Perguntas do paciente (106)

  • Desânimo, dormir e quando acordar se sentir mais cansado de quando se deitou, irritabilidade, vontad

    Desânimo, dormir e quando acordar se sentir mais cansado de quando se deitou, irritabilidade, vontade de se isolar das pessoas e só dormir, sentir muito medo, isso pode ser diagnosticado como depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    Sim, os sintomas que você descreve — desânimo, fadiga ao despertar, irritabilidade, isolamento social, excesso de sono e medo constante — são compatíveis com um possível quadro de transtorno depressivo.

    Esses sinais indicam um comprometimento no funcionamento emocional e fisiológico, afetando neurotransmissores como serotonina, noradrenalina e dopamina, e também áreas do cérebro ligadas à regulação do humor, como o córtex pré-frontal e o sistema límbico.

    Para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, é fundamental procurar um psicólogo clínico para avaliação inicial, preferencialmente com avaliação neuropsicológica, que poderá identificar a intensidade dos sintomas e seu impacto no funcionamento diário. Se necessário, o psicólogo poderá encaminhar para um psiquiatra. Iniciar esse cuidado o quanto antes pode trazer alívio e recuperação da qualidade de vida.









  • Não sei se essa especialidade tem a ver com Multismo seletivo, mas se sim, tenho um irmão de 18 anos

    Não sei se essa especialidade tem a ver com Multismo seletivo, mas se sim, tenho um irmão de 18 anos que sofre de mutismo seletivo e não sabemos a qual especialidade de psicologo devemos leva-lo. Qual terapia é a mais indicada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    Busque um(a) psicólogo(a) com experiência comprovada em TCC para adolescentes e em casos de mutismo seletivo.
    Se possível, inicie com uma avaliação neuropsicológica, para entender o funcionamento emocional, cognitivo e social do seu irmão.
    Evite terapias não baseadas em evidências ou sem plano estruturado de intervenção.


  • Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consul

    Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consultei mas gostaria de saber se tenho ansiedade ou depressão e etc.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    Se você deseja entender melhor se tem ansiedade, depressão ou outra condição emocional , o mais indicado é realizar uma avaliação neuropsicológica . Esse processo permite analisar suas funções cognitivas, emocionais e comportamentais de forma específica, identificando padrões que possam estar associados aos seus sintomas.

    Um neuropsicólogo pode aplicar testes e entrevistas para compreender melhor sua memória, atenção, funções executivas e estado emocional, oferecendo um diagnóstico mais preciso. Com base nessa avaliação, será possível direcionar o tratamento mais adequado, seja com terapia, mudanças no estilo de vida ou, se necessário, encaminhamento para uma psiquiatra . Se quiser iniciar esse processo, podemos conversar para definir a melhor abordagem para você.


  • Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de

    Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de casa que fico ruim parece que vol desmaia. Sinto meu coração apertando como se eu Foce morrer,mais o médico diz que é ansiedades .já não agüento mais viver com medo me ajudem. Oque posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    Sinto muito que você está passando por isso, e quero que saiba que você não está sozinho . O que você descreveu – medo intenso, sensação de desmaio, coração apertado – são sintomas comuns de ansiedade grave e ataques de pânico. Apesar da sensação de que algo grave está acontecendo, o que você sente não significa que você vai morrer ou que nunca voltará ao normal.

    O primeiro passo é continuar acompanhando seu tratamento médico e, se a medicação não estiver ajudando o suficiente, converse com seu psiquiatra para possíveis ajustes. Além disso, a terapia pode ser fundamental para ajudá-lo a entender e controlar esses sintomas. Técnicas de respiração profunda, mindfulness e exercícios físicos podem ajudar a aliviar o corpo e a mente quando você sente que a ansiedade está tomando conta.

    Se o medo tem que ser impedido de sair de casa, tente se expor gradualmente, começando com pequenos passos e respeitando seus limites, mas sem evitar completamente. A recuperação pode levar tempo, mas com o suporte certo e as estratégias adequadas, é possível voltar a ter qualidade de vida. Não desista de procurar ajuda – você merece se sentir melhor.


  • Olá tenho tenho feito terapia por conta de duas tentativas de suicidio,o que pra mim é algo novo na

    Olá tenho tenho feito terapia por conta de duas tentativas de suicidio,o que pra mim é algo novo na minha vida e tenho focado nisso,porém não estava nos meus planos apaixonar pela minha terapeuta,por conselho e pesquisa sobre o assunto criei coragem e falei para ela,só que se é uma "transferencia" não deveria estar cessando? pq está aumentando ? eu devo trocar de profissional? Não estou sabendo lidar com isso e está dificil! O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    O que você está vivendo é mais comum do que parece, e tem nome na psicologia: transferência amorosa. Isso ocorre quando sentimentos profundos — como amor, desejo, idealização — são direcionados à figura do(a) terapeuta, geralmente como um reflexo de vínculos passados ou necessidades afetivas não elaboradas. A transferência pode, sim, aumentar antes de se transformar ou diminuir, especialmente quando é tocada com franqueza na terapia, como você corajosamente fez.
    Por que está aumentando?
    Porque trazer isso à consciência e verbalizar pode intensificar a vivência antes de haver elaboração. Como você mencionou, essas emoções não estavam nos planos e surgem num momento emocionalmente vulnerável. O fato de você estar tratando tentativas de suicídio envolve temas de abandono, dor e desejo de acolhimento — contextos que frequentemente ativam idealizações afetivas profundas.
    Trocar de terapeuta?
    Não necessariamente. Trocar pode parecer a solução mais imediata, mas muitas vezes é uma forma de fugir de um material riquíssimo para o processo terapêutico. O ideal é que a terapeuta tenha acolhido sua fala sem julgamento e esteja conduzindo isso com ética e técnica. Quando bem manejada, a transferência amorosa pode se tornar um catalisador de cura. Porém, se você perceber que ela não está lidando com isso de forma clara, aberta ou profissional, aí sim pode ser o caso de buscar outro profissional.
    O que fazer agora?
    Continue trazendo esse assunto nas sessões. Fale abertamente sobre o que está sentindo, sem medo de “atrapalhar” a terapia. Pergunte, inclusive, como ela interpreta essa transferência. A resposta dela e a forma como ela te escuta dirão muito sobre a segurança do vínculo terapêutico.


  • Qdo uma criança com 6 anos está em uma fase anterior ao sua idade em relação à escrita.O ideal seria

    Qdo uma criança com 6 anos está em uma fase anterior ao sua idade em relação à escrita.O ideal seria psicopedagogo ou psicóloga?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    Quando uma criança de 6 anos apresenta um desempenho em escrita abaixo do esperado para sua faixa etária, o ideal é iniciar com uma avaliação psicopedagógica. O(a) psicopedagogo(a) é o profissional mais indicado para investigar se há dificuldades específicas de aprendizagem, como dislexia ou atraso no desenvolvimento da escrita, e para propor intervenções pedagógicas adequadas ao perfil da criança.
    No entanto, se o psicopedagogo observar sinais de questões emocionais, comportamentais ou cognitivas mais amplas (como baixa autoestima, ansiedade escolar, ou dificuldades de atenção), ele poderá encaminhar para uma avaliação com um(a) psicólogo(a), ou o trabalho poderá ser feito em conjunto, com atuação complementar.

    Melhor caminho prático:

    Iniciar com uma avaliação psicopedagógica completa (preferencialmente com análise de prontidão para leitura e escrita).
    Se necessário, complementar com uma avaliação neuropsicológica ou psicológica para investigar fatores emocionais ou neurodesenvolvimentais (como TDAH, dislexia, etc.).


  • Oi, eu sou diagnosticada com transtorno de personalidade borderline há alguns anos, comecei com cris

    Oi, eu sou diagnosticada com transtorno de personalidade borderline há alguns anos, comecei com crises graves na segunda gravidez com 25 anos, fui afastada pelo inss por várias vezes mas me davam alta e tinha que retornar. Resultado, perdi um ótimo emprego, meu marido perdeu op dele por faltar porque eu não tinha condições de cuidar nem de mim, quem dirá de duas crianças, de lá pra cá já tentei trabalhar algumas vezes, tentei fazer faculdade. Sou inteligente porém, mal saio de casa sozinha. Eu tenho como tentar aposentadoria? ou LOAS? pq não pago INSS há muitos anos. O que eu poderia fazer? Obrigada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    Oi, obrigado por compartilhar sua história com tanta coragem. Diante do seu diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e do histórico de incapacitação funcional significativa, você pode, sim, buscar aposentadoria por invalidez ou o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), dependendo da sua situação previdenciária e socioeconômica.


  • Minha filha teve uma crise de nervoso, ela tinha um ódio de algo ou alguém , socava o chão, suas mão

    Minha filha teve uma crise de nervoso, ela tinha um ódio de algo ou alguém , socava o chão, suas mãos fecharam. Qual a melhor maneira de se tratar e como lhe dar com isso nessas horas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    O que você descreve parece uma crise de desregulação emocional intensa, comum em quadros de transtornos do neurodesenvolvimento, dificuldades de autorregulação ou traumas não elaborados. Nessas situações, o sistema nervoso da criança entra em um estado de hiperativação, e ela perde momentaneamente a capacidade de se autorregular.

    Durante a crise, o mais importante é garantir a segurança física dela e de quem está por perto, evitar confrontos verbais ou perguntas, manter um tom de voz calmo e oferecer presença afetiva sem exigir que ela se acalme rapidamente.

    Após o episódio, é essencial buscar uma avaliação neuropsicológica com psicólogo especializado em crianças, para investigar as causas emocionais e cognitivas por trás dessas reações. Com base nessa avaliação, será possível iniciar um plano terapêutico adequado, com intervenções que envolvem regulação emocional, psicoeducação familiar e, se necessário, acompanhamento multiprofissional. O quanto antes iniciar o cuidado, maiores as chances de promover estabilidade e bem-estar para ela.


  • Como saber se tenho síndrome de ansiedade ou síndrome do pânico?

    Como saber se tenho síndrome de ansiedade ou síndrome do pânico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    A síndrome de ansiedade e a síndrome do pânico compartilham sintomas, mas diferem em intensidade e forma de manifestação. A ansiedade generalizada envolve preocupações constantes, tensão muscular, insônia e irritabilidade. Já o pânico se caracteriza por crises súbitas e intensas, com sintomas como falta de ar, taquicardia, sensação de morte iminente ou perda de controle, que duram alguns minutos.

    Para diferenciar com precisão, o ideal é realizar uma avaliação neuropsicológica, que investiga padrões emocionais, cognitivos e comportamentais. Esse processo ajuda a definir o diagnóstico correto e orientar o tratamento mais adequado, com base científica e ética.


  • Meu filho tem 3 anos só aceita comida líquida (papinha) ... Não aceita de forma alguma arroz, feijão

    Meu filho tem 3 anos só aceita comida líquida (papinha) ... Não aceita de forma alguma arroz, feijão e assim por diante ...demais alimentos como pão, biscoito e demais ele come normalmente mais almoço ele até vomita se insisto. Qual especialidade devo leva-lo para tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    Para o caso do seu filho, o ideal é buscar um atendimento multidisciplinar, começando por um(a) fonoaudiólogo(a especializado em motricidade orofacial ou seletividade alimentar). Esse profissional irá avaliar se há questões sensoriais, motoras ou comportamentais envolvidas na recusa dos alimentos sólidos.
    Além disso, é recomendado procurar um(a) nutricionista infantil para garantir que ele esteja recebendo os nutrientes necessários, e um(a) psicólogo infantil ou terapeuta ocupacional, caso a seletividade alimentar esteja ligada a questões emocionais ou sensoriais mais amplas. Em alguns casos, também é importante envolver o pediatra ou até mesmo um gastroenterologista pediátrico, se houver histórico de vômitos frequentes ou refluxo.


  • O que devo fazer pra cura essa Tricotilomania? Tem algum remédio que alivia esse sintomas e qual med

    O que devo fazer pra cura essa Tricotilomania? Tem algum remédio que alivia esse sintomas e qual medico especializado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    A tricotilomania, ou transtorno do arrancamento de pelos, é um tipo de transtorno obsessivo-compulsivo relacionado (TOCR) e tem tratamento, embora possa exigir acompanhamento contínuo.
    Tratamento mais indicado
    Psicoterapia
    A terapia mais eficaz é a TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental) com foco em prevenção de resposta e reversão de hábito. Essa abordagem ajuda a identificar gatilhos, reduzir compulsões e fortalecer estratégias de controle.
    Psiquiatria
    Um(a) psiquiatra pode indicar o uso de medicamentos, geralmente:
    Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como fluoxetina ou sertralina;
    N-acetilcisteína, um suplemento que tem mostrado bons resultados em alguns estudos;
    Em casos mais graves, antidepressivos tricíclicos ou estabilizadores de humor podem ser considerados.
    ‍ Profissionais recomendados
    Psicólogo(a) com experiência em TCC ou transtornos compulsivos;
    Psiquiatra, especialmente se houver associação com ansiedade, depressão ou outros TOCs.
    Importante
    Não existe uma “cura” única e rápida, mas há controle e alívio duradouro dos sintomas com o tratamento certo. Comece procurando um profissional especializado o quanto antes.


  • Quando era criança tinha a mania de mastigar a lingua me dava uma sensação boa, mas naturalmente par

    Quando era criança tinha a mania de mastigar a lingua me dava uma sensação boa, mas naturalmente parou. Um dia desses um parente me lembrou que eu tinha esse hábito. É incrível mas instantaneamente a "mania" voltou! Desde então mastigo a lingua sem parar e agora piorou, eu peguei a mania de ficar passando a unha na linha, arranhando e está causando pequenas lesões e dor qdo eu como. Horrível, mas definitamente não consigo parar está incontrolável! Como posso tratar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    O que você descreve parece um quadro de comportamento repetitivo de autorregulação sensorial ou compulsiva, que pode se manifestar como forma de alívio da ansiedade, tensão ou desconforto emocional, mesmo que hoje pareça involuntário.
    Essa repetição (mastigar a língua ou arranhá-la com a unha) pode estar associada a padrões semelhantes ao que chamamos, na psicologia clínica, de comportamentos de autoestimulação (stimming) ou até a um transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ou transtorno de tique, dependendo da frequência, da compulsividade e da função desse comportamento.
    O que você pode fazer:
    Busque apoio psicológico especializado
    Um(a) psicólogo(a) clínico(a) com experiência em transtornos de ansiedade, TOC ou comportamentos repetitivos poderá ajudar a entender o função desse hábito e trabalhar com estratégias de substituição e regulação emocional.
    Abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) são especialmente eficazes.
    Considere uma avaliação neuropsicológica
    Para investigar se esse comportamento está ligado a um quadro maior, como ansiedade generalizada, TOC ou algum tipo de tique sensorial, a avaliação pode oferecer uma visão mais completa e indicar o melhor plano terapêutico.
    Evite punição ou repressão direta
    Tentar “forçar” parar geralmente piora o impulso. O ideal é aplicar estratégias de redirecionamento, como manter as mãos ocupadas com objetos sensoriais neutros (ex: bolinha antiestresse) ou técnicas de mindfulness.
    Procure um dermatologista ou dentista
    Já que há lesões e dor, é importante tratar fisicamente as áreas afetadas para evitar infecções ou agravamento.


  • Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralin

    Tive uma crise de ansiedade em novembro e procurei um psiquiatra que desde então me passou Sertralina pela manha e Rivotril à noite. Me dei bem logo de início, sem efeitos colaterais. Mas, em dezembro a minha mãe tentou suicídio e eu consegui evitar. Lidei bem com a situação até duas semanas atrás. De duas semanas para cá, não tenho ânimo para fazer nada, estou muito para baixo e confusa. Voltei ao Psiquiatra e ele me indicou fazer terapia...confesso que não tenho vontade alguma. Não tive experiências boas com terapeutas passados...então, não sei o que fazer, porque a medicação não está me ajudando mais...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    Sinto muito por tudo o que você passou, especialmente pelo que aconteceu com sua mãe. Enfrentar uma situação tão intensa e emocionalmente desgastante pode gerar impactos profundos, mesmo quando, no momento, parece que você lidou bem. O que você sente agora – desânimo, tristeza e confusão – pode estar relacionado ao esgotamento emocional acumulado.

    A recomendação do psiquiatra para terapia faz sentido porque a medicação ajuda a regular os sintomas, mas não ensina estratégias para lidar com o que você viveu e ainda está processando. Entender sua resistência, principalmente se já teve experiências negativas com terapeutas no passado, mas encontrar um profissional com quem você realmente se conecta pode fazer a diferença. Talvez valha a pena tentar outra abordagem ou conversar abertamente com o terapeuta sobre suas preocupações.

    Se um medicamento parece não ter mais efeito surtindo, isso também deve ser considerado com seu psiquiatra, pois pode ser necessário um ajuste na dosagem ou na combinação dos medicamentos. O mais importante agora é não carregar tudo sozinho e buscar formas de cuidado que façam sentido para você. Você não precisa se forçar a nada de imediato, mas dar uma chance para a terapia pode abrir caminhos para que você se sinta melhor.


  • Pensamentos obsessivos do tipo "música na cabeça" tem cura?

    Pensamentos obsessivos do tipo "música na cabeça" tem cura?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    Apesar de comum em alguma medida, quando esses pensamentos se tornam angustiantes e repetitivos, é recomendável procurar psicólogo com formação em TCC e considerar uma avaliação neuropsicológica para diagnóstico e planejamento terapêutico mais preciso.


  • fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que sep

    fui casada por 5 vezes e este meu último relacionamento entre idas e vindas está a 6 anos só que separamos e voltamos por varias vezes, quando estou com ele quero estar longe se estou longe quero ele. agora decidimos voltar e recomeçar do zero, tenho medo de dar errado novamente. Não consigo me entender. Que me aconselham?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    O que você descreve pode estar relacionado a um padrão de ambivalência emocional , onde há um conflito entre o desejo de proximidade e a necessidade de distanciamento. Isso pode estar ligado a experiências passadas, expectativas sobre o relacionamento ou até mesmo ao medo da solidão versus o medo da repetição dos mesmos problemas.

    Se você e seu parceiro planejaram recomeçar, um bom caminho é refletir sobre o que causou as separações anteriores e o que pode ser diferente desta vez. A terapia individual ou de casal pode ajudar a compreender melhor suas emoções, padrões de comportamento e formas mais saudáveis ​​de se relacionar. Além disso, estabelecer uma comunicação mais clara e definir expectativas pode evitar que o ciclo de separações e voltas se repita.

    O medo de dar errado é natural, mas ele não pode ser o único guia de decisão. O importante é perceber se esse relacionamento traz mais crescimento e felicidade do que sofrimento. Se o ciclo de idas e boas-vindas continuar sem mudanças, pode ser necessário reavaliar se esse vínculo realmente faz bem.


  • Há uns meses comecei a sentir falta de ar,que se alterna. Ora sinto pra não.Como se a respiração tiv

    Há uns meses comecei a sentir falta de ar,que se alterna. Ora sinto pra não.Como se a respiração tivesse limitada. Fiz exames coração pulmão hemograma e todos deram normais. Será algo psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    Sim, é possível que sua falta de ar tenha origem psicológica, especialmente se os exames médicos não indicaram nenhuma causa física. Sintomas como respiração limitada, sensação de sufocamento ou abertura no peito são comuns em transtornos de ansiedade e crises de pânico .

    Isso acontece porque, em momentos de estresse ou preocupação intensa, o sistema nervoso autônomo pode desencadear uma resposta de luta ou fuga, alterando a respiração e causando essa sensação de insuficiência. Muitas vezes, quanto mais você foca na respiração, maior a percepção do desconforto.

    Se isso está te incomodando, buscar acompanhamento psicológico pode ajudar a entender o que está desencadeando esses sintomas e desenvolver técnicas para regulá-los, como exercícios de respiração e relaxamento. Caso a falta de ar persista ou piore, vale a pena continuar acompanhando com um médico para descartar qualquer outra causa que possa ter passado despercebida.


  • Só consigo me expressar por palavras em redes sociais, pois quando estou pessoalmente não consigo, t

    Só consigo me expressar por palavras em redes sociais, pois quando estou pessoalmente não consigo, trava! Tenho várias coisas em mente mais não sai...

    E também tenho medo da feminidade da mulher (eu) com palavras, no jeito de falar..

    Algum conselho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    Pelo que você descreve, pode haver uma mistura de ansiedade social, bloqueio emocional e insegurança na autoexpressão , especialmente em relação à sua feminilidade. Quando você se comunica por escrito, há um tempo para organizar os pensamentos sem a pressão do momento, mas ao falar pessoalmente, o medo do julgamento ou da forma como sua fala será percebida pode estar te travando.

    Uma estratégia útil é a exposição gradual , começando por conversas curtas e com pessoas de confiança para obter segurança. Técnicas como treino de habilidades sociais , prática diante do espelho e gravação da própria voz podem ajudar a reduzir o desconforto. Além disso, trabalhar a facilidade da sua identidade e da forma como se expressar pode ser essencial.

    Se o medo da feminilidade não tem jeito de falar por algo que te causa desconforto, pode valer a pena explorar isso em um processo terapêutico para entender a raiz desse sentimento e ressignificá-lo. O mais importante é lembrar que a sua forma de declaração é válida, e com treino e autoconhecimento, você pode se sentir mais confortável ao falar presencialmente.


  • Como superar os pensamentos intrusivos? Chegaram desde a gravidez e não sei oque fazer!

    Como superar os pensamentos intrusivos?
    Chegaram desde a gravidez e não sei oque fazer!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    Pensamentos intrusivos são comuns, especialmente em momentos de grandes mudanças, como a gravidez. Eles surgem de forma involuntária e podem gerar ansiedade, culpa ou medo. O cérebro hiperfoca esses pensamentos por causa do sistema de alerta ativado, mas isso não significa que tenha significado real.

    Para superá-los, é essencial não tentar suprimi-los , pois isso pode reforçá-los. Em vez disso, reconheça-os como automáticos e sem valor real, praticando o acessível e o distanciamento cognitivo . Técnicas como mindfulness, respiração controlada e reestruturação cognitiva ajudam a reduzir seu impacto.

    Se os pensamentos que causam sofrimento significativo ou prejuízo para seu bem-estar, procure um psicólogo que o ajude a desenvolver estratégias mais eficazes para lidar com eles.


  • Tenho um.filho dd 17 anos, ele uma.hr fala q quer ser algo e logo apos muda, ele nao tem paciencia .

    Tenho um.filho dd 17 anos, ele uma.hr fala q quer ser algo e logo apos muda, ele nao tem paciencia . Ele ta bem e daqui a pouco ta de mal humor. Tem duvidas sobre o q ser. Nao trm paciencia . Ele mesmk pediu ajuda pq acha q é problematico. Nao sei qual profissional levar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    O comportamento do seu filho pode estar relacionado à adolescência , uma identidade marcada por mudanças emocionais, dúvidas sobre e oscilações de humor. No entanto, como ele mesmo registra que isso o incomoda e pediu ajuda, é importante procurar um profissional para avaliar se há algo além das questões naturais da idade, como um transtorno de ansiedade, dificuldades emocionais ou até sinais de TDAH ou transtorno de humor .

    O mais indicado é começar com um psicólogo especializado em adolescentes , que poderá ajudá-lo a entender melhor suas emoções, trabalhar sua impulsividade e explorar suas indecisões de forma saudável. Se houver necessidade de uma investigação mais aprofundada, o psicólogo poderá encaminhar um neuropsicólogo , caso haja dúvidas de questões cognitivas, ou para um psiquiatra , se for necessário um suporte medicamentoso. O mais importante é oferecer esse apoio para que ele possa compreender melhor e desenvolver estratégias para lidar com suas dificuldades.


  • Gostaria de saber o que é transtorno de ansiedade? E o que afeta na pessoa?

    Gostaria de saber o que é transtorno de ansiedade? E o que afeta na pessoa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    O transtorno de ansiedade é uma condição caracterizada por preocupação excessiva, medo desproporcional e ativação constante do sistema de alerta do cérebro, mesmo na ausência de ameaça real. Envolvem hiperatividade da amígdala e disfunção na regulação de neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina .

    Os sintomas podem ser físicos ( taquicardia, falta de ar, tensão muscular, insônia ) e psicológicos ( ruminação, inquietação, dificuldade de concentração ). Afeta o bem-estar, o desempenho no trabalho, os relacionamentos e pode levar à prevenção de situações que geram medo. O tratamento inclui psicoterapia , regulação emocional e, em alguns casos, medicação.


Perguntas frequentes

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