Perguntas do paciente (1175)

  • Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz

    Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz 6 dias e não passa é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Como você ficou uma semana sem tomar a sertralina e voltou a utilizá-la há 14 dias, é importante conversar com o médico que prescreveu a medicação sobre essa dor de cabeça persistente. Ele poderá avaliar se esse sintoma pode estar relacionado à retomada do medicamento ou se existe outra questão envolvida, além de orientar o que fazer. Evite alterar novamente a dose ou interromper a medicação por conta própria sem conversar com o profissional que acompanha você.


  • Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b

    Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Talvez o trabalho possa começar por compreender como o olhar dos outros atravessa você e o quanto a possibilidade de ser julgado ou ridicularizado influencia a forma como você se apresenta. Você reconhece essas características como qualidades suas, mas ao mesmo tempo parece existir o receio de que aquilo que você considera uma qualidade seja apontado por outras pessoas como um defeito ou motivo de julgamento. Pode ser interessante explorar como seria para você ser reconhecido por essas características, inclusive lidar com a possibilidade de que algumas pessoas não as compreendam ou não as valorizem, sem que isso precise determinar a forma como você se enxerga. A psicoterapia pode ajudar nesse processo de compreender esse medo de rejeição e construir maneiras de se posicionar e se expressar sem precisar esconder partes suas para evitar o olhar do outro.


  • Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Talvez seja interessante começar pela diferença entre aquilo que você pode construir em si e aquilo que não está sob seu controle. Você pode escolher como quer ser para você mesmo, quais características deseja desenvolver, o que considera interessante, atraente e coerente com quem quer se tornar. Já a forma como os outros vão perceber isso não pode ser controlada. Você pode investir nas relações, na sua aparência, nos seus interesses e na maneira como se apresenta, mas ainda assim cada pessoa terá sua própria percepção sobre você. Inclusive, aquilo que você considera interessante e atraente pode não ser visto da mesma forma pelos outros, assim como acontece no sentido inverso. Talvez o trabalho seja encontrar um equilíbrio entre se construir de uma maneira que faça sentido para você e reconhecer que a resposta do outro sempre será uma possibilidade, não algo que você consiga determinar.


  • Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço

    Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Como você já percebe essa relação entre perfeccionismo, ansiedade, necessidade de certeza e comportamentos que acabam se tornando obsessivos, pode ser importante conversar sobre isso com um profissional. Não é possível afirmar a presença de TOC apenas a partir desses elementos, porque é necessário compreender melhor a frequência, a intensidade e a função desses pensamentos e comportamentos, além do quanto eles interferem na sua vida. Um psicólogo ou psiquiatra poderá avaliar essas características com você e, se fizer sentido, investigar a possibilidade de um diagnóstico de TOC ou de outras condições que também podem apresentar sintomas semelhantes.


  • É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após

    É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após conseguir mudar essas crenças, depois de um tempo elas voltam fazendo com que o paciente tenha recaídas? Se o paciente tem recaídas por conta de que a crença disfuncional antiga voltou, então não é possível mudar crenças disfuncionais para sempre ou por algum tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Sim, é possível que crenças centrais e intermediárias disfuncionais sejam modificadas ao longo de um processo terapêutico, e essa mudança pode contribuir para a melhora dos sintomas. No entanto, não seria possível afirmar que qualquer crença pode ser completamente modificada em qualquer pessoa ou que, uma vez modificada, ela nunca mais será reativada. Algumas crenças podem ter sido construídas e reforçadas durante muitos anos e, diante de determinadas situações, experiências ou períodos de maior vulnerabilidade, podem voltar a aparecer. Isso não significa necessariamente que todo o trabalho terapêutico foi perdido ou que a crença voltou exatamente ao mesmo lugar de antes. Uma pessoa pode voltar a ter o pensamento “não sou boa o suficiente”, por exemplo, mas conseguir reconhecê-lo, questioná-lo e não se relacionar com ele da mesma maneira que fazia anteriormente. Por isso, uma recaída não precisa ser entendida como um fracasso da terapia ou como prova de que a crença nunca mudou. Ela pode indicar a necessidade de retomar habilidades, compreender o que reativou aquele padrão e fortalecer novas formas de responder a ele. Inclusive, a prevenção de recaídas faz parte desse processo justamente porque a manutenção da mudança também envolve reconhecer gatilhos e aprender a lidar com eles. Então, talvez seja mais adequado pensar que o objetivo não é necessariamente garantir que uma crença antiga nunca mais apareça, mas favorecer uma transformação suficientemente consistente para que, quando ela surgir novamente, a pessoa tenha outras possibilidades de compreendê-la e de se posicionar diante dela.


  • Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente,

    Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente, mais faz três dias que minhas crises voltaram, a angústia, coração acelerado , a cabeça dói, o entalo , oque fazer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Você está fazendo tratamento combinado com acompanhamento psiquiátrico e psicológico? Como esses sintomas voltaram mesmo após um período em que você estava se sentindo bem, é importante conversar com os profissionais que acompanham você para compreender o que pode estar acontecendo e avaliar se há necessidade de algum ajuste no tratamento. A psicoterapia também pode ajudar a compreender essas crises, os fatores que podem estar relacionados ao seu retorno e construir estratégias para lidar com elas. Nesse momento, o mais adequado é que qualquer mudança na medicação ou orientação sobre o que fazer seja discutida com o profissional que já acompanha o seu caso.


  • Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu

    Olá, boa noite.
    Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
    Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
    Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
    Eu deveria procurar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Sim, buscar ajuda pode ser importante. A psicoterapia pode ser um espaço para você tentar nomear e reconhecer esse vazio que identifica, compreender como ele aparece na sua experiência e o que pode estar relacionado a essa sensação de distanciamento dos momentos felizes, à falta de vontade e à dificuldade de enxergar possibilidades para o futuro. Como você também menciona pensamentos de “acabar com tudo”, é importante não deixar isso de lado e contar ao profissional que procurar, para que ele possa avaliar melhor o que você está vivendo e pensar junto com você nos cuidados necessários.


  • Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr

    Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Talvez seja interessante começar entendendo por que você sente que precisa investir nesses relacionamentos e de onde vem essa cobrança. O que você espera encontrar nessas relações? Que tipo de retorno ou experiência você busca quando se aproxima de alguém? Também pode ser importante pensar no que acontece quando essas pessoas vão embora e quais lacunas você sente que ficam, inclusive para compreender se existe uma expectativa de que os relacionamentos preencham algo que você também gostaria de construir na relação consigo mesmo. A partir disso, talvez seja possível pensar no que faz sentido para você nas relações, sem precisar escolher necessariamente entre ser completamente autossuficiente ou depender dos outros para se sentir bem.


  • Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré

    Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
    Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
    A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Você pode buscar a indicação de alguém da sua confiança, principalmente se isso fizer você se sentir mais segura, mas também pode conversar com o profissional antes de marcar a primeira sessão. Você pode tirar suas dúvidas pelo WhatsApp e perguntar se ele já atende ou se sente confortável em trabalhar com relacionamentos abertos. E, caso decida iniciar, a própria primeira sessão também pode ser um espaço para vocês conversarem sobre essa dinâmica e perceberem se se sentem acolhidos e compreendidos pelo profissional. O mais importante é que o terapeuta consiga escutar a experiência de vocês sem partir do pressuposto de que existe um único modelo correto de relacionamento.


  • Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres

    Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos? Crenças da baixa autoestima como: "eu sou feio", "ninguém vai me amar e me achar atraente". Crenças da depressão como: "Sou inútil", "ninguém gosta de mim", "não sou bom o suficiente", "todos são melhores do que eu". E crenças e pensamentos da ansiedade social como: "Estão me julgando", "Eu tenho que agradar todo mundo", "se me criticarem, significa que sou ruim".

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Entendo que a pergunta está sendo feita pelo viés da TCC, mas vou responder a partir da perspectiva fenomenológico-existencial, que é a minha abordagem. Nessa perspectiva, baixa autoestima, ansiedade social e depressão podem ser compreendidas de forma integrada, a partir da maneira como a pessoa vem se percebendo, se relacionando com os outros e construindo sua própria existência. Pensamentos como “eu sou feio”, “ninguém vai me amar”, “sou inútil”, “ninguém gosta de mim”, “todos são melhores do que eu” ou “estão me julgando” podem ser explorados não apenas pelo conteúdo em si, mas pelo significado que essas ideias têm para aquela pessoa e pela forma como foram construídas ao longo da sua história. Podemos investigar, por exemplo, o que significa para ela não se sentir atraente, ser criticada ou não agradar alguém, e como essas experiências acabam influenciando sua forma de se posicionar nas relações. Também é importante compreender o que acontece quando esses pensamentos aparecem: se a pessoa se retrai, evita situações, deixa de se expor ou passa a organizar sua vida em função da aprovação dos outros. A partir disso, o processo terapêutico pode ajudá-la a ampliar a compreensão sobre si mesma, reconhecer outras possibilidades de se posicionar diante dessas experiências e construir formas mais livres de se relacionar, sem que sua existência fique tão condicionada ao olhar ou à validação do outro. Nesse sentido, o objetivo não seria simplesmente substituir “sou inútil” por “sou incrível”, mas compreender de onde vem essa forma de se perceber, o lugar que ela ocupa na sua vida e quais possibilidades existem para que a pessoa possa construir uma relação diferente consigo, com os outros e com aquilo que deseja viver.


  • Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres

    Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Entendo que a pergunta está sendo feita pelo viés da TCC, mas vou responder a partir da perspectiva fenomenológico-existencial, que é a minha abordagem. Nessa perspectiva, baixa autoestima, ansiedade social e depressão não precisam ser compreendidas como três problemas isolados, mas podem ser pensadas a partir da forma como a pessoa está vivendo a si mesma, suas relações e seu lugar no mundo. O processo terapêutico pode buscar compreender como ela se percebe diante dos outros, o que acontece quando se sente julgada ou rejeitada, quais situações fazem com que se retraia e como esse movimento de evitar determinadas experiências pode acabar reforçando sentimentos de incapacidade, desvalorização, solidão e tristeza. A partir dessa compreensão, o trabalho é construído junto ao paciente, buscando ampliar suas possibilidades de se relacionar, de se posicionar e de se reconhecer para além daquilo que acredita que os outros pensam sobre ele. Também pode ser importante compreender o que ainda faz sentido para essa pessoa, quais relações e experiências gostaria de construir e quais pequenos movimentos podem aproximá-la de uma vida que tenha mais sentido para ela. Assim, não se trata apenas de tentar eliminar a ansiedade social ou fazer com que a pessoa passe a pensar positivamente sobre si mesma, mas de compreender como ela foi construindo essa relação consigo e com o mundo e, a partir disso, construir novas possibilidades de existência.


  • Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas cris

    Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas crises psicóticas (esquizofrenia em questionamento)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Se há crises psicóticas e a possibilidade de um diagnóstico de esquizofrenia ainda está sendo investigada, o mais importante neste momento é não tentar resolver apenas a dinâmica com seus pais, mas também buscar compreender o que está acontecendo com você e como essas relações podem estar afetando o seu sofrimento. A psicoterapia pode ser um espaço importante para você falar sobre o que acontece nessas relações, compreender como esses comportamentos dos seus pais afetam você e construir estratégias para estabelecer limites e preservar seu bem-estar. Se essas situações com seus pais estiverem aumentando suas crises ou seu sofrimento, isso também é algo importante de ser levado para a terapia, para que vocês possam pensar juntos em quais limites e estratégias fazem sentido para a sua realidade. Além disso, o acompanhamento psiquiátrico pode ser importante nesse momento para acompanhar as crises e contribuir para uma avaliação mais cuidadosa do diagnóstico.


  • Como a TCC trata a depressão, anedonia, falta de motivação, falta de energia, e crenças centrais e c

    Como a TCC trata a depressão, anedonia, falta de motivação, falta de energia, e crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Entendo que a pergunta está sendo feita pelo viés da TCC, mas vou responder a partir da perspectiva fenomenológico-existencial, que é a minha abordagem. Nessa perspectiva, a depressão, a anedonia, a falta de motivação e de energia podem ser compreendidas a partir da forma como a pessoa está vivendo sua existência naquele momento, considerando sua experiência, suas relações, suas escolhas e os sentidos que ainda consegue encontrar na própria vida. O trabalho terapêutico pode começar pela compreensão de como essa experiência de depressão se apresenta para aquela pessoa, para então buscar compreender o que foi se perdendo em termos de interesse, propósito, possibilidades e direção. Quando existe uma sensação de vazio ou de que nada mais faz sentido, podemos pensar juntos sobre o que ainda importa, o que gostaria de construir e quais pequenos movimentos podem aproximá-la novamente de uma vida que faça sentido para ela. Isso não significa simplesmente exigir que a pessoa tenha motivação para agir, mas construir possibilidades de ação a partir do que vai sendo compreendido no processo, respeitando o seu momento. Em relação às chamadas crenças centrais e intermediárias, essa não é uma linguagem própria da perspectiva fenomenológico-existencial, que não trabalha prioritariamente com a identificação e reestruturação dessas crenças como acontece na TCC. O trabalho pode acontecer buscando compreender como essas ideias sobre si mesma, sobre os outros e sobre o mundo foram construídas, que lugar ocupam na experiência atual e como influenciam suas escolhas e possibilidades. Assim, mais do que simplesmente substituir um pensamento por outro, buscamos ampliar a compreensão sobre a própria experiência e as possibilidades de se posicionar diante dela.


  • Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi

    Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Talvez seja importante começar a se enxergar para além do bebê e da função que você vai exercer como mãe. Você pode ser gestante, pode ser mãe, mas continua sendo uma pessoa com desejos, interesses, necessidades, planos e possibilidades próprias. Pode ser interessante tentar observar o que você gosta, o que gostaria de conhecer, quais experiências gostaria de viver e que objetivos gostaria de construir para si, mesmo que eles ainda não estejam muito claros. Talvez o momento não seja de encontrar imediatamente grandes planos para a sua vida, mas de começar a se perguntar quem você é e o que deseja para além da maternidade. A psicoterapia também pode ser um espaço importante para compreender esses sentimentos, principalmente porque você relata que a gravidez trouxe muito desespero e que agora existe o medo de perder a própria vida com a chegada do bebê.


  • Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm

    Olá!
    Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
    Eu também tenho a sensação de não pertencimento
    O que de fato é está se curando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Pelo que você descreve, me parece que você já conseguiu avançar bastante. Você mesma reconhece que, no início do trabalho, se sentia muito mais ansiosa e travada e que, hoje, as interações acontecem de uma forma diferente. Talvez seja importante olhar para essa evolução a partir da sua própria experiência, e não apenas pelos comentários das outras pessoas. Ninguém melhor do que você para perceber o quanto precisou se esforçar para chegar até aqui. Os comentários podem continuar existindo, muitas vezes porque refletem uma expectativa do outro sobre como você "deveria" ser, e não necessariamente quem você é. Isso não significa que você não esteja evoluindo. Talvez o desafio seja compreender quais comentários fazem sentido acolher e quais dizem mais sobre a percepção de quem os faz do que sobre você. Se essa ansiedade social tem causado sofrimento ou limitações na sua vida, a psicoterapia também pode ajudá-la a fortalecer essa confiança em si mesma e construir uma relação mais tranquila com as situações sociais. "Se curar" não significa necessariamente deixar de ser uma pessoa mais quieta ou nunca mais ouvir esse tipo de comentário, mas sim conseguir viver de uma forma mais livre, sem que a ansiedade determine as suas escolhas ou faça você duvidar constantemente da própria evolução.


  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Sinto muito que você esteja passando por esse momento. Pelo que você descreve, parece que as pesquisas acabaram aumentando ainda mais a sua preocupação com os sintomas. Não é possível "reverter" o fato de você ter lido essas informações, porque elas já fazem parte do que você conhece. O que pode fazer diferença agora é a forma como você se relaciona com elas. Na psicoterapia, por exemplo, é possível compreender como essas informações passaram a influenciar os seus pensamentos, medos e comportamentos, em vez de apenas tentar eliminá-las. Também pode ser importante reduzir as pesquisas por conta própria e direcionar essas dúvidas para os profissionais que acompanham o seu tratamento, para que elas sejam discutidas em um contexto de cuidado. Com o tratamento adequado, tanto psicológico quanto psiquiátrico, é possível construir novas formas de lidar com esse sofrimento e retomar, aos poucos, atividades que hoje parecem muito difíceis.


  • Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?

    Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Não é possível afirmar isso apenas com essa informação. Dormir com as mãos flexionadas, na posição que muitas pessoas chamam de "mão de T-Rex", por si só não indica um transtorno ou algum problema específico. Essa pode ser apenas uma posição confortável para dormir. Caso essa postura venha acompanhada de outros sintomas, como dor, rigidez, perda de força, formigamentos ou dificuldades no dia a dia, pode ser importante buscar uma avaliação médica para compreender melhor o que está acontecendo. Se a sua dúvida estiver relacionada a algum transtorno específico, vale a pena compartilhar mais detalhes sobre o que tem observado.


  • Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom

    Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
    A terapia pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    A terapia pode ajudar muito nesse processo, inclusive sendo um espaço seguro para você falar sobre os sintomas que tem percebido, os medos que surgem e como isso tem afetado a sua rotina. A busca constante por informações sobre sintomas pode, em alguns casos, acabar aumentando a atenção e a preocupação em relação ao que está sendo pesquisado, fazendo com que a pessoa passe a observar ainda mais essas sensações e interpretá-las como ameaçadoras. Isso não significa que pesquisar seja sempre ruim, mas é importante compreender qual função essa busca está tendo para você naquele momento. Na terapia, você poderá entender melhor esse ciclo, pensar em estratégias para lidar com a ansiedade e construir formas de retomar gradualmente atividades que hoje parecem difíceis, respeitando o seu tempo. O acompanhamento também pode ajudar a avaliar como você está respondendo ao tratamento medicamentoso e, se necessário, conversar sobre a importância de alinhar esse cuidado com o psiquiatra que acompanha você.


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Uma forma de retomar esse hábito é compreender que talvez não seja possível voltar imediatamente ao ponto em que você estava antes, e tudo bem. Quando ficamos muito tempo afastados de uma atividade, é comum que seja necessário reconstruir essa relação aos poucos. Pode ser interessante observar por quanto tempo você consegue se manter em uma atividade como a leitura ou os estudos hoje e, a partir disso, estabelecer pequenos compromissos possíveis, aumentando gradualmente esse tempo. Esse processo de se expor novamente à atividade pode ajudar o seu cérebro a retomar esse funcionamento de atenção e foco, até que isso volte a fazer parte da sua rotina. Também pode ser importante observar como o uso das redes sociais tem ocupado esse espaço e pensar em estratégias para equilibrar esses momentos, percebendo os efeitos que uma rotina mais organizada pode trazer para a sua concentração e para a sua qualidade de vida.


  • A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion

    A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta Ramos Teixeira

    Pelo que você descreve, não é possível dizer o que você tem ou confirmar um diagnóstico apenas por esse relato, e qualquer tentativa de fazer isso seria irresponsável. Os sintomas que você descreve podem estar presentes em um episódio depressivo, inclusive a dificuldade de concentração, os lapsos de memória e a sensação de que está "vegetando", mas também podem estar relacionados a outras condições que precisam ser avaliadas com cuidado. O mais importante é que esse sofrimento tem afetado diferentes áreas da sua vida e merece atenção. O ideal é buscar um acompanhamento psicológico para uma avaliação mais aprofundada e, a partir disso, compreender o que está acontecendo e qual o tratamento mais adequado para o seu caso. Se, ao longo desse processo, houver necessidade de um tratamento combinado, o próprio psicólogo poderá encaminhá-la para uma avaliação psiquiátrica.


Perguntas frequentes

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