Perguntas do paciente (98)
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Quais são os gatilhos para um conflito existencial?
Quais são os gatilhos para um conflito existencial?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Como estás?
Perguntar sobre os gatilhos de um conflito existencial é, em si, um sinal de que está se engajando com as grandes questões da vida, e isso merece um olhar acolhedor e respeitoso.Vejo que o conflito existencial raramente é causado por um único gatilho, mas sim por uma conjunção de fatores internos e externos que abalam os alicerces da nossa pessoa, nos colocando em dúvidas imobilizadoras e de possíveis sofrimentos.
Podemos pensar nesses gatilhos como estruturas que despertam energias primordiais e complexos que trazem estes questionamentos, que sacodem a casa da nossa personalidade, revelando que sua fundação pode não ser tão sólida quanto imaginávamos.
Um conflito que geralmente observa se em perguntas como esta são constituídos em momentos de transição e com choques com a nossa sombra, isto é, analisar e trabalhar conteúdos em nós que foram reprimidos, negados ou não reconhecidos.
Acontecem situações de gatilho como, por exemplo, promoções de trabalho, assumir um novo papel social (como se tornar pai/mãe).
São momentos como este que trazem os questionamentos e energizam a sombra, com as características de inseguranças, vaidades, medos do fracasso emergem. Estes tocam em uma ferida narcísica. Algo externo ressoa com uma crença negativa interna que estava escondida, levando a um questionamento sobre seu valor e identidade. "Quem sou eu, realmente, para estar aqui? Sou uma fraude?".
Outro momento que traz conflitos existenciais é quando se realiza a persona e a sua consequente ruptura. A Persona é a máscara que usamos para nos adaptar ao mundo e situações de conflito em relação a ela surgem quando se atinge um objetivo social como, por exemplo, o emprego perfeito, o casamento ideal e se sente vazio, isto é, a persona funcionou perfeitamente mas, a vida segue e sempre surgem novos referenciais de desejo que solicitam a adaptação as novas realidades "Isto é tudo? Onde está o meu eu no meio disso tudo?".
Aqui entram, estatisticamente, as crises de meia idade, por exemplo. Após uma vida construindo uma carreira e família - a primeira metade da vida - a alma exige significado, propósito e a integração de aspectos negados, como a criatividade adormecida, a espiritualidade, momentos mais introspectivos e qualitativos de vida.
Trouxe aqui uns exemplos que surgem baseados em sua pergunta, em que gostaria de lhe oferecer uma reflexão, não como resposta, mas como um convite para um diálogo interno e, num conversa presente num processo analítico.
Cuide-se com carinho nessa exploração e, caso tenha necessidade de explorarmos juntos o que essa fase pode estar tentando lhe revelar, fico à disposição nos meus contatos aqui no Doctoralia.
Como isso ressoa em você?
Fico à disposição e sucesso na caminhada!
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Como a liberdade da vontade se relaciona com o sentido da vida?
Como a liberdade da vontade se relaciona com o sentido da vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pergunta profunda e essencial, em que tocamos em dois pilares da existência humana que estão profundamente entrelaçados.
Vejo através dos atendimentos clínicos e da linha da psicologia analítica de Jung, a qual trabalho, a relação entre a liberdade e o sentido da vida não é uma simples equação, mas uma jornada de autodescoberta e integração.
A liberdade é observada como a capacidade de fazer conscientemente o que quisermos. Contudo, nossa psique não é um território totalmente consciente, mas sim grande parte dela é governada pelo inconsciente. O primeiro passo para uma liberdade genuína não é simplesmente "fazer o que se quer", mas conhecer se a si mesmo e ter o máximo de percepção do porquê das escolhas, das ações e como foram fundamentadas perante a sua história, construção de personalidade e na busca de realização de desejos que estão em falta.
Um passo inicial para uma verdadeira liberdade de vontade começa quando trazemos à luz partes escondidas, quando integramos nossa Sombra, isto é, aspectos, vivências, sentimentos que estão em recalque, por falta de sentido. Neste ponto, vemos que é necessário integrar tais conteúdos para termos um aumento de conscientização, para deixarmos de ser marionetes de impulsos inconscientes e ganhamos um leme mais firme.
A pergunta, então, se transforma: em vez de "Eu tenho livre-arbítrio?", para perguntamos "Como posso me tornar mais livre, me conhecendo melhor?", "Como você sente que essa dança entre a sua liberdade de escolha e a busca por significado se manifesta na sua própria jornada?"
Assim, trago a proposta para refletirmos como o livre-arbítrio é o combustível para a nossa jornada da individuação, para o nosso processo de evolução psíquica, em que o sentido da vida é extremamente pessoal e intransferível, o destino está dentro de você, com uma vontade consciente que decide se vai ou não embarcar nessa viagem, nessa convocação, nessa missão do herói.
Espero que esta reflexão ressoe em você e te mova para esse processo de evolução. Caso precise de companhia nesta viagem, estou à disposição e buscaremos no processo analítico a transformações destas questões filosóficas abstratas em um mapa vivo para a aventura mais importante: a de se tornar quem você realmente é.
Fique à vontade para entrar em contato através do meu perfil no Doctoralia.
Com profundo sentimento e no aguardo da missão!
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Como posso ser mais assertivo e menos reativo nos meus relacionamentos?
Como posso ser mais assertivo e menos reativo nos meus relacionamentos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pergunta bem objetiva e de um tema que sempre é requisitado.
Utilizarei a linguagem de Jung para abordar essa questão, num caminho rico e transformador.
A abordagem junguiana vê essa dificuldade não como um defeito, mas como uma oportunidade de crescimento e de diálogo com partes de nós mesmos que precisam de atenção, numa busca de se relacionar de uma forma mais consciente e menos automática.
Essa pergunta que você traz é central para a jornada de autoconhecimento e toca o coração de como nos conectamos com os outros e, principalmente, conosco mesmos.
Do ponto de vista da psicologia de Jung, a reactividade, as reações intensas e imediatas que parecem vir de um lugar quase automático, muitas vezes são sinais de que uma ferida ou um complexo foi tocado, energizado com a vivência ocorrida. Os complexos são carregados com as energias emocionais, de histórias, memórias e dores passadas. Quando alguém esbarra nesse nó, é como se uma parte de nós tomasse temporariamente o controle que, no caso aqui abordado, é a Sombra em Jung, em que não reagimos apenas à situação presente, mas a um acúmulo de experiências passadas.
A assertividade, por outro lado, é a voz do Self, o nosso centro mais profundo, essencial e sábio, em que é através desse que temos a capacidade de expressar nossas necessidades, limites e verdades com clareza e respeito, sem ser violado nem violar o outro. Tornar-se assertivo é um processo de individuação, de se tornar quem você verdadeiramente é, integrando todas as suas partes, as suas vivências numa forma cada vez mais integrativa e de respeito a si mesmo e com o outro em comunidade.
Para tal, vejo uns pontos bem interessantes para refletirmos. Antes de mudar, convido você a apenas observar e questionar se. Quando uma reação intensa surgir, respire e pergunte-se gentilmente, numa forma que promova um auto respeito: "Qual parte de mim se sente tão ameaçada agora?", "Esta situação me lembra algo antigo?". Não tente calar essa parte reativa, ouça-a, respeite e busque integrá-la. Ela é uma mensageira da sua Sombra, a qual tenta te proteger de uma dor antiga. Aceitar sua existência é o primeiro passo para integrá-la e não ser mais dominado por ela.
Uma reflexão também que eu vejo aqui é que a reactividade é instantânea e a assertividade nasce de uma pausa. Nesse espaço, reflita, respire fundo e pergunte: "O que eu realmente preciso expressar aqui?", "Qual a forma mais sábia e genuína de me posicionar?". Aqui é um lugar do habitar se, de reconhecer se e de sua consciência nascer. Reconheça essas vozes como partes de você, mas não como donas da verdade. Construía uma relação com elas e você pode agradecê-las por tentarem te proteger e então escolher uma resposta mais alinhada com a sua essência.
Aqui, trouxe um pouco do que podemos refletir e lembre-se que este não é um processo linear. É uma dança, evoluções e questionamentos, estagnações e dinâmicas, num diálogo contínuo com você mesmo. Cada momento de consciência, cada experiência conquistada, é uma vitória tremenda na sua jornada de individuação, numa reconexão com a sua própria totalidade.
Fico à disposição para elaborarmos este e demais assuntos que te tragam questionamentos e, qualquer dúvida, entre em contato via site do Doctoralia ou diretamente comigo nos meus contatos.
Até logo e fique bem!
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Quais são os questionamentos que ajudam a desenvolver o autoconhecimento?
Quais são os questionamentos que ajudam a desenvolver o autoconhecimento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como estás?
É muito significativo que você esteja buscando formas de se conhecer melhor. É um desejo de mergulhar nas próprias profundezas e é, em si, um poderoso ato de coragem este primeiro passo essencial na jornada do autoconhecimento e autodesenvolvimento humano.
Na perspectiva psicanalítica, o autoconhecimento não é um destino a ser alcançado, mas um processo contínuo de escuta e interpretação de si mesmo. As perguntas que fazemos a nós mesmos são as ferramentas que nos permitem limpar a poeira e revelar a imagem que está sempre se formando, com suas interpretações e assimilações.
Vejo nestas possibilidades de questionamentos, uma oportunidade de analisar os seus afetos, reações e sentimentos, com perguntas como "O que me move?", situações que tragam vivências e reações intensas como raiva, tristeza, alegria, angústia desproporcionais, as quais trazem possibilidades de análises de complexos questionadores, imobilizadores e que proporcionam certo sofrimento.
Neste viés, vejo perguntas como "O que essa emoção que sinto agora está tentando me proteger? Me dizer?", em que muitas vezes estas emoções difíceis são mecanismos de defesa que tentam nos guardar de uma dor maior ou mais antiga, isto é, possibilidades de neuroses não significadas, as quais vão se repetindo na sua história de vida.
Aqui, entra um ponto de suma importância: a compulsão à repetição é um conceito freudiano crucial. Identificar esses padrões é o primeiro passo para entender o que eles tentam, inconscientemente, resolver ou reviver para serem ressignificados.
Perguntas como "O que eu realmente desejo, para além do que é socialmente esperado de mim?", Se eu não tivesse medo do julgamento, do fracasso ou da rejeição, que vida eu estaria vivendo?", trazem perspectivas de separação do nosso desejo e do outro, o que na psicanálise é um trabalho fundamental.
Tem diversos pontos que podemos trabalhar dentro da perspectiva psicanalítica, como sonhos, análise histórica, construção de personalidade, convívios sociais que nos moldam, em que o objetivo não é encontrar uma resposta "certa" rapidamente, mas sim, ver que o valor está no processo de questionar-se para evoluir.
Tente acolher esses questionamentos sem julgamento, como um explorador curioso do seu próprio universo interno. Escreva sobre eles como um registro pessoal e reflexivo, como um aliado, pois a escrita muitas vezes revela coisas que o pensamento sozinho não captura.
Essa jornada é íntima e singular. Coloco me à sua disponibilidade para conversarmos sobre este assunto e demais temas que te tragam questionamentos.
Fico à disposição e, qualquer dúvida, entre em contato via site do Doctoralia ou diretamente comigo nos meus contatos.
Até logo e fique bem!
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Quais são os desafios da saúde mental? .
Quais são os desafios da saúde mental? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como estás?
Pergunta de uma amplitude enorme e de suma importância.
Aqui, trago um viés através da lente da psicologia junguiana, a qual aborda tal questionamento não como uma listagem de problemas. Envolve falar sobre a jornada da individuação, do encontro com a sombra e da busca por totalidade.
Começo pelo encontro com a sombra. Este é talvez o desafio central. A nossa Sombra é tudo aquilo que negamos em nós mesmos: nossas raivas, nossas inseguranças, nossos medos, nossos impulsos que julgamos "inadequados". O desafio mental surge quando nos recusamos a olhar para essa Sombra. Ela não desaparece instantaneamente, ela se manifesta como projeções como, por exemplo, quando criticamos fortemente algo nos outros que não aceitamos em nós, mecanismos de autossabotagem e uma sensação constante de que há algo de errado conosco.
Outro ponto interessante sobre saúde mental é analisarmos, reconhecermos e conscientizarmos da nossa Persona, isto é, a máscara que usamos para nos adaptar ao mundo. A profissional bem-sucedida, o filho forte, o amigo sempre alegre. O desafio aqui e que culminam em muitos sofrimentos, é quando nos identificamos tanto com essa máscara que esquecemos quem somos por trás dela. Isso gera um cansaço profundo, um desenraizamento de nossa essência, uma sensação de vazio e a pergunta angustiante surge: "Quem eu sou quando não estou fazendo isso?".
É exaustivo carregar o peso de ser quem o mundo espera que sejamos o tempo todo. Às vezes, o mal-estar que sentimos é a nossa alma sussurrando que precisamos tirar essa máscara por um tempo e simplesmente SER.
Outro ponto de reflexão que vejo como muito válido é a integração dos opostos, em que a psique junguiana é movida por tensões entre opostos: luz e sombra, razão e emoção, espírito e matéria.
A neurose, a energia psíquica travada e causadora de questionamentos e sofrimentos surge quando nos fixamos em um polo e negamos o outro como, por exemplo, a supervalorização de aspectos de racionalidade em detrimento de aspectos de sensibilidade, intuitivos.
O grande desafio e objetivo aqui é aprender a sustentar essas tensões, com um ponto de equilíbrio dinâmico que honre as partes envolvidas, dentro dos seus significados existentes.
Assim, da perspectiva junguiana, os desafios da saúde mental são sintomas que servem como um guia de ações, pensamentos a serem realizados para um equilíbrio dinâmico saudável, em que não são inimigos a serem exterminados, mas mensageiros que apontam para partes de nós que estão negligenciadas, feridas ou precisando ser desenvolvidas para termos uma saúde mental válida e evolutiva.
Trago aqui o convite para um processo terapêutico, um espaço sagrado e sadio por onde essa jornada pode ser feita com acolhimento e orientação.
Estou em disponibilidade para conversarmos sobre este e outros temas questionadores. Qualquer dúvida, entre em contato via site do Doctoralia ou diretamente comigo nos meus contatos.
Até logo e fique bem!
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Tenho muito medo de tirar sangue, não o medo do sangue, mas da agulha. Passo muito mal quando vou fa
Tenho muito medo de tirar sangue, não o medo do sangue, mas da agulha. Passo muito mal quando vou fazer qualquer procedimento que envolva agulha: a vista escurece, suo frio e me dá moleza. Isso tem tratamento? Tem cura?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
É completamente compreensível que você sinta esse medo intenso em relação às agulhas. Suas reações físicas descritas são típicas de experiências psicossomáticas, isto é, uma correlação direta vivida numa integração plena entre corpo e mente.
A vista escurecer, o suor frio, a moleza mostra como essa experiência não é apenas psicológica, mas também visceralmente corporal e suas manifestações são sintomas de algo presente em sua vida integral.
Do ponto de vista psicanalítico, esse tipo de resposta muitas vezes está ligado a mecanismos inconscientes que nosso corpo ativa diante de situações percebidas como ameaçadoras. Não é frescura ou fraqueza. Provavelmente, alguma associação histórica que tu teve em sua vida diretamente correlacionada a uma reação autônoma que foge ao seu controle consciente.
Quanto ao tratamento há a existência de ajuda possível.
O que você descreve pode ser abordado de diferentes formas, numa busca de ressignificar este sintoma físico. Entender as origens simbólicas desse medo também pode trazer alívio, em que muitas vezes medos específicos como este estão conectados a outras experiências ou significados mais profundos de sua história, como descrevi previamente.
Assim, me coloco à sua disponibilidade para conversarmos sobre este assunto e demais temas que te tragam questionamentos. Você não precisa conviver com esse sofrimento.
Fico à disposição e, qualquer dúvida, entre em contato via site ou diretamente comigo nos meus contatos.
Até logo e fique bem!
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Como a Terapia interpessoal (TIP) funciona para a saúde mental?
Como a Terapia interpessoal (TIP) funciona para a saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Vejo aqui uma oportunidade de fazer uma associação de duas propostas bem interessantes: a natureza da TIP e teoria junguiana em relação ao tema da saúde mental.
Na área de saúde mental, a TIP trata o Sintoma como o Problema, isto é, o conflito interpersonal e as autopercepções do indivíduo são os problemas a serem resolvidos em si e ponto final. Aqui difere muito da abordagem junguiana, em que esta vê o Sintoma como um Mensageiro, um sinal de que o conflito é um sinal de que algo maior está em desequilíbrio e deve ser analisado para depois ser compreendido e integrado na história da pessoa numa forma saudável e evolutiva.
Vejo que a TIP é uma ferramenta valiosa e eficiente para a saúde mental, atuando no nível da consciência e da adaptação social mas, na jornada da psicologia junguiana vai além, com a busca de conectar o ego não apenas com os outros, mas com a fonte de significado e totalidade que é o Self, o centro organizador de toda a psique.
Espero ter trazido um ponto inicial para elaborarmos futuras conversas, dúvidas. Fico à disposição para um possível processo analítico, através dos contatos da minha página do Doctoralia.
Fique bem!
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De que forma o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode influenciar a memória autobiográfica?
De que forma o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode influenciar a memória autobiográfica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pergunta bem interessante. Analisarei a influência do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) na memória autobiográfica pela lente da psicologia analítica de Jung, proposta teórica que eu trabalho, com o intuito de oferecer uma perspectiva rica e profunda.
A memória autobiográfica não é um arquivo neutro de fatos, acumulativo em si, mas uma narrativa dinâmica tecida pela psique, com as suas interpretações da realidade e vivências adquiridas. O TOC, nesta visão, não é apenas um distúrbio de ansiedade, mas uma expressão profunda de um desequilíbrio psíquico, que impacta diretamente essa constituição.
O indivíduo com TOC frequentemente experimenta uma inflação do ego, em que este deveria ser o centro da consciência, mas, o problema é causado por uma expansão, uma forma desproporcional e tenta controlar o incontrolável (pensamentos, impulsos, o mundo externo).
Ele se hiper-identifica com uma Persona rígida e perfeccionista, mais vista como uma pessoa super organizada, a "pessoa super segura". Essa inflação distorce a memória autobiográfica, cujo o foco narrativo recai quase exclusivamente sobre eventos que ameaçam ou reforçam essa Persona rígida. Lembranças de fracassos, ter feito algo "sujo", de dúvidas ou de imperfeições tornam-se complexos autônomos altamente carregados, dominando o panorama da memória. A história de vida se reduz a uma crônica de contaminações diversas, como verificações e rituais, apagando memórias de espontaneidade, alegria e conexão autêntica que não se encaixam nessa Persona.
Outra ação do TOC que leva um impacto direto na memória autobiográfica é no confronto contra a Sombra, numa distorção e limitação dos conteúdos reprimidos e com o não conseguir revisitar o passado de forma integrada. Qualquer memória que contenha um resquício desses conteúdos proibidos é imediatamente rejeitada, ruminada ou neutralizada por uma compulsão mental, em que não se consegue integrar a Sombra para se tornar um todo.
A pessoa tenta deletá-la de sua história, criando uma autobiografia "esterilizada" e fragmentada, onde grandes partes da experiência humana genuína são perdidas. A memória, portanto, não amadurece. Ela permanece um conjunto de fatos traumáticos e ameaçadores não digeridos, imobilizada, em vez de se tornar a base para a sabedoria e o autoconhecimento.
O que fazer? Analisa se os conteúdos históricos reprimidos, numa intervenção analítica, a natureza de suas ocorrências, os quais carecem de significados, de reposicionamento dentro das vivências do indivíduo para, então, poder integrá-los nas vivências numa forma sadia e evolutiva. Qualquer dúvida, interesses num processo analítico, entre em contato comigo via site do Doctoralia.
Cuide se e até logo!
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Tenho o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e como posso lidar com a ansiedade de que minhas memór
Tenho o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e como posso lidar com a ansiedade de que minhas memórias não são confiáveis?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como estás?
Este é um tópico de alta relevância nos fenômenos de nossa vida cotidiana e , como tal, surge muito no ambiente clínico.
É profundamente compreensível que a ansiedade sobre a confiabilidade das suas memórias cause sofrimento e questionamentos.
O TOC, muitas vezes, é uma maneira particular de questionar justamente aquilo que mais valorizamos, isto é, as nossas certezas interiores, as nossas confianças em nossas próprias mentes.
Vejo que você já deu um passo importantíssimo: questionar a própria mente é colocar se em movimento, uma busca de solução para o padecimento, o que pode ser uma experiência profundamente solitária e assustadora mas, já é algo de muita valia e méritos.
Do ponto de vista psicanalítico, podemos pensar que o TOC funciona, parcialmente, como um mecanismo de defesa, em que age com o intuito de proteger você de algum sofrimento ou angústia internalizados, com a criação de rituais e dúvidas para tentar controlar o incontrolável.
A dúvida sobre as memórias não é sobre a memória em si, mas sim sobre o significado e a certeza que você precisa ter em relação a ela.
Você já fez as seguintes perguntas? "E se eu não me lembrar perfeitamente do fato ocorrido? O que ocorrerá?", "E se eu estiver errado? Algo terrível aconteceu porque minha memória falhou?"
A ansiedade surge não da memória em si, mas da necessidade obsessiva de certeza absoluta, um controle indubitável na essência, o qual é inviável, é um ideal.
Nenhuma memória humana é 100% confiável. Nossos cérebros não são gravadores; são contadores de histórias que editam, condensam e reinterpretam conforme as nossas vivências.
Para a maioria das pessoas, essa flexibilidade é irrelevante. Contudo, para a mente com TOC, ela se torna o campo de uma batalha exaustiva.
Assim, é interessante fazer uns procedimentos para uma reflexão. Quando a dúvida surgir, tente nomeá-la e associar com algum sentido, algum fato histórico ("Esta é a dúvida do TOC. Esta não é uma verdade sobre mim, é um sintoma.").
O objetivo não é se tornar 100% confiante em suas memórias, mas sim é ver os motivos que a colocam em ação. A dúvida do TOC quase sempre se apega a memórias autobiográficas específicas e de significado moral ou afetivo.
"Que angústia mais profunda essa dúvida tenta tampar?" "Que medo original está por trás da necessidade de controle absoluto sobre o passado?" Entender isso não faz o sintoma desaparecer como mágica, mas dá a você um contexto mais rico e menos aterrorizante para ele, enfraquecendo seu poder e fortalecendo a sua consciência com um conteúdo possivelmente ressignificado.
Você não está sozinho nessa jornada.
Se desejar aprofundar tais questionamentos, faço um convite um encontro inicial e até mesmo um processo psicanalítico, em que conversaremos muito sobre este tema e outros que serão do seu desejo de elaborarmos, juntos.
Para tal, veja a possibilidade de consulta através do site Doctoralia, clicando no botão agendar consulta.
Espero ter ajudado e grande abraço!
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O que é "roupagem psíquica" na psicanálise? .
O que é "roupagem psíquica" na psicanálise? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Tudo bem?
A roupagem psíquica é um conceito psicanalítico, muito associado a Melanie Klein. Esta teórica da psicanálise descreve como sendo um processo pelo qual o ego - a parte consciente e organizada da nossa mente - reveste as nossas pulsões e fantasias inconscientes mais primitivas e perturbadoras com imagens, cenários e experiências mais toleráveis e simbólicas.
Trata-se, em base, de um mecanismo de defesa essencial para o desenvolvimento de uma mente saudável, isto é, com a roupagem psíquica, conseguimos manter uma relação intrapessoal equilibrada e interpessoal organizada com o meio ambiente, numa forma que busque um equilíbrio mais saudável possível.
A ideia está essencialmente ligada aos conceitos de pulsões de vida e de morte - Eros e Thanatos - de Freud. Klein acreditava, e trabalhava em suas associações teóricas e comprovadas na sua prática clínica, que desde os primeiros estágios da vida, o bebê é assolado por ansiedades intensas geradas pela pulsão de morte (medo de aniquilação, fragmentação).
Para manter uma defesa poderosa contra os ataques , dessas ansiedades arcaicas e aterrorizantes, a mente precisa encontrar uma maneira de "vesti-las" com algo mais concreto e manejável para manter uma integralidade do Ego, que este não entre em colapso e transforme o medo abstrato em uma imagem ou cenário mais específico e palatável.
Assim, mantém uma defesa do ego que possa se fortalecer cada vez mais, com mecanismos de defesa mais complexos, resistir e diminuir o impacto de ansiedades, criando formas de sobreviver ao seu próprio caos interno, usando as imagens do mundo externo para dar forma e significado aos seus terrores mais profundos.
Se quiser saber mais sobre este tema e outros relacionados à psicanálise, deseja realizar um processo psicanalítico, entre em contato com uma reserva de consulta através do site Doctoralia, clicando no botão agendar consulta.
Um grande abraço!
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Qual é o impacto das competências socioemocionais na saúde mental ?
Qual é o impacto das competências socioemocionais na saúde mental ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Assunto muito bom para elaborarmos juntos.
Trarei aqui uma intervenção no olhar da teoria junguiana.
Na abordagem junguiana, as competências socioemocionais não são vistas como técnicas isoladas, mas como subprodutos do processo de individuação, isto é, a busca de você ser o que realmente é, o real desejo de se localizar perante si mesmo e no mundo.
O seu impacto na saúde mental é, portanto, profundo e multifacetado.
Assim, as competências socioemocionais são as capacidades da consciência do ego de se relacionar de forma saudável com os conteúdos internos (inconsciente) e externos (mundo).
No primeiro ponto, tem-se a autoconsciência como base de toda a saúde mental. Reconhecem se as emoções, impulsos e padrões, que aqui já se caracterizam a identificação de aspectos da Sombra (os complexos autônomos reprimidos que tem muita influência em nosso ser). Estes, necessariamente, têm que ser confrontados, reconhecidos como da nossa natureza da psique como, por exemplo, reconhecer conteúdos indesejados, vistos como imorais mas, que estão aí.
Ver que "isto também sou eu" é um ato de coragem que reduz a projeção (atribuir aos outros o que é nosso) e liberta energia psíquica presa na negação e consequentemente integração evolutiva.
Outro ponto muito importante são os trabalhos com os Complexos (energia psíquica travada que impede o desenvolvimento pleno da nossa personalidade), em que temos que gerenciá-los, ver as suas intensidades, e os motivos que causam as nossas identificações com eles "não sou apenas essa raiva, "eu sinto essa raiva".
Vejo na empatia um termo que causa muita facilitação com outros e necessária para se ter uma vida social sadia. Em Jung, ela facilita a conexão com os outros e traz a chave para entender as projeções. Se me irrito excessivamente com alguém, a empatia pode me levar a perguntar: "O que isso em mim que eu não suporto e estou vendo no outro?".
Uma pergunta dessa é altamente reflexiva e nos leva a "entrar no lugar do outro", ampliando a nossa visão de mundo numa forma mais completa e menos polarizada.
Trago aqui alguns pontos basais na abordagem junguiana sobre o tema.
Se desejar aprofundá-los e vermos outros temas que te colocam em ação, te convido para um encontro e possível futuro processo terapêutico, em que abordaremos temas como estes, de reduções de sofrimentos psíquicos, de elaborarmos uma maior Resiliência Psíquica que nos auxilie a buscar sentidos de vida.
Visaremos uma condução de uma vida mais saudável, com um profundo sentimento de significado, uma vivência que esteja alinhada com a própria natureza essencial.
Fica um convite para uma consulta inicial.
Você pode reservar uma consulta através do site Doctoralia, clicando no botão agendar consulta.
Um grande abraço!
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O que é Interação terapêutica? .
O que é Interação terapêutica? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como estás?
A interação terapêutica é um dos pilares principais do fenômeno clínico e trarei aqui uma abordagem junguiana sobre o tema.
Vejo na abordagem terapêutica Junguiana uma conexão que vai muito além da conversa entre terapeuta e paciente, isto é, vejo um processo dinâmico, profundo e dialético, onde ambos os participantes são transformados, como um encontro humano autêntico entre duas psiques, que sairão transformadas num novo passo evolutivo mútuo.
Tal interação é vista num campo relacional e energético criado entre o analista e o analisando, onde o inconsciente de ambos se comunica e interage, com o foco principal nos movimentos de dissolução dos complexos e no processo de individuação do paciente, em que se busca a integração dos aspectos conscientes e inconscientes da personalidade deste, numa forma fluida, como menos obstáculos possíveis (complexos).
Elabora se um termo colocado por Jung, o Diálogo Consciente-Inconsciente e dialético, em que o terapeuta promove um espaço mais acolhedor possível para que o cliente se manifeste, sem censuras, sem limites e que tragam possibilidades de reflexão que desbloqueie os complexos (traumas, situações de sofrimentos), numa reelaboração destes mediante a vida presente do paciente, numa forma intrapsíquica e interpsíquica, que se manifestam nas relações presentes.
Na abordagem Junguiana, o terapeuta não é um mero observador neutro, mas sim um participante ativo nesse diálogo, em que a Sua própria personalidade, sua história pessoal, profissional e reações são instrumentos fundamentais do processo, numa presença da humanidade do terapeuta, sendo ativo, não se escondendo numa persona médica rígida e evidenciar uma presença genuína.
Assim, o terapeuta transforma se numa tela para o inconsciente do paciente, recebendo os conteúdos deste, suas fantasias, projeções, emoções, sentimentos ainda não elaborados, auxiliando a conter essas emoções, refletir sobre elas e, no momento certo, devolvê-las ao paciente de uma forma que ele possa assimilar, transformando-as em insight.
Trouxe aqui uma breve introdução da interação terapêutica na abordagem junguiana, em que se foca não apenas na cura apenas com técnicas ou interpretações, mas sim da qualidade do encontro humano genuíno, onde o inconsciente de ambos os participantes é convidado a dialogar, criando uma ambiente onde o Self do paciente pode emergir e florescer.
É uma jornada em direção à totalidade.
Fico à disposição e faço um convite para uma consulta inicial e um provável processo analítico de interações e descobertas da sua personalidade, com uma proposta de uma jornada heróica de autoconhecimento e de suas linguagens simbólicas.
Agende uma consulta através do site do doctoralia ou entre em contato direto comigo.
Fico à disposição, muito obrigado e até a próxima!
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O que posso fazer para lidar com padrões negativos de pensamento?
O que posso fazer para lidar com padrões negativos de pensamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Os padrões negativos de pensamento, infelizmente, ocorrem e causam certos desconfortos.. Contudo, um ponto muito bom de você trazer essa questão já demonstra uma importante capacidade de auto observação, que já está em questionamento, em movimento e isso é em si é um passo significativo.
Os nossos pensamentos existem em decorrências de padrões mentais em que muitas vezes acontecem como caminhos neurais habituais, que percorremos quase automaticamente.
Na psicanálise estudamos e trabalhamos que estes padrões não surgem ao acaso, isto é, eles carregam histórias, dialogam com experiências passadas e muitas vezes tentam nos proteger, ainda que de formas que hoje nos causam sofrimento.
Quais são estes pensamentos? Quais as naturezas destas manifestações? Suas funções? Tem situações gatilho que os despertam? Como você tem se relacionado com esses pensamentos até agora?
Vejo estas perguntas como uma análise inicial, vivenciar estes pensamentos sem julgá-los severamente. Quando um pensamento negativo surgir, experimente anotá-los para depois refletir, observá-los como quem observa de fora, de longe, veja as suas reações, numa forma de tentar realizar uma desidentificação, uma tentativa neutra de se observar.
Com estes conteúdos em mãos, temos possibilidades de refletir neles, com um maior poder analítico, de desconstruções e assimilações que uma terapia pode trazer.
Cada pequeno momento de consciência sobre esses padrões já é uma mudança significativa, já é uma ressignificação e uma evolução.
Estou aqui para acompanhar seu processo de descoberta. Fique à vontade para entrar em contato e, caso possível, iniciarmos até mesmo um processo psicanalítico, com muito acolhimento e respeito.
Abraços e fique bem.
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Quais são as causa e gatilhos para problemas de raiva de uma pessoa adulta ?
Quais são as causa e gatilhos para problemas de raiva de uma pessoa adulta ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Tudo bem?
A raiva é um tópico que surge muito no cotidiano nosso de cada dia e é um tema abordado com muita frequência nas sessões analíticas.
Na abordagem Junguiana, a raiva é interpretada a partir de uma perspectiva que visa integrar aspectos conscientes e inconscientes da psique, incluindo arquétipos, complexos e a dinâmica entre o ego e a sombra.
Trago aqui algumas propostas das principais causas e gatilhos.
Uma proposta, para iniciar, é sobre a repressão da Sombra. Isto é, negar aspectos, repreendê-los e não integrá-los. Quando se reprime aspectos de nossas emoções que deveriam ser vividas parcialmente ou em sua integralidade com o intuito de manter o equilíbrio social, podem ocorrer súbita ações desproporcionais de emoções.
Estas são causadas por gatilhos associados a história da pessoa que podem não ter sentido na hora mas, são usadas como uma meio de manifestação que a energia psíquica reprimida encontrou para se manifestar que, nesse caso, é a raiva.
Gatilhos comuns são situações em que a pessoa se sente injustiçada ou desrespeitada, associada a histórias prévias de repreensão, em que tais conteúdos sombrios não trabalhados se mostram de súbito.
Outro ponto interessante da proposta analítica para o tema são as ativações dos complexos, isto é, são núcleos emocionais inconscientes que distorcem as reações devido a sua natureza repressiva como, por exemplo, um complexo de inferioridade, situações de abandono e humilhações que, por não serem não desejadas e reprimidas, trazem reações explosivas de auto afirmação muito contrárias a uma forma saudável de manifestação.
Falas impositivas e agressivas surgem aqui, com gatilhos comuns de discursos vividos como negativos, críticas ou situações que remetem a feridas passadas.
Situações de inflação de Ego são típicas de problemas de raiva, em que o ego se identifica com uma figura de referência em excesso, o que trarão desafios excessivos e até inviáveis de serem feitos, gerando assim frustrações de não realizar o desejo eo posterior despertar de comportamentos de raiva.
Outro tópico da raiva em Jung é a falta de conexão com o Self, em que causam um desequilíbrio com o centro organizador da personalidade da pessoa, com sintomas de reações infantis, descontroladas e muito instintivas como a raiva.
A raiva em Jung não é só negatividade, mas sim sintomas de que aspectos importantes da psique exigem atenção e transformação.
Você tem vivido sentimentos de raiva? São manifestados? Sente gatilhos recorrentes que despertam tal sentimento e possíveis futuras ações? Que sentimentos isso tem te causado?
As repetições e ações baseadas em raiva trazem aspectos de muitos questionamentos, pois causam, geralmente, paralisações de ações e pensamentos não construtivos.
Aconselho, sempre, a busca de um profissional da área para ter um acolhimento de tais sentimentos vividos que imobilizam, travam a vida e podem até trazer regressões evolutivas.
Assim, faço uma proposta de reflexão e possível desenvolvimento de um processo analítico.
Agende uma consulta através do Doctoralia e elaborarmos tais questionamentos com muito mais detalhes e dinâmicas que visarão a evolução e integração da personalidade.
Muito obrigado e até a próxima!
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O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode causar alucinações e delírios ?
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode causar alucinações e delírios ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Como estás?
Este é um tema que surge muito no mundo clínico e vejo uma necessidade de muita importância para elaborarmos um esclarecimento com responsabilidade.
Na abordagem junguiana, o TOC é visto como um desequilíbrio profundo das atividades psíquicas, em que os complexos (formas de energia psíquica travada, sem significação) estão imobilizados, o que causa um profundo desequilíbrio das relações consciente-inconsciente.
Como manifestações destes desequilíbrios, vemos a invasão de conteúdos do inconsciente numa forma muito enérgica, isto é, baseados de experiências extremamente reprimidas ou dissociadas que irrompem de forma perturbadora, potencialmente levando a experiências próximas dos delirantes, em associações típicos do TOC, como rituais, imagens arquetípicas super energizadas.
Neste aspecto, criam se complexos autônomos que sequestram a consciência, com manifestações de obsessões e compulsões que chegam até mesmo a causar movimentos de fragmentação intensa do ego e a uma confusão entre realidade e fantasia.
Os rituais compulsivos podem simbolizar também possibilidades de tentativas de controle de conteúdos ameaçadores da Sombra (repressões da personalidade ou de arquétipos não integrados) que se manifestam com rituais, pensamentos repetitivos e medos simbólicos, muitas vezes ligados a perfeccionismo ou controle.
Como você tem vivido tais percepções? Tem algum sintoma que você acha que pode se enquadrar em TOC? Que sentimentos isso tem te causado?
Em caso de sofrimentos e paralisações de ações e pensamentos repetitivos sem controle e comorbidades, aconselho que você procure ajuda profissional, pois tais vivências vem com conteúdos de muito sofrimento, principalmente se o ego estiver muito fragilizado.
Convido, desde já, para uma experiência, uma reflexão em conjunto para trabalharmos estes pontos, numa interação terapêutica e um possível desenvolvimento de um processo analítico.
Caso deseje, agende uma consulta do Doctoralia e elaborarmos tais questionamentos.
Muito obrigado e até a próxima!
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Como superar os Pensamentos Repetitivos ou Obsessivos ?
Como superar os Pensamentos Repetitivos ou Obsessivos ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Tudo bem?
Está é uma pergunta de muito interesse no mundo da clínica, em que trarei uma abordagem junguiana sobre o tema de pensamentos repetitivos e obssessivos.
Superar pensamentos repetitivos ou obsessivos na abordagem junguiana é um processo profundo e transformador, que vai muito além de simples técnicas de distração.
Na perspectiva Jung, tais pensamentos e ações não são vistas como um conteúdo a ser eliminado, mas sim como elementos psíquicos que temos que debruçar do porquê destes acontecerem, de serem mensageiros do inconsciente e que podemos integrá-los a totalidade, que clama para ser ouvida e integrada.
A totalidade psíquica é orientada por um princípio auto-regulador, isto é, se tais pensamentos ocorrem em excesso, temos que olhar os motivos, os seus componentes, como um farol piscando, de uma emoção não processada, complexos ativos que estão negligenciados na personalidade, isto é, conteúdos que estão na sombra, reprimidos e que se manifestam assim que tem uma abertura no mundo do consciente.
Num exemplo, destaco a ativação de um complexo, em que a obsessão gira em torno de um aglomerado de imagens, emoções e memórias de um núcleo central (como complexo de inferioridade, de abandono, de poder).
O pensamento obsessivo se transforma numa voz, numa manifestação desse complexo, sequestrando a consciência. Uma forma de tentar curar tal manifestação é atentar para as repetições desarticuladas destas ações, simbolismos, numa forma de "entender mensagem" e integrar seu conteúdo, em que a força do consciente sozinha é insuficiente. Isto é, busca se uma aliança com o inconsciente, com mecanismos de aceitação, observação, integração, compreensão dos conteúdos expostos pelo inconsciente em mensagens simbólicas, sem combatê-las para não fortalecê-las ainda mais.
Tal técnica é elaborada em terapia pela imaginação ativa, com o engajamento do inconsciente e de todas as manifestações que se suporta num ambiente terapêutico, em que o terapeuta fornece um lugar que sustente tais falas e manifestações sem preconceitos, registrando os, anotando com o máximo de veracidade, sem censura.
Desta interação, surgem as oportunidades de conscientizar tais conteúdos como, por exemplo, com o estabelecimento de perguntas que tragam motivos de tais manifestações e conscientizando os com as respostas captadas, sem críticas e espontâneas, com todas as suas riquezas simbólicas ("O que você *realmente* quer?", "Por que você está aqui?" ou "O que você está tentando me proteger?")
Aqui, é uma breve ilustração extremamente básica do que acontece num processo analítico, em que o analista busca facilitar a Imaginação Ativa, a interpretação dos sonhos, identificar e integrar os complexos fortalecendo o Ego.
Fica um convite para uma consulta inicial e um provável processo analítico, em que trago uma proposta de uma jornada heroica de autoconhecimento, de ter a coragem de ouvir as partes mais escuras e assustadoras de si mesmo e suas linguagens simbólicas e, ao fazer isso, transformar a obsessão que aprisiona em insight que liberta.
Agende uma consulta através do Doctoralia e elaborarmos tais questionamentos com muito mais detalhes e dinâmicas.Muito obrigado e até a próxima!
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Quais são as estratégias de reabilitação psicossocial?
Quais são as estratégias de reabilitação psicossocial?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Tudo bem?
Este é um ponto bem importante para abordarmos perante e saúde mental social.
Na abordagem junguiana, a reabilitação psicossocial é baseada no processo de individuação (o processo de desenvolvimento da totalidade do Self), através da integração dos aspectos consciente e inconsciente da psique do indivíduo.
Para tal, usa se a análise de sonhos (vistos como mensagens do inconsciente), a imaginação ativa (contato com figuras reprimidas e analisadas a serem integradas na personalidade), trabalhos com símbolos culturais vividos na história da pessoa que possam ser ressignificados, tragam alívios de traumas e desenvolvimento psíquico.
Outros pontos utilizados são os reconhecimentos das narrativas e construção de associações simbólicas para conectar experiências pessoais a padrões universais, numa forma que facilite a reconstrução da história de vida de forma mais coerente, significativa e lance a pessoa para um processo de integração evolutiva.
Um fator que traz grande possibilidade de reabilitação social e muito usado numa abordagem junguiana é o uso de expressões artísticas e criativas como pinturas, escritas, danças e músicas como formas de expressar conteúdos inconscientes.Assim, o processo de reabilitação psicossocial na perspectiva junguiana não é apenas a adaptação social, mas a busca, restauração e manutenção do equilíbrio psíquico por meio da integração de aspectos fragmentados, promovendo autonomia e significado existencial.
Dentro deste tema, trago propostas para um convite, uma reflexão em que podemos trabalhar tais tópicos numa interação terapêutica, numa consulta inicial e um possível desenvolvimento de um processo analítico.
Fico à disposição e, se desejar, agende uma consulta do Doctoralia e elaborarmos tais questionamentos.
Muito obrigado e até a próxima!
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O que são doenças psicossociais? .
O que são doenças psicossociais? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Tudo bem?
Tema bem interessante para conversarmos e trago uma intervenção na abordagem junguiana.
Na abordagem junguiana, as doenças psicossociais são compreendidas como desequilíbrios psíquicos que surgem da interação entre fatores internos (intrasubjetivos, psicológicos) e externos (intersubjetivos, sociais, culturais e ambientais).
Jung traz que a saúde mental envolve todos estes aspectos em direta interação, com valorizações subjetivas dos mesmos. O intuito é de reequilibra-los numa forma dinâmica e que traga bem-estar para a pessoa.
Quando tais equilíbrios não estão presentes, há conflitos, sintomas que os mostram, por exemplo, comportamentos de desadaptação ao Coletivo, isto é, divergências que a pessoa vive em relações com o meio ambiente e das necessidades pessoais.
Deste desequilíbrio surgem sintomas como ansiedade, depressão, estresse, repressões de diversas formas que podem até mesmo culminar em situações de desenvolvimento de sintomas psicossomáticos.
Outras formas de manifestações de desequilíbrios são manifestações rígidas da persona, isto é, a pessoa torna-se intransigente, sem contato social, o que acarreta a perda de contato com os outros, a sua identidade e pode gerar comportamentos de esgotamento, alienação ou crises de identidade.
Além de aspectos do indivíduo, temos também as manifestações coletivas, como a Sombra Coletiva (aspectos reprimidos pela sociedade), que pode se manifestar em preconceitos, violência ou epidemias de adoecimento mental. Perdas de sentidos em referências sociais, como o excesso de racionalidade, perdas de conexão com o simbólico/sagrado, que podem levar a uma crise de significado, favorecendo depressão e ansiedade existencial.
Trouxe aqui alguns aspectos das manifestações de doenças psicossociais na abordagem Junguiana. Tu tem tido alguns destes sintomas? Vivido estes em sofrimentos? Questionamentos? Rupturas na relação saudável entre o indivíduo e seu contexto cultural?
Podemos trabalhar isso em interação terapêutica e te convido para uma consulta inicial e um possível desenvolvimento de um processo analítico.
Para tal, fico à disposição para você agendar uma consulta do Doctoralia e elaborarmos tais questionamentos. Fique bem!
Muito obrigado e até a próxima!
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Como posso aproveitar o poder da reflexão positiva no cotidiano ?
Como posso aproveitar o poder da reflexão positiva no cotidiano ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Tudo bem?
Pergunta interessante.
Farei uma associação de tal proposta com a abordagem junguiana.
O aproveitar o poder da reflexão positiva traz em si um pré requisito muito válido: o foco no positivo.
Pode-se, então, trabalhar com uma interpretação e desejo de viver a realidade numa forma construtiva, que promova o autoconhecimento e transformações evolutivas.
Para tal, vejo que podemos fazer umas associações introdutórias como, por exemplo, anotar um diário em que se possa registrar tais sentimentos, ações, vivências tidas como positivas, em associações com símbolos, sincronicidades que possam ser interpretadas com tais sentidos. Com uma ação assim, registra se tais momentos, numa conscientização mais sólida de tais acontecimentos, dos motivos que são positivos e de fazê-los evoluir em si, na sua vida.
Com as posses de tais reflexões em escritos, ou outras formas de registros, avalia se o que é vivido, o reprimido (elementos de sombras) e motivos pelos quais foram assim significados nestes conteúdos. Busca se refletir, ressiginificar e integrar os conteúdos num lugar do positivo, do construtivo, do autêntico.
Um ponto muito interessante desta convergência elaborada aqui, são as vivências positivas dos arquétipos, como estes ressoam em si. Tais figuras em Jung são vistas como vivências universais, que todos nós somos permeados por elas mas, que apenas nós podemos significá-las perante nossas realidades. O que ressoa em você? Como pode se trabalhar tais vivências numa forma positiva? Um exemplo como figuras arquetípicas como o Sábio (conhecimento), o Curador (cura e ressgnificação), o Herói (romper barreiras para a construção do novo) se manifestam em você? Como vivê-las numa forma positiva? Construtiva?
Rituais de gratidão podem surgir nesses momentos, em que Jung traz como momentos em que reconhecemos aspectos construtivos da vida externa e interna como positivo, do porque que aconteceram e integrá-los de forma saudável no Self.
Um exemplo bom é observar os sentimentos que surgem num momento de agradecer por um emprego desejado, por romper barreiras intrasujetivas, como desafios vencidos e ver o bem-estar que isso causa.
Momentos de sincronicidades são muito interessantes também nesse ponto da reflexão positiva, em que estes são associados a momentos construtivos geralmente, como pensar em um amigo e este te comunicar, virar uma esquina e ver que escapou de uma possível situação de sofrimento, em que são vistas e integradas do que se está no caminho correto da evolução integral.
Aqui é apena uma breve reflexão sobre as associações positivas das temáticas descritas, em que convido, desde já, para uma proposta de um encontro, de uma reflexão analítica e possível análise.
Para tal, convido para uma consulta inicial, um agendar uma consulta do Doctoralia para elaborarmos esta construtividade de uma forma integral e justa.
Muito obrigado e até a próxima!
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Como o mindfulness auxilia no desenvolvimento e entendimento das emoções de uma pessoa ?
Como o mindfulness auxilia no desenvolvimento e entendimento das emoções de uma pessoa ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Tudo bem?
Gostei muito da pergunta e aproveitarei para fazer uma associação com a abordagem junguiana, a qual predominantemente trabalho.
Vejo o mindfulness, a atenção plena, como uma poderosa ferramenta, um aliado no desenvolvimento e entendimento das emoções humanas e (por que não?) dentro de um trabalho clínico da abordagem junguiana.
Opino em que ambos trabalham com uma proposta de consciência ampliada, a integração de aspectos sombrios e o autoconhecimento, as quais visam um processo de desenvolvimento integral humano.
No mindfulness, há a observação de pensamentos e emoções, sem a necessidade de reagir ou reprimir, fato que pode ser associado como um facilitador e comunicação com os conteúdos inconscientes tidos na psicologia junguiana, com o trabalho da Sombra (conteúdos rejeitados, reprimidos por nós mesmos).
Assim, praticando a atenção plena, a pessoa pode perceber emoções e impulsos negados sem identificação excessiva, com uma compreensão de tais conteúdos existentes e, consequentemente, integrá-los numa forma sadia.
Mantendo a mesma linha de pensamento, vejo que essa associação de teorias podem elaborar um "espaço interno", um lugar de autoconhecimento, observação em que essas forças podem surgir sem discriminações mas, com referências que podem facilitar as suas compreensões. Podemos aqui interagir o espaço interno do mindfullness com figuras arquetípicas de Jung, em que estas últimas serão usadas como meio de significação e integração na saúde mental da pessoa.
Outro ponto que vejo de muita associação é a relação de que ambas as propostas trazem interações de tirar o ego do centro da compreensão, mas sim, de não se identificar apenas com as figuras egóicas e temporárias, facilitando uma compreensão mais profunda através do reconhecimento de que a vida da psique (Self) é um lugar muito mais amplo, uma autopercepção que facilita o diálogo com o inconsciente e proporcionará uma forma mais equilibrada de individuação da pessoa.
Fico à disposição para futuras interações e , caso deseje um processo analítico, terapêutico, estou à disposição e faço um convite para uma consulta inicial através do botão agendar uma consulta do Doctoralia.
Muito obrigado e até a próxima!
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