Perguntas do paciente (640)

  • Olá tenho 28 anos , desde a infância na escola as vezes ficava meio distraída na aula por questões d

    Olá tenho 28 anos , desde a infância na escola as vezes ficava meio distraída na aula por questões de segundos. As vezes as pessoas me chamavam e era como se tivesse no mundo da lua. E isso ocorre até hoje , dura alguns segundos e passa. Isso pode ser uma crise de ausência? Acabei aprendendo sobrevoa doença porque minha bebe foi diagnosticada com epilepsia recentemente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Entendo sua preocupação, especialmente pelo diagnóstico recente da sua bebê.
    O que você descreve “ficar no mundo da lua” por alguns segundos, parecer distraída e depois voltar ao normal pode ter diferentes explicações, e nem sempre está relacionado a epilepsia do tipo crise de ausência.
    As crises de ausência, na epilepsia, costumam ter algumas características mais específicas: a pessoa interrompe completamente a atividade por alguns segundos, fica com o olhar “fixo” ou parado, não responde quando é chamada durante o episódio e depois retoma o que estava fazendo sem perceber claramente que houve uma interrupção. Em alguns casos, pode haver pequenos movimentos automáticos, como piscar repetitivo ou pequenos gestos.
    Por outro lado, experiências de “desligamento”, distração ou sensação de estar no automático também podem acontecer em situações comuns do dia a dia, como cansaço, estresse, ansiedade, sobrecarga mental ou até padrões de atenção mais dispersa. Nesses casos, a pessoa ainda pode manter algum nível de consciência do ambiente, mesmo que reduzido, e geralmente consegue retomar o foco ao ser chamada.
    Um ponto importante no seu relato é que isso acontece desde a infância e sempre foi breve e passageiro. Isso pode sugerir algo mais relacionado ao funcionamento da atenção do que necessariamente uma epilepsia, mas não é possível fazer qualquer conclusão sem avaliação médica.
    Como sua bebê foi diagnosticada com epilepsia, é compreensível que você esteja mais sensível a esses sinais no seu próprio corpo. Mas isso, por si só, não significa que você tenha a mesma condição.
    Se essa dúvida está te deixando preocupada, o mais adequado seria conversar com um neurologista. Ele poderá avaliar sua história com mais detalhe e, se necessário, solicitar exames como o eletroencefalograma para esclarecer essa questão.
    De qualquer forma, o mais importante é: episódios leves e breves de distração não significam automaticamente epilepsia. Existem muitas outras explicações possíveis e mais comuns.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Como superar os pensamentos intrusivos? Chegaram desde a gravidez e não sei oque fazer!

    Como superar os pensamentos intrusivos?
    Chegaram desde a gravidez e não sei oque fazer!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Pensamentos intrusivos são pensamentos, imagens ou impulsos que surgem de forma involuntária e costumam causar desconforto, medo ou culpa. Eles podem ocorrer em diferentes momentos da vida e, para algumas pessoas, tornam-se mais frequentes durante a gestação e após o nascimento do bebê, justamente por ser um período de muitas mudanças, responsabilidades e preocupações.
    Algo importante de saber é que a presença desses pensamentos não significa que você deseja colocá-los em prática nem que eles refletem quem você é como pessoa. Muitas vezes, quanto mais importância ou ameaça atribuímos a eles, mais nossa atenção fica voltada para sua presença.
    Uma dificuldade comum é tentar eliminar, controlar ou neutralizar completamente os pensamentos. Embora isso pareça uma solução lógica, frequentemente acaba aumentando a frequência com que eles aparecem. Em muitos casos, aprender a reconhecer que um pensamento é apenas um pensamento — e não necessariamente um fato, uma intenção ou uma previsão — pode ser mais útil do que entrar em uma luta constante contra ele.
    Também vale a pena observar o impacto que esses pensamentos estão causando. Se eles têm gerado sofrimento intenso, culpa frequente, necessidade de realizar verificações, rituais ou evitamentos, buscar acompanhamento psicológico pode ser muito importante. A psicoterapia oferece um espaço seguro para compreender melhor essas experiências e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com elas.
    Você não está sozinha nessa experiência, e o fato de ter pensamentos intrusivos não diz nada sobre seu valor como mãe ou como pessoa.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Bom dia, sou um rapaz, 20 anos e fui diagnosticado com depressão e TAG em 2013 depois de uma mudança

    Bom dia, sou um rapaz, 20 anos e fui diagnosticado com depressão e TAG em 2013 depois de uma mudança bem traumática de cidade e desde 2015, tomei praticamente todos os ISRS e ISRSN disponíveis no mercado brasileiro, com pouca ou nenhuma melhora. Os principais sintomas sempre foram: tristeza, falta de vontade em realizar atividades, irritação, crises de choro, insônia, pânico, ansiedade extrema (premeditar 1 milhão de possibilidades para o futuro e ficar relembrando detalhes do passado), baixa concentração (não conseguia ler e fazer cálculos direito), pensamentos acelerados e obsessivos (sempre pensando em uma coisa atrás da outra ou em coisas que já aconteceram). Do meio pro final do ano passado, fiquei completamente apático. Não consigo chorar, não tenho libido, não sinto empolgação, não consigo assistir um filme ou qualquer atividade de lazer e nenhum acontecimento bom faz diferença pro meu cérebro. É como se eu tivesse parado de sentir emoções. Se no começo da depressão (em 2013) eu sentia principalmente tristeza, chorava etc, agora não consigo sentir tristeza, só restou um vazio que, pelo que eu pesquisei, é chamado de anedonia. Minha psiquiatra continua querendo empurrar ISRS e ISRSN e eles só pioram a minha anedonia. Alguma abordagem que eu poderia sugerir para um outro psiquiatra? Já pensei em: antipsicóticos, antiparkinsonianos ou outra substância que tenha relação com os receptores de dopamina, pois parece que o centro de recompensa do meu cérebro "se desligou", fora os outros sintomas antigos da depressão. Preciso urgentemente de ajuda, pois apesar de não ter pensamentos suicidas intensos, não consigo ver sentido em viver desse jeito, praticamente no piloto automático.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Pelo que você descreve, parece que está enfrentando um sofrimento importante há muitos anos e que, apesar de ter realizado diversos tratamentos, ainda sente que não encontrou uma melhora satisfatória. Isso certamente pode ser muito frustrante.
    Um ponto que chama atenção no seu relato é a mudança do padrão dos sintomas ao longo do tempo. Você descreve um período inicial marcado por tristeza, ansiedade intensa, crises de choro, preocupação excessiva e sofrimento emocional evidente. Mais recentemente, porém, o que parece predominar é uma sensação de vazio, apatia, perda de interesse, ausência de prazer, redução da libido e dificuldade de se conectar emocionalmente com experiências que antes poderiam ser significativas.
    É compreensível que você esteja tentando entender isso em termos neurobiológicos, especialmente após tantos anos de tratamento. No entanto, seria importante ter cautela antes de concluir que existe necessariamente um problema específico relacionado à dopamina ou a qualquer outro neurotransmissor. A experiência subjetiva da anedonia é complexa e nem sempre pode ser explicada por um único mecanismo biológico.
    Diante da história que você relata, acredito que buscar uma segunda opinião psiquiátrica seja uma decisão bastante razoável. Não necessariamente para solicitar um medicamento específico, mas para que haja uma revisão diagnóstica ampla do caso. Em situações de sintomas persistentes, alguns psiquiatras costumam reavaliar hipóteses diagnósticas, histórico de resposta aos tratamentos, presença de comorbidades, fatores médicos associados e estratégias terapêuticas que ainda não foram exploradas.
    Também me parece importante não restringir a compreensão do problema apenas à dimensão farmacológica. Muitas vezes, quando a vida passa a ser vivida em torno da luta contra sintomas, a própria relação da pessoa com suas emoções, objetivos, perdas, expectativas e valores acaba ficando em segundo plano. Isso não significa que o sofrimento seja "psicológico apenas", mas que uma compreensão mais ampla costuma ser necessária.
    Como terapeuta contextual, eu provavelmente ficaria curioso para entender não apenas o que você sente ou deixa de sentir, mas também como sua vida foi sendo organizada ao redor dessa batalha contra a depressão e a ansiedade ao longo dos anos. Às vezes, mesmo quando a sensação de prazer parece ausente, ainda existem caminhos terapêuticos voltados para reconstruir engajamento, propósito e contato com experiências significativas.
    Por fim, quero destacar um ponto importante do seu relato: você menciona não ter pensamentos suicidas intensos, mas diz não conseguir ver sentido em viver dessa forma. Essa frase merece atenção clínica. Não porque indique necessariamente um risco imediato, mas porque mostra o tamanho do sofrimento que você está carregando. Por isso, considero fundamental que você continue buscando acompanhamento especializado e compartilhe com os profissionais exatamente o que escreveu aqui.
    Você não parece estar diante de um caso simples de ansiedade ou depressão leve. Seu relato merece uma avaliação psiquiátrica cuidadosa e um acompanhamento psicológico consistente.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Eu quero sair pra trabalhar fora uma viagem de uns quatro dias e eu estou sentido uma desanimo e uma

    Eu quero sair pra trabalhar fora uma viagem de uns quatro dias e eu estou sentido uma desanimo e uma fraqueza, o que eu faso? Que me aconselham?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Antes de tudo, seria importante entender melhor há quanto tempo você está sentindo esse desânimo e essa fraqueza, e se existem outros sintomas associados, como alterações no sono, apetite, tristeza, ansiedade, febre, dores ou alguma condição médica já conhecida.
    De forma geral, quando surgem sintomas físicos ou emocionais próximos de uma viagem ou de um compromisso importante, vale a pena considerar tanto fatores de saúde quanto fatores emocionais. Em algumas situações, ansiedade, preocupação com a viagem, mudanças na rotina ou estresse podem gerar sensação de cansaço, falta de energia e desânimo. Em outras, pode haver alguma questão física que merece avaliação médica.
    Como você relata que pretende viajar para trabalhar por alguns dias, acredito que o mais prudente seja observar a intensidade dos sintomas. Se a fraqueza for importante, estiver piorando ou vier acompanhada de outros sinais físicos relevantes, procure uma avaliação médica antes da viagem.
    Caso perceba que o principal problema é o desânimo, tente evitar tomar decisões apenas com base em como está se sentindo neste momento. Muitas vezes, quando estamos cansados ou emocionalmente sobrecarregados, surge a vontade de cancelar compromissos ou se recolher. Nem sempre isso significa que essa seja a melhor decisão.
    Se possível, procure cuidar do básico nos próximos dias: alimentação, hidratação, sono e momentos de descanso. E, se os sintomas persistirem, busque ajuda profissional para investigar o que pode estar acontecendo.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Gostaria de saber o que é transtorno de ansiedade? E o que afeta na pessoa?

    Gostaria de saber o que é transtorno de ansiedade? E o que afeta na pessoa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá! Espero que esteja bem!
    A ansiedade é uma emoção natural e faz parte da experiência humana. Ela tem a função de nos preparar para lidar com desafios, mudanças ou situações percebidas como ameaçadoras. No entanto, quando a ansiedade se torna muito frequente, intensa ou persistente, podendo causar sofrimento e prejuízos na vida da pessoa, podemos estar diante de um transtorno de ansiedade.
    Os transtornos de ansiedade podem se manifestar de diferentes formas, mas costumam envolver preocupação excessiva, dificuldade para relaxar, sensação constante de alerta, medo intenso, além de sintomas físicos como aceleração dos batimentos cardíacos, tensão muscular, falta de ar, sudorese, tremores e alterações no sono.
    Além dos sintomas emocionais e físicos, a ansiedade pode afetar diversas áreas da vida. Algumas pessoas passam a evitar situações, lugares ou atividades por medo do desconforto que podem sentir. Com o tempo, isso pode impactar relacionamentos, trabalho, estudos e a qualidade de vida de forma geral.
    É importante destacar que sentir ansiedade não significa fraqueza ou falta de controle. Trata-se de uma condição complexa, influenciada por fatores biológicos, psicológicos e ambientais.
    Felizmente, os transtornos de ansiedade possuem tratamento e muitas pessoas conseguem melhorar significativamente com acompanhamento psicológico e, quando necessário, avaliação médica para considerar outras formas de cuidado.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • eu tenho ansiedade e recentemente estou sentido um incomodo no pescoço, não é dor e nem nada só um i

    eu tenho ansiedade e recentemente estou sentido um incomodo no pescoço, não é dor e nem nada só um incomodo será se isso é ocasionado da minha ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Sim, a ansiedade pode causar sensações físicas no corpo, incluindo desconfortos musculares na região do pescoço, ombros e mandíbula. Isso acontece porque, em estados de ansiedade, o corpo tende a ficar mais tenso e em estado de alerta, o que pode gerar contrações musculares involuntárias ou prolongadas.
    Esse tipo de tensão nem sempre é percebido como “dor” propriamente dita. Muitas pessoas relatam exatamente o que você descreveu: um incômodo, pressão, rigidez leve ou sensação estranha na região, sem um ponto específico de dor.
    Além disso, quando estamos mais ansiosos, também ficamos mais atentos às sensações corporais, o que faz com que pequenos desconfortos sejam percebidos com mais intensidade do que o habitual.
    No entanto, é importante lembrar que nem todo sintoma físico deve ser automaticamente atribuído à ansiedade. Outras causas também podem estar envolvidas, como postura, esforço muscular, sono inadequado ou questões clínicas específicas. Por isso, se o incômodo persistir, piorar ou vier acompanhado de outros sintomas, é sempre indicado buscar avaliação médica para uma investigação mais completa.
    Se for algo relacionado à ansiedade, o tratamento psicológico ajuda bastante, pois trabalha tanto a redução da tensão corporal quanto a forma como a pessoa reage às sensações físicas, diminuindo o ciclo de preocupação e vigilância constante.
    Espero ter ajudado.


  • A algum tempo eu sinto que não me encaixo no "meu" grupo de amigos, sinto que eles não me querem por

    A algum tempo eu sinto que não me encaixo no "meu" grupo de amigos, sinto que eles não me querem por perto, que não gostam de mim, eu perdi um pouco de motivação mas dempre gostei de ficar bem isolado e recentemente no meio de uma aula eu fiquei pensando em querer morrer, em querer sumir, isso seria algo relacionado com depressão?
    Obs: eu já pensei em sumir algumas vezes, mas em morrer foi a primeira vez

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    Sinto muito que você esteja passando por isso.

    Pelo que você descreve, parece que há algum tempo você vem se sentindo deslocado em relação ao seu grupo de amigos, com a impressão de que não é querido ou aceito por eles. Esse tipo de experiência pode gerar muito sofrimento e, com o tempo, contribuir para sentimentos de solidão, desânimo e perda de motivação.

    O que mais me chamou a atenção, porém, foi quando você relata que, durante uma aula, pensou em querer morrer e que essa foi a primeira vez que esse pensamento apareceu. Independentemente de ele ter surgido apenas uma vez, esse é um sinal que merece ser levado a sério.

    Não é possível afirmar, apenas pelo seu relato, que você esteja com depressão. Pensamentos sobre a própria morte podem estar presentes em quadros depressivos, mas também podem ocorrer em outros momentos de intenso sofrimento emocional. O mais importante, neste momento, não é descobrir sozinho qual é o diagnóstico, e sim buscar uma avaliação profissional para compreender o que está acontecendo.

    Acredito que seria importante procurar um psicólogo para conversar sobre tudo isso. Caso esses pensamentos voltem a aparecer, fiquem mais frequentes ou mais intensos, também é recomendável procurar um psiquiatra para uma avaliação. Quanto mais cedo você receber ajuda, maiores são as chances de compreender esse sofrimento e encontrar formas de lidar com ele.

    Além disso, não enfrente isso sozinho. Se possível, converse com alguém de confiança — um familiar, um amigo ou outro adulto com quem você se sinta seguro. Compartilhar o que está acontecendo pode ser um passo importante.

    Se, em algum momento, você perceber que esses pensamentos estão ficando muito difíceis de suportar ou sentir que pode agir de acordo com eles, procure imediatamente um serviço de urgência em saúde ou peça ajuda a alguém próximo para acompanhá-lo. Nesses momentos, você não precisa lidar com isso sozinho.

    O fato de você ter buscado orientação e colocado isso em palavras já demonstra que uma parte sua está procurando compreender o que está acontecendo e encontrar uma saída. Isso é importante e merece ser acolhido.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Não aguento mais.. Meu esposo não aceita ajuda médica p parar de beber esta destruindo nossa família

    Não aguento mais.. Meu esposo não aceita ajuda médica p parar de beber esta destruindo nossa família e está c a saúde debilitada o que faço ja que está perdendo tudo o que tem e só resta eu e os filhos dele p ajudar? Sem contar que tudo que ganha vai p bebida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    olá!
    Sinto muito que você esteja vivendo uma situação tão desgastante. Conviver com o uso problemático de álcool dentro da família costuma gerar sofrimento emocional, sensação de impotência e um grande peso de responsabilidade em quem tenta “segurar tudo sozinho(a)”.
    O que você descreve sugere um padrão de dependência que, em muitos casos, a pessoa não consegue interromper apenas com pressão familiar ou promessas. Isso não significa que você não deva ajudar, mas é importante reconhecer que você não tem controle sobre a decisão dele de buscar tratamento.
    Um ponto central nesse tipo de situação é entender a diferença entre ajudar e assumir a responsabilidade pela vida do outro. Apoiar pode significar incentivar tratamento, oferecer informações, sugerir serviços de saúde e demonstrar preocupação. Mas assumir todas as consequências financeiras, emocionais e práticas do uso de álcool pode acabar mantendo um ciclo de sobrecarga para você e para os filhos.
    Buscar apoio para você também é muito importante. Muitas famílias nessa situação se beneficiam de acompanhamento psicológico ou de grupos de apoio para familiares de pessoas com dependência química, como forma de aprender a lidar com limites, comunicação e proteção emocional.
    Quando possível, uma conversa em um momento de sobriedade, com foco em como isso está afetando a família, pode ser mais efetiva do que discussões em momentos de uso.
    E, principalmente, é importante pensar também na proteção sua e dos filhos emocional, financeira e até física, se necessário. Você não precisa carregar isso sozinha.
    Se houver abertura, buscar um CAPS AD (álcool e drogas) também pode ser um caminho para orientação gratuita e acompanhamento na rede pública.
    Você está lidando com algo muito difícil, e buscar ajuda para você não é abandono dele é cuidado com você e com seus filhos.
    Espero ter ajudado.


  • Tenho 17 anos, ando me sentindo muito triste mas n sei o motivo ao certo, ando me sentindo muito soz

    Tenho 17 anos, ando me sentindo muito triste mas n sei o motivo ao certo, ando me sentindo muito sozinha, incapaz, insuficiente e confusa, tenho dificuldade em manter as pessoas perto, e nunca me envolvi amorosamente, será q tenho depressão? Devo procurar um profissional? Ou é só confusões da adolescência?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá! Espero que esteja bem.
    Obrigado por compartilhar o que você está sentindo.
    A adolescência é um período de muitas mudanças, descobertas e questionamentos, por isso é natural que momentos de tristeza, insegurança e confusão aconteçam. No entanto, isso não significa que o sofrimento deva ser ignorado ou considerado "apenas uma fase".
    Pelo que você relata, sentimentos de solidão, incapacidade, insuficiência e dificuldade nos relacionamentos têm causado impacto emocional importante. Embora esses sinais possam estar presentes em quadros de depressão, não é possível confirmar um diagnóstico por meio de uma resposta online. Para isso, seria necessária uma avaliação mais aprofundada.
    Algo que me chamou a atenção é que você diz não saber exatamente o motivo da tristeza. Muitas vezes, não conseguimos identificar uma causa única para o sofrimento emocional. Isso não torna a dor menos real nem menos importante.
    Quanto à sua dúvida sobre procurar um profissional, a resposta é sim: pode ser muito útil. Não é preciso esperar ter certeza de que existe um transtorno psicológico para buscar ajuda. A psicoterapia também é um espaço para compreender emoções, lidar com inseguranças, fortalecer relacionamentos e atravessar momentos difíceis do desenvolvimento.
    Além disso, buscar apoio agora pode ajudá-la a entender melhor o que está acontecendo antes que o sofrimento se torne ainda mais intenso.
    Você não precisa enfrentar tudo isso sozinha. O fato de estar buscando compreender o que sente já é um passo importante.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que e

    Eu sempre tento ajudar todo mundo, então estou escutando uma menina da minha escola, mais nova que eu, que é diagnosticada com depressão
    Tudo isso de escutar todo mundo está me deixando para baixo e eu acabo me sentindo confusa e choro muito ou me sentindo triste quase o tempo todo
    O que eu faço? Devo parar de ajudá-la?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá! Obrigado por compartilhar o que está acontecendo com você.
    Percebo que existe uma preocupação genuína em ajudar essa colega, e isso demonstra sensibilidade e cuidado. Ao mesmo tempo, é importante observar que estar constantemente disponível para ouvir os problemas de outras pessoas pode ser emocionalmente desgastante, especialmente quando começamos a perceber que isso está afetando nosso próprio bem-estar.
    A questão talvez não seja simplesmente parar ou continuar ajudando, mas encontrar um equilíbrio entre cuidar do outro e cuidar de si mesma. Quando oferecemos apoio, também precisamos respeitar nossos próprios limites emocionais. Você não é responsável por resolver o sofrimento dessa sua amiga, e reconhecer isso não significa que você se importa menos com ela.
    Se você percebe que tem chorado frequentemente, se sentido triste ou sobrecarregada, isso merece atenção e acolhimento. Cuidar de si não é egoísmo; é uma condição importante para conseguir estar presente para os outros de forma saudável.
    Caso esse sofrimento esteja se tornando intenso ou persistente, conversar com um psicólogo também pode ser uma boa forma de entender melhor o que você está vivendo.


  • Tenho TOC, tenho um ritual que é difícil de fazer, tem várias regras nele e acabo quebrando as regra

    Tenho TOC, tenho um ritual que é difícil de fazer, tem várias regras nele e acabo quebrando as regras sem querer, minha mente diz que tenho que refazer esse ritual, já que não fiz corretamente, há problema em deixar de fazer esse ritual sem refazê-lo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    De forma geral, aquilo que você descreve é muito compatível com um padrão frequentemente observado no TOC: surge uma sensação de que algo não foi feito "do jeito certo", aparece desconforto, dúvida ou ansiedade, e a mente passa a exigir que a ação seja repetida até parecer perfeita ou completa.
    Embora refazer o ritual possa trazer alívio momentâneo, esse alívio costuma fortalecer o ciclo do TOC. Isso acontece porque o cérebro aprende que a única forma de reduzir a ansiedade é obedecendo à exigência do ritual, o que tende a manter ou até aumentar o problema ao longo do tempo.
    Por esse motivo, em tratamentos baseados em evidências para o TOC, geralmente trabalha-se justamente o desenvolvimento da capacidade de tolerar a dúvida e o desconforto sem realizar compulsões ou repetições desnecessárias. Em outras palavras, a direção do tratamento costuma ser aprender, gradualmente e de forma planejada, a não obedecer às exigências do TOC.
    No entanto, é importante ter cautela. Se você já está em tratamento, o ideal é discutir essas situações com seu psicólogo ou psiquiatra, pois as estratégias devem ser adaptadas à sua realidade e ao grau de sofrimento envolvido. Mudanças muito bruscas podem ser difíceis sem o suporte adequado.
    De qualquer forma, a presença da dúvida ("será que preciso refazer?") costuma ser uma das armadilhas mais comuns do TOC. Aprender a conviver com alguma incerteza faz parte importante do processo de recuperação.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Preciso descobrir porque parece que não pertenço a lugar nenhum, porque estou sempre quieta sem vontade

    Preciso descobrir porque parece que não pertenço a lugar nenhum, porque estou sempre quieta sem vontade de falar com ninguém, porque essa Angústia que sinto, essa vontade de explodir e pelo contrário me implodo? Porque nunca término nada que começo, porque tenho tanto medo de conflito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    O seu relato mostra que você está tentando compreender algo que parece acompanhá-la há bastante tempo. As perguntas que você faz ("Por que não me sinto pertencente?", "Por que tenho tanto medo de conflito?", "Por que nunca termino o que começo?") revelam um sofrimento que merece ser acolhido e investigado com cuidado.

    Pelo que você descreve, você sente uma angústia persistente, tende a se calar, evita conflitos, tem dificuldade para concluir projetos e experimenta uma sensação de não pertencer aos lugares ou às pessoas. Embora esses aspectos possam aparecer em diferentes condições psicológicas, não é possível identificar a causa apenas por esse relato.

    Algo que me chamou atenção foi a frase: "sinto vontade de explodir e, pelo contrário, me implodo." Ela sugere que você pode estar vivenciando emoções muito intensas, mas encontrando dificuldade para expressá-las. Muitas vezes, quando a pessoa teme conflitos, rejeição ou julgamento, ela acaba guardando o que sente, e esse sofrimento permanece voltado para si mesma.

    Também é importante lembrar que a sensação de não pertencer nem sempre significa que ela corresponda à realidade. Em alguns casos, experiências anteriores, relações difíceis ou padrões de autocrítica podem influenciar a forma como a pessoa interpreta seus relacionamentos e seu lugar no mundo.

    A boa notícia é que essas perguntas que hoje parecem não ter resposta podem, aos poucos, ser compreendidas na psicoterapia. O objetivo não é apenas encontrar um nome para o que você sente, mas entender como esses padrões foram se desenvolvendo, quais fatores os mantêm e como construir formas mais saudáveis de lidar com suas emoções e com os relacionamentos.

    Se esse sofrimento tem sido frequente e está interferindo na sua qualidade de vida, acredito que buscar acompanhamento psicológico seja um passo importante. Dependendo da avaliação, caso sejam identificados sintomas de ansiedade, depressão ou outra condição que justifique um tratamento complementar, o psicólogo também poderá orientá-la sobre a necessidade de uma avaliação psiquiátrica.

    Você não precisa descobrir tudo isso sozinha. Essas perguntas podem ser o início de um processo de autoconhecimento e cuidado, e há tratamento para pessoas que vivem experiências semelhantes.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Olá sou uma pessoa indecisa, principalmente no que diz respeito a area profissional. As vezes tenho

    Olá sou uma pessoa indecisa, principalmente no que diz respeito a area profissional.
    As vezes tenho vontade de fazer uma faculdade mas alguns dias depois quero ser empreendedor, ja desejei
    ser palestrante, mas nunca consigo tomar uma decisão. O eu que faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    O que você descreve é mais comum do que parece, especialmente quando estamos em um momento de construção de identidade e de busca por direção na vida profissional. Ter interesses diferentes (faculdade, empreendedorismo, palestras, etc.) não é necessariamente um problema muitas vezes isso mostra curiosidade, abertura e flexibilidade.
    A dificuldade costuma aparecer não na “falta de opções”, mas na pressão para escolher uma única direção de forma definitiva. Essa pressão pode gerar ansiedade e levar a um ciclo de dúvida constante: você se aproxima de uma ideia, depois surge outra possibilidade, e isso acaba dificultando a continuidade em qualquer caminho.
    Em vez de tentar encontrar “a decisão perfeita”, pode ser mais útil pensar em decisões como experimentos. Ou seja: testar caminhos de forma mais concreta e observável, em vez de apenas imaginar possibilidades. Por exemplo, fazer um curso curto, conversar com profissionais de áreas diferentes, iniciar pequenos projetos paralelos ou experiências práticas pode ajudar você a perceber o que faz mais sentido na prática, não só na ideia.
    Outro ponto importante é observar o que se mantém constante nas suas escolhas, apesar das mudanças de interesse: você prefere mais autonomia? gosta de se comunicar? se interessa por liderança? por criação? Essas direções mais amplas podem ser mais importantes do que o formato específico (faculdade, negócio, palestras).
    Se essa indecisão está gerando sofrimento ou paralisia, a psicoterapia pode ajudar bastante a organizar esses movimentos internos, entender o que está por trás da dificuldade de escolha e construir mais clareza ao longo do tempo sem precisar “forçar” uma decisão imediata.
    Você não precisa resolver tudo de uma vez. Muitas vezes, a clareza vem mais da experiência do que da reflexão isolada.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Sempre fui uma pessoa organizada e pró-ativa, mas depois de passar por uma crise de pânico e vários

    Sempre fui uma pessoa organizada e pró-ativa, mas depois de passar por uma crise de pânico e vários ataques de ansiedade - motivo pelo qual iniciei um tratamento psiquiátrico que tem me ajudado muito - sinto que não consigo organizar meus pensamentos como antes. Fica tudo embaralhado. Como resolver?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    O que você descreve é uma queixa bastante comum em pessoas que passaram por períodos intensos de ansiedade ou crises de pânico.

    Durante um quadro de ansiedade elevada, o cérebro permanece em constante estado de alerta, priorizando a identificação de possíveis ameaças. Isso pode prejudicar temporariamente funções como atenção, memória de trabalho, concentração e organização dos pensamentos. Como resultado, muitas pessoas relatam exatamente essa sensação de que a mente ficou "embaralhada" ou que não conseguem raciocinar com a mesma clareza de antes.

    É um ponto positivo que você relate estar respondendo bem ao tratamento psiquiátrico. No entanto, mesmo quando as crises diminuem, é comum que algumas dificuldades cognitivas levem um tempo para melhorar, principalmente se a ansiedade permaneceu intensa por um período prolongado.

    Outro aspecto importante é que, após vivenciar crises de pânico, muitas pessoas passam a monitorar constantemente o próprio funcionamento mental. Isso pode aumentar a impressão de que a memória ou a capacidade de pensar pioraram, gerando ainda mais preocupação e dificultando a concentração.

    A psicoterapia pode ser uma grande aliada nesse processo. Além de ajudar a reduzir a ansiedade residual, ela favorece o desenvolvimento de estratégias para lidar com a ruminação, reorganizar a rotina e recuperar gradualmente a confiança no próprio funcionamento cognitivo.

    Caso essa dificuldade de organização dos pensamentos continue intensa ou tenha surgido após o início de algum medicamento, também vale a pena conversar com o seu psiquiatra. Em alguns casos, pode ser necessário reavaliar o tratamento ou investigar outros fatores que possam estar contribuindo para esses sintomas.

    De modo geral, quando essa dificuldade está relacionada à ansiedade, a tendência é que ela melhore à medida que o tratamento evolui e o organismo sai desse estado prolongado de alerta.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Tenho um histórico de relacionamentos abusivos. Depois do último, fiquei com receio de me relacionar

    Tenho um histórico de relacionamentos abusivos. Depois do último, fiquei com receio de me relacionar pessoalmente com outros homens. Me fechei para outras relações e sinto falta dos dois últimos abusadores. Sei que isso não é normal. Qual especialista devo procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Antes de tudo, gostaria de dizer que o que você está descrevendo pode ser mais comum do que muitas pessoas imaginam após experiências de relacionamentos abusivos.
    Depois de vivenciar situações de abuso, é natural que surjam medo, desconfiança e dificuldades para se abrir emocionalmente para novos relacionamentos. Muitas pessoas passam a evitar vínculos afetivos como uma forma de se proteger de novas experiências dolorosas.
    Também não é incomum sentir falta de antigos parceiros abusivos, mesmo quando a relação causava sofrimento. Isso não significa que você queira voltar a viver situações de violência ou que haja algo de errado com você. Os relacionamentos costumam envolver afeto, expectativas, momentos de proximidade e necessidades emocionais importantes, o que pode tornar o afastamento doloroso mesmo quando a relação era prejudicial.
    Pelo que você relata, acredito que um psicólogo seja o profissional mais indicado para ajudá-la a compreender essas experiências, elaborar o impacto emocional desses relacionamentos e reconstruir sua sensação de segurança nos vínculos. Caso existam sintomas intensos de ansiedade, depressão, alterações importantes de sono, humor ou outros sofrimentos significativos, uma avaliação psiquiátrica também pode ser considerada, mas geralmente o acompanhamento psicológico é um excelente ponto de partida.
    O mais importante é que você não interprete esse sentimento de saudade como um sinal de fraqueza ou como prova de que deveria retornar a esses relacionamentos. Muitas vezes, ele faz parte de um processo mais amplo de adaptação, luto e reconstrução emocional.
    Buscar ajuda profissional pode ser um passo importante para entender melhor o que você está vivendo e construir relações futuras mais seguras e alinhadas ao que você deseja para sua vida.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Me sinto muito triste com frequência e sem motivação e também tenho muita timidez, o que interfere

    Me sinto muito triste com frequência e sem motivação e também tenho muita timidez, o que interfere bastante na minha vida. Queria fazer terapia, mas fico insegura porque sempre ouvi dizer que só pode trazer uma queixa. É possível buscar ajuda para ambos os problemas com um mesmo psicólogo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    Sim, é possível, e isso é muito mais comum do que parece.

    Não é necessário procurar um psicólogo para cada dificuldade que você esteja vivendo. Pelo contrário, durante o processo terapêutico é esperado que diferentes aspectos da vida sejam compreendidos em conjunto, já que eles frequentemente estão relacionados entre si.

    No seu relato, por exemplo, você menciona tristeza frequente, falta de motivação e muita timidez, que tem interferido na sua vida. Essas questões podem influenciar umas às outras. Em algumas pessoas, a timidez ou a ansiedade social favorecem o isolamento, o que pode contribuir para sentimentos de tristeza. Em outras, quando a pessoa está deprimida ou emocionalmente sobrecarregada, ela tende a se sentir mais insegura nas interações sociais. Por isso, faz sentido que essas dificuldades sejam trabalhadas dentro de um mesmo processo terapêutico.

    Também gostaria de tranquilizá-la em relação à ideia de que é preciso chegar à terapia com uma única queixa bem definida. Na prática, muitas pessoas iniciam o acompanhamento dizendo apenas que "não estão bem" ou que "há várias coisas acontecendo ao mesmo tempo". Parte do trabalho do psicólogo é justamente ajudá-las a organizar essas experiências, compreender como elas se relacionam e definir, junto com o paciente, quais objetivos serão priorizados ao longo do tratamento.

    Se você já percebe que a tristeza, a desmotivação e a timidez estão afetando sua qualidade de vida, acredito que buscar ajuda é uma decisão muito válida. Você não precisa esperar que exista apenas um problema ou que tenha todas as respostas antes de começar.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Estou fazendo acompanhamento terapêutico mas há dias em que me desespero porque não consigo tomar

    Estou fazendo acompanhamento terapêutico mas há dias em que me desespero porque não consigo tomar decisões. Meu cérebro fica pulando de uma alternativa para outra e todas têm o mesmo peso e me sinto paralisada com a angústia aumentando.que posso fazer nesses momentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    O que você descreve é muito compatível com um estado de ansiedade elevada, especialmente quando há dificuldade de tomar decisões. Esse “cérebro pulando de uma alternativa para outra” com todas parecendo ter o mesmo peso costuma acontecer quando a mente entra em modo de sobrecarga.

    Nesses momentos, não é exatamente que você “não sabe decidir”, mas sim que o nível de ansiedade fica tão alto que o cérebro perde a capacidade de organizar prioridades com clareza. Isso gera paralisia, sensação de urgência e aumento progressivo da angústia.

    Uma forma simples de entender isso é: quanto maior a ansiedade, mais difícil fica confiar na própria escolha, e mais a mente tenta buscar “certeza absoluta” antes de agir — só que essa certeza nunca chega, e isso mantém o ciclo.

    Algumas coisas que podem ajudar nesses momentos de crise:

    Primeiro, reduzir a pressão por “escolher a melhor opção”. Em ansiedade, a busca pela decisão perfeita costuma ser o que mais paralisa. Em vez disso, tente focar em “qual opção é suficientemente boa para agora”.

    Segundo, diminuir o tempo de análise. Você pode se dar um limite curto (por exemplo, 2 ou 5 minutos) para pensar e depois escolher algo mesmo com dúvida. Isso ajuda a quebrar o ciclo de ruminação.

    Terceiro, trazer o corpo para o presente antes de decidir. Como a ansiedade é muito física, respirar mais lento, sentir os pés no chão ou olhar ao redor por alguns segundos pode reduzir a intensidade da angústia e facilitar a escolha.

    E talvez o ponto mais importante: perceber que a sensação de “todas as opções têm o mesmo peso” é um efeito da ansiedade, não uma realidade objetiva.

    Como você já está em acompanhamento terapêutico, esse é um tema muito importante para levar para as sessões, porque envolve diretamente tolerância à incerteza, tomada de decisão e regulação emocional — que são trabalháveis na terapia.

    Se esses episódios forem muito frequentes ou incapacitantes, também pode ser interessante uma avaliação psiquiátrica para ver se há necessidade de apoio medicamentoso junto ao processo terapêutico.

    Você não está “quebrando” ou incapaz de decidir — você está sob um nível de ansiedade que está interferindo na sua capacidade de escolha no momento. Isso tende a melhorar bastante com tratamento adequado e treino dessas habilidades.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Tenho uma tia (irmã gêmea da minha mãe) que é diagnosticada com bipolaridade, apesar da minha mãe

    Tenho uma tia (irmã gêmea da minha mãe) que é diagnosticada com bipolaridade, apesar da minha mãe não ser diagnosticada com a mesma doença isso aumenta o meu risco para bipolaridade ou mesmo esquizofrenia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!

    Sim, o fato de existir um familiar com transtorno bipolar aumenta um pouco a probabilidade de que outros membros da família também possam desenvolver esse transtorno. No entanto, é importante colocar esse risco em perspectiva.

    Como a pessoa diagnosticada é a irmã gêmea da sua mãe, ela é sua tia de primeiro grau, mas não sua mãe. Isso significa que existe um componente genético na família, porém isso não significa que você irá desenvolver transtorno bipolar. A genética aumenta a vulnerabilidade, mas não determina o aparecimento da doença. Fatores ambientais, experiências de vida e outros aspectos biológicos também participam desse processo.

    Em relação à esquizofrenia, existe alguma sobreposição de fatores genéticos entre diferentes transtornos psiquiátricos, mas ter uma tia com transtorno bipolar não significa que você tenha um risco elevado de desenvolver esquizofrenia. O histórico familiar, isoladamente, não permite fazer essa conclusão.

    Vale lembrar também que, se sua mãe nunca apresentou sintomas compatíveis com transtorno bipolar, isso é uma informação tranquilizadora, embora não elimine completamente a influência genética familiar.

    Se a sua preocupação surgiu porque você tem percebido mudanças importantes de humor, períodos de euforia ou irritabilidade intensa, necessidade muito reduzida de sono, aumento incomum da energia, impulsividade ou episódios prolongados de tristeza, o mais indicado é procurar uma avaliação psicológica e, se necessário, psiquiátrica. A presença de um histórico familiar faz parte da avaliação, mas o diagnóstico depende principalmente dos sintomas e da evolução clínica da própria pessoa.

    Na ausência desses sintomas, o simples fato de ter uma tia com transtorno bipolar não é motivo para acreditar que você desenvolverá a doença. Ter uma predisposição é diferente de necessariamente manifestar um transtorno.

    Espero ter ajudado.

    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Oi. tenho 26 anos e a 05 anos sou viciado em pornografia. Ja tentei parar, vou em psiquiatra e ele me

    Oi. tenho 26 anos e a 05 anos sou viciado em pornografia. Ja tentei parar, vou em psiquiatra e ele me disse pra eu parar de me culpar, só assim vou conseguir. Porém, tenho lutado, lutado e lutado e não consigo. Não faço mais sexo com minha esposa e as vezes que fiz tive que tomar viagra. Me ajudem!!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Antes de tudo, quero dizer que o fato de você estar buscando ajuda e continuar tentando mudar demonstra que essa situação realmente é importante para você e que existe um desejo genuíno de recuperar sua qualidade de vida e seu relacionamento.
    Pelo que você descreve, o uso da pornografia já está causando prejuízos significativos, como dificuldades na vida sexual com sua esposa, sofrimento emocional e tentativas repetidas de interromper o comportamento sem sucesso. Quando um comportamento passa a ocupar um espaço tão grande na vida da pessoa e continua acontecendo apesar das consequências negativas, é importante que ele seja avaliado de forma cuidadosa.
    Também achei muito importante a orientação que seu psiquiatra lhe deu sobre a culpa. Muitas pessoas entram em um ciclo em que consomem pornografia, sentem culpa, prometem que nunca mais farão isso e, diante do sofrimento ou da ansiedade provocados pela própria culpa, acabam recorrendo novamente à pornografia como forma de aliviar essas emoções. Nesses casos, a culpa pode acabar mantendo o problema em vez de resolvê-lo.
    Além disso, a dificuldade de manter a ereção durante a relação sexual pode ter diferentes explicações. Em alguns homens, o uso frequente de pornografia pode contribuir para alterações na resposta sexual. Em outros casos, a ansiedade de desempenho, o medo de falhar e a preocupação com a ereção acabam desempenhando um papel importante. Muitas vezes, esses fatores coexistem.
    Acredito que, além do acompanhamento psiquiátrico, seria muito importante iniciar ou manter uma psicoterapia. O tratamento não deve se concentrar apenas em "parar de ver pornografia", mas em compreender qual função esse comportamento exerce na sua vida. Por exemplo, ele costuma aparecer quando você está ansioso, frustrado, entediado, solitário ou estressado? Identificar esses padrões costuma ser um passo fundamental para construir outras formas de lidar com essas experiências.
    Também pode ser útil envolver sua esposa no processo, quando houver abertura para isso. Em alguns casos, a terapia de casal ou a terapia sexual pode ajudar o casal a reconstruir a intimidade sem que a relação fique centrada apenas na dificuldade sexual.
    O mais importante é que você não interprete as recaídas como prova de que "não tem jeito". Mudanças em comportamentos compulsivos costumam ocorrer de forma gradual, e compreender os fatores que mantêm esse ciclo geralmente é mais eficaz do que apenas tentar combatê-lo pela força de vontade.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


  • Como posso resolver uma compulsão sexual?

    Como posso resolver uma compulsão sexual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rodrigo  Vieira

    Olá!
    Quando uma pessoa fala em "compulsão sexual", geralmente está se referindo a comportamentos, pensamentos ou impulsos sexuais que parecem difíceis de controlar e que acabam causando sofrimento, prejuízos nos relacionamentos, no trabalho, nos estudos ou em outras áreas importantes da vida.
    O primeiro passo costuma ser compreender melhor o contexto em que esses comportamentos acontecem. Muitas vezes, eles não estão relacionados apenas ao desejo sexual em si, mas também podem funcionar como uma forma de lidar com emoções difíceis, como ansiedade, solidão, estresse, tristeza, frustração ou vazio emocional.
    Por isso, em vez de focar apenas em eliminar o comportamento, pode ser útil investigar quais situações, emoções ou pensamentos costumam antecedê-lo. Compreender a função que esse comportamento desempenha na sua vida é uma parte importante do processo de mudança.
    O acompanhamento psicológico costuma ser uma das principais formas de tratamento. A terapia pode ajudar a identificar gatilhos, desenvolver estratégias de regulação emocional e construir maneiras mais saudáveis de lidar com necessidades emocionais e interpessoais. Em alguns casos, quando existem sintomas associados de ansiedade, depressão, impulsividade ou outros transtornos, uma avaliação psiquiátrica também pode ser recomendada.
    É importante lembrar que sentir desejo sexual não é um problema. A questão passa a merecer atenção quando o comportamento deixa de ser uma escolha e passa a gerar sofrimento ou prejuízos significativos.
    Espero ter ajudado.
    Rodrigo Vieira
    Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)


Perguntas frequentes

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