Perguntas do paciente (1505)

  • Ola! Bom do nada eu começo a sentir um aperto no peito, uma agustia de imediato n consigo chorar mai

    Ola! Bom do nada eu começo a sentir um aperto no peito, uma agustia de imediato n consigo chorar mais depois vai apertando mais e mais e mais ate que eu choro, isso é crise de ansiedade ou so angustia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Pode ser uma crise de ansiedade/pânico, porque aperto no peito, angústia intensa e choro podem aparecer juntos durante uma crise.

    Mas não dá para afirmar pela descrição se é ansiedade ou apenas “angústia”. Como há aperto no peito, se for algo novo, muito intenso, persistente ou acompanhado de falta de ar importante, desmaio, suor frio, náusea ou dor que se espalha para braço, costas, pescoço ou mandíbula, procure atendimento médico imediatamente.

    Se isso acontece repetidamente e os exames médicos estiverem normais, vale procurar um psicólogo ou psiquiatra. Crises de ansiedade têm tratamento e podem melhorar bastante.


  • Como posso ajudar alguém que já teve depressão e tá voltando a beber todos o s dias?

    Como posso ajudar alguém que já teve depressão e tá voltando a beber todos os dias?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Se essa pessoa já teve depressão e voltou a beber todos os dias, vale levar a situação a sério e buscar ajuda profissional, mas sem julgamentos ou cobranças.

    Converse com ela quando estiver sóbria, dizendo que você está preocupado(a), não que ela “está fazendo tudo errado”.
    Incentive uma avaliação com psicólogo e psiquiatra, porque depressão e problemas com álcool podem acontecer juntos e precisam ser tratados em conjunto.
    Pergunte diretamente como ela está se sentindo e se tem tido pensamentos de morte ou de se machucar. Perguntar não aumenta o risco e pode abrir espaço para ela pedir ajuda.
    Evite discutir ou tentar convencê-la enquanto estiver alcoolizada.
    Não tente controlar sozinho(a) a quantidade que ela bebe. Sua função é apoiar, não assumir a responsabilidade pela recuperação.
    Não é recomendado que alguém que bebe muito diariamente pare abruptamente sem orientação médica, pois a abstinência pode ser perigosa em alguns casos.

    Se ela falar que quer morrer, se machucar, estiver muito confusa ou em risco imediato, não a deixe sozinha e procure atendimento de urgência.


  • Eu sinto um cansaço me mental e físico não tenho ânimo pra levantar da cama minha vontade e só dormi

    Eu sinto um cansaço me mental e físico não tenho ânimo pra levantar da cama minha vontade e só dormir ,Eu sinto uma tristeza que não sei explicar pq estou sentindo essa tristeza profunda sinto vontade de chorar ,isso aconteceu depois da morte do meu pai

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sinto muito pela perda do seu pai. O que você descreve cansaço intenso, vontade de dormir, falta de ânimo, tristeza profunda e vontade de chorar pode fazer parte do processo de luto. O luto pode causar exaustão e emoções muito intensas, que aparecem de formas diferentes para cada pessoa.

    Mas, quando esses sintomas são muito intensos, persistem por semanas ou começam a impedir você de cuidar de si e realizar suas atividades, é importante procurar um psicólogo e/ou psiquiatra. O luto também pode desencadear um quadro depressivo, e existe tratamento.

    Você não precisa “ser forte” o tempo todo. Perder alguém importante realmente dói, e pedir ajuda faz parte do cuidado.

    Se junto dessa tristeza estiver aparecendo vontade de morrer, de desaparecer ou de se machucar, procure ajuda imediatamente e fique perto de alguém de confiança.


  • Como mostrar para uma pessoa alcoólatra que ela precisa de ajuda , mas não aceita que a bebida pode

    Como mostrar para uma pessoa alcoólatra que ela precisa de ajuda , mas não aceita que a bebida pode acabar com a vida dela.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    O mais importante é entender que você não consegue obrigar alguém a reconhecer o problema, mas pode aumentar bastante as chances de essa pessoa aceitar ajuda.

    Tente conversar quando ela estiver sóbria, em um momento tranquilo. Evite frases como “você vai acabar com sua vida” ou “você precisa parar de beber”. Prefira falar sobre situações concretas e sobre sua preocupação. Uma abordagem sem julgamento tende a ser mais produtiva.

    Você pode dizer algo como:

    “Eu não quero te julgar nem brigar com você. Estou preocupado(a) porque percebi que a bebida está trazendo consequências para sua vida. Eu gostaria de te ajudar a procurar um profissional, sem te obrigar a nada.”

    Se ela recusar, não significa que você falhou. Às vezes é necessário voltar ao assunto posteriormente. Abordagens familiares estruturadas, como o CRAFT, podem ser mais úteis do que uma intervenção confrontativa.

    Também é importante cuidar de você. Apoiar alguém com problema de álcool pode ser muito desgastante, e você não é responsável pela recuperação dessa pessoa.

    Se ela bebe muito ou diariamente, não incentive uma interrupção abrupta sem avaliação médica, pois a abstinência pode ser perigosa em alguns casos.


  • Ola, comecei fazer terapia com psicóloga e psiquiatra estou medicada, mas parece que não está fazend

    Ola, comecei fazer terapia com psicóloga e psiquiatra estou medicada, mas parece que não está fazendo efeito continuo sentindo muita vontade de sumir de desaparecer; entrar dentro de um buraco e ficar lá, solidão e tristeza.
    Por favor me explica por que não consigo melhorar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    O fato de você já estar em terapia e acompanhando com psiquiatra não significa que o tratamento esteja falhando. Às vezes são necessários ajustes de medicação, tempo ou abordagem terapêutica. A melhora também pode acontecer gradualmente.

    Mas quero levar muito a sério quando você diz que está com vontade de “sumir” e “desaparecer”. Isso precisa ser contado ao seu psiquiatra e à sua psicóloga o quanto antes, mesmo que você não tenha intenção de se matar. O Ministério da Saúde orienta avaliação do risco quando existem pensamentos suicidas.

    Se neste momento você sente que pode se machucar ou que não consegue garantir sua própria segurança, não fique sozinha. Vá a uma UPA/pronto-socorro ou ligue para o SAMU 192. Você também pode ligar gratuitamente para o CVV 188, 24 horas.

    E, por favor, não aumente, diminua ou interrompa sua medicação por conta própria. Leve ao psiquiatra exatamente o que você me contou aqui.

    Você não está “falhando” por ainda estar sofrendo. Estar em tratamento é justamente o caminho para encontrar o que funciona para você.


  • No começo do ano pensei que tinha algum problema no coração e fiz exames, ecocardiograma, dopler, ho

    No começo do ano pensei que tinha algum problema no coração e fiz exames, ecocardiograma, dopler, holter 24, mapa 24h e teste ergometrico, deu tudo normal graças a Deus. Pesquisando sobre esses sintomas parece que tenho ansiedade desde criança. Revendo tudo o que eu já senti no passado até hoje cheguei nessa conclusão, na infância deixei uma parte da minha cabeça careca de tanto arrancar cabelos e além disso machucava o couro cabeludo, sempre comi as unhas.
    Sinto batimentos muito rápidos, sinto muita falta de paciência, muita raiva do nada, penso sempre no pior ou imagino coisas ruins, que nunca aconteceram, como minha unhas, especialmente no dedo indicador, preciso sentir a dor na unha. Fico pensando em várias coisas ao mesmo tempo, e uma coisa que acontece comigo é que eu não consigo relaxar de forma alguma para medir minha pressão ou ver meus batimentos no oximetro, eu fico extremamente nervoso, todo esse quadro me deixa muito ansioso pois penso nele o tempo todo e começo a achar que os exames não deram certo. Quero melhorar, deixar de sentir essas coisas.
    Eu tinha dores fortíssimas na nuca que me faziam vomitar e essa dor subia para os lados da cabeça e até dentro do olho, mas essa dor consegui resolver depois que descobri que era tensão após entrar para a academia, meus ombros e músculos da nuca estavam super rígidos e haviam até os tais nós nos músculos. Eu sinto bem mais coisas do que relatei aqui.
    O que posso fazer? Isso é ansiedade mesmo? Devo fazer todos os exames novamente? Fiz em abril.
    Isso me deixa num desânimo e numa angústia grande.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Pelo conjunto que você descreve, ansiedade é uma possibilidade bastante plausível, especialmente porque existe preocupação constante com a saúde, pensamentos de catástrofe e necessidade de verificar pressão e batimentos. Mas somente uma avaliação profissional pode confirmar o diagnóstico.

    Como seus exames cardíacos de abril foram normais, não é recomendado repetir todos eles apenas por medo de que tenham dado errado, se não surgiram sintomas novos ou uma orientação médica para isso. A checagem repetida pode acabar mantendo o ciclo da ansiedade.

    O que você descreve desde a infância arrancar cabelos, roer unhas e outros comportamentos repetitivos também é importante contar ao psicólogo/psiquiatra. Eles podem avaliar se existem comportamentos compulsivos ou relacionados à ansiedade.

    Eu recomendaria:

    procurar um psicólogo, especialmente com experiência em TCC;
    considerar avaliação psiquiátrica se os sintomas forem muito intensos;
    reduzir gradualmente a checagem de pressão, oxímetro e batimentos, quando não houver indicação médica;
    evitar pesquisar constantemente doenças e sintomas;
    continuar atividade física se estiver liberado pelo médico;
    aprender técnicas para lidar com os pensamentos sem tentar obter certeza absoluta sobre cada sensação corporal.

    O objetivo não é fazer você nunca mais sentir o coração acelerar ou alguma dor. É aprender: “Meu corpo está apresentando uma sensação, mas isso não significa automaticamente que estou em perigo.”

    E se aparecer uma dor no peito nova/intensa, desmaio, falta de ar importante ou sintomas diferentes dos habituais, aí sim procure avaliação médica.

    Você já fez uma investigação cardíaca bastante ampla. Talvez o próximo passo não seja fazer mais exames, mas tratar a ansiedade que está fazendo você duvidar até dos exames que deram normais.


  • Eu tinha uma vida feliz, mas do nada tudo deu errado; eu ja não tenho mais ânimo pra nada e não tenh

    Eu tinha uma vida feliz, mas do nada tudo deu errado; eu ja não tenho mais ânimo pra nada e não tenho expectativas para o meu futuro; eu estou completamente perdida e preciso de ajuda.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sinto muito que você esteja passando por isso. Quando várias coisas mudam ou dão errado, é possível entrar em um estado de exaustão emocional, desesperança e perda de motivação. Isso não significa que sua vida ficará assim para sempre.

    Como você está sem ânimo e sem expectativas para o futuro, eu recomendaria procurar um psicólogo para entender o que aconteceu e reconstruir, aos poucos, sua rotina e seus projetos. Se esses sentimentos estiverem muito intensos ou persistentes, uma avaliação psiquiátrica também pode ser importante.

    Por enquanto, não tente resolver toda a sua vida de uma vez. Escolha apenas o próximo passo possível hoje: tomar banho, comer algo, sair um pouco ao sol, conversar com alguém de confiança ou marcar uma consulta.

    E se “não tenho expectativas para o futuro” estiver acompanhado de pensamentos de morrer, desaparecer ou se machucar, procure ajuda imediatamente e não fique sozinha. Você está perdida neste momento, mas isso não significa que não possa encontrar um novo caminho.


  • Parei o tratamento, com os antidepressivos.E sinto ansiedade forte sem apetite e fico querendo puxar

    Parei o tratamento, com os antidepressivos.E sinto ansiedade forte sem apetite e fico querendo puxar vômito, é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, isso pode acontecer depois de interromper antidepressivos, principalmente se você parou de forma repentina. Ansiedade, náusea, perda de apetite, tontura, alterações de humor e outros sintomas podem ocorrer na retirada.

    Mas é importante não voltar a tomar nem ajustar a dose por conta própria. Entre em contato com o médico que prescreveu o medicamento para explicar que você interrompeu e está com esses sintomas; ele pode orientar a forma mais segura de continuar ou retirar o tratamento.

    Sobre a vontade de provocar vômito: se você estiver vomitando repetidamente, não conseguindo manter líquidos/alimentos, ficando muito fraca ou tiver pensamentos de se machucar, procure atendimento médico imediatamente.

    Se quiser, me diga qual antidepressivo você tomava, a dose, há quanto tempo usava e há quantos dias parou. Isso ajuda a entender melhor a situação.


  • Meu esposo esta querendo parar de beber o que eu faço pra poder ajuda

    Meu esposo esta querendo parar de beber o que eu faço pra poder ajuda

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    O fato de ele querer parar já é um passo muito importante. Você pode ajudar bastante, mas não precisa assumir a responsabilidade pela recuperação dele.

    Converse com ele quando estiver sóbrio e diga que você quer apoiá-lo, não julgá-lo.
    Incentive uma avaliação com psiquiatra, psicólogo ou serviço especializado em álcool. Existem tratamentos com psicoterapia, grupos de apoio e, quando indicados, medicamentos.
    Ajudem a identificar situações que despertam vontade de beber e planejem alternativas para esses momentos.
    Comemore pequenas conquistas, sem transformar uma recaída em fracasso.
    Não dê medicação por conta própria nem tente fazer uma “desintoxicação” em casa.

    Se ele bebe muito ou diariamente, é especialmente importante conversar com um médico antes de parar abruptamente. A abstinência alcoólica pode causar tremores, suor, ansiedade, vômitos, aumento dos batimentos e, em casos graves, convulsões e confusão.

    Você pode dizer a ele: “Eu fico feliz que você queira parar. Não precisa fazer isso sozinho. Vamos procurar ajuda profissional e enfrentar isso juntos.”

    E cuide de você também. Apoiar não significa carregar o problema por ele.


  • A gente pode do nada ter uma crise? Mesmo que não tenha um fator desencadeador ?

    A gente pode do nada ter uma crise?
    Mesmo que não tenha um fator desencadeador ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim. Uma crise de ansiedade ou pânico pode surgir aparentemente “do nada”, mesmo quando você não identifica nenhum fator desencadeador naquele momento. Às vezes, o corpo reage a estresse acumulado, pensamentos ou sensações físicas que nem percebemos conscientemente.

    O importante é lembrar: sentir uma crise não significa necessariamente que existe um perigo real. Se isso acontece com frequência, vale conversar com um psicólogo ou psiquiatra para aprender a reconhecer e controlar as crises.

    Se os sintomas forem novos, muito intensos ou diferentes do habitual, especialmente dor forte no peito, desmaio ou falta de ar importante, procure avaliação médica.


  • Quando fico um tempo sem tomar sertralina e volto a tomar, sinto que meus ouvidos trancam como se eu

    Quando fico um tempo sem tomar sertralina e volto a tomar, sinto que meus ouvidos trancam como se eu estivesse na serra, uma pigarra na garganta e falta de apetite.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, é possível que esses sintomas estejam relacionados à sertralina, principalmente quando você fica um período sem tomar e depois reinicia. Náusea, falta de apetite e desconfortos físicos podem ocorrer no início do uso; além disso, interrupções e reinícios podem provocar sintomas de descontinuação.

    A sensação de ouvido “tapado” e a pigarra não são sintomas específicos da sertralina, então não dá para afirmar que sejam causados pelo medicamento.

    O mais importante é não ficar interrompendo e reiniciando a sertralina por conta própria. Converse com o médico que prescreveu para definir uma forma segura e regular de uso ou, se for o caso, de retirada gradual.

    Se tiver falta de ar, inchaço na garganta/língua, dificuldade para respirar ou uma reação intensa após tomar, procure atendimento urgente.


  • Estresse pode aumentar a vontade de ir ao banheiro ?

    Estresse pode aumentar a vontade de ir ao banheiro ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim. Estresse e ansiedade podem aumentar a vontade de ir ao banheiro, tanto para urinar quanto para evacuar. Isso acontece porque o sistema nervoso influencia o funcionamento da bexiga e do intestino.

    Se isso aparece principalmente em situações de tensão e melhora quando você relaxa, a ansiedade pode estar contribuindo.

    Porém, se a frequência urinária ou intestinal for persistente, vier acompanhada de dor, sangue, febre, muita sede ou outros sintomas, vale procurar avaliação médica para descartar causas físicas.


  • Olá,bom dia,quero começar uma terapia e às vezes tenho uns pensamentos repetitivos e estranhos,nunca

    Olá,bom dia,quero começar uma terapia e às vezes tenho uns pensamentos repetitivos e estranhos,nunca fui avaliado com depressão,nunca tive nenhum ataque de pânico ou ansiedade e esses pensamentos ás vezes param do nada e voltam quando estou irritado ou do nada mesmo,eles não me atrapalham no meu dia a dia nem nas minhas relações,mas são um incomodo que de vez em quando me deixam irritado e queria saber qual o melhor tipo de profissional para tratar isso.Grato.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Para começar, um psicólogo é uma boa escolha, de preferência alguém com experiência em pensamentos intrusivos e ansiedade. Pensamentos repetitivos e indesejados podem aparecer por diferentes motivos e não significam automaticamente depressão ou TOC.

    Se durante a avaliação houver características de TOC, por exemplo, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), especialmente com exposição e prevenção de resposta (ERP), é uma das abordagens com melhor evidência.

    O fato de esses pensamentos não estarem prejudicando sua rotina é positivo, mas como estão causando incômodo, vale investigá-los em terapia em vez de tentar combatê-los sozinho


  • Por que quando eu bebo, que acordo no outro dia eu tenho uma sensação de culoa de angústia

    Por que quando eu bebo, que acordo no outro dia eu tenho uma sensação de culoa de angústia

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim. Isso é relativamente comum e às vezes é chamado de “hangxiety” uma mistura de ressaca e ansiedade no dia seguinte.

    O álcool pode alterar temporariamente o funcionamento do cérebro e, quando seu efeito passa, pode haver aumento de ansiedade, irritabilidade, culpa e angústia. Além disso, se você fez ou falou coisas enquanto bebia das quais se arrepende ou não lembra bem, a culpa pode ficar ainda maior.

    Isso não significa necessariamente que você tenha um transtorno de ansiedade. Mas, se essa angústia acontece com frequência, é um sinal de que vale observar sua relação com o álcool.

    Uma estratégia importante é perceber: “Eu sinto essa culpa por algo concreto que aconteceu ou ela aparece mesmo quando não aconteceu nada?” Se acontece mesmo sem um motivo específico, a influência do álcool sobre a ansiedade fica ainda mais provável.


  • Tenho uma forte vontade de me isolar de todos, sempre me acho desinteressante, acho que as pessoas n

    Tenho uma forte vontade de me isolar de todos, sempre me acho desinteressante, acho que as pessoas não vão de fato gostar de mim, sempre me acho inferior. Devo buscar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, vale buscar ajuda, principalmente porque essa vontade de se isolar e a sensação constante de ser inferior podem estar causando sofrimento. Isso pode aparecer em quadros de ansiedade social, baixa autoestima ou depressão, entre outras possibilidades — não dá para diagnosticar apenas por esses sintomas.

    Um psicólogo pode ajudar você a entender de onde vêm esses pensamentos e trabalhar essa visão negativa sobre si mesmo. A Terapia Cognitivo-Comportamental, por exemplo, trabalha pensamentos automáticos e padrões de autocrítica.

    E lembre-se: sentir que você é desinteressante ou inferior não significa que você realmente seja. Esse é justamente um tipo de pensamento que pode ser trabalhado em terapia.


  • Lido com Transtorno de ansiedade, depressão e pânico. Como complemento, devo procurar um psicanalist

    Lido com Transtorno de ansiedade, depressão e pânico. Como complemento, devo procurar um psicanalista ou um psicólogo?
    Já fazia acompanhamento com um psiquiatra.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, vale a pena buscar ajuda, especialmente porque você está sofrendo com isolamento, inferioridade e medo de não ser aceito(a). Isso pode estar relacionado à ansiedade, baixa autoestima ou depressão, entre outras possibilidades.

    Para ansiedade, depressão e pânico, eu priorizaria um psicólogo que trabalhe com psicoterapia, especialmente TCC, enquanto mantém o acompanhamento com o psiquiatra. A combinação de psicoterapia e medicação pode ser bastante útil.

    E lembre-se: sentir-se inferior não significa ser inferior. Esses pensamentos podem ser trabalhados e modificados em terapia.


  • A crise de ansiedade pode atacar sempre no mesmo horário ?

    A crise de ansiedade pode atacar sempre no mesmo horário ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim. Uma crise de ansiedade ou de pânico pode acabar acontecendo repetidamente no mesmo horário, embora isso não seja uma regra. As crises podem surgir em diferentes momentos, inclusive durante o sono.

    Quando acontece sempre por volta do mesmo horário, pode haver algum gatilho associado àquele período, por exemplo:

    preocupação com algo que acontece naquele momento;
    café, energéticos ou outros estimulantes;
    fome ou queda de energia;
    cansaço ou privação de sono;
    alguma situação ou rotina que o cérebro passou a associar à ansiedade.

    Também pode acontecer de você começar a esperar a crise naquele horário, e esse medo antecipatório aumentar a ansiedade, criando um ciclo.

    Se você me disser em que horário costuma acontecer e o que você sente durante a crise (coração acelerado, falta de ar, tremor, enjoo, sensação de morte etc.), posso te ajudar a entender melhor o que pode estar por trás desse padrão.


  • Bom...eu me sinto vazia ou como eu chamo de "neutro" quando eu tenho nenhum tipo de sentimento, desâ

    Bom...eu me sinto vazia ou como eu chamo de "neutro" quando eu tenho nenhum tipo de sentimento, desânimo total, sem vontade de nada e com vontade de me afastar de todas as pessoas que eu amo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Entendo. E o que você descreveu sentir-se vazia/neutra, sem vontade de fazer nada e com vontade de se afastar até das pessoas que ama é algo que merece ser levado a sério, principalmente se estiver acontecendo com frequência.

    Esse estado de “não sentir nada” pode acontecer em períodos de exaustão emocional, ansiedade intensa, estresse ou depressão. A depressão, por exemplo, não precisa se manifestar apenas como tristeza: pode envolver vazio emocional, perda de interesse/prazer, falta de energia, desânimo e isolamento de amigos e familiares.

    Mas isso não significa automaticamente que você esteja com depressão. Para entender o que está acontecendo, é importante saber há quanto tempo isso ocorre, com que frequência e se está afetando sua rotina


  • é possível que a nossa ansiedade (tenho tag, com sintomas desde que era criança) crie coisas que não

    é possível que a nossa ansiedade (tenho tag, com sintomas desde que era criança) crie coisas que não existem? por exemplo, de tanto pensar em algo e sentir medo disso, isso acabe se tornando real pra mim?
    comecei a ter medo de sentir um sentimento específico por uma pessoa, e comecei a pensar cada vez mais nisso e questionar cada pensamento meu sobre, até que comecei a me sentir como temia

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim e existe uma diferença importante entre a ansiedade fazer você sentir algo com muita intensidade e ela literalmente “criar uma realidade” que não existia.

    Pelo que você descreveu, há um mecanismo bastante conhecido: você teve medo de sentir determinado sentimento → começou a monitorar se estava sentindo → analisou cada pensamento e sensação → isso aumentou sua atenção para o tema → quanto mais você procurava uma resposta, mais sinais encontrava. Em quadros obsessivos, esse tipo de monitoramento e ruminação pode fazer pensamentos e sensações parecerem cada vez mais importantes e convincentes.

    E tem uma parte especialmente importante no que você contou:

    “Comecei a me sentir como temia.”

    Sentir algo não prova a origem ou o significado desse sentimento.

    Por exemplo, se você pensa repetidamente “e se eu estiver sentindo X por essa pessoa?”, seu cérebro começa a prestar atenção em qualquer mudança: uma sensação no corpo, uma lembrança, uma emoção passageira, uma vontade de verificar, até a ausência de emoção. E então surge: “Viu? Eu estou sentindo!”.

    Isso pode virar um ciclo:

    medo → pensamento → monitoramento → sensação → interpretação → mais medo → mais monitoramento.

    A tentativa de descobrir com certeza “eu sinto ou não sinto?” pode, paradoxalmente, manter o problema funcionando. A supressão e o controle constante de pensamentos tendem a fazê-los voltar com mais força, e a ruminação/checagem mental pode funcionar como uma compulsão.

    Isso não significa que o sentimento seja necessariamente falso, mas também significa que a intensidade ou a presença dele naquele momento não é uma prova confiável de que aquilo representa o que você realmente quer ou sente.

    E eu teria bastante cuidado com uma coisa: tentar fazer testes mentais do tipo:

    “Se eu imaginar essa pessoa, o que sinto?”
    “E agora?”
    “Senti alguma coisa?”
    “Se senti, significa que é verdade?”
    “Mas e se eu estiver me enganando?”
    “Como eu me sentiria se fosse realmente verdade?”

    Esse processo pode parecer uma investigação para chegar à certeza, mas, quando existe um componente obsessivo, ele pode alimentar exatamente o ciclo que está te fazendo sofrer.

    Uma abordagem mais saudável costuma ser algo como: “Pode ser que eu sinta alguma coisa, pode ser que não. Eu não preciso resolver isso agora.” Não porque você esteja negando seus sentimentos, mas porque está deixando de exigir uma certeza absoluta sobre cada pensamento e sensação.

    Como você mencionou que tem TAG e que isso começou a te angustiar bastante, vale muito conversar com um psicólogo/psiquiatra sobre esse padrão específico. Se houver características obsessivas/compulsivas, existem tratamentos específicos, como TCC com exposição e prevenção de resposta (ERP), que trabalham justamente a relação com pensamentos, dúvidas e sensações.

    E, sinceramente, o fato de você ter medo de sentir algo, passar a analisar isso incessantemente e depois ficar assustada porque começou a perceber justamente aquilo que temia é algo que eu levaria em consideração antes de concluir “então esse sentimento deve ser verdadeiro”. A sequência em que isso aconteceu importa bastante.


  • Então,eu já sei que sofro de transtorno de ansiedade e mesmo assim acho que é algo mais sério,deveri

    Então,eu já sei que sofro de transtorno de ansiedade e mesmo assim acho que é algo mais sério,deveria me preocupar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    É compreensível ter essa preocupação, mas ter ansiedade não significa necessariamente que exista algo mais grave. A própria ansiedade pode fazer você interpretar sensações e pensamentos como sinais de que há algo errado.

    O mais importante é observar a frequência, intensidade e o impacto desses sintomas na sua rotina. Se eles estiverem piorando ou causando muito sofrimento, vale conversar com um profissional para avaliar com cuidado.


Perguntas frequentes

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