Perguntas do paciente (1079)
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Olá, tenho um relacionamento há 4 anos e minha parceira não toca na minha região íntima, toca em out
Olá, tenho um relacionamento há 4 anos e minha parceira não toca na minha região íntima, toca em outras regiões, mas não toca na minha região íntima, parece não ter interesse por essa parte do meu corpo, isso é comum?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, independentemente de ser comum ou não se isso é um incomodo para você talvez fosse importante conversar sobre isso com ela para entender os motivos reais que estao por trás desse comportamento. Converse com ela.
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Sou mulher fui em duas sessoes com meu psicologo e tenho sentido uma desejo de ser tocada por ele. D
Sou mulher fui em duas sessoes com meu psicologo e tenho sentido uma desejo de ser tocada por ele. Devo contar a ele ou mudar de psicologo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir atração pelo terapeuta é bem comum e até tem um nome; transferência amorosa; é muito importante falar sobre isso na terapia por mais que pareça constrangedor. Abraço.
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De acordo com a psicologia , incesto é um transtorno psicológico ou doença mental?
De acordo com a psicologia , incesto é um transtorno psicológico ou doença mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, o incesto em si não está classificado nem como transtorno e nem como doença; na verdade trata-se de um comportamento; entretanto dependendo das circunstâncias pode vir associaddo com alguns quadros de parafilia no caso da pedofilia (quando o incesto é praticado com menores de idade e é um crime); com psicopatia; etc. Se ocorre entre adultos e com consentimento de ambas as partes não é um crime pelas leis do nosso país mas é um tabu social muito forte e que é visto como bizarro pela a maioria das pessoas.
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Como a psicologia explica o fato de quase todo pai ficar bastante incomodado e triste ao saber que s
Como a psicologia explica o fato de quase todo pai ficar bastante incomodado e triste ao saber que sua filha tem vida sexual ativa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, acredito que existem inúmeros fatores que podem estar envolvidos nisso; o primeiro a cultura que está arraigada ainda em nossa sociedade que as mulheres só deveriam ter vida sexual após o casamento e que isso seria uma decepção (nem sempre consciente) ; em segundo lugar a dificuldade em reconhecer e lidar com o fato de que a filha cresceu e não é mais uma criança.
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Gostaria de mulher trans é gay?me considero hetero
Gostaria de mulher trans é gay?me considero hetero
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, um homem que se sente atraído por mulher (trans ou cis) é heterossexual. Pessoas homoafetivas se atraem pelos iguais. Você seria considerao gay se sentisse atraido somente por homens (cis ou trans). Espero ter ajudado.Abraço
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Faz alguns meses que sinto que, em diversos ambientes que frequento, especialmente em projetos pesso
Faz alguns meses que sinto que, em diversos ambientes que frequento, especialmente em projetos pessoais e profissionais, a cultura e o acolhimento são muito ruins. Já precisei sair de dois lugares por conta disso e está me prejudicando bastante, já que tenho pouca experiência formal no ramo profissional. Não sei se isso está relacionado a algum traço da minha personalidade ou se são coincidências, mas essa situação tem afetado bastante meu bem-estar. Gostaria de entender o que pode estar acontecendo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é bem desconfortável e desanimador quando sentimos que os espaços onde deveriamos estar motivados e nos sentindo seguros se tornam uma fonte de frustração e sofrimento. Infelizmente existem muito lugares que sao tóxicos e/ou com falhas na estrutura. Vc não disse com o que trabalha mas em alguns ramos de trabalho existe uma pressão muito alta e pouca empatia das pessoas; isso ocorre em ambientes competitivos; onde a liderança é muito autoritária ou ausente; ainda em alguns lugares há pouco acolhimento a pessoas novas. Então pode sim ser uma coincidência. Se outras pessoas também se queixam é um sinal de que o problema pode sim estar na empresa. Por outro lado algumas pessoas tem menos resiliência para lidar com esse tipo de ambiente; pessoas que possuem uma sensibilidade maior ao meio social ambientes mais frios podem parecer hostis. Não se culpe por sair de um lugar onde não se sinta bem; é importante encontrar ambientes que combinem mais com seus valores pessoais. Entretanto é possível desenvolver estratégias emocionais que permitam que você desenvolva estratégias emocionais para lidar com esse tipo de situação percebida como frieza, indiferença ou desconforto inicial; além disso você pode desenvolver mais sua autoestima profissional. Uma psicoterapia poderia te ajudar muito nesse sentido.
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Oi, tudo bem? Tô numa situação que tá me deixando muito angustiado e sem saber o que fazer. Eu sou a
Oi, tudo bem? Tô numa situação que tá me deixando muito angustiado e sem saber o que fazer. Eu sou apaixonado por uma amiga, ela sabe disso. Recentemente, uma outra amiga me mostrou o perfil do namorado dela num aplicativo de relacionamento. Elas duas nem se conhecem então não tinha porque ela inventar também. Ela me mandou vários prints, com foto dele, nome, selo de verificado e até o status online. Eu vi tudo.
Minha amiga sempre fala dele como um cara quase perfeito, que até deixa as senhas dele com ela. Por isso, tô com medo de contar isso pra ela, porque ela pode achar que tô inventando coisa, ou que tô falando por ciúmes. Mas agora, toda vez que ela comenta que vai sair com ele ou dos sentimentos dela sobre ele eu sinto uma vergonha absurda. Tô nessa dúvida que tá me consumindo, será que eu conto e corro o risco dela não acreditar em mim por causa do que eu sinto? Ou será que guardo e vivo com esse peso, sabendo que se ela descobre que eu sábia pode se sentir traída por mim?
Queria muito saber o que fazer numa situação como essa.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá; entendo que você esteja se sentindo angustiado dessa forma; essa situação é bem dificil porque mistura questões éticas, amizade e sentimentos amorosos. Pelo que entendi por um lado você quer proteger sua amada, por outro lado tem medo de que ela pense que você está fazendo isso com segundas intenções e com isso seu emocional está sendo impactado por esse segredo. Sua preocupação não me parece ser somente por causa do que você sente por ela mas pela possibilidade de que ela está sendo enganada. Você não tem obrigação moral de falar nada mas se quiser tem o direito de dividir o que você viu. Tanto contar como ficar quieto podem trazer consequencias e vão ter um custo. Se vc disser corre o risco de ser julgado ou mal interpretado e ela pode acreditar ou não. Se você não contar vai se sentir mal e talvez interfira na autenticidade do vinculo de vocês. Não tem certo e errado nessa situação, você deve pesar os prós e os contras de revelar esse segredo ou não. A reação da outra pessoa não está sob o seu controle, apenas o que você faz; o fato de sua amiga acreditar ou não e se afastar ou não é uma escolha dela e não por conta de você falar ou não; o risco existe. Se decidir contar faça com respeito e gentileza, mostre que vc refletiu muito antes de contar e que está falando do lugar de amigo. Se você resolver não contar não se cobre e nem se culpe tanto por isso; ninguém é responsável pelas escolhas do outro. Caso se sinta muito angustiado você pode falar com alguém de confiança ou um profissional. Espero ter ajudado.
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Para um pré-adolescente de 13 anos ir ao psicólogo é obrigatório que um responsável o acompanhe?
Para um pré-adolescente de 13 anos ir ao psicólogo é obrigatório que um responsável o acompanhe?
Caso sim, tudo que é dito nas sessões fica entre paciente e psicólogo? Este profissional realmente não conta nada do que foi dito por exemplo a mãe do paciente?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Realmente é necessário que um responsável legal autorize e acompanhe os atendimentos; em geral na primeira ou primeiras sessões o responsável é inserido na sessão. Entretanto o sigilo é garantido por lei e faz parte da ética profissional, as informações só serão compartilhadas mediante autorização do paciente ou se a informação colocá-lo em risco ou houver risco a outras pessoas. Nesse caso o sigilo pode ser quebrado.
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Estou me sentindo insegura em relação ao meu namorado ter muitas amigas. Principalmente uma em espec
Estou me sentindo insegura em relação ao meu namorado ter muitas amigas. Principalmente uma em específico que ele já gostou e ficou com ela logo antes de ter começado a ficar comigo e mesmo depois de a gente ter começado a namorar entre nunca parou de falar com ela. Ele sempre me trata muito bem e faz muito por mim, mas eu tenho um trauma e me sinto insegura com isso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, o ciúmes e a insegurança são sentimentos comuns e naturais; algumas pessoas sentem mais do que outras; mas é um sentimento perfeitamente normal e ocorre quando sentimos que uma terceira pessoa pode ameaçar o nosso sentimento especial; sua insegurança surge ao perceber que ele mantém uma relação proxima com uma amiga por quem ele já teve interesse e isso ativa essas sensações de ameaça e medo de perder e até mesmo acionar um gatilho que traz sentimentos de experiências anteriores de trauma ativando dores do passado. Converse com seu parceiro e explique seus sentimentos sem acusações. Agora se isso vem trazendo sofrimento intenso o ideal é que você busque ajuda de um psicólogo. Abraço.
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Como faz para ter uma mente melhor? E Melhorar a atenção nas aulas?
Como faz para ter uma mente melhor? E Melhorar a atenção nas aulas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, inúmeros fatores podem influenciar e te ajudar a permanecer mais focado e desenvolver uma mente mais estável e saudável. Em primeiro lugar é fundamental ter hábitos saudáveis; dormir de 7 a 9 horas e de preferencia adormecer e acordar sempre no mesmo horário; alimentar-se bem (proteinas, frutas e vegetais; gorduras boas); fazer atividade física com regularidade. Reduzir o uso de telas (são prejudiciais para a consolidação da memória), troque por leitura, música ou atividades manuais. Durante a aula procure anotar e quando se distrair tente voltar a sua atenção para a aula (treine isso). Caso isso não ajude procure ajuda de um psicologo ou neuropsicologo para uma avaliação mais detalhada pode se tratar de algo que necessite de algum tipo de tratamento. Abraço.
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Sinto que não consigo interagir de forma natural com ninguém, ao ver as pessoas num grupo sorrindo n
Sinto que não consigo interagir de forma natural com ninguém, ao ver as pessoas num grupo sorrindo não consigo retribuir, quando faço não sinto que é natural, sinto que forço pelas expressões do meu rosto, muitas vezes vivo num modo neutro, parecendo que estou de mal humor, isso afasta os outros que ao mesmo tempo sinto falta mas, não tenho energia ou interesse real em mantelos perto...
Isso tem me preocupado. Pode ser um sinal de depressão ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, o que você descreve pode sim estar relacionado a sintomas depressivos; dificuldade em sentir prazer nas interações sociais (principalmente se você antes sentia prazer nisso); desconexão emocional e esforço para expressar emoções e pouca bateria social são características que costumam estar presentes nos quadros depressivos (mesmo que a pessoa não se sinta triste) e podem gerar mal entendidos sociais; entretanto outras condições além da depressão podem vir acompanhadas desse comportamento (personalidade mais introspectiva; TEA; distimia; etc) portanto somente passando por uma avaliação criteriosa com um psicólogo ou psiquiatra pode te dar um diagnóstico mais preciso. Espero ter ajudado. Abraço
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opa, seguinte , eu ultimamente estou tendo muitos pensamentos ruins em relação homossexualidade e eu
opa, seguinte , eu ultimamente estou tendo muitos pensamentos ruins em relação homossexualidade e eu sou heterossexual e isso atrapalha meu dia por completo . é como se eu tivesse umaa IA na minha cabeça e ficar criando esses pensamentos ruins e criando essas ideias homossexuais que completamente contra a minha vontade.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, o que você descreve são pensamentos intrusivos, que são pensamentos que aparecem contra sua vontade, são egodistônicos (pensamentos que estão em conflito com a sua identidade ou com o que você acredita sobre você) e causam angústia e ansiedade e ficam ruminando (se repetindo) na sua cabeça de modo obsessivo e quanto mais você tenta afastá-los mais eles aparecem. Podem causar medo, culpa ou confusão. Isso não significa que você está se tornando gay ou que está reprimindo algo; não significa que você é homofóbico e nem que tem um desejo escondido. Todas as pessoas produzem pensamentos inúteis ou lixo, entretanto algumas pessoas devido a uma disponibilidade genética e/ou biológica identificam mais esses pensamentos e acabam focando ou se prendendo mais a eles. Se esses pensamentos tomam muito de seu tempo e estão te trazendo sofrimento eu recomendo que busque ajuda de um Terapeuta Cognitivo Comportamental para fazer uma avaliação mais detalhada. Abraço.
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Olá eu passo muito tempo dentro de casa,eu saio pouco, porque eu me sinto nervosa e deslocada quando
Olá eu passo muito tempo dentro de casa,eu saio pouco, porque eu me sinto nervosa e deslocada quando as pessoas olham pra mim,eu me sinto issegura ao sair de casa mas não é medo de que alguma coisa me aconteça,e medo dos olhares das pessoas,eu me acho muito tímida ,mas e uma vergonha tão grande,o que fazer para lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, esse sentimento que voce está descrevendo é mais comum do que você imagina e se trata de uma ansiedade social; um padrão de ansiedade onde há um medo de ser observada, julgada ou avaliada de forma negativa e sua mente e seu corpo vão reagir com tensão, vergonha intensa e vontade de se esconder em casa. O medo nesse caso é de como as outras pessoas vão te ver, olhar, julgar; o que vão pensar de você (não é uma simples timidez); podem até aparecer sintomas físicos. Porém quanto mais a pessoa se esquiva de enfrentar as situações pior os pensamentos e o medo se tornam. O seu cérebro devido a alguma razão associou o olhar do outro como uma ameaça, como se você estivesse constantemente sendo avaliada, mesmo que isso não esteja realmente acontecendo. Busque apoio psicológico pois existem estratégias terapeuticas para te ajudar a enfrentar essa situação. A Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) é muito eficaz nesse tipo de situação. Abraço.
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Olá, há já uns 3 anos que eu não me reconheço quando olho para o espelho. Evito completamente tirar
Olá,
há já uns 3 anos que eu não me reconheço quando olho para o espelho. Evito completamente tirar fotos ou aparecer em câmaras, e quando por acaso me vejo na câmara do telemóvel, fico desconfortável. Parece que o meu nariz fica maior, e no geral todos os meus traços parecem exagerados, como se não fossem meus.
Quando isso acontece, fico mesmo mal. Já aconteceu várias vezes começar a chorar só por me ver ao espelho e não conseguir acreditar que aquela pessoa sou eu. É estranho e frustrante.
Além disso, a minha cara parece mudar de um dia para o outro. Às vezes dou por mim a tentar lembrar como era o meu rosto no dia anterior e simplesmente não consigo. Só sei que está diferente, e isso mexe comigo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá; o que você está descrevendo é muito significativo e merece ser acolhido com cuidado. Sentir-se desconectado da própria imagem, evitar espelhos, fotos, ou câmeras, e experimentar sofrimento intenso ao se ver pode ser extremamente angustiante. Esse tipo de experiência não é apenas uma questão de autoestima ou vaidade e pode estar relacionada a um fenômeno conhecido na psicologia como despersonalização ou desrealização. Quando você relata que seu rosto parece mudar, que seu nariz parece exagerado, ou que os traços “não são seus”, estamos diante de um sofrimento perceptivo e emocional importante. Esse tipo de desconexão com a autoimagem pode ter múltiplas causas (questões emocionais, traumas, ansiedade, experiências depressivas, ou vivências acumuladas de autocrítica intensa). Nenhuma dessas hipóteses invalida sua dor, ao contrário, ajuda a contextualizá-la. Chorar ao se ver no espelho e sentir que não consegue se reconhecer é um sinal de alerta; não é 'frescura' nem exagero; é um sintoma legítimo de algo mais profundo, que merece ser escutado em psicoterapia com acolhimento e seriedade. O mais importante agora é saber que há caminhos possíveis para entender e aliviar esse sofrimento. A psicoterapia pode ajudar você a investigar as origens dessa desconexão, restaurar uma relação mais segura com sua própria imagem e identidade, e também trabalhar com o corpo e a autoimagem de maneira mais integrada e compassiva. Busque ajuda isso pode ser um passo importante na direção do cuidado com sua saúde mental e emocional."
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Olá, Tenho 1,62 m de altura e peso entre 42 e 43 kg. Toda a gente à minha volta costuma dizer que e
Olá,
Tenho 1,62 m de altura e peso entre 42 e 43 kg. Toda a gente à minha volta costuma dizer que estou muito magra, mas sinceramente, eu não sinto que esteja assim tão magra como dizem. Eu reconheço que sou magra, sim, mas acho que as pessoas exageram um pouco quando comentam.
A minha dúvida é: isso pode ter a ver com algum tipo de distorção da imagem corporal? Ou é normal, em certas pessoas, não se verem exatamente como os outros veem?
Gostava de entender melhor se essa diferença de perceção é comum ou se pode ser sinal de algo a que devo estar mais atenta.
Obrigada.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
"Olá. A sua dúvida é muito pertinente e demonstra uma preocupação saudável em entender melhor sua relação com o próprio corpo, o que já é um passo muito importante. Sim, é possível e até comum que haja uma diferença entre como nos vemos e como os outros nos percebem. A percepção corporal é subjetiva e pode ser influenciada por muitos fatores: experiências de vida, comentários recebidos ao longo do tempo, padrões culturais, expectativas internas e até o nosso estado emocional no momento. Nem sempre enxergamos nosso corpo de forma totalmente fiel à realidade objetiva e isso acontece com praticamente todas as pessoas, em algum grau. Por outro lado, quando essa diferença entre o que você vê e o que os outros dizem é muito marcante ou gera desconforto significativo (dúvidas constantes, preocupação excessiva com peso ou forma corporal, ou dificuldade em confiar no que vê no espelho) vale a pena olhar para isso com mais atenção. Ser muito magra, reconhecer isso, mas ainda assim sentir que os outros exageram mesmo quando os números indicam um peso significativamente abaixo da média pode ser um indicativo de que sua percepção está, de algum modo, dessensibilizada ou diferente da realidade externa. E isso não acontece por escolha ou vaidade: é algo que pode ser trabalhado e compreendido, especialmente em psicoterapia. Portanto, não é necessário se alarmar, mas sim se escutar com mais cuidado. A pergunta que você trouxe já mostra sensibilidade e consciência corporal. Se esse incômodo persistir ou se vier acompanhado de ansiedade, autocrítica ou preocupações constantes com o corpo ou alimentação, procurar um psicólogo pode ser muito benéfico. Seu corpo merece cuidado e sua percepção dele também. Além disso é importante consultar um médico para entender se você está saudável com esse peso e as implicações disso. Existem pessoas que são naturalmente magras e que não apresentam problemas de saúde. Abraço.
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Estou em uma relação com uma mulher casada, porém segundo ela, já não existe mais desejo entre ambos
Estou em uma relação com uma mulher casada, porém segundo ela, já não existe mais desejo entre ambos
Atualmente depois de manter um relacionamento secreto por um ano, ela pediu para que a gente se afastasse, pois precisa lidar com o sentimento de culpa e remorso após o acontecimento. Disse gostar de mim, mas prefere o rompimento, afirmando a mim que vai romper o matrimônio mas não pode me dar esperanças de reatar esse romance. Estou muito confuso, me sentindo usado e triste. Como devo proceder?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá; o que você está vivendo é muito doloroso, e é importante validar esse sofrimento. Você se envolveu afetivamente com alguém que, apesar de estar em um casamento, lhe ofereceu um vínculo emocional significativo. Quando essa relação termina de forma repentina, especialmente sob o argumento de culpa e remorso, é natural que você se sinta confuso, rejeitado e até usado.
Sentir-se assim não significa fraqueza, mas um reflexo legítimo do investimento emocional que você fez nessa relação. Muitas vezes, quando estamos em um relacionamento com alguém comprometido, há uma expectativa (ainda que não verbalizada) de que, em algum momento, essa pessoa vá fazer uma escolha clara. No seu caso, o que ela oferece é ambiguidade: ao mesmo tempo em que fala em romper o casamento, ela pede que você não crie esperança de reatar isso, por si só, já gera um sofrimento psíquico importante, pois te deixa em suspensão. Nesse tipo de dinâmica, quem está “do lado de fora” do casamento acaba vivendo uma espécie de espera emocional crônica que pode desgastar profundamente a autoestima, o senso de valor próprio e o equilíbrio emocional. A sensação de ter sido 'usado' pode estar ligada a essa percepção de que você serviu como apoio enquanto ela estava em crise, mas agora, diante da complexidade do rompimento conjugal, ela se retira sem te oferecer um lugar claro na vida dela. Meu convite, neste momento, é que você direcione o olhar para si. Pergunte-se: que tipo de relação eu desejo e mereço? Quais os limites que quero estabelecer para proteger minha saúde emocional? Você tem o direito de se afastar de relações que geram mais dor do que presença real. Esse processo envolve luto e talvez valha a pena trabalhar esse luto em psicoterapia, para que você possa elaborar as perdas, resgatar sua autoestima e fortalecer sua autonomia emocional. Você não precisa atravessar isso sozinho." Abraço e boa sorte.
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Oii, tenho 19 anos, ainda não estudo nem trabalho e recentemente eu desenvolvi um medo de ficar velh
Oii, tenho 19 anos, ainda não estudo nem trabalho e recentemente eu desenvolvi um medo de ficar velho e morrer, eu tenho medo de chegar aos 100 anos de idade, ficar velho e tals, e queria saber como lidar com isso, pois noto que vem me deixando triste, não sei se estou com depressao, pois minha vitamina d é muito baixa,
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, agradeço por compartilhar algo tão íntimo e delicado. O medo de envelhecer e morrer é uma das questões existenciais mais profundas do ser humano e, embora muitas pessoas só entrem em contato com essa angústia mais tarde na vida, é absolutamente possível e legítimo que ela surja aos 19 anos, especialmente em momentos de transição, dúvidas sobre o futuro ou falta de direcionamento. Sentir-se triste ao pensar nisso não significa, por si só, que você esteja com depressão, mas é um sinal de que algo dentro de você está pedindo escuta e cuidado. Você mencionou que não está estudando nem trabalhando atualmente e situações assim, com rotinas mais vazias ou com menos estrutura, costumam deixar espaço para pensamentos ansiosos e reflexões existenciais se intensificarem. Quando não há estímulos, metas ou uma sensação de propósito no dia a dia, a mente pode voltar-se para temas como finitude, envelhecimento e sentido da vida. Além disso, a deficiência de vitamina D pode, sim, influenciar no humor ocasionando cansaço, tristeza, desânimo ou irritabilidade. Por isso, é importante que essa questão seja acompanhada também por um médico, pois o cuidado com o corpo influencia diretamente a saúde mental. Sobre o medo de envelhecer até os 100 anos perceba que esse pensamento pode parecer contraditório, muitas pessoas têm medo da morte por ser cedo demais mas você teme a longevidade. Isso mostra que talvez o medo não seja exatamente o envelhecer ou o morrer em si, mas o que essas ideias representam: perder autonomia? Sentir-se só? Não encontrar sentido na vida ao longo do tempo? Esses são temas que podem e devem ser explorados com calma em psicoterapia, sem julgamentos. Você está vivendo um momento de grande vulnerabilidade e também de possibilidade; ao procurar ajuda, está demonstrando coragem e consciência. Não espere estar “pior” para cuidar de você. Falar com um psicólogo pode te ajudar a dar sentido a esses medos, encontrar caminhos, resgatar vitalidade e construir uma rotina mais conectada com quem você é e o que deseja.
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É normal ter pensamentos fixos em várias coisas, pessoas ou objetos, querendo que tenha um significa
É normal ter pensamentos fixos em várias coisas, pessoas ou objetos, querendo que tenha um significado especial e ser meio compulsivo nisto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não é incomum ter pensamentos fixos e insistentes sobre coisas, pessoas ou objetos, atribuindo significados especiais ou simbólicos, e sentir uma espécie de impulso ou compulsão mental em torno disso; entretanto, se isso trouxer sofrimento psíquico, for muito frequente e interferir na sua vida é importante procurar ajuda. Pode ser normal ou parte da personalidade quando a pessoa é mais introspectiva, imaginativa ou simbólica e não apresenta prejuízo funcional. Em fases de maior sensibilidade emocional usa isso como forma de atribuir sentido ao mundo (artistas, pessoas criativas, momentos de crise existencial). Pode indicar um problema quando os pensamentos são repetitivos, intrusivos, angustiantes e difíceis de controlar; existe uma sensação de que precisa pensar ou fazer algo "para evitar um mal", ou que algo ruim pode acontecer se não obedecer ao impulso. Apresenta comportamentos ou rituais mentais associados (checar, repetir, rezar, rever mentalmente...). Isso atrapalha relacionamentos, concentração, tomada de decisões ou o sono. A pessoa sente vergonha ou confusão sobre esses pensamentos, mas não consegue parar. É importante observar se isso causa sofrimento ou afeta sua rotina. Buscar psicoterapia (como TCC ou Terapia do Esquema) pode ajudar a entender a origem disso (história emocional, traços de personalidade, ansiedade, etc.) Reduzir os ciclos de pensamento compulsivo e a necessidade de encontrar "sentido" o tempo todo. Se for algo intenso, um psiquiatra pode avaliar se há necessidade de medicação.
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Quais são as principais alterações cognitivas que acometem no transtorno de ansiedade?
Quais são as principais alterações cognitivas que acometem no transtorno de ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O transtorno de ansiedade pode afetar diversas áreas cognitivas, principalmente por interferência do estado fisiológico de alerta constante, da hipervigilância emocional e da dificuldade em regular a atenção. As principais alterações cognitivas observadas em quadros de ansiedade envolvem alteração na Atenção Sustentada e Seletiva: Dificuldade em manter o foco por períodos prolongados, especialmente em tarefas monótonas. Distraibilidade aumentada; o indivíduo se perde com facilidade por estímulos internos (pensamentos ansiosos) ou externos. Hipervigilância: a atenção é desviada para possíveis “ameaças” (reais ou imaginadas), prejudicando o desempenho em tarefas cotidianas. Memória de Trabalho: Redução na capacidade de manter e manipular informações temporárias, como seguir instruções, fazer cálculos mentais ou lembrar o que estava fazendo. Isso ocorre porque o cérebro está “ocupado” com a ansiedade e a ruminação, o que reduz a capacidade cognitiva disponível. Velocidade de Processamento: Pensamentos acelerados e intrusivos podem dar a sensação de lentidão mental. A pessoa sente que não consegue pensar com clareza, especialmente sob pressão, o que afeta o desempenho acadêmico ou profissional. Flexibilidade Cognitiva: Indivíduos com ansiedade tendem a apresentar rigidez cognitiva, ou seja, têm dificuldade em mudar de estratégia, reavaliar situações ou sair de ciclos repetitivos de preocupação. Isso está relacionado a ruminação ansiosa e ao viés de interpretação negativa. Memória Episódica: Ansiedade intensa pode prejudicar a consolidação e recuperação de memórias recentes. Em contextos avaliativos, é comum a pessoa esquecer informações que, em outro estado emocional, lembraria com facilidade. Tomada de decisão e julgamento: A ansiedade pode gerar hiperavaliação de riscos, levando a decisões impulsivas ou evitativas. A pessoa tem dificuldade em avaliar probabilidades reais e tende a antecipar desfechos negativos. Essas alterações não indicam déficit cognitivo estrutural. São alterações funcionais e temporárias, relacionadas ao impacto do estado emocional sobre o funcionamento cerebral; especialmente nas regiões do córtex pré-frontal, amígdala e sistema límbico.
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Como a neuroplasticidade pode ajudar no tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
Como a neuroplasticidade pode ajudar no tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A neuroplasticidade é a capacidade do cérebro de mudar e se adaptar ou seja, criar novas conexões neurais; circuitos que causam sofrimento podem ser enfraquecidos trazendo com o tempo mais controle e menos sofrimento. No TOC, há um circuito cerebral que fica preso em um “loop”, como um disco arranhado. No córtex orbitofrontal que identifica (entre outras coisas) sinal de perigo; núcleo caudado: deveria filtrar pensamentos — mas no TOC, não filtra bem e no tálamo: intensifica a sensação de urgência. Esse circuito reforça o pensamento obsessivo e a compulsão. Com o tratamento e a prática da TCC, especialmente a técnica de Exposição e Prevenção de Resposta (ERP) o cérebro aprende a não responder automaticamente às obsessões; paciente tolera o desconforto sem fazer a compulsão e com o tempo, o circuito cerebral se reorganiza e a ansiedade diminui naturalmente. Essa mudança é um exemplo direto de neuroplasticidade positiva. Além disso medicamentos reduzem a atividade dos circuitos hiperativados do TOC e facilitam o processo de mudança cerebral pela terapia. Mindfulness e meditação ajudam a treinar o cérebro a não seguir impulsos automáticos e os exercícios físicos, sono e alimentação equilibrada estimulam substâncias que ajudam o cérebro na neuroplasticidade.
Perguntas frequentes
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Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou
Boa tarde, tudo bem?
Não sei te responder exatamente sobre a…