, o contato com a natureza.
Perdemos sentidos neste ponto, em que surge como sintomas a depressão que, frequentemente, traz uma crise de sentido. Quando nossa vida é preenchida apenas por estímulos superficiais, o vazio existencial pode se manifestar como apatia, tristeza e falta de energia – sintomas clássicos da depressão.
Com essa breve reflexão, vejo que a jornada de cura pode envolver, sim, criar limites conscientes com a tecnologia, e sobre como redescobrir o que traz sentido, o que nutre a alma para além da tela.
Convido para um caminho de uma terapia, uma conversa profunda em que buscaremos refletir sobre os seus questionamentos e conteúdos que possam trazem sofrimento, numa ressignificação que movimenta a sua vida num sentido saudável e evolutivo integral.
Fique bem e até logo!
-
Bom dia, a ansiedade pode causar sensações de vazio e de desrealização/despersonalização?
Bom dia, a ansiedade pode causar sensações de vazio e de desrealização/despersonalização?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A ansiedade pode sim causar essas sensações de vazio e desrealização. Trarei essa interpretação inicial dentro da proposta Junguiana, a qual é trabalho.
Imagine que sua psique é uma casa. A ansiedade é como um incêndio no porão, isto é, os conteúdos do inconsciente que desejam ser trazidos a consciência através da sombra. Quando o fogo sobe, a fumaça representada pelos pensamentos ansiosos toma conta de tudo.
O vazio e a despersonalização são como o choque de ver sua própria casa em chamas: você se sente estranho dentro dela, isto é, uma percepção de despersonalização e o mundo ao redor parece um cenário irreal, num processo de desrealização.
É um mecanismo de defesa do seu o ego para tentar se distanciar de uma dor psíquica que parece grande demais para ser suportada naquele momento.
Na vivência real, é uma experiência assustadora e solitária, com um todo sentido que você esteja buscando entendê-la. Seu psiquismo encontrou essa forma de lidar com um excesso de energia. Entender isso é o primeiro passo para, aos poucos, apagar esse incêndio interno e se sentir em casa novamente, dentro de si e no mundo.
Para tal, estou aqui para vivermos essa experiência juntos, num processo transformador e integrativo para o seu bem-estar e evolução.Fico à disposição e até log mais!
-
Estresse pode causar vômito, dor de cabeça e fraqueza no corpo? Tive uma discussão e depois fiquei c
Estresse pode causar vômito, dor de cabeça e fraqueza no corpo? Tive uma discussão e depois fiquei com esses sintomas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Que situação difícil e carregada de stress que você passou. Vamos pensar juntos sobre isso.
Pode ter certeza de que o stress pode sim causar tudo isso: vômito, dor de cabeça e fraqueza. O que acontece é que nosso corpo e nossa mente não estão separados; eles são um lugar só: seu ser humano.
Vamos refletir: quando levamos um susto ou vive uma situação muito tensa, nosso corpo se prepara para 'lutar ou fugir', como se fosse um alerta geral. O coração acelera, os músculos ficam tensos... e, no seu caso, esse alerta foi tão forte que virou uma dor de cabeça e esse mal-estar no corpo, essa fraqueza.
Do ponto de vista da psicologia analítica, do Carl Jung, a qual trabalho, podemos entender esses sintomas como uma mensagem muito forte do seu corpo, em que sua psique estivesse tão cheia de emoções que não conseguiu expressar, significar com palavras na hora da discussão e, assim, o corpo falou por ela num claro evento psicossomático.
O vômito, por exemplo, pode ser uma forma simbólica de 'expulsar' algo que fez muito mal, uma raiva ou uma mágoa que você não conseguiu digerir.
Como forma de intervenção, temos que ter em primeiro plano o seu cuidado.
Esse cansaço e esses sintomas são um sinal de que você precisa de um tempo para se recuperar. Descanse e tenha atitudes de auto preservação, como alimentar se bem, hidratar, buscar relaxamentos e dormir com qualidade.
Seu corpo está pedindo para parar e, quando estiver mais calma, pode ser bom refletir: o que dessa discussão te afetou tão profundamente? O que seu corpo estava tentando dizer que suas palavras não conseguiram?
O que você sentiu é uma resposta humana e real. Se os sintomas persistirem, é sempre bom procurar um auxílio profissional e me coloco em plena disponibilidade para o seu tratamento e busca de autocuidado evolutivo.
Fique bem e até logo mais!
-
O objetivo do psicologo(a) e mudar a forma de pensar do paciente ou tem nada ver ?
O objetivo do psicologo(a) e mudar a forma de pensar do paciente ou tem nada ver ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!pergunta que tem uma frequência relevante e revela muito sobre a dedicação do paciente, questionando a própria base do trabalho terapêutico, o que é um ótimo sinal de engajamento.
O objetivo da psicoterapia, e especificamente da abordagem que eu trabalho, a psicanálise, não é mudar a sua forma de pensar no sentido de impor uma nova maneira de enxergar as coisas, como se eu fosse um professor que vai te ensinar a pensar corretamente.
O que buscamos é algo mais profundo e, acredito, mais libertador. É buscar compreender a origem dos seus pensamentos e sentimentos, assimilando os conforme a sua capacidade de ressignificação, em que o analista é tido como uma pessoa que está ali no trabalho analítico para você ter alguém com que dialogar de forma o mais ampla possível, que buscará trazer questionamentos que te façam rever situações de vida, assim como projeções de desejos de futuro. Aqui, já gera uma mobilização, uma transformação, um reposicionamento de si mesmo,
Nossos padrões de pensamento, geralmente, são aquelas vozes que se repetem na nossa cabeça, as angústias e os conflitos. São resultado de experiências, desejos e marcas que carregamos da nossa história, muitas vezes de forma inconsciente. Ou seja, nós pensamos de determinada maneira por razões que vão muito além da nossa lógica consciente.
Assim, um psicólogo que trabalha em psicanálise não é um treinador da sua mente, um condicionador, mas sim de um companheiro na investigação dessas origens. Juntos, tentaremos escutar o que esses pensamentos e sentimentos estão tentando dizer, em com uma compreensão de onde vem isso.
Busca se mudar a forma de pensar, com o oferecimento de um espaço seguro para que você mesmo possa entender, reorganizar e, eventualmente, transformar a sua relação com os seus próprios pensamentos e emoções.
A mudança, quando acontece, é uma consequência autêntica desse processo de autoconhecimento, e não algo que é prescrito por um terceiro.
Espero ter conseguido esclarecer um ponto de muitas dúvidas e esse é um excelente ponto de partida para conversarmos mais.
Fico à disposição no meu perfil no Doctoralia e até logo mais.
-
Como parar de sentir culpada por algo que não fez?mas você levou a culpa.
Como parar de sentir culpada por algo que não fez?mas você levou a culpa.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá.
É um tema recorrente no trabalho clínico, em que é muito característico de um traço de personalidade de que o indivíduo carrega a culpa no lugar do outro.
Vejo que você assumiu um fardo que não era seu e isso pode ser um ato de lealdade mal direcionado.
Na visão junguiana, quando aceitamos uma culpa que não nos pertence, muitas vezes estamos vivendo uma projeção, isto é, alguém depositou em você a sombra que não queria encarar e, você, talvez, por um antigo padrão de resgate ou medo de rejeição, incorporou essa culpa como se fosse sua.
Como forma de uma reflexão inicial, de uma análise básica, vejo a necessidade de nomear a origem de tal ação, isto é, quem te fez sentir culpado e porquê.
Outro intervenção é negar esse movimento de assumir essa culpa e, inevitavelmente, reconduzir a mesma ao dono, não com agressividade, mas com clareza e com uma proposta de um diálogo.
Traga, assim, uma reflexão construtiva para todos os envolvidos na ação, numa posterior ressignificação de posicionamentos, de sua lealdade, de sua ética e honra, com a devida justiça sobre atos e consequências realizadas pelos indivíduos no fenômeno.
Culpabilidade sem ação própria é um sintoma de que você está vivendo a vida de outro. A evolução vem quando você recupera a responsabilidade do que é seu: seus atos, sua voz, seus limites.
Estou aqui para refletirmos sobre estas e outras demandas suas, num ambiente clínico de confiança, respeito e numa busca constante de evolução humana e ética para o seu bem-estar.
Fique bem!
-
Olá, tudo bem? Qual abordagem é a mais adequada para o tratamento de ansiedade?
Olá, tudo bem?
Qual abordagem é a mais adequada para o tratamento de ansiedade? a quem devo procurar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Entendo que buscar ajuda para a ansiedade é um passo corajoso e importante. Na perspectiva junguiana, a qual eu trabalho, a ansiedade não é apenas um sintoma a ser eliminado, mas muitas vezes um chamado da psique, um sinal de que algo profundo busca atenção e integração.
Veremos e buscaremos nas suas falas, nas suas histórias, compreender as raízes inconscientes da ansiedade, explorando conflitos internos, padrões repetitivos, sonhos e simbolismos.
O objetivo não é só aliviar o sintoma, mas promover um processo mais amplo de autoconhecimento e individuação, onde a ansiedade pode se revelar como guia para aspectos negligenciados de si mesmo.
Aqui, trago uma proposta de intervenção, numa busca de uma relação terapêutica que te traga acolhimento, compreensão e segurança para se manifestar em sua totalidade psíquica e na ressgnificação de sintomas e vivências num modo fluido e evolutivo para você.
Valorizaremos os símbolos, os sonhos e a busca de sentido, num caminho muito rico e integrativo.
Fico no aguardo do seu contato, até logo mais e fique bem!
-
Bom dia, deixei me apaixonar por uma pessoa, fora do meu casamento, com isso, perdi muitas coisas, v
Bom dia, deixei me apaixonar por uma pessoa, fora do meu casamento, com isso, perdi muitas coisas, valores, religião, um pouco do respeito da família e tomei coragem de assumir esse romance, mas a pessoa que se dizia apaixonada por mim, desistiu, diz não abrir mão da liberdade por relacionamentos, isso acabou comigo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Como está?
Agradeço a oportunidade de estar presente contigo nesse questionamento.
Tal dúvida pode ser observada no viés psicanalítico como uma experiência de um conflito entre o princípio do prazer e a realidade.
Primeiro, a paixão é um sintoma a ser observado, como é o significado desta experiência em relação ao outro, o que representa a pessoa fora do casamento e seus desdobramentos.
Pode se revelar mecanismos de carências, desejos reprimidos, aspectos da sua própria história que buscavam resolução, isto é, o motivo de assumir riscos, do que é vivido na organização psíquica que esta experiência despertou.
Há o luto pelo objeto perdido, a rejeição sofrida, em que não é apenas a perda de um amor mas, o sentido que se atribuiu a essa relação.
A pessoa que se afastou foi significada como uma possível projeção de um "eu ideal", em que o abandono pode ter revivido feridas narcísicas mais antigas de desvalorizações históricas.
Isto são umas possibilidades de interpretações, uma introdução de como poderia iniciar se um possível processo que podemos trabalhar num futuro.
Assim, fico à disposição para elaborarmos tais demandas.
Te convido para uma consulta inicial e possível desdobramento de um processo terapêutico.
Você pode reservar uma consulta através do site Doctoralia, clicando no botão agendar consulta.
Um grande abraço, estou sempre à disposição e espero ter auxiliado!
-
Sinto crise de pânico todos os dias isso e normal?
Sinto crise de pânico todos os dias isso e normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Não é normal sentir crise de pânico todos os dias. O que você está descrevendo é um sofrimento intenso e frequente que merece atenção e cuidado.
Do ponto de vista na psicologia Junguiana que trabalho, o pânico diário pode ser compreendido como um chamado do seu inconsciente, algo que Jung chamaria de "irrupção do inconsciente".
É como se partes profundas da sua psique estivessem tentando se comunicar através do corpo, pedindo para serem ouvidas. O medo intenso que você sente pode estar apontando para aspectos seus que precisam ser integrados ou para situações na sua vida que exigem mudança e quebra de ciclos imobilizadores de suas ações, emoções e pensamentos.
Essa compreensão simbólica precisa ser elaborada dentro dos seus aspectos históricos, psíquicos e emocionais que foram criados que, neste caso, são possíveis fatos traumáticos geradores de dores e questionamentos que emperram o desenvolvimento de uma qualidade de vida benéfica.
Para tal, coloco me a disposição para futuras intervenções contigo, numa ambiente acolhedor e de segurança para trazer os seus questionamentos e inseguranças e trabalharmos, assim, a sua saúde.
Fique bem e até logo mais.
-
Me sinto triste a maior parte do tempo, choro todos os dias, várias vezes por dia, escondido, me sin
Me sinto triste a maior parte do tempo, choro todos os dias, várias vezes por dia, escondido, me sinto sozinho, angustiado e cansado, pode ser depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá.
Esta é uma pergunta que exige um equilíbrio delicado entre acolhimento humano e precisão técnica.
O que você descreve numa tristeza persistente, choro frequente, solidão, angústia e exaustão são sinais importantes de que algo na sua psique está solicitando atenção urgente e é muito válido este pedido seu como um desejo de melhoras.
Sim, esses sintomas estão dentro do quadro da depressão, do ponto de vista clínico e, numa perspectiva junguiana, eles também indicam que uma parte essencial de você está sofrendo no escuro, isolada da sua própria totalidade.
O fato de você chorar escondido sugere que há um aspecto seu que ainda não se sente seguro para ser acolhido, nem por você mesmo, nem pelo mundo.
Como uma proposta de intervenção inicial, vejo que você não tente atravessar isso sozinho. Não veja a depressão como uma fraqueza de caráter; mas sim é um estado de esgotamento da alma que precisa de continência, tratamento e, muitas vezes, de medicação para que você recupere o fôlego necessário para se reconectar consigo mesmo.
Você já deu um passo importante ao nomear essa dor. Agora, vejo uma proposta de que você estenda as mãos para um profissional que possa caminhar ao seu lado, numa forma ética e acolhedora.
Fico, desde já, à disposição e fique bem.
-
Um psicanalista pode receitar ansiolíticos e/ou antidepressivos? Obrigado.
Um psicanalista pode receitar ansiolíticos e/ou antidepressivos?
Obrigado.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
É uma pergunta que surge com frequência e, assim, muito válida.
Um psicanalista, atuando estritamente como psicanalista, não pode receitar medicamentos. A formação em psicanálise é diferente da formação em medicina, em que para prescrever remédios como ansiolíticos e antidepressivos, o profissional precisa ser um médico.
Aqui, uma proposta: muitas pessoas e, por experiência clínica, vejo que muitas pessoas encontram um ótimo resultado fazendo um acompanhamento em conjunto, isto é, a psicanálise para trabalhar as causas profundas e as emoções, e a psiquiatria para avaliar a necessidade e o manejo da medicação.
É completamente normal ter essa curiosidade sobre a medicação, especialmente quando se está buscando alívio para um sofrimento. Se for do seu interesse, fico à disposição para o caminho das consultas analíticas, as quais posso me colocar ao seu dispor.
Trabalho e acho de extrema valia o trabalho com médicos psiquiatras, para uma avaliação específica, mais rica e integral das dúvidas e possíveis intervenções a serem feitas.
Espero que isso ajude a clarear as coisas.
Fico à disposição se tiver mais alguma dúvida e até mais!
-
Como posso sentir prazer sensação de bem estar com depressão e ansiedade estou tomando as medicações
Como posso sentir prazer sensação de bem estar com depressão e ansiedade? estou tomando as medicações e ainda não tenho melhorado
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Esta é uma pergunta profunda, que revela não apenas um sintoma, mas uma SER humano clamando por integração. Diante da sua dor, vou propor uma Intervenção.
Antes de mais nada, quero validar o quanto é angustiante estar fazendo a sua parte e não captar um avanço de saúde psíquica, isto é, tomando a medicação e ainda não sentir a recompensa do alívio. Essa sensação de ‘nada funciona’ é uma das faces mais cruéis da depressão.
Para a psicologia junguiana, a qual trabalho, a depressão e a ansiedade não são apenas alterações químicas, embora a medicação seja essencial para dar a base para o trabalho, mas também mensageiras de algo traumático que foi vivenciado e não significado.
Na depressão, muitas vezes, é a ‘libido’, a sua energia vital, que ficou presa no inconsciente. O prazer não chega porque grande parte da sua psique está mergulhada em um luto inconsciente ou em partes suas que você foi forçado a abandonar para ‘funcionar’ no mundo.
Já na ansiedade é a tentativa da psique te alertar que você está desconectado do seu chão, do seu corpo, do seu ritmo.
Aqui, sentir prazer é como pedir para uma planta murcha dar flores. A técnica está errada. Primeiro, precisamos cuidar da raiz, numa busca de criar um elo entre o ego (sua vontade) e o Self (sua totalidade).
Uma proposta inicial, basal, é tentar retirar a exigência, a imposição de estar bem, pois isto é visto como um forçar de uma situação que não é válida no momento, de uma forma tirana.
Jung diria que o que você reprime com força, neste caso a tristeza, ganha força. Aqui, temos que olhar as suas origens, fatos e sentimentos que ocorreram, numa análise para existir sem julgamentos.
Não cobre de si mesma algo que sua psique ainda não tem energia para produzir. Bom é manter um ritmo saudável, horários de comer, dormir, atividades físicas sem grande demanda.
Se o médico ainda não ajustou a medicação, reporte isso a ele mas, enquanto isso, honre seu cansaço como um lugar sagrado de transformação, não como um inimigo.
Coloco-me em plena disponibilidade para um procedimento analítico, em que, junto com a medicação já experienciada, podemos desenvolver um tratamento mais integral e evolutivo para você.
Fique bem!
-
O que e depressão afinal? Vocês poderiam me explicar melhor?
O que e depressão afinal? Vocês poderiam me explicar melhor?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Como Estás?
É uma pergunta profunda e essencial que vivemos em nosso cotidiano. Trago viés da Psicologia analítica de Carl Jung, proposta clínica que trabalho, a qual oferece uma visão rica, diversificada e simbólica sobre a depressão.
Vejo a depressão como um processo com um potencial de transformação escondido em seu núcleo, em que Jung trouxe a depressão não como o problema em si, mas como um sintoma de algo maior que está ocorrendo no inconsciente, sinais que nossa psique nos envia para ficarmos atentos. Precisamos olhar os sintomas de frente, com muita atenção e agirmos para destravarrmos a energia psíquica que a depressão bloqueia para uma evolução humana.
Inicialmente, a depressão pode ser associada a repressão dos conteúdos da Sombra, isto é, a parte da nossa personalidade que contém tudo o que negamos, reprimimos ou consideramos inaceitável. São sentimentos tidos como antissociais e imorais como, por exemplo, raiva, ciúmes, vulnerabilidade e podem ser também conteúdos de características da personalidade que foram bloqueados por algum motivo, como talentos não usados, impulsos criativos ou sexuais, em que empurramos a nossa sombra para o conteúdo do inconsciente com o intuito de nos adaptarmos à sociedade.
A depressão pode surgir quando a Sombra fica grande demais e pede para ser integrada. Tal processo demanda muita luta para fazê-la, pois a energia psíquica que usamos para manter essa Sombra reprimida é imensa.
Quando ela é retirada da nossa vida consciente como, por exemplo, em uma crise de meia-idade, um luto ou uma grande decepção, essa energia recua para o inconsciente, criando um estado de apatia, desânimo e vazio característicos da depressão. A pessoa se sente sem energia, apática, porque a energia vital está sendo usada num conflito interno que é mantido recalcado a duras penas.
Outro ponto característico é a perda do sentido e a desconexão do Self, a nossa totalidade psíquica. A depressão, nesse contexto, é frequentemente um sinal de que a persona (a máscara que usamos no mundo social, interpessoal) está demasiadamente rígida e nos afastou do Self.
A pessoa pode ter alcançado sucesso segundo os padrões sociais introjetados como um bom emprego, uma família, mas se sente completamente vazia porque essa vida não é autêntica para ela. A depressão é o chamado do Self dizendo: "Este caminho não é mais o meu!".
Assim, enquanto na cultura social moderna vê a depressão como um fracasso e algo a ser evitado, recalcado a todo custo, Jung a via como um processo potencialmente criativo e necessário, em que os referenciais de ego (nossa consciência de si) precisa morrer simbolicamente, ressignificar se para que uma identidade mais ampla, dinâmica, espontânea e verdadeira, alinhada com o Self, possa emergir.
Como intervenção, vejo que o trabalho terapêutico não será combater a depressão, mas sim escutar o Sintoma, "O que a depressão está tentando dizer? Qual o seu propósito?". É necessário trabalhar com Sonhos e Imaginação Ativa, em que o inconsciente se comunica por símbolos, com análise de sonhos e fantasias, com o intuito de dialogar com as partes da psique que estão causando o conflito.
Aqui, foram pinceladas de como a visão da clínica Junguiana vê o fenômeno da depressão, tirando ela do lugar de monstro e a reposicionando no lugar de mensageira, mesmo que dolorosa, difícil e paralisante. Contudo, carrega em si a possibilidade de um renascimento e de uma vida muito mais plena e verdadeira, se tivermos a coragem de escutá-la.
Fico à disposição para outras dúvidas e, caso sinta necessidade, estou aqui para realizarmos um processo analítico que traga um trabalho revelador e essencial para o seu desenvolvimento humano. Entre em contato aqui, na minha página pessoal ou através do site do Doctoralia.
Cuide se!
-
Eu tinha uma vida feliz, mas do nada tudo deu errado; eu ja não tenho mais ânimo pra nada e não tenh
Eu tinha uma vida feliz, mas do nada tudo deu errado; eu ja não tenho mais ânimo pra nada e não tenho expectativas para o meu futuro; eu estou completamente perdida e preciso de ajuda.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá.
Vejo a pergunta um sentimento de muita dor e confusão. O fato de você estar buscando ajuda num momento de sentir se tão perdida já é um sinal poderoso de que uma parte de você ainda tem força e deseja encontrar um caminho válido.
Trago aqui, primeiro, uma reflexão para escutarmos os seus sentimentos de dor, de desmoronamento do nada, numa sensação de cair em um abismo, de olhar para frente e ver apenas uma névoa espessa, assustadora e solitária.Sua dor é válida, seu cansaço é real, e você merece ser acolhida exatamente como está: perdida e sem chão.Trago aqui, uma intervenção na perspectiva Junguiana, em que trabalha a vida não é uma linha reta e ascendente, mas sim com movimentos espirais, de ciclos, e muitas vezes a alma precisa passar.
Aqui, vejo a ressignificação da Persona, com o mencionar de que "tinha uma vida feliz" e "do nada tudo deu errado".
É possível que a vida que você considerava feliz fosse, em parte, construída sobre uma "Persona", a máscara que usamos para o mundo, em que se baseia num emprego, um relacionamento, um papel social, uma identidade que funcionava bem.
Contudo, deixou de funcionar. Quando essa estrutura desaba, sentimos que nós mesmos desabamos junto, pois é nosso referencial de contato com o mundo externo, os outros.
A sensação de "perda total" é real porque uma parte importante da sua identidade se foi e agora temos que trabalhar o luto de uma vida referencial que não se tem mais.o que você conhecia.
Você diz: "estou completamente perdida e preciso de ajuda". Esta frase, dita desse jeito, é a chave para uma admissão da ressgnificação do ego e o início da cura. É o momento em que o ego, que achava que controlava tudo, se rende e se coloca em disponibilidade para aberturas de mudanças na relação que você tem com a sua dor.
Vamos olhar como uma construtora ativa no seu processo profundo e transformador?
Como, por exemplo, permita-se não saber, não ter ânimo. O vazio pode ser assustador, mas ele também é um espaço de potencial para novas ações num espaço que precisa de movimento evolutivo, com movimentos que vejo como um caminho mais sagrado que pode seguir.
Proponho caminhar contigo num processo analítico com você, ajudando a encontrar o fio de ouro que pode estar escondido nas cinzas, numa busca de luz a nova pessoa que está lutando para existir dentro dessa crise.
Fico,desde já à disposição na minha página do Doctoralia para qualquer contato.
Até mais!
-
A gente pode do nada ter uma crise? Mesmo que não tenha um fator desencadeador ?
A gente pode do nada ter uma crise?
Mesmo que não tenha um fator desencadeador ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É uma pergunta muito importante e que causa bastante sentimentos complexos. Primeiramente, a sensação de que uma crise de ansiedade que veio do nada tem alta frequência e devemos olhar com muito carinho. A aflição e o susto são enormes justamente por essa aparente falta de motivo, o que causa sentimentos de vulnerável e sem controle.
O fator desencadeador pode não ser óbvio mas, sempre terá um motivo, alguma situação gatilho que remeterá a possíveis conteúdos que nossa mente consciente não registrou, não consegue conectar e associações com vivências recalcadas que precisaram desta ação para manter uma integralidade do ego.
A ansiedade não é necessariamente sobre uma ameaça externa real, mas sim é um sinal interno de que um conflito psíquico está tentando emergir à consciência, pois é caracterizada quando o ego - a parte da nossa mente que lida com a realidade - sente se inundado por estímulos internos ou externos que não consegue processar.
É uma sensação de desamparo, e que algo dentro de você precisa de atenção e cuidados. É um pedido de socorro da sua psique. É necessário analisar seus conteúdos, associando como temas da sua vida, características de personalidade realizar perguntas como "O que esta ansiedade está tentando me dizer?", "Que parte de mim está assustada?"
Te convido para um processo analítico, em que o intuito sempre será criar um espaço seguro para, com o tempo, iluminar esses questionamentos, padecimentos e descobrir o que habita nele. É um processo de se escutar e se entender profundamente.
Fique à vontade para entrar em contato comigo através do site do Doctoralia e espero que esta explicação ajude a trazer um pouco de conforto e clareza. É um caminho difícil, mas de grande crescimento.
Até logo mais e cuide se!
-
O que é ansiedade? Quais o sintomas? Quando procurar ajudar?
O que é ansiedade? Quais o sintomas? Quando procurar ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Como estás?
A ansiedade, do ponto de vista da psicanálise, é abordada como um fenômeno que visa trazer um chamado de atenção do conteúdo do inconsciente que está, de certa forma, num movimento de repressão e sem um sentido que impedirá um processo de fluidez da energia psíquica.
Ocorre quando um desejo, uma lembrança, um conflito, um questionamento ameaça emergir à consciência e perturbar nosso equilíbrio psíquico, com manifestações de vários níveis, como o psíquico (sensações de aperto no peito, angústia, inquietação, dificuldade de concentração e insônia).
São manifestadas por acontecimentos psicossomáticos, como o surgimento de taquicardia, sudorese, tremores, falta de ar, tensão muscular, náuseas e dores sem causa física aparente. Tem características comportamentais auto reflexivas e sociais, em que busca se evitar situações que geram desconforto, irritabilidade e uma busca incessante por algo que acalme, o que pode trazer traços de comportamento compulsivos.
Aqui, como intervenção analítica, proponho a busca de um psicólogo quando o sofrimento se torna intenso e paralisante, com momento até de total imobilidade. Sintomas que atrapalham seu trabalho, estudos ou relacionamentos são característicos de comportamentos de ansiedade, com percepções nítidas e subjetivas de que se está fora de controle, não é mais dono de si mesmo.
O trabalho na psicanálise não é simplesmente eliminar a ansiedade com técnicas, mas escutar a sua mensagem, reconhecer seus sintomas que são ancorados em fatos que estão presentes na construção da psique da pessoa e descobrir as raízes inconscientes do conflito. Ao dar significado ao que era apenas um mal-estar vago, você pode encontrar um novo modo de lidar com essas questões e reconhecer se de forma mais livre.Coloco-me a disposição para elaborarmos um tema tão essencial em nosso cotidiano no botão de reserva de sessão no meu perfil.
Buscaremos novas formas de estar no mundo que tragam espontaneidade e fluidez na sua vida integral.
Estou aqui e obrigado pela confiança!
-
Ansiedade
Quem tem ansiedade pode se isolar, se afastar das pessoas e evitar sair de casa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Esse é um questionamento muito presente na prática clínica, o que revela a sua importância.
Absolutamente possível a sua descrição de sintomas, em que este é um fato não é apenas possível, mas uma experiência profundamente humana para quem vive com a ansiedade.
O que você sente faz sentido. Não é loucura, nem frescura, e você não está "errado" por agir assim. É uma tentativa do seu psiquismo de se proteger, pois há uma percepção de que as pessoas e até mesmo a rua da sua casa se tornaram fontes de um perigo imenso e difuso, mesmo quando não há uma ameaça lógica e concreta.
Sair de casa ou encontrar alguém pode significar se expor a situações que você não consegue prever ou controlar e, para a ansiedade, o imprevisível é uma grande fonte de medo.
O isolar-se, então, vira um refúgio, numa tentativa de desligar esses alarmes, de encontrar um lugar onde você se sinta, minimamente, no comando e seguro. É um abrigo contra um mundo que se tornou grande demais, barulhento demais, exigente demais. O sofá, o quarto, a casa, se transformam em uma concha protetora.
Outro ponto observável, é um sentimento de medo do contato e do julgamento, em que o olhar do outro é uma ameaça, humilhada ou não corresponder às expectativas alheias.
Esse medo é tão grande que o encontro com o outro deixa de ser um prazer e se torna uma provação. Evitar as pessoas é, então, evitar a possibilidade desse sofrimento.
Aqui, vejo umas possibilidades: o que aconteceu em sua vida, aspectos traumáticos que trazem a execução destas ações?
Outra: Do que você tem medo de perder o controle no futuro e sobre os impulsos internos?
Aqui, é fundamental entender que o isolamento não é uma escolha consciente ou um capricho. É um sintoma, um sinal de que algo não vai bem no funcionamento psíquico. O isolamento é um sintoma de uma dor na alma. E como todo sintoma, ele tem uma função: comunicar um sofrimento e, paradoxalmente, tentar proteger o indivíduo de um sofrimento ainda maior.
Fica a proposta de você procurar um porfissional da saúde, com o intuito de entender o que esse sintoma quer dizer. O que esse medo de sair e de se relacionar está tentando proteger? Qual é o perigo interno ou externo que parece tão iminente?
Nesse espaço seguro da análise, é possível ir reconstruindo a ponte entre o seu mundo interno e o mundo externo, para que um dia, sair de casa possa ser, novamente, uma possibilidade e não uma ameaça.
Coloco me a disposição para esse cuidado e essa compreensão.
Entre em contato comigo através do meu perfil e até logo mais.
Fique bem!
Perguntas frequentes
-
roacutan pode ser tomado juntamente com o litio, usado para tratamento da bipolaridade?
A associação entre isotretinoína (Roacutan) e lítio não deve ser feita sem…