Perguntas do paciente (1079)
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Existe tratamento para o Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual) ?
Existe tratamento para o Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, os tratamentos visam promover autonomia, o desenvolvimento e a qualidade de vida. Pode-se estimular funções cognitivas preservadas, melhorar a comunicação e as habilidades sociais; aumentar a autonomia nas atividades de vida diária; reduzir comportamentos desadaptativos, inserir a pessoa no contexto social, melhorar a autoestima; dar suporte a família. Tratamentos como fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicomotricidade, psicopedagogia para estimular a linguagem, coordenação, aprendizagem e cognição; independencia ; etc.
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Quando os pensamentos intrusivos nao me assustam mais significa que eu concordo com eles? Antes eu
Quando os pensamentos intrusivos nao me assustam mais significa que eu concordo com eles?
Antes eu sofria demais com esses pensamentos, eles me davam ataques de pânico, ansiedade. Agora percebo que eles nao me causam tanto medo, e por causa disso eu fico me questionando direto se eu concordo com eles ou nãoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma pergunta muito comum e muito importante especialmente para quem enfrenta pensamentos intrusivos como parte de quadros de TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) ou de ansiedade intensa. O fato de os pensamentos intrusivos não te causarem mais tanto medo NÃO significa que você concorda com eles.Muito pelo contrário. O que está acontecendo, possivelmente, é um sinal de que você está se desensibilizando; ou seja, que o seu cérebro está deixando de reagir com tanta ansiedade, e isso pode ser resultado de um processo natural de adaptação, exposição, ou até do próprio amadurecimento emocional. Pensamentos intrusivos são ideias, imagens ou impulsos que surgem na mente de forma involuntária, indesejada e desconectada da sua vontade real. O grande problema não é ter esses pensamentos mas a interpretação que a pessoa faz deles. A pessoa pode começar a pensar: “Se eu pensei isso, será que sou uma pessoa ruim?” “Se não fiquei tão mal com isso, será que concordo?” Esse tipo de dúvida é característica do TOC: uma busca exaustiva por certeza moral, controle absoluto e pureza de pensamento — o que, infelizmente, não é possível alcançar racionalmente, porque a mente humana é naturalmente caótica, simbólica e complexa. O que mudou, então? Você pode ter desenvolvido, mesmo que sem perceber, uma tolerância maior ao desconforto causado por esses pensamentos. Isso é algo positivo. Significa que seu cérebro deixou de ver esses pensamentos como ameaça imediata. Você parou de alimentar o ciclo de medo → evitação → alívio → reforço.
A intensidade da resposta emocional reduziu, mas isso não muda em nada o seu valor, caráter ou concordância com o conteúdo do pensamento. A armadilha é: "Se não estou sofrendo tanto como antes, será que estou indiferente? Será que estou começando a gostar do pensamento?" Não. Isso é só mais um pensamento intrusivo, disfarçado de dúvida moral. O conteúdo do pensamento continua absurdo, mas agora o seu sistema de alarme interno parou de soar com o mesmo volume. Não busque certezas absolutas sobre se você “concorda ou não”, isso alimenta o ciclo obsessivo. Continue praticando aceitação da presença do pensamento sem lutar contra ele: “ok, esse pensamento veio de novo... e tudo bem.” Se você estiver em terapia, compartilhe esse novo estágio com seu(a) psicólogo(a). Pode ser o momento ideal para trabalhar prevenção de recaída e fortalecimento da aceitação da incerteza. Você não é o que pensa. Pensamentos são só eventos mentais, não são verdades, não definem caráter. O seu incômodo inicial, e agora a reflexão sobre a ausência dele, mostram que você continua com consciência crítica e valores claros e isso é o que importa.
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Como identificar uma pessoa que não tem maturidade emocional?
Como identificar uma pessoa que não tem maturidade emocional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
OLÁ; "Pessoas com imaturidade emocional costumam ter dificuldade para lidar com frustrações, reagem de forma impulsiva ou exagerada, evitam assumir responsabilidades e muitas vezes culpam os outros por seus erros. Também podem buscar validação o tempo todo, ter relações instáveis e dificuldade em reconhecer ou expressar o que sentem. Isso não significa que a pessoa é ruim; apenas que ainda não desenvolveu certas habilidades emocionais, que podem ser trabalhadas e amadurecidas com ajuda, especialmente na terapia." Abraço.
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Como lidar com adultos que demonstram imaturidade emocional e se comportam como adolescentes por cau
Como lidar com adultos que demonstram imaturidade emocional e se comportam como adolescentes por causa disso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Lidar com adultos que apresentam imaturidade emocional e que, por isso, agem como adolescentes pode ser bastante desafiador, especialmente quando há vínculos afetivos próximos, como familiares, parceiros ou colegas de trabalho. Esses comportamentos geralmente envolvem impulsividade, dificuldade em ouvir críticas, necessidade constante de validação, vitimismo ou fuga de responsabilidades. O primeiro passo é reconhecer que, apesar da idade cronológica, nem todos amadurecem emocionalmente no mesmo ritmo. Muitas dessas pessoas não desenvolveram recursos internos para lidar com frustrações, conflitos ou emoções complexas e tendem a reagir com mecanismos que lembram fases anteriores do desenvolvimento. Isso não justifica comportamentos tóxicos, mas ajuda a entender que há um limite real na capacidade de resposta emocional desses adultos.Algumas estratégias úteis para lidar com isso: Estabeleça limites claros e firmes: Pessoas emocionalmente imaturas tendem a testar os limites das relações. Não ceda ao impulso de ceder sempre ou tentar “educá-las” pela insistência. Ser firme e respeitoso é mais eficaz do que confrontar com raiva ou sarcasmo. Evite entrar em jogos emocionais: Muitas vezes essas pessoas provocam reações dramáticas, manipulativas ou passivo-agressivas. Manter a calma e não embarcar na escalada emocional ajuda a não reforçar o padrão. Não personalize os comportamentos: Lembre-se: a reação do outro diz mais sobre ele do que sobre você. Se ele reage com birra, ironia, negação ou agressividade, isso não define o seu valor, mas revela as dificuldades dele. Comunique-se de forma assertiva: Fale de forma clara, direta e respeitosa sobre como você se sente diante de certos comportamentos. Evite acusações; use a linguagem do tipo: “Quando isso acontece, eu me sinto... Evite a posição de “salvador. Tentar consertar ou “educar” o outro a qualquer custo pode te esgotar emocionalmente. Você pode oferecer apoio e incentivo à mudança, mas não é sua responsabilidade promover o amadurecimento do outro. Incentive o autoconhecimento: Se houver abertura, sugerir psicoterapia pode ser um caminho. Muitas pessoas imaturas não reconhecem seu padrão de funcionamento, e o espaço terapêutico pode ajudá-las a desenvolver essas habilidades. Por fim, cuide de você nesse processo. Relacionar-se com alguém emocionalmente imaturo pode ser desgastante e, às vezes, frustrante. É importante manter seus próprios limites, preservar sua saúde emocional e, se necessário, buscar apoio terapêutico também para você."
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Quais são os sinais de uma pessoa imatura emocionalmente?
Quais são os sinais de uma pessoa imatura emocionalmente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A maturidade emocional não está ligada à idade cronológica, mas sim à capacidade de lidar com as próprias emoções, estabelecer vínculos saudáveis e responder aos desafios da vida de forma equilibrada. Pessoas com imaturidade emocional costumam apresentar alguns sinais que refletem dificuldades no autoconhecimento, na regulação emocional e na relação com os outros. Alguns desses sinais incluem: Dificuldade de lidar com frustrações. Reações desproporcionais quando algo dá errado (explosões de raiva, birra, fuga, vitimismo). Tendência a culpar os outros pelos próprios sentimentos ou fracassos. Incapacidade de autorreflexão. Dificuldade em reconhecer os próprios erros ou limitações. Resistência a feedbacks, mesmo quando construtivos. Age com base no impulso, sem considerar as consequências. Mudanças bruscas de humor ou dificuldade de manter estabilidade emocional. Dificuldade em manter relações saudáveis e respeitosas. Comportamentos possessivos, dependência emocional, ciúmes excessivos ou dificuldade de empatia. Necessidade constante de aprovação externa. Baixa tolerância à rejeição ou crítica.. Busca constante por validação, muitas vezes com medo de desagradar.Evitação de responsabilidades.Tendência a se esquivar de compromissos, tomar decisões importantes ou assumir consequências. Pode ter um discurso do tipo: “Não consigo lidar com isso agora”, ou transferir a responsabilidade para outras pessoas. Esses sinais podem surgir por diversos motivo; história de vida, traumas, ausência de modelos saudáveis na infância, insegurança, entre outros. E é importante destacar que todos nós, em algum momento, podemos agir de forma imatura emocionalmente. O problema é quando esse padrão se repete e gera sofrimento ou conflitos recorrentes. A boa notícia é que a maturidade emocional pode ser desenvolvida. A psicoterapia é um espaço privilegiado para isso: ali, a pessoa aprende a identificar suas emoções, refletir sobre comportamentos, lidar com frustrações e construir relações mais saudáveis consigo mesma e com os outros.
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O Quociente de Inteligência (QI) é Fixo? Ou pode Mudar?
O Quociente de Inteligência (QI) é Fixo? Ou pode Mudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O QI não é totalmente fixo, ele pode mudar ao longo da vida posto que ele não mede essencias imutáveis mas sim o que uma pessoa pode fazer em determinadas situações. O QI avalia a inteligencia fluida (nascemos com ela e nao depende de linguagem ou escolarização) e a cristalizada, além de aspectos das funções executivas (memória operacional e velocidade de processamento. A inteligencia cristalizada depende de escolarização e estimulos. O cérebro em desenvolvimento é altamente influenciado por estímulos ambientais (qualidade educacional, estimulo familiar, nutrição, etc) o que pode aumentar ou nao o QI. A partir de uma certa idade (por volta dos 35 anos) também começamos a perder habilidades de funções executivas o que pode interferir. Fatores emocionais como depressao e ansiedade podem alterar temporariamente o valor do QI. Mesmo os testes mais renomados tem uma taxa de 95% de acerto e podem variar.
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Qual é a diferença entre deficiência intelectual e inteligência limítrofe ?
Qual é a diferença entre deficiência intelectual e inteligência limítrofe ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Anteriormente o diagnóstico de Deficiencia intelectual era considerada quando com o QI abaixo de 70 e o limítrofe entre 70 e 84. Atualmente para considerarmos DI deve haver além do déficit no funcionamento intelectual um déficit no funcionamento adaptativo com prejuízo importante na autonomia, nas atividades da vida diária e na socialização. Em limitrofes o prejuízo adaptativo é leve ou dentro do esperado, com dificuldades em situações de maior exigência. A DI se caracteriza por um comprometimento significativo do funcionamento intelectual (raciocínio, resolução de problemas, planejamento, etc.) em conjunto com prejuízo no funcionamento adaptativo, ou seja, dificuldades reais no cotidiano: comunicação, higiene, uso de dinheiro, organização, etc. Exige acompanhamento. O Limítrofe refere-se a um nível abaixo da média, mas não chega a ser uma deficiência e o funcionamento adaptativo geralmente é suficiente para a autonomia. Podem apresentar dificuldades escolares mas aprendem com mais tempo e suporte a ser autônomas na vida adulta. Pessoas com inteligência limítrofe não têm DI, mas podem ser tratadas de forma inadequada se não forem compreendidas. Precisam de apoio para alcançar seu potencial, especialmente em escolas e no trabalho.
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Quais são as causas da redução do funcionamento intelectual de um individuo ?
Quais são as causas da redução do funcionamento intelectual de um individuo ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Podem ter causas genéticas (sindromes); problemas metabólicos (fenilcetonuria, hipotireodismo congenito); causas pré natais (infecções congênitas (rubeola, sifilis, toxoplasmose, etc); exposição a sustâncias tóxicas durante a gestação; desnutrição materna grave; diabetes ou hipertensão materna; durante o parto (anoxia; prematuridade; trauma); após o nascimento: infecções graves - meningite, encefalite); Traumatismo craniano; crises convulsivas; negligencia; desnutrição grave; abandono afetivo; institucionalização; falta de oportunidades educacionais e sociais. E por ultimo o avanço da idade; demencias, etc.
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Qual a diferença entre idade cronológica, biológica e psicológica?
Qual a diferença entre idade cronológica, biológica e psicológica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A idade cronológica é a quantidade de anos desde o nascimento (data de aniversário); A biológica refere-se ao estado de funcionamento do corpo em relação ao que seria esperado para a idade cronológica. Avalia o desenvolvimento físico e a condição de saúde do organismo e é influenciada por fatores genéticos, estilo de vida, etc. Já a idade psicológica está relacionada a maturidade emocional, cognitiva e comportamental da pessoa. A idade cronológica é fixa e as outras variam entre os individuos.
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Boa noite tenho um filho de 11 anos. Tenho uma preocupação a mais com ele,
Boa noite tenho um filho de 11 anos.
Tenho uma preocupação a mais com ele, ultimamente ele tem me preocupado com alguns comportamentos, que nem meu filho mais novo não faz.
1: E muito desorganizado com suas coisas.
2: Não tem cuidado com brinquedos etc.
3: Ultimamente tem tido alguns comportamentos estranhos.
Exemplo: Um certo dia fizemos um churrasco aqui em casa, depois notei que tinha uma espécie de bolha estourada em sua mão, perguntei dele oque era aquilo, ele disse que tinha colocado o dedo na brasa da churrasqueira do dia anterior pra vê oque acontecia, e depois que formou aquela bolha de queimadura ele mordeu pra vê oque ia sair de dentro.
Fora outras coisas que ele vem fazendo sem medir as consequências no final.
Ele e um menino que a gente conversa ele diz que entendeu mais no outro dia está fazendo outra coisa ou algum parecido.
E isso tem me preocupado muito oque devo fazer e com qual especialista preciso levar ele?
Alguém pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Entendo totalmente sua preocupação, e é muito importante que você esteja observando esses comportamentos do seu filho com atenção e buscando orientação adequada. O que você descreve envolve sinais que merecem uma investigação mais aprofundada, principalmente porque incluem questões relacionadas à organização, impulsividade, autorregulação e compreensão de consequências. Desorganização constante, descuido com objetos e dificuldade em manter uma rotina podem estar relacionados a desafios em funções executivas como planejamento, atenção sustentada, memória de trabalho e controle inibitório. Comportamentos de risco, como colocar o dedo na brasa e depois morder a bolha, indicam impulsividade, baixa percepção de perigo e possível busca por sensações incomuns — comportamentos que podem estar ligados a quadros como Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), questões sensoriais, ou até a transtornos do neurodesenvolvimento. A dificuldade em aplicar o que foi conversado anteriormente (ou seja, ele diz que entendeu, mas repete comportamentos inadequados no dia seguinte) pode apontar para dificuldades de generalização de regras, processamento da linguagem, ou falhas na memória operacional. Neste caso, o encaminhamento ideal é para uma avaliação neuropsicológica. Esse tipo de avaliação é feita por um(a) psicólogo(a) especializado(a) e tem como objetivo avaliar o funcionamento global do cérebro em áreas como atenção, memória, controle de impulsos, linguagem, raciocínio, percepção, comportamento e aspectos emocionais.Ela pode ajudar a responder perguntas como: Há algum transtorno do neurodesenvolvimento envolvido (como TDAH, TEA, disfunção executiva)? Ele está com o desenvolvimento esperado para a idade? O comportamento é consequência de algum fator emocional ou neurológico? Como apoiar esse menino da melhor maneira em casa e na escola. Quanto mais cedo investigarmos e compreendermos o que está por trás desses comportamentos, mais eficaz será a intervenção. Muitas vezes, uma criança com dificuldades reais acaba sendo rotulada como “desobediente” ou “desleixada”, quando na verdade está enfrentando limitações cognitivas que ela ainda não consegue nomear ou controlar. A avaliação neuropsicológica fornece um perfil detalhado de funcionamento e permite orientar a família, a escola e os profissionais de saúde com precisão — seja para intervenção psicoterapêutica, orientação pedagógica, acompanhamento psiquiátrico (se necessário), ou outras estratégias. Procure um(a) neuropsicólogo(a) infantil ou peça ao pediatra um encaminhamento para avaliação neuropsicológica. Enquanto isso, observe e anote com calma os comportamentos, datas, situações e reações dele, isso ajuda bastante na entrevista inicial. Abraço. Espero ter ajudado.
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É normal no TOC sexual vc ter um pensamento por cima de outro?
É normal no TOC sexual vc ter um pensamento por cima de outro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é muito comum no TOC com conteúdo sexual experimentar pensamentos intrusivos que se sobrepõe ou se repetem rapidamente, criando a sensaçao de de um pensamento por cima do outro; como se a mente estivesse em espiral ou caótica. A pessoa tem ideias, imagens ou impulsos involuntários, que surgem de modo súbito e que geram ansiedade e desconforto; a pessoa tenta analisar esses pensamentos, questionando, testando, revisando (ruminação) e isso cria uma cadeia de pensamentos em cima do pensamento original o que pode levar a uma confusão mental. O cérebro fica hiperativado e entre no modo de hiperatenção ao conteúdo dos pensamentos. Os pensamentos geram ansiedade o que faz com que surjam mais pensamentos tentando encontrar uma resposta ou garantir que esta tudo bem o que leva a uma sobrecarga de pensamentos (pensamento em cima de pensamento). É importante reconhecer que é apenas o TOC e pensamentos intrusivos não sao perigosos por si só. Evite responder aos pensamentos quanto mais tentar analisar pior; observe o pensamento como se fosse um ruido sem se prender a ele; busque ajuda terapeutica e/ou psiquiatrica.
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Por que existe diferença entre idade mental e idade cronológica?
Por que existe diferença entre idade mental e idade cronológica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A idade cronológica mede o tempo de vida enquanto a idade mental mede o nível de desenvolvimeno cognitivo e emocional real. A idade mental sofre influencia genética e biológica; estimulos ambientais, condições neurológicas ou transtornos neurocognitivos.
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A aprendizagem depende do processo de desenvolvimento cognitivo?
A aprendizagem depende do processo de desenvolvimento cognitivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a aprendizagem está diretamente ligada ao estágio do desenvolvimento cognitivo da criança. O aprendizado deve respeitar esse processo tornando-o mais eficaz e significativo. Para aprender a criança precisa ser capaz de sustentar a atenção por determinado periodo de tempo, compreender o que ouve ou lê; reter informações; relacionar ideias e planejar ações e solucionar problemas e tudo isso depende da maturação cerebral.
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Quais são os aspectos psicológicos que influenciam o processo de ensino-aprendizagem?
Quais são os aspectos psicológicos que influenciam o processo de ensino-aprendizagem?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os principais aspectos são; a motivação (desejo de aprender); o estado emocional (estresse, ansiedade, tristeza prejudicam a concentração e memória; emoções positivas facilitam a aprendizagem); amplitude atencional; autoimagem e autoestima; vinculos seguros com professores e ambiente favorável dão suporte emocional que favorece o aprender.
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Como o Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (TDI) afeta o aprendizado?
Como o Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (TDI) afeta o aprendizado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O TDI afeta o aprendizado as habilidades cognitivas básicas necessárias para adquirir, processar e armazenar informações e usá-las de modo eficaz está comprometida. Tem dificuldade de planejamento, resolução de problemas, manter o foco, inibir impulsos, organizar as tarefas o que resulta em dificuldade em seguir etapas, resolver atividades sozinha ou manter a atenção ao longo do tempo e interfere na compreensão, expressão e interpretação de dados.
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As altas habilidades/superdotação são consideradas um transtorno do neurodesenvolvimento?
As altas habilidades/superdotação são consideradas um transtorno do neurodesenvolvimento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não as (AH/SD) não são consideradas um Transtorno do Neurodesenvolvimento, mas são uma condição de desenvolvimento atípico, caracterizadas por um funcionamento acima da média e uma ou mais áreas; capacidade intelectual;criatividade; habilidades academicas específicas; liderança; talento artistico ou psicomotor. No Brasil as AH/SD são reconhecidas como necessidades educacionais especiais e não transtorno.
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Como ocorre a aprendizagem da pessoa com deficiência intelectual?
Como ocorre a aprendizagem da pessoa com deficiência intelectual?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As pessoas com DI necessitam de um ensino adaptado. O curriculo deve conter objetivos realistas e individualizados; uso e materiais visuais e manipulativos (concretos); estratégias de ensino funcional e prático e reforço positivo constante.
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Qual a diferença entre neurotípico e neurodivergente?
Qual a diferença entre neurotípico e neurodivergente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Neurotípicos são pessoas cujo desenvolvimento neurológico, cognitivo e comportamental segue os padrões esperados ou típicos da maioria da população. Neurodivergentes são indivíduos cujo funcionamento neurológico diferencia-se da média da população, seja na cognição, comportamento, atenção, linguagem, percepção ou interação social. São considerados neurodivergentes pessoas com TDAH; TEA; Dislexia; Discalculia; DI; Altas Habilidades/Superdotação, etc. Neurodivergencia nao é doença e sim uma forma diferente de funcionamento mental. O termo valoriza a diversidade neurológica humana. Envolve formas unicas de perceber, sentir, pensar e raciocinar com o mundo.
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Olá, tudo bem? Tenho uma dúvida e gostaria de uma orientação. Estou em tratamento pelo CAPS há um a
Olá, tudo bem?
Tenho uma dúvida e gostaria de uma orientação. Estou em tratamento pelo CAPS há um ano, faço terapia individual e participo do grupo de impulsividade. Minha psicóloga está querendo espaçar os atendimentos para quinzenais e, depois, me deixar apenas no grupo.
Mas eu não me sinto preparada para isso. Tenho diagnóstico de Borderline e TDAH, e acredito que meu tratamento precisa de um acompanhamento mais contínuo. Já tentei conversar sobre isso, mas a resposta que recebi não me pareceu muito coerente.
Gostaria de entender melhor se isso realmente faz sentido para o meu caso ou se posso pedir para continuar com os atendimentos individuais semanais.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
"Essa dúvida é muito compreensível, e é natural que você se sinta insegura ao receber uma proposta de alta; principalmente quando ainda carrega um diagnóstico e não se sente preparada. Mas é importante lembrar que, mesmo diante do diagnóstico, cada terapeuta avalia o caso com base na evolução clínica, na capacidade de enfrentamento atual e no quanto a pessoa já consegue seguir com autonomia fora do setting terapêutico. A decisão por espassar as sessões e dar alta não significa negar ou minimizar o diagnóstico, mas pode indicar que, no momento, você está em uma fase mais estável e com recursos suficientes para lidar com os desafios do dia a dia. Ainda assim, essa é uma decisão individual de cada profissional, baseada na percepção clínica que ela tem do seu processo. Por isso, só a sua terapeuta poderá te explicar com clareza os motivos que a levaram a considerar a alta neste momento. O mais importante agora é você falar abertamente sobre esse medo de interromper as sessões. A terapia é justamente o lugar para isso para falar sobre inseguranças, medos, dependência, e até sobre a relação terapêutica em si. Expressar esse receio pode, inclusive, ajudar a terapeuta a avaliar se é o momento certo ou se seria mais saudável manter os encontros por mais algum tempo. E lembre-se: alta não significa um 'adeus definitivo'. Se você perceber que não está bem ou que precisa retomar, você pode e deve procurar novamente o atendimento. Ter alta não é falhar ao voltar, é reconhecer quando precisa de suporte novamente. Isso também faz parte do processo terapêutico e da sua autonomia emocional."
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Tenho 15 anos, me sinto frequentemente nervoso, irritado, ou vivendo no automático, tenho dificuldad
Tenho 15 anos, me sinto frequentemente nervoso, irritado, ou vivendo no automático, tenho dificuldades para ir para escola (tenho crise quase sempre la), não sei exatamente porque mas apenas pensar ou falar a palavra é o suficiente para me fazer passar mal e vomitar, não tenho problemas la mas estou pensando diariamente em abandonar, não consigo aprender, as vezes quando estou la só quero fugir, isso tambem acontece quando estou em casa, as vezes quero sair (mesmo que estejamos bem la), não tenho exatamente problemas com meus pais, mas não sinto uma forte aversão a pessoas tentando entrar na minha vida ou fazer acordos comigo, mesmo sabendo que são para me ajudar. Me afasto das pessoas sem um motivo específico, a primeira impressão geralmente é a que fica, não mudo meus pensamentos com facilidade. Deixei de falar com minha melhor amiga a meses mesmo que eu ainda ame ela e me preocupe, não sei porque fiz isso. Sei que as coisas são igualmente difíceis para todos e não queria me sentir assim. Não gosto nem pretendo me expor a situações desconfortáveis mas as vezes penso em coisas extremas para resolver um problema pequeno, como chegar ate a pensar em me machucar ou pior. Eu odeio quando me obrigam a fazer algo e isso me faz perder o interesse, não gosto de livros de alto ajuda, nem de pessoas que vivem falando sobre saúde, não gosto de exageros. Criação (tanto para os pais, quanto para os filhos) me parece um castigo. As vezes só penso em andar sem rumo e nunca mais voltar, tenho uma alta dificuldade em me expressar e dizer oque estou sentindo sem parecer defencivo de mais, tenho sentido ansiedade todos os dias o dia todo des de quando acordo, a melhor parte do meu dia é quando vou dormir, mesmo assim não exatamente "gosto disso".
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigado por confiar esse desabafo tão sincero. O que você está vivendo não é frescura, nem exagero; é sofrimento real, e precisa ser escutado com cuidado, sem julgamento. O que você descreve envolve muitos sinais importantes: Ansiedade constante, crises na escola e pensamentos extremos; Sentimentos de desconexão, afastamento de pessoas queridas sem motivo claro; Dificuldade para se expressar, sensação de estar vivendo no automático; Evitação de situações desconfortáveis e uma aversão a controle ou imposições; Vontade de desaparecer, dormir para escapar da realidade e um certo cansaço emocional de tudo. Esses sinais podem indicar um quadro de ansiedade severa, depressão ou alguma condição que afete o modo como você percebe e sente o mundo. Nenhuma dessas coisas define quem você é mas são pistas de que você está sobrecarregado, tentando dar conta de muita coisa por dentro e talvez sem ferramentas suficientes para lidar sozinho. Você disse que sabe que as coisas são igualmente difíceis para todos e não queria se sentir assim. Isso mostra que você tem consciência e empatia, mas também pode estar diminuindo a legitimidade do seu próprio sofrimento. O fato de outras pessoas também terem dificuldades não anula o que você sente e não significa que você precise aguentar tudo sozinho ou calado. Converse com um adulto de sua confiança a respeito de procurar um psicólogo ou um profissional da saúde mental o quanto antes. Mesmo que seja difícil se abrir, mesmo que você ache que não vai saber explicar o profissional está ali justamente para te ajudar a colocar em palavras aquilo que parece confuso por dentro. Fale com um adulto de confiança (pai, mãe, tio, avó, professor) e diga que está se sentindo mal, com pensamentos que te assustam. Você não precisa dizer tudo de uma vez, mas dar esse primeiro passo é fundamental. Evite se isolar totalmente. Mesmo que você sinta aversão a pessoas tentando se aproximar, se puder manter um canal de contato com alguém (mesmo só ouvindo), isso já é um ponto de apoio emocional. E lembre-se: ter crises, evitar a escola ou se sentir esgotado emocionalmente não é sinal de fraqueza. É sinal de que você está passando por um momento muito difícil e que precisa ser cuidado.
Perguntas frequentes
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Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou
Boa tarde, tudo bem?
Não sei te responder exatamente sobre a…