Perguntas do paciente (106)
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Quais são os primeiros sintomas a serem observados no TEA?
Quais são os primeiros sintomas a serem observados no TEA?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os primeiros sintomas do Transtorno do Espectro Autista (TEA) costumam aparecer nos primeiros anos de vida, geralmente até os 3 anos, e envolvem dificuldades na comunicação, na interação social e padrões de comportamento repetitivos ou restritos. A seguir estão os principais sinais de alerta:
1. Comprometimentos na comunicação
Atraso ou ausência da fala (sem balbuciar até os 12 meses ou formar palavras aos 16 meses)
Dificuldade em manter contato visual ou compartilhar atenção (não aponta para mostrar algo interessante)
Uso incomum da linguagem (ecolalia, repetição de frases fora de contexto)
Pouca resposta ao nome ou a comandos verbais simples
2. Déficits na interação social
Pouco interesse em interagir com outras crianças ou adultos
Preferência por brincar sozinho ou com objetos de forma repetitiva
Dificuldade em compreender expressões faciais ou emoções dos outros
Falta de interesse em jogos simbólicos (ex: fingir que está alimentando um boneco)
3. Comportamentos repetitivos e interesses restritos
Movimento repetitivo das mãos (flapping), girar objetos, balançar o corpo
Fixação por rotinas rígidas e resistência a mudanças
Forte interesse por temas específicos (números, letras, mapas, etc.)
Sensibilidade incomum a sons, cheiros, luzes ou texturas (hiper ou hipossensibilidade sensorial)
4. Outros sinais associados
Alterações no sono e na alimentação
Crises intensas de choro ou agitação sem causa aparente
Atraso no controle de esfíncteres (em alguns casos)
Desenvolvimento típico em algumas áreas e atraso significativo em outras
O que fazer ao notar esses sinais?
É essencial procurar um psicólogo infantil ou neuropsicólogo para uma avaliação especializada, preferencialmente com experiência em transtornos do neurodesenvolvimento. A intervenção precoce melhora significativamente o prognóstico e favorece o desenvolvimento da criança em diferentes áreas.
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Como posso melhorar da depressão, existe cura? sou bipolar há 20 anos.
Como posso melhorar da depressão, existe cura? sou bipolar há 20 anos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A depressão pode ser tratada e controlada, mesmo no contexto do transtorno bipolar, mas não há uma “cura” definitiva. O tratamento é contínuo e envolve uma combinação de medicação estabilizadora do humor , geralmente prescrita por uma psiquiatra, e psicoterapia , como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ou Terapia Interpessoal, que ajuda a identificar gatilhos, modificar padrões de pensamento negativos e desenvolver estratégias para lidar com crises.
Além disso, mudanças no estilo de vida, como manter uma rotina estruturada, praticar atividade física regularmente, evitar álcool e substâncias psicoativas, ter uma alimentação equilibrada e garantir um sono adequado, são fundamentais para estabilizar o humor. O apoio social e familiar também é essencial para fortalecer sua rede de suporte.
Se os sintomas forem intensos, procurar ajuda profissional é essencial, pois o tratamento adequado pode proporcionar estabilidade e qualidade de vida a longo prazo
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Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que e
Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que eu, que é diagnosticada com depressão
Tudo isso de escutar todo mundo está me deixando para baixo e eu acabo me sentindo confusa e choro muito ou me sentindo triste quase o tempo todo
O que eu faço? Devo parar de ajudá-la?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se ajudar os outros está te deixando emocionalmente sobrecarregado e afetando seu bem-estar, é essencial estabelecer limites de segurança . Ouvir alguém com depressão pode ser decepcionante, especialmente se você sente que precisa resolver os problemas da pessoa. Isso pode estar gerando uma sobrecarga emocional e até um efeito causado pela fadiga , comum em quem se preocupa muito com os outros.
Você não precisa parar de apoiá-la completamente, mas pode encontrar um equilíbrio. Tente limitar o tempo que dedica essas conversas e lembre-se de que você não é responsável pela recuperação dela. Incentivo-a buscar ajuda profissional , se ainda não estiver em acompanhamento. Além disso, cuide da sua própria saúde mental: converse com alguém de confiança, tire momentos para si e pratique atividades que te façam bem. Se perceber que seu sofrimento é intenso, buscar apoio psicológico para si mesmo também pode ser uma boa opção.
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Tenho TOC, tenho um ritual que é difícil de fazer, tem várias regras nele e acabo quebrando as regra
Tenho TOC, tenho um ritual que é difícil de fazer, tem várias regras nele e acabo quebrando as regras sem querer, minha mente diz que tenho que refazer esse ritual, já que não fiz corretamente, há problema em deixar de fazer esse ritual sem refazê-lo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não há problema em deixar de refazer o ritual, e, na verdade, esse é um passo importante para enfraquecer o ciclo obsessivo-compulsivo . No TOC , os rituais são reforçados porque, ao longo deles, há um intervalo temporário da ansiedade, o que mantém o comportamento. No entanto, quanto mais você resistir à necessidade de refazê-lo, mais o cérebro aprende que nada de ruim acontece se o ritual não for concluído.
Essa é a base da Exposição e Prevenção de Resposta (EPR) , uma técnica de Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) que ajuda a reduzir a força dos rituais e a reestruturar pensamentos obsessivos. No início, pode ser desconfortável, mas com o tempo, seu cérebro se ajusta e a necessidade de realizar o ritual diminui. Se você tiver dificuldades, um terapeuta especializado em TCC pode te ajudar a trabalhar estratégias para enfrentar essas situações de forma mais estruturada.
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Teste Palográfico de personalidade
No teste palografico tem algum problema aperta o lapis ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No teste palográfico , a pressão do lápis é uma característica observada dentro do conjunto de variáveis verificadas, sem que haja uma interpretação isolada ou determinística. A análise deve ser feita de forma contextualizada, levando em conta todo o protocolo e sempre por um profissional qualificado. Como qualquer instrumento projetivo ou psicométrico, sua aplicação e interpretação devem seguir as diretrizes éticas e científicas aplicáveis pelos órgãos competentes.
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Como posso resolver uma compulsão sexual?
Como posso resolver uma compulsão sexual?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A compulsão sexual envolve impulsos recorrentes e difíceis de controlar, que geram sofrimento ou prejuízos na vida pessoal, social ou profissional. Para tratá-la, o mais indicado é iniciar com uma avaliação neuropsicológica, que ajuda a identificar fatores cognitivos, emocionais e possíveis comorbidades, como transtornos do humor, ansiedade ou impulsividade.
Com base nos resultados, é possível planejar um tratamento que envolva psicoterapia estruturada, como a Terapia Cognitivo-Comportamental, e, se necessário, acompanhamento psiquiátrico. O foco será no controle dos impulsos, reestruturação de pensamentos disfuncionais e desenvolvimento de estratégias de regulação emocional. Quanto mais precoce a intervenção, melhor o prognóstico.
Perguntas frequentes
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