Perguntas do paciente (1175)

  • Olá,comecei a trabalhar em uma empresa longe de minha casa 2 horas para ir e mais 2 para voltar, só

    Olá,comecei a trabalhar em uma empresa longe de minha casa 2 horas para ir e mais 2 para voltar, só que quando entrei no transporte 90% das pessoas eram de favelas com o linguajar agressivo e eu estou acoado pisando em ovos,minha saúde mental cada dia que passa está indo ao espaço tamanho medo e angústia que eu passo todo dia,eles começam a fazer burburinho eu já entro em parafuso pensando que querem me matar ou estão planejando algo contra mim,minha mente fica em alerta a viajem inteira,chego em casa exausto mentalmente...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Pelo que você descreve, parece que esse trajeto tem sido um momento de muita tensão, em que você se mantém em estado de alerta e não consegue relaxar. A terapia pode ser um espaço importante para compreender do que esse medo fala, como você tem percebido e se relacionado com as pessoas com quem divide esse espaço e como tudo isso tem te afetado. Esses sentimentos merecem atenção e cuidado.


  • Já faz um tempo que tenho dito sonhos, um pouco ruins, que no próprio sonho me fazem ficar com raiva

    Já faz um tempo que tenho dito sonhos, um pouco ruins, que no próprio sonho me fazem ficar com raiva, e então eu acordo me arranhando, dando tapa ou soco nas coisas que estão ao meu lado, principalmente as vezes chuto, bato, e grito no ouvido do meu marido, eu acordo na hora, mas é tão chato isso, é “involuntário” não faço de propósito, não sei como resolver! Está me prejudicando, e prejudicando quem dorme ao meu lado!
    (Não sei se tem algo a ver com os sonhos, mas as vezes mordo a língua enquanto durmo, acordo na hora com dor) O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    A terapia pode ajudar nesse processo, oferecendo um espaço seguro para você falar sobre esses sonhos, sobre o que sente e também sobre essas reações durante o sono. A partir das falas nas sessões, é possível compreender melhor o que pode estar por trás dessas manifestações e buscar formas mais saudáveis de lidar com o que vem acontecendo.


  • O que fazer quando já fiz de tudo? ( de tudo sei que é exagero) só que já procurei ajuda psicológi

    O que fazer quando já fiz de tudo? ( de tudo sei que é exagero)
    só que já procurei ajuda psicológica( 5 anos), exercício físico, estudos e viver. Mas sempre tenho crises existenciais e medos/fobias. Eu quero ficar bem e faço de tudo para ficar bem, mas sempre volta.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Essas crises existenciais e os medos ou fobias podem, de fato, continuar acontecendo em algum grau ao longo da vida, mas o importante é que não causem sofrimento intenso ou prejudiquem sua qualidade de vida. O foco não precisa estar em encontrar uma solução definitiva ou alcançar um ideal de bem-estar, e sim em olhar para o que você está sentindo agora e compreender o que está acontecendo neste momento. A partir disso, é possível ir construindo, com mais consciência, atividades e espaços que façam sentido e despertem vontade de estar presente na própria vida.


  • É possível prevenir a ansiedade com mudanças? .

    É possível prevenir a ansiedade com mudanças? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    A ansiedade não pode ser totalmente prevenida, pois é uma resposta natural do nosso corpo diante do novo ou do que pode soar como uma ameaça. Ela é uma forma de proteção, uma tentativa de nos preparar para o que está por vir. O que pode ser trabalhado é a intensidade com que essa ansiedade é sentida, já que é natural que surja, mas não em um grau que cause sofrimento ou impeça de viver certas experiências. Na terapia, é possível compreender essas reações e desenvolver maneiras mais saudáveis de lidar com as mudanças e com o desconhecido.


  • A terapia pode ajudar a superar a ansiedade com mudanças?

    A terapia pode ajudar a superar a ansiedade com mudanças?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    A terapia não tem como objetivo “superar” completamente a ansiedade diante das mudanças, mas pode ajudar a lidar com ela de forma mais consciente e saudável. Ela possibilita compreender o que desperta a ansiedade, aprender a se relacionar melhor com a imprevisibilidade e desenvolver recursos internos para atravessar as transições da vida com mais equilíbrio e confiança.


  • O que são desenvolvimento social e cognitivo? .

    O que são desenvolvimento social e cognitivo? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    O desenvolvimento social está relacionado à forma como a pessoa aprende a se relacionar com os outros, compreendendo regras, emoções e comportamentos em grupo. Já o desenvolvimento cognitivo diz respeito à capacidade de pensar, aprender, lembrar, resolver problemas e compreender o mundo ao redor. Ambos acontecem ao longo da vida e se influenciam mutuamente.


  • Como o bullying afeta a identidade e o sentido de vida de uma pessoa, sob uma perspectiva existencia

    Como o bullying afeta a identidade e o sentido de vida de uma pessoa, sob uma perspectiva existencial?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Sob uma perspectiva existencial, o bullying pode afetar a identidade e o sentido de vida de uma pessoa porque, na fenomenologia, nós nos construímos através do olhar do outro. Quando alguém sofre bullying, pode passar a acreditar na visão negativa que os outros projetam sobre si, internalizando críticas e julgamentos, o que impacta a forma como se percebe e como encontra significado em sua própria existência.


  • Como a terapia existencial lida com a ansiedade e a baixa autoestima causadas pelo bullying?

    Como a terapia existencial lida com a ansiedade e a baixa autoestima causadas pelo bullying?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    A terapia existencial lida com a ansiedade e a baixa autoestima causadas pelo bullying revisitando toda a trajetória da pessoa, desde quando começaram essas experiências, como ela foi se sentindo ao longo do tempo, de que forma a ansiedade e a baixa autoestima foram se desenvolvendo e quais efeitos o bullying provocou, permitindo que o paciente compreenda seu impacto e se reconecte consigo mesmo.


  • De que forma o terapeuta existencial ajuda a vítima a reconstruir sua autoestima?

    De que forma o terapeuta existencial ajuda a vítima a reconstruir sua autoestima?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    O terapeuta existencial ajuda a vítima a reconstruir sua autoestima aproximando-a de si mesma, mediando a relação com suas próprias experiências e sentimentos, e explorando suas possibilidades e potencialidades para que ela perceba suas capacidades.


  • Como a terapia existencial pode trabalhar a falta de empatia do agressor ?

    Como a terapia existencial pode trabalhar a falta de empatia do agressor ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    A terapia existencial trabalha a falta de empatia do agressor trazendo o foco para você, para como você se sentiu diante dessa ausência de empatia, o que esperava e como isso impactou suas emoções e escolhas. O trabalho é mediar a sua relação consigo mesmo, ajudando a perceber e compreender suas próprias respostas e limites frente à situação.


  • A terapia existencial pode me ajudar a parar de me sentir uma vítima?

    A terapia existencial pode me ajudar a parar de me sentir uma vítima?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Sim, a terapia existencial pode ajudar, pois trabalha a forma como você se relaciona com a sua própria vida e escolhas. Como Sartre diz, “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.” Há sim importância em reconhecer o que aconteceu, mas na terapia será possível encontrar acolhimento e reflexão sobre essas experiências, ao mesmo tempo em que é fundamental dar atenção ao aqui e agora e perceber como se posicionar como um ser responsável pela própria vida.


  • Como a terapia existencial pode ajudar a recuperar a autoestima e o senso de valor?

    Como a terapia existencial pode ajudar a recuperar a autoestima e o senso de valor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    A terapia existencial pode ajudar a recuperar a autoestima e o senso de valor ao aproximar a pessoa de si mesma, mediar a relação com suas experiências, sentimentos e escolhas, e possibilitar que perceba suas potencialidades e capacidades, reconhecendo seu valor independentemente de julgamentos externos.


  • Como a terapia existencial difere de outras abordagens, como a TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental

    Como a terapia existencial difere de outras abordagens, como a TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental), para o bullying?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    A terapia existencial difere de abordagens como a TCC no foco e na forma de atuação diante do bullying. Enquanto a TCC trabalha mais diretamente com os comportamentos e padrões de pensamento, buscando modificar respostas e reações para melhorar o funcionamento e reduzir sintomas, a terapia existencial foca em como a pessoa se sentiu diante das situações, mediando a relação dela consigo mesma e ajudando a compreender os efeitos do bullying sobre sua vida e suas escolhas. Ou seja, a TCC atua no comportamento e na reestruturação cognitiva, enquanto a abordagem existencial privilegia o sentido, a experiência subjetiva e a vivência do sujeito frente ao que aconteceu.


  • A terapia existencial se concentra apenas no indivíduo ou também no contexto social do bullying?

    A terapia existencial se concentra apenas no indivíduo ou também no contexto social do bullying?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    A terapia existencial não se concentra apenas no indivíduo, mas também considera o contexto social em que ele está inserido. Tudo é levado em conta dentro da realidade e possibilidade do paciente, incluindo relações, experiências e o ambiente em que vive, para compreender como esses fatores influenciam seus sentimentos, escolhas e maneiras de se relacionar.


  • Quais angústias e medos emergem da experiência de ser constantemente humilhada ou agredida?

    Quais angústias e medos emergem da experiência de ser constantemente humilhada ou agredida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Da experiência de ser constantemente humilhada ou agredida podem emergir angústias e medos relacionados a retornar a esse lugar de impotência, sentir-se vulnerável, insegura ou incapaz de se proteger, além de receios de julgamento, rejeição e repetição do sofrimento. Essas experiências podem impactar a autoestima, a confiança nas próprias escolhas e a percepção de controle sobre a própria vida.


  • Quais são as consequências do bullying que podem se manifestar na vida adulta?

    Quais são as consequências do bullying que podem se manifestar na vida adulta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    As consequências do bullying que podem se manifestar na vida adulta incluem insegurança, medo, ansiedade, baixa autoestima, dificuldade em confiar nos outros, medo de se expor ou de ser julgado, além de possíveis impactos nos relacionamentos pessoais e profissionais.


  • Boa noite , faço uso de escitalopram a mais de um ano ,e resolvi depois de ter esquecido um dia de t

    Boa noite , faço uso de escitalopram a mais de um ano ,e resolvi depois de ter esquecido um dia de tomar , comecei tomar ele um dia sim outro n,fiz isto apenas quatro vezes ,fiquei com medo e voltei a tomar ele regularmente a um dia,posso continuar tomando todos dias ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    É fundamental conversar com o médico que prescreveu a medicação e relatar exatamente o que aconteceu. Alterar o uso por conta própria, mesmo que por poucos dias, pode comprometer a eficácia do tratamento e causar efeitos indesejados. Apenas o profissional poderá avaliar sua situação de forma segura e orientar se há necessidade de algum ajuste.


  • O que é capacitismo e como ele se relaciona com o bullying?

    O que é capacitismo e como ele se relaciona com o bullying?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Capacitismo é a discriminação ou preconceito contra pessoas com deficiência, baseada na ideia de que elas são menos capazes ou inferiores. Ele se relaciona com o bullying quando essas pessoas são alvo de piadas, exclusões, humilhações ou agressões justamente por suas condições. Nesse sentido, o capacitismo é uma das formas pelas quais o bullying se manifesta, reforçando estigmas e prejudicando ainda mais a autoestima e o bem-estar das vítimas.


  • Sinto que me irrito com facilidade, mas consigo mascarar isso... Não vejo/sinto o prazer ou entusias

    Sinto que me irrito com facilidade, mas consigo mascarar isso... Não vejo/sinto o prazer ou entusiasmo que preciso demonstrar para manter minha equipe motivada! Estou com muita vontade de ficar sozinho, absolutamente sozinho e também a claridade tem me incomodado... Essa irritabilidade e falta de entusiasmo me incomoda, já há alguns meses e se acentuaram nesse ano onde mais demandas na empresa se acumularam.

    Como equilibrar isso? Não consigo saber por onde iniciar uma forma de melhora...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    A terapia pode ajudar a compreender melhor como tudo isso começou, de que forma esses sentimentos têm se intensificado e quais reflexos eles trazem para o seu dia a dia e nas suas relações. No processo terapêutico, é possível olhar com mais profundidade para essas camadas da sua experiência, reconhecer como você tem se sentido e, a partir disso, criar estratégias para lidar de maneira mais equilibrada com essas questões, encontrando novos caminhos de enfrentamento e cuidado consigo mesmo.


  • Qual a diferença entre um pensamento obsessivo e uma emoção?

    Qual a diferença entre um pensamento obsessivo e uma emoção?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Um pensamento obsessivo é uma ideia que se repete de forma involuntária e causa incômodo, enquanto a emoção é um sentimento vivido, como medo, raiva ou alegria, que se manifesta no corpo e na experiência afetiva.


Perguntas frequentes

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