Perguntas do paciente (44)

  • Eu e minha parceira buscamos aumentar o nosso prazer no exibicionismo, gostamos de nos estimular, ma

    Eu e minha parceira buscamos aumentar o nosso prazer no exibicionismo, gostamos de nos estimular, manter relações ou simplesmente ficar nus ou seminus em lugares públicos e podendo ou não ter o risco de alguém nos ver. Até então não está afetando as relações na intimidade, mas temos buscado cada vez mais ter essas práticas exibicionistas em quase todas as oportunidades. Devemos procurar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiza Lopes

    Vocês devem procurar ajuda se essa for uma questão para vocês. A sexualidade com consentimento pode ser vivida de varias formas, desde que respeite o espaço de outras pessoas e o próprio espaço de vocês.


  • Meu marido tem 63 anos diagnóstico de esquizofrenia,eu não to sabendo lidar com isso,hoje ele age co

    Meu marido tem 63 anos diagnóstico de esquizofrenia,eu não to sabendo lidar com isso,hoje ele age como meu pai eu sofro muito. Devo buscar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiza Lopes

    É importante buscar ajuda, sobretudo para você. Um diagnostico de esquizofrenia, e as dinamicas relacionais que decorrem entre as partes envolvidas, em muitas das vezes são desafiantes. É importante observar quais são os limites necessarios para você nesse momento, repensar em coisas que lhe fazem bem, compreender como essa relação afeta a tua vida. Caso queira conversar mais sobre isso. Sigo a disposição


  • E verdade que a esquizofrenia com passar dos anos a pessoa vai ficando boba?

    E verdade que a esquizofrenia com passar dos anos a pessoa vai ficando boba?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiza Lopes

    Isso não é verdade. Uma pessoa diagnosticada com esquizofrenia, é uma pessoa como qualquer outra e acompanhada por um tratamento, acesso a cultura lazer, boas relações e apoio, pode ter boa qualidade de vida.

    O que acontece, muitas vezes, é que os efeitos do sofrimento psíquico, do isolamento social e até do uso prolongado de certas medicações podem impactar o corpo, a expressão, o tempo de resposta, a espontaneidade. Mas isso não quer dizer que a pessoa perdeu sua inteligência ou que "ficou boba".

    Na minha escuta, inspirada na esquizoanálise, busco justamente romper com esse tipo de rótulo que apaga a multiplicidade de quem sofre. O que chamamos de "esquizofrenia" não é uma sentença, nem um fim da vida criativa ou da capacidade de estar no mundo.

    Cada pessoa vive de um jeito. Com apoio respeitoso, redes de afeto e espaços de expressão, há muita potência que pode emergir — mesmo em meio ao sofrimento.

    A escuta clínica, nesse caso, não é para corrigir ou calar, mas para acompanhar e abrir caminhos.


  • Como ficar livre da apatia, me ajudem não aguento mais, estou dura como pedra, nada me emociona, não

    Como ficar livre da apatia, me ajudem não aguento mais, estou dura como pedra, nada me emociona, não sinto alegria, às vezes só tristeza, não sinto emoções e sentimentos positivos.Tenho transtorno esquizoafetivo, o que encomoda no momento é a apatia que me impede de viver a vida plenamente, como melhorar? Atividade física? Ou o que mais? Me ajudem!!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luiza Lopes

    Olá! Antes de tudo, quero te agradecer pela coragem de escrever isso e pedir ajuda. O que você está sentindo é muito sério e merece escuta, cuidado e acolhimento.

    A apatia que você descreve — essa sensação de estar dura, sem sentir, sem se emocionar — pode mesmo fazer com que a vida perca a cor e o sentido. E sim, é um sintoma que pode estar presente no transtorno esquizoafetivo, mas também pode estar relacionado a um acúmulo de sofrimento, silenciamentos, medicações, solidão ou falta de espaços onde o desejo possa circular.

    Na minha prática, inspirada pela esquizoanálise, costumo dizer que o caminho não é “curar a apatia” como se fosse consertar algo quebrado, mas criar pequenas frestas por onde o desejo possa voltar a respirar.

    E às vezes, isso começa com gestos bem simples:
    Escutar uma música que você gostava (mesmo sem vontade),
    Escrever algo sem sentido,
    Se movimentar aos poucos — sim, a atividade física pode ajudar, mas não como obrigação, e sim como forma de retomar o corpo,
    Conversar com alguém que escute de verdade, sem te reduzir ao diagnóstico.

    O que te impede de viver a vida plenamente não é você — mas os atravessamentos que congelaram seus afetos. E esses afetos podem, sim, voltar a circular.

    Procure um espaço terapêutico em que você se sinta segura para colocar tudo isso em palavras — mesmo quando parece que não há nada a dizer.

    Você não está sozinha. Há caminhos possíveis, mesmo que agora pareça tudo escuro.

    Estou à disposição, se quiser conversar.


Perguntas frequentes

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