Perguntas do paciente (325)

  • Sinto culpa ao dizer “não”. A terapia pode ajudar com limites?

    Sinto culpa ao dizer “não”. A terapia pode ajudar com limites?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Oi, tudo bem? Entendo muito esse sentimento , dizer “não” pode gerar culpa quando a gente aprendeu a se adaptar, agradar ou evitar conflitos. Mas sim, a terapia ajuda muito nisso.
    Na TCC, trabalhamos exatamente a origem dessa culpa, os pensamentos automáticos que te fazem se sentir responsável pelo bem-estar de todo mundo e as crenças que te fazem achar que dizer “não” é ser egoísta. Com o tempo, você aprende a colocar limites de forma clara e gentil, sem se machucar e sem carregar esse peso todo.
    Limites são parte essencial de relações saudáveis, e você pode aprender a colocá-los sem culpa.
    Espero ter ajudado e pode contar comigo.


  • Tenho dificuldade de me abrir em terapia; começo por onde?

    Tenho dificuldade de me abrir em terapia; começo por onde?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá, boa tarde. É muito comum ter dificuldade para se abrir em terapia, e isso não significa que o processo não está funcionando; na verdade, faz parte do início para muitas pessoas. Uma forma de começar é falar primeiro sobre a própria dificuldade de se abrir. Nomear esse obstáculo ajuda a reduzir tensão, melhora a aliança terapêutica e cria um espaço mais seguro para avançar.

    Na TCC, você pode iniciar compartilhando três pontos simples:

    O que você sente quando tenta falar sobre sua vida ou emoções.

    O que você teme que aconteça se se abrir.

    O que gostaria de conseguir trabalhar, mesmo sem ter certeza de como começar.

    Você pode começar pela experiência atual (por exemplo: “Eu quero falar, mas fico travado e não sei por onde começar”) costuma ser mais eficaz do que tentar contar tudo de uma vez. Isso ajuda o terapeuta a ajustar o ritmo, construir confiança e fornecer técnicas para facilitar a expressão emocional, como psicoeducação, estruturação de sessão e treino de consciência emocional.

    Com o tempo, esse processo vai ficando mais natural, e você passa a se sentir mais seguro para aprofundar o que realmente importa. Abraços!


  • Como saber se estou enfrentando um “choque cultural” ou se estou desenvolvendo ansiedade?

    Como saber se estou enfrentando um “choque cultural” ou se estou desenvolvendo ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Oi, tudo bem? Essa dúvida é bem comum, porque o choque cultural e a ansiedade compartilham vários sintomas. A diferença principal está no contexto e na intensidade.

    O choque cultural costuma aparecer diante das novidades: dificuldades com o idioma, estranhamento de costumes, sensação de não pertencimento, cansaço mental pelas adaptações. Ele varia conforme as situações e costuma melhorar com o tempo e com a criação de rotina.

    Já a ansiedade é mais constante. Você percebe sintomas físicos ou mentais mesmo quando nada específico está acontecendo , pensamentos acelerados, antecipação de problemas, medo de errar, tensão no corpo, dificuldade de relaxar ou dormir. Ela não depende tanto do ambiente novo, mas de como você está processando tudo internamente.

    Se o mal-estar está durando muito, atrapalhando seu dia a dia ou vindo acompanhado de sintomas mais intensos, é um sinal de que a ansiedade pode estar ganhando espaço. E os dois podem coexistir ,o choque cultural pode virar gatilho para ansiedade.

    Espero ter ajudado e que pode contar comigo.


  • Quais são os impactos emocionais mais comuns ao morar em outro país?

    Quais são os impactos emocionais mais comuns ao morar em outro país?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Oi, tudo bem? Morar em outro país mexe muito com o emocional, mesmo quando é um sonho realizado. Os impactos mais comuns envolvem saudade, sensação de solidão, choque cultural e uma oscilação grande entre empolgação e insegurança. É normal sentir ansiedade diante de tantas mudanças, ter medo de não se adaptar ou até duvidar da própria capacidade.

    Também é comum viver um período de luto pela vida que ficou para trás , como rotina, vínculos, referências ,enquanto tenta construir algo totalmente novo. E isso pode gerar cansaço emocional, estresse e até alterações no sono e no apetite.

    Nada disso significa fraqueza; faz parte do processo de adaptação. Com tempo, suporte emocional e um pouco de estrutura, a maioria das pessoas encontra o próprio ritmo e cria novas fontes de pertencimento.

    Espero ter ajudado e pode contar comigo.


  • A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu

    A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu com meus amigos, enfim, acho q dei uma piorada, estou tomando remedios mas quero enfrentar sem e nao consigo, me sinto extremamente solitária

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Oi, tudo bem? Sinto muito que você esteja passando por essa solidão , sei que ela dói de verdade, ainda mais quando vem acompanhada de ansiedade social. É muito comum que, após relacionamentos que limitam amizades, a gente se sinta isolada e insegura para se reconectar com os outros.

    É importante saber que o fato de você estar tomando remédio não significa que está “falhando”. Ele pode ajudar a reduzir sintomas, mas enfrentar a ansiedade social depende de prática, paciência e pequenas exposições graduais. Não se cobre para resolver tudo de uma vez. Começar com passos bem pequenos ,uma conversa curta, retomar contato com alguém de confiança, participar de atividades onde se sinta segura , já é progresso.

    A terapia pode te apoiar nisso, ajudando a identificar pensamentos que te paralisam, criar estratégias para se aproximar de pessoas de forma segura e reconstruir sua rede social. Você não precisa enfrentar isso sozinha, e cada passo, mesmo pequeno, conta.

    Espero ter ajudado e pode contar comigo.


  • Eu queria entender melhor alguns sintomas que tenho. Eu não costumo sentir empatia ou preocupação, m

    Eu queria entender melhor alguns sintomas que tenho. Eu não costumo sentir empatia ou preocupação, mesmo em situações extremas, e acabo fingindo essas reações para parecer ‘normal’. Também tenho crises de paranoia e ansiedade; às vezes sinto como se houvesse câmeras escondidas me observando em casa. Além disso, tenho dificuldade em controlar meus pensamentos, que ficam muito acelerados e saem do meu controle. Gostaria de saber o que isso pode indicar e como posso buscar tratamento.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Oi, tudo bem? O que você descreve, dificuldade em sentir empatia espontânea, momentos de paranoia como a sensação de estar sendo observada e pensamentos muito acelerados ,indica que você está passando por um nível alto de ansiedade e desregulação emocional. Esses sintomas podem aparecer juntos sem necessariamente significar um transtorno específico, mas mostram que seu sistema está sobrecarregado e precisando de cuidado.

    A falta de empatia pode vir mais de cansaço emocional e desconexão do que de frieza; a paranoia costuma surgir em momentos de ansiedade intensa; e os pensamentos acelerados são comuns quando a mente está em alerta constante. O melhor caminho agora é buscar psicoterapia para investigar isso com calma e, se as sensações de perseguição continuarem fortes, uma avaliação psiquiátrica também pode ajudar. Não significa que você “é” algo, e sim que está vivendo sintomas que têm tratamento.

    Espero ter ajudado e que pode contar comigo.


  • Estou tendo crises de ansiedade pois quero implementar um clube na minha faculdade de meio-período,

    Estou tendo crises de ansiedade pois quero implementar um clube na minha faculdade de meio-período, baseando-se no sistema educacional nos países de referência nessa categoria. Entretanto, toda vez sinto que eu falho nisso ou que meus familiares insistem para que eu pare com essa ideia. Isso está me deixando depressiva demais e está me levando a chorar todas as noites.

    Será que eu deveria parar de tentar implementar um clube na minha faculdade e viver uma vida chata que nem a dos meus pais, os quais me obrigaram a fazer uma faculdade cujas matérias eu não gostei, tive que trancá-la 1 vez e chorei + tive crises de ansiedade ao descobrir que teria que aprender a dirigir um carro ao invés de seguir com o que eu gostatia de fazer dinheiro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Oi, tudo bem? Sinto muito que você esteja passando por tudo isso, dá pra perceber o quanto você está sobrecarregado(a), frustrado (a) e, ao mesmo tempo, tentando fazer algo que te motiva, mas sem encontrar apoio ao redor. Isso gera mesmo ansiedade, tristeza e essa sensação de estar sempre falhando, mesmo quando o problema não é você, e sim o ambiente que não acolhe seus projetos.

    Quero te dizer algo com muito carinho e clareza: a sua vontade de criar algo novo, como um clube na faculdade, é um sinal de desejo de pertencimento, construção e autonomia. E isso é saudável. O problema não é o seu sonho, e sim o peso emocional que você está carregando sozinho (a) enquanto tenta realizá-lo.

    Quando a família desacredita ou desestimula, é comum começar a duvidar da própria capacidade. A ansiedade não vem da ideia do clube em si, mas da sensação de ter que lutar contra tudo e todos. E isso cansa demais.

    Também percebo que existe uma história de escolhas impostas: uma faculdade que você não queria, ter que dirigir, seguir caminhos que não fazem sentido pra você. É natural que seu cérebro associe qualquer novo projeto à possibilidade de sofrimento ou cobrança, porque essa foi a sua experiência até agora.

    Mas isso não significa que você precise desistir do que faz sentido pra você.
    E também não significa que você precise escolher entre o clube ou “viver uma vida chata”. Essa é uma interpretação muito influenciada pelo medo e pelas experiências anteriores.

    O que você precisa agora não é desistir, mas respirar, reorganizar e cuidar de você antes de tentar carregar tudo ao mesmo tempo. Quando a ansiedade está alta, ela distorce tudo: faz parecer que se você não der certo logo, então precisa desistir de tudo. Mas isso é a ansiedade falando, não você. Você não precisa abandonar seus sonhos para agradar ninguém ,mas também não precisa realizá-los com o peso de carregar o mundo sozinho(a). A psicoterapia pode ajudar muito neste processo! Fico á disposição para o que precisar.


  • Oi, tudo bem? Estou passando por algo que está mexendo muito comigo. Meu marido diz que me ama, m

    Oi, tudo bem? Estou passando por algo que está mexendo muito comigo.

    Meu marido diz que me ama, mas perdeu o desejo sexual por mim. E isso me afeta profundamente, porque o desejo é a forma como eu existo dentro da relação — é o que me faz sentir vista, amada e viva. Quando isso desaparece, eu também desapareço um pouco.

    Estou confusa, machucada e não sei como lidar com essa falta de desejo. Quero ajuda para entender o que está acontecendo e como posso seguir de um jeito mais saudável, comigo e com a relação.

    Obrigada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Oi, tudo bem? Imagino o quanto essa situação está pesando em você, porque quando o desejo do parceiro diminui, é natural que a gente interprete isso como uma perda de valor, de presença ou até de importância dentro da relação. E quero te acolher nisso: faz sentido doer, faz sentido confundir, faz sentido mexer com a autoestima. Mas é importante lembrar que amor e desejo não funcionam como um espelho um do outro. Muitas vezes o desejo diminui por estresse, rotina pesada, preocupações, tensão emocional, desgaste do casal ou questões internas dele e nada disso significa que ele deixou de te amar ou de te admirar. O que você está sentindo é real, mas não necessariamente é a verdade sobre você. Esse é um momento mais de entender o contexto do que de se culpar. Conversas abertas, acolhedoras e sem acusações costumam ajudar muito a reconstruir conexão, porque o desejo costuma voltar quando a relação volta a respirar. Enquanto isso, cuidar da sua autoestima, dos seus pensamentos automáticos e das interpretações que te machucam também é parte essencial do processo. Você não desaparece porque o desejo dele oscilou. Você continua sendo você ,inteira, valiosa e digna de afeto. Espero ter ajudado, seria interessante realizar psicoterapia individual para entender tudo o que isso significa para você ou até mesmo a de psicoterapia de casal! Abraços


  • Como posso ajudar meu filho que está com depressão e não aceita fazer tratamentos com medicação?

    Como posso ajudar meu filho que está com depressão e não aceita fazer tratamentos com medicação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Essa é uma situação muito delicada, e é compreensível a sua preocupação ,ver um filho sofrendo e recusando ajuda é algo que dói profundamente.

    Antes de tudo, é importante saber que nem todo tratamento para depressão depende de medicação. Embora os antidepressivos são fundamentais em casos moderados ou graves, há muitas outras formas de cuidado que podem ajudar a aliviar os sintomas e, com o tempo, até favorecer a abertura dele para o tratamento completo.

    Aqui vão algumas orientações:

    Evite pressionar ou discutir sobre “tomar remédio” diretamente.
    Isso pode gerar mais resistência. Em vez disso, demonstre empatia e interesse genuíno pelo que ele sente, com frases como:

    “Eu percebo que você não está bem e imagino que deve ser muito difícil passar por isso.”
    “Você não precisa enfrentar isso sozinho. Podemos procurar juntos algo que te ajude a se sentir um pouco melhor.”

    Incentive o início da psicoterapia.
    Muitos jovens e adultos aceitam mais facilmente a ideia de “conversar com alguém” do que de usar medicamentos. A terapia (especialmente a cognitivo-comportamental) pode ajudar muito e, se o psicólogo perceber a necessidade de medicação, isso costuma ser introduzido de forma mais natural.

    Mostre acolhimento, não cobrança.
    Evite frases como “você precisa reagir” ou “pense positivo”. Isso pode reforçar a culpa. Em vez disso, valide o que ele sente:

    “Eu entendo que está difícil agora, e está tudo bem se você não tiver forças no momento.”

    Ajude a manter pequenas rotinas.
    Sono, alimentação, luz solar e pequenas atividades diárias (como caminhar ou tomar banho no mesmo horário) ajudam o corpo a regular neurotransmissores , o que contribui, aos poucos, para a melhora do humor.

    Cuide também de você.
    Apoiar alguém com depressão pode ser emocionalmente exaustivo. Buscar orientação com um psicólogo para você mesma pode te dar suporte e estratégias mais eficazes para lidar com ele sem se sobrecarregar.

    Se, em algum momento, ele apresentar falas como “não vejo mais sentido” ou “queria desaparecer”, procure ajuda imediata, leve-o ao pronto atendimento ou ligue 188 (CVV). Mesmo que ele resista, nesses casos a prioridade é a segurança. Espero ter ajudado! Grande Abraço


  • É possível hábitos como má postura influenciarem na ansiedade? tenho uma postura ruim e há um certo

    É possível hábitos como má postura influenciarem na ansiedade? tenho uma postura ruim e há um certo (3 ou 4 semanas) tempo tive uma crise de ansiedade e estou me recuperando. Porém as vezes quando estou tranquilo ou sentado na cadeira eu sinto dores nas costas, desconforto na garganta e até ombros. É possível que esse tipo de hábito me torne mais ansioso ou preocupado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco



    Olá! É uma ótima pergunta. E sim, existe relação entre hábitos posturais e sintomas de ansiedade, embora a postura por si só não cause ansiedade. O que acontece é que corpo e mente estão profundamente conectados: quando mantemos tensões musculares prolongadas, especialmente em regiões como pescoço, ombros e costas, o corpo envia sinais de alerta ao cérebro, o que pode intensificar a sensação de desconforto físico e, em pessoas mais sensíveis à ansiedade, aumentar a vigilância corporal e a preocupação com esses sinais.

    Além disso, a respiração é diretamente afetada pela postura. Uma postura curvada, por exemplo, reduz a expansão pulmonar, o que pode gerar respiração curta , um dos gatilhos mais comuns para a hiperinterpretação ansiosa (“parece que falta ar”, “algo está errado comigo”).

    Por outro lado, práticas que melhoram a consciência corporal ,como alongamentos, exercícios de respiração diafragmática, caminhada e até ajustes ergonômicos ,reduzem o nível geral de tensão física e emocional.

    Ou seja, a postura não é a causa da ansiedade, mas pode ampliar os sintomas físicos e dificultar o relaxamento do corpo, o que mantém o ciclo ansioso ativo. Trabalhar a consciência corporal junto à psicoterapia pode ajudar muito a restabelecer esse equilíbrio.

    Um grande abraço! Espero ter ajudado, e lembre-se: cuidar do corpo também é cuidar da mente.


  • Estou em fase de negação? Não sei exatamente se é isto, mas eu ainda vejo meu ex todos os dias, mesm

    Estou em fase de negação? Não sei exatamente se é isto, mas eu ainda vejo meu ex todos os dias, mesmo tendo inúmeras brigas diárias
    O pior, sou eu quem procuro e ainda ele me humilha por isso, mas eu não sei como agir e nem como sair desse ciclo que já se repetiu por várias vezes, ele também sempre volta
    Eu reconheço, que estou errado, que isso não pode continuar, mas não consigo sair disso
    É muito dolorido e vergonhoso, muitas vezes eu acho que nunca vou sair disso e que parece o novo jeito de estar neste relacionamento
    Ninguém nem imagina que vivemos isso

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    O que você está vivendo é um processo de vínculo emocional muito forte e desgastante, que pode envolver tanto negação quanto dependência emocional. Quando há ciclos repetidos de brigas, humilhações e reconciliações, a mente tenta se proteger criando justificativas ou esperança de que “dessa vez vai ser diferente”. Isso faz com que você continue preso a algo que, no fundo, já sabe que te machuca.

    É importante entender que reconhecer o problema não é o mesmo que conseguir sair dele ,e isso não significa fraqueza. Há mecanismos emocionais, cognitivos e até fisiológicos que mantêm o vínculo, especialmente quando há picos de afeto e rejeição. Esses altos e baixos ativam o sistema de recompensa do cérebro, gerando uma sensação parecida com dependência.

    O primeiro passo é acolher sua dor sem julgamento, entendendo que sair desse ciclo é um processo gradual, não uma decisão que se sustenta sozinha na força de vontade. A psicoterapia é um espaço seguro para trabalhar essa ambivalência e compreender o que te prende, fortalecer sua autoestima e reconstruir sua autonomia emocional.

    Tente também se afastar aos poucos dos gatilhos que te colocam de volta no ciclo (como conversas desnecessárias, redes sociais, lembranças e encontros fora do trabalho, se houver). Buscar apoio emocional, seja de amigos, familiares e também de um psicoterapeuta ajuda muito nesse caminho.

    Você não está sozinho nem “condenado” a esse padrão. Com acompanhamento, é possível romper esse ciclo e reconstruir uma relação saudável consigo mesmo, o que é o passo essencial antes de qualquer nova relação. Espero ter ajudado, abraços!


  • Desejaria de saber quais são os critérios diagnósticos utilizados para definir se um paciente é port

    Desejaria de saber quais são os critérios diagnósticos utilizados para definir se um paciente é portador do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    O diagnóstico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é feito por um profissional de saúde mental , geralmente psicólogo ou psiquiatra, com base em critérios clínicos definidos pelo DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição).
    De acordo com o DSM-5, o TPB é caracterizado por um padrão persistente de instabilidade nas relações interpessoais, na autoimagem e nos afetos, além de impulsividade marcante, que começa no início da vida adulta e se manifesta em diversos contextos.
    Para o diagnóstico, o paciente precisa apresentar cinco ou mais dos critérios abaixo:


    Esforços desesperados para evitar abandono real ou imaginado.


    Padrão de relacionamentos interpessoais intensos e instáveis, alternando entre idealização e desvalorização.


    Perturbação da identidade: autoimagem ou senso de si mesmo instável.


    Impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente autodestrutivas, como gastos, sexo, uso de substâncias, direção perigosa ou compulsão alimentar.


    Comportamentos, gestos ou ameaças suicidas recorrentes ou automutilação.


    Instabilidade afetiva intensa, com mudanças bruscas de humor.


    Sensação crônica de vazio.


    Raiva intensa ou dificuldade em controlá-la.


    Ideação paranoide transitória relacionada ao estresse ou sintomas dissociativos graves.


    É importante destacar que o diagnóstico não se baseia apenas na presença de sintomas isolados, mas em um padrão consistente de funcionamento emocional e interpessoal ao longo do tempo.
    Cada paciente deve ser avaliado individualmente, considerando sua história de vida, contexto e possíveis comorbidades. Dentro da psicologia baseada em evidências, essa avaliação cuidadosa garante maior precisão diagnóstica e orienta o planejamento do tratamento mais adequado, respeitando a singularidade de cada pessoa.


  • Quais fatores indicam um bom prognóstico (perspectiva de recuperação) do Transtorno Obsessivo-Compul

    Quais fatores indicam um bom prognóstico (perspectiva de recuperação) do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá, boa tarde.
    O prognóstico do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) costuma ser bastante favorável quando a pessoa reconhece que os sintomas fazem parte do transtorno e se engaja de forma consistente no tratamento. A presença de insight preservado, motivação para enfrentar os medos e disposição para tolerar a ansiedade sem realizar compulsões são fatores muito importantes.
    Outro indicador positivo é o início precoce de um tratamento baseado em evidências, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental com Exposição e Prevenção de Resposta (EPR), considerada uma das intervenções mais eficazes para o TOC. Quando necessário, o acompanhamento psiquiátrico pode potencializar os resultados.
    Também observamos melhor evolução quando há menor grau de evitação, boa adesão às tarefas entre sessões e apoio familiar adequado, sem participação excessiva nos rituais.
    Na minha prática clínica, costumo explicar que o melhor sinal prognóstico não é “não ter mais pensamentos obsessivos”, mas desenvolver a capacidade de conviver com a incerteza e deixar de responder às obsessões com compulsões.
    Com tratamento estruturado e persistência, muitas pessoas conseguem redução significativa dos sintomas e retomam uma vida com mais liberdade e qualidade.
    Conte comigo caso queira saber mais sobre isso.


  • Por que é fundamental tratar todas as comorbidades de um paciente com Transtorno de Personalidade Bo

    Por que é fundamental tratar todas as comorbidades de um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá, tudo bem?

    Tratar as comorbidades em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é fundamental porque elas influenciam diretamente na intensidade dos sintomas, na estabilidade emocional e na eficácia do tratamento. O TPB raramente aparece de forma isolada, é comum estar associado a transtornos de humor (como depressão ou transtorno bipolar), ansiedade, uso de substâncias, transtornos alimentares ou sintomas dissociativos.

    Essas condições coexistentes podem potencializar a impulsividade, o sofrimento emocional e a desregulação afetiva, dificultando o engajamento e a adesão ao tratamento. Além disso, quando uma comorbidade não é tratada, há maior risco de crises, recaídas e dificuldades nas relações interpessoais, o que compromete a qualidade de vida do paciente.

    Na prática clínica, as abordagens baseadas em evidências, como a Terapia Comportamental Dialética (DBT) e a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), priorizam uma avaliação abrangente, considerando tanto os sintomas do TPB quanto os transtornos associados. O objetivo é promover regulação emocional, estabilidade e autoconsciência, oferecendo intervenções integradas, por exemplo, trabalhar habilidades de enfrentamento enquanto se trata sintomas depressivos ou ansiosos.

    É claro que cada paciente deve ser avaliado individualmente, respeitando sua história e necessidades específicas. Dentro da psicologia baseada em evidências, é essencial garantir que o tratamento seja personalizado, eficiente e adaptado à capacidade de adesão e autoeficácia do paciente, promovendo resultados mais duradouros.
    Um grande abraço! Espero ter ajudado.


  • Qual é o prognóstico (perspectiva de recuperação) para pessoas com Transtorno de Personalidade Borde

    Qual é o prognóstico (perspectiva de recuperação) para pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    O prognóstico para pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é, em muitos casos, positivo, especialmente quando há tratamento adequado e contínuo. Embora o TPB seja um transtorno caracterizado por instabilidade emocional, impulsividade e dificuldades nos relacionamentos, pesquisas mostram que a maioria dos pacientes melhora significativamente com o tempo.
    Estudos longitudinais indicam que entre 70% e 90% das pessoas diagnosticadas com TPB entram em remissão clínica após alguns anos de acompanhamento. Isso significa que elas deixam de preencher os critérios diagnósticos do transtorno, ainda que possam permanecer com algumas vulnerabilidades emocionais.
    O que faz diferença nesse processo é o acesso ao tratamento baseado em evidências, como a Terapia Comportamental Dialética (DBT), ou a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), além de um forte vínculo terapêutico, suporte familiar e desenvolvimento de habilidades emocionais e sociais.
    É importante compreender que o progresso tende a ser gradual e não linear, podem ocorrer recaídas, mas isso não anula os avanços. Com o tempo, muitas pessoas com TPB conseguem construir uma vida estável, significativa e com relacionamentos mais saudáveis.
    O prognóstico, portanto, é de esperança e possibilidade de recuperação, desde que haja adesão ao tratamento, compreensão do transtorno e acolhimento das próprias limitações e potencialidades.


  • Os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e das comorbidades podem melhorar com o

    Os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e das comorbidades podem melhorar com o tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Sim, os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e de suas comorbidades podem melhorar com o tempo, especialmente quando há tratamento adequado, acompanhamento constante e envolvimento ativo do paciente no processo terapêutico.
    Estudos mostram que, ao longo dos anos, muitas pessoas com TPB apresentam redução significativa na impulsividade, nos comportamentos autodestrutivos e na intensidade das crises emocionais. Isso acontece porque, com a terapia, o paciente aprende a reconhecer seus gatilhos emocionais, regular as emoções, melhorar a comunicação interpessoal e desenvolver uma identidade mais estável.
    As comorbidades, como depressão, ansiedade, uso de substâncias e transtornos alimentares, também tendem a melhorar conforme os sintomas do TPB se estabilizam ,já que muitas vezes estão interligadas à dificuldade de lidar com emoções intensas e instabilidade nos relacionamentos.
    Contudo, é importante lembrar que essa melhora não ocorre de forma linear: podem haver recaídas e períodos de maior vulnerabilidade. Por isso, a constância no tratamento é essencial. Abordagens como a Terapia Comportamental Dialética (DBT), e a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) têm se mostrado eficazes para promover essas mudanças de longo prazo.
    Com o tempo, apoio adequado e autocompreensão crescente, muitas pessoas com TPB conseguem alcançar uma vida mais equilibrada, com relações mais saudáveis e maior senso de identidade.


  • Como os profissionais de saúde mental abordam a crise de identidade no tratamento do Transtorno de P

    Como os profissionais de saúde mental abordam a crise de identidade no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá, tudo bem?

    A crise de identidade é um dos aspectos centrais do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e costuma envolver uma sensação persistente de vazio, incerteza sobre quem se é e dificuldade em manter uma autoimagem estável. Na prática clínica, os profissionais de saúde mental abordam esse tema de forma integrada, validando a experiência do paciente e ajudando-o a construir uma identidade mais coerente e estável ao longo do tempo.

    As terapias com base científica, como a Terapia Comportamental Dialética (DBT) e a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), têm mostrado bons resultados. A DBT, por exemplo, ensina habilidades de regulação emocional, tolerância ao desconforto, atenção plena (mindfulness) e eficácia interpessoal, o que auxilia o paciente a compreender suas emoções e reações, reduzindo a oscilação na percepção de si mesmo. Já a TCC trabalha na identificação de padrões cognitivos disfuncionais, ajudando a pessoa a reinterpretar suas experiências e fortalecer a percepção de identidade de forma mais realista e funcional.

    Além disso, o vínculo terapêutico é considerado essencial: ele serve como uma base segura para que o paciente possa explorar aspectos de si mesmo, elaborar experiências passadas e desenvolver uma narrativa pessoal mais consistente.

    É claro que cada paciente precisa ser avaliado individualmente. Dentro da psicologia baseada em evidências, o foco é sempre respeitar a singularidade de cada pessoa, promovendo autoeficácia, adesão ao tratamento e estabilidade emocional de forma gradual e sustentável.

    Um grande abraço! Espero ter ajudado.


  • Como a falta de identidade afeta os relacionamentos de uma pessoa com Transtorno de Personalidade Bo

    Como a falta de identidade afeta os relacionamentos de uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    A falta de identidade ,ou instabilidade da autoimagem ,é um dos núcleos do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e pode afetar profundamente os relacionamentos interpessoais. Quando a pessoa não tem uma noção clara e estável de quem é, seus vínculos tendem a refletir essa mesma instabilidade.

    Ela pode oscilar entre idealizar e desvalorizar o parceiro, mudando de forma repentina a forma como enxerga o outro e a relação. Em um momento, o parceiro é visto como perfeito e indispensável; no outro, como alguém frio, distante ou até “ruim”. Isso costuma gerar conflitos, rupturas e reconciliações frequentes, o que desgasta o relacionamento.

    Além disso, a dificuldade em sustentar uma identidade estável faz com que a pessoa busque, sem perceber, definir-se através do outro. Essa dependência emocional pode gerar medo intenso de rejeição ou abandono, levando a comportamentos impulsivos ou tentativas de “testar” o vínculo, mesmo que isso o fragilize.

    Muitas vezes, o relacionamento passa a ser o principal espelho da identidade ,e quando há distância, silêncio ou conflito, a pessoa com TPB pode sentir como se perdesse a si mesma.

    Por isso, no tratamento, os profissionais costumam trabalhar o fortalecimento do senso de identidade e a autonomia emocional, ajudando o paciente a construir uma imagem interna mais estável e coerente, o que naturalmente se reflete em relações mais seguras, maduras e saudáveis.


  • Comecei um namoro a poucas semanas. Sabia desde o inicio que ela tinha um filho, no entanto, não era

    Comecei um namoro a poucas semanas. Sabia desde o inicio que ela tinha um filho, no entanto, não era um problema pra mim. Quando percebi que estava apaixonado e que iria pedi-la em namoro, um diabinho na minha cabeça fez procurar fotos dela com o ex. E achei. Aniversário, eventos escolares do filho, etc. Foi como se algo me mordesse, virou um pensamento obsessivo, as vezes insuportável. Falei com ela, aliviou um pouco. Quero pensar positivo: que é por que ainda não conheço a família, o filho, ou seja, que ainda não faço parte concretamente da vida dela, e que portanto minha cabeça trabalha livre, fantasiando.Mas tenho medo de não passar e, no desespero, jogar tudo isso fora.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    Olá, tudo bem?

    O que você está descrevendo é muito comum no início de relacionamentos, especialmente quando existem fatores que aumentam a insegurança ou o medo de perder a pessoa, como no seu caso, a presença do filho e a vida passada dela. Esses pensamentos obsessivos funcionam como uma hipervigilância mental: a mente tenta antecipar riscos e se proteger de possíveis rejeições ou decepções.

    É importante entender que ter esses pensamentos não significa que você seja uma pessoa ciumenta ou controladora, mas que seu cérebro está reagindo à novidade, à incerteza e à ansiedade natural de se envolver emocionalmente. Falar com ela sobre o que sentiu foi um passo positivo, porque externalizar o medo diminui a intensidade da obsessão e evita que ele se transforme em ruminação mental mais profunda.

    Algumas estratégias que podem ajudar:

    Aceitar o pensamento sem julgamento: reconhecer que a mente criou esse cenário obsessivo, mas que ele não define a realidade nem o relacionamento.

    Redirecionar a atenção: investir energia em momentos reais com ela e com o filho, conhecendo-os gradualmente, em vez de se prender a imagens ou fantasias.

    Técnicas de grounding e respiração: quando o pensamento obsessivo vier, ancore-se no presente — por exemplo, descrevendo mentalmente o ambiente, o que você vê e sente.

    Manter diálogo aberto e seguro: continuar conversando sobre limites, sentimentos e expectativas sem se culpar pelo que a mente inventa.

    Acompanhamento psicológico: se perceber que esses pensamentos se tornam frequentes, intensos ou angustiantes a ponto de interferir na vida, a psicoterapia ajuda a aprender maneiras de tolerar a ansiedade e organizar o pensamento sem recorrer a obsessões.

    Lembre-se: o início de um relacionamento é sempre um período de adaptação, e sentimentos de insegurança são normais. Com atenção e estratégias adequadas, você consegue lidar com esses pensamentos sem que eles prejudiquem o vínculo que está construindo.

    Um grande abraço! Espero ter ajudado.


  • . O que causa a crise de identidade em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    . O que causa a crise de identidade em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Maria Clara Alves Blanco

    A crise de identidade em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) costuma ter origem em uma combinação de fatores emocionais, cognitivos e relacionais. Esse sintoma é um dos núcleos centrais do transtorno e está relacionado à dificuldade em manter uma autoimagem estável e coerente ao longo do tempo.

    Muitos indivíduos com TPB cresceram em contextos em que suas emoções e necessidades foram invalidadas, ignoradas ou punidas ,o que faz com que a pessoa aprenda a se adaptar excessivamente ao ambiente, moldando-se às expectativas dos outros para ser aceita. Com o tempo, isso pode gerar confusão sobre quem ela realmente é, o que quer e o que sente.

    Essa instabilidade da autoimagem se manifesta de várias formas: mudanças súbitas de valores, objetivos, gostos ou aparência; sensação de “não saber quem sou”; ou a percepção de que a identidade muda conforme o contexto ou as relações. É comum também que o vazio emocional e o medo de rejeição reforcem essa instabilidade , a pessoa pode se sentir diferente a cada dia, como se precisasse “ser alguém novo” para manter vínculos ou evitar o abandono.

    Do ponto de vista cognitivo e emocional, a crise de identidade no TPB está associada a:

    Dificuldade de integração emocional: emoções intensas e oscilantes dificultam a coerência interna.

    Pensamento dicotômico (tudo ou nada): ver a si mesmo e aos outros de modo polarizado (“sou bom ou sou péssimo”).

    Histórico de traumas e negligência afetiva, que afetam a construção do senso de valor próprio e a continuidade do “eu”.

    O tratamento, especialmente com Terapia Comportamental Dialética (DBT), ajuda a pessoa a desenvolver uma identidade mais integrada, estável e autêntica. Nessas abordagens, trabalha-se o reconhecimento das emoções, a validação interna e a diferenciação entre quem a pessoa é e o que os outros esperam que ela seja.


Perguntas frequentes

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