Perguntas do paciente (106)
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A Disforia Sensível à Rejeição (RSD) é mais difícil de diagnosticar em pessoas com Transtorno do Des
A Disforia Sensível à Rejeição (RSD) é mais difícil de diagnosticar em pessoas com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a Disforia Sensível à Rejeição (RSD) pode ser mais difícil de identificar em pessoas com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (TDI), pois os sinais de sofrimento emocional podem ser expressos de formas menos verbais ou mais comportamentais, o que exige uma avaliação clínica cuidadosa e adaptada às capacidades cognitivas da pessoa. A sobreposição de sintomas (como impulsividade, irritabilidade ou crises emocionais) pode ser confundida com traços do próprio TDI ou com outros transtornos, como o TEA ou o TDAH.
Para um diagnóstico adequado, recomenda-se avaliação neuropsicológica com foco no perfil afetivo e cognitivo, além de acompanhamento com psicólogo com experiência em deficiência intelectual e saúde mental. A psicoterapia, especialmente com estratégias adaptadas como Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) adaptada ou intervenções baseadas em regulação emocional, pode ajudar muito. Em alguns casos, apoio psiquiátrico pode ser necessário para manejo farmacológico de sintomas severos.
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Qual o maior desafio da Disforia Sensível à Rejeição (RSD) no Transtorno do Desenvolvimento Intelect
Qual o maior desafio da Disforia Sensível à Rejeição (RSD) no Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual) “leve” ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O maior desafio da Disforia Sensível à Rejeição (RSD) no Transtorno do Desenvolvimento Intelectual leve é a dificuldade de interpretar situações sociais e regular emoções intensas, o que leva a reações desproporcionais diante de rejeições reais ou percebidas. Limitações na flexibilidade cognitiva e na comunicação dificultam a elaboração emocional e o pedido de ajuda.
Indicação: psicoterapia adaptada (ex.: TCC com foco em regulação emocional) e avaliação neuropsicológica para mapear o perfil cognitivo‑afetivo e orientar intervenções.
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A dificuldade de comunicação no Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual)
A dificuldade de comunicação no Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual) gera Disforia Sensível à Rejeição (RSD) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a dificuldade de comunicação em pessoas com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (TDI) pode favorecer reações intensas diante de rejeição percebida, contribuindo para manifestações semelhantes à Disforia Sensível à Rejeição (RSD). A limitação em expressar sentimentos e interpretar pistas sociais sutis pode gerar frustração, mal-entendidos e reações emocionais desproporcionais. Avaliação neuropsicológica e psicoterapia especializada são fundamentais para diferenciar causas, promover regulação emocional e desenvolver estratégias de enfrentamento adaptativas.
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Como a Disforia Sensível à Rejeição (RSD) afeta a escola/aprendizado no Transtorno do Desenvolviment
Como a Disforia Sensível à Rejeição (RSD) afeta a escola/aprendizado no Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Disforia Sensível à Rejeição (RSD), quando presente em pessoas com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (TDI), pode comprometer o processo de escolarização de várias formas:
1. Reações emocionais desproporcionais na sala de aula
Crianças com TDI e RSD podem interpretar críticas, correções ou até brincadeiras neutras como rejeição, respondendo com explosões emocionais, choro, agressividade ou retraimento súbito. Isso pode dificultar o vínculo com professores e colegas, gerando isolamento.
2. Prejuízo na autorregulação emocional
A hipersensibilidade à rejeição interfere na capacidade de lidar com frustrações acadêmicas (erros, notas baixas, comparações), levando à evitação de tarefas, queda na autoestima e maior dependência de reforço constante.
3. Impacto na motivação e persistência
O medo de falhar ou “desagradar” pode fazer com que o aluno evite se engajar em atividades novas ou mais desafiadoras, mesmo quando tem potencial para isso, por medo da rejeição implícita. Isso compromete o desenvolvimento das habilidades cognitivas e adaptativas.
4. Ambiente escolar como gatilho constante
Por ser um contexto altamente social e avaliativo, a escola pode ativar com frequência a percepção de rejeição, dificultando o aproveitamento escolar e aumentando o sofrimento psíquico.
Encaminhamentos recomendados:
Avaliação neuropsicológica para mapear os impactos emocionais e cognitivos; psicoterapia com foco em regulação emocional; estratégias psicopedagógicas individualizadas e formação docente para manejo emocional na escola.
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Como lidar com crises de raiva no Transtorno de Déficit de Atenção” (TDAH) ?
Como lidar com crises de raiva no Transtorno de Déficit de Atenção” (TDAH) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Crises de raiva no TDAH costumam estar ligadas à impulsividade e à baixa tolerância à frustração, devido a dificuldades no controle inibitório e na regulação emocional. Para lidar com elas:
1. Intervenção psicológica
Terapia cognitivo-comportamental (TCC) é a abordagem com maior evidência. Ensina estratégias de autorregulação, reconhecimento precoce dos sinais de irritação e técnicas de enfrentamento.
2. Treino de habilidades socioemocionais
Programas de regulação emocional e resolução de problemas ajudam a desenvolver estratégias para lidar com frustrações e organizar pensamentos antes de agir.
3. Medicação
Estimulantes (como metilfenidato) ou não-estimulantes (como atomoxetina) podem reduzir impulsividade e melhorar o controle emocional. A decisão é médica e baseada em avaliação individual.
4. Apoio familiar e psicoeducação
É importante que familiares e professores entendam o funcionamento do TDAH e saibam como intervir de forma acolhedora, evitando punições impulsivas e reforçando comportamentos positivos.
5. Avaliação neuropsicológica
Pode identificar níveis específicos de desregulação emocional, impulsividade e outras comorbidades, auxiliando no planejamento terapêutico individualizado.
Se as crises forem intensas ou frequentes, é essencial buscar acompanhamento especializado com psicólogo e/ou psiquiatra.
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. Como lidar com hipersensibilidade sensorial no dia a dia do Transtorno de Personalidade Borderline
. Como lidar com hipersensibilidade sensorial no dia a dia do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a hipersensibilidade sensorial pode se manifestar como reações exageradas a sons, luzes, toques, cheiros ou ambientes agitados, intensificando a instabilidade emocional. Isso pode piorar episódios de raiva, ansiedade, despersonalização e crises dissociativas.
Aqui vão estratégias baseadas em evidências para lidar com isso no dia a dia:
1. Mapear os gatilhos sensoriais
Use um diário ou app para identificar quais estímulos sensoriais mais incomodam (ex: luz fluorescente, sons altos, tecidos ásperos). Saber o que ativa o desconforto é o primeiro passo.
2. Adotar estratégias de regulação sensorial
Fones com cancelamento de ruído ou protetores auriculares em locais barulhentos.
Óculos escuros ou com filtro azul para ambientes com luz forte.
Roupas com tecidos neutros e etiquetas cortadas, se houver hipersensibilidade tátil.
Usar cheiros calmantes, como lavanda, ou evitar odores específicos que causam incômodo.
3. Criar rotinas de autorregulação
Incluir pausas sensoriais durante o dia com:
Exercícios de respiração profunda
Pressão profunda (cobertores pesados, massagem, etc.)
Mindfulness com foco no corpo (body scan)
Essas práticas ajudam a reduzir a reatividade do sistema nervoso autônomo.
4. Ambientes seguros e previsíveis
Ambientes organizados, com baixa estimulação visual e sonora, podem prevenir sobrecarga sensorial. Estabeleça zonas calmas em casa ou no trabalho.
5. Terapia e suporte especializado
A Terapia Comportamental Dialética (DBT) inclui técnicas para lidar com crises sensoriais e emocionais. Em alguns casos, uma avaliação neuropsicológica pode ajudar a diferenciar se há sobreposição com TEA ou TDAH, que também envolvem hipersensibilidade sensorial.
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Quais são os gatilhos sensoriais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Quais são os gatilhos sensoriais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem apresentar hipersensibilidade sensorial, especialmente quando estão emocionalmente desreguladas. Os gatilhos sensoriais mais comuns observados em estudos clínicos incluem:
Auditivos
Sons agudos ou repetitivos (sirene, campainha, gritos)
Ambientes barulhentos (multidões, trânsito)
Músicas que evocam memórias afetivas intensas
Visuais
Luzes muito fortes ou intermitentes
Ambientes visuais caóticos ou desorganizados
Multidão de estímulos visuais (lojas lotadas, redes sociais)
Olfativos
Cheiros fortes (perfumes, produtos de limpeza)
Odor associado a eventos traumáticos ou experiências afetivas intensas
Táteis
Tecidos ásperos, etiquetas, contato inesperado
Aversão ao toque em determinados contextos
Desconforto com variações de temperatura ou texturas
Gustativos
Alimentos com textura, cheiro ou sabor aversivo
Rejeição alimentar em contextos de estresse
Internos (Interoceptivos)
Sensações corporais como batimentos cardíacos acelerados, calor, frio ou fome intensa podem ser interpretadas como ameaçadoras e deflagrar crises.
Importante: esses gatilhos não são universais, mas devem ser investigados individualmente. A hipersensibilidade pode estar relacionada a alterações no processamento sensorial do sistema nervoso central e ser intensificada por traumas, histórico de negligência emocional ou experiências interpessoais intensas — muito comuns em pessoas com TPB.
A psicoterapia baseada em evidências (como DBT ou terapia focada na mentalização) é essencial para aprender a reconhecer, modular e reduzir a reatividade a esses estímulos. Avaliações neuropsicológicas também podem contribuir em casos com suspeita de sobreposição com outros transtornos sensoriais.
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Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são boas ou ruins em ler as emoções dos out
Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são boas ou ruins em ler as emoções dos outros?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) geralmente demonstram alta sensibilidade emocional e, por isso, têm boa acurácia em perceber emoções alheias, especialmente emoções negativas, como raiva, tristeza ou rejeição. No entanto, essa leitura tende a ser parcialmente distorcida pelo medo intenso de abandono ou rejeição — ou seja, a percepção pode ser mais intensa ou enviesada do que a realidade.
Estudos em neurociência apontam que indivíduos com TPB ativam com mais intensidade regiões como a amígdala diante de expressões emocionais ambíguas, o que contribui para hiperinterpretações ou reações desproporcionais. Em situações de conflito interpessoal, isso pode gerar mal-entendidos e explosões emocionais, mesmo que a pessoa de fato perceba sinais emocionais sutis.
Em resumo: pessoas com TPB têm uma boa leitura emocional, mas a interpretação dessas emoções tende a ser instável, principalmente quando envolvem relações afetivas próximas. A psicoterapia, especialmente a DBT (Terapia Comportamental Dialética), ajuda a desenvolver uma leitura mais regulada e menos reativa das emoções alheias.
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O que é a falta de propósito e como ela se relaciona com a saúde mental?
O que é a falta de propósito e como ela se relaciona com a saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A falta de propósito é a sensação de que a vida não tem sentido ou direção, e pode estar diretamente ligada à depressão, ansiedade e apatia. Ela afeta a motivação, o prazer e o envolvimento com a vida, causando sofrimento emocional. Buscar psicoterapia é fundamental para reconstruir esse sentido, alinhar ações aos próprios valores e recuperar o bem-estar.
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O que são as explosões emocionais na autoproteção no Transtorno Da Personalidade Borderline ?
O que são as explosões emocionais na autoproteção no Transtorno Da Personalidade Borderline ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As explosões emocionais na autoproteção no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são reações intensas e desproporcionais a situações que ativam o medo de abandono, rejeição ou desvalorização.
Essas explosões funcionam como uma forma de defesa emocional imediata, geralmente impulsiva, para tentar evitar dor psíquica. Do ponto de vista neurocientífico, estão ligadas à hiperatividade da amígdala (regulação do medo) e à baixa modulação do córtex pré-frontal, o que dificulta o controle da impulsividade e das emoções negativas.
A pessoa sente-se ameaçada — mesmo sem uma ameaça objetiva — e reage com raiva, choro, acusação ou fuga, não por manipulação, mas por um mecanismo automático de sobrevivência emocional. O tratamento com psicoterapia especializada, como a Terapia Comportamental Dialética (DBT), ajuda a desenvolver estratégias de regulação emocional e reduzir essas reações.
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O que é uma crise borderline? .
O que é uma crise borderline? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma crise borderline é um episódio de desregulação emocional intensa em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Nessas crises, a pessoa pode apresentar mudanças bruscas de humor, explosões de raiva, impulsividade, sensação de vazio, medo extremo de abandono, comportamentos autolesivos ou ameaças de suicídio.
Do ponto de vista neurocientífico, essas crises estão associadas à hiperatividade da amígdala (sistema de alerta) e à baixa regulação do córtex pré-frontal, dificultando o controle das emoções.
Durante uma crise, o mais importante é garantir segurança, acolhimento e limites firmes, sem julgamentos. O tratamento é feito com psicoterapia especializada, como a Terapia Comportamental Dialética (DBT), e, em alguns casos, acompanhamento psiquiátrico. A avaliação neuropsicológica pode ajudar a compreender o padrão de funcionamento emocional e guiar intervenções mais eficazes.
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O Transtorno Da Personalidade Borderline é uma forma de bipolaridade?
O Transtorno Da Personalidade Borderline é uma forma de bipolaridade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não. Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e Transtorno Bipolar são condições diferentes, embora possam apresentar sintomas parecidos, como mudanças de humor e impulsividade.
O TPB envolve instabilidade emocional rápida e reativa a eventos interpessoais, medo intenso de abandono, impulsividade, crises de identidade e comportamentos autodestrutivos. As oscilações de humor podem durar horas ou dias, com base em relações e experiências imediatas.
Já o Transtorno Bipolar é um transtorno do humor com episódios bem definidos de mania e depressão, que duram dias ou semanas, independentemente de eventos externos. A causa é neurobiológica e o tratamento é principalmente medicamentoso, com suporte psicoterapêutico.
A avaliação neuropsicológica pode ajudar a diferenciar os dois e orientar o tratamento adequado
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Oi doutores tudo bem? Queria saber se um ex paciente pode se envolver com sua ex psicóloga, claro se
Oi doutores tudo bem? Queria saber se um ex paciente pode se envolver com sua ex psicóloga, claro se ela também sentir atração. Antes da terapia eu já gostava dela e acho que ela percebeu e coincidentemente comecei a fazer terapia com ela. Nunca falei sobre isso, mais depois da terapia acabar, quando ela me der alta, posso chamar ela pra conversar depois de uns 2 meses da alta para falar sobre isso já que não a mais vínculo terapêutico e caso eu precise futuramente não vou tratar mais com ela,vou chamar outra psicóloga e caso ela tenha algum sentimento por mim ainda, porque antes da terapia já trocamos olhares e eu já gostava dela como falei, podemos ter uma amizade e quem sabe algum relacionamento amoroso depois? Claro se ela concordar e sentir o mesmo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem sim — e é muito importante a sua pergunta.
Mesmo após o fim do acompanhamento, o Código de Ética Profissional do Psicólogo (CFP) orienta que relações afetivas ou sexuais entre psicólogo e ex-paciente devem ser evitadas, especialmente se houver risco de que o vínculo anterior ainda influencie emocionalmente as partes. Isso se deve ao fato de que a relação terapêutica envolve assimetria de papéis, e os efeitos desse vínculo podem durar mesmo após o término formal da terapia.
Além disso, o Conselho Federal de Psicologia considera que o rompimento da relação terapêutica não anula automaticamente os efeitos do vínculo clínico. Por isso, mesmo após a alta, relacionamentos pessoais ou afetivos entre ex-terapeutas e ex-pacientes são eticamente delicados e podem ser questionados se houver evidências de que o vínculo terapêutico ainda impacta as decisões ou os sentimentos envolvidos.
Se você sentir necessidade de esclarecer isso, o mais adequado é procurar apoio de um novo psicólogo para elaborar esses sentimentos e avaliar o que de fato pertence ao campo do afeto real e o que pode ser resultado da transferência emocional construída na terapia.
É compreensível que exista admiração — especialmente quando o acolhimento foi significativo —, mas é essencial que qualquer passo fora do espaço terapêutico respeite os limites éticos e emocionais de ambas as partes.
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É normal mesmo namorando as vezes ter lembranças de outros sexos e sentir prazer nisso? as vezes est
É normal mesmo namorando as vezes ter lembranças de outros sexos e sentir prazer nisso? as vezes estou sozinho me masturbando ou até mesmo com meu parceiro e um pensamento surge na minha mente do nada, ou uma posição, um local me fazem lembrar.... amo muito ele e apesar de serem boas lembranças de bons sexos sinto que me tira do momento de prazer atual que também é muito bom me fazendo sentir um pouco culpado
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é normal. A mente humana é associativa, e durante momentos de excitação — como na masturbação ou na relação sexual — é comum que lembranças ou imagens de experiências passadas surjam espontaneamente, mesmo que você esteja feliz e satisfeito com seu parceiro atual. Isso não significa infidelidade emocional ou desrespeito, mas sim atividade natural do sistema de memória e prazer.
Do ponto de vista neurocientífico, áreas como o hipocampo (memória) e o sistema límbico (emoções e prazer) podem ser ativadas por estímulos sensoriais, visuais, posturas ou situações semelhantes às já vividas, trazendo lembranças antigas sem intenção consciente. Isso é automático e não precisa ser motivo de culpa.
Se essas lembranças estiverem frequentes a ponto de atrapalhar o vínculo com seu parceiro ou causarem sofrimento, pode ser útil conversar com um psicólogo para entender melhor como lidar com isso e até reforçar sua presença no momento atual. Mas sentir prazer nessas lembranças, quando surgem sem intenção, não te torna menos fiel ou menos amoroso. É apenas sinal de que sua mente guarda histórias — e isso é humano.
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Oii, tenho 19 anos, esses dias eu conversei com uma garota em uma rede social, ela tinha gostos pare
Oii, tenho 19 anos, esses dias eu conversei com uma garota em uma rede social, ela tinha gostos parecidos com o meu, eu acabei me apaixonando por ela, mas perdi o contanto, meu celular de um bug, e agora não há encontro mais, ela mora na minha cidade, tenho esperança de encontrar ela, mas no momento eu não paro de pensar nela, e nem conseguindo dormir estou mais, nunca pensei que eu pudesse sentir tanta paixão assim, não sei oque fazer, por favor me ajude
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem? O que você está sentindo é real, intenso e legítimo, especialmente nessa fase da vida em que as conexões emocionais são profundas e marcantes. Você viveu uma experiência de identificação rara — encontrar alguém com quem se sentiu compreendido e conectado — e, por isso, a perda repentina desse contato está gerando uma mistura de paixão, frustração e idealização.
Do ponto de vista psicológico, é natural que, quando algo é interrompido sem desfecho, o cérebro fique tentando resolver ou completar aquilo, o que ativa o sistema de recompensa e gera ruminação (pensamentos repetitivos). Isso explica a dificuldade de dormir e a fixação.
O mais importante agora é acolher o que você sente sem se julgar, mas também colocar limites saudáveis para não se prender a uma fantasia que pode te afastar da realidade e da sua própria rotina. Pode ser que um dia vocês se reencontrem, mas sua vida não pode ficar em pausa por algo que, por ora, está fora do seu controle.
Procure desabafar com alguém de confiança ou até conversar com um psicólogo, que pode te ajudar a elaborar esse luto emocional e reconectar com outras experiências e relações possíveis. Paixão é forte, mas não precisa te paralisar — ela também pode ser um ponto de partida para se conhecer melhor e crescer. Você não está sozinho.
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Eu gosto de ser a parte frágil e dominado pela parceira, mas vejo que muitas pessoas acham que eu nã
Eu gosto de ser a parte frágil e dominado pela parceira, mas vejo que muitas pessoas acham que eu não faço o meu "papel de homem" isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é normal e absolutamente legítimo que você tenha esse tipo de preferência dentro de uma relação, desde que haja consentimento, respeito mútuo e bem-estar emocional. O que você descreve está relacionado a dinâmicas de afeto, identidade e desejo, que variam amplamente entre as pessoas.
A ideia de que o homem deve ser sempre dominante ou emocionalmente invulnerável é uma norma social ultrapassada, sustentada por padrões culturais que desconsideram a diversidade emocional e relacional das pessoas. Do ponto de vista psicológico e neurocientífico, expressar vulnerabilidade e buscar segurança afetiva em papéis menos tradicionais não representa fraqueza, e sim autenticidade e maturidade emocional.
Se isso te causa conflito interno ou medo de julgamento, a psicoterapia pode ajudar a fortalecer sua autoestima, desconstruir padrões rígidos de gênero e viver sua afetividade de forma mais livre e saudável. Você não está errado por ser quem é — pelo contrário, reconhecer suas necessidades emocionais é um sinal de autoconhecimento.
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Ja faz 10 anos q eu terminei um relacionamento, de forma abrupta sem pensar, hoje já tenho marido e
Ja faz 10 anos q eu terminei um relacionamento, de forma abrupta sem pensar, hoje já tenho marido e tenho uma filha, porem ainda continuo sonhando com o meu ex namorado e quando acordo sinto uma saudade tão grande e uma tristeza sem igual, não o vejo também a mas de 10 anos, gostaria de saber o porquê isso acontece, pois as vezes parece q lá no fundo ainda amo ele. Sinto saudades,.mas sei q já passou, q nada daquilo existe mas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você sente provavelmente está ligado a uma elaboração emocional incompleta. Terminar um relacionamento de forma abrupta, sem tempo para refletir ou encerrar afetivamente, pode fazer com que certas lembranças fiquem “abertas” na mente, especialmente se houve vínculo profundo.
Os sonhos e a saudade não significam necessariamente que você ainda ama essa pessoa, mas que seu cérebro emocional ainda guarda marcas dessa experiência. Pode ser saudade do que você viveu, da fase da vida, ou até da versão de si mesma que existia naquele tempo.
A neurociência mostra que memórias afetivas, especialmente as não processadas, podem ser reativadas em momentos de transição, cansaço emocional ou questionamento interno — mesmo com a vida atual bem estruturada.
Se esses sentimentos estão te causando sofrimento ou confusão, a psicoterapia pode ajudar a compreender e integrar esse passado de forma saudável, sem culpa ou negação. Você não está “presa” ao ex, mas talvez a uma parte da sua história que ainda precisa ser compreendida com mais carinho e cuidado.
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Oi... escrevo aqui pra pedir ajuda numa situação que tá acabando comigo por dentro. Eu me envolvo
Oi... escrevo aqui pra pedir ajuda numa situação que tá acabando comigo por dentro.
Eu me envolvo com uma garota que tem namorado. A gente estudava junto ano passado, quando tudo começou, e ela já namorava com ele. Nos víamos todo dia, então a gente ficava diariamente. Porém, no fim do ano, o curso acabou. Mesmo assim, a gente continua se falando, com até mais intimidade no sentido de companheirismo do que naquela época, e ela me trata com carinho, preocupação, e diz que me ama. Ela diz que sente amor, mas depois volta atrás e diz que me vê só como amigo. Me parece muito mais por falta de coragem de bancar o que sente por mim. E isso me confunde muito. A gente às vezes se encontra e sempre acontece alguma coisa.
Recentemente, ela me chamou pra sair no dia da festa de aniversário do namorado dela. Fomos juntos comprar presente pra ele, e a gente ficou, se beijou várias vezes. Depois, ela foi pra casa dele. E isso me destruiu. Nesse dia, deixei de sair com outra pessoa (que tava sendo legal comigo) pra estar com ela. Tudo isso me faz me sentir descartável ou em segundo plano na vida dela.
Mesmo com toda essa confusão, a nossa relação já virou uma rotina. Tanto pra mim quanto pra ela, e a gente não consegue largar isso. Eu já me acostumei, mas, ao mesmo tempo, sei que isso não pode continuar desse jeito, e isso me machuca mais a cada dia.
Ela quer largar porque não quer enganar o namorado. E eu quero largar porque não quero ser eternamente uma segunda opção. Mas a verdade é que a gente não consegue fazer isso. Porque, no fundo, a gente realmente se gosta. E, de um jeito ou de outro, a gente sempre acaba se vendo de novo.
Eu tô perdido. Já não sei mais o que fazer, nem como sair disso. Me vejo preso num ciclo que machuca, por ela sempre me contar o que os dois fazem juntos como se eu fosse o diário dela, mas ao mesmo tempo me dá esperanças, por ainda dizer me amar e ainda sair comigo, mesmo que poucas vezes. Eu não sei mais o que fazer, não aguento mais ver a mulher que eu amo com outra pessoa, porém qualquer decisão que eu tomar me parece prejudicial... ficar e continuar vendo ela com outra pessoa, ou me afastar e sofrer com a ausência da mulher que eu amo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi… antes de tudo, quero reconhecer a dor que você está sentindo. O que você descreveu é um ciclo emocional de afeto, rejeição e esperança, que se tornou confuso, exaustivo e, acima de tudo, desgastante para a sua saúde emocional.
Você está vivendo algo que, do ponto de vista psicológico, se aproxima de uma relação ambivalente, na qual existe carinho e intimidade, mas também uma ausência clara de definição e reciprocidade plena. Essa ambivalência te prende, pois cada gesto de proximidade alimenta a esperança, enquanto cada recuo dela te faz sentir substituível ou em segundo plano.
O mais difícil é que o vínculo já virou hábito emocional — quase como uma dependência afetiva. Não necessariamente por amor em sua forma mais saudável, mas por uma mistura de carência, desejo não correspondido, expectativa e falta de fechamento. E isso esgota.
O ponto central é: amar alguém não deve te colocar em uma posição constante de dor e dúvida. Amor saudável é escolha, presença e clareza — e não confusão, triângulos e migalhas emocionais.
Você já tem consciência de que precisa sair disso, mas está preso pela ideia de que ela também sente algo. Pode até ser verdade, mas ela não age com a responsabilidade emocional que o afeto exige. Ela se beneficia da sua presença, do seu carinho, da sua escuta — enquanto mantém a estabilidade do relacionamento dela com outro. Isso é injusto com você.
Do ponto de vista da neurociência e da psicologia, situações assim ativam os mesmos circuitos de recompensa e frustração de relacionamentos disfuncionais, gerando um ciclo vicioso de apego, dor e reforço emocional. Por isso, mesmo sabendo que faz mal, é difícil se afastar — mas é necessário.
Se puder, procure um psicólogo. Você não precisa passar por isso sozinho. A psicoterapia pode te ajudar a reconstruir sua autonomia emocional, entender o que te prende a essa relação e fortalecer sua capacidade de tomar uma decisão que te coloque em primeiro lugar, com respeito próprio.
Você merece estar com alguém que te escolha por inteiro, sem entrelinhas, sem dúvidas, sem triângulos. Isso não é orgulho — é dignidade afetiva. E ela é parte essencial de qualquer amor verdadeiro.
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Não consigo me abrir mais com as pessoas próximas. Acho fácil e até falo muito mais com colegas de t
Não consigo me abrir mais com as pessoas próximas. Acho fácil e até falo muito mais com colegas de trabalho por exemplo, do que com a família. Eu sinto que me bloqueia. Meus pensamentos ficam a mil e pensam em mil palavras mas não sai. Eu falo o básico e é só. Isso tem me atrapalhado muito pois eu sei que algo está errado. Eu sinto uma dor forte no peito que me acompanha o dia todo praticamente. Me sinto sem utilidade, fraca, incapaz. Sinto que não sei quem eu sou. Qual seria a terapia ideal pra fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve aponta para um sofrimento emocional importante, com sinais que podem estar ligados a um quadro depressivo ou ansioso, além de uma possível desconexão afetiva e identitária — como se a sua própria voz estivesse aprisionada por dentro. A dor no peito persistente, a dificuldade de se expressar com quem é mais íntimo, e a sensação de inutilidade são alertas de que sua saúde emocional precisa de cuidado.
A melhor forma de começar é com uma avaliação neuropsicológica, que permitirá entender melhor como esses sintomas se manifestam no seu funcionamento emocional e cognitivo. A partir disso, o tratamento pode ser conduzido com um(a) psicólogo(a) clínico(a) com experiência em regulação emocional, identidade e autoestima.
Dentre as abordagens eficazes, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar a identificar os pensamentos automáticos que reforçam a sua autocrítica, enquanto abordagens mais profundas, como a Psicanálise ou a Terapia do Esquema, podem explorar as raízes dessa dificuldade de se expressar e do sentimento de desconexão consigo mesma.
Independentemente da abordagem, o mais importante é dar início ao cuidado. Esse vazio que você sente pode ser trabalhado, compreendido e transformado com apoio profissional. Buscar ajuda é um gesto de força — e o primeiro passo para reconstruir sua voz, seu valor e sua identidade com segurança emocional. Você não está sozinha.
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Não sei bem se é coisa da idade ou algo assim, mas tenho a constante sensação e o pressen
Não sei bem se é coisa da idade ou algo assim, mas tenho a constante sensação e o pressentimento de que vou morrer cedo. Não é algo que me causa medo ou angústia, é só uma certeza. Mesmo que eu consiga imaginar algum tipo de futuro, não sinto que vou chegar lá. Parece que tem uma parede que eu não sou/serei capaz de atravessar. Esse sentimento tem uns bons anos já. Só decidi perguntar isso aqui depois da minha mãe e da minha amiga, que estava presente na hora, me falarem que eu deveria ter reagido de um jeito diferente quando quase sofri um acidente um dia desses. E acho que elas estavam certas, não senti nenhuma preocupação, desespero ou coisa do gênero. Na hora, apenas aceitei a situação, acho que até pensei um "Então é isso" (mas tudo foi muito rápido, portanto não tenho tanta certeza). Mesmo logo depois, nada mudou, realmente só fiquei mal por ter atrapalhado o dia do motorista. Eu ainda não sei muito bem o que concluir disso... É normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo não é incomum, mas merece atenção e cuidado. Essa sensação de que “não vai viver muito”, mesmo sem angústia explícita, pode estar ligada a processos emocionais mais profundos — como um possível traço depressivo, dessensibilização afetiva ou até uma forma sutil de desconexão com o futuro e com o valor da própria vida.
A ausência de medo ou reação diante de situações de risco, como o quase acidente, pode indicar um tipo de apatia emocional, que pode ser sintoma de algo mais amplo, ainda que não se manifeste com tristeza evidente.
Do ponto de vista neuropsicológico, esse tipo de vivência pode estar relacionado a alterações no processamento afetivo e na percepção de ameaça, com envolvimento de áreas como a amígdala e o córtex pré-frontal, que regulam emoções e respostas de enfrentamento.
Por isso, recomendo fortemente que você busque uma avaliação neuropsicológica e acompanhamento com um psicólogo clínico, para investigar de forma cuidadosa e ética o que está por trás desse sentimento de “certeza silenciosa” sobre a morte. Esse tipo de escuta pode te ajudar não só a entender melhor o que está sentindo, mas também a reconstruir o sentido do futuro e da sua existência, com acolhimento e segurança. É um gesto de coragem procurar ajuda — e você já deu o primeiro passo ao falar sobre isso aqui.
Perguntas frequentes
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