Perguntas do paciente (640)
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Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem ser extremamente autoconscientes?
Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem ser extremamente autoconscientes?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, isso é possível. Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem apresentar um elevado grau de autoconsciência, especialmente em relação às próprias emoções, pensamentos e comportamentos. No entanto, essa autoconsciência nem sempre se traduz em facilidade para regular as emoções ou modificar padrões de funcionamento.
É relativamente comum que alguns pacientes reconheçam, por exemplo, que estão reagindo de forma impulsiva, que têm medo intenso de abandono ou que determinados comportamentos acabam prejudicando seus relacionamentos. Ainda assim, mesmo percebendo isso, podem encontrar grande dificuldade para agir de maneira diferente, principalmente em momentos de intensa ativação emocional.
Também é importante diferenciar autoconsciência de autocrítica. Muitas pessoas com TPB são extremamente conscientes das próprias dificuldades, mas interpretam essa percepção de forma muito dura, sentindo culpa, vergonha ou inadequação. Nesses casos, conhecer o problema não é suficiente para reduzi-lo e, às vezes, pode até aumentar o sofrimento.
As terapias cognitivas comportamentais contemporâneas, como a Terapia Comportamental Dialética (DBT) e a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), procuram justamente transformar essa autoconsciência em um recurso terapêutico. O objetivo é ajudar o paciente a desenvolver maior flexibilidade psicológica, regular melhor as emoções e construir comportamentos mais coerentes com seus valores, em vez de permanecer preso a padrões de autocrítica ou impulsividade.
Portanto, ter um alto grau de autoconsciência não exclui o diagnóstico de TPB. Em muitos casos, o desafio não é perceber o que está acontecendo, mas conseguir responder a essas experiências de uma forma diferente e mais saudável.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Tenho TPAS e sinto muita raiva ... é a única coisa que sinto basicamente..porque e de onde vem toda
Tenho TPAS e sinto muita raiva ... é a única coisa que sinto basicamente..porque e de onde vem toda minha raiva ???
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A raiva é uma emoção complexa e, muitas vezes, pode cumprir diferentes funções na vida de uma pessoa. Quando alguém percebe que sente raiva com frequência ou que ela é uma das poucas emoções acessíveis, geralmente vale a pena investigar o contexto em que essa emoção surge e o papel que ela desempenha.
No seu caso, o mais importante é compreender que não é possível determinar a origem dessa raiva apenas por uma resposta online. Emoções intensas podem estar relacionadas a diversos fatores, como experiências de vida, frustrações acumuladas, dificuldades nos relacionamentos, sensação de injustiça, sofrimento emocional ou formas aprendidas de lidar com situações difíceis.
Em algumas pessoas, a raiva pode acabar se tornando a emoção mais visível porque outras experiências emocionais, como tristeza, medo, vulnerabilidade ou decepção, são mais difíceis de reconhecer ou expressar. Nesses casos, a raiva pode funcionar como uma espécie de "camada protetora" diante de sentimentos que parecem mais dolorosos ou desconfortáveis.
Se você possui diagnóstico de Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS), é ainda mais importante que essa questão seja explorada em acompanhamento psicológico individualizado. O diagnóstico por si só não explica toda a experiência emocional de uma pessoa, e cada história é única.
Perguntas como "Quando essa raiva aparece?", "O que costuma acontecer antes dela surgir?" e "O que ela me ajuda a evitar ou obter?" costumam ser mais úteis do que simplesmente perguntar de onde ela vem. Compreender a função dessa emoção pode ser um passo importante para desenvolver formas mais eficazes de lidar com ela.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não c
Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento
O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não concorda ou não tem certeza se quer viver de fato?
Sou católica, tenho 23 anos, gosto muito de viver a minha fé e frequentar a igreja. Só q há alguns meses venho sentindo a sensação de culpa principalmente em viver alguns princípios da igreja.
Desde os 19 anos, frequento a igreja mais ativamente, fiz catequese, e tudo em relação a primeira comunhão e crisma.
Mas com o passar dos anos, foram surgindo questionamentos sobre relacionamentos mais precisamente em relação a: Castidade/Se manter casta até o casamento.
É um assunto q sempre foi uma questão pra mim. Na Igreja isso sempre é aprendido como correto e uma certa "obrigação".
A questão é que isso vem me deixando mal, pq quando penso em não seguir a castidade minha mente entra em conflito. Eu não sou uma pessoa tão religiosa, mas sempre valorizei minha relação com Cristo e a Igreja, e isso tem pesado minha consciência.
Já tem um tempo que eu tenho tentado colocar um certo limite mas isso acaba voltando em pensamentos negativos/culpa.
A questão é como viver minha fé mesmo não concordando com certas doutrinas/dogmas?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você está vivendo é um conflito que muitas pessoas experimentam quando valores pessoais e crenças religiosas parecem entrar em tensão. Isso não significa, necessariamente, que sua fé seja menor ou que haja algo de errado com você.
Pelo seu relato, chamou minha atenção que o sofrimento não está apenas na questão da castidade em si, mas na dificuldade de lidar com a dúvida. Você descreve que, quando considera a possibilidade de não seguir essa doutrina, surge uma culpa intensa e pensamentos recorrentes, como se houvesse um conflito constante entre aquilo que você acredita, aquilo que sente e aquilo que entende que deveria fazer.
É importante lembrar que a fé e a vida psicológica não precisam ser vistas como adversárias. Muitas pessoas passam por períodos de questionamento ao longo da vida religiosa, e isso pode fazer parte do amadurecimento da própria fé. Questionar uma crença não significa necessariamente abandoná-la, mas pode representar um processo de busca por uma vivência mais consciente e coerente com aquilo que realmente faz sentido para você.
Nas terapias cognitivas comportamentais contextuais, costuma-se trabalhar justamente essa diferença entre agir por convicção e agir apenas para aliviar a culpa ou a ansiedade. Quando uma decisão é tomada exclusivamente para diminuir o desconforto imediato, ela nem sempre reflete os valores mais profundos da pessoa.
Por isso, talvez uma pergunta importante não seja apenas "o que a Igreja ensina?", nem apenas "o que eu quero fazer?", mas também: "Que tipo de pessoa eu desejo ser? Como posso viver minha espiritualidade de forma autêntica, respeitando minha consciência e aquilo que considero valioso?"
Se essa culpa tem se tornado muito intensa, repetitiva ou difícil de controlar, também vale a pena investigar se ela está sendo potencializada por um quadro de ansiedade ou por pensamentos obsessivos. Algumas pessoas vivenciam o que chamamos de escrupulosidade, uma forma de sofrimento em que a culpa religiosa e o medo de errar diante de Deus se tornam excessivos e acabam comprometendo a própria experiência de fé.
A psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para explorar essas questões, sem o objetivo de afastá-la da sua religião ou convencê-la a abandonar suas crenças, mas de ajudá-la a compreender seus valores, tomar decisões mais livres e reduzir o sofrimento causado pela culpa.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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A impulsividade é uma característica central do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)e a nega
A impulsividade é uma característica central do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)e a negação do diagnóstico pode levar a uma normalização desses comportamentos. Como podemos ajudar o paciente a entender que esses comportamentos impulsivos são sintomas do transtorno e podem ser controlados?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A impulsividade é, de fato, uma das características centrais do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), mas é importante que o paciente compreenda que ela não define quem ele é. Mais do que "um jeito de ser", a impulsividade costuma representar uma forma de responder a emoções muito intensas e difíceis de regular.
Quando o paciente nega o diagnóstico, é comum que também interprete esses comportamentos como parte da sua personalidade ou como algo impossível de mudar. Nesses casos, em vez de insistir na aceitação do diagnóstico, costuma ser mais útil ajudá-lo a observar os padrões presentes em sua própria experiência. Perguntas como "O que costuma acontecer antes de agir por impulso?", "Como você se sente logo depois?" ou "Essas atitudes aproximam ou afastam você da vida que gostaria de ter?" favorecem um processo de reflexão sem confronto.
Também é importante realizar uma psicoeducação cuidadosa, explicando que a impulsividade não é um defeito moral nem uma escolha deliberada. Ela costuma surgir como uma tentativa rápida de aliviar emoções muito intensas, mesmo que traga consequências negativas posteriormente. Quando o paciente compreende essa função do comportamento, torna-se mais fácil desenvolver uma postura de curiosidade em vez de culpa.
Outro aspecto fundamental é transmitir uma mensagem de esperança baseada em evidências. Hoje sabemos que a impulsividade pode diminuir significativamente com tratamento adequado. Intervenções psicológicas baseadas em evidências, como a Terapia Comportamental Dialética (DBT) e outras abordagens contextuais, auxiliam no desenvolvimento de habilidades de regulação emocional, tolerância ao sofrimento e tomada de decisão, permitindo que o paciente aprenda a responder de maneira mais flexível às situações difíceis.
Assim, o objetivo não é convencer a pessoa de que ela "tem um transtorno", mas ajudá-la a perceber que esses comportamentos têm um funcionamento compreensível e que existem estratégias eficazes para que ela recupere maior controle sobre suas escolhas e construa uma vida mais coerente com aquilo que valoriza.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Como a insegurança sobre o próprio valor e a desconfiança no tratamento podem influenciar a negação
Como a insegurança sobre o próprio valor e a desconfiança no tratamento podem influenciar a negação do diagnóstico em pacientes como Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ? Como podemos aumentar a motivação para que o paciente se engaje mais efetivamente no tratamento?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A negação do diagnóstico em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ocorrer por diferentes motivos, e nem sempre significa falta de interesse em melhorar. Em muitos casos, receber esse diagnóstico desperta sentimentos intensos de medo, vergonha, desesperança ou a sensação de que há "algo errado" com a própria personalidade, o que pode levar a uma rejeição inicial dessa informação.
Além disso, a insegurança em relação ao próprio valor pode fazer com que a pessoa oscile entre acreditar que "não tem nada" e sentir que "não tem mais jeito". Da mesma forma, a desconfiança em relação ao tratamento ou aos profissionais pode dificultar o estabelecimento de um vínculo terapêutico, especialmente quando houve experiências anteriores de invalidação, abandono ou tratamentos que não atenderam às suas expectativas.
Nessas situações, um dos objetivos mais importantes da psicoterapia é construir uma relação terapêutica baseada em segurança, validação e colaboração. Antes de tentar convencer o paciente sobre o diagnóstico, costuma ser mais útil compreender o significado que esse diagnóstico tem para ele, quais medos desperta e quais experiências anteriores podem estar influenciando essa resistência.
Em relação ao aumento da motivação para o tratamento, geralmente é mais eficaz explorar aquilo que a própria pessoa deseja para a sua vida do que insistir na aceitação do diagnóstico. Perguntas como "O que você gostaria que fosse diferente na sua vida?" ou "O que esse sofrimento tem impedido você de viver?" costumam favorecer uma motivação mais consistente, centrada nos valores e objetivos do paciente, e não apenas na redução dos sintomas.
Quando a pessoa percebe que o tratamento não tem como objetivo "mudar quem ela é", mas ajudá-la a construir uma vida com mais estabilidade, autonomia e qualidade nas relações, o engajamento tende a aumentar gradualmente.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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O que é o ciclo de "crises" em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e como tra
O que é o ciclo de "crises" em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e como tratá-lo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), muitas pessoas apresentam o que chamamos, de forma descritiva, de um “ciclo de crises”. Esse termo não é um diagnóstico formal, mas ajuda a entender um padrão comum de funcionamento emocional.
Em geral, esse ciclo envolve uma oscilação entre estados de maior estabilidade e períodos de intensa desregulação emocional. Muitas vezes, a crise é desencadeada por eventos interpessoais, como sensação de rejeição, abandono, crítica ou conflito. A partir disso, podem surgir emoções muito intensas, como tristeza profunda, raiva, desespero ou medo de ser abandonado.
Durante a crise, também é comum haver mudanças rápidas de pensamento e comportamento, impulsividade, dificuldade de regular emoções e, em alguns casos, comportamentos autolesivos ou tentativas de aliviar o sofrimento de forma imediata. Depois que a intensidade emocional diminui, pode surgir culpa, vergonha ou exaustão, o que leva a um período de aparente estabilidade — até que novos gatilhos apareçam e o ciclo se repita.
Esse padrão não acontece por “falta de força de vontade”, mas está relacionado a dificuldades na regulação emocional e na forma como a pessoa processa experiências interpessoais e afetivas.
Em relação ao tratamento, o principal modelo com melhor evidência científica é a Terapia Comportamental Dialética (DBT), que foi desenvolvida especificamente para o TPB. Ela trabalha habilidades como:
regulação emocional;
tolerância ao estresse;
mindfulness (atenção ao momento presente);
efetividade interpessoal.
Além disso, outras abordagens como Terapia do Esquema, Terapia Baseada em Mentalização e abordagens psicodinâmicas também podem ser úteis.
O tratamento geralmente é psicoterapêutico contínuo e estruturado, e em alguns casos pode haver acompanhamento psiquiátrico para tratar sintomas associados, como ansiedade, depressão ou impulsividade.
Um ponto importante é que o objetivo do tratamento não é “eliminar emoções intensas”, mas ajudar a pessoa a reconhecer os gatilhos, reduzir a intensidade das crises e desenvolver formas mais seguras e estáveis de lidar com elas.
Com o tempo, muitas pessoas conseguem reduzir bastante a frequência e a intensidade dessas crises e construir relacionamentos mais estáveis e uma vida com mais sensação de controle emocional.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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O que é a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) e ela pode ser útil no tratamento do Transtorno d
O que é a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) e ela pode ser útil no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) é uma abordagem da psicologia baseada na chamada “terceira onda” das terapias cognitivas e comportamentais. Ela não foca principalmente em eliminar sintomas ou controlar pensamentos e emoções, mas sim em ajudar a pessoa a desenvolver uma relação mais flexível com a própria experiência interna e construir uma vida orientada por valores pessoais.
Na ACT, entende-se que sofrimento psicológico não vem apenas da presença de pensamentos ou emoções difíceis, mas também da tentativa constante de evitá-los ou controlá-los. Esse esforço de controle pode, muitas vezes, aumentar o sofrimento e limitar a vida da pessoa. Por isso, a ACT trabalha com processos como aceitação de experiências internas, desfusão cognitiva (aprender a observar pensamentos como eventos mentais, e não como verdades absolutas), contato com o momento presente e ação comprometida com valores.
Em relação ao Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a ACT pode sim ser uma abordagem útil, embora não seja a mais específica ou tradicionalmente desenvolvida exclusivamente para esse diagnóstico.
O tratamento mais estudado para TPB continua sendo a Terapia Comportamental Dialética (DBT), mas a ACT pode ser utilizada de forma complementar ou integrada. Isso porque pessoas com TPB frequentemente lidam com emoções muito intensas, impulsividade, medo de abandono e dificuldades em manter estabilidade emocional — e a ACT pode ajudar justamente na aceitação dessas emoções sem agir impulsivamente a partir delas, além de fortalecer a capacidade de agir de acordo com valores de longo prazo, mesmo em momentos de sofrimento.
Na prática clínica, a ACT pode contribuir para:
reduzir a luta contra emoções dolorosas;
aumentar a tolerância ao sofrimento emocional;
diminuir comportamentos de esquiva experiencial (evitar sentimentos, situações ou relações);
ampliar a consciência dos próprios padrões emocionais;
favorecer escolhas mais alinhadas com valores pessoais, em vez de reações impulsivas.
Em resumo, a ACT não “elimina” os sintomas do TPB diretamente, mas pode ajudar bastante a pessoa a mudar a forma como se relaciona com seus pensamentos, emoções e comportamentos, o que tende a reduzir o impacto do transtorno no dia a dia.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza
Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto muito pela perda da sua mãe. Perder alguém de forma repentina costuma ser uma experiência profundamente dolorosa, e é natural que o processo de adaptação leve tempo.
Pelo que você descreve, no entanto, chama atenção o fato de que, mesmo após quase um ano, o sofrimento parece estar se intensificando e interferindo de forma importante na sua vida. Você relata tristeza persistente, culpa constante, perda de interesse por atividades que antes lhe davam prazer, cansaço, dificuldade para trabalhar, afastamento social e uma sensação de vazio que parece não diminuir.
Embora o luto e a depressão compartilhem alguns sintomas, eles não são exatamente a mesma coisa. No luto, é esperado que haja tristeza, saudade e momentos de intensa dor emocional. Com o tempo, mesmo que a saudade permaneça, muitas pessoas conseguem voltar a experimentar momentos de prazer, manter vínculos e retomar gradualmente suas atividades. Já quando o sofrimento permanece muito intenso, se amplia ao longo do tempo e passa a comprometer significativamente o funcionamento da pessoa, torna-se importante investigar se, além do luto, existe um quadro depressivo ou um transtorno do luto prolongado.
Outro aspecto que merece atenção é a culpa que você relata por acreditar que poderia ter feito mais pela sua mãe. Esse tipo de pensamento é bastante comum após uma perda, mas nem sempre corresponde aos fatos. Muitas vezes, nossa mente tenta encontrar explicações ou imaginar cenários diferentes como uma forma de lidar com a dor, o que pode acabar prolongando o sofrimento.
Diante da intensidade e da duração dos sintomas que você descreve, acredito que seria importante buscar uma avaliação com um psicólogo e, se necessário, também com um psiquiatra. A psicoterapia pode ajudá-la a elaborar essa perda, trabalhar os sentimentos de culpa e compreender melhor se o que você está vivendo faz parte do processo de luto ou se há também um quadro depressivo que merece tratamento específico.
Você não precisa enfrentar esse momento sozinha. Buscar ajuda não significa que você está esquecendo sua mãe, mas que está cuidando de si para conseguir seguir vivendo sem que a dor ocupe todo o espaço da sua vida.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Sinto muita farqueza ,tremedeira ânsia de vômito e tontura a algum tempo ,isso pode ser relacionado
Sinto muita farqueza ,tremedeira ânsia de vômito e tontura a algum tempo ,isso pode ser relacionado a ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, esses sintomas podem estar relacionados à ansiedade, especialmente quando aparecem em momentos de preocupação intensa ou durante crises de ansiedade. Sensações como fraqueza, tremores, náuseas, tontura e mal-estar são manifestações físicas relativamente comuns da ativação do organismo diante do estresse e da ansiedade.
No entanto, é importante destacar que esses sintomas não são exclusivos da ansiedade. Alterações como anemia, problemas na tireoide, alterações de pressão arterial, hipoglicemia, deficiências nutricionais, efeitos de medicamentos e outras condições clínicas também podem provocar sintomas semelhantes.
Por isso, o ideal é não atribuir automaticamente tudo à ansiedade sem uma avaliação médica, principalmente se esses sintomas forem persistentes, surgirem pela primeira vez ou estiverem se intensificando.
Caso uma causa clínica seja descartada e os sintomas estejam relacionados à ansiedade, a psicoterapia pode ajudar a compreender quais fatores estão mantendo esse quadro e a desenvolver estratégias para lidar melhor com ele. Dependendo da intensidade dos sintomas, uma avaliação com um psiquiatra também pode ser indicada para verificar a necessidade de tratamento medicamentoso.
Se, além desses sintomas, você apresentar dor intensa no peito, desmaios, falta de ar importante, fraqueza em apenas um lado do corpo ou qualquer outro sintoma súbito e intenso, procure atendimento médico imediatamente.
Portanto, sim, ansiedade pode causar fraqueza, tremores, náuseas e tontura, mas é importante que esses sintomas sejam avaliados para que outras causas também sejam consideradas.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Tenho 20 anos, atualmente me encontro em uma fase complicada da vida e, por diversos motivos, durant
Tenho 20 anos, atualmente me encontro em uma fase complicada da vida e, por diversos motivos, durante os ultimos anos minha válvula de escape tem sido a pornografia. Gostaria de saber como proceder, como atenuar esse problema e quais medidas tomar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
lá!
Antes de tudo, gostaria de dizer que reconhecer esse padrão e buscar ajuda já é um passo importante. Muitas pessoas utilizam a pornografia como uma forma de aliviar emoções difíceis, como estresse, ansiedade, solidão, frustração ou sofrimento emocional. Nesses casos, o problema costuma ir além da pornografia em si e envolve a função que ela passou a exercer na vida da pessoa.
Você menciona que ela se tornou sua "válvula de escape" durante os últimos anos. Isso me faz pensar que talvez ela esteja sendo utilizada como uma estratégia para lidar com uma fase difícil da vida. Embora possa proporcionar um alívio momentâneo, quando esse passa a ser o principal recurso para enfrentar emoções desagradáveis, é comum que o comportamento se torne cada vez mais frequente e difícil de controlar.
Em vez de focar apenas em "parar de consumir pornografia", costuma ser mais útil investigar perguntas como: em quais momentos a vontade aparece?, o que você costuma estar sentindo antes de recorrer a ela?, o que ela proporciona naquele momento? Compreender essa função é um passo importante para desenvolver outras formas de lidar com essas emoções.
Também é importante evitar entrar em um ciclo de culpa e autocrítica. Muitas pessoas fazem promessas rígidas de que "nunca mais vão acessar pornografia" e, quando recaem, acabam se sentindo fracassadas, o que aumenta ainda mais o sofrimento e pode favorecer novos episódios. Trabalhar esse padrão de forma mais flexível costuma ser mais produtivo do que basear a mudança apenas na força de vontade.
A psicoterapia pode ajudar bastante nesse processo, especialmente se esse comportamento tem causado sofrimento, prejuízos nos relacionamentos, nos estudos, no trabalho ou se você percebe que perdeu a sensação de controle sobre ele. O tratamento busca compreender os fatores que mantêm esse padrão e desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com as dificuldades emocionais.
Pelo seu relato, parece que a pornografia se tornou uma forma de enfrentar um momento difícil da sua vida. Talvez o caminho mais importante não seja apenas eliminar esse comportamento, mas compreender o sofrimento que fez com que ele se tornasse necessário.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Estou como responsável da pastoral da Liturgia, mas não consigo ficar normal, estou sempre nervosa e
Estou como responsável da pastoral da Liturgia, mas não consigo ficar normal, estou sempre nervosa e com as mãos geladas,será que tenho que fazer algum desbloqueio emocional, pois minha vida desde a infância não foi normal igual de outras pessoas, tenho muitos traumas e já tive ansiedade e depressão.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto muito que você esteja passando por isso. Pelo que você descreve, parece que assumir essa responsabilidade na pastoral tem despertado um nível importante de ansiedade, principalmente em situações nas quais você precisa desempenhar uma função diante de outras pessoas.
As mãos geladas, o nervosismo constante e a sensação de não conseguir ficar tranquila são sintomas que podem estar relacionados à ansiedade. Além disso, você comenta que sua infância foi marcada por experiências difíceis, que carrega muitos traumas e que já teve ansiedade e depressão. Essas vivências podem influenciar a forma como o organismo reage atualmente, especialmente em situações que envolvem responsabilidade, exposição ou medo de errar.
Em relação ao "desbloqueio emocional", esse termo é bastante utilizado, mas não corresponde a uma técnica específica reconhecida cientificamente. O mais importante é compreender como essas experiências do passado continuam influenciando sua vida hoje e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com elas. Esse é justamente um dos objetivos da psicoterapia.
Na terapia, é possível trabalhar tanto os efeitos dos traumas quanto a ansiedade que surge nessas situações, ajudando você a compreender seus gatilhos, regular as emoções e recuperar gradualmente a sensação de segurança. Isso não significa que você deixará de sentir nervosismo completamente, mas que ele poderá deixar de controlar suas ações e causar tanto sofrimento.
Considerando seu histórico, acredito que seria muito válido procurar um psicólogo para uma avaliação. Caso perceba que os sintomas de ansiedade voltaram com intensidade semelhante à de outros momentos da sua vida, também pode ser importante conversar com um psiquiatra.
Você não precisa enfrentar isso sozinha. O fato de essas reações acontecerem hoje não significa que elas serão permanentes, e existe tratamento para que você consiga viver essas experiências com mais tranquilidade.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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A psicoterapia pode realmente ajudar a resolver conflitos passados e futuros de forma mais saudável?
A psicoterapia pode realmente ajudar a resolver conflitos passados e futuros de forma mais saudável?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, a psicoterapia pode ajudar nesse processo, embora seja importante esclarecer que ela não muda o passado nem impede que dificuldades aconteçam no futuro.
O que a psicoterapia pode favorecer é uma nova forma de compreender e responder às experiências vividas. Muitas vezes, conflitos do passado continuam exercendo influência sobre a maneira como a pessoa interpreta a si mesma, os outros e as situações do presente. Ao longo do tratamento, esses padrões podem ser identificados, compreendidos e transformados, reduzindo o sofrimento que provocam.
Além disso, a terapia também contribui para o desenvolvimento de recursos para lidar com desafios futuros. Isso inclui habilidades como reconhecer emoções, regular impulsos, comunicar necessidades, estabelecer limites, resolver conflitos interpessoais e tomar decisões mais coerentes com aquilo que é importante para a própria pessoa.
É importante destacar que o objetivo da psicoterapia não é fazer com que a pessoa deixe de sentir tristeza, ansiedade, medo ou frustração diante das dificuldades da vida. Essas emoções fazem parte da experiência humana. O tratamento busca, principalmente, ampliar a flexibilidade psicológica para que essas experiências deixem de controlar completamente as escolhas e os comportamentos.
Assim, mais do que "resolver" todos os conflitos, a psicoterapia ajuda a construir formas mais saudáveis de enfrentá-los, tanto em relação às experiências do passado quanto aos desafios que ainda poderão surgir ao longo da vida.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especia
Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especializado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
A tristeza é uma emoção natural e faz parte da vida. É esperado que nos sintamos tristes diante de perdas, frustrações, decepções ou momentos difíceis. Nesses casos, embora exista sofrimento, a pessoa geralmente consegue manter algum contato com atividades que considera importantes, experimentar momentos de alívio e perceber que o estado emocional varia ao longo do tempo.
Já em um quadro depressivo, costuma haver algo mais persistente e abrangente. Além da tristeza, podem surgir perda de interesse ou prazer em atividades antes significativas, sensação de vazio, desânimo constante, alterações no sono ou no apetite, fadiga, dificuldade de concentração, sentimentos intensos de culpa ou inutilidade e uma redução importante da qualidade de vida.
Uma diferença importante não está apenas na intensidade da tristeza, mas no quanto ela passa a restringir a vida da pessoa. Quando o sofrimento se torna frequente, duradouro e começa a afetar relacionamentos, trabalho, estudos, autocuidado ou a capacidade de realizar atividades cotidianas, é recomendável buscar avaliação profissional.
Também é importante lembrar que nem toda depressão se apresenta como tristeza intensa. Algumas pessoas relatam principalmente apatia, falta de motivação, sensação de desconexão emocional ou dificuldade de sentir prazer nas coisas que antes eram importantes.
Se existe dúvida sobre o que está acontecendo, procurar um psicólogo pode ser uma boa forma de compreender melhor a situação. Não é necessário esperar que os sintomas se tornem graves para buscar ajuda. Muitas vezes, uma avaliação precoce permite identificar fatores que estão contribuindo para o sofrimento e oferece caminhos para lidar com eles de forma mais saudável.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Quais são os sinais de ansiedade que indicam que é importante procurar ajuda profissional, mesmo sem
Quais são os sinais de ansiedade que indicam que é importante procurar ajuda profissional, mesmo sem ter uma crise de pânico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Nem toda ansiedade exige tratamento, pois ela é uma emoção natural e faz parte da vida. No entanto, quando a ansiedade passa a ser frequente, intensa ou começa a interferir na rotina, é importante considerar a busca por ajuda profissional, mesmo que a pessoa nunca tenha apresentado uma crise de pânico.
Alguns sinais que merecem atenção incluem:
preocupação excessiva e difícil de controlar na maior parte dos dias;
sensação constante de tensão, inquietação ou de estar "em alerta";
dificuldade de concentração ou sensação de que a mente não consegue descansar;
alterações no sono, como dificuldade para adormecer ou despertares frequentes;
sintomas físicos persistentes, como palpitações, falta de ar, tremores, tensão muscular, desconforto gastrointestinal, tonturas ou sensação de fadiga, após investigação médica quando necessário;
medo intenso de determinadas situações, levando à evitação de lugares, atividades ou interações sociais;
irritabilidade frequente ou dificuldade para relaxar;
prejuízo no trabalho, nos estudos, nos relacionamentos ou nas atividades do dia a dia;
sensação de que a ansiedade está limitando suas escolhas ou impedindo você de viver da forma que gostaria.
Outro aspecto importante é observar o impacto da ansiedade na qualidade de vida. Às vezes, a pessoa consegue continuar cumprindo suas responsabilidades, mas faz isso com um sofrimento tão intenso que vive em constante estado de exaustão. Nesses casos, também vale a pena procurar ajuda.
A psicoterapia pode auxiliar tanto na compreensão dos fatores que mantêm a ansiedade quanto no desenvolvimento de estratégias para lidar com ela de maneira mais saudável. Quando necessário, um psiquiatra também poderá avaliar se há indicação de tratamento medicamentoso.
Portanto, não é preciso esperar que a ansiedade evolua para uma crise de pânico para buscar acompanhamento. Quanto mais cedo o sofrimento for compreendido e tratado, maiores tendem a ser as chances de reduzir seu impacto e recuperar a qualidade de vida.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?
Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Nem toda pessoa com ansiedade precisa necessariamente de acompanhamento simultâneo com psicólogo e psiquiatra. Isso vai depender da intensidade dos sintomas, do grau de sofrimento e do impacto que a ansiedade está causando na vida da pessoa.
De modo geral, o psicólogo é o profissional que trabalha diretamente com a psicoterapia, ajudando a compreender os fatores que mantêm a ansiedade, desenvolver estratégias de enfrentamento e construir uma relação mais saudável com pensamentos, emoções e sensações físicas difíceis. Em muitos casos, especialmente quando os sintomas são leves ou moderados, a psicoterapia pode ser suficiente.
Já o psiquiatra é o médico responsável pela avaliação diagnóstica e pela prescrição de medicamentos quando eles são necessários. O acompanhamento psiquiátrico costuma ser especialmente útil quando a ansiedade está muito intensa, quando há crises frequentes, prejuízo importante no sono, no trabalho ou nos relacionamentos, ou quando os sintomas estão causando grande sofrimento.
Na prática, muitas pessoas se beneficiam da atuação conjunta dos dois profissionais. A medicação, quando indicada, pode ajudar a reduzir a intensidade dos sintomas, enquanto a psicoterapia trabalha mudanças mais profundas e duradouras na forma de lidar com a ansiedade.
Portanto, não é obrigatório passar pelos dois profissionais, mas em alguns casos essa combinação pode ser bastante benéfica. Se você está em dúvida, procurar um psicólogo já é um excelente primeiro passo. A partir da avaliação clínica, será possível entender se há necessidade de encaminhamento ou acompanhamento paralelo com psiquiatra.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu
A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu com meus amigos, enfim, acho q dei uma piorada, estou tomando remedios mas quero enfrentar sem e nao consigo, me sinto extremamente solitária
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
O que você descreve parece envolver não apenas a ansiedade social, mas também as consequências de uma experiência relacional que acabou reduzindo sua rede de apoio. Perder amizades, se afastar de pessoas importantes e perceber que hoje se sente mais isolada pode gerar um sentimento de solidão muito intenso.
Pelo seu relato, é possível que existam duas dificuldades acontecendo ao mesmo tempo: por um lado, a ansiedade social, que pode tornar os contatos interpessoais mais difíceis; por outro, a falta de oportunidades de conexão decorrente dos afastamentos que ocorreram durante o relacionamento anterior. Quando essas duas coisas se combinam, é comum que a pessoa se sinta presa em um ciclo: sente-se sozinha, mas a ansiedade dificulta a aproximação das pessoas, o que aumenta ainda mais a solidão.
Também me chamou atenção quando você diz que gostaria de enfrentar isso sem os remédios. É compreensível desejar recuperar a sensação de autonomia, mas é importante não encarar a medicação como um sinal de fraqueza ou incapacidade. Para algumas pessoas, ela funciona como um apoio temporário ou complementar enquanto desenvolvem outras formas de lidar com a ansiedade. Qualquer mudança no tratamento deve ser discutida com o psiquiatra que a acompanha.
A boa notícia é que a ansiedade social costuma responder bem à psicoterapia. Muitas vezes, o objetivo não é eliminar completamente o medo ou a insegurança, mas aprender a se aproximar das pessoas mesmo na presença dessas emoções, reconstruindo gradualmente a confiança nas relações.
Além disso, talvez seja importante olhar para essa solidão com gentileza. Sentir falta de vínculos depois de ter perdido amizades não é um sinal de fraqueza; é um sinal de que as relações têm valor para você. E, embora hoje pareça difícil imaginar, vínculos podem ser reconstruídos aos poucos.
Acredito que um acompanhamento psicológico possa ajudá-la não apenas a lidar com a ansiedade social, mas também a elaborar as perdas vividas e recuperar espaços de conexão e pertencimento.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Tenho 28 anos e meu namorado 27, estamos juntos a 5 anos e moramos juntos. Enfrentamos um problema q
Tenho 28 anos e meu namorado 27, estamos juntos a 5 anos e moramos juntos. Enfrentamos um problema que causa desconforto em ambos, a pornografia. Eu já consumi a anos atrás, mas consegui me livrar, mas é algo que até hj as vezes aparece na mente como uma ideia de se ver, mas mesmo assim, opto por não ver. Meu namorado já vem de um histórico como a maioria dos homens, de crescer vendo pornografia e ser tratado como algo normal. Já peguei mais de uma vez no celular e já foi motivo de piorar meus problemas psicológicos, e um quase término. De princípio ele não aceitava tratamento pois tinha preconceito. Uma vez ele teve coragem e me confidenciou que além da pornografia já chegou a olhar pra outras mulheres e desejar, e que tinha consciência que era errado. E isso normalmente acontecia quando a gente brigava. Recentemente ele começou a falar mais abertamente sobre o uso, e até falou para os pais dele, que ele esconde quase tudo. Naquele momento eu pensei que fosse o fim, mas não foi. Eu noto a diferença de comportamento quando ele assiste pornografia nas relações sexuais que temos. E perguntei se ele havia consumido novamente e ele confirmou. A primeira vez eu senti nojo dele e de mim, mas tento não focar nisso, pois é um problema dele, não diz sobre mim. Mas como somos um casal isso afeta. Hj ele diz que aceita tratamento. Então estou em busca de selecionar alguns profissionais que podem auxiliar ele a parar de vez com isso e ter mais alto controle. Ele é do tipo que acredita que homem não demonstra fraquezas e tem que lidar com tudo sozinho, mas na verdade quem tem lidado com os problemas dele sou eu. Também preciso voltar a fazer, e pretendo, mas já deixo claro, que o uso de pornografia não é algo que aceitamos no nosso relacionamento e já conversamos sobre. Então não é algo pra ser aceito como normal, pois já existem estudos que comprovam que esses estímulos não tem benefício algum. Gostaria de conhecer profissionais que trabalham com isso, e como poderiam nos ajudar com práticas confiáveis e seguras.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Primeiramente, gostaria de reconhecer a forma cuidadosa com que você descreveu a situação. Pelo seu relato, não parece que a principal dificuldade seja apenas o consumo de pornografia, mas o impacto que isso tem causado na confiança, na intimidade e no bem-estar de vocês como casal.
Também me chamou atenção o fato de seu namorado ter conseguido falar sobre o problema, admitir que precisa de ajuda e até compartilhar isso com os pais, apesar de ter resistência inicial ao tratamento. Esse costuma ser um passo importante, pois a mudança tende a acontecer com mais consistência quando parte de um reconhecimento genuíno da própria dificuldade, e não apenas da pressão do parceiro.
Em relação ao tratamento, o profissional mais indicado é um psicólogo, preferencialmente com experiência em comportamento compulsivo, sexualidade e terapia de casal. O objetivo da psicoterapia não é apenas interromper o consumo de pornografia, mas compreender quais fatores mantêm esse comportamento. Em algumas pessoas, ele funciona como uma estratégia para lidar com estresse, conflitos, solidão, frustração ou outras emoções difíceis. Identificar esses padrões permite desenvolver formas mais saudáveis de enfrentamento e fortalecer o autocontrole.
Em alguns casos, quando existem sintomas importantes de ansiedade, depressão, impulsividade ou quando o comportamento está muito intenso e difícil de controlar, uma avaliação com um psiquiatra também pode ser indicada. No entanto, nem todas as pessoas precisam de medicação.
Como vocês relatam que essa questão afeta diretamente o relacionamento, a terapia de casal também pode ser uma ferramenta importante. Ela não substitui o acompanhamento individual, mas pode ajudar a reconstruir a confiança, melhorar a comunicação e trabalhar o impacto que esse problema teve na relação.
Gostaria apenas de fazer uma ressalva em relação à ideia de "parar de vez". Embora esse possa ser o objetivo do casal, na prática clínica costuma ser mais útil compreender o processo de mudança como algo gradual. Em muitos casos, o foco inicial não é apenas a abstinência, mas desenvolver recursos para lidar com os gatilhos, compreender recaídas quando ocorrerem e construir mudanças consistentes ao longo do tempo, em vez de depender apenas da força de vontade.
Pelo que você descreve, seu namorado parece disposto a buscar ajuda, e isso é um fator que costuma favorecer o tratamento. Da mesma forma, considero importante que você também mantenha seu próprio acompanhamento psicológico, já que essa situação trouxe sofrimento significativo para você e merece um espaço de cuidado.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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É possível hábitos como má postura influenciarem na ansiedade? tenho uma postura ruim e há um certo
É possível hábitos como má postura influenciarem na ansiedade? tenho uma postura ruim e há um certo (3 ou 4 semanas) tempo tive uma crise de ansiedade e estou me recuperando. Porém as vezes quando estou tranquilo ou sentado na cadeira eu sinto dores nas costas, desconforto na garganta e até ombros. É possível que esse tipo de hábito me torne mais ansioso ou preocupado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sim, a postura pode influenciar a forma como percebemos nosso corpo, mas, isoladamente, ela não costuma ser a causa da ansiedade.
Pelo que você descreve, você teve uma crise de ansiedade há algumas semanas e ainda está em recuperação. Nesse período, é comum que a pessoa fique mais atenta às sensações corporais e passe a notar desconfortos que antes talvez nem percebesse. Dores nas costas, tensão nos ombros, sensação de aperto ou desconforto na garganta podem estar relacionadas tanto à tensão muscular característica da ansiedade quanto a hábitos posturais.
Além disso, quando existe uma preocupação constante com o próprio corpo, é possível que um desconforto causado pela postura seja interpretado como um sinal de que "a ansiedade está voltando", aumentando a vigilância e a preocupação. Esse ciclo pode fazer com que a ansiedade se mantenha por mais tempo.
Por isso, vale a pena cuidar dos dois aspectos. Ajustar a ergonomia da cadeira, fazer pausas durante o dia, variar a posição do corpo e praticar alongamentos podem ajudar a reduzir a tensão muscular. Ao mesmo tempo, é importante observar se você tem monitorado constantemente essas sensações ou interpretado qualquer desconforto como um sinal de perigo, pois esse padrão pode contribuir para a manutenção da ansiedade.
Caso esses sintomas persistam ou estejam interferindo na sua qualidade de vida, conversar sobre isso na psicoterapia pode ser bastante útil. O tratamento pode ajudá-lo tanto a lidar com a ansiedade quanto a reduzir o hiperfoco nas sensações físicas.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Como curar uma ferida de ser rejeitado por uma ex ? Eu e minha ex terminamos mas porém eu e ela tive
Como curar uma ferida de ser rejeitado por uma ex ? Eu e minha ex terminamos mas porém eu e ela tivemos várias recaídas , mas meu racional me dizia que não valia a pena voltar, nossas ideias de futuro não se enquadrava( ela queria que eu aceitasse morar no porão da casa dela onde é o único espaço que daria para construir algo , se fosse para comprar um apê ou alugar algo ela disse que eu que teria que me virar sozinho por que já que tinha o porão da casa dela e eu não quis ir então eu que me virasse ,certa vez ela ameaçou terminar comigo por que eu disse que não iria na casa dela naquele dia por que eu estava cansado ,eu trabalhava e fazia faculdade, e ela disse que se caso eu não fosse ela terminaria e depois de terminar eu perguntei se ela se arrependia de ter ameaçado tá tas vezes terminar comigo se ela estava certa , e ela disse que estava certa si. Por que eu deveria dar mais prioridade a ela e disse que não se arrependia e dentre outras coisas que não concordamos ,porém paramos de ficar e ela começou a namorar com outra pessoa e eu implorei pra voltar e disse que aceitaria o que ela me propôs e que me doaria mais no relacionamento para ela enfim me aceitar de volta , estou sofrendo com isso tudo as vezes me pego angustiado mesmo sabendo lá no fundo que se eu realmente estivesse com ela não iríamos tão longe assim haja vista que ela não queria mudança alguma eu quero que essa dor passe.obs: trabalhamos no mesmo trabalho o pai dela e nosso chefe e frequentamos a mesma igreja ao qual ela irá começar a levá-lo , como esquecer como me curar disso tudo ??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto muito que você esteja passando por esse momento. Pelo que você descreve, o que mais parece estar causando sofrimento não é apenas o término do relacionamento, mas a forma como ele aconteceu e o fato de vocês ainda continuarem dividindo os mesmos ambientes de trabalho e da igreja.
Chamou minha atenção um aspecto importante do seu relato. Você conta que, durante o relacionamento, já percebia que havia diferenças importantes entre os projetos de vida de vocês e que, racionalmente, acreditava que a relação dificilmente daria certo. No entanto, depois que ela iniciou outro relacionamento, você passou a desejar voltar e chegou a dizer que aceitaria condições que antes considerava incompatíveis com aquilo que queria para a sua vida.
Isso é algo relativamente comum após uma rejeição. Muitas vezes, quando somos rejeitados, a dor faz com que nossa mente deixe em segundo plano os motivos que levaram ao término e passe a focar apenas na perda e no desejo de recuperar o vínculo. Nesses momentos, não é raro que a pessoa aceite abrir mão de necessidades e valores importantes apenas para diminuir o sofrimento.
Pelo que você relata, parece que existe uma diferença entre aquilo que você sabe racionalmente e aquilo que sente emocionalmente. Uma parte sua reconhece que havia incompatibilidades importantes no relacionamento, enquanto outra continua sofrendo pela rejeição e desejando que tudo tivesse sido diferente.
Acredito que "curar essa ferida" não significa esquecer sua ex ou apagar o que viveram, mas elaborar essa experiência e, aos poucos, deixar de medir o seu valor pela decisão que ela tomou. O fato de ela não querer retomar o relacionamento não determina quem você é nem o seu valor como pessoa.
Também é importante considerar que continuar convivendo com ela no trabalho e na igreja pode tornar esse processo mais lento. Isso não significa que você nunca vai superar, mas que provavelmente precisará de mais tempo e de estratégias para não alimentar constantemente comparações, expectativas ou tentativas de interpretar a vida dela.
A psicoterapia pode ajudá-lo justamente nesse processo: compreender por que essa rejeição foi tão dolorosa, elaborar o luto pelo relacionamento, fortalecer a autoestima e reconstruir uma vida orientada pelos seus próprios valores, em vez de permanecer preso à esperança de que as coisas voltem a ser como eram.
Pela forma como você descreve a situação, acredito que a dor que sente hoje pode diminuir com o tempo e com o acompanhamento adequado. O fato de ela seguir outro caminho não significa que você também precise permanecer preso a essa história.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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Como saber se o que eu sinto é amor ou somente apego aos momentos bons que o relacionamento tinha ?
Como saber se o que eu sinto é amor ou somente apego aos momentos bons que o relacionamento tinha ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Essa é uma dúvida muito comum, principalmente após momentos de crise, afastamento ou término de um relacionamento.
Nem sempre é fácil diferenciar amor de apego, porque ambos podem coexistir. O apego costuma estar mais relacionado ao medo da perda, à saudade da rotina compartilhada, da companhia, da segurança ou da forma como a relação fazia você se sentir. Já o amor envolve também o desejo de construir um vínculo com aquela pessoa como ela é hoje, e não apenas com a lembrança de quem ela foi ou do que viveram no passado.
Uma pergunta que pode ajudar nessa reflexão é: se os momentos bons do passado não existissem, eu ainda escolheria estar com essa pessoa hoje, considerando quem ela é e como nossa relação funciona atualmente? Outra questão importante é observar se a saudade é da pessoa em si ou da sensação de pertencimento, acolhimento e felicidade que o relacionamento proporcionava.
Também vale lembrar que, após uma perda ou um afastamento, nossa mente tende a recordar com mais facilidade os momentos positivos, enquanto os conflitos e dificuldades podem ficar temporariamente em segundo plano. Isso não significa que o sentimento seja "menos verdadeiro", mas que a memória costuma ser seletiva quando estamos sofrendo.
Independentemente da resposta, não há problema em perceber que parte da dor está relacionada ao apego. Isso faz parte da experiência humana. O mais importante é compreender o que está sustentando esse vínculo hoje e se ele está alinhado com aquilo que você deseja construir para sua vida.
Se essa dúvida tem causado sofrimento intenso ou se prolongado por muito tempo, a psicoterapia pode ajudá-lo(a) a explorar essas questões com mais profundidade, favorecendo decisões mais coerentes com seus valores e necessidades atuais.
Espero ter ajudado.
Rodrigo Vieira
Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…