Perguntas do paciente (151)

  • Como saber se tenho síndrome de ansiedade ou síndrome do pânico?

    Como saber se tenho síndrome de ansiedade ou síndrome do pânico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Essa dúvida é super comum — porque os sintomas são bem parecidos mesmo.

    Tanto a Ansiedade quanto a Síndrome do Pânico podem dar coisas como falta de ar, coração acelerado, medo, aperto no peito… a diferença principal está em como e quando isso acontece.

    De forma simples:

    Ansiedade (mais “constante”)

    Fica mais presente no dia a dia
    Vem como preocupação, tensão, sensação de alerta
    Pode oscilar, mas não costuma “explodir” de repente
    Às vezes tem motivo (mesmo que pequeno), às vezes não

    Síndrome do pânico (crises intensas)

    Vem em forma de crises fortes e repentinas
    Sensação de que vai morrer, desmaiar ou perder o controle
    Pico em minutos (bem intenso mesmo)
    Pode acontecer “do nada”, sem aviso
    Depois da crise, fica o medo de ter outra

    Pelo que você descreveu antes (medo de sair, sensação de desmaio, coração apertando), pode ter relação com crises de pânico, mas isso precisa ser avaliado por um profissional pra ter certeza.

    E um ponto importante:
    as duas coisas podem acontecer juntas. Muita gente tem ansiedade no dia a dia e, às vezes, crises de pânico.

    Resumindo:

    ansiedade é mais contínua
    pânico são crises intensas e rápidas

    Mas independente do nome, tem tratamento e melhora, tá?
    Você não precisa viver com esse medo pra sempre.


  • Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralin

    Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralina pela manha e Rivotril à noite. Me dei bem logo de início, sem efeitos colaterais. Mas, em dezembro a minha mãe tentou suicídio e eu consegui evitar. Lidei bem com a situação até duas semanas atrás. De duas semanas para cá, não tenho ânimo para fazer nada, estou muito para baixo e confusa. Voltei ao Psiquiatra e ele me indicou fazer terapia...confesso que não tenho vontade alguma. Não tive experiências boas com terapeutas passados...então, não sei o que fazer, porque a medicação não está me ajudando mais...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    O que você passou com a sua mãe é muito pesado. Mesmo que você tenha “segurado bem” no começo, é super comum isso bater depois — esse desânimo, tristeza e confusão podem ser um tipo de “queda” depois de um estresse grande assim. Não significa que você piorou do nada ou que a medicação parou de funcionar de vez.

    Sobre os remédios: a Sertralina e o Rivotril podem ajudar bastante, mas às vezes precisam de ajuste de dose ou mudança, principalmente depois de um evento emocional forte. Então vale continuar em contato com seu psiquiatra e ser bem sincera sobre como você tá agora — isso é importante.

    Sobre a terapia… faz sentido você estar sem vontade, ainda mais depois de experiências ruins. Mas talvez o problema não seja “terapia em si”, e sim o tipo de terapeuta ou abordagem que você pegou antes. Isso muda muito de um profissional pra outro.
    E também: você não precisa ir super motivada. Às vezes é mais tipo “ir meio sem vontade mesmo” no começo.

    Se ainda assim estiver difícil de encarar terapia agora, você pode começar com coisas mais leves enquanto decide:

    tentar manter uma rotina mínima (mesmo que básica)
    não se isolar totalmente, mesmo sem vontade
    escrever o que você tá sentindo (às vezes ajuda a organizar a cabeça)
    pegar leve com você — você passou por algo bem forte

    E um ponto importante: salvar alguém de uma tentativa de suicídio não é uma coisa pequena. Isso mexe muito com a gente, mesmo que você só vá sentir depois.

    Resumindo:
    Pode ser um impacto emocional tardio + possível ajuste de tratamento
    Terapia ajuda, mas precisa ser com alguém que você se sinta minimamente confortável
    E você não precisa resolver tudo de uma vez


  • Pensamentos obsessivos do tipo "música na cabeça" tem cura?

    Pensamentos obsessivos do tipo "música na cabeça" tem cura?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Olá! Sim, quando esse tipo de pensamento está ligado à ansiedade ou a características obsessivas, costuma ter tratamento e pode melhorar bastante. Muitas pessoas conseguem reduzir muito a frequência dessas músicas repetindo na mente e o incômodo que elas causam.

    Também é importante lembrar que ter uma música "grudada" na cabeça de vez em quando é algo comum. A diferença está em quanto isso acontece e no quanto atrapalha o seu dia a dia.

    Uma avaliação pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo e quais estratégias podem ser mais úteis para o seu caso.


  • Há uns meses comecei a sentir falta de ar,que se alterna. Ora sinto pra não.Como se a respiração tiv

    Há uns meses comecei a sentir falta de ar,que se alterna. Ora sinto pra não.Como se a respiração tivesse limitada. Fiz exames coração pulmão hemograma e todos deram normais. Será algo psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Pode ser sim algo psicológico, principalmente ansiedade.

    Quando os exames dão normais e mesmo assim aparece essa sensação de falta de ar que vai e volta, é bem comum ser ansiedade. Muita gente sente como se o ar não entrasse direito, ou como se a respiração ficasse “travada”, mesmo estando tudo ok no corpo.

    Geralmente é assim:

    vem e vai
    piora quando você presta muita atenção na respiração
    aparece mais em momentos de estresse ou preocupação
    melhora quando você se distrai ou relaxa

    E não é “coisa da sua cabeça” no sentido de ser frescura — a sensação é real, só que a causa pode ser emocional.

    O que pode ajudar:

    tentar respirar mais devagar, sem forçar
    não ficar checando a respiração toda hora
    ver se isso acontece quando você tá mais ansioso(a)

    Se estiver te incomodando muito, vale procurar um psicólogo pra entender melhor isso.

    Resumindo: com exames normais, ansiedade é uma causa bem comum pra esse tipo de falta de ar


  • Como superar os pensamentos intrusivos? Chegaram desde a gravidez e não sei oque fazer!

    Como superar os pensamentos intrusivos?
    Chegaram desde a gravidez e não sei oque fazer!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Sinto muito que isso esteja acontecendo com você — na gravidez isso pode ficar ainda mais intenso por causa das mudanças hormonais e emocionais.

    Pensamentos intrusivos são ideias ou imagens que aparecem sem você querer. Eles não significam que você quer fazer aquilo nem que vão acontecer, mas acabam assustando e gerando ansiedade, o que faz eles voltarem mais vezes.

    O caminho mais eficaz costuma ser não tentar “lutar” contra eles, e sim aprender a reconhecê-los como pensamentos e não como fatos. Terapia pode ajudar muito nisso, especialmente nesse período, para reduzir a ansiedade e dar mais segurança emocional.

    Se estiver te causando sofrimento, vale muito buscar acompanhamento psicológico (e psiquiátrico, se necessário), principalmente na gestação ou pós-parto, que são fases mais sensíveis.


  • Gostaria de saber o que é transtorno de ansiedade? E o que afeta na pessoa?

    Gostaria de saber o que é transtorno de ansiedade? E o que afeta na pessoa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    O transtorno de ansiedade é quando a ansiedade passa do “normal” do dia a dia e começa a ficar constante, intensa e difícil de controlar. Mesmo sem um motivo claro, a pessoa pode se sentir preocupada, com medo ou com uma sensação ruim que não vai embora.

    Isso pode afetar tanto a mente quanto o corpo. É comum ter pensamentos acelerados, dificuldade de relaxar, irritação, problemas para dormir e até sintomas físicos, como coração acelerado, falta de ar, tensão no corpo ou cansaço.

    Com o tempo, isso pode atrapalhar a rotina, o trabalho, os estudos e os relacionamentos. Mas é importante saber que tem tratamento e melhora — com ajuda profissional, a pessoa aprende a lidar melhor com a ansiedade e a recuperar qualidade de vida.


  • Como posso melhorar da depressão, existe cura? sou bipolar há 20 anos.

    Como posso melhorar da depressão, existe cura? sou bipolar há 20 anos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Dá pra melhorar sim — e bastante — mesmo sendo bipolar há muito tempo. Não é algo sem saída.

    Sobre “cura”: no Transtorno Bipolar a gente não costuma falar em cura definitiva, mas sim em controle. Muita gente consegue ficar longos períodos bem, estável, com qualidade de vida, quando trata direitinho.

    Pra lidar com a fase depressiva dentro do bipolar, algumas coisas fazem muita diferença:

    Manter o tratamento certinho
    Tomar a medicação como foi passada pelo psiquiatra é uma das coisas mais importantes. Ajustes às vezes são necessários, então vale conversar se você não estiver bem.
    Acompanhamento psicológico
    A terapia ajuda muito a entender os gatilhos, organizar rotina e lidar melhor com os momentos de queda.
    Rotina mais estável possível
    Sono regular, horários mais organizados… no bipolar isso impacta muito o humor.
    Ir com calma nas cobranças
    Na fase depressiva, a energia some mesmo. Tentar fazer o básico já é válido.
    Observar sinais de piora ou melhora
    Pra agir mais rápido junto com o médico quando algo começa a mudar.
    Não se isolar totalmente
    Mesmo que dê vontade, manter um mínimo de contato com alguém de confiança ajuda.

    Se a depressão estiver mais forte ultimamente, pode ser sinal de que o tratamento precisa de ajuste — isso é bem comum ao longo dos anos, não significa que “parou de funcionar”.

    Resumindo: talvez não tenha uma “cura” no sentido de nunca mais ter nada, mas dá pra viver bem e com estabilidade, sim. E você não precisa lidar com isso sozinho(a).


  • Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que e

    Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que eu, que é diagnosticada com depressão
    Tudo isso de escutar todo mundo está me deixando para baixo e eu acabo me sentindo confusa e choro muito ou me sentindo triste quase o tempo todo
    O que eu faço? Devo parar de ajudá-la?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    O que você tá sentindo é super compreensível. Ajudar alguém com depressão pode ser bem pesado, ainda mais quando você começa a se sentir mal também.
    Você não tá sendo egoísta por se sentir assim. Na verdade, isso mostra que você se importa — só que acabou ficando sobrecarregada.
    O problema é que você não consegue ajudar ninguém direito se você mesma não estiver bem.
    Você não precisa parar totalmente de ajudar ela, mas talvez precise mudar um pouco como faz isso. Tipo:
    Não ficar disponível o tempo todo
    Falar que às vezes isso tá sendo difícil pra você
    Incentivar ela a procurar um adulto ou um profissional
    Colocar limites não é abandonar. Dá pra se importar com alguém e ainda cuidar de você ao mesmo tempo.
    E outra coisa importante: você também merece apoio. Se você tá chorando muito e se sentindo triste quase sempre, seria bom conversar com alguém de confiança ou até um psicólogo.
    Resumindo: você pode continuar ajudando, mas não ao ponto de se machucar. Você também importa.


  • Tenho um histórico de relacionamentos abusivos. Depois do último, fiquei com receio de me relacionar

    Tenho um histórico de relacionamentos abusivos. Depois do último, fiquei com receio de me relacionar pessoalmente com outros homens. Me fechei para outras relações e sinto falta dos dois últimos abusadores. Sei que isso não é normal. Qual especialista devo procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    O que você está sentindo é mais comum do que parece em quem já viveu relacionamentos abusivos. Esse misto de medo de se envolver de novo e, ao mesmo tempo, sentir falta de quem fez mal, pode acontecer por vários motivos emocionais — e não significa que tenha “algo errado” com você.

    O mais indicado é procurar um psicólogo, que vai te ajudar a entender esses sentimentos, trabalhar as marcas que esses relacionamentos deixaram e, aos poucos, reconstruir sua segurança emocional.

    Se sentir que isso está muito intenso ou difícil de lidar sozinha, também pode ser importante buscar um psiquiatra para uma avaliação mais completa.

    Com o acompanhamento certo, dá para ressignificar essas experiências e voltar a se sentir mais segura em relação a si mesma e aos seus vínculos.


  • Que especialista devo procurar para o sindrome de burnout e como me tratar?

    Que especialista devo procurar para o sindrome de burnout e como me tratar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Para a síndrome de burnout, o mais indicado é procurar um psicólogo.

    Ele vai te ajudar a entender o que levou a esse esgotamento, trabalhar o estresse, a sobrecarga emocional e encontrar formas mais saudáveis de lidar com o trabalho e a rotina.

    Em alguns casos, também pode ser importante procurar um psiquiatra, principalmente se houver sintomas mais intensos, como ansiedade forte, insônia ou sinais de depressão — ele pode avaliar a necessidade de medicação.

    Sobre o tratamento, geralmente envolve terapia, ajustes na rotina, limites no trabalho, momentos de descanso e autocuidado. Às vezes também é necessário um afastamento temporário para recuperação.

    O mais importante é não ignorar os sinais — burnout tem tratamento, e com o cuidado certo dá pra recuperar o equilíbrio aos poucos.


  • Como posso resolver uma compulsão sexual?

    Como posso resolver uma compulsão sexual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Marcelo D'Almeida

    Olá! A compulsão sexual pode ter diferentes causas e intensidades, por isso o primeiro passo é entender como ela acontece na sua vida. Em geral, quando o comportamento sexual começa a causar sofrimento, prejuízos nos relacionamentos, no trabalho ou uma sensação de perda de controle, vale a pena buscar ajuda profissional.

    A psicoterapia pode ajudar a identificar gatilhos emocionais, padrões de comportamento e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com impulsos, ansiedade, estresse ou outras dificuldades que possam estar relacionadas ao problema.

    Cada caso é único, então uma avaliação cuidadosa é importante para encontrar a melhor forma de tratamento. Com o acompanhamento adequado, muitas pessoas conseguem recuperar o controle e melhorar sua qualidade de vida.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.