Perguntas do paciente (1079)
-
Quem tem transtorno de personalidade borderline é neurodivergente?
Quem tem transtorno de personalidade borderline é neurodivergente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim e não, vai depender de como o termo está sendo utilizado. Neurodivergência é um termo que se refere a funcionamentos neurológicos que diferem do padrão considerado típico (neurotípico). Não é um termo cientifico e teve sua origem nos movimentos de defesa dos direitos das pessoas neurodivergentes. Normalmente o termo vem associado aos transtornos do neurodesenvolvimento (TEA, TDAH, Transtornos de Aprendizagem e da Linguagem). O TPB não é um transtorno do neurodesenvolvimento, mas existem diferenças na forma como o cerebro de uma pessoa com TPB processa os relacionamentos, regula o humor, a identidade, a autoimagem e o controle de impulsos. Estudos de neuroimagem apontam para alterações funcionais na amigdala cerebral, no cortex pre-frontal e na conectividade cerebral, ou seja, existem bases neurobiológicas distintas em pessoas com TPB. Alguns profissionais incluem o TPB dentro da neurodivergencia em um sentido amplo devido a diversidade do funcionamento cerebral, mas nem todos adotam o termo neurodivergente para se referir ao TPB, sendo mais comum em discussões sociais, terapêuticas ou neuroinclusivas.
-
Quais são os possíveis benefícios da neuroplasticidade no contexto do Transtorno de Personalidade Bo
Quais são os possíveis benefícios da neuroplasticidade no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A neuroplasticidade é a capacidade do cérebro modificar sua estrutura e funcionamento em resposta a experiências, aprendizado, emoções e intervenções psicoterapeuticas. Envolve criação de novas conexões neurais; fortalecimento ou enfraquecimento de circuitos já existentes e alterações de áreas cerebrais relacionadas à emoção, comportamento e cognição. Pessoas com TPB podem apresentar alterações na amígdala cerebral (hiperatividade); em áreas do córtex pré-frontal (ventromedial e dorsolateral - hipoatividade) e no hipocampo (diminuição). A neuroplasticidade permite uma reorganização cerebral. Uma psicoterapia intensiva e consistente baseada em evidencias como a DBT, terapia do esquema ou TCC tem mostrado eficácia na reorganização neuronal de pessoas com TPB em inúmeros estudos; dessensibilizando a amígdala cerebral; aumentando a conectividade entre o sistema limbico e o cortex pre frontal o que resulta em uma maior capacidade de regulação emocional e de controle de impulsos.
-
Eu queria tirar uma dúvida relacionada a medo/fobia. Eu não sei exatamente a qual especialista recor
Eu queria tirar uma dúvida relacionada a medo/fobia. Eu não sei exatamente a qual especialista recorrer (Para falar a verdade nem sei se tem um especialista específico pra isso). Desde que me entendo por gente eu tenho pavor de baratas, não é só um medinho qualquer ou nojo, mas pavor mesmo. Se eu vejo uma, mesmo que longe de mim, meu instinto é correr ou gritar, sinto meu corpo inteiro se tremer (e ele fica por um bom tempo assim), meu coração bate bastante e teve até algumas vezes que eu me machuquei por causa desses sustos e movimentos inconscientes. Eu sei que é tudo da minha cabeça mas eu não sei o porquê disso, isso não é normal, mas também nunca vi alguém tendo esses mesmos sintomas que eu então fica difícil saber o que fazer. Chegou muitas vezes de até evitar certos lugares por um breve período por conta disso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
"O que você descreve é muito mais comum do que parece, e seu relato é um exemplo típico de uma fobia específica; neste caso, fobia de baratas. Esse tipo de medo intenso, irracional e desproporcional a um estímulo específico (como insetos, sangue, altura, entre outros) é reconhecido dentro dos transtornos de ansiedade e tem tratamento, sim. Na Terapia Cognitivo Comportamental compreendemos a fobia específica como o resultado de pensamentos automáticos disfuncionais (do tipo “vai me atacar”, “não vou suportar”, “vou desmaiar”) que são disparados automaticamente quando você se depara com o estímulo temido. Isso gera uma resposta fisiológica intensa (tremores, taquicardia, fuga, rigidez corporal, etc.), levando você a evitar a situação, o que, com o tempo, reforça o medo, já que seu cérebro “aprende” que aquilo realmente era perigoso e que fugir foi necessário. Ou seja, a mente interpreta como ameaça algo que não é, de fato, perigoso naquele momento e o corpo reage como se fosse uma emergência. Mas se eu sei que é “irracional”, por que não consigo controlar? Essa é uma parte importante. Saber racionalmente que o medo é exagerado não significa que você consegue controlá-lo sozinho. Porque a resposta de medo intenso vem do sistema límbico (amígdala cerebral), que reage automaticamente ao perigo percebido. A TCC ajuda a “reensinar” o cérebro que aquela situação não é ameaçadora quanto ele pensa que é. Você pode procurar um(a) psicólogo(a) com abordagem cognitivo-comportamental. Esse profissional está habilitado para conduzir o tratamento de fobias específicas com base em evidências científicas. Não é necessário um especialista em "baratas", mas sim alguém com experiência em transtornos de ansiedade e fobias. O que você sente não é frescura, nem fraqueza, e sim uma resposta aprendida que seu cérebro automatizou ao longo do tempo. Isso pode ter origem em experiências passadas, modelagem (aprender por observar), ou traços temperamentais. O mais importante é saber que existe tratamento, e que com ajuda certa você pode recuperar seu bem-estar, sua autonomia e sua liberdade.
-
A meditação sem o foco na respiração apenas fechando os olhos e ficar imóvel sem foco nenhum também
A meditação sem o foco na respiração apenas fechando os olhos e ficar imóvel sem foco nenhum também induz ondas cerebrais lentas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a meditação passiva pode induzir ondas lentas, principalmente alfa e teta.
-
Boa tarde, Desrealização e despersonalização é uma doença ou um sintoma???? Da pra melhorar?
Boa tarde, Desrealização e despersonalização é uma doença ou um sintoma???? Da pra melhorar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma pergunta muito importante, e fico feliz que esteja buscando entender melhor o que está sentindo. Desrealização e despersonalização não são doenças por si só (são sintomas); ou seja, são manifestações que podem aparecer em diferentes contextos, e não necessariamente indicam um transtorno isolado. Despersonalização: sensação de estar "fora de si", como se você estivesse se observando de fora ou como se não estivesse no controle do próprio corpo ou pensamentos. Desrealização: sensação de que o mundo ao redor está estranho, distante, “irreal”, como se você estivesse num sonho ou num filme. Esses sintomas fazem parte do que chamamos de experiências dissociativas. Podem estar presentes em várias condições, como: Transtornos de ansiedade, especialmente ataques de pânico.Estresse extremo ou trauma. Depressão. Fadiga intensa ou privação de sono. Uso ou abstinência de substâncias; Transtorno de despersonalização/desrealização (quando os sintomas são persistentes e causam sofrimento importante — aí sim é um transtorno específico). É possível melhorar sim e a abordagem depende da causa, mas os tratamentos mais eficazes costumam envolver psicoterapia (Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): ajuda a lidar com os pensamentos catastróficos que alimentam a sensação de “irrealidade”. Terapia do Esquema ou Terapia baseada em trauma: quando há experiências emocionais mal resolvidas envolvidas.Técnicas de grounding: para trazer a atenção de volta ao corpo e ao presente. Regulação emocional e redução do estresse. Em alguns casos, medicação psiquiátrica pode ser indicada — especialmente se os sintomas vierem acompanhados de ansiedade ou depressão intensas. Com o tratamento adequado os sintomas costumam diminuir ou desaparecer completamente.
-
A escola está me pressionando/sugerindo levar meu filho a terapia familiar devido a mal comportament
A escola está me pressionando/sugerindo levar meu filho a terapia familiar devido a mal comportamento escolar (agitação, desobediência, impulsividade). Sou pai solteiro completamente, sem avós, tios, ninguém comigo. Já acompanhei outras pessoas e me senti hiper mal nas terapias, péssimo, é pertubador para mim, como se tivesse jogando minha vida fora. Eu aceito pagar para meu filho ir e colocar uma baba para levá-lo. Mas insistem que devo ir. A família materna tem histórico de transtorno de personalidade, Vivi horrores com essa mulher, não há vejo ha anos e fiquei ótimo assim. Agora novamente a vida quer me por para acompanhar alguém... Sinto que se eu for, vou ser péssimo participante, podendo até confrontar o terapeuta. Meu filho toma medicação e quando se trata de psiquiatra acompanho com gosto. Terapia familiar tenho vontade de sair correndo... O que fazer diante disso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua sinceridade é extremamente valiosa e mostra algo essencial: você se importa profundamente com o seu filho e está tentando fazer o melhor dentro dos seus limites emocionais e da sua história. O que você descreve não me parece ser uma resistência gratuita ou egoísmo. É dor. É cansaço. É um histórico que te marcou e deixou feridas que, naturalmente, reaparecem quando algo te coloca de volta no papel de “ter que acompanhar alguém emocionalmente”. Dito isso, quero te oferecer algumas reflexões práticas, com empatia e sem julgamento. Em primeiro lugar é importante entender o papel da terapia familiar. Terapia familiar não significa que você é culpado, ou que será “analisado” ou exposto. Ela também não tem como objetivo reviver traumas ou mexer onde dói sem preparo. O foco da terapia familiar é melhorar a comunicação, reduzir conflitos e ajudar todos os envolvidos a entenderem melhor o comportamento da criança, num ambiente seguro e mediado. No seu caso, o terapeuta não vai trazer a mãe do seu filho para dentro da sala, nem obrigar você a abrir sua vida; o foco será a dinâmica entre você e seu filho, e como melhorar isso, especialmente em momentos críticos.
A escola não está “te obrigando”; está sinalizando uma necessidade. A insistência da escola provavelmente vem da percepção de que o comportamento do seu filho pode estar relacionado à forma como os vínculos, os limites e a rotina estão organizados em casa, e isso exige mais do que a medicação. Não significa que você esteja fazendo algo errado, mas sim, que talvez seu filho precise de mais do que ele está conseguindo sozinho ou só com o psiquiatra. E como ele é criança, ele precisa de você como parte da solução. Sua dor tem história e precisa ser respeitada. Você já acompanhou outras pessoas em terapia e isso te feriu. Pode ter sido frustrante, confuso ou até humilhante. Essas experiências podem ter sido mal conduzidas ou, simplesmente, tocaram em partes da sua vida que não estavam prontas para serem revisitadas.
O medo que você sente hoje não invalida a necessidade do seu filho, mas também não deve ser ignorado. Talvez a questão não seja se você “vai ou não vai”, mas como você vai e com quem. Algumas alternativas práticas: Procure um terapeuta familiar com abordagem estruturada, como a TCC sistêmica ou terapia baseada em soluções. São mais diretas e menos focadas em “vasculhar o passado”. Combine uma quantidade limitada de sessões (ex: “posso me comprometer a 3 encontros”) e veja como se sente. Ter um fim definido pode te dar mais segurança. Peça ao terapeuta para explicar o objetivo da participação antes de começar. Você pode dizer: “Eu tenho resistência à terapia por experiências ruins. Posso estar aqui, mas preciso saber exatamente qual será meu papel para poder contribuir.” Se for mesmo impossível emocionalmente para você, diga isso com clareza à escola, mostrando que você está buscando alternativas (como a babá, o psiquiatra, etc.). Nem sempre terapia familiar é o único caminho mas nesses casos, é preciso demonstrar cooperação de outra forma. Você não está falhando com seu filho ao hesitar em ir à terapia familiar. Pelo contrário, está cuidando do que sente e buscando uma forma de ajudá-lo sem se destruir no processo. E isso já é um sinal de responsabilidade emocional. Talvez seja um bom momento para pensar: será que é a terapia familiar que me assusta ou a ideia de, mais uma vez, ser arrastado para um papel que já te feriu no passado? Se for isso, o terapeuta certo pode te ajudar a viver esse processo de forma diferente: com respeito, com escuta, e no seu ritmo. Boa sorte. Espero ter te ajudado.
-
Bom dia, todas vez que vou dormir sinto um medo muito grande como se eu fosse morrer ou como se algo
Bom dia, todas vez que vou dormir sinto um medo muito grande como se eu fosse morrer ou como se algo tivesse pra acontecer e um Pânico muito grande as vezes fico horas sem conseguir dormir por causa desse medo, como eu posso fazer pra isso passa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo antes de dormir; esse medo intenso de que algo ruim vai acontecer ou de que você vai morrer; é uma manifestação muito comum da ansiedade, especialmente quando ela se apresenta como ansiedade antecipatória ou até crises de pânico noturnas. À noite, com menos distrações e estímulos externos, a mente ansiosa tende a amplificar pensamentos negativos, e isso pode gerar uma sensação de ameaça iminente, mesmo sem perigo real. É como se seu corpo estivesse em alerta máximo, ativando um sistema de defesa que não sabe diferenciar um risco imaginário de um risco verdadeiro. Esse medo não significa que você está enlouquecendo ou que realmente algo vai acontecer. Seu corpo está reagindo a um falso alarme, e embora a sensação pareça muito real, ela é causada por um desequilíbrio temporário do sistema nervoso. Para lidar com isso, o primeiro passo é acolher o medo com gentileza, sem tentar combatê-lo diretamente. Reconheça o que está sentindo e diga para si mesma, com calma: “isso é só ansiedade, vai passar.” Em vez de lutar contra o medo, você pode observá-lo como um sintoma que vem e vai. A respiração é uma ferramenta fundamental nesses momentos. Quando o medo aparecer, tente respirar lenta e profundamente pelo nariz, segurando o ar por alguns segundos e soltando devagar pela boca. Isso ajuda a sinalizar para o cérebro que não há perigo real, desacelerando os batimentos cardíacos e reduzindo a sensação de pânico. Criar um ritual noturno de segurança também pode ser útil: evitar telas antes de dormir, tomar um banho morno, ouvir uma música tranquila pode ajudar seu corpo a entender que é hora de descansar. Outra estratégia é escrever seus pensamentos em um caderno antes de dormir. Ao colocar no papel tudo aquilo que está rodando na sua mente: medos, preocupações, dúvidas você ajuda seu cérebro a “descarregar” essa carga mental e emocional. Também é importante evitar substâncias estimulantes como café ou refrigerantes com cafeína à tarde e à noite, pois elas podem intensificar a ansiedade sem que você perceba. Se isso estiver acontecendo com frequência e comprometendo seu sono ou sua qualidade de vida, buscar ajuda profissional pode fazer toda a diferença. A psicoterapia, especialmente com abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental, pode te ajudar a entender o que está por trás desses episódios, trabalhar os pensamentos distorcidos que surgem nesses momentos e te ensinar técnicas eficazes para lidar com a ansiedade. Em alguns casos, o acompanhamento com um psiquiatra também pode ser necessário, especialmente se as crises forem muito intensas. O mais importante é saber que você não está sozinha e que o que sente tem explicação e tratamento. Ansiedade não define quem você é, e com o apoio certo, é totalmente possível recuperar sua paz e voltar a dormir com tranquilidade.
-
Olá boa tarde Queria tirar uma dúvida Meu filho ,ele é muito desatento, esquece facilmente das c
Olá boa tarde
Queria tirar uma dúvida
Meu filho ,ele é muito desatento, esquece facilmente das coisas, não vai bem na escola, e eu e o pai dele cobramos muito dele ,pelo fato da gente trabalhar não conseguimos seguir a rotina dele, ele fica com minha mãe, e quando chegamos em casa sempre cobramos muito dele,ele não lembra de fazer tarefas ele não lembra que o professor faltou que semana que vem tem provas,se eu pedir para que ele faça 3 coisas ele só faz uma e esquece das outras, duas professoras e uma psicopedagoga,falou que era preguiça, mas,ontem mesmo ele me falou ,que tenta melhorar mas não consegue e não sabe explicar porque, o que devo fazer.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
"Olá, boa tarde. Obrigado por compartilhar sua preocupação; é visível o quanto você se importa com o bem-estar e o desenvolvimento do seu filho. O que você descreve não deve ser interpretado apenas como 'preguiça', principalmente quando a própria criança verbaliza que tenta melhorar, mas não consegue entender o porquê. Isso já nos mostra que há um sofrimento real envolvido. Esquecimentos frequentes, dificuldades para manter a atenção, baixa organização, e rendimento escolar insatisfatório; principalmente quando não há intencionalidade nisso; podem estar associados a diferentes fatores. Entre eles, destacam-se dificuldades no funcionamento de áreas cognitivas importantes conhecidas como funções executivas (como a capacidade de sustentar a atenção, memória de trabalho, foco atencional e regulação emocional). E tudo isso pode sim impactar diretamente a rotina escolar e familiar. Por isso, o mais adequado neste momento seria realizar uma avaliação neuropsicológica. Essa avaliação é feita por um(a) psicólogo(a) especializado(a) e tem como objetivo identificar o perfil cognitivo, atencional, emocional e comportamental da criança. Ela nos ajuda a entender se há sinais de transtornos como TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade), disfunções executivas, dificuldades específicas de aprendizagem, entre outros. A partir dessa avaliação, será possível traçar um plano de intervenção mais preciso e justo, que leve em consideração o que seu filho realmente consegue fazer e não apenas o que se espera dele. Isso também ajuda vocês, como pais, a ajustar as formas de cobrança e apoio, de maneira mais acolhedora e eficaz. Importante também observar que a sobrecarga de tarefas e a ausência de rotina estruturada (por causa da dinâmica familiar, que é totalmente compreensível) pode agravar os sintomas de desatenção. Com o suporte certo, é possível construir estratégias que funcionem mesmo dentro das limitações de tempo de vocês. Sugiro que vocês procurem um(a) neuropsicólogo(a) para dar início a essa avaliação. Seu filho não precisa passar por isso sozinho e vocês não precisam enfrentá-lo com culpa ou frustração, mas sim com compreensão e ferramentas adequadas."
-
Quais alterações do pensamento podemos ter? .
Quais alterações do pensamento podemos ter? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ola, podemos apresentar alterações de forma (curso) ou de conteúdo. As alterações de forma dizem respeito ao modo como o pensamento se organiza e se expressa independente do conteúdo ex: fuga de ideias; pensamento acelerado; lentificação; desagregação; perseveração; etc. Já as alterações de conteudo se referem a ideias, crenças e convicções patológicas ou delirantes: delírios, ideias deliróides ou delirantes; obsessões; ruminação; fobias; ideias de referência; ideias paranóides/persecutórias/grandeza/autoacusatórias.
-
Diferenças entre problemas neuropsiquiátricos e transtornos de pensamento ?
Diferenças entre problemas neuropsiquiátricos e transtornos de pensamento ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá; os problemas neuropsiquiatricos envolvem tanto alterações neurológicas quanto psiquiátricas, afetam o cerebro biologicamente; tem uma origem neurobiológica e os sintomas psiquiatricos sao secundários a disfunção neurológica (que frequentemente tem uma causa identificavel) normalmente vem acompanhados de alterações cognitivas e comportamentais (ex: epilepsia, TCE, demencias, encefalite, MF). Já os transtornos do pensamento sao condições psiquiatricas onde há alteração no conteúdo e na forma do pensamento, geralmente os exames de imagem vem normais, sua origem é funcional ainda que haja uma vulnerabilidade neurobiológica. ex: Esquizofrenia, TD, esquizoafetivos, etc.
-
Os distúrbios psiquiátricos e doenças neurológicas têm mesma base genética ?
Os distúrbios psiquiátricos e doenças neurológicas têm mesma base genética ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá; os disturbios psiquiatricos e as doenças neurológicas podem compartilhar algumas sobreposições genéticas, mas não tem exatamente a mesma base genética. As doenças neurológicas geralmente envolvem alterações estruturais ou funcionais detectáveis no SNC. Já os Transtornos psiquiatricos envolvem alterações funcionais mais sutis e difusas, sem ou com poucas lesões visíveis nos exames de imagem, mas com forte influencia genética e ambiental. Algumas das variantes genéticas de risco estao presentes tanto em transtornos psiquiatricos quanto em doenças neurológicas. Há uma sobreposição em condições que envolvem o neurodesenvolvimento e funcionamento das sinapses neuronais, mas há diferenças importantes nas origens, expressões e estruturas genéticas entre os Disturbios Psiquiatricos e as Doenças neurologicas.
-
Gostaria de saber se toda avaliação neuropsicológica acompanha um plano de reabilitação neuropsicoló
Gostaria de saber se toda avaliação neuropsicológica acompanha um plano de reabilitação neuropsicológica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Nem toda avaliação neuropsicologica acompanha um plano de reabilitação. As avaliações com finalidade diagnóstica ou periciais normalmente não incluem um plano. Normalmente fazemos um plano de reab em demandas neurológicas (AVC, TCE) ou quando solicitado pelo médico ou terapeuta com a finalidade de orientação para intervenção.
-
Conheci uma pessoa incrível e estamos vivendo algo intenso e muito bom. Mas antes de assumir um rela
Conheci uma pessoa incrível e estamos vivendo algo intenso e muito bom. Mas antes de assumir um relacionamento sério, ela quer saber se eu quero ter filhos um dia.
Eu realmente não sei responder e não quis mentir para ela, fui sincero e disse que tenho dúvidas.
Como devo refletir sobre esse assunto? Como atingir o auto conhecimento necessário para saber se quero ter filhos um dia? Qual tipo de ajuda profissional eu posso precisar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esse tipo de dúvida, querer ou não ter filhos é muito comum e muitas pessoas não tem uma resposta pronta sobrer isso. As razões podem ser insegurança financeira ou emocional; conflitos entre liberdade pessoal e responsabilidade parental; falta de contato com crianças ou modelos positivos de parentalidade; ambivalência entre desejo individual e expectativas do outro. Para responder a essa pergunta é necessário um autoconhecimento profundo, entender as próprias motivações e projetar de forma honesta o tipo de vida que você quer viver. É importante pensar o que você sente a respeito de crianças e filhos; como vc vê pessoas com filhos hoje; quais medos e resistencias surgem em você ao pensar em ser pai; o que vc imagina que um filho traria de bom ou dificultaria sua vida; investigue o que vc valoriza na vida (iberdade, cuidado, amor, legado, conexao, independencia); ter filhos ajuda ou atrapalha seus valores? A terapia individual com um psicologo pode te ajudar a explorar seus medos, bloqueios e expectativas (se houver); compreender sua historia de vida e como ela influencia sua visao sobre ser pai; encontrar respostas mais autenticas para você.
-
Qual é a diferença entre Avaliação Neuropsicológica e Avaliação Neurocognitiva?
Qual é a diferença entre Avaliação Neuropsicológica e Avaliação Neurocognitiva?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação neuropsicológica costuma ser mais ampla e abarca além da esfera cognitiva (memoria, atenção, linguagem, funções executivas) a avaliação dos aspectos emocionais, comportamentais e adaptativos e é feita por neuropsicólogos. A avaliação neurocognitiva pode ser feita por vários profissionais da area da saude e se utiliza de instrumentos que não sao de uso exclusivo do psicólogo.
-
Quanto tempo vale um laudo neuropsicológico? .
Quanto tempo vale um laudo neuropsicológico? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Dentro do contexto clínico (médico, psicológico, escolar) a validade é de 1 a 2 anos posto que as funções cognitivas podem variar com o tempo (desenvolvimento, envelhecimento, doenças, intervenções); quando o paciente apresenta novas queixas ou ocorrem mudanças é necessário reavaliar. No contexto jurídico vale de 6 meses a 1 ano). Crianças e adolescentes normalmente 1 ano. Ou seja depende do contexto e da orientação terapêutica ou médica.
-
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é considerado Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Defi
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é considerado Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não. Embora o TEA e o DI façam parte dos Transtornos do Neurodesenvolvimento (que ocorrem ao longo do desenvolvimento) são neurodivergencias distintas e apresentam condições diferentes. Pessoas com TEA podem apresentar inteligencia normal ou acima da média; no caso da DI a inteligência é limítrofe ou inferior. Pessoas com TEA vão apresentar problemas na comunicação social e comportamentos repetitivos. Ambos afetam o desenvolvimento mas de modos distintos. Existe uma porcentagem grande de pessoas que possuem ambos os diagnósticos portanto eles podem coexistir.
-
O QI é uma representação precisa da inteligência? .
O QI é uma representação precisa da inteligência? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Trata-se de uma medida válida porém limitada posto que representa alguns aspectos da inteligência mas não a inteligência como um todo. Os principais testes de QI tem provas de raciocínio lógico visual e verbal, memória de trabalho; velocidade de processamento, aspectos atencionais; essa medida é util para estimar o funcionamento intelectual geral, entretanto nao avalia a criatividade; inteligência emocional e talentos específicos (que também são tipos de inteligência). Por isso uma avaliaçào neuropsicólogica vai muito além do resultado de um QI.
-
Qual é a Importância da Avaliação Neuropsicológica na Identificação do Transtorno do Desenvolvimento
Qual é a Importância da Avaliação Neuropsicológica na Identificação do Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (TDI) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação ajuda para entender o funcionamento cognitivo e emocional da pessoa. Com a avaliação é possível se observar as facilidades e dificuldades específicas e o grau da dificuldade. Também serve como diagnóstico diferencial de outros quadros e para identificação de comorbidades.
-
Gostaria de saber o porquê as pessoas com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Int
Gostaria de saber o porquê as pessoas com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual) são imaturas mentalmente ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O desenvolvimento emocional depende da cognição; tarefas como entender nossos próprios sentimentos e do outro; controlar os impulsos; interpretar o que as pessoas estão sentindo; adiar recompensas, tolerar frustração etc. exigem habilidades cognitivas. Quem tem DI vai apresentar dificuldade e resolver conflitos internos; identificar e nomear as emoções; exercer autocontrole e entender situações sociais. O desenvolvimento intelectual e emocional costumam estar interligados.
-
Quais fatores influenciam o Desenvolvimento Cognitivo Infantil?
Quais fatores influenciam o Desenvolvimento Cognitivo Infantil?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Fatores biológicos (genética); condições neurológicas ou síndromes genéticas ou adquiridas; ambientais; uso de substancias (alcool, drogas, tabaco, medicação); problemas na gestação e parto (prematuridade, baixo peso, sofrimento fetal, intercorrencias, infecçoes congenitas, disturbios metabólicos) fatores nutricionais (ferro e vitaminas); e sociais (falta de estímulos - interação, brincadeiras, jogos, leitura, exploração do ambiente); vinculos afetivos seguros e estabilidade emocional dos cuidadores; oportunidades educacionais; nivel de escolaridade dos pais; estimulos culturais; autoestima e saúde mental da criança.
Perguntas frequentes
-
Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou
Boa tarde, tudo bem?
Não sei te responder exatamente sobre a…