Perguntas do paciente (1164)

  • tive diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista nível 1 de suporte, e Altas Habilidades mt recent

    tive diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista nível 1 de suporte, e Altas Habilidades mt recentemente. Uma questão que me incomoda muito é uma grande fobia social. Gostaria de saber se Terapia Cognitiva Comportamental seria boa para mim.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Sim, a TCC pode ser uma boa opção para trabalhar a ansiedade social. Ela ajuda a compreender os medos de julgamento e rejeição, os pensamentos que aparecem nas situações sociais e, aos poucos, a enfrentar situações que hoje geram ansiedade ou acabam sendo evitadas. Como você também é autista e possui Altas Habilidades, é importante que esse trabalho respeite o seu funcionamento e suas particularidades. Nem toda dificuldade social precisa ser corrigida. O objetivo é diminuir o sofrimento e ajudá-lo a se sentir mais seguro nas relações, sem exigir que você deixe de ser quem é!


  • Como a TCC trabalha a baixa autoestima e a autoimagem negativa de si, já que a autoimagem é imutável?

    Como a TCC trabalha a baixa autoestima e a autoimagem negativa de si, já que a autoimagem é imutável?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Na verdade, a autoimagem não é imutável. Ela vai sendo construída ao longo da nossa história e pode mudar conforme nossas experiências e a maneira como aprendemos a olhar para nós mesmos. Na TCC, buscamos entender como pensamentos, crenças e experiências contribuíram para essa visão negativa de si. Aos poucos, a pessoa aprende a questionar percepções muito rígidas e autocríticas e a construir uma visão de si mais realista e gentil, sem precisar simplesmente pensar positivo!


  • Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou u

    Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou um pouco de lado emocionalmente e acredito que isso me bloqueia de me priorizar mais, sinto que tenho que tirar força negativa de dentro de mim pra tentar me priorizar e tenho uma crença de que acho que seria muito egoísta da minha parte ao me colocar em primeiro lugar. Como se trabalha isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Quando aprendemos, ao longo da vida, que nossas necessidades ficam em segundo plano, pode ser difícil se priorizar sem sentir culpa ou egoísmo. Às vezes, até sabemos o que queremos, mas parece existir uma barreira interna na hora de fazer algo por nós mesmos.
    Na terapia, é possível compreender de onde vem essa crença e trabalhar uma diferença importante: se priorizar não é deixar de considerar os outros. Aos poucos, você pode aprender a reconhecer suas próprias necessidades, estabelecer limites e construir espaço para seus desejos e objetivos sem precisar da culpa como companhia!


  • Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do

    Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do quarto, moro com a minha mãe, mas me sinto estagnada aqui e
    eu queria muito trabalhar, mas deixei oportunidades passar por conta do meu estado, eu passo no caps as vezes e tomo antidepressivo, mas preciso de mais acompanhamento e algo mais efetivo pra sair disso, por isso pensei em internação, mas queria a ajuda de vocês sobre o que posso fazer nessa situação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Pelo que você descreve, sua depressão está afetando bastante sua capacidade de realizar atividades básicas, e faz sentido sentir que precisa de um cuidado mais intensivo. Você não precisa esperar ficar ainda pior para pedir esse suporte. Como você já é acompanhada pelo CAPS, conte à equipe exatamente o que contou aqui e peça uma reavaliação do seu tratamento. O CAPS pode oferecer diferentes formas de acompanhamento e construir com você um plano de cuidado mais intensivo. A internação pode ser necessária em alguns casos, mas essa decisão deve ser feita após uma avaliação profissional, considerando sua segurança e o que você precisa neste momento.


  • Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coi

    Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coisas das revistas que tive ou tenho e costumo anotar num papel, antes eu guardava mas agora jogo fora,e isso está me deixando ansiosa,pois eu esqueço das coisas importantes, mesmo sabendo que essas coisas não são reais eu sinto tipo um impulso pra isso, isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Imaginar coisas que você gostaria de ter ou ser e até anotá-las não é, por si só, um problema. O que merece atenção é quando você sente que precisa fazer isso, fica ansiosa se não fizer ou percebe que o comportamento está ocupando muito espaço na sua rotina.
    Como você também relata medo de esquecer coisas importantes e uma sensação de impulso, seria interessante entender melhor o que acontece antes e depois dessas anotações. Um psicólogo pode ajudá-la a compreender se isso está relacionado à ansiedade, a um comportamento compulsivo ou simplesmente a um hábito que ganhou intensidade.


  • Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Talvez o primeiro passo seja trocar a pergunta como posso ser mais interessante? por o que desperta meu interesse por mim e pela minha própria vida? Isso pode envolver descobrir gostos, experimentar coisas novas, cuidar de si, desenvolver interesses e se permitir fazer escolhas que tenham mais a ver com quem você é. Quando você constrói uma vida que faz sentido para você, a relação consigo mesmo também tende a mudar. E ser atraente para os outros acaba sendo menos sobre tentar agradar e mais sobre conseguir se expressar com autenticidade e segurança!


  • Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço

    Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Nem todo perfeccionismo ou necessidade de ter certeza significa TOC. O que pode levantar essa hipótese é perceber que você fica preso em um ciclo: surge uma dúvida ou pensamento que causa muita ansiedade e você sente que precisa fazer alguma coisa para conseguir alívio, como conferir, pesquisar, perguntar para outras pessoas, repetir algo ou ficar tentando resolver aquilo mentalmente. Se isso acontece com frequência, toma muito do seu tempo ou começa a interferir na sua vida, vale investigar com um psicólogo. O mais importante é entender como esse ciclo funciona em você e o quanto ele está te fazendo sofrer!


  • É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após

    É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após conseguir mudar essas crenças, depois de um tempo elas voltam fazendo com que o paciente tenha recaídas? Se o paciente tem recaídas por conta de que a crença disfuncional antiga voltou, então não é possível mudar crenças disfuncionais para sempre ou por algum tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Sim, crenças disfuncionais podem mudar, mas isso não significa que elas serão apagadas da nossa história. Crenças construídas ao longo de muitos anos podem voltar a aparecer em momentos de estresse, perdas ou situações que ativem antigas inseguranças.
    A diferença é que, depois da terapia, você pode aprender a reconhecer essas crenças e não acreditar nelas ou agir a partir delas como antes. Uma recaída também não significa que todo o progresso foi perdido. Na TCC, parte do tratamento é justamente desenvolver ferramentas para perceber quando padrões antigos estão reaparecendo e conseguir lidar com eles de uma maneira diferente!


  • Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu

    Olá, boa noite.
    Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
    Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
    Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
    Eu deveria procurar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Sim, acho importante você procurar ajuda. Essa sensação de vazio, de não se reconhecer nos momentos felizes, a perda de vontade e, principalmente, os pensamentos de acabar com tudo mostram que você está passando por um sofrimento que não precisa enfrentar sozinho. Você não precisa esperar entender exatamente o que está acontecendo para procurar um psicólogo ou psiquiatra. Conte ao profissional exatamente o que conseguiu contar aqui, inclusive sobre esses pensamentos. E, se em algum momento sentir que pode fazer algo contra si ou que não consegue se manter seguro, procure imediatamente uma UPA, pronto-socorro ou o SAMU. O CVV também atende gratuitamente quando você precisar conversar.


  • Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres

    Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Essas questões muitas vezes estão conectadas. A baixa autoestima pode aumentar o medo do julgamento, a ansiedade social pode levar ao isolamento e às evitações e, com o tempo, tudo isso pode contribuir para o desânimo e a depressão. Na TCC, o trabalho é entender como esse ciclo acontece para você e ir modificando aos poucos os pensamentos e comportamentos que o mantêm. Isso pode envolver trabalhar a autocrítica, enfrentar gradualmente situações sociais evitadas e retomar atividades que tragam sentido e prazer. O tratamento é construído respeitando seu ritmo e sem tentar resolver tudo de uma vez!


  • Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou

    Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou 100mg de sertralina, mas não resolveu. Faz 3 anos que eu não vou a escola por conta dessa ansiedade. Tenho medo do julgamento, medo do que os outros estão pensando, medo de ser rejeitado, criticado, medo de desagradar alguém, autoestima baixa. Quando alguém me chama para sair, ir em algum evento, festas ou um jogo de futebol, eu nunca vou por conta dessa ansiedade. Já passei por 2 psicólogas da TCC, mas eu parei de fazer terapia porque eu achei que não estava resolvendo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Entendo sua frustração, principalmente porque você já tentou terapia e medicação e ainda sente que a ansiedade limita muito sua vida. Na TCC, o tratamento trabalha justamente esses medos de julgamento, rejeição e crítica, além da evitação, ajudando a enfrentar gradualmente as situações sociais.
    Como isso já interfere bastante na sua rotina, vale buscar um psicólogo com experiência em ansiedade social e conversar novamente com seu psiquiatra. Às vezes, o tratamento precisa ser ajustado, e experiências anteriores que não funcionaram não significam que você não possa melhorar!


  • A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediá

    A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais sozinho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Sim. Um dos objetivos da TCC é justamente que, ao longo do processo, o paciente aprenda a reconhecer e questionar seus próprios padrões de pensamento, tornando-se cada vez menos dependente do terapeuta para fazer isso. O psicólogo não simplesmente diz quais crenças estão erradas ou pelo que devem ser substituídas. Ele ajuda o paciente a entender como essas crenças foram construídas, perceber como influenciam sua vida e desenvolver formas mais flexíveis e realistas de enxergar a si mesmo, os outros e as situações. Com o tempo, essas habilidades podem ser utilizadas de forma mais autônoma no dia a dia!


  • Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessid

    Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessidade de agradar a todos, crenças como: "eu tenho que agradar todo mundo", "se eu não agradar todo mundo, ninguém vai gostar de mim". Esses medos e essas crenças estão me atrapalhando muito na minha vida pessoal e nos esportes também

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Quando sentimos que precisamos agradar todo mundo para sermos aceitos, acabamos vivendo muito em função da aprovação dos outros, e isso pode ser bastante desgastante. Na TCC, buscamos compreender como crenças como, se eu desagradar, ninguém vai gostar de mim, foram construídas e como elas influenciam seus pensamentos, emoções e comportamentos hoje. Ao longo da terapia, é possível questionar essas crenças, enfrentar gradualmente situações em que existe risco de crítica ou rejeição e desenvolver uma relação mais segura consigo mesmo. O objetivo não é deixar de se importar com a opinião dos outros, mas conseguir ser você mesmo sem precisar da aprovação de todos para se sentir bem!


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Ter esse tipo de pensamento não significa, por si só, que você esteja traindo seu parceiro. É bastante humano querer ser bem vista por pessoas que fizeram parte da nossa história, mesmo sem existir interesse amoroso ou intenção de aproximação. O que chama atenção é o quanto isso gera culpa e faz você questionar suas próprias intenções. Isso pode estar relacionado à ansiedade, autoestima e necessidade de aprovação. Em alguns casos, dúvidas persistentes sobre ter sido desleal também podem aparecer no TOC, mas seria necessário avaliar outros sintomas. A psicoterapia pode ajudá-la a entender de onde vem essa necessidade de validação e, principalmente, a lidar com esses pensamentos sem transformá-los automaticamente em culpa.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Em relacionamentos longos, é natural que a intensidade e a novidade do início se transformem. Isso não significa necessariamente que o amor acabou. Ansiedade, rotina, conflitos, estresse e questões individuais também podem interferir na forma como percebemos nossos sentimentos.
    Antes de tomar uma decisão, pode ser importante compreender o que mudou em você e na relação. A psicoterapia pode ajudar a diferenciar perda de vínculo, ansiedade e mudanças naturais do relacionamento, além de trabalhar possibilidades de reconstrução da intimidade e da conexão afetiva!


  • Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm

    Olá!
    Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
    Eu também tenho a sensação de não pertencimento
    O que de fato é está se curando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    O que você descreve sugere que houve uma evolução importante. A melhora na ansiedade social não significa deixar de ser uma pessoa mais reservada, mas conseguir se relacionar com mais segurança e menos sofrimento. Comentários sobre você ser quieta podem despertar inseguranças, mas não anulam seu progresso. A psicoterapia pode ajudá-la a fortalecer a autoestima, reduzir a autocrítica e desenvolver um maior senso de pertencimento!


  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    O que você descreve merece atenção e acolhimento. Pesquisar excessivamente sobre sintomas pode aumentar a ansiedade e reforçar o medo, criando um ciclo em que as preocupações ficam cada vez mais intensas. Interromper esse padrão, limitar as pesquisas e dar continuidade ao tratamento são passos importantes para a recuperação.
    Como você relata que não consegue sair de casa nem realizar terapia online, é fundamental conversar com o psiquiatra que está acompanhando seu caso. Em momentos de maior sofrimento, pode ser necessário ajustar o tratamento e pensar em alternativas para que você receba o suporte psicológico de que precisa. Com acompanhamento adequado, é possível reduzir esses sintomas e retomar gradualmente sua rotina!


  • Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?

    Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Não. Dormir com a chamada mão de T-Rex (punhos flexionados e mãos próximas ao peito) não significa, por si só, que a pessoa tenha um transtorno. Essa posição pode acontecer por diversos motivos, como, uma posição confortável durante o sono, tensão ou relaxamento muscular, hábito adquirido ao longo da vida.
    Ela ganhou bastante atenção porque muitas pessoas com Transtorno do Espectro Autista relatam dormir dessa forma, e alguns estudos observam essa postura com maior frequência em pessoas autistas. No entanto, ela não é um critério diagnóstico e também é comum em pessoas sem autismo.
    O mesmo vale para pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ou sem qualquer condição clínica.
    Ou seja, essa postura só ganha significado quando faz parte de um conjunto mais amplo de características. Isoladamente, ela não indica autismo, TDAH ou qualquer outro transtorno!


  • Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom

    Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
    A terapia pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Sim, pesquisar repetidamente sobre sintomas pode acabar alimentando a ansiedade. Quanto mais você pesquisa, mais atento fica às próprias sensações e mais ameaçadoras elas podem parecer, criando um ciclo de medo, checagem e evitação. A terapia pode ajudar bastante a quebrar esse ciclo e a retomar, aos poucos, as atividades que você passou a evitar. A TCC, por exemplo, é um dos tratamentos recomendados para ansiedade social e crises de pânico. Como você começou o escitalopram recentemente, mantenha o acompanhamento com quem o prescreveu, pois antidepressivos podem levar algum tempo para apresentar benefício e precisam ser acompanhados.


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    A dificuldade de concentração pode ter diversas causas, como ansiedade, estresse, alterações do sono, excesso de estímulos digitais ou até condições como Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O hábito de alternar constantemente entre conteúdos rápidos nas redes sociais também pode tornar mais difícil sustentar a atenção em atividades que exigem esforço prolongado, como a leitura.
    Antes de concluir que é apenas um problema de foco, vale a pena buscar uma avaliação psicológica para compreender os fatores envolvidos. Com estratégias adequadas e, quando necessário, tratamento específico, é possível recuperar gradualmente a capacidade de concentração e retomar hábitos de estudo e leitura com mais qualidade!


Perguntas frequentes

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