Perguntas do paciente (106)

  • Estou em um relacionamento há dois anos e minha parceira frequentemente reclama que não demonstro ci

    Estou em um relacionamento há dois anos e minha parceira frequentemente reclama que não demonstro ciúmes, o que já causou conflitos entre nós. Isso está afetando nosso relacionamento e estou com medo de perdê-la. Gostaria de entender se a falta de ciúmes pode estar ligada a alguma questão emocional ou comportamental, e se a terapia de casal poderia ajudar. Um psicólogo pode me orientar sobre isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    Sim, um psicólogo pode te orientar e ajudar muito nesse processo. A falta de ciúmes não significa desamor ou indiferença — pode estar relacionada ao seu estilo afetivo, à forma como você aprendeu a demonstrar sentimentos ou até à sua regulação emocional.

    Na terapia, é possível entender se essa ausência de ciúmes é um traço saudável do seu jeito de se relacionar ou se está ligado a bloqueios afetivos. A terapia de casal seria muito indicada nesse caso, pois pode ajudar vocês a construírem uma comunicação mais clara sobre necessidades emocionais, expectativas e formas de demonstrar carinho que façam sentido para os dois.

    Antes de ver o ciúmes como certo ou errado, o mais importante é entender qual é o significado dele na relação de vocês e como construir um vínculo baseado em respeito, segurança e afeto real.



  • Tenho uma filha de 9 anos, nunca me relacionei com ninguem depois do relacionamento com o pai dela p

    Tenho uma filha de 9 anos, nunca me relacionei com ninguem depois do relacionamento com o pai dela porque nunca achei ninguem importante ao ponto de trazer essa pessoa pra vida dela. há algum tempo encontrei alguem que a trata muito bem , mas ela nao quer nem saber de aceitar ele na minha vida. É grossa, mal educada muitas das vezes e nao ve, mesmo que eu converse com ela , que ele quer ser alguem importante na vida dela principalmente. EM TUDO nos tentamos inclui-la pra que ela nao se sinta sozinha ou excluida. O convivio dela com ele longe de mim é excepcional, carinhosa e amorosa, mas quando eu chego a festa acaba. Como lidar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    Esse comportamento da sua filha de 9 anos é comum e tem relação com questões emocionais ligadas a ciúmes, medo de perder o vínculo com você e dificuldade de lidar com mudanças na estrutura familiar. Na presença dele com você, ela pode sentir que está “perdendo” o lugar exclusivo que tinha na sua vida.

    A melhor forma de lidar é com acolhimento, paciência e escuta ativa, sem forçar aproximação, mas também sem ceder a comportamentos desrespeitosos. O ideal é validar o sentimento dela — mostrar que entende que não é fácil — e, ao mesmo tempo, deixar claro que amor de mãe não se divide, se multiplica.

    Um acompanhamento com psicólogo infantil pode ser muito útil nesse momento. A avaliação neuropsicológica ajuda a compreender melhor como ela está processando essas mudanças e permite trabalhar o fortalecimento emocional, comunicação afetiva e construção de novos vínculos de forma saudável e respeitosa.


  • Tenho 11 anos e me masturbo, algumas vezes vendo pornografia e outras vendo mulheres em outras plata

    Tenho 11 anos e me masturbo, algumas vezes vendo pornografia e outras vendo mulheres em outras plataformas. Isso é um problema? É que acho que sou muito novo pra ver mulheres nuas/seminuas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    É muito bom que você esteja buscando entender o que está sentindo. A curiosidade sobre o corpo e a sexualidade é algo natural na sua idade, especialmente durante o início da puberdade, quando o corpo e os pensamentos começam a mudar. No entanto, o acesso a conteúdos como pornografia, que muitas vezes mostram relações de forma exagerada ou irreal, pode confundir ou até influenciar negativamente sua percepção sobre o sexo e o respeito ao corpo — seu e dos outros.

    Você não está fazendo nada errado por sentir curiosidade, mas é importante conversar com um adulto de confiança (como seus pais, responsáveis ou um psicólogo) que possa te orientar com respeito e sem julgamento. Isso pode te ajudar a entender melhor seu corpo, seus sentimentos e como cuidar da sua saúde emocional e sexual com segurança e informação. Procurar ajuda não é sinal de fraqueza, mas de maturidade.


  • Porque as pessoas que são abusadas , sentem nervosismo de fala oq aconteceu?

    Porque as pessoas que são abusadas , sentem nervosismo de fala oq aconteceu?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    Pessoas que sofreram abuso podem sentir nervosismo, dificuldade de falar ou até bloqueio total ao tentar contar o que aconteceu porque o cérebro associa o trauma a uma resposta de proteção.

    Na neurociência, isso está ligado à ativação da amígdala (região do medo) e ao bloqueio de áreas do cérebro responsáveis pela fala e memória emocional, como o hipocampo. O corpo entende que reviver aquilo é perigoso e reage com medo, choro, tremores, sensação de culpa ou vergonha — mesmo a vítima não tendo culpa de nada.

    O acompanhamento psicológico é fundamental para que a pessoa tenha um espaço seguro, consiga organizar seus sentimentos e reconstrua o sentido daquela experiência de forma respeitosa e cuidadosa.


  • Como tratar pessoas com transtorno de personalidade paranoide?

    Como tratar pessoas com transtorno de personalidade paranoide?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    O tratamento de pessoas com Transtorno de Personalidade Paranoide (TPP) deve ser feito com muito cuidado, respeitando sua desconfiança central e dificuldade de confiar nos outros — inclusive no terapeuta. A abordagem deve ser baseada na psicoterapia individual, com foco no estabelecimento de vínculo terapêutico gradual, sem confrontos diretos ou interpretações apressadas.

    Abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental ou Terapia do Esquema podem ajudar a identificar distorções cognitivas, como a tendência à suspeita e à atribuição de intenção negativa aos outros.

    A avaliação neuropsicológica também pode ser indicada para mapear o funcionamento cognitivo e afetivo, especialmente em casos de comorbidades com ansiedade, depressão ou traços obsessivos.

    A medicação, sob cuidado psiquiátrico, pode ser útil quando há sintomas associados como ansiedade intensa ou agressividade, mas não trata diretamente a personalidade, e sim sintomas adjacentes. O mais importante é criar um ambiente de segurança e respeito, favorecendo a adesão ao processo terapêutico com realismo e paciência.


  • Quando me deito ao fechar os olhos tenho tipo sonho, porém estou acordado, devido isso não to conseg

    Quando me deito ao fechar os olhos tenho tipo sonho, porém estou acordado, devido isso não to conseguindo dormir direito

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    O que você descreve pode ser um fenômeno chamado alucinação hipnagógica, que são imagens, sons ou sensações vívidas que ocorrem ao adormecer, quando o cérebro está na transição entre vigília e sono. Embora sejam comuns e geralmente inofensivas, quando frequentes ou intensas, podem atrapalhar o início do sono e gerar desconforto.

    Esses episódios podem estar relacionados a estresse, privação de sono, ansiedade ou alterações na higiene do sono. Em alguns casos, também podem surgir em quadros como insônia, transtornos de ansiedade ou até distúrbios do sono mais específicos.

    Para investigar com precisão, o ideal é realizar uma avaliação neuropsicológica ou procurar um profissional com experiência em neurociência do sono, que poderá identificar se há causas cognitivas ou emocionais contribuindo para o problema. A partir disso, será possível definir o melhor tratamento.


  • eu posso usar o laudo da avaliação neuropsicológica para ter o CIPTEA?

    eu posso usar o laudo da avaliação neuropsicológica para ter o CIPTEA?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    Sim, o laudo da avaliação neuropsicológica pode ser um dos documentos utilizados no processo de solicitação do CIPTEA (Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista), conforme previsto pela Lei nº 13.977/2020.

    Para isso, o laudo deve estar assinado por profissional habilitado (psicólogo, médico ou equipe multiprofissional), contendo:
    – Identificação clara do diagnóstico de TEA conforme os critérios clínicos reconhecidos (ex: DSM-5);
    – Descrição do funcionamento cognitivo, comportamental e adaptativo;
    – Data, assinatura e número do registro profissional do responsável técnico.

    É recomendável verificar os critérios específicos da sua cidade ou estado, pois alguns exigem também relatório médico (preferencialmente de psiquiatra ou neuropediatra) como parte do processo. O laudo neuropsicológico é, portanto, um documento de grande peso, mas pode precisar ser complementado.


  • Como a psicoeducação pode ajudar no tratamento de transtornos mentais?

    Como a psicoeducação pode ajudar no tratamento de transtornos mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    A psicoeducação é uma ferramenta essencial no tratamento de transtornos mentais, pois ajuda o paciente e sua família a compreenderem o diagnóstico, os sintomas, as causas e as formas de manejo da condição. Ela reduz o estigma, melhora a adesão ao tratamento e favorece o autocuidado e a prevenção de recaídas.

    Do ponto de vista neurocientífico, entender o transtorno promove maior autorregulação emocional e reduz a ativação excessiva do sistema de alerta, comum em quadros como ansiedade e transtornos do humor. A psicoeducação também fortalece o vínculo terapêutico e favorece a tomada de decisões conscientes sobre o tratamento.


  • Qual é a importância do acompanhamento psicoterapêutico para pacientes com borderline?

    Qual é a importância do acompanhamento psicoterapêutico para pacientes com borderline?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    O acompanhamento psicoterapêutico é fundamental para pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline, pois ajuda na regulação emocional, no manejo da impulsividade e na construção de relações mais estáveis. A terapia oferece um espaço seguro para trabalhar instabilidade afetiva, medo de abandono, sentimentos crônicos de vazio e comportamentos autodestrutivos.

    A neurociência mostra alterações na ativação da amígdala e do córtex pré-frontal em pacientes borderline, o que contribui para respostas emocionais intensas e dificuldade de controle. A psicoterapia favorece a reorganização desses padrões.

    Abordagens como a Terapia Comportamental Dialética (DBT) e a Terapia Baseada em Mentalização apresentam eficácia comprovada na redução de sintomas e melhora da qualidade de vida. O vínculo terapêutico estável também é essencial para promover segurança psíquica e desenvolvimento emocional.


  • Existe um tipo de terapia que trabalha o cognitivo e o comportamento ao mesmo tempo?

    Existe um tipo de terapia que trabalha o cognitivo e o comportamento ao mesmo tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    Sim, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é justamente a abordagem que trabalha, de forma integrada, os pensamentos (cognição) e os comportamentos. Ela parte da ideia de que interpretações distorcidas da realidade influenciam emoções e ações, e busca reestruturar essas interpretações, promovendo mudanças comportamentais mais saudáveis.

    É uma abordagem baseada em evidências, com suporte da neurociência, e muito eficaz no tratamento de transtornos como ansiedade, depressão, TOC e outros quadros emocionais e comportamentais.


  • Meu filho de 5 anos entrou em baixo da mesa na escola e pegou na parte íntima do amigo o que eu faço

    Meu filho de 5 anos entrou em baixo da mesa na escola e pegou na parte íntima do amigo o que eu faço .. como lidar ? Como explicar que não pode ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    Situações como essa, embora delicadas, são comuns na infância e geralmente fazem parte da curiosidade sexual infantil, que é esperada por volta dos 3 aos 6 anos, segundo o desenvolvimento típico descrito por Freud e confirmado por estudos contemporâneos.

    O mais importante é manter a calma, sem punições severas ou repreensões agressivas. Converse com ele de forma simples, firme e afetuosa, explicando que “existem partes do corpo que são íntimas e que ninguém pode tocar, nem ele nos outros, nem os outros nele”.

    Use uma linguagem adequada para a idade, ensinando sobre limites, respeito ao próprio corpo e ao do outro. É recomendável também conversar com a escola para alinhar as estratégias educativas.

    Se esse comportamento for repetitivo, ou vier acompanhado de outros sinais de alerta, é indicado buscar um psicólogo infantil, que poderá avaliar de forma ética e cuidadosa o desenvolvimento emocional e o contexto da criança.


  • É possível ter ereção do pênis para assuntos ou coisas sexuais sem que eu concordei ou goste disso?

    É possível ter ereção do pênis para assuntos ou coisas sexuais sem que eu concordei ou goste disso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    Sim, é possível. A ereção do pênis é uma resposta fisiológica que pode ocorrer independentemente do desejo consciente ou da aprovação emocional . Ela pode ser desencadeada por estímulos visuais, pensamentos involuntários ou situações até não eróticas devido ao funcionamento automático do sistema nervoso autônomo.

    Esse tipo de acontecimento é comum e não significa que você tenha interesse real ou aprovação sobre o estímulo que gerou a ereção. O cérebro, especialmente áreas relacionadas ao sistema límbico e à dopamina, pode ativar esse reflexo sem conexão direta com suas preferências conscientes.

    Se isso causa desconforto ou confusão frequente, conversar com um psicólogo pode ajudar a entender melhores soluções e lidar com possíveis angústias relacionadas.


  • Tive uma consulta hoje com uma psicóloga. Levei o meu problema com TOC. Achei que ela iria querer ou

    Tive uma consulta hoje com uma psicóloga. Levei o meu problema com TOC. Achei que ela iria querer ouvir sobre o meu histórico com a doença, mas ela me cortava e, de forma muito impositiva, dizia que eu deveria mudar minha rotina, por exemplo, indo para a academia de manhã ao invés de ir a noite.

    Eu questionei isso e ela perguntou se eu ia fazer o que eu quero ou o que ela quer.

    Sei que existe psicologia breve ou estratégica, mas achei ir longe demais escolher, por mim, o horário que eu devo ou não fazer minhas atividades.

    Além disso, ela mencionou ajustar o meu remédio para dormir, ou que ela me mandaria ir para uma psiquiatra paga.

    Esse tipo de atendimento é assim mesmo?

    Foi minha primeira vez com ela. Meu TOC atrapalha muito minha vida e eu fui achando que seria escutado, e não fui.

    Gostaria da opinião dos profissionais, porque estou muito decidido a procurar outro profissional.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    Sua insatisfação é compreensível. Em qualquer abordagem psicológica, mesmo nas mais disposições, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) , o princípio básico é que o paciente seja ouvido, compreendido e respeitado em seu ritmo. Embora algumas linhas sejam mais estratégicas e focadas em intervenções práticas, a escuta ativa e o respeito pela autonomia do paciente são fundamentais.
    No tratamento do TOC , é essencial que o psicólogo compreenda o histórico do transtorno para adaptar as técnicas ao seu contexto pessoal. Imposições sem considerar sua realidade podem gerar resistência e dificultar o vínculo terapêutico.
    Quanto à questão medicamentosa, apenas um psiquiatra pode ajustar ou prescrever medicação. Um psicólogo pode aconselhar acompanhamento psiquiátrico, mas nunca determinar ou alterar doses.
    Se você se sente desesperado ou não acolhido, é válido procurar outro profissional que estabeleça um espaço de escuta e construção conjunta do tratamento. O vínculo terapêutico é essencial, especialmente em quadros complexos como o TOC.


  • Quais as consequências do ciúme patológico ? .

    Quais as consequências do ciúme patológico ? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    O ciúme patológico pode gerar consequências significativas na vida pessoal e social. No nível emocional, provoca ansiedade constante, estresse, baixa autoestima e sentimentos de raiva ou insegurança. No comportamento, leva a vigilância excessiva, controle do parceiro, confrontos frequentes e até isolamento social.

    A longo prazo, pode comprometer relacionamentos afetivos, gerar conflitos familiares , afastamento social e até episódios de agressividade . Em casos graves, o ciúme patológico pode estar relacionado a transtornos como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ou a Síndrome de Otelo , que envolve delírios de infidelidade.

    O tratamento geralmente envolve psicoterapia para reestruturar pensamentos disfuncionais e, em alguns casos, suporte psiquiátrico para controle da ansiedade ou impulsividade.


  • Há algum sinal de que a Síndrome de Otelo pode voltar após o tratamento?

    Há algum sinal de que a Síndrome de Otelo pode voltar após o tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    Sim, a Síndrome de Otelo — caracterizada por ciúmes patológicos e delírios de infidelidade — pode apresentar recaídas mesmo após o tratamento, especialmente se os fatores desencadeantes não forem totalmente resolvidos. O risco de retorno dos sintomas está relacionado a estressores emocionais, dificuldades de regulação afetiva ou interrupção precoce do tratamento.

    A manutenção dos resultados exige acompanhamento psicológico contínuo, desenvolvimento de habilidades de autocontrole emocional e, em alguns casos, tratamento psiquiátrico para estabilizar o quadro. A avaliação neuropsicológica também pode ser útil para identificar possíveis fragilidades cognitivas que influenciam o quadro e prevenir recaídas.


  • Sintomas de Desrealização de qual transtorno faz parte ?????

    Sintomas de Desrealização de qual transtorno faz parte ?????

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    A desrealização é um sintoma em que a pessoa sente que o ambiente ao seu redor está irreal, distante ou "desconectado", como se estivesse em um sonho. Embora possa ocorrer isoladamente em momentos de estresse intenso ou fadiga, ela também está associada a diversos transtornos psiquiátricos.

    Os transtornos mais comumente relacionados à desrealização incluem:

    Transtorno de Ansiedade (especialmente em crises de pânico)
    Transtorno Depressivo Maior
    Transtornos Dissociativos (como o Transtorno de Despersonalização/Desrealização)
    Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)
    Transtornos do Humor, como o Transtorno Bipolar em episódios de alta ansiedade ou depressão
    Se a desrealização é frequente ou causa sofrimento, uma avaliação neuropsicológica pode ajudar a identificar o quadro subjacente e direcionar o tratamento adequado.


  • Em algumas épocas tenho músicas tocando repetidamente na cabeça o tempo todo, durante semanas sem pa

    Em algumas épocas tenho músicas tocando repetidamente na cabeça o tempo todo, durante semanas sem parar.
    isso é grave? Acho que já me acostumei, mas as vezes é enlouquecedor.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    O que você descreve parece ser um fenômeno chamado “earworm” ou “imagem musical involuntária”, que ocorre quando uma música ou melodia fica se repetindo na mente sem controle consciente. Embora seja comum e inofensivo em grande parte dos casos, quando isso se torna frequente, prolongado ou causa desconforto significativo, pode estar associado a estresse, ansiedade ou até a quadros relacionados ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).

    Se a repetição se mantém por semanas e gera sofrimento, uma avaliação neuropsicológica pode ajudar a investigar a origem do sintoma e diferenciar entre um comportamento benigno e algo que requer intervenção. Estratégias como técnicas de atenção plena (mindfulness), práticas de relaxamento e redução de estresse podem ajudar a reduzir a frequência desses episódios. Caso o desconforto persista, o acompanhamento psicológico pode ser uma boa alternativa para aliviar os sintomas.


  • Minha filha de 4 anos só gosta de ver monstros, zumbis, sangue pessoas sendo esfaqueadas coisas feia

    Minha filha de 4 anos só gosta de ver monstros, zumbis, sangue pessoas sendo esfaqueadas coisas feias no YouTube e coloco no Kids e quando me distraio um pouco ela põe no normal pra ver essas coisas não gosta de nenhum desenho infantil. Eu quero saber se isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    O interesse de uma criança de 4 anos por conteúdos como monstros, zumbis e violência gráfica pode ser preocupante, pois nessa fase o cérebro ainda está desenvolvendo a capacidade de regulação emocional e distinção entre fantasia e realidade . Embora seja comum que algumas crianças gostem de temas assustadores, a busca intensa e insistente por esse tipo de conteúdo pode indicar hipersensibilidade ao estímulo , curiosidade fora do esperado ou até uma forma de lidar com medos internos.

    É importante limitar o acesso a conteúdos inapropriados, garantindo que ela tenha contato com histórias adequadas para sua idade. Observar como ela reage depois de assistir a esses vídeos e se isso afeta seu comportamento ou sono também é essencial. Se houver mudanças significativas, como ansiedade, agressividade ou isolamento, um acompanhamento com um psicólogo infantil pode ajudar a entender melhor a situação.


  • Olá, recém entrei em um relacionamento e esses dias eu estava distraído quando de surpresa um conhec

    Olá, recém entrei em um relacionamento e esses dias eu estava distraído quando de surpresa um conhecido chegou muito perto de mim e eu achei q fosse me beijar, na mesma hora tive a sensação de que se acontecesse aquele beijo eu iria gostar e até sorri, segundos depois que percebi a situação lembrei que não sinto nada pela pessoa e que tenho namorada e nunca a trairia, estranhei a situação mas ignorei. No dia seguinte eu relembrei esse caso e ando me culpando imensamente pensando que não a mereço, estou me odiando por ter tido essa sensação involuntária e penso nisso o tempo todo... O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    O que você descreve pode ser um pensamento intrusivo, ou seja, um pensamento involuntário que causa desconforto, mas que não reflete necessariamente seus sentimentos reais ou intenções. Esses pensamentos são comuns e, quando alimentados por culpa excessiva, podem gerar sofrimento emocional desnecessário.

    Se analisarmos sob uma perspectiva psicanalítica, o episódio pode ter significado dentro da sua dinâmica inconsciente. Na psicanálise, os desejos, impulsos e conflitos internos nem sempre são plenamente acessíveis à consciência, e reações inesperadas podem revelar aspectos reprimidos ou ambivalentes da subjetividade.

    O fato de você ter sentido prazer momentâneo e, logo depois, se sentir culpado pode indicar um conflito psíquico entre o desejo e as normas morais internalizadas (Superego). A culpa intensa pode ser um sinal de que há uma rigidez na forma como você lida com seus impulsos, podendo gerar sofrimento desnecessário.

    Isso não significa que o desejo indica algo concreto sobre sua orientação ou lealdade, mas que há elementos inconscientes que poderiam ser explorados com mais profundidade. Se essa experiência gerou desconforto persistente, a análise pode ser um espaço para compreender melhor seus afetos e sua estrutura psíquica, sem julgamentos ou repressões.


  • Minha líbido já e bastante alta ,curto bastante sentir minha parceira,e não sei se estou descontrola

    Minha líbido já e bastante alta ,curto bastante sentir minha parceira,e não sei se estou descontrolada mais ela curte isso ,porém passo dos limites, algumas horas depois do ato ainda quero fazer tudo de novo .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Paulo Egidio Secato

    Uma libido elevada por si só não é um problema, especialmente se há consentimento e satisfação mútua na relação. No entanto, se o desejo se torna compulsivo, interfere no seu funcionamento diário ou gera sofrimento, pode ser um sinal de hipersexualidade ou um comportamento impulsivo relacionado a fatores emocionais, hormonais ou neurológicos.

    A neurociência aponta que a regulação do desejo sexual envolve circuitos dopaminérgicos e do sistema límbico, podendo ser influenciada por estresse, ansiedade ou padrões de reforço. Se sentir que perde o controle ou que isso impacta sua vida de forma negativa, um acompanhamento psicológico pode ajudar a entender melhor os gatilhos desse comportamento e desenvolver estratégias de regulação.


Perguntas frequentes

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