Perguntas do paciente (189)
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Tenho medo de falar o que penso, fico com medo do vão pensar e de como vão reagir. Normalmente acont
Tenho medo de falar o que penso, fico com medo do vão pensar e de como vão reagir. Normalmente acontece quando vou falar o que quero, o que desejo.
Ex: cortes de cabelo, fico nervosa e falo que o que a pessoa quiser eu vou usar, não consigo me decidir.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esse medo de se posicionar pode parecer pequeno quando aparece em situações como escolher um corte de cabelo, mas ele pode revelar algo maior: a dificuldade de sustentar uma preferência quando existe a possibilidade de outra pessoa discordar ou desaprovar.
Eu gostaria de entender primeiro de onde isso vem. Quantos anos você tem? Esse medo existe desde criança? Na sua família, você foi incentivada a dizer o que queria ou aprendeu que era melhor agradar, obedecer e não criar conflito? Isso acontece com todo mundo ou principalmente com determinadas pessoas, como familiares, homens, mulheres ou pessoas que você considera mais importantes? E quando você finalmente escolhe alguma coisa por conta própria, costuma sentir culpa ou medo de ter feito a escolha errada?
Existe uma diferença importante entre ser uma pessoa flexível e não conseguir escolher. Ser flexível é conseguir considerar a preferência do outro e ainda assim saber o que você prefere. Já quando você abandona constantemente sua própria vontade porque não consegue suportar a reação do outro, sua escolha deixa de ser realmente sua.
Isso também pode ter sido aprendido. Algumas pessoas crescem em ambientes nos quais discordar gera bronca, rejeição, críticas ou conflitos. Outras aprendem, principalmente dentro da família, que ser uma “boa menina” significa não incomodar, não contrariar e estar sempre disponível para agradar. Com o tempo, a pessoa pode começar a antecipar a reação dos outros antes mesmo de descobrir o que ela própria deseja.
E isso pode mudar. Talvez um dos exercícios mais importantes seja começar justamente pelas pequenas escolhas. Em vez de perguntar “qual você acha melhor?”, experimente primeiro se perguntar “qual eu quero?”. Pode ser o corte de cabelo, uma roupa, um restaurante ou até algo simples do cotidiano. A ideia não é começar enfrentando grandes conflitos, mas criar experiências em que você perceba: “eu escolhi, a pessoa pode não gostar e, mesmo assim, eu continuo segura”.
Porque se posicionar não significa deixar de se importar com os outros. Significa conseguir continuar sendo você mesma quando alguém pensa diferente.
A psicoterapia também pode ser especialmente importante quando existe muita dificuldade para tomar decisões. O processo terapêutico pode oferecer uma relação na qual você não precisa escolher o que dizer para agradar o outro nem ter medo de ser rejeitada por expressar aquilo que realmente pensa e sente. Dentro de uma relação de aceitação incondicional, você pode começar a experimentar com mais segurança suas próprias vontades, perceber o que realmente deseja e construir, aos poucos, confiança para sustentar suas escolhas também fora daquele espaço. Não é o psicólogo que vai decidir por você; é justamente a experiência de poder ser você mesma naquela relação que pode ajudar a desenvolver essa autonomia.
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Boa noite. Meu noivo tem uma filha de 9 anos, que fica com ele a cada 15 dias... Estamos juntos a 3
Boa noite.
Meu noivo tem uma filha de 9 anos, que fica com ele a cada 15 dias... Estamos juntos a 3 anos, até a gte se conhecer ele tratava ela como uma namorada, usava o tempo deles juntos para ficarem grudados, fazia dela a mulher da vida dele, até aí acho q é assim mesmo, mas desde q ficamos juntos, até hoje ele me afasta da relação quando ela chega, chegou até a pedir pra eu dormir no sofá pra ela poder dormir na cama com ele, quando estamos juntos, anda de mão dada com ela e não dá a mão pra mim, e hoje eu coloquei um colchão ao lado da nossa cama para ela dormir,e quando ele chegou do trabalho quase infartou dizendo que ela tem q dormir na cama abraçada com ele.
No início achava q ela tinha ataque de ciúmes comigo pq eu cheguei depois na vida deles,e pensava q ela como criança não entendia e fazia birra, mas hoje eu percebo q as birras dela são alimentadas por como ele a trata, no nosso convívio ele faz questão de mostrar pra ela que eu estou em segundo plano.
Preciso muito de ajuda, tenho medo de estar errada na minha opinião.
Já até conversamos c ela sobre o pai dela ter eu como namorada,e ela entendeu, e longe dele ela é um amor,mas quando ele está perto ele faz questão de se isolar c ela a ponto de deixar ela realmente pensando que ela é a namorada dele. Agora já começo a crer q ele é quem tá tomando atitude errada em tratá-la como a namorada ee excluir na frente dela.as ele não percebe, e me acusa de estar c ciúmes.
Por favor,o que eu faço???
Não tenho ciúmes, acho certo ele tratar bem a filha, mas colocá-la no lugar de namorada tratá-la romanticamente e me excluir da vida dele toda vez q ela vem, acho q não tá certo. Não sei como convencê-lo de estar errado.
Afinal quem está errando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, acho importante separar duas coisas: uma criança ter uma relação muito próxima com o pai e ocupar um lugar de "namorada" dentro dessa relação. O primeiro é saudável e importante; o segundo merece ser observado com cuidado. Uma menina de 9 anos pode querer exclusividade, ter ciúmes e fazer birras quando o pai estabelece uma nova relação, mas cabe ao adulto organizar esses sentimentos e deixar claro, através das próprias atitudes, qual é o lugar de cada pessoa na família.
Também acho importante entender a história dos dois antes de vocês se conhecerem. Como era a relação dele com a filha antes da separação dos pais? Houve algum período em que ele ficou afastado dela? Como foi a separação, a guarda e a reorganização da convivência? Em algumas famílias, uma separação muito difícil, uma disputa de guarda ou uma redução importante do contato com o filho pode produzir no pai um sentimento intenso de culpa e medo de perder novamente aquela relação. Quando isso acontece, ele pode tentar compensar o tempo perdido oferecendo uma proximidade excessiva à criança, sem perceber que está colocando sobre ela uma responsabilidade emocional que não deveria carregar.
Isso também pode explicar por que ele reage tão intensamente quando você tenta modificar essa dinâmica. Talvez, para ele, qualquer limite pareça uma tentativa de afastá-lo da filha, quando na realidade você está questionando o lugar que ela ocupa nessa relação. E existe uma diferença importante entre dizer "você está dando atenção demais para sua filha" e dizer "acho importante que nossa família tenha lugares diferentes para a relação de pai e filha e para a relação de casal".
Eu teria bastante cuidado, portanto, em tentar convencê-lo de que ele está "errado". Se ele se sente acusado de escolher você no lugar da filha, provavelmente vai entrar na defensiva. Uma conversa mais produtiva seria sobre a organização da família: qual é o lugar da filha, qual é o lugar do pai e qual é o lugar do casal? Como vocês podem preservar a intimidade entre pai e filha sem que isso signifique excluir você? E como vocês podem preservar a relação conjugal sem fazer a criança sentir que perdeu o pai?
Outro ponto importante é que vocês estão juntos há três anos e ainda assim, segundo seu relato, você é afastada sistematicamente quando ela está presente. Isso merece atenção. Não porque você deva disputar espaço com uma criança, mas justamente porque você não deveria precisar disputar. O adulto responsável pela organização dessas relações é ele.
Como vocês estão noivos e existe uma criança envolvida, eu consideraria muito importante uma terapia de família ou terapia de casal com alguém que tenha experiência em famílias recasadas. Esse tipo de configuração exige uma reorganização bastante cuidadosa dos papéis, dos limites e das alianças familiares. O objetivo não seria afastar pai e filha, nem colocar você acima dela, mas ajudar todos a construírem uma convivência em que ninguém precise ocupar o lugar de outra pessoa.
E existe uma pergunta que eu faria a ele: "Você consegue construir uma relação muito próxima com sua filha sem precisar me colocar em segundo plano quando ela está presente?" Se a resposta for sim, então existe um caminho para reorganizar essa dinâmica. Se ele não conseguir sequer considerar essa possibilidade, talvez o problema seja maior do que o comportamento da menina. Pode estar na forma como ele próprio compreende o papel de pai, de parceiro e a nova família que está tentando construir.
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Sou casada a 18 anos e sofro com a dependência emocional,meu marido è manipulador,quer as coisas do
Sou casada a 18 anos e sofro com a dependência emocional,meu marido è manipulador,quer as coisas do jeito dele.Sai com os amigos,mais quando saiu com os meus ele se isola,fecha a cara.Passamos dias sem se falar,e na maioria das vezes eu que procuro pra dialogar,mesmo não estando errada.O que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depois de 18 anos de casamento, perceber que você vive uma relação marcada por dependência emocional e por comportamentos do seu marido que fazem você se sentir obrigada a ceder pode ser bastante doloroso. Principalmente quando você percebe que, mesmo acreditando não estar errada, acaba sendo sempre você quem procura o diálogo para que a relação volte a funcionar.
Quando existe dependência emocional, muitas vezes a pessoa começa a organizar o próprio comportamento em função das reações do parceiro. Você deixa de sair para evitar que ele fique bravo, procura conversar mesmo quando não gostaria, pede desculpas para encerrar o silêncio e passa a sentir que precisa fazer alguma coisa para recuperar a tranquilidade da relação. Aos poucos, pode ficar difícil perceber onde termina uma tentativa saudável de preservar o casamento e onde começa uma renúncia constante de si mesma.
O comportamento que você descreve, como ele sair com os amigos enquanto reage mal quando você sai com os seus, também merece ser observado. Não é possível concluir apenas pelo seu relato que exista manipulação em sentido clínico, mas existe uma assimetria importante: ele parece ter liberdade para fazer algo que não aceita quando é você quem faz. Vale refletir sobre quais são as regras do relacionamento e se elas realmente valem para os dois.
Talvez o primeiro passo não seja tentar descobrir como fazer seu marido mudar, mas começar a recuperar sua própria autonomia. Na dependência emocional, isso costuma ser difícil porque a pessoa pode sentir muita culpa quando começa a se posicionar, especialmente depois de muitos anos funcionando daquela maneira.
A psicoterapia individual pode ser muito importante nesse processo. Ela pode oferecer um espaço seguro para você compreender como essa dinâmica foi construída, reconhecer os comportamentos que mantêm a dependência e desenvolver gradualmente mais autonomia emocional. Não se trata simplesmente de aprender a "bater de frente" com seu marido, mas de conseguir tomar decisões, expressar vontades e estabelecer limites sem depender constantemente da aprovação ou da reação dele.
À medida que você muda sua maneira de se posicionar, a própria relação pode começar a mudar. Em alguns casais, o parceiro também consegue se adaptar a uma dinâmica mais equilibrada. Em outros, a mudança revela problemas que antes ficavam escondidos pela dependência. O importante é que você consiga chegar a esse ponto com mais recursos internos para avaliar a relação e decidir o que é saudável para você.
Uma pergunta que talvez seja importante levar para a terapia é: quando você procura seu marido depois de dias sem conversar, você está procurando resolver o problema porque realmente deseja aquela conversa ou porque não consegue suportar a possibilidade de ele continuar distante de você? Essa diferença pode ajudar a compreender bastante sobre o lugar que a dependência emocional ocupa atualmente no seu casamento.
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Geralmente me sinto muito insegura com o meu namorado e suas amizades entre mulheres, pois toda vez
Geralmente me sinto muito insegura com o meu namorado e suas amizades entre mulheres, pois toda vez que digo que me sinto insegura com alguma delas, ele sempre aparece se aproximando mais dela logo após (não sei se pode ser coincidência, mas acontece todas as vezes). Sempre fui uma pessoa que internaliza sentimentos e reprimo até não aguentar e explodir (o que é errado), mas estou tentando ser mais transparente com ele sobre essas coisas, pois o mesmo já relatou incômodo quando não digo o que sinto. Hoje mesmo estava conversando com ele, logo após irmos no cinema com os seus amigos... Uma amiga em específico dele, nem me comprimentou, olhou no meu olho apenas uma vez, e mesmo eu estando ao lado dele, ela direcionava a atenção para o mesmo como se eu não estivesse presente no momento. Quando chegamos, eu perguntei se ele tinha muita proximidade com a amiga dele, ou se eram apenas colegas de trabalho, se conversavam coisas a mais no WhatsApp. Ele disse que mal falava com ela no WhatsApp, mas toda vez que tem oportunidade fala como ela é adorada por ele. Ele questionou o porquê da pergunta e eu disse sobre minha insegurança, fui totalmente aberta com ele, e ele respondeu "ah sim, entendi. Sinto muita pena de vc :(" e não falou mais nada. Não sei o que pode ter significado, se ele vai se aproximar dela como fez com as outras, se vai me taxar de louca... O que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Fiquei pensando principalmente na diferença entre a sua insegurança e a maneira como ele responde quando você tenta falar sobre ela. Uma coisa é você ter ciúmes, interpretar algumas situações de forma mais ameaçadora e precisar aprender a lidar melhor com isso. Outra é você procurar conversar justamente para construir mais segurança na relação e receber como resposta “sinto muita pena de você”. São coisas diferentes e vale observar esse padrão com cuidado.
Você mesma reconhece uma característica importante: costuma guardar o que sente até chegar ao limite e explodir. O fato de estar tentando falar antes de chegar nesse ponto é uma mudança positiva. Só que transparência não significa que o parceiro precise concordar com toda insegurança; significa que vocês deveriam conseguir conversar sobre ela sem que você seja ridicularizada, diminuída ou colocada no lugar de alguém “louca” ou inferior.
Também acho importante separar duas questões. A primeira é: você tem motivos concretos para desconfiar dessas amizades ou sua ansiedade está transformando situações comuns em sinais de ameaça? A segunda é: mesmo que sua insegurança seja exagerada, como seu namorado lida com ela? Ele tenta compreender, estabelece limites com você e explica como enxerga essas relações? Ou utiliza sua insegurança para desqualificar o que você sente?
A frase “sinto muita pena de você” merece ser observada, principalmente pelo contexto. Pode ter sido uma resposta infeliz, uma tentativa de dizer que ele acha sua insegurança exagerada ou até uma demonstração de irritação. Não dá para concluir apenas por uma frase que ele esteja perdendo a admiração por você. Mas, se esse tipo de resposta estiver se tornando frequente, existe um problema na forma como vocês estão se relacionando.
E tem outro detalhe que eu não deixaria passar: você diz que, todas as vezes que manifesta insegurança em relação a uma mulher, ele posteriormente se aproxima mais dela. Pode ser coincidência. Pode também ser que ele esteja reagindo às suas cobranças de uma maneira provocativa. Ou pode simplesmente ser que você esteja prestando mais atenção nessas aproximações depois de sentir ciúmes. Antes de concluir qualquer uma dessas hipóteses, seria importante observar os fatos.
Talvez vocês precisem conversar menos sobre “essa mulher específica” e mais sobre o contrato do relacionamento: o que cada um entende como respeito, quais limites existem nas amizades, como vocês lidam com ciúmes e, principalmente, como cada um quer ser tratado quando demonstra uma vulnerabilidade.
Porque existe uma diferença enorme entre dizer “eu sinto ciúmes e preciso aprender a lidar com isso” e concluir “então meu namorado pode fazer qualquer coisa e eu preciso simplesmente aceitar”. Da mesma forma, ele ter liberdade para manter amizades não significa que esteja dispensado de considerar o impacto que determinadas atitudes têm dentro do relacionamento.
A pergunta que eu deixaria para você é: quando você demonstra uma insegurança, você sente que está construindo uma conversa com seu namorado ou sente que precisa se defender para provar que não é “louca”? Essa resposta talvez diga bastante sobre a qualidade da comunicação entre vocês.
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oii, eu queria saber o porquê de eu ficar muito nervosa com coisas simples do cotidiano, especialmen
oii, eu queria saber o porquê de eu ficar muito nervosa com coisas simples do cotidiano, especialmente quando se trata de homens, qualquer tarefa simples que envolva homem no meio p mim ja é um sacrifício, eu sempre foco em nao ficar nervosa (ja estando) quando fico proxima de um. o tipo de nervosismo que eu sinto é de dar tremedeira, coração acelerado, voz falha e suadeira
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa reação parece estar sendo muito intensa para situações que, por si só, seriam simples: tremor, coração acelerado, voz falhando e suor mostram que seu corpo está entrando em um estado importante de alerta. E como você percebe que isso acontece especialmente quando existe um homem envolvido, vale investigar o que exatamente essa presença representa para você.
Eu teria algumas perguntas antes de tentar explicar o motivo. Isso acontece com qualquer homem ou principalmente com homens que você considera mais velhos, atraentes, desconhecidos ou que ocupam alguma posição de autoridade? Você sempre foi assim ou existe um momento da sua vida em que isso começou? Como era sua convivência com homens durante a infância e adolescência? Você teve figuras masculinas próximas com quem se sentia segura? E existe alguma experiência envolvendo homens que você lembra como assustadora, constrangedora ou invasiva?
Às vezes, quando uma pessoa teve pouca convivência ou poucas experiências de segurança com determinado grupo, aquilo que é desconhecido pode adquirir um peso muito maior. O corpo começa a reagir antes mesmo de você conseguir racionalizar o que está acontecendo. Em outros casos, experiências familiares, relações anteriores ou situações traumáticas podem ter ensinado que a proximidade masculina representa perigo, julgamento, rejeição ou exposição.
Também existe uma armadilha no que você descreveu: tentar desesperadamente “não ficar nervosa” quando já está nervosa. Você percebe o homem, percebe o coração acelerando, pensa “não posso ficar nervosa”, começa a observar o próprio corpo e, quando percebe que continua tremendo, interpreta isso como sinal de que algo está errado. A atenção fica cada vez mais concentrada nos sintomas e o próprio medo da reação aumenta a reação.
Por isso, talvez o primeiro objetivo não seja conseguir ficar completamente tranquila perto de homens. Pode ser aprender a permanecer na situação mesmo sentindo algum nervosismo, até que seu cérebro comece a perceber que aquela proximidade pode acontecer sem que algo ruim precise acontecer.
E eu investigaria especialmente a sua história familiar e suas primeiras referências de relacionamento com homens. Não para presumir que exista um trauma, mas porque, quando uma reação tão específica aparece, entender como ela foi construída costuma ser mais útil do que simplesmente tentar eliminar a tremedeira.
Se isso está limitando tarefas simples do cotidiano, a psicoterapia pode ajudar bastante. O tratamento pode oferecer uma relação segura na qual você consiga compreender de onde esse medo surgiu e, gradualmente, experimentar novas formas de se relacionar com homens sem precisar viver em constante estado de alerta.
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Tenho muitas questões pessoais como medo de sair de casa ou medo de trabalhar. Simplesmente não cons
Tenho muitas questões pessoais como medo de sair de casa ou medo de trabalhar. Simplesmente não consigo e infelizmente a independência é o maior dos meus sonhos. Infelizmente me casei com um rapaz que não quer crescer ele tem 28 anos parece ter 15 ... não quer fazer cursos para melhorar a nossa finança... já que não consigo trabalhar ele trabalha com meu pai... que não paga muito ... as despesas estão cada vez mais apertadas e sei que se ele tem possivelmente síndrome de Peter Pan há uma boa parcela de culpa minha e da minha família, mas deixar o controle da situação na mão dele me parece a pior ideia de todas... se não sou a escolher um aluguel mais barato então terei de lidar com muitas crises minhas, nao consigo respirar... entao vo la e faço a unica coisa que elw faz é dizer se gosta ou não... não tem responsabilidade financeira então se não policio nosso dinheiro é um fato a falência... me sinto sozinha e mt triste, não tenho culpa de ter uma mãe narcisista "com diagnostico" mas temos culpa pelos relacionamentos que nos metemos... não tive essa sorte de ter uma boa relação... não tive ajuda... crises são constantes o que devo fazer Para ser livre?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de tudo, quero acolher o seu relato e reconhecer a profundidade do seu sofrimento. Viver com a sensação de estar paralisada pelo medo, carregando a responsabilidade financeira da casa e ainda lidando com um histórico familiar tão complexo é algo extremamente exaustivo. Quero ressaltar algo muito bonito que sobressai na sua fala: mesmo diante de tantas dificuldades e de um contexto desfavorável, você demonstra uma força enorme para tentar melhorar a sua vida e puxar o seu marido junto. Acreditar e reconhecer essa força interior é um passo fundamental para a sua caminhada.
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Ao mesmo tempo, vale a pena olhar para o conflito que você vivencia hoje. Existe uma parte sua que é potente, que deseja a independência e que busca soluções práticas para não deixar a família falir. Por outro lado, existe algo que parece segurá-la para não crescer — manifestado no medo de sair de casa, no medo de trabalhar e nas crises de ansiedade. O que exatamente nesse movimento de se tornar independente e livre desperta tanto medo e falta de ar em você?
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Nascer e crescer em um ambiente familiar marcado por dinâmicas difíceis — como no caso de uma mãe com diagnósticos importantes — e tentar construir uma realidade totalmente diferente daquilo que você aprendeu em casa é um desafio imenso. Isso frequentemente faz a pessoa se sentir muito sozinha, como se estivesse nadando contra a corrente sem nenhum ponto de apoio.
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Diante disso, vale refletir: hoje, na sua vida, existem pessoas que inspiram você ou que se propõem a ajudar? Alguém na sua história ou no seu convívio conseguiu sair de uma dinâmica familiar parecida e construir uma vida com mais autonomia? Quando não temos essa referência dentro de casa, olhar para fora e encontrar redes de apoio torna-se essencial. O caminho para a liberdade não precisa ser um salto abrupto; ele pode ser construído aos poucos, em passos pequenos e sustentáveis no seu próprio tempo.
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Pelo que você descreve sobre o histórico da sua mãe e a relação com seu marido, percebe-se um padrão familiar onde a individualidade e a autonomia têm muita dificuldade de se desenvolver. Nesses casos, a psicoterapia — tanto a individual quanto o trabalho focado em dinâmicas familiares — é um recurso valioso. Ela oferece um espaço seguro para ajudá-la a se diferenciar dessa história de origem, compreender os medos que a prendem, impor limites saudáveis nas suas relações e construir, com maturidade e segurança, a liberdade que você tanto deseja.
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Olá, tudo bem? Sou homem, namoro à 4 anos com uma mulher. Tenho um fetiche (acredito ser) na adre
Olá, tudo bem?
Sou homem, namoro à 4 anos com uma mulher. Tenho um fetiche (acredito ser) na adrenalina de "fazer coisas erradas" kkkk meio confuso, eu sei. Mas sempre fui criado para ser o "menino perfeito da família", minha família me limitava em muitas coisas. Hoje, com 28 anos, estou experimentando algumas coisas como bebidas, vapes, minha namorada entende, aprova e também participa comigo, ela é extremamente parceira em tudo. Mas, tem uma outra coisa que eu também curto e nunca tive coragem de falar pra ela, que é "curtir" homens, mas é aí que tá, eu não sei se eu curto os homens ou se curto a adrenalina de fazer "coisa errada" com eles (pois na religião que eu fui criado homem com homem não pode, enfim)... eu nunca desejei namorar um homem ou ter uma relação além de prazer momentâneo, e não desejo. Antes de namorar com ela, já me relacionei apenas sexualmente com homens, e ao terminar me sentia muito ruim (fazia tudo escondido), acredito ser uma forma de me "revoltar" com a vida, e da forma que fui criado, talvez. Enfim, hoje ainda tenho essa vontade de fazer coisas com homens, e faço virtualmente apenas (escondido sem ela saber) me excito muito com isso, porém, ao terminar me sinto um lixo, e fico mal por esconder isso dela. Tenho muito medo de contar pra ela e isso estragar nossa relação, que é muuuito top. Fazer com homens pessoalmente não tenho mais vontade, enquanto estiver namorando com ela pelo menos não.
Enfim, porque esse fetiche em fazer "coisas erradas"? Isso seria um fetiche?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Seu relato é muito interessante porque, ao longo do texto, parece existir uma dúvida que vai além da atração por homens. O que me chamou atenção foi a repetição da ideia de "fazer coisas erradas", da culpa após essas experiências e da forma como você descreve sua criação, marcada pela necessidade de ser o "menino perfeito".
Em alguns casos, pessoas que passaram muitos anos reprimindo desejos, curiosidades ou aspectos importantes da própria sexualidade podem vivenciar uma fase de maior intensidade quando começam a se permitir explorar essas questões. É como alguém que passou muito tempo tentando controlar a fome e, quando finalmente se permite comer, sente vontade de experimentar tudo ao mesmo tempo. Nesses momentos, desejo, curiosidade, liberdade, culpa, medo e transgressão podem acabar se misturando.
Quando passamos muito tempo nos proibindo de viver algo importante, é comum que, ao encontrar liberdade para experimentar, venha uma fase de intensidade maior. Isso acontece com alimentação, lazer, relacionamentos e também com a sexualidade. Com o tempo, muitas pessoas encontram um equilíbrio maior entre desejo, escolhas e valores pessoais.
Por isso, talvez a pergunta principal não seja apenas se você sente atração por homens ou se sente atração pela sensação de fazer algo proibido. Em muitos casos, essas duas experiências podem coexistir e merecem ser compreendidas com calma, sem pressa para encontrar uma definição definitiva.
Outro ponto importante é observar a diferença entre desejo sexual, fantasia, afeto e projeto de vida. Você relata que sente vontade de ter experiências sexuais com homens, mas ao mesmo tempo fala com carinho da sua namorada, da parceria que construíram e do desejo de manter esse relacionamento. Namorar envolve muito mais do que desejo sexual. Envolve intimidade, confiança, companheirismo, construção de planos e compartilhamento da vida. Vale a pena refletir sobre o significado que cada uma dessas experiências possui para você.
Também me chamou atenção o fato de você descrever um ciclo de excitação seguido por culpa. Muitas vezes, quando alguém foi criado em ambientes muito rígidos em relação à sexualidade, o desejo pode acabar associado à transgressão. Nesses casos, o sofrimento não vem necessariamente do desejo em si, mas da forma como a pessoa aprendeu a olhar para ele.
O desafio geralmente não é voltar a reprimir tudo o que sente, mas compreender esses desejos com maturidade suficiente para que eles não precisem ser vividos nem na repressão total nem no descontrole.
Sobre sua namorada, compreendo seu receio. Porém, viver algo importante em segredo costuma gerar um desgaste emocional significativo ao longo do tempo. Não estou dizendo que você precise fazer qualquer revelação de forma impulsiva, mas talvez seja importante pensar em maneiras de construir mais sinceridade e autenticidade dentro da relação, especialmente se essa questão continuar ocupando um espaço importante na sua vida.
A psicoterapia pode ajudar justamente a diferenciar o que é curiosidade, fantasia, orientação sexual, necessidade de liberdade, busca por novidade ou tentativa de romper padrões antigos. Quanto mais você compreender o significado dessas experiências para você, menor tende a ser a necessidade de viver dividido entre a excitação e a culpa.
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Eu estou muito confusa acho que deixei de amar meu esposo , devido muitas coisas que passei com ele
Eu estou muito confusa acho que deixei de amar meu esposo , devido muitas coisas que passei com ele tipo ele já mim magoou muito ,eu ele também,mas eu não sei o que fazer pra resolver isso não tenho coragem de falar , enquanto isso estou entrando em depressão profunda não sei como sair desse fundo do poço
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa sensação de estar no “fundo do poço” pode deixar até as decisões mais importantes da vida muito confusas. Quando existe uma história longa de mágoas, conflitos e tentativas de reparar a relação, pode ficar difícil distinguir duas coisas: “eu deixei de amar meu marido” e “eu estou tão machucada nessa relação que já não consigo sentir o amor da mesma forma”. Antes de tomar uma decisão definitiva, talvez seja importante compreender essa diferença.
Você diz que os dois já se magoaram. O que aconteceu entre vocês? Foram acontecimentos pontuais ou existe um ciclo que se repete? Quando você pensa nele hoje, o que aparece primeiro: carinho, raiva, medo, indiferença, culpa ou vontade de se afastar? E quando imagina a possibilidade de reconstruir o casamento, sente algum desejo de tentar ou apenas medo das consequências de terminar?
Também me chama atenção você dizer que não tem coragem de conversar. O que você imagina que aconteceria se falasse sobre o que está sentindo? Tem medo de magoá-lo, de ele reagir mal, de perder a relação ou de descobrir algo que você ainda não está preparada para enfrentar? Essa resposta é importante, porque às vezes o silêncio não está protegendo o relacionamento; está apenas mantendo você sozinha dentro de um sofrimento que já está ficando grande demais.
E eu não tentaria resolver tudo de uma vez. Se você realmente está entrando em um quadro depressivo, primeiro precisamos olhar para você e para o seu sofrimento. A capacidade de avaliar o casamento também fica prejudicada quando estamos emocionalmente esgotados. Você não precisa decidir hoje se vai permanecer ou terminar para começar a cuidar de si.
Uma possibilidade seria iniciar uma psicoterapia individual para compreender esse processo com mais segurança. Depois, se houver desejo dos dois de tentar reconstruir a relação, a terapia de casal pode ajudar a entender o que aconteceu entre vocês, quais feridas continuam abertas e se ainda existe possibilidade de construir uma relação diferente. E, se perceberem que não existe mais um projeto conjugal, uma terapia individual também pode ajudar a atravessar esse processo sem transformar o término em mais uma experiência de destruição emocional.
Mas tem uma coisa que eu levaria muito a sério: você escreveu que está entrando em “depressão profunda” e que não sabe como sair desse fundo do poço. Se isso significa que você está pensando em morrer, desaparecer, se machucar ou que sente que não consegue garantir sua própria segurança, não fique sozinha com isso. Procure imediatamente uma pessoa de confiança e um serviço de atendimento de urgência da sua região. Nesse momento, a prioridade não é decidir o futuro do casamento, é proteger você.
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Sou casada e não tenho vontade de fazer sexo, quando meu marido me procura, tenho que forçar pensame
Sou casada e não tenho vontade de fazer sexo, quando meu marido me procura, tenho que forçar pensamentos, impuros como eu ou ele estivesse transando com outra pessoa, sinto um prazer muito rápido e depois me sinto culpada, sofro com isso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode gerar bastante sofrimento e culpa, mas é importante entender que a sexualidade humana é muito mais complexa do que apenas “ter ou não vontade”. Em muitos relacionamentos, o desejo sexual pode diminuir com o tempo por diversos fatores emocionais, relacionais e até pela dinâmica construída pelo casal ao longo dos anos.
As fantasias durante o sexo não significam necessariamente falta de caráter, traição ou ausência total de amor. Muitas vezes, a imaginação acaba funcionando como um recurso para facilitar a excitação, principalmente quando existe dificuldade de conexão com o próprio desejo, tensão emocional, ressentimentos antigos, rotina desgastante ou diferenças na forma como cada parceiro vive a sexualidade.
Também é importante considerar que, em alguns casais, um parceiro pode sentir mais desejo sexual do que o outro, e isso acaba gerando uma sensação de obrigação, pressão ou esforço para “acompanhar” o ritmo da relação. Com o tempo, isso pode afastar ainda mais o desejo espontâneo.
Além disso, muitas pessoas nunca tiveram espaço para descobrir com clareza o que realmente as estimula, o que gostam ou o que faz com que se sintam desejadas e emocionalmente conectadas durante o sexo.
A terapia individual ou de casal pode ajudar bastante nesse processo, tanto para compreender os sentimentos envolvidos quanto para reconstruir diálogo, intimidade, desejo e conexão emocional dentro da relação.
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Namorei com uma garota virgem, nós se seguramos pra não ter relação sexual até o casamento. Depois d
Namorei com uma garota virgem, nós se seguramos pra não ter relação sexual até o casamento. Depois de um tempo juntos, ela terminou comigo e arrumou outro namorado, perdeu a virgindade e terminou o relacionamento. Agora ela está querendo voltar comigo. Me sinto mal com isso porquê parece que "ela foi ali perder a virgindade" com outro e agora quer voltar. Não sei oque fazer pois esse fato me incomoda bastante.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de tudo, quero acolher a sua dúvida. A questão da virgindade e o fim de um relacionamento marcado por pactos ou expectativas costumam movimentar sentimentos muito profundos. É compreensível que você esteja se sentindo incomodado e tentando entender a melhor forma de lidar com tudo isso.
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A virgindade é uma experiência cercada por crenças, expectativas e muitos tabus dentro da sexualidade. Em quase todas as áreas da vida, costumamos valorizar a experiência prévia de alguém, mas, na sexualidade, a "primeira vez" frequentemente ganha um peso idealizado, como se fosse um troféu ou uma garantia de compromisso. O sexo, como qualquer outra vivência humana, também se enriquece com a experiência, com a maturidade e com a descoberta do próprio corpo. Claro que a intimidade, o afeto e a força do vínculo continuam sendo os pilares de uma relação, mas a experiência prática em si não precisa ser vista como algo que "tira o valor" de alguém.
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O que mais me chama atenção no seu relato é a necessidade de compreender o que realmente está incomodando você hoje. Vale a pena refletir: o desconforto vem do fato de ela ter tido outro relacionamento, ou do significado que você atribuiu à perda da virgindade dela com outra pessoa? O que levou ao término do primeiro namoro de vocês? E o que fez com que ela quisesse voltar agora?
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Também é importante olhar para como você viveu esse tempo de separação. O que aconteceu com você depois que ela terminou? Você ficou muito mal, sofreu, conseguiu seguir sua vida ou ficou "esperando" por ela? Se você também for virgem, existe algum receio de que ela agora tenha uma "vantagem" ou mais bagagem do que você na hora H? Essas perguntas são valiosas porque a pessoa que voltou hoje não é exatamente a mesma que saiu do relacionamento — e você também mudou.
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Além do fato de ela ser ou não virgem, o que mais é importante para você em uma parceira? O futuro dessa história depende muito menos do passado e muito mais de como vocês conseguem se reconstruir através do que aconteceu. O que vocês queriam antes e o que querem agora para um relacionamento?
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Se vocês decidirem tentar novamente, essa escolha precisa ser construída com base no respeito, na conversa aberta e no desejo de estarem juntos pelo que são hoje, e não por ressentimento ou por cobranças sobre escolhas que foram feitas enquanto estavam separados. Caso perceba que esse incômodo continua pesando e gerando raiva ou insegurança, a psicoterapia individual pode ser um excelente espaço para ajudá-lo a compreender melhor seus valores, seus limites e o que você realmente deseja para a sua vida afetiva.
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Tenho 25 anos e quando vou ter relacao ficou muito nervoso, mas mesmo com vontade de ter relação com
Tenho 25 anos e quando vou ter relacao fico muito nervoso, mas mesmo com vontade de ter relação com minha mulher, mas mesmo assim o medo de falhar acaba acontecendo e nao consigo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é muito comum e costuma estar mais relacionado à ansiedade de desempenho do que necessariamente a um problema físico.
Muitos homens acabam entrando em um ciclo assim:
- medo de falhar;
- preocupação excessiva durante a relação;
- tentativa de “controlar” a ereção;
- aumento da ansiedade;
- dificuldade de manter a ereção;
- mais medo na próxima tentativa.
Quanto mais pressão existe para “dar certo”, mais difícil costuma ficar.
Além disso, muitos homens cresceram com uma ideia muito pesada sobre masculinidade e desempenho sexual, como se precisassem estar sempre prontos, confiantes e performando perfeitamente. Isso gera um nível de cobrança interna muito alto.
Na prática clínica com sexualidade masculina, é bastante comum atender homens jovens sem nenhuma alteração física importante, mas que desenvolveram medo de falhar após algumas experiências de ansiedade durante a relação.
E um ponto importante:
o foco excessivo na ereção faz o homem sair da experiência sexual e entrar em estado de vigilância, como se estivesse sendo testado o tempo todo.
Sobre medicamentos como Viagra:
eles podem ser necessários em alguns casos específicos, mas muitas vezes o problema principal não está no corpo, e sim na ansiedade, insegurança e pressão emocional envolvidas na relação sexual. Quando isso não é trabalhado, a pessoa pode acabar criando uma dependência psicológica da medicação.
Por isso, antes de recorrer sozinho a esse tipo de recurso, é importante compreender o que está acontecendo emocionalmente.
A psicoterapia voltada para sexualidade pode ajudar bastante nesses casos, especialmente para:
- reduzir a ansiedade de desempenho;
- trabalhar inseguranças relacionadas à masculinidade;
- diminuir o medo de falhar;
- reconstruir a confiança sexual de forma mais saudável.
E vale lembrar:
ter episódios de dificuldade de ereção em momentos de ansiedade não faz de você “menos homem”. Isso é uma resposta humana ao excesso de pressão emocional.
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Olá! Eu em norma demoro a ejacular, levo por aí 1 hora. Isso me assusta, gostaria de saber se é norm
Olá! Eu em norma demoro a ejacular, levo por aí 1 hora. Isso me assusta, gostaria de saber se é normal?
Às vezes tento estimular a minha mente para que ejacule o mais breve possível, mas não dá certo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma hora para ejacular não significa necessariamente que exista um problema. Algumas pessoas naturalmente levam mais tempo para atingir o orgasmo. O mais importante é entender se isso sempre foi assim ou se houve alguma mudança no seu funcionamento sexual ao longo da vida.
Existem diversos fatores que podem contribuir para uma ejaculação mais demorada. Um deles é a frequência das ejaculações. Quando um homem tenta ejacular novamente em um intervalo curto de tempo, é comum que o processo leve mais tempo.
Também pode acontecer em homens que desenvolveram o hábito de prolongar o sexo por muito tempo, seja por preocupação em não ejacular rapidamente, por tentativas de controlar o orgasmo ou até pela influência de conteúdos pornográficos que valorizam desempenhos prolongados. Em alguns casos, a pessoa passa tanto tempo treinando o controle que depois encontra dificuldade para se permitir chegar ao orgasmo.
Outro fator frequente é a preocupação com a satisfação da parceira ou do parceiro. Algumas pessoas ficam tão focadas em corresponder às expectativas do outro que acabam monitorando constantemente o próprio desempenho. Pensamentos como "já deveria ter gozado", "será que estou demorando demais?" ou "será que estou satisfazendo a outra pessoa?" podem aumentar a tensão e dificultar ainda mais o orgasmo.
Também vale considerar questões relacionadas à masturbação. Algumas pessoas se acostumam durante anos a formas muito específicas de estimulação, velocidade, pressão, fantasias ou contextos que podem ser diferentes da relação sexual compartilhada, fazendo com que o corpo tenha mais dificuldade para responder em outras situações.
Além disso, crenças sobre sexualidade, medo de falhar, inseguranças, culpa, educação muito rígida ou conflitos relacionados ao prazer podem influenciar bastante. Homens que vivem sob muita tensão ou que sentem necessidade de controlar tudo ao seu redor às vezes encontram dificuldade justamente em um momento que exige entrega, relaxamento e espontaneidade.
Em alguns casos, a ejaculação também pode estar relacionada à forma como a pessoa vive a intimidade. Para algumas pessoas, atingir o orgasmo representa um momento de grande entrega emocional dentro da relação. Quando existem medos, dificuldades de confiança, receio de se expor emocionalmente ou experiências negativas anteriores, o corpo também pode responder a essas questões.
A própria relação afetiva também merece atenção. Em alguns casos, a dificuldade surge apenas em determinados relacionamentos ou após mudanças importantes na vida do casal. Mágoas, conflitos, ressentimentos, preocupações ou dificuldades de intimidade podem acabar interferindo na vivência sexual, mesmo quando existe desejo.
Outro aspecto importante é o uso de substâncias. Álcool, maconha, outras drogas, além de diversos medicamentos utilizados em tratamentos psiquiátricos e clínicos, podem influenciar o orgasmo e a ejaculação.
Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja apenas "quanto tempo eu levo para ejacular?", mas "isso sempre foi assim ou algo mudou?". Compreender quando começou, em quais situações acontece e o que estava ocorrendo na sua vida naquele período costuma trazer informações muito mais valiosas do que o tempo em si.
Caso isso esteja gerando sofrimento, ansiedade ou dificuldades nos seus relacionamentos, uma avaliação com um profissional pode ajudar a compreender melhor os fatores envolvidos. Muitas vezes, a dificuldade não está apenas na ejaculação, mas na relação que a pessoa construiu com o próprio desejo, com o prazer, com o desempenho e com a intimidade.
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Olá eu tenho 20 anos e só consigo ter prazer se eu sentir dor durante o sexo, eu gosto de apanhar, q
Olá eu tenho 20 anos e só consigo ter prazer se eu sentir dor durante o sexo, eu gosto de apanhar, que me amarre etc e normal?. E além disso só consigo ficar com caras mais velho Aparti dos 30 será que e normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Hoje na área da sexualidade, normalmente trabalhamos com a ideia de que a pessoa deve estar satisfeita com a forma que vive sua sexualidade, então é importante saber se a dor que sente no sexo você considera um problema? Já lhe trouxe algum outro problema secundário a isso? Apanhar é um comportamento que pode ir de um tapinha com baixa intensidade até uma queimadura de segundo grau. Esse apanhar é algo que lhe trás prejuízos? Sobre amarrar, entra no campo do fetiche, que hoje é considerado escolhas sexuais e não parafilias (doenças sexuais), se isso te agrada e não trás sofrimento indesejado, só precisa achar parceiros que também gostem. Sobre ficar com caras mais velhos, depende de qual idade você tem, na lei brasileira:
Menos de 14 anos é Crime de Estupro de Vulnerável (mesmo com consentimento).
Entre 14 e 18 anos é Permitido se houver consentimento mútuo e sem abuso de poder.
18 anos ou mais, Plena liberdade e responsabilidade civil/penal.
Se você é maior de 18 anos, o importante é você se apropriar da sua escolha.
Contudo, é importante você identificar o que gosta, o que lhe faz bem, e o que as pessoas que te amam lhe dizem, pois muitas vezes, pessoas se colocam em relacionamentos abusivos e não ouvem a família ou amigos próximos. A opinião de pessoas preconceituosas e que não se importam com você, neste caso não interessa. Espero que seja feliz.
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aparoxicetina e o mesmo efeito do pondera normal eu tomo paroxetina aí acabou tenho o pondera normal
aparoxicetina e o mesmo efeito do pondera normal eu tomo paroxetina aí acabou tenho o pondera normal posso tomar fãs o mesmo efeito
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Paroxetina é o princípio ativo presente em alguns medicamentos utilizados também no tratamento da ejaculação precoce, mas não é indicado fazer trocas, ajustes ou uso por conta própria sem orientação médica. Mesmo medicamentos com o mesmo princípio ativo podem ter diferenças de dosagem, formulação e indicação individual.
Além disso, é importante entender que a ejaculação precoce nem sempre é apenas uma questão medicamentosa. Na prática clínica em terapia sexual, é muito comum encontrarmos fatores como:
* ansiedade de desempenho
* medo de falhar
* excesso de autocobrança
* traumas e experiências negativas
* condicionamento da resposta sexual
* estresse
* insegurança nos relacionamentos
* hábitos sexuais desenvolvidos ao longo da vida
Muitos homens acabam buscando apenas medicação para controlar o sintoma, mas sem compreender os fatores emocionais, comportamentais e relacionais envolvidos. Já acompanhei casos em que a medicação acabou ficando secundária depois que conseguimos identificar, durante a psicoterapia, questões emocionais e padrões de comportamento que dificultavam o controle da ejaculação.
Em muitos casos, existem vários comportamentos aprendidos ao longo da vida que acabam contribuindo para a ejaculação precoce, e o tratamento vai além apenas do uso de remédios.
A terapia sexual costuma ajudar justamente a desenvolver maior consciência da resposta sexual, reduzir ansiedade, trabalhar inseguranças e melhorar a vivência da sexualidade de forma mais saudável e segura.
O ideal é conversar com o médico que acompanha seu caso antes de qualquer mudança na medicação, principalmente porque antidepressivos não devem ser usados de forma irregular ou sem acompanhamento.
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É normal sentir desejo por personagens fictícios (novelas, séries). Às vezes eu sinto que queria ter
É normal sentir desejo por personagens fictícios (novelas, séries). Às vezes eu sinto que queria ter um relacionamento com aquele personagem. Sempre fui assim desde mocinha mas ao mesmo tempo tenho uma atração; e acho q é pelo fato deles serem muito bonitos, tbem me sinto intimidada pela figura masculina real, principalmente se for um homem muito bonito ou atraente. Sou casada e sempre acreditava que era uma ilusão de menina mas agora está me atrapalhando. Eu já faço terapia mas não consigo contar isso pra ela.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é mais comum do que muitas pessoas imaginam.
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Durante a adolescência e o desenvolvimento da sexualidade, é bastante frequente idealizarmos artistas, personagens, celebridades ou pessoas distantes da nossa realidade. Essas figuras costumam despertar admiração, identificação, desejo e fantasias que fazem parte do desenvolvimento afetivo e sexual.
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Para algumas pessoas, essas experiências permanecem presentes também na vida adulta, especialmente porque personagens e figuras idealizadas permitem que a imaginação explore aspectos da sexualidade, dos relacionamentos e dos desejos de uma forma segura e criativa.
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Ao ler seu relato, me chamou atenção não apenas a atração pelos personagens, mas o fato de você mencionar que se sente intimidada pela figura masculina real. Em alguns casos, a fantasia pode funcionar como um espaço onde existe desejo, admiração e proximidade sem os desafios que fazem parte das relações reais, como vulnerabilidade, rejeição, frustração, conflitos ou exposição emocional.
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Também é comum que, em determinados momentos da vida adulta, as pessoas recorram mais a fantasias e idealizações. Isso pode acontecer durante crises pessoais, períodos de estresse, fases de acomodação do relacionamento, momentos de decepção ou quando existem necessidades emocionais e afetivas que não estão encontrando espaço de expressão na vida cotidiana.
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Por outro lado, nem toda fantasia representa um problema ou uma fuga. Às vezes, revisitar interesses, fantasias ou experiências marcantes de fases anteriores da vida pode fazer parte de um processo natural de elaboração e autoconhecimento.
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O aspecto mais importante costuma ser compreender o nível de sofrimento envolvido. Algumas perguntas podem ajudar nessa reflexão:
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* O que esses personagens representam para você?
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* O que eles oferecem que parece mais difícil encontrar nas relações reais?
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* Esse interesse está trazendo sofrimento ou prejuízos para sua vida e para seu relacionamento?
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* Existe alguma dificuldade anterior nos relacionamentos que possa estar relacionada a essa experiência?
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Outro ponto que me chamou atenção é você dizer que já faz terapia, mas sente dificuldade de falar sobre isso. Curiosamente, quando um tema parece difícil ou constrangedor de ser levado para a terapia, muitas vezes é justamente ali que encontramos questões importantes para compreender melhor nossa história, nossos relacionamentos e nossa sexualidade.
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A psicoterapia pode ajudar não apenas a entender a fantasia em si, mas principalmente o significado que ela possui na sua vida neste momento.
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Sou um jovem de 18 anos me acho bem diferente e estranho pois nunca beijei e até mesmo nunca transei
Sou um jovem de 18 anos me acho bem diferente e estranho pois nunca beijei e até mesmo nunca transei com alguém do fato de eu não ter muita intimidade com assuntos desses com elas , queria saber se é normal isso e porque não consigo ninguém para ficar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é mais comum do que parece, principalmente na adolescência e início da vida adulta. Não existe uma “idade certa” para beijar, iniciar a vida sexual ou ter experiências afetivas. Cada pessoa tem seu próprio tempo, personalidade, contexto social e emocional.
Além disso, fatores culturais e o ambiente em que a pessoa vive também influenciam bastante. Em cidades menores e contextos mais reservados, por exemplo, muitas pessoas acabam iniciando a vida amorosa e sexual mais tarde, e isso não significa que exista algo errado com elas.
Percebo que sua preocupação não parece ser apenas “nunca ter ficado com alguém”, mas também o sentimento de se sentir diferente, estranho ou desconectado das outras pessoas. E isso costuma gerar bastante insegurança e comparação.
Na prática clínica com sexualidade e relacionamentos, é comum atender jovens que:
* têm dificuldade de confiança nas relações
* sentem ansiedade ou medo de rejeição
* não sabem exatamente como se aproximar emocionalmente das pessoas
* possuem vergonha ou insegurança com a própria sexualidade
* passaram por experiências de crítica, rejeição ou isolamento
Em alguns casos, também é importante entender:
* como foram suas relações familiares
* como você aprendeu sobre afetividade e sexualidade
* se houve experiências traumáticas ou muito negativas
* como está sua autoestima e percepção sobre si mesmo
Muitas vezes, a dificuldade não está “na falta de capacidade de conquistar alguém”, mas na forma como a pessoa se percebe e se posiciona emocionalmente nas relações.
A psicoterapia pode ajudar bastante nesse processo de autoconhecimento, confiança emocional e construção de relações mais saudáveis.
E vale lembrar:
não ter vivido essas experiências aos 18 anos não define seu valor, masculinidade ou capacidade de se relacionar no futuro. Cada trajetória acontece em um ritmo diferente.
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Olá ,tenho 41 anos e não sinto desejo sexual... é muito difícil viver assim pq meu esposo quer TDS d
Olá ,tenho 41 anos e não sinto desejo sexual... é muito difícil viver assim pq meu esposo quer TDS dias e tenho q fazer pra não gerar mais brigas...me ajudem por favor
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa situação pode gerar muito sofrimento, principalmente quando existe uma diferença grande de desejo sexual dentro do casamento. Aos 41 anos, algumas mulheres realmente percebem mudanças na libido, e isso pode estar relacionado a vários fatores: sobrecarga emocional, estresse, rotina, pressão no relacionamento, questões hormonais, cansaço mental, sintomas de ansiedade ou depressão, além da própria dinâmica do casal.
Também é importante perceber que, quando a relação sexual começa a acontecer por obrigação — “para evitar brigas” — o corpo pode passar a associar o sexo à pressão, cobrança ou desgaste emocional. Com o tempo, isso pode diminuir ainda mais o desejo. Muitas mulheres acabam entrando num ciclo onde quanto mais são pressionadas, menos vontade sentem.
Outro ponto importante é entender se você perdeu o desejo sexual de forma geral ou especificamente na relação com seu esposo. Há casos em que o desejo continua existindo, mas a conexão emocional, a admiração, a forma como o casal se relaciona ou até a rotina acabam afetando muito a vida sexual.
Em muitos casais, o problema não está apenas na libido em si, mas na dificuldade de conversar sobre sexualidade, necessidades emocionais, carinho, afeto e expectativas dentro da relação. A terapia sexual e a terapia de casal podem ajudar bastante nesses casos, justamente para compreender o que está acontecendo entre vocês sem transformar o sexo em obrigação ou motivo constante de conflito.
Você não está sozinha nisso. Muitos casais passam por fases semelhantes, e buscar ajuda é um passo importante para entender se essa dificuldade vem mais do emocional, da relação, da rotina ou de questões físicas que também merecem investigação.
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Ola, então possou HOCD, me identifico com os sintomas, não sou gay nem bissexual e tenho certeza abs
Ola, então possou HOCD, me identifico com os sintomas, não sou gay nem bissexual e tenho certeza absoluta disso. Mas me sinto muito angustiado e com medo, não consigo me livrar de jeito nenhum deste trauma, e agora fico com receio de me envolver com uma mulher é meio frustante, amo mulher e me sinto muito atraído pelo sexo oposto, devo procurar ajuda?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Acredito que seja bem importante buscar acompanhamento psicológico. Isso pode atrapalhar bastante cada relacionamento que você começa e, pela forma como você fala, parece que ainda não conseguiu se envolver de forma mais profunda, possivelmente por causa desse medo e dessa angústia.
É muito comum que as pessoas apresentem esses sintomas e não consigam explicá-los, porque muitas vezes estão relacionadas a questões da infância ou da adolescência. Em algum momento, aconteceu algo que ajudou a construir essa crença dentro de você sobre a “possibilidade de ser gay”, e não costuma resolver apenas identificar um episódio específico, porque existe todo um caminho de conflito psicológico que foi se formando em torno disso.
No processo de psicoterapia, é possível ir compreendendo o que criou essa crença e, com o tempo adequado, trabalhar a carga emocional ligada a ela. Os pensamentos intrusivos do TOC costumam ter raízes em conteúdos inconscientes, que precisam de um trabalho mais profundo para que possam chegar às suas causas.
Trata-se, em geral, de um conflito no desejo que se desenvolve junto com a sexualidade. Isso pode ter origem na adolescência ou na infância, por isso não basta atuar somente no sintoma; o ideal é ir desbloqueando a origem do desejo, para que você possa ter mais força e deixar claro naquilo que realmente quer viver. Em alguns casos, esse tipo de quadro pode começar na vida adulta após um trauma importante, mas, se esse fosse o caso, provavelmente você teria essa situação mais nítida na memória.
Recomendo que você faça psicoterapia com um psicólogo especializado na área. Sou especialista em família, casal e sexualidade, e já atendi – e atendo – casos semelhantes ao seu. Espero ter ajudado e, se precisar, fico à disposição. Abraço.
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Olá tenho 41 anos, não sinto desejo pelo meu marido, estou casada a 20 anos, mas eu sinto desejo por
Olá tenho 41 anos, não sinto desejo pelo meu marido, estou casada a 20 anos, mas eu sinto desejo por outros homens. O que devo fazer? Qual especialista procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso é mais comum do que muitas pessoas imaginam e não significa automaticamente que você não ame seu marido ou que o casamento tenha acabado. O desejo sexual feminino é influenciado por muitos fatores emocionais, relacionais, hormonais e pela dinâmica construída ao longo dos anos no relacionamento.
Em casamentos longos, é comum que o casal acabe entrando em padrões de rotina, excesso de responsabilidades, distanciamento emocional ou relações muito voltadas apenas para funções do dia a dia. Com isso, algumas pessoas começam a sentir o relacionamento mais seguro e familiar, mas menos erotizado.
Muitas vezes o desejo por outras pessoas aparece justamente porque o novo, o desconhecido e a fantasia despertam estímulos diferentes da relação estável construída ao longo dos anos. Isso não significa necessariamente vontade real de trair, mas pode indicar que algo na vida emocional, sexual ou relacional precisa ser compreendido.
Também é importante avaliar:
* como está a relação emocional do casal
* se existem mágoas acumuladas
* como está sua autoestima
* como você se sente como mulher dentro da relação
* se existe sobrecarga emocional
* como está a intimidade do casal fora do sexo
Na prática clínica em terapia sexual e terapia de casal, vejo muitos casos em que a dificuldade não está apenas na libido, mas na dinâmica emocional construída pelo casal ao longo do relacionamento. Quando essas questões começam a ser compreendidas e trabalhadas, o desejo pode voltar a aparecer de formas diferentes e mais saudáveis.
Os profissionais mais indicados para investigar isso costumam ser psicólogos especializados em sexualidade, terapia sexual e terapia de casal. Dependendo do caso, também pode ser importante avaliação hormonal e ginecológica.
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É normal enquanto esta namorando, sentir atração por outras pessoas (aleatórias) e olhar para outras
É normal enquanto esta namorando, sentir atração por outras pessoas (aleatórias) e olhar para outras porque achou bonita etc?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de responder, acho importante entender o que você está chamando de atração. Isso pode variar bastante de pessoa para pessoa. Existe uma diferença entre perceber alguém bonito, sentir curiosidade, admirar características de outra pessoa, fantasiar ou desejar construir algum tipo de envolvimento afetivo ou sexual.
De forma geral, é considerado normal percebermos atração por outras pessoas mesmo estando em um relacionamento. O ser humano costuma classificar de forma muito rápida e muitas vezes inconsciente aquilo que considera bonito, agradável ou interessante. Isso não acontece apenas com pessoas. Também acontece com objetos, roupas, carros, casas e inúmeras outras coisas que despertam nossa atenção.
O que costuma fazer diferença não é apenas a atração em si, mas a relação que construímos com ela. Algumas pessoas percebem alguém atraente e seguem normalmente com sua vida. Outras passam a investir muito tempo, energia e fantasia nessas situações, o que pode começar a interferir no relacionamento, no bem-estar emocional ou em outras áreas da vida.
Também é importante lembrar que aquilo que parece simples para uma pessoa pode ter um significado diferente para o parceiro. Você pode considerar natural olhar para alguém que achou bonito, enquanto sua namorada ou namorado pode vivenciar essa situação de outra forma. Por isso, muitas vezes a questão central não está apenas na atração, mas nos acordos, nos limites e na forma como o casal conversa sobre esses temas.
Em alguns relacionamentos, o aumento da atenção direcionada a outras pessoas também pode servir como um sinal de que algo merece ser observado dentro da própria relação. Isso não significa necessariamente falta de amor ou desejo de terminar, mas pode indicar necessidades, insatisfações ou mudanças que ainda não foram percebidas com clareza.
O mais importante costuma ser avaliar a intensidade dessas atrações, o espaço que elas ocupam na sua vida e os impactos que produzem nos seus relacionamentos. Sentir atração faz parte da experiência humana. O desafio geralmente está na forma como escolhemos lidar com ela.
Perguntas frequentes
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Fiz uma cirurgia da bacia pelve com parafuso no acetábulo 38 dias após sinto estalos e dor quando pa
Com pouco mais de um mês de cirurgia no acetábulo, a região ainda está em…