Perguntas do paciente (1164)

  • A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion

    A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Pelo que você conta, parece que você não está se reconhecendo mais, e imagino o quanto isso deve estar sendo difícil. Esses sintomas, como perda de interesse, vontade de ficar deitada, choro frequente, isolamento, cansaço e dificuldades de memória e concentração, podem aparecer na depressão, mas também em outras condições. Como isso já está afetando várias áreas da sua vida, não tente enfrentar tudo sozinha. Procure terapia e também uma avaliação médica ou psiquiátrica para entender o que está acontecendo. Você não precisa descobrir o diagnóstico antes de pedir ajuda. O primeiro passo é justamente contar a um profissional tudo isso que conseguiu contar aqui!


  • Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins

    Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.

    Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.

    As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.

    Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Sim, isso pode acontecer e não significa necessariamente que exista algum problema no relacionamento ou uma dependência emocional. Depois de vários dias compartilhando intimidade, companhia e rotina, a separação pode produzir uma sensação temporária de vazio e saudade mais intensa. É importante acolher esse sentimento sem interpretá-lo imediatamente como algo negativo. Se, porém, a ausência começar a gerar sofrimento frequente, dificuldade para realizar suas atividades ou sensação de que você só consegue ficar bem quando está com ele, pode ser interessante compreender melhor essa dinâmica em psicoterapia!


  • Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in

    Olá, tudo bem?
    Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Olá! Essa diferença nem sempre é fácil de perceber, porque sentimentos reais podem surgir dentro da própria relação terapêutica. Na transferência, emoções, expectativas e formas de se relacionar construídas em outras relações podem aparecer no vínculo com a psicóloga. Isso pode incluir admiração, necessidade de aprovação e até sentimentos amorosos ou sexuais. O mais importante é não sentir vergonha nem tentar resolver essa dúvida sozinho. Você pode conversar sobre isso com sua psicóloga. Esse sentimento pode ser acolhido e compreendido dentro da terapia, mantendo os limites profissionais da relação, e inclusive trazer informações importantes sobre seus vínculos e necessidades afetivas.


  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Eu deixaria com menos “cara de resposta técnica” e mais acolhimento:
    Sinto muito que você tenha passado por experiências tão dolorosas. E quero destacar uma coisa importante: você não é uma namorada defeituosa. Seu medo, o choro e essas lembranças durante a intimidade podem ser respostas relacionadas aos traumas que viveu, não uma escolha ou uma falha sua.
    Você não precisa se forçar a ter relações ou usar álcool para conseguir enfrentá-las, principalmente porque percebe que ele piora suas crises. Procure um psicólogo com experiência em trauma e violência sexual. Com acompanhamento adequado, é possível trabalhar essas memórias e, aos poucos, construir uma relação mais segura com a intimidade, sempre respeitando seu tempo e seus limites!


  • Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

    Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Querer construir uma relação profunda com alguém não é fútil e também não significa que você precise aprender a se amar primeiro. Somos seres que precisam de vínculos, e desejar dividir a vida com alguém é uma necessidade afetiva legítima. Você também não precisa esperar ter carreira, estabilidade e toda a vida resolvida para se permitir conhecer alguém. Talvez o mais importante seja não colocar no relacionamento a responsabilidade de finalmente fazê-lo feliz. É possível desejar companhia e, ao mesmo tempo, continuar construindo sua própria vida. Na terapia, você pode compreender melhor essa angústia, suas expectativas sobre o amor e por que a ausência desse vínculo tem pesado tanto. Aos 25 anos, você não deveria já ter todas essas respostas. Algumas delas a gente constrói vivendo!


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Após um episódio de depressão, o cérebro pode ficar mais vulnerável a novos episódios, especialmente diante de situações de estresse, perdas ou acontecimentos difíceis. Isso não significa que a depressão esteja esperando para voltar, mas que fatores biológicos, psicológicos e ambientais podem aumentar o risco de recaída.
    A boa notícia é que esse risco pode ser reduzido com tratamento adequado, acompanhamento psicológico, hábitos saudáveis e identificação precoce dos sinais de alerta. Aprender a reconhecer esses sinais permite buscar ajuda antes que os sintomas se intensifiquem!


  • Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo

    Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Passar por uma experiência tão difícil no trabalho e, ao buscar apoio, sentir que sua própria mãe não acreditou em você pode deixar uma ferida profunda. Muitas vezes, a dor não vem apenas do que aconteceu no trabalho, mas também da sensação de ter enfrentado tudo aquilo sozinho. Depois de experiências assim, é compreensível ficar mais desconfiado das pessoas, mas concluir que a maioria não presta também pode ser uma forma de tentar se proteger de ser ferido novamente. Na psicoterapia, é possível trabalhar essa sensação de abandono, elaborar o que aconteceu e reconstruir aos poucos a capacidade de confiar, sem precisar ignorar os riscos ou abrir mão dos seus limites!


  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Sim. A Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) pode ajudar a identificar os padrões de pensamento e comportamento que mantêm a impulsividade, o perfeccionismo e a busca constante por novos conteúdos. Muitas vezes, esse ciclo funciona como uma forma de evitar tarefas difíceis ou aliviar a ansiedade, prejudicando a produtividade.
    A psicoterapia auxilia no desenvolvimento de estratégias para melhorar o foco, a organização e a regulação emocional. Também é importante investigar se há condições associadas, como ansiedade ou Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), que podem contribuir para esse funcionamento!


  • Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento

    Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento e calmante na mente e faz alterar as ondas cerebrais rápidas para as mais lentas?
    Mas pode ser verbalmente? Ou funciona melhor se for Mentalmente



    Muito obrigado psicólogos do Doctoralia tomara que me respondam

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Repetir uma palavra, frase ou mantra pode favorecer o relaxamento e reduzir a ativação fisiológica, principalmente quando associado a uma respiração lenta e regular. Algumas pesquisas sugerem mudanças na atividade cerebral durante práticas meditativas, mas esses efeitos variam entre as pessoas e não dependem apenas da repetição da palavra.
    Tanto a repetição mental quanto em voz baixa podem ser eficazes. O mais importante é que a prática seja confortável e ajude a direcionar a atenção para o momento presente. Se a ansiedade for frequente ou intensa, a psicoterapia pode complementar essas estratégias e auxiliar no desenvolvimento de outras formas de regulação emocional!


  • Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz

    Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Entendo como isso pode ser desgastante, principalmente quando começa a afetar seu trabalho. Dificuldade de concentração, agitação e pensamentos acelerados podem acontecer por vários motivos, como ansiedade, estresse, problemas de sono ou TDAH, por exemplo. Por isso, mais importante do que tentar descobrir sozinho o que é, seria entender quando isso começou e como aparece na sua rotina. Um psicólogo pode te ajudar nessa investigação e também a encontrar estratégias práticas para lidar melhor com esses sintomas!


  • Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona

    Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Você pode começar procurando um psicólogo que tenha experiência com autismo e TDAH em adultos. Ele poderá conhecer sua história, compreender os sintomas e avaliar se há necessidade de uma investigação mais específica. Como você também percebe sinais de depressão, é importante falar sobre isso desde o início. Dependendo do que for identificado, o psicólogo poderá recomendar uma avaliação neuropsicológica e/ou encaminhá-lo para um psiquiatra. Você não precisa chegar ao atendimento sabendo exatamente qual diagnóstico possui. Essa investigação também faz parte do processo!


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    A sensação de que tudo depende de você pode estar relacionada à autocobrança, necessidade de controle ou dificuldade em dividir responsabilidades. Com o tempo, esse padrão pode gerar ansiedade, exaustão e culpa, especialmente quando a pessoa acredita que precisa dar conta de tudo sozinha. Na psicoterapia, é possível compreender a origem dessa percepção, desenvolver limites mais saudáveis e construir uma relação mais equilibrada com as próprias responsabilidades. Pedir ajuda e reconhecer que nem tudo está sob nosso controle também faz parte do cuidado com a saúde mental.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Sim. O término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto, pois envolve a perda de um vínculo, de expectativas e de planos construídos em conjunto. É comum surgirem emoções como tristeza, saudade, raiva, culpa e dificuldade para aceitar a mudança, especialmente nas primeiras fases desse processo. Superar essa dor não significa esquecer a relação, mas elaborar a perda e reconstruir gradualmente a própria rotina e identidade. Quando o sofrimento se torna intenso ou persistente, a psicoterapia pode ajudar a compreender essas emoções e desenvolver estratégias para atravessar esse momento de forma mais saudável.


  • Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes)

    Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes) e eu descobri ontem com um ano juntos q eles são irmãos, e meu namorado pediu um tempo. Estou com medo de terminarmos, eu me sinto muito culpada. E ele é o único apoio que tenho (eu tenho autismo e depressão) e sem ele sinto que tudo vai desmoronar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Entendo como essa situação pode ser angustiante, principalmente porque você associa esse relacionamento ao seu principal apoio emocional. Mas, pelo que você descreve, conversar com o irmão do seu namorado dois anos antes de conhecê-lo não significa, por si só, que você tenha feito algo errado. É importante evitar assumir toda a responsabilidade antes de compreender o que realmente motivou o pedido de tempo.
    Além da preocupação com o relacionamento, me chama atenção quando você diz que, sem ele, sente que tudo vai desmoronar. Considerando que você também convive com autismo e depressão, esse momento pode intensificar sentimentos de medo e desamparo. Por isso, é importante que você não enfrente essa situação sozinha. Se já faz acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico, vale a pena conversar com seus profissionais sobre o que está acontecendo.
    Independentemente do que aconteça com o relacionamento, seu cuidado emocional precisa ir além de uma única pessoa. A psicoterapia pode ajudá-la a atravessar esse momento, fortalecer outras fontes de apoio e desenvolver recursos para lidar com essa incerteza de forma mais segura.
    Você merece ser acolhida nesse processo e não precisa carregar essa culpa sozinha.


  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    O que você descreve merece ser levado a sério e não é apenas timidez. Esse nível de sofrimento, com ansiedade intensa, sintomas físicos, evitação de interações e prejuízo na vida profissional, indica que é importante buscar uma avaliação psicológica. Quadros como ansiedade social podem estar envolvidos, mas outras condições também precisam ser consideradas.
    O psicólogo poderá compreender a origem desse sofrimento e indicar o tratamento mais adequado. Em alguns casos, também é recomendado acompanhamento com um psiquiatra. Você não precisa enfrentar isso sozinho, e buscar ajuda não é perder a dignidade, mas um passo importante para recuperar sua qualidade de vida.


  • Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando

    Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    A dificuldade em aceitar opiniões diferentes nem sempre significa teimosia. Em alguns casos, pode estar relacionada à rigidez cognitiva, necessidade de estar certo, insegurança ou dificuldade em lidar com a frustração e a possibilidade de errar. Quando esse padrão começa a prejudicar relacionamentos e até a vida profissional, vale a pena investigá-lo.
    A psicoterapia pode ajudar a compreender a origem desse comportamento, desenvolver maior flexibilidade cognitiva e aprender estratégias para lidar com divergências de forma mais saudável, sem abrir mão das próprias convicções.


  • Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit

    Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Essa comparação pode gerar muito sofrimento, mas é importante lembrar que cada pessoa tem um ritmo e enfrenta circunstâncias diferentes. A ideia de que a vida só começa em determinada idade costuma ser uma previsão sobre o futuro, não um fato. Além disso, conquistar objetivos mais tarde não diminui o valor dessas conquistas nem impede que sua vida tenha significado antes delas.
    Na psicoterapia, é possível trabalhar essa autocrítica, revisar expectativas e construir uma relação mais saudável com o próprio tempo, sem deixar que comparações impeçam você de viver o presente. Cuidar do caminho, e não apenas do destino, costuma ser fundamental para manter a motivação e a qualidade de vida.


  • Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda

    Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    Sim, é possível, mas depende do compromisso de ambos com a mudança. Quando o respeito é substituído por críticas constantes, desprezo, ofensas ou hostilidade, a relação tende a se desgastar profundamente. Reconstruí-lo exige reconhecer a responsabilidade de cada um, desenvolver novas formas de comunicação e restabelecer um ambiente de segurança emocional.
    Em alguns casos, a psicoterapia individual ou de casal pode favorecer esse processo. Porém, quando apenas um dos parceiros está disposto a mudar ou há violência psicológica persistente, a reconstrução da relação pode não ser viável. A avaliação psicológica ajuda a compreender cada situação e as possibilidades de cuidado.


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    O que você descreve merece atenção e não é incomum em relacionamentos nos quais a pessoa sente que suas emoções não são acolhidas. Quando há a sensação constante de precisar pisar em ovos ou de não ter seus sentimentos validados, é natural que surjam tristeza, choro, isolamento e até dúvidas sobre si mesma. Esses sentimentos podem estar relacionados à dinâmica do relacionamento, mas também é importante considerar outros fatores emocionais que podem estar contribuindo para esse sofrimento. A psicoterapia pode ajudar a compreender a origem dessas emoções, fortalecer a autoestima e desenvolver formas mais saudáveis de comunicar suas necessidades e estabelecer limites.
    Você não precisa enfrentar isso sozinha. Buscar ajuda psicológica pode ser um passo importante para entender o que está acontecendo e cuidar da sua saúde emocional.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos

    Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.

    O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.

    Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.

    Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Priscila Loyola

    O que você descreve demonstra um sofrimento importante e merece ser acolhido. Nenhum relacionamento é isento de conflitos, mas quando as discussões se tornam frequentes, envolvem ofensas, geram exaustão emocional e passam a afetar os filhos, é importante buscar ajuda. A possibilidade de reconstrução costuma existir quando ambos reconhecem sua participação nos conflitos e estão dispostos a mudar. Quando apenas um tenta promover mudanças ou há prejuízo significativo à saúde mental da família, um afastamento temporário pode ser uma alternativa para reorganizar emoções e refletir sobre a relação. A psicoterapia individual e, quando possível, a terapia de casal podem auxiliar na tomada de decisão e na construção de caminhos mais saudáveis.


Perguntas frequentes

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