Perguntas do paciente (44)
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Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons
Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, primeiramente, que bom você ter conseguido se expressar um pouco por essa mensagem. Em alguma medida isso já é um movimento em direção a alguma possibilidade de novas formas de ser no mundo. Sei que talvez possa haver algum receio, já que a psicoteria também funciona a partir da fala. No entando, gostaria de dizer que, a terapia é um processo que respeita o seu tempo de fala. É possivel também utilizarmos de outras ferramentas de expressão, como escrita, respirações ativas, desenhos, TFT ( terapia do campo do pensamento) para conseguir dar vazão aos sentires, até que você se sinta mais confortavél para falar e elaborar aquilo que lhe atravessa. O que você relata, nomeamos como (fobia social), nesse sentido é importante aprofundar um pouco mais em sua historias, possiveis traumas, visão de mundo em direção a novas formas de ser. É possivél, mas como tudo na vida, é um processo. Transformar damanda tempo de maturação e acolhimento. Caso queira olhar mais a fundo para esse processo, estou a disposição.
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Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit
Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
São muitas coisas que essa pergunta pode mover. Primeiramente há de se questionar um pouco sobre "qual é mesmo o tempo das coisas?", "será que existe um tempo certo? ". Socialmente falando, é legimito fazer essa comparação com a vida das outras pessoas, ou até mesmo achar que seu tempo é diferente. Reconhecer é um passo importante em direção a outras possibilidades de vida. Não há uma resposta certa, por isso, é necessario aprofundar em sua propria historia, o que te move? o que te tira a potencia de vida? o que é a vida para você? As boas perguntas nos movem, e isso é muito. Caso queira falar um pouco mais sobre isso, estou a disposição.
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Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de
Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A tristeza é um sentimento humano, o qual nos faz endagar a propria vida. Acredito que estranho é quem não sente ela. A questão talvez seja "o que é possivél mover com essa tristeza?". O que esta por detras dela? Em quais momentos você sente mais e quais sente alegria? É muito importante falar e elaborar um pouco mais essas afetações. Não é uma pergunta simples nem tampouco há uma resposta objetiva. Você tem uma historia, um processo e maneiras de existir no mundo, é preciso olhar para isso para acessar também outras possibilidades . Na relação isso acaba por aparecer também, justamente porque, por esse pouco que você compartilhou, é uma especie de insegurança que você vivencia nesse momento. Caso queira falar um pouco mais sobre isso, estou a disposição.
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Como lidar com a sensibilidade à rejeição através da neuroplasticidade?
Como lidar com a sensibilidade à rejeição através da neuroplasticidade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sensibilidade à rejeição é algo que pode marcar profundamente a forma como nos relacionamos e percebemos a nós mesmos. Do ponto de vista da neuroplasticidade, o cérebro está sempre se reorganizando a partir das experiências e afetos que vivemos. Isso significa que não estamos “condenados” a reagir sempre da mesma maneira: com novos encontros, práticas e modos de expressão, é possível criar outras conexões e respostas emocionais.
Na esquizoanálise, entendemos que cada pessoa é atravessada por fluxos, histórias e intensidades únicas. Trabalhar a sensibilidade à rejeição envolve não apenas mudar um “padrão cerebral”, mas também abrir espaço para experimentar outros modos de se relacionar consigo e com o mundo, permitindo que novos agenciamentos (na arte, na clínica, nos vínculos) façam brotar alternativas de vida.
Assim, cuidar dessa questão passa tanto pela plasticidade do cérebro quanto pela plasticidade da própria existência — criar caminhos onde antes só parecia haver dor ou fechamento.
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Qual é a relação entre gatilhos, preconceito e psicoterapia:?
Qual é a relação entre gatilhos, preconceito e psicoterapia:?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicoterapia é um espaço o qual possibilita ao sujeito identificar gatilhos mentais, comportamentais e preconceitos. Como elaborar essas questões e criar novas formas de ser no mundo, isto é , outras maneiras de agir, de responder, e se haver consigo e com o outro, são elaborações que fazem parte de um processo terapêutico.
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É possível eliminar os preconceitos e seus gatilhos emocionais?
É possível eliminar os preconceitos e seus gatilhos emocionais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É possível. Todos seres vivos tem a possibilidade de mudar, uma vez que isso faça parte de seu desejo. Talvez as mudanças demandem um tempo e processos de elaborações, no entanto, cada um em seu tempo e ritmo podem sim, transformar a sua forma de existir e perceber o mundo.
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Guardo grande trauma da minha circuncisão e nenhum psicólogo meu foi capaz de tratar bem do assunto.
Guardo grande trauma da minha circuncisão e nenhum psicólogo meu foi capaz de tratar bem do assunto. Existe psicólogo ou terapeuta especializado em falta de reconhecimento do próprio corpo devido a cirurgias?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Primeiramente, agradeço a pergunta. Apesar de você ainda sentir-se incomodado, é possível sim tratar desse aspecto em terapia. Muitas das vezes o tratamento nos exige um tempo de elaboração. A terapia é um processo. Outro ponto que gostaria de comentar é que existem abordagens que valorizam o corpo como território sensível, atravessado por afetos, experiências e significados únicos. A psicologia corporal, e psicoterapia que envolvem a expressão a partir do corpo, podem ajudar nesse sentido. Caso queira saber um pouco mais, peço para que me envie uma mensagem que posso compartilhar mais contigo sobre estas.
Cada corpo tem sua própria história, e os efeitos psíquicos de intervenções físicas nem sempre são reconhecidos. Mas eles existem e podem ser elaborados quando encontramos um espaço onde o sofrimento possa se expressar, se contar, e até se transformar.
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A meditação sem o foco na respiração apenas fechando os olhos e ficar imóvel sem foco nenhum também
A meditação sem o foco na respiração apenas fechando os olhos e ficar imóvel sem foco nenhum também induz ondas cerebrais lentas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Existem diversas maneiras de praticar meditação. O fato de parar e aquietar-se também é uma pratica relaxante, e que em alguma medida também pode ser considerada meditativa. Movimentos estáticos costumas liberar o sistema parassimpático do corpo, responsável pelo relaxamento e descanso.
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Estou viciado em jogos de azar me sinto muito mal pego dinheiro emprestado e gasto tudo no cassino m
Estou viciado em jogos de azar me sinto muito mal pego dinheiro emprestado e gasto tudo no cassino me sinto horrível
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Busque ajude, é possível tratar deste vicio, assim como qualquer outro.
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É normal sentir ciúmes da namorada sair com amigos dela? Namoro há 5 anos mais ou menos, super saud
É normal sentir ciúmes da namorada sair com amigos dela?
Namoro há 5 anos mais ou menos, super saudável, nunca tivemos briga nem discussão. Mas ultimamente estou sentindo um pouco de ciúmes dos amigos da minha namorada. Eles são gente boa, eu quase sempre saio nos rolês com ela e eles juntos, mas sempre fico com pé atrás por causa de um deles. O jeito dele não me passa confiança. Ultimamente fomos chamados para uma festa na casa de um amigo dela, porém não quis ir, pois na última vez que fui, a família desse amigo começou a fazer piada de mim toda hora, então não quero voltar lá... mas minha namorada quer ir e que vai sozinha, e eu apenas disse que ia ficar um pouco chateado, pois não acho isso justo dela ir... Não quero ser tóxico no relacionamento, mas isso está me remoendo muito e não sei o que fazerRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir ciumes é um sentimento que sim, pode ser considerado normal. No entanto é importante observar um pouco mais a fundo a cerca deste ciumes. Porque isso começa a aparecer nesse momento? O que lhe deixa inseguro? Como conversar sobre os sentires sem necessariamente responsabilizar o outro? São varias questões que aparecem nessa pergunta que podem ser melhores elaboradas. É muito importante você pontuar que não deseja ser tóxico na relação e perceber o quão isto esta lhe afetando. Quando as questões nos incomodam, elas costumam nos pedir uma atenção maior conosco e com o outro. Caso queira falar mais sobre isso, estou a disposição. Não há formulas para lidar com o ciumes, mas há sim maneiras de lidar com esse sentir.
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Colorir desenhos, apenas colorir desenhos já prontos traz benefícios para a mente? É recomendável pa
Colorir desenhos, apenas colorir desenhos já prontos traz benefícios para a mente? É recomendável para pessoas ansiosas e depressivas? Tem comprovação científica dos possíveis benefícios?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode ser bastante benéfico. Colorir desenhos — mesmo que prontos — não é só passatempo: é uma forma de organizar o mundo interno, de desacelerar, de entrar em contato com um ritmo mais suave.
Estudos já mostraram que atividades como colorir podem reduzir níveis de estresse, ansiedade e até ajudar em sintomas depressivos, por promoverem foco, atenção plena (mindfulness) e sensação de controle.
Para pessoas ansiosas, a repetição dos movimentos e a escolha de cores podem gerar uma sensação de segurança e ancoragem no presente.
Para quem está em estado depressivo, o gesto de colorir pode abrir pequenos caminhos de expressão, mesmo quando as palavras faltam. É uma forma de começar a “fazer circular” algo — mesmo que sem grandes expectativas.
Na clínica que pratico, inspirada na esquizoanálise e nas práticas expressivas, vejo o colorir não como “cura”, mas como gesto de cuidado, um tempo de si consigo. Às vezes é nesse espaço simples que novas potências começam a surgir.
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Qual a melhor forma de entender e respeitar as pessoas com deficiência intelectual?
Qual a melhor forma de entender e respeitar as pessoas com deficiência intelectual?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Mais do que “entender”, talvez o convite mais potente seja: estar disponível para escutar, sem querer corrigir ou controlar.
Pessoas com deficiência intelectual têm formas singulares de perceber, sentir e se expressar no mundo. O respeito começa quando deixamos de comparar com padrões de “normalidade” e passamos a acolher os modos únicos de existir.
Isso envolve:
Ter paciência com os tempos de cada um
Permitir que o outro fale com o corpo, com o olhar, com os gestos
Não infantilizar, nem subestimar
Valorizar as formas alternativas de linguagem e afeto
E, principalmente, estar junto de forma sensível, aberta e disponível
Na clínica que pratico, inspirada na esquizoanálise, acredito que toda vida tem potência — mesmo quando escapa dos modelos convencionais. Respeitar é abrir espaço para que o outro seja o que é, com dignidade e afeto.
Estamos sempre aprendendo a olhar com menos julgamento e mais presença.
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Como diferenciar deficiência intelectual de atraso cognitivo?
Como diferenciar deficiência intelectual de atraso cognitivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Atraso cognitivo geralmente é usado quando há um desenvolvimento mais lento das habilidades mentais — como atenção, linguagem ou memória — mas que pode ser temporário ou reversível, dependendo das causas e do contexto. Muitas crianças, por exemplo, podem ter um ritmo diferente de aprendizagem sem que isso represente uma limitação permanente.
Já a deficiência intelectual envolve um comprometimento mais duradouro, tanto no funcionamento intelectual quanto na adaptação ao cotidiano (escola, trabalho, vida social). Ela costuma ser identificada na infância e permanece ao longo da vida, ainda que com possibilidade de avanços e aprendizados.
O mais importante: nem o atraso cognitivo, nem a deficiência definem o valor de uma pessoa. Cada sujeito é muito mais do que um diagnóstico.
Na clínica que pratico, inspirada na esquizoanálise, prefiro olhar para os potenciais, não para os limites. Respeitar o tempo e o modo singular de cada um é sempre o primeiro passo.
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Sempre que eu preciso sair para ir a algum lugar público e que eu tenha que socializar, eu começo a
Sempre que eu preciso sair para ir a algum lugar público e que eu tenha que socializar, eu começo a me sentir mal, muitas vezes desisto de sair por isso, pedi demissão de todos os empregos que consegui, desisti da faculdade. Quando tenho que sair de casa começo a sentir ânsia de vomito, palpitações, enjoos, calafrios, não consigo comer nada antes de sair, pois fico com muita ânsia de vomito (algumas vezes chego a vomitar) e quando consigo sair de casa, fico com tremores e suando se perceber que tem alguém me olhando ou se eu precisar falar com alguém que não seja da minha família. Isso vem me afetando desde a infância, mas parece ter se intensificado na fase adulta. O que posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ola boa tarde ! É bem possível que haja uma fobia social e é bastante importante investigar mais a fundo essa questão. A psicoterapia pode ser uma ferramenta importante nesse processo de conhecer mais de si e encontrar ferramentas para lidar com esse problema. Mas isso pode ser tratável e você pode ter uma melhor qualidade de vida. Qualquer duvida sobre processos de psicoterapia e como isso pode lhe ajudar, sigo a disposição.
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Desde o mês passado eu venho sofrendo com pensamentos ruins na minha cabeça que tanto atrapalham os
Desde o mês passado eu venho sofrendo com pensamentos ruins na minha cabeça que tanto atrapalham os meus dias, eu tento esquece-los mas é dificil. não acho que sejam intrusivos porque eles não surgem na minha cabeça e não vêm do nada. Eu meio que apenas penso neles. Eu não quero pensar neles, estou exausto
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É importante observar, cuidar e aprofundar nestes pensamentos, só assim talvez você consiga elaborar melhor esses pensamento. Aquilo que não cuidamos, retoma, muitas das vezes gerando mal estar. Cuide-si. A psicoterapia é um espaço que cuida dos sentires e afetações, nos ajudando a ter uma tempo para elaborar e transformar nossos incómodos.
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Eu queria tirar uma dúvida sobre um comportamento que venho observando. É sobre medos aparentemente
Eu queria tirar uma dúvida sobre um comportamento que venho observando. É sobre medos aparentemente sem explicação, especialmente medo de bonecos e quadros com rostos. Isso pode acontecer em pessoas com deficiência intelectual ou com autismo? Se sim em qual grau da deficiência intelectual isso se manifesta? E do autismo? Isso é mais comum no autismo? Pois eu tinha isso e gostaria de saber.
Eu percebi que alguns desses medos surgem de forma muito intensa, como se a pessoa realmente sentisse que o boneco ou o quadro representa algum tipo de ameaça. Em alguns casos, ela até se recusa a entrar em certos ambientes ou reage com choro.
Queria entender se isso é comum em pessoas com deficiência intelectual em diferentes graus, e também se acontece com pessoas dentro do espectro autista. Pode ter a ver com hipersensibilidade sensorial ou dificuldade em diferenciar o que é real e o que é só uma imagem? E o que pode ser feito nesses casos?
Agradeço se puder me ajudar a entender melhor esse tipo de reação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Agradeço pela sua pergunta tão sensível e atenta aos detalhes da experiência. Vamos por partes:
Medos intensos diante de figuras como bonecos ou quadros com rostos são experiências possíveis em muitas pessoas, inclusive naquelas com deficiência intelectual ou no espectro autista. Em contextos clínicos mais tradicionais, costuma-se relacionar essas reações a uma hipersensibilidade sensorial, a uma dificuldade na diferenciação entre o que é real e o que é simbólico, ou a fatores como grau de compreensão e desenvolvimento cognitivo. No autismo, por exemplo, é comum que estímulos visuais, sonoros ou simbólicos provoquem reações muito intensas – e isso pode variar de pessoa para pessoa, independentemente do grau.
Mas pensando a partir da esquizoanálise, essas reações também podem ser vistas como respostas do corpo a algo que não se organiza apenas pela razão ou pelo diagnóstico, mas por afetos e intensidades que escapam da lógica do “explicável”. Ou seja, o medo, nesses casos, não precisa ter uma causa objetiva clara para ser legítimo. O corpo sente como ameaça algo que, simbolicamente ou energeticamente, toca em um ponto sensível da subjetividade.
Bonecos e rostos em quadros, por exemplo, não são objetos neutros: eles carregam expressões, olhares fixos, formas humanas congeladas… e tudo isso pode produzir um certo “estranhamento”, como se algo do “vivo” estivesse ali, mas ao mesmo tempo não estivesse. Esse estranhamento pode ser difícil de traduzir em palavras – mas o corpo reage.
Na esquizoanálise, buscamos entender como essas forças atuam em cada um, em vez de buscar uma explicação única. Por isso, cada caso pede escuta e presença. O que esse medo diz do mundo daquela pessoa? Como ele se articula com sua forma de estar no ambiente, de criar sentidos, de se proteger?
O que pode ser feito? Em vez de tentar “eliminar” o medo, pode-se acompanhar essa vivência com cuidado, ajudando a pessoa a dar expressão ao que sente, por meio de palavras, desenhos, movimentos, sons. Um trabalho terapêutico que respeite os tempos, os limites e também as potências de cada sujeito pode ajudar muito. Especialmente se for feito com afeto, curiosidade e abertura ao modo singular de existência daquela pessoa.
Se for o seu caso (ou de alguém próximo), recomendo procurar um(a) profissional que tenha uma escuta ampliada, que valorize a expressão subjetiva e respeite o ritmo de cada um. Você já está no caminho ao fazer essa pergunta tão detalhada.
Fico à disposição!
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Tenho algum problema de hipersexualidade, tem dias que transo mais de 3x no dia e ainda tenho vontad
Tenho algum problema de hipersexualidade, tem dias que transo mais de 3x no dia e ainda tenho vontade, não consumo pornografia e o grande problema é que a esposa reclamou que isso a incomoda, infelizmente eu sou fiel e não consigo trair ela, mas já pensei. Acredito que isso está atrapalhando nosso relacionamento, trabalho em home office e ela também. No mínimo por dia tenho vontade várias vezes. Tenho 35 anos e ela 31, casados a 17 anos e 1 filho. Gostaria de saber se existe alguma medicação que diminua a líbido. Quando não tenho relações com ela me sinto frustado e ansioso. E isso também impacta na minha vida pois enquanto estou com essa " necessidade" minha vida vida parece lenta desmotivada e sem graça!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A primeira coisa importante é reconhecer que o desejo sexual, por si só, não é um problema — ele é uma potência de vida. Mas quando esse desejo passa a gerar sofrimento para você e para quem está ao seu lado, vale a pena olhar com mais atenção. Não necessariamente como uma doença, mas como um sinal de que algo está pedindo passagem, talvez algo mais profundo da sua história emocional, das suas dinâmicas internas ou da relação de vocês dois.
Na esquizoanálise, entendemos que o desejo não se reduz apenas ao sexual: ele é o motor da vida, é o que nos move em todas as direções — criar, imaginar, transformar, produzir. Quando esse fluxo está represado ou canalizado para uma única via (neste caso, o sexo), pode ser um indicativo de que outras áreas da sua vida estão pedindo mais espaço para se manifestar.
Você menciona que, quando não há relação sexual, sente frustração, ansiedade, desmotivação. Isso é importante. Pode ser que a sexualidade esteja funcionando como uma forma de compensar vazios, tensões, angústias ou frustrações de outras ordens (emocionais, existenciais, profissionais, relacionais). Não que isso seja errado — pelo contrário, o corpo busca saída onde pode. Mas talvez seja o momento de ampliar esse campo de expressão.
Sobre medicação: existem sim remédios que diminuem a libido, mas não são a primeira indicação terapêutica. Muitos deles causam efeitos colaterais significativos e só devem ser usados sob orientação psiquiátrica, em casos muito específicos. Além disso, tratar apenas o sintoma pode silenciar algo importante que você está tentando comunicar com o seu corpo e com seu desejo.
O que pode ajudar é um acompanhamento psicoterapêutico que te ajude a investigar com profundidade esse excesso de desejo, sem julgamentos. Um espaço onde você possa compreender melhor de onde vem essa necessidade tão intensa, o que ela tenta preencher, e o que está em jogo na sua relação conjugal — inclusive no ponto em que o desejo do outro (sua esposa) se encontra ou se desencontra com o seu.
Seu incômodo é legítimo. Buscar ajuda já é um passo de cuidado com você e com quem você ama.
Se desejar, fico à disposição para conversar mais sobre isso em acompanhamento.
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Olá,fumei por 30 anos,25 no cigarro convencional e 5 anos no eletrônico,e a 31 dia parei abruptament
Olá,fumei por 30 anos,25 no cigarro convencional e 5 anos no eletrônico,e a 31 dia parei abruptamente com o uso de nicotina,estou em abstinencia,queria saber se é normal os sintomas de retirada estarem tão fotes ainda,ando muito irritado,parece que vou surtar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível que os sintomas de abstinência da nicotina ainda estejam presentes após 31 dias, especialmente após um uso prolongado. Irritabilidade intensa, ansiedade, alterações de humor e sensação de estar “à flor da pele” são comuns nesse período. O corpo e o cérebro ainda estão se adaptando à ausência da substância. Esses sintomas tendem a diminuir com o tempo, mas, se estiverem muito intensos, é importante buscar apoio psicológico ou médico para ajudar no processo de regulação emocional e prevenção de recaídas. Você deu um passo importante — o desconforto atual faz parte da transição e pode ser cuidado.
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É mesmo verdade que contar números mentalmente induz ondas cerebrais mais lentas?
É mesmo verdade que contar números mentalmente induz ondas cerebrais mais lentas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Contar números mentalmente pode, sim, influenciar a atividade cerebral, mas o efeito depende muito do contexto, da forma como se conta e do estado emocional da pessoa.
Quando alguém conta de forma ritmada, calma e repetitiva — como em uma prática de respiração ou meditação —, é possível que isso ajude a induzir ondas cerebrais mais lentas, como as ondas alfa ou teta, associadas a estados de relaxamento e foco interno. Esse tipo de contagem pode funcionar como uma espécie de âncora mental, ajudando a reduzir a ansiedade ou a se desconectar de pensamentos acelerados.
Por outro lado, se a pessoa estiver contando mentalmente por estresse, cálculo, controle excessivo ou tensão, o efeito pode ser o oposto — mantendo o cérebro em ondas mais rápidas (como as beta), ligadas à atenção ativa e ao estado de alerta.
Ou seja, mais do que a contagem em si, o que determina o tipo de ondas cerebrais é como e por que se conta. Nosso corpo e mente estão sempre em interação — e pequenas práticas, quando feitas com presença, podem sim gerar mudanças nos nossos estados mentais.
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agorafobia tem cura? ou tratamento? gostaria de saber sobre um pouco esse assunto. ele é pouco falad
agorafobia tem cura? ou tratamento? gostaria de saber sobre um pouco esse assunto. ele é pouco falado hj em dia mas algumas pessoas sofrem disso e eu tb descobri que tenho isso. há alguns anos, próximo de 2020 a pandemia tudo começou.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A agorafobia é um sofrimento real, mas muitas vezes silencioso. Ela costuma aparecer quando algo em nós tenta se proteger — de espaços, de encontros, de situações imprevisíveis. Não é apenas um “medo irracional”, mas um traço de um corpo que está em alerta, buscando caminhos para existir com segurança.
Durante a pandemia, esse tipo de resposta se intensificou em muitas pessoas, pois o mundo externo se tornou mesmo ameaçador. Desde então, para alguns, sair de casa ou estar em locais públicos passou a ser vivido com angústia e tensão.
Sim, há tratamento. Mais do que pensar em "cura" como apagar o que sentimos, falamos de cuidado contínuo, acolhimento do corpo, trabalho com os afetos. Através da escuta clínica, práticas corporais, arte e novas formas de se relacionar com o mundo, é possível ir abrindo frestas, reinventando caminhos e retomando a vida com mais leveza e autonomia.
Perguntas frequentes
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Neném com nuca 2,5 d 12 semanas d gestação e normal esse valor?
A translucência nucal de 2,5 mm com 12 semanas não deve ser interpretada…