Perguntas do paciente (86)
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Passei por uma crise de estresse muito grande, ansiedade, nervoso por imaginar que pudesse estar doe
Passei por uma crise de estresse muito grande, ansiedade, nervoso por imaginar que pudesse estar doente, mas não estava. Agora sinto meu corpo em momentos diversos me dar tipo choquinhos pelo corpo todo, essas crise veem e vão. O que pode ser isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sensações descritas como “choquinhos”, formigamentos ou pequenas descargas pelo corpo podem acontecer em fases de estresse intenso e ansiedade. Isso costuma ocorrer porque o corpo entra em um estado de alerta prolongado, com liberação de adrenalina e aumento da tensão muscular. Além disso, durante crises de ansiedade é comum haver mudanças no padrão respiratório (respiração mais rápida ou superficial), o que pode reduzir o gás carbônico no sangue e provocar sintomas como tremores, formigamentos, sensação de corrente elétrica, aperto no peito e sensação de “descontrole” do corpo. Em geral, esses sintomas vêm em ondas, pioram em momentos de preocupação e podem melhorar quando a pessoa se acalma.
Ao mesmo tempo, é importante lembrar que “choquinhos” e parestesias (formigamentos) também podem ter outras causas, como alterações de sono e fadiga, consumo elevado de cafeína/energéticos, desidratação, efeitos de alguns medicamentos, compressões nervosas por postura, problemas de tireoide, alterações de glicose, anemia e deficiências vitamínicas (como B12), entre outras. Por isso, quando o sintoma se repete ou persiste, vale uma avaliação clínica para confirmar se está tudo bem e orientar o melhor acompanhamento, especialmente se houver perda de peso sem explicação, fraqueza, dor persistente, ou se a sensação ficar localizada sempre no mesmo lugar.
Procure atendimento com mais urgência se, junto desses “choquinhos”, aparecerem sinais de alerta como fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar, alteração visual importante, desmaio, dor no peito forte, falta de ar relevante, confusão, ou dor de cabeça súbita e muito intensa. Na ausência desses sinais, uma boa conduta é conversar com um clínico geral ou neurologista para uma avaliação completa (história, exame físico e, se necessário, exames básicos) e, em paralelo, considerar apoio para manejo de ansiedade e estresse, já que o corpo pode demorar um tempo para “desligar” o estado de alerta após uma fase muito intensa.
Se quiser, você pode observar e relatar ao médico alguns pontos que ajudam bastante: quando começou; quanto dura cada episódio; se é no corpo todo ou em áreas específicas; se vem com palpitação, tremor, sudorese, falta de ar ou sensação de pânico; e se há gatilhos (cafeína, noites mal dormidas, discussões, notícias de saúde, etc.). Isso costuma direcionar melhor a investigação.
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Faz uma hora que tomei torsilax e a dor de cabeça não passou, posso tomar naratriptana?
Faz uma hora que tomei torsilax e a dor de cabeça não passou, posso tomar naratriptana?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, é preciso ter cautela ao combinar medicamentos para dor de cabeça sem orientação, porque “dor de cabeça” pode ter várias causas e alguns remédios não devem ser usados juntos em certas situações.
O Torsilax costuma conter uma combinação de analgésico/anti-inflamatório e relaxante muscular (e, dependendo da apresentação, pode incluir outras substâncias). Ele é mais usado para dores musculares e inflamatórias, e pode até ajudar em alguns tipos de cefaleia, mas não é um tratamento específico para enxaqueca.
A naratriptana é um “triptano”, indicada principalmente para crises de enxaqueca (com ou sem aura) quando o quadro é compatível com isso. Em termos gerais, não existe uma regra universal dizendo que, por ter tomado Torsilax, você pode ou não tomar naratriptana “uma hora depois”, porque a segurança depende de pontos como:
- se a sua dor é realmente compatível com enxaqueca (pulsátil, unilateral, com náusea, sensibilidade à luz/sons, piora com esforço, etc.);
- se você tem contraindicações a triptanos (por exemplo, história de doença cardíaca/vascular, AVC, angina, hipertensão não controlada, alguns tipos de arritmia, entre outras);
- outros remédios em uso, especialmente antidepressivos/ansiolíticos (algumas combinações exigem avaliação médica), além de outros vasoconstritores.
Como sua pergunta envolve segurança de associação e decisão de uso imediato, o mais prudente é confirmar com um serviço de orientação médica/plantão (telemedicina, pronto atendimento, ou farmacêutico do serviço) antes de tomar a naratriptana.
Procure atendimento com urgência se a dor de cabeça for “a pior da vida”, começou de forma súbita e intensa, vier com febre alta e rigidez no pescoço, desmaio, confusão, fraqueza/dormência, alteração visual importante, vômitos persistentes, ou se ocorreu após trauma.
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Olá faço uso de amitriptilina e pregabalina e estou com crise de dor de cabeça que me inchou um lado
Olá faço uso de amitriptilina e pregabalina e estou com crise de dor de cabeça que me inchou um lado do rosto. Dr me receitou sumaxpro só que esqueci de falar do uso desses medicamentos acima . Tem algum risco de tomar sumaxpro ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Amitriptilina e pregabalina são medicamentos usados com frequência para dor crônica e algumas cefaleias, e o Sumaxpro (em geral um triptano, como o sumatriptano, às vezes associado a outro analgésico) é utilizado para crises de enxaqueca em muitas pessoas. Em termos gerais, não é comum haver interação perigosa direta apenas pelo fato de usar pregabalina. Com a amitriptilina, o principal ponto de atenção, quando o remédio do “Sumax” for um triptano, é o risco raro de uma reação chamada síndrome serotoninérgica (por aumento de serotonina), que costuma ser incomum nas doses habituais, mas merece cautela e orientação do médico que acompanha.
Dito isso, o dado mais importante do seu relato não é só a interação medicamentosa: cefaleia com inchaço em um lado do rosto pode acontecer em algumas crises (por congestão, lacrimejamento e sintomas autonômicos), mas também pode sinalizar outras condições que precisam ser avaliadas, como reação alérgica/angioedema, sinusite complicada, infecção dentária, ou outros problemas. Por isso, é prudente não tratar apenas como “dor de cabeça comum” sem uma reavaliação, principalmente se o inchaço apareceu junto com a dor ou está piorando.
Em quais situações procurar atendimento com urgência: se houver falta de ar, chiado, sensação de garganta fechando, inchaço de lábios ou língua, urticária, desmaio; se houver febre, vermelhidão e calor no rosto, dor intensa ao toque, secreção purulenta; se aparecer fraqueza, alteração na fala, confusão, visão dupla, rigidez no pescoço; ou se for a pior dor de cabeça da vida e de início súbito. Nesses cenários, não é para aguardar.
Se não houver sinais de urgência, a conduta mais segura é confirmar com o médico ou com o farmacêutico, levando o nome exato e a composição do “Sumaxpro” e as doses da amitriptilina e da pregabalina. Também é importante informar se você usa outros medicamentos que aumentam serotonina (por exemplo, alguns antidepressivos como ISRS/IRSN, tramadol, linezolida, lítio, erva-de-são-joão), porque isso sim pode aumentar o risco.
Como orientação geral, não é possível aqui dizer “pode tomar” ou “não pode tomar” no seu caso específico, mas dá para resumir assim: pregabalina costuma não ser o problema; com amitriptilina, a interação com triptanos é rara, porém deve ser checada; e o inchaço unilateral do rosto junto da cefaleia é um sinal que justifica reavaliação clínica, especialmente se houver qualquer sintoma de alergia ou gravidade.
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Meu pai quer comer o tempo todo e disse q se não comer da crise de epilepsia é vdd ?
Meu pai quer comer o tempo todo e disse q se não comer da crise de epilepsia é vdd ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A epilepsia é uma condição em que o cérebro pode apresentar crises por diferentes motivos, e nem toda crise tem relação com alimentação. Em geral, ficar algumas horas sem comer não costuma, por si só, provocar crises na maioria das pessoas com epilepsia. No entanto, existem situações em que o risco pode aumentar, como quando a pessoa fica com glicose muito baixa (hipoglicemia), quando há privação de sono, uso de álcool, febre, estresse importante, desidratação, ou quando há falhas no uso do anticonvulsivante.
Algumas pessoas podem perceber “sinais” antes das crises e associar esses sinais à fome, ansiedade ou mal-estar. Também é possível que o medo de ter crise leve a um comportamento de comer repetidamente para tentar se sentir mais seguro. Além disso, alguns medicamentos para epilepsia podem aumentar o apetite e favorecer ganho de peso, o que pode contribuir para essa sensação de querer comer o tempo todo.
Por outro lado, dizer que “se não comer vai dar crise” não é uma regra e merece avaliação, porque pode esconder outros problemas, como episódios de hipoglicemia (especialmente se ele tiver diabetes, usar insulina ou alguns comprimidos para diabetes), ou até sintomas de ansiedade. Vale observar se, quando ele fica sem comer, aparecem sinais como tremor, suor frio, palidez, confusão, tontura, palpitações ou desmaio, que sugerem queda de açúcar no sangue e precisam de orientação médica.
Como encaminhamento responsável, o ideal é que seu pai converse com o neurologista que o acompanha para revisar o controle das crises, os possíveis gatilhos e os medicamentos, e, se houver suspeita de hipoglicemia ou diabetes, também com um clínico ou endocrinologista. Procurem atendimento com urgência se houver crise prolongada, crises repetidas sem recuperação entre elas, queda com traumatismo, confusão persistente após a crise, ou qualquer dificuldade importante para respirar.
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Dr, Bom dia! Mês passado dia 20 eu acordei engasgado e com falta de ar, refluxo. De lá pra cá eu
Dr, Bom dia!
Mês passado dia 20 eu acordei engasgado e com falta de ar, refluxo. De lá pra cá eu não sei o que é dormir. Sinto muita ansiedade, pontadas no peito, falta de ar. Já fiz o eletrocardiograma e deu normal. Meu nariz está saindo meleca com sanfue.
Meu colesterol está 208. Tenho refluxo e azia. A medica me passou Domperidona para tomar 3x ao dia. Porém, eu sinto dor no peito e falta de ar. É normal? Eu parei de tomar, pois fiquei com medo.
Ja parei na emergência 2x em menos de 1 mês por conta da ansiedade, falta de ar, dor no peito. Me deram diazepan, dexametasona. Sinto que tem catarro preso, pois quando tento puxar, fico engasgado.
Qual especialista devo procurar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo sua preocupação. A combinação de um episódio de engasgo ao acordar com refluxo, seguida de dificuldade para dormir, sensação de falta de ar, “pontadas” no peito e muco na garganta pode acontecer em alguns quadros comuns, mas como você relata dor no peito e falta de ar recorrentes a ponto de procurar emergência, isso precisa de uma avaliação médica organizada e presencial para separar o que é funcional (ansiedade/pânico, irritação de vias aéreas, refluxo) do que exige investigação adicional.
Em termos gerais, o refluxo pode “subir” até a garganta (refluxo laringofaríngeo) e irritar a laringe, causando sensação de sufocação ao acordar, tosse, pigarro, sensação de catarro preso e até um espasmo momentâneo da laringe. Esse tipo de experiência assusta muito e pode desencadear um ciclo de hipervigilância e ansiedade, com sintomas físicos reais como aperto no peito, respiração curta e sensação de descontrole. Além disso, secreção nasal com sangue costuma ocorrer por irritação e ressecamento da mucosa, rinite/sinusite, ou trauma ao assoar, mas também merece exame se for frequente ou em grande quantidade.
Sobre a domperidona: ela é usada para sintomas gastrointestinais em algumas situações, porém qualquer medicação que, após iniciada, coincida com palpitações, dor no peito, tontura importante ou piora da falta de ar deve ser comunicada ao médico que prescreveu antes de manter ou reiniciar. Existe um motivo de segurança para isso: em algumas pessoas, esse tipo de remédio pode interferir no ritmo do coração, e por isso a decisão de usar, a dose e o tempo de uso precisam ser individualizados pelo seu médico, considerando seus sintomas e seu histórico.
Como orientação de segurança, procure atendimento de urgência imediatamente se houver falta de ar importante em repouso, dor no peito intensa ou em aperto que não melhora, desmaio, sudorese fria, palpitações fortes com tontura, confusão, lábios arroxeados, tosse com sangue, febre alta persistente, ou sangramento nasal volumoso ou que não cessa. Mesmo com eletrocardiograma normal, esses sinais precisam ser reavaliados na hora.
Quanto a qual especialista procurar, o mais eficiente costuma ser começar por um clínico geral ou médico de família para coordenar a investigação e encaminhar, mas, pelos seus sintomas, estes especialistas são os mais relacionados:
* Gastroenterologista, para avaliação do refluxo e azia, discutir medidas e exames quando indicados (por exemplo, endoscopia em casos selecionados, e ajuste de tratamento com segurança).
* Otorrinolaringologista, para examinar nariz e garganta, investigar a secreção com sangue, rinite/sinusite, gotejamento pós-nasal e sinais de refluxo na laringe.
* Pneumologista, se a falta de ar, tosse, chiado, sensação de catarro “preso” ou engasgos persistirem, para avaliar vias aéreas e descartar causas respiratórias associadas.
* Cardiologista pode ser considerado se a dor no peito e palpitações persistirem, porque às vezes são necessários outros exames além do eletrocardiograma, dependendo do padrão dos sintomas.
* Profissional de saúde mental (psiquiatra e/ou psicólogo) pode ajudar muito quando há crises de ansiedade com sintomas físicos, especialmente depois de um episódio assustador como o que você descreveu, para quebrar o ciclo de medo-sintoma-medo.
O colesterol total de 208, isoladamente, não explica esse quadro agudo. Ele deve ser interpretado junto com LDL, HDL, triglicerídeos, idade, pressão, histórico familiar e hábitos, para definir se há necessidade de mudanças de estilo de vida e, em alguns casos, tratamento, mas isso não costuma ser a causa de falta de ar súbita após refluxo.
Como você já foi duas vezes à emergência e segue com sintomas que te impedem de dormir, recomendo que agende uma consulta presencial em breve (idealmente com clínico/médico de família ou gastro/otorrino) levando: lista de medicações usadas (incluindo o diazepam e a dexametasona que recebeu), horários em que os sintomas pioram (especialmente após refeições e ao deitar), e o resultado do eletrocardiograma. Isso ajuda o médico a organizar a investigação e definir o caminho mais seguro para você.
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Tenho síndrome do intestino irritável tem 1 mês que terminei de tomar amoxicilina clavulanato e 1 mê
Tenho síndrome do intestino irritável tem 1 mês que terminei de tomar amoxicilina clavulanato e 1 mês estou sentindo dor no estômago e abdômen e diarreia com muco e estou tomando todo dia probiotico e simeticona para gases e diarreia não melhora, acordo com diarreia e a tarde a dor melhora um pouco e de manhã acordo de novo com dor e diarreia, qual especialista devo procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após um antibiótico como amoxicilina com clavulanato, é relativamente comum ocorrer alteração da microbiota intestinal e do ritmo do intestino, com diarreia e cólicas. Em muitas pessoas isso melhora em poucos dias, mas quando os sintomas persistem por semanas, como você descreve, é importante reavaliar o diagnóstico de “síndrome do intestino irritável” e investigar outras causas que podem imitar ou agravar o quadro, incluindo diarreia associada a antibióticos e algumas infecções intestinais, além de inflamações do intestino.
O muco nas fezes pode aparecer tanto em situações funcionais (como intestino irritável) quanto em condições infecciosas ou inflamatórias. O fato de os sintomas terem começado após o antibiótico, persistirem há cerca de um mês e não estarem melhorando com medidas usuais (como probiótico e simeticona) é um motivo apropriado para avaliação médica.
O especialista mais indicado para acompanhar esse tipo de quadro é o gastroenterologista. Em muitos casos, um coloproctologista também pode ser uma boa opção, especialmente quando a queixa principal é intestinal (diarreia, muco, urgência evacuatória). Na consulta, o médico costuma revisar a história, avaliar sinais de gravidade e, se necessário, solicitar exames simples de fezes e sangue, e definir se há indicação de investigação adicional.
Procure atendimento com mais urgência se houver algum sinal de alerta, como febre, sangue nas fezes, perda de peso, desidratação (muita sede, tontura, redução do volume de urina), dor intensa ou progressiva, vômitos persistentes, ou se você tiver doença intestinal prévia, imunossupressão ou estiver piorando rapidamente.
Enquanto aguarda avaliação, a medida mais importante é manter boa hidratação, já que diarreia diária pode levar a desequilíbrios. Evite automedicação com antidiarreicos sem orientação, porque em alguns tipos de diarreia pós-antibiótico ou infecciosa eles podem não ser adequados.
Em resumo: o caminho mais apropriado é agendar uma consulta com gastroenterologista (ou coloproctologista) para investigar diarreia persistente pós-antibiótico e orientar o manejo com segurança.
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Me sinto sem energia, com fraqueza e muito desânimo, já fiz exames de sangue que não deram nada alte
Me sinto sem energia, com fraqueza e muito desânimo, já fiz exames de sangue que não deram nada alterado, qual medico devo procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sensação persistente de fraqueza, falta de energia e desânimo é um sintoma muito comum e pode ter várias causas, mesmo quando os exames de sangue “básicos” vêm normais. Em geral, isso pode se relacionar a aspectos do sono e do ritmo de vida (sono insuficiente, sono não reparador, estresse prolongado, sobrecarga); alimentação e hidratação; sedentarismo ou excesso de esforço; uso de alguns medicamentos e substâncias; questões hormonais ou metabólicas que nem sempre aparecem em triagens iniciais; deficiências nutricionais específicas; infecções recentes; e também condições emocionais como ansiedade e depressão, que podem se manifestar principalmente como cansaço e desmotivação.
Quanto ao especialista, o caminho mais adequado costuma ser começar por um médico que faça uma avaliação global e organize a investigação. Na prática, você pode procurar um clínico geral ou um médico de família e comunidade. Eles revisam seus sintomas, duração, rotina, sono, alimentação, histórico de doenças, medicamentos e os exames já realizados, e então definem se há necessidade de ampliar a investigação ou encaminhar para áreas específicas.
Dependendo do que aparecer na avaliação, podem ser úteis encaminhamentos como: endocrinologista (quando há suspeita de alterações hormonais ou metabólicas), psiquiatra ou psicólogo (quando há predominância de desânimo persistente, perda de interesse, ansiedade, alterações de sono e apetite), neurologista (quando há sintomas neurológicos associados) ou cardiologista (se houver limitação aos esforços, palpitações ou falta de ar). Mas, como primeiro passo, clínico geral ou médico de família costuma ser o mais eficiente.
Alguns sinais de alerta que justificam avaliação mais rápida incluem: perda de peso não intencional, febre prolongada, falta de ar, dor no peito, desmaios, fraqueza focal em um lado do corpo, piora progressiva importante, sonolência excessiva, sangramentos, ou tristeza intensa com incapacidade de realizar atividades do dia a dia. Se algum desses estiver presente, é prudente buscar atendimento com prioridade.
Leve à consulta a lista dos exames já feitos e, se possível, anote há quanto tempo os sintomas existem, se são contínuos ou flutuam, como está o sono e se há fatores que pioram ou melhoram. Isso ajuda muito a direcionar a investigação de forma segura e objetiva.
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Tenho síndrome do intestino irritável é normal todo dia de manhã ao acordar minha fezes sair moles e
Tenho síndrome do intestino irritável é normal todo dia de manhã ao acordar minha fezes sair moles e líquidas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na síndrome do intestino irritável (SII), é comum haver alteração do hábito intestinal, e algumas pessoas têm predomínio de diarreia ou fezes mais amolecidas, muitas vezes com urgência ao acordar ou após refeições. Portanto, fezes moles pela manhã podem ocorrer em SII.
No entanto, fezes realmente líquidas todos os dias, de forma persistente, não devem ser automaticamente atribuídas à SII, porque outras condições podem causar um quadro parecido. Em geral, na SII os exames não mostram inflamação e não há sinais de alarme, e os sintomas costumam oscilar (dias melhores e piores). Quando a diarreia é diária e líquida, vale conversar com um gastroenterologista para confirmar se o diagnóstico está correto e se não há causas associadas, como intolerâncias alimentares, efeito de medicamentos, infecção intestinal, inflamação do intestino ou alterações da microbiota, especialmente se houve uso recente de antibióticos.
Procure avaliação com mais prioridade se junto com a diarreia houver algum destes sinais: sangue nas fezes, febre, perda de peso, anemia, diarreia que acorda durante a noite, desidratação, dor abdominal forte ou progressiva, ou início recente com piora rápida.
Se não houver sinais de alerta, ainda assim é recomendável acompanhamento com gastroenterologista para orientar investigação e manejo de forma segura, principalmente quando o padrão é diário e não melhora.
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De alguns meses pra cá, minha boca fica amarga constantemente. Já fui a um clínico geral que simples
De alguns meses pra cá, minha boca fica amarga constantemente. Já fui a um clínico geral que simplesmente alegou "ansiedade", e eu tenho certeza absoluta que não se trata disso! A cada dia que passa está piorando, parecendo que todo dia eu pingo boldo na boca. Quando eu bebo água é pior ainda, porque parece que o amargor se "espalha" mais ainda pela boca toda. Porém, não interfere no meu paladar para me alimentar. Os alimentos não mudam de sabor. Quais exames posso fazer para descobrir qual a causa desse problema horrível?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esse gosto amargo constante na boca é um sintoma relativamente comum e, na maioria das vezes, tem uma causa física tratável. Ansiedade pode até piorar a percepção do sintoma em algumas pessoas, principalmente quando leva a boca seca, mas não é correto concluir que seja “ansiedade” sem investigar causas mais prováveis.
As causas mais frequentes estão na própria boca, como diminuição da saliva, língua com muita saburra, gengiva inflamada, cáries e outras inflamações, e às vezes presença de fungo. Também é comum vir do nariz e da garganta, por rinite ou sinusite com secreção escorrendo para a garganta, o que costuma dar pigarro, tosse seca ou sensação de catarro preso. Outra possibilidade frequente é o refluxo, quando conteúdo do estômago sobe em direção à garganta, e isso pode acontecer mesmo sem azia. Além disso, alguns remédios, vitaminas, suplementos e chás podem alterar o gosto da boca e manter esse amargor por muito tempo.
O melhor próximo passo costuma ser começar por avaliações que resolvem a maior parte dos casos. Uma consulta com dentista ajuda a verificar gengiva, cáries e a condição da língua. Se você tiver nariz entupido, pigarro, rouquidão, tosse seca ou sensação de secreção na garganta, vale avaliação com otorrinolaringologista. Se houver sinais compatíveis com refluxo, como queimação, regurgitação, arrotos frequentes, piora ao deitar ou sensação de “bolo na garganta”, um gastroenterologista pode ser o mais indicado.
Na consulta, o médico decide se é necessário pedir exames e quais fazem sentido para o seu caso. Em muitos pacientes, quando é preciso, o médico solicita exames de sangue para checar causas comuns como anemia, alterações do açúcar, da tireoide e do fígado. Em situações específicas, ele pode indicar exames como ultrassom de abdome ou endoscopia, mas isso depende do seu histórico, do exame físico e de outros sintomas associados.
Para facilitar a investigação, ajuda muito você levar anotado há quanto tempo o sintoma começou, se está piorando, se existe boca seca, halitose ou “língua esbranquiçada”, se há pigarro/rouquidão/tosse, e se existem sintomas de refluxo. Também é importante levar uma lista completa de tudo que usa, incluindo remédios, vitaminas, suplementos e chás, mesmo os “naturais”.
Procure atendimento com mais urgência se aparecerem sinais como pele ou olhos amarelados, coceira intensa no corpo, urina muito escura, dor abdominal forte, vômitos persistentes, sangue nas fezes ou vômitos, dificuldade para engolir ou perda de peso sem explicação. Se você me disser sua idade, os remédios e suplementos que usa e se tem sintomas de nariz/garganta ou refluxo, dá para direcionar melhor qual especialista tende a resolver mais rápido.
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Tenho problema de ansiedade e com isso tenho algumas palpitações as vezes. Minha pressão arterial ta
Tenho problema de ansiedade e com isso tenho algumas palpitações as vezes. Minha pressão arterial também anda alta, depois que fiquei obesa. Tenho muito desânimo e falta de energia, o que me atrapalha ir a um médico, mas resolvi buscar ajuda, pois atrapalha bastante meu dia a dia. Nesse caso posso ir diretamente ao psiquiatra e depois no cardiologista ou teria que ser a ordem inversa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você pode, sim, procurar diretamente um psiquiatra, e isso não impede (nem substitui) a avaliação clínica e cardiológica. Na prática, quando há palpitações, pressão arterial elevada e fatores como obesidade, o ideal é que as avaliações aconteçam em paralelo ou com pouca diferença de tempo, porque sintomas de ansiedade e de causas cardiovasculares ou metabólicas podem se parecer e também podem coexistir.
De forma geral, faz sentido pensar assim: o psiquiatra é apropriado quando a ansiedade e o desânimo estão atrapalhando o funcionamento e a busca de ajuda, porque ele pode organizar o cuidado de saúde mental e orientar estratégias terapêuticas; ao mesmo tempo, o cardiologista (ou um clínico geral) é importante para investigar palpitações e pressão alta, avaliar riscos e descartar causas físicas que podem contribuir para esses sintomas, como arritmias, alterações da tireoide, anemia, efeitos de estimulantes (cafeína, energéticos), apneia do sono e outras condições associadas ao excesso de peso.
Como orientação prática e segura, muitas pessoas se beneficiam de começar pelo clínico geral ou médico de família, porque esse profissional consegue fazer uma triagem inicial, solicitar exames básicos e encaminhar para psiquiatria e cardiologia conforme a necessidade. Mas, se a sua ansiedade e o desânimo estão sendo a principal barreira para conseguir sair e se cuidar, iniciar pelo psiquiatra é totalmente razoável, desde que você também programe uma avaliação clínica e da pressão/palpitações em seguida.
Alguns sinais de alerta mudam a prioridade e pedem atendimento imediato em pronto atendimento: palpitação acompanhada de dor no peito, falta de ar importante, desmaio ou quase desmaio, fraqueza intensa, confusão, sudorese fria, ou pressão muito elevada com mal-estar importante. Nesses cenários, não é para aguardar consulta.
Por fim, vale lembrar que desânimo e falta de energia podem ter relação com ansiedade e humor, mas também com problemas físicos e de sono, então procurar ajuda é um passo importante. Se organizar o cuidado em etapas ajudar, uma sequência possível é: 1) agendar uma consulta com clínico geral/médico de família ou cardiologista para pressão e palpitações; 2) agendar psiquiatra para ansiedade e desânimo; e manter os dois acompanhamentos de forma coordenada, cada um dentro do seu escopo.
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Transtorno de ansiedade generalizada tem tratamento?
Transtorno de ansiedade generalizada tem tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) tem tratamento, e muitas pessoas melhoram bastante com acompanhamento adequado. Em termos gerais, o TAG envolve preocupação persistente e difícil de controlar, muitas vezes acompanhada de sintomas como tensão muscular, irritabilidade, cansaço, dificuldade de concentração e alterações do sono, com impacto na rotina e na qualidade de vida.
O tratamento costuma combinar duas frentes principais, conforme avaliação profissional: psicoterapia (com destaque para abordagens estruturadas como a terapia cognitivo-comportamental) e, quando indicado, uso de medicamentos com acompanhamento médico. Além disso, medidas de estilo de vida ajudam a reduzir a ativação do organismo e a melhorar o funcionamento diário.
Nesse contexto, atividades físicas regulares são um complemento importante. O exercício pode contribuir para diminuir a tensão corporal, melhorar o sono e a energia, reduzir o nível de estresse e favorecer o humor e a concentração. Em geral, o que mais importa é a regularidade, e não a intensidade, sendo útil escolher uma modalidade viável e começar de forma gradual. Procure avaliação profissional se os sintomas estiverem causando prejuízo significativo, se houver piora progressiva, ou se surgirem sintomas físicos intensos durante esforço, como dor no peito, falta de ar desproporcional, tontura ou desmaio, para garantir segurança e direcionamento adequado.
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Em situações de estresse, ou de muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, pode ocorrer de deixar o ouv
Em situações de estresse, ou de muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, pode ocorrer de deixar o ouvido meio surdo por uns segundos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer em algumas pessoas e, na maioria das vezes, é um fenômeno transitório e benigno. Em situações de estresse, ansiedade ou sobrecarga, o corpo ativa o sistema de “alerta” (adrenalina e outras respostas automáticas). Essa ativação pode alterar momentaneamente a percepção sensorial, inclusive a audição. Além disso, é comum que o estresse aumente a tensão muscular na face e no pescoço e influencie a articulação temporomandibular (ATM) e a região ao redor do ouvido, o que pode dar sensação de ouvido “tamponado”, abafado ou com audição reduzida por alguns segundos.
Outra causa frequente para episódios curtos de ouvido “meio surdo” é uma disfunção temporária da tuba auditiva (o canal que ajuda a igualar a pressão entre o ouvido e o nariz), que pode provocar sensação de pressão e abafamento. Em alguns casos, também podem ocorrer zumbido breve e sensação de “falha” na audição durante picos de estresse. Isso não significa, por si só, uma doença grave, mas vale observar o padrão.
Procure avaliação médica se esses episódios começarem a ficar frequentes, se durarem mais que alguns minutos, se vierem acompanhados de dor intensa, secreção, febre, tontura forte, desequilíbrio, zumbido persistente, sensação de ouvido cheio contínua, ou principalmente se houver perda auditiva súbita em um ouvido que não melhora rapidamente. Nesses cenários, é importante investigar causas do ouvido interno e outras condições que precisam de atenção mais rápida.
Se os episódios forem raros, durarem poucos segundos e acontecerem claramente em momentos de ansiedade ou excesso de estímulos, costuma ajudar identificar gatilhos e observar se há hábitos associados, como apertar os dentes, tensão na mandíbula, piora com mastigação ou dores na região da ATM. Ainda assim, se houver dúvida ou incômodo recorrente, uma avaliação com clínico, otorrinolaringologista ou profissional de saúde de referência pode esclarecer e orientar de forma segura.
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É normal a ansiedade causar moscas volantes e sensibilidade a luz?
É normal a ansiedade causar moscas volantes e sensibilidade a luz ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ansiedade pode, sim, estar associada a sintomas visuais, mas é importante separar duas coisas: a ansiedade em si não costuma “criar” moscas volantes verdadeiras, porém pode aumentar muito a percepção delas e a sensibilidade à luz.
Moscas volantes (aquelas “manchinhas”, “fios” ou “pontos” que se movem no campo visual) geralmente estão ligadas ao humor vítreo, um gel dentro do olho, e ficam mais percebidas quando a pessoa está mais atenta ao corpo, mais hipervigilante ou em ambientes claros e com fundo uniforme, algo comum em períodos de ansiedade. Já a fotossensibilidade (incômodo com luz) pode aparecer em situações de estresse e ansiedade por aumento da tensão muscular, alterações do sono, fadiga ocular, olho seco, enxaqueca e até por maior sensibilidade do sistema nervoso.
O ponto principal é que sintomas visuais também podem ter causas oculares ou neurológicas que não devem ser atribuídas automaticamente à ansiedade. Em geral, merece avaliação com oftalmologista quando as moscas volantes são novas ou estão aumentando, porque é necessário examinar a retina e o vítreo.
Procure atendimento com mais urgência se houver qualquer um destes sinais: aparecimento súbito de muitas moscas volantes; “flashes” (relâmpagos) de luz; sombra ou “cortina” em parte da visão; piora rápida da visão; dor ocular importante ou olho muito vermelho; fotofobia intensa acompanhada de dor de cabeça forte, náuseas ou alteração neurológica.
Se não houver sinais de alerta, ainda assim vale agendar uma consulta oftalmológica para confirmar que está tudo bem com retina e pressão ocular, e só então considerar a ansiedade como fator que amplifica a percepção. Enquanto isso, medidas gerais como descanso visual, hidratação, sono regular e reduzir tempo de tela podem ajudar no desconforto, sem substituir a avaliação médica.
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Dias atrás queria me matar e engoli veneno de rato em grande quantidade, não tive nenhum sintoma só
Dias atrás queria me matar e engoli veneno de rato em grande quantidade, não tive nenhum sintoma só dor de estômago e diarréia.. Ainda assim preciso procurar um médico? Por mais que já tenha passado e não estou com sintomas graves?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Mesmo que já tenham se passado alguns dias e você esteja sem sintomas graves agora, ainda é importante procurar avaliação médica o quanto antes.
Alguns venenos usados como “veneno de rato” podem causar efeitos que não aparecem imediatamente, ou que começam de forma discreta (por exemplo, apenas desconforto gastrointestinal) e depois evoluem. Além disso, só com exame clínico e, se necessário, exames de sangue, é possível avaliar com segurança se houve impacto no organismo. Então a orientação mais segura é ir a um pronto atendimento ou pronto-socorro e explicar exatamente o que ocorreu e quando foi.
Como houve uma tentativa de tirar a própria vida, isso também merece cuidado emocional imediato, não apenas físico. Mesmo que hoje você se sinta diferente, o risco de esses pensamentos voltarem existe, e você não precisa lidar com isso sozinho(a). Se for possível, avise agora um adulto de confiança (pai, mãe, responsável, familiar, professor) e peça para te acompanhar ao atendimento.
Se você estiver em risco de se machucar de novo, ou sentir que pode perder o controle, procure ajuda imediata:
* SAMU 192 ou Bombeiros 193
* CVV 188 (apoio 24 horas)
Você merece cuidado e proteção agora. Não deixe isso pra depois.
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Estava fazendo tratamento para enxaqueca com topiramato minha médica disse que deveria tomar por 6 m
Estava fazendo tratamento para enxaqueca com topiramato minha médica disse que deveria tomar por 6 meses mas tomei 3 meses e parei, posso retornar a tomar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O topiramato é um medicamento usado, entre outras finalidades, como tratamento preventivo da enxaqueca. Em geral, ele não é um “analgésico para a crise”, mas sim uma medicação de uso contínuo por um período para reduzir a frequência e a intensidade das crises ao longo do tempo. Por isso, a duração planejada (como 6 meses) costuma fazer parte da estratégia de prevenção e reavaliação.
Interromper por conta própria e depois retomar pode ser possível em algumas situações, mas não é recomendado reiniciar sem orientação da sua médica. Isso porque o topiramato normalmente precisa de ajuste gradual de dose tanto para iniciar quanto para interromper, e a melhor dose-alvo varia de pessoa para pessoa. Além disso, é importante confirmar se houve efeitos colaterais antes, se você usa outros medicamentos, e se existe alguma condição que mude a segurança do uso.
Como orientação geral, vale procurar sua médica (ou um neurologista) para definir: se ainda há indicação de prevenção, qual dose reiniciar e como aumentar de forma progressiva, e por quanto tempo manter antes de reavaliar. Aproveite para relatar como ficaram as crises nesses 3 meses, e como foi após parar, porque isso ajuda muito na decisão.
Procure avaliação com mais urgência se houver mudança importante no padrão da dor de cabeça (dor “diferente do habitual”, piora progressiva, dor súbita muito intensa), sinais neurológicos como fraqueza, dormência, fala enrolada, desmaio, confusão, ou febre e rigidez no pescoço, pois nesses casos é necessário descartar outras causas.
Se quiser, você pode levar para a consulta um registro simples das crises (dias por mês, intensidade, uso de analgésicos e possíveis gatilhos), pois isso costuma orientar melhor a necessidade de voltar ou ajustar o preventivo.
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Já fiz 8 eletrocardiograma, 3 coleta de sangue hospital, 1exame clinico geral , 2 vezes exames de ds
Já fiz 8 eletrocardiograma, 3 coleta de sangue hospital, 1exame clinico geral , 2 vezes exames de dst todos deram normais, sinto falta de ar as vezes, tontura tem sido quase todo dia , tenho crises de panico forte. Isso pode influenciar ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Crises de pânico e ansiedade podem influenciar muito sintomas como falta de ar e tontura, mesmo quando eletrocardiogramas e exames de sangue estão normais.
Em termos gerais, durante uma crise de pânico ocorre uma ativação intensa do sistema de alerta do corpo (adrenalina). Isso pode causar sensação de aperto no peito, respiração rápida ou “curta”, formigamentos, tremores, taquicardia e uma percepção de falta de ar. Quando a pessoa começa a respirar mais rápido do que o necessário (hiperventilação), é comum surgir tontura, sensação de cabeça leve, visão “embaçada” e até sensação de desmaio, porque o equilíbrio de gases no sangue muda temporariamente. Além disso, a própria preocupação com os sintomas costuma manter um ciclo de medo-sintoma-medo, que reforça as crises.
Ao mesmo tempo, é importante entender que “ansiedade” é um diagnóstico que deve ser feito com avaliação médica, e sintomas como falta de ar e tontura também podem ocorrer em outras situações (por exemplo: alterações de pressão, anemia, problemas de tireoide, distúrbios vestibulares, desidratação, uso de estimulantes, efeitos de medicamentos, entre outras). O fato de já ter uma investigação ampla e repetidamente normal é um dado tranquilizador, mas não substitui uma reavaliação clínica focada nos sintomas atuais e na frequência diária da tontura.
Procure avaliação médica se houver sinais de alerta, como falta de ar importante ou progressiva, dor no peito, desmaio, palpitações persistentes, fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, confusão, febre alta, ou queda de saturação de oxigênio (se você tiver como medir). Fora desses cenários, costuma ser muito útil conversar com um clínico e também com um profissional de saúde mental (psiquiatra e/ou psicólogo) para confirmar a origem dos sintomas e organizar um plano de cuidado para crises de pânico, já que elas são tratáveis e podem melhorar bastante com abordagem adequada.
Se quiser, você pode observar e levar para a consulta algumas informações que ajudam muito: em que situações a falta de ar e a tontura aparecem, quanto tempo duram, se vêm junto com palpitação/formigamento, e se melhoram quando você consegue desacelerar a respiração e se afastar do gatilho. Isso facilita diferenciar crise de pânico de outras causas.
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Quando estamos ansiosos temos hiperventilação que é o excesso de ar ( vi na internet ) vi também que
Quando estamos ansiosos temos hiperventilação que é o excesso de ar ( vi na internet ) vi também que é bom fazer exercício físico quando tiver assim. Fico com medo de correr e essa hiperventilação piorar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na ansiedade, é muito comum a respiração ficar mais rápida e “alta” (mais no peito), o que pode levar à hiperventilação. Isso não significa “excesso de oxigênio no corpo”, e sim uma queda do gás carbônico no sangue por respirar rápido demais. Essa mudança pode provocar sintomas como tontura, formigamentos, sensação de falta de ar, aperto no peito, tremor e uma sensação de “descontrole”. Em geral, apesar de muito desconfortável, não costuma ser perigosa por si só em pessoas saudáveis.
Sobre fazer exercício físico: a atividade física regular é uma das estratégias que mais ajudam no controle da ansiedade ao longo do tempo. No momento da crise, porém, exercícios intensos (como correr forte) podem aumentar a frequência respiratória e os batimentos, e isso às vezes “imita” a sensação corporal da ansiedade e assusta, podendo piorar o desconforto em algumas pessoas. Por outro lado, exercícios leves a moderados podem ajudar bastante, especialmente se você já está acostumado.
Uma forma segura de pensar nisso é: se você quiser se movimentar durante a ansiedade, prefira começar com algo leve e progressivo, como caminhar, pedalar leve ou alongar, prestando atenção para manter uma respiração mais lenta e pelo nariz quando possível. O objetivo é não “disputar” com o corpo, e sim ajudar a reduzir a ativação.
Quando a hiperventilação está acontecendo, costuma ajudar mais focar em desacelerar a respiração do que em “puxar mais ar”. Em geral, respirar de forma lenta e suave, com expiração mais longa que a inspiração (por exemplo, inspirar em 3 a 4 segundos e soltar o ar em 5 a 6 segundos), tende a reduzir os sintomas ao longo de alguns minutos. Se você perceber que está “ofegando”, faça uma pausa, diminua o ritmo e retome só quando se sentir mais estável.
Procure avaliação médica se houver sinais de alerta como falta de ar importante que não melhora com repouso, dor no peito forte ou diferente do habitual, desmaio, palpitações persistentes, chiado no peito, lábios arroxeados, ou se isso acontecer durante esforço físico de forma recorrente. E, se as crises de ansiedade estiverem frequentes ou limitando suas atividades, vale conversar com um profissional de saúde para investigar outras causas possíveis e orientar estratégias de tratamento e manejo, como psicoterapia e treinamento respiratório, quando indicado.
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Oi, tive crises de ansiedade, porém foi controlado com uso de medicamentos. Nas crises tive bastante
Oi, tive crises de ansiedade, porém foi controlado com uso de medicamentos. Nas crises tive bastante tontura ao tentar dormir e agora sinto um pouco ainda, mas sinto como se minha cabeça tivesse afundando na cama e rodando, isso é normal? Devo procurar um médico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sensações de tontura ao deitar ou ao tentar dormir podem acontecer durante fases de ansiedade e crises de pânico, porque o sistema nervoso fica em estado de “alerta”, com respiração mais rápida e superficial, tensão muscular e maior percepção de sensações corporais. Isso pode gerar uma sensação subjetiva de “cabeça pesada”, “afundando no travesseiro” ou até de leve instabilidade.
Ao mesmo tempo, a descrição de “rodar” quando está deitada também pode ocorrer por outras causas comuns que não têm relação direta com ansiedade, como vertigem posicional (quando a tontura aparece com mudanças de posição da cabeça), labirintopatias, alterações do sono, enxaqueca vestibular, desidratação, anemia, queda de pressão, hipoglicemia e também efeitos colaterais ou ajustes de alguns medicamentos (inclusive ansiolíticos e antidepressivos, especialmente no início, na troca de dose ou se houver interrupção). Como o canal não permite avaliar o seu caso individualmente, não é possível definir a origem apenas pela descrição.
Em geral, tende a ser menos preocupante quando a tontura é leve, passageira, melhora ao longo dos dias e não vem acompanhada de outros sintomas neurológicos ou cardiovasculares. Por outro lado, vale procurar avaliação médica se a tontura persistir, estiver atrapalhando o sono, vier com sensação clara de “vertigem” (tudo gira), náuseas importantes, zumbido ou perda auditiva, dor de cabeça nova ou diferente, palpitações, desmaios, fraqueza, alteração de fala, visão, força ou coordenação, ou se houver piora progressiva. Se surgir qualquer sinal neurológico súbito (fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, assimetria facial, confusão) ou desmaio, a orientação é buscar atendimento de urgência.
Como você relata que ainda sente o sintoma mesmo após controle das crises, o mais prudente é conversar com o médico que acompanha sua ansiedade (ou um clínico geral/otorrinolaringologista) para revisar a história, examinar e checar fatores como pressão, anemia, glicose, hidratação e possíveis efeitos de medicação. Isso costuma esclarecer a causa e direcionar o cuidado adequado. Importante também não ajustar ou interromper medicamentos por conta própria, pois isso pode piorar ansiedade e tontura.
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Sinto um peso nas costas, como se estivessem rígidas, mas não dói (apenas se fico em uma posição esp
Sinto um peso nas costas, como se estivessem rígidas, mas não dói (apenas se fico em uma posição específica) e piora quando fico de pé ou sento de maneira "correta", de pé é pior pq tenho a impressão que minha respiração fica um pouco pesada como se estivesse apertando o pulmão e quando eu deito não sinto nada, melhora. Já tentei me alongar de todas as maneiras, mas nada relaxa. Não sei qual médico procurar, se é caso de coluna ou outra coisa.
Obs: eu tenho ansiedade, já passou pela minha cabeça ser um sintoma pq começou do nada, nunca tive esse desconforto antes.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sensação de “peso” e rigidez nas costas que piora ao ficar em pé ou sentado por mais tempo e melhora ao deitar pode ter várias explicações, e muitas delas são benignas. Em termos gerais, esse padrão costuma aparecer em situações como tensão muscular e sobrecarga postural (principalmente na região torácica, entre as escápulas), alterações de mobilidade da coluna e caixa torácica, e até hábitos respiratórios mais “curtos” quando estamos tensos. A ansiedade também pode contribuir, porque aumenta a contração involuntária da musculatura do pescoço, ombros e dorso e pode dar a percepção de “respiração pesada” ou “aperto”, mesmo sem uma doença pulmonar.
Quando o desconforto aparece “do nada”, sem trauma, e melhora claramente ao deitar, isso reforça a hipótese de componente muscular-postural. Ainda assim, não é possível confirmar a causa por aqui, e o ideal é uma avaliação clínica para examinar postura, amplitude de movimento, pontos de contratura e checar sinais associados.
Sobre qual médico procurar, em geral você pode começar por um clínico geral ou médico de família. Ele pode fazer a triagem inicial e, se necessário, encaminhar para ortopedista (coluna), fisiatra (medicina física e reabilitação) ou fisioterapia, que costuma ajudar muito em quadros de rigidez e “travamento” muscular. Se a sensação de respiração pesada for um sintoma importante e recorrente, um pneumologista pode ser considerado, mas na maioria dos casos com melhora ao deitar e associação com tensão, a origem não é do pulmão.
Procure avaliação com mais prioridade se aparecerem sinais de alerta, como falta de ar importante ou progressiva, dor no peito, desmaio, febre, tosse persistente, perda de força ou formigamento no braço/perna, dor forte noturna que não melhora em repouso, perda de peso sem explicação, ou se houve trauma recente.
Como você já identificou ansiedade no seu histórico, vale mencionar isso na consulta, porque a combinação de tensão muscular e hipervigilância corporal pode amplificar sensações físicas. Uma abordagem integrada (avaliar coluna e musculatura e, em paralelo, cuidar da ansiedade) costuma trazer melhores resultados.
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Estou sentindo minha visão cada vez mais embaçada, tenho tido crises em que perco a visão dos lados,
Estou sentindo minha visão cada vez mais embaçada, tenho tido crises em que perco a visão dos lados, seguida de certo desequilíbrio/tontura e dormência na face (principalmente lado esquerdo), também dormência nas mãos, confusão mental ao pilotar, dificuldade para me situar, lentidão para compreender o que me falam, e memória muito fraca. Também estou sentindo muitas dores de cabeça e ás vezes uma dor atrás do olho esquerdo. Já fui no oftalmologista e nos exames não deu grau significativo de miopia. Qual especialista devo procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os sintomas que você descreve não parecem ser apenas “tontura” ou um problema de grau ocular. Episódios de alteração do campo visual (perder a visão dos lados), associados a desequilíbrio, dormência no rosto e nas mãos, confusão mental, dificuldade de orientação, lentificação para entender e cefaleia com dor atrás do olho são sinais neurológicos que precisam de avaliação médica com prioridade, principalmente porque estão ficando mais frequentes e interferindo em atividades como conduzir.
Nessas situações, a orientação geral mais segura é procurar um pronto atendimento ou emergência para uma avaliação imediata, especialmente se algum sintoma estiver acontecendo agora, se durar minutos a horas, se houver fraqueza, alteração da fala, assimetria facial, desmaio, pior dor de cabeça da vida, febre, rigidez na nuca, ou se a visão não voltar completamente. Como há confusão ao pilotar, é prudente evitar dirigir/pilotar até ser avaliado, por segurança.
Quanto ao especialista, em geral o mais indicado para investigar esse conjunto de queixas é o neurologista. Dependendo do que for encontrado na triagem inicial, pode ser necessário também avaliação com neuro-oftalmologia (quando disponível) ou oftalmologista com foco em nervo óptico/retina, mas pelo padrão de sintomas o ponto de partida costuma ser a neurologia e, pela presença de sinais de alerta, a porta de entrada mais apropriada é a emergência.
Leve para a consulta ou atendimento um registro com: quando começaram os episódios, quanto tempo duram, se há gatilhos (sono, estresse, telas, esforço), como é a dor de cabeça, se há náuseas ou sensibilidade à luz, e se durante as crises aparece alteração de fala, força ou coordenação. Essas informações ajudam muito a direcionar a investigação de forma segura.
Perguntas frequentes
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Olá! Um médico dermatologista pode tratar uma verruga na região perianal? notei uma pequena verruga
Se for uma "verruga", pode sim. Se for diagnóstico proctológico,…