Perguntas do paciente (86)
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Porque surgem feridas e alergias no corpo da pessoa que tem Alzheimer?
Porque surgem feridas e alergias no corpo da pessoa que tem Alzheimer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em pessoas com Doença de Alzheimer, alterações de pele raramente são “causadas diretamente” pelo Alzheimer. Na prática, elas surgem por uma combinação de imobilidade, menor autocuidado, incontinência, comorbidades, mudanças ambientais e efeitos de medicamentos.
1) Principais causas de “feridas” (lesões)
- Lesão por pressão (escaras)
- Tempo prolongado na mesma posição → menor perfusão local → ulceração.
- Locais típicos: sacro, calcanhares, trocânteres, cotovelos.
- Traumas e quedas
- Pele mais fina e vasos frágeis em idosos → equimoses e lacerações.
- Alzheimer aumenta risco de quedas e batidas por desorientação.
- Assaduras e erosões por incontinência
- Urina e fezes irritam a pele (umidade + atrito) → erosões, fissuras.
- Frequentemente em região perineal/glútea.
- Infecções de pele
- Bacterianas (impetigo/celulite), fúngicas (cândida/intertrigo), micose.
- Mais comuns com higiene prejudicada e ambiente institucional.
- Doença vascular e diabetes
- Insuficiência venosa → dermatite ocre/edema/úlceras.
- Doença arterial periférica → feridas dolorosas, pior cicatrização.
- Diabetes → maior risco de ulceração e infecção.
- Desnutrição/desidratação
- Reduz integridade cutânea e atrapalha cicatrização.
2) Por que “alergias” parecem mais comuns em Alzheimer?
Na maioria das vezes é por:
- Dermatite de contato (o mais frequente)
- Fraldas, lenços umedecidos, sabonetes, cremes, detergentes, tecidos.
- Pele seca do idoso (xerose) e eczema
- Coceira + escoriações por coçar.
- Escabiose (sarna)
- Coceira intensa, pior à noite; pode acometer cuidadores.
- Intertrigo/candidíase em dobras
- Vermelhidão, ardor, fissuras (axilas, virilha, inframamário).
- Reação medicamentosa (rash)
- Pode ocorrer após introdução/troca de medicação (dias a semanas).
3) Sinais de alerta (avaliar com urgência)
- Febre, calafrios, prostração ou piora aguda do estado geral.
- Área vermelha, quente, endurecida e aumentando (suspeita de celulite).
- Bolhas extensas, descamação importante, lesões em mucosas (boca/olhos/genitais).
- Ferida com pus, mau cheiro forte, tecido escurecido/necrose.
- Dor importante em perna com pé frio/pálido (risco vascular).
- Coceira intensa em mais pessoas na casa (sugere escabiose).
4) Medidas práticas que costumam ajudar (enquanto investiga a causa)
- Hidratante sem perfume 1–2x/dia (pele seca é gatilho comum).
- Evitar produtos perfumados: sabonetes, cremes, lenços umedecidos com perfume/álcool.
- Se usa fralda:
- Trocas frequentes
- Manter pele seca
- Creme barreira (óxido de zinco) nas áreas de contato
- Se fica muito tempo sentado/deitado:
- Reposicionamento periódico
- Inspecionar sacro e calcanhares diariamente
- Roupas de algodão e controle de calor/suor.
- Revisar medicações novas das últimas 2–6 semanas se surgiu “alergia”.
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Os formigamentos no corpo podem surgir por baixos níveis de ferro?
Os formigamentos no corpo podem surgir por baixos níveis de ferro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Formigamentos (sensação de “pontadas”, “dormência” ou “agulhadas”) podem ter várias causas, e níveis baixos de ferro podem estar entre elas, mas não costumam ser a explicação mais comum para esse sintoma.
De forma geral, a deficiência de ferro pode levar à anemia e a sintomas como cansaço, fraqueza, palidez, falta de ar aos esforços, tontura, palpitações e, em alguns casos, queixas neurológicas inespecíficas. Quando há formigamento de maneira mais típica e persistente, frequentemente é preciso considerar também outras possibilidades, como ansiedade e hiperventilação (respirar mais rápido ou “puxando” o ar, o que pode provocar formigamento em mãos, pés e ao redor da boca), deficiência de vitamina B12 e folato, alterações da tireoide, glicemia alterada, compressões de nervos (por postura, coluna, túnel do carpo), efeitos de álcool/medicamentos e distúrbios eletrolíticos, entre outras.
Em geral, o formigamento tende a ser menos preocupante quando é passageiro, aparece em situações de estresse ou crises de ansiedade e melhora ao controlar a respiração e relaxar. Por outro lado, merece avaliação médica quando é frequente ou progressivo, quando há perda de força, alteração importante de sensibilidade, dor intensa, dificuldade para falar, assimetria no rosto, perda de coordenação, desmaio, falta de ar importante ou dor no peito.
Como o ferro baixo é apenas uma entre várias causas possíveis, o caminho mais seguro é conversar com um médico para uma avaliação clínica e, se indicado, solicitar exames básicos que costumam ajudar a esclarecer o quadro, como hemograma e ferritina (para ferro), e conforme a história, vitamina B12, folato, função tireoidiana e glicemia. Isso permite diferenciar causas carenciais, ansiedade e outras condições sem “adivinhar” o diagnóstico.
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Eu tenho epilepsia des de 15 dias de nascida até hoj tomo depaquene controlado eu posso me aposentar
Eu tenho epilepsia des de 15 dias de nascida até hoj tomo depaquene controlado eu posso me aposentar pq n posso trabalhar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo sua dúvida. A epilepsia é uma condição neurológica crônica que pode variar muito de pessoa para pessoa: há casos bem controlados com medicação, e outros com crises persistentes ou efeitos do tratamento que podem limitar algumas atividades, especialmente aquelas com risco elevado em caso de crise.
Para fins de aposentadoria por incapacidade (ou benefício por incapacidade), o ponto central não é “ter epilepsia” ou “usar Depakene”, e sim se existe incapacidade para o trabalho de forma total e permanente, ou incapacidade temporária, ou ainda limitações importantes para a sua função atual que não podem ser adaptadas. Isso costuma ser definido por avaliação médica com laudos e, principalmente, pela perícia do INSS.
Em geral, a análise leva em conta aspectos como: frequência e gravidade das crises apesar do tratamento; ocorrência de quedas, perda de consciência ou lesões; efeitos colaterais que prejudiquem atenção, memória ou coordenação; necessidade de supervisão; risco do tipo de atividade (por exemplo, trabalhar em altura, dirigir profissionalmente, operar máquinas, contato com eletricidade, fogo, água profunda); e histórico de internações, atendimentos de urgência ou afastamentos.
Quando a epilepsia está controlada e a pessoa consegue exercer atividades seguras com adaptações, nem sempre há indicação de benefício permanente. Por outro lado, se as crises seguem imprevisíveis ou frequentes, ou se a função é incompatível com segurança mesmo com tratamento, pode haver direito a afastamento e, em alguns casos, benefício por incapacidade.
O caminho mais adequado é conversar com um médico capacitado para documentar bem a situação. Em termos práticos, costuma ajudar ter registros objetivos, como: relatório médico detalhado (diagnóstico, tempo de acompanhamento, tratamento atual, resposta, efeitos colaterais); descrição da frequência das crises e do impacto no dia a dia; e exames e evoluções em prontuário. Com isso, você pode procurar o INSS ou um serviço de assistência social para orientação sobre qual benefício se aplica ao seu caso.
Procure avaliação com prioridade se houver aumento recente das crises, quedas com ferimentos, crises prolongadas, confusão mental após crise por muito tempo, ou se você teve crises em situações de risco (rua, escadas, perto de água, no trabalho).
Se você me disser qual é o seu tipo de trabalho (por exemplo, fábrica, limpeza, escritório, cozinha, motorista, trabalho em altura) e se as crises estão controladas nos últimos meses, eu consigo explicar de forma geral quais atividades costumam exigir restrições por segurança e quais documentos normalmente são mais úteis para a perícia.
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Queria saber qual especialista eu tenho que procurar um endócrino, psiquiatra ou psicólogo. Sofro de
Queria saber qual especialista eu tenho que procurar um endócrino, psiquiatra ou psicólogo. Sofro de ansiedade e desconto na comida compulsão alimentar. E não consigo parar sozinha, queria conversar com um especialista mas não sei qual procurar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelos sintomas que você descreve, em geral faz sentido procurar ajuda de forma integrada, porque ansiedade e episódios de comer compulsivo frequentemente se alimentam um do outro e podem ter componentes emocionais, comportamentais e, às vezes, clínicos.
Na prática, costuma funcionar assim:
* Psicólogo: costuma ser uma boa “porta de entrada” quando há ansiedade e compulsão alimentar, porque trabalha estratégias para lidar com gatilhos, emoções, padrões de pensamento e comportamento, além de ajudar a construir ferramentas de regulação emocional e rotina. Também ajuda a diferenciar se há um padrão compatível com um transtorno alimentar e quais fatores mantêm o ciclo.
* Psiquiatra: é indicado quando a ansiedade está intensa, persistente, com impacto importante no sono, no funcionamento diário, crises frequentes, ou quando há necessidade de avaliar se existe um transtorno de ansiedade ou transtorno alimentar que possa se beneficiar de tratamento médico. O psiquiatra faz a avaliação clínica e, se for o caso, discute opções terapêuticas, sempre individualizando após consulta.
* Endocrinologista: pode ser útil se houver suspeita de alterações hormonais ou metabólicas associadas a ganho ou perda de peso importantes, cansaço marcante, irregularidade menstrual, alterações de apetite muito fora do habitual, sintomas de tireoide, resistência à insulina, entre outros. Porém, para ansiedade com compulsão alimentar, geralmente não é o especialista principal, a menos que existam sinais clínicos que sugiram investigação endocrinológica.
Se você está em dúvida e quer conversar com alguém o quanto antes, uma orientação prática é começar por psicólogo ou psiquiatra. Muitas pessoas iniciam com psicólogo e, se necessário, integram psiquiatra; outras preferem começar pelo psiquiatra quando o sofrimento está muito intenso ou quando há sensação de perda de controle frequente. Em vários casos, o melhor resultado vem da combinação de psicoterapia com acompanhamento médico, e às vezes com nutricionista com experiência em comportamento alimentar, sem foco em dietas restritivas.
Procure avaliação com mais urgência se houver episódios muito frequentes com sensação de total perda de controle, vômitos autoinduzidos ou uso de laxantes/diuréticos, desmaios, piora importante do humor, ou se a ansiedade estiver incapacitante. Nesses cenários, uma avaliação médica rápida é especialmente importante.
Você não precisa “dar conta sozinha” para merecer ajuda. Um primeiro passo é marcar com um psicólogo ou psiquiatra e levar exatamente essa queixa: ansiedade e compulsão alimentar. A partir daí, o próprio profissional pode orientar se faz sentido envolver endocrinologista e outros membros da equipe.
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Oi,boa noite! Meu nome é Elidina. Meu esposo é epilético, o médico mandou ele parar com os remédios
Oi,boa noite! Meu nome é Elidina. Meu esposo é epilético, o médico mandou ele parar com os remédios para vê se teria outra convulsão, passou um tempo bom sem os remédios, mas essa semana ele teve convulsão, voltou a tomar os remédios, minha pergunta é! Com esse tempo a ele ficou sem os remédios e voltou novamente, ele pode ter uma crise tomando os remédios? As pessoas epiléticas sente quando vão ter uma convulsão antes?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, Elidina. Em termos gerais, a medicação antiepiléptica tem a função de reduzir o risco de novas crises, mas o retorno do remédio após um período sem uso não impede que uma crise aconteça imediatamente. Isso ocorre porque o organismo pode levar um tempo para voltar a atingir níveis estáveis do medicamento no sangue, e também porque algumas pessoas têm epilepsia com maior tendência a recorrência quando o tratamento é interrompido.
É possível ter crise mesmo “tomando o remédio”, especialmente nos primeiros dias ou semanas após reiniciar, se as doses ainda não estiverem ajustadas, se houver esquecimentos, se o corpo ainda não tiver estabilizado a concentração do medicamento, ou se existirem fatores que baixem o limiar para crise, como privação de sono, álcool, febre, estresse intenso, algumas medicações e irregularidade nos horários. Além disso, parar e reiniciar por conta própria pode aumentar o risco, por isso o ideal é que qualquer ajuste seja feito com acompanhamento de médico capacitado.
Sobre “sentir antes”, algumas pessoas percebem sinais prévios, mas muitas não. Existem situações em que ocorre uma “aura”, que pode ser uma sensação estranha antes da crise (por exemplo, mal-estar súbito, sensação no estômago, cheiro ou gosto incomum, formigamento, medo sem motivo, déjà vu), e isso pode funcionar como alerta. Em outras pessoas, a crise começa sem aviso. Também há casos em que a pessoa fica confusa ou sonolenta depois, sem lembrar do início.
Como houve uma crise após a suspensão e ele reiniciou a medicação, é importante avisar o médico que acompanha, para orientar o retorno com segurança, revisar doses, horários, possíveis gatilhos e a necessidade de reavaliar o plano de tratamento. Procurem atendimento com urgência se ocorrer crise muito prolongada, crises repetidas sem recuperação completa entre elas, queda com trauma importante, dificuldade para respirar, coloração arroxeada, ou se ele não recuperar o nível de consciência como de costume após a crise.
Enquanto isso, de forma preventiva e geral, costuma ajudar manter horários regulares da medicação, dormir bem, evitar álcool e não dirigir ou operar máquinas até estar liberado pelo médico, além de orientar a família sobre primeiros socorros durante a crise (proteger a cabeça, afastar objetos, colocar de lado quando possível, não colocar nada na boca e observar o tempo da crise).
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Boa Tarde, está segunda feira antes de me ir deitar tive um desmaio e não me lembro de nada I que eu
Boa Tarde, está segunda feira antes de me ir deitar tive um desmaio e não me lembro de nada I que eu sei foi o que a minha mãe me contou, que eu lhe disse que não estava a sentir bem e comecei a enrolar a língua e a entortar a boca e não dissia nada com jeito e passado um dia sinto os músculos duros? É normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde. Um episódio de desmaio acompanhado de alteração da fala, “língua enrolada” e desvio da boca não deve ser considerado algo “normal” para observar em casa, porque pode indicar que, além de ter perdido a consciência, houve um comprometimento neurológico transitório. Existem causas diferentes para isso, desde situações benignas (como desmaio por queda de pressão, hipoglicemia, desidratação) até condições que precisam de avaliação rápida, como crise convulsiva ou um evento neurológico agudo. Sem exame clínico não é possível definir a causa, mas pela descrição é importante ser avaliada(o) com prioridade.
A sensação de “músculos duros” no dia seguinte pode acontecer após algumas situações, por exemplo após um desmaio com queda e contração muscular, após uma crise convulsiva (quando há contrações musculares), ou mesmo por tensão muscular e trauma da queda. Ainda assim, não é um sinal específico e, por si só, não confirma a causa. O ponto principal é que os sinais que a sua mãe observou (fala alterada e boca torta) são sinais de alerta e justificam avaliação médica presencial.
Procure um serviço de urgência ou avaliação médica no mesmo dia, especialmente se ainda houver qualquer um destes sinais: fraqueza ou dormência de um lado do corpo, dificuldade para falar ou entender, assimetria facial, dor de cabeça intensa e diferente do habitual, confusão, sonolência importante, vômitos repetidos, nova perda de consciência, palpitações ou dor no peito. Se o episódio foi recente e ainda há sintomas, a orientação é procurar atendimento imediatamente.
Enquanto busca avaliação, é prudente evitar ficar sozinho(a), não conduzir e não operar máquinas até entender a causa. Se possível, leve uma descrição do que aconteceu (quanto tempo durou, como começou, se houve queda, movimentos involuntários, perda de urina, sonolência depois, febre, uso de álcool/energéticos, jejum, medicamentos), porque isso ajuda muito o médico na investigação.
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Olá, gostaria de saber uma coisa! É que eu vou para outro estado e gostaria de saber se posso pedi a
Olá, gostaria de saber uma coisa! É que eu vou para outro estado e gostaria de saber se posso pedi a um médico clínico geral receita de medicamentos antidepressivos, controlado que já faço uso a muito tempo levando a receita que eu já tenho sendo de outro estado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em termos gerais, é possível procurar um médico em outro estado para dar continuidade ao seu tratamento, mas a emissão de receita para antidepressivos (e principalmente para medicamentos “controlados”, quando for o caso) depende de avaliação médica naquele atendimento e do cumprimento das regras de prescrição vigentes.
Levar a receita anterior ajuda, porém costuma não ser suficiente, porque o médico precisa confirmar informações essenciais para prescrever com segurança: qual medicamento e dose em uso, há quanto tempo, resposta e efeitos colaterais, outras doenças e remédios em uso, além de verificar se não há necessidade de ajuste ou de acompanhamento mais próximo. Também é muito útil levar documentos que comprovem o tratamento, como relatório do médico assistente, receita mais recente, embalagens do medicamento, e se houver, um resumo do prontuário ou declaração do diagnóstico e do esquema terapêutico.
Na prática, o mais recomendado para evitar interrupção é se organizar com antecedência: tentar obter um relatório e uma receita atualizada com seu médico antes da viagem e já programar uma consulta (clínico geral ou psiquiatra) no local de destino. Assim, caso o médico do destino opte por manter a mesma medicação, ele terá base adequada para renovar com segurança.
Procure atendimento com prioridade se houver piora importante do humor, ansiedade intensa, insônia grave, agitação, pensamentos de morte ou de se machucar, ou qualquer reação adversa relevante, porque nesses cenários não é adequado apenas “renovar receita” sem reavaliação.
Esta orientação é geral e não substitui consulta médica, mas pode ajudá-lo a planejar a continuidade do tratamento com segurança.
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Bom dia, já faz 4 dias que estou tomando dorflex e até agora não fez efeito nenhum, a dor de cabeça
Bom dia, já faz 4 dias que estou tomando dorflex e até agora não fez efeito nenhum, a dor de cabeça continua do mesmo jeito. Devo parar de tomar o medicamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Dorflex é uma combinação de analgésico e relaxante muscular que costuma ajudar em dores tensionais e contraturas, mas nem sempre é eficaz para crises de enxaqueca. Quando uma dor de cabeça persiste por vários dias sem melhora, isso sugere que pode não ser apenas uma cefaleia tensional comum, ou que a crise precisa de outra abordagem, o que deve ser avaliado por um médico.
De forma geral, não é recomendado manter por muitos dias seguidos o uso repetido de analgésicos por conta própria, porque além de aumentar o risco de efeitos adversos, pode ocorrer a chamada “cefaleia por uso excessivo de analgésicos”, em que a própria medicação passa a perpetuar a dor. Por isso, se após 4 dias não houve resposta, o mais prudente é suspender a automedicação e buscar avaliação para definir o tipo de dor de cabeça e a conduta mais adequada, sem que isso substitua uma consulta.
Procure atendimento com mais urgência se houver qualquer sinal de alerta, como febre; rigidez na nuca; vômitos persistentes; fraqueza, dormência ou alteração na fala/visão; confusão; desmaio; dor súbita muito intensa (“a pior da vida”); piora progressiva importante; dor após trauma; ou se você estiver grávida, no pós-parto, imunossuprimido(a) ou com pressão muito elevada.
Enquanto aguarda avaliação, medidas gerais que podem ajudar em algumas pessoas incluem repouso em ambiente escuro e silencioso, hidratação, sono regular e evitar jejum prolongado e álcool. Em consulta, o médico pode confirmar se é enxaqueca ou outro tipo de cefaleia e orientar um tratamento específico e seguro para o seu caso.
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Bom dia meu marido teve um acidente e teve que fazer uma cirurgia na cabeça deu tramatismo intracran
Bom dia meu marido teve um acidente e teve que fazer uma cirurgia na cabeça, deu traumatismo intracraniano e está sem conseguir defecar há 5 dias, já tomou todos os laxantes e não resolveu, o que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ficar 5 dias sem evacuar após um traumatismo craniano e cirurgia, especialmente se já foram usados laxantes sem resposta, não deve ser manejado apenas em casa. Nessa situação, é importante pensar em causas como fecaloma (fezes muito endurecidas e impactadas), íleo intestinal (o intestino “parado”, comum após internação, imobilidade e alguns medicamentos), desidratação e efeitos de remédios frequentemente usados no pós-operatório, como analgésicos opioides e alguns anticonvulsivantes.
O mais seguro é que ele seja avaliado ainda hoje por uma equipe médica (pronto atendimento ou o serviço que o acompanha no pós-operatório). Isso porque, quando laxantes não funcionam, pode ser necessário exame físico, avaliação do abdome e, em alguns casos, medidas que só devem ser feitas com supervisão, além de checar se há retenção fecal importante ou outra complicação.
Procure atendimento com mais urgência se houver qualquer um destes sinais: dor abdominal forte ou progressiva, barriga muito distendida e “dura”, vômitos, incapacidade de eliminar gases, febre, sangue nas fezes, piora do estado geral, sonolência excessiva ou confusão. Em pós-operatório neurológico, também é relevante avisar a equipe se houver piora de cefaleia, vômitos em jato ou alteração do nível de consciência.
Enquanto se organiza para a avaliação, evite aumentar doses ou misturar laxantes por conta própria, pois isso pode causar desidratação e desequilíbrios de sais minerais, o que é particularmente indesejável em alguém com lesão cerebral recente. Se ele estiver liberado para ingerir líquidos e não houver restrição médica, manter hidratação costuma ajudar, mas não substitui a avaliação.
Em resumo: 5 dias sem evacuar, sem resposta a laxantes, no contexto de cirurgia e traumatismo craniano, é motivo para procurar atendimento presencial imediatamente para investigar a causa e tratar com segurança.
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Fibromialgia provoca lipoma em alguma parte do corpo da gente
Fibromialgia provoca lipoma em alguma parte do corpo da gente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A fibromialgia, de forma geral, não é considerada uma causa de lipomas.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada principalmente por dor musculoesquelética difusa, sensibilidade aumentada ao toque (pontos dolorosos), fadiga, sono não reparador e, em algumas pessoas, queixas como dificuldade de concentração. Ela não costuma provocar “caroços” por crescimento de tecido adiposo.
Já o lipoma é um nódulo benigno formado por gordura, geralmente macio, móvel ao toque e de crescimento lento. Ele pode aparecer em diferentes regiões do corpo e, na maioria das vezes, não tem relação com doenças reumatológicas. Muitas pessoas têm lipomas por predisposição individual, e eles podem surgir isolados ou em maior número.
O que merece atenção é quando um nódulo apresenta sinais de alerta, como crescimento rápido, dor importante local, endurecimento, fixação ao plano profundo (pouca mobilidade), alterações de pele (vermelhidão persistente, ferida), ou tamanho maior que cerca de 5 cm. Nessas situações, é recomendável avaliação médica para exame físico e, se indicado, ultrassom ou outro método de imagem para confirmar a natureza da lesão.
Se você está com “caroços” e também tem diagnóstico de fibromialgia, vale separar as duas coisas: a dor difusa pode ser da fibromialgia, mas os nódulos precisam ser avaliados como achado próprio. Um clínico, dermatologista ou cirurgião pode orientar essa avaliação de forma adequada.
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Meus lábios estão secos e feridos. Engulo saliva o dia todo. Qual médico devo procurar?
Meus lábios estão secos e feridos. Engulo saliva o dia todo. Qual médico devo procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Lábios secos e com feridas podem ocorrer por causas bem comuns, como ressecamento por clima seco ou ar-condicionado, baixa ingestão de água, respiração pela boca, lambedura frequente dos lábios, rinite com nariz entupido, dermatite de contato (batom, cremes, pasta de dente, enxaguante bucal), além de infecções como herpes labial em algumas situações. A sensação de “engolir saliva o dia todo” também pode aparecer em momentos de ansiedade e tensão, quando a pessoa fica mais “hipervigilante” com sensações do corpo, ou quando há irritação na garganta, refluxo, rinite e gotejamento pós-nasal.
Em termos de especialidade, o melhor ponto de partida costuma ser o clínico geral ou médico de família, porque ele consegue fazer uma avaliação inicial e direcionar conforme a hipótese principal. Dependendo do que predominar no exame e na história, os encaminhamentos mais comuns são: otorrinolaringologista (se houver obstrução nasal, respiração pela boca, rinite, sensação de secreção escorrendo para a garganta), dermatologista (se o principal for a inflamação nos lábios, fissuras recorrentes ou suspeita de dermatite de contato), dentista ou estomatologista (se houver feridas também dentro da boca, gengivas ou língua), e gastroenterologista (se houver sintomas de refluxo, azia, queimação ou pigarro frequente).
Procure avaliação com mais prioridade se houver bolhas dolorosas agrupadas (sugestivas de herpes), febre, aumento importante de dor e inchaço, pus, dificuldade para engolir, feridas que não cicatrizam em 2 a 3 semanas, perda de peso sem explicação, ou se as lesões forem recorrentes e intensas.
Se você percebe que a ansiedade está aumentando a atenção às sensações e a urgência de engolir saliva, vale mencionar isso na consulta também, porque tratar fatores como estresse, sono e hábitos pode fazer diferença, mas sempre é importante descartar causas locais (nariz, garganta, boca e pele) com um profissional.
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boa tarde, eu tento insônia, tomo donarem de 50 mg e as vezes tomo zolpidem de 10 mg,o que devo faze
boa tarde, eu tento insônia, tomo donarem de 50 mg e as vezes tomo zolpidem de 10 mg,o que devo fazer prá melhorar o meu sono
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde. A insônia é muito comum e costuma ter mais de um fator envolvido, como estresse, ansiedade, hábitos irregulares de sono, uso de telas à noite, cafeína, álcool, dores, refluxo, apneia do sono (roncos e pausas na respiração), alterações hormonais e algumas medicações. Por isso, o tratamento mais eficaz costuma combinar ajustes de rotina com avaliação clínica para identificar a causa.
Sobre os remédios que você citou, é importante ter cautela: tanto o zolpidem quanto medicamentos usados para induzir sono podem causar tolerância (perder efeito com o tempo), dependência, sonolência no dia seguinte, quedas e alterações de comportamento em algumas pessoas. Alternar ou associar por conta própria aumenta o risco de efeitos adversos e pode dificultar o controle da insônia. O mais seguro é conversar com o médico que acompanha seu caso para revisar o esquema, definir por quanto tempo usar e, principalmente, tratar os fatores que mantêm a dificuldade para dormir.
Medidas que costumam ajudar bastante, de forma geral, são:
* Manter horário regular para acordar todos os dias (inclusive fins de semana), e evitar ficar “compensando” com longos cochilos.
* Usar a cama apenas para dormir e intimidade; se não pegar no sono em cerca de 20 a 30 minutos, levantar, fazer algo calmo com pouca luz e voltar quando estiver com sono.
* Reduzir telas e luz forte nas 1 a 2 horas antes de dormir; preferir rotina de desaceleração (banho morno, leitura leve, respiração lenta).
* Evitar cafeína após o meio do dia e evitar nicotina à noite; álcool pode até dar sono no início, mas piora a qualidade do sono e despertares.
* Fazer atividade física regular, mas evitar exercícios intensos muito tarde.
* Deixar o quarto escuro, silencioso e fresco; ajustar colchão/travesseiro e controlar ruídos/luz.
* Se a mente “acelera” ao deitar, pode ajudar anotar preocupações e tarefas mais cedo e deixar um horário do dia para “resolver” isso, em vez de levar para a cama.
Quando procurar avaliação médica com mais prioridade: se a insônia dura mais de 3 meses, se há ronco alto, engasgos ou pausas respiratórias, sonolência diurna importante, dor ou refluxo noturno, sintomas de ansiedade/depressão, uso frequente de medicação para dormir, ou quedas e confusão ao levantar durante a noite. Nesses cenários, muitas vezes é indicado avaliar causas específicas e considerar terapia cognitivo-comportamental para insônia, que é um tratamento muito eficaz e duradouro.
Se você notar episódios de confusão, comportamentos durante o sono (como levantar sem perceber), quedas, ou sonolência intensa no dia seguinte, é prudente buscar orientação médica rapidamente e evitar dirigir ou atividades de risco enquanto isso ocorre.
Se quiser, você pode observar e anotar por 1 a 2 semanas: horário que deita e levanta, tempo até dormir, despertares, cochilos, cafeína/álcool e uso de telas. Esse “diário do sono” costuma ajudar muito o médico a ajustar a abordagem com mais precisão.
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Boa tarde, estou tomando ANSIOLIZE 450mg, composto por ginkgo biloba valeriana e centella asiática,
Boa tarde, estou tomando ANSIOLIZE 450mg, composto por ginkgo biloba valeriana e centella asiática, posso tomar um cálice de vinho? Obrigado!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde. Em geral, não é recomendável associar bebidas alcoólicas a produtos com efeito ansiolítico ou sedativo, mesmo quando se trata de fitoterápicos ou “compostos naturais”. Valeriana, por exemplo, pode causar sonolência e reduzir os reflexos, e o álcool tende a potencializar esse efeito, aumentando o risco de tontura, queda, piora da atenção e lentificação. Além disso, em algumas pessoas o álcool pode piorar sintomas de ansiedade e humor no dia seguinte, o que é especialmente relevante quando há queixa de depressão.
No caso de fórmulas como a que você citou (ginkgo biloba, valeriana e centella asiática), a combinação com álcool também pode trazer imprevisibilidade na resposta, porque a concentração dos extratos e a sensibilidade individual variam. Outro ponto importante é que alguns fitoterápicos podem interagir com outros medicamentos que a pessoa use (por exemplo, remédios para dormir, ansiolíticos, antidepressivos ou anticoagulantes), e isso muda a orientação.
Se a ideia for segurança, a conduta mais prudente é evitar álcool enquanto estiver usando esse tipo de composto, ou pelo menos confirmar com o médico que acompanha seu caso e com o farmacêutico, levando o rótulo e a composição exata.
Procure avaliação com brevidade se houver sonolência importante, confusão, quedas, palpitações, sangramentos anormais, piora marcante do humor ou se você estiver usando outros remédios que atuem no sistema nervoso central.
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olá,apos eu tomar a pílula do dia seguinte,me apareceu um zumbido horrível no ouvido,sinto tinturas
olá,apos eu tomar a pílula do dia seguinte,me apareceu um zumbido horrível no ouvido,sinto tinturas e náusea. será q está relacionado a pílula?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. A pílula do dia seguinte (levonorgestrel) pode causar efeitos colaterais nas primeiras horas ou dias, e os mais comuns são náusea, tontura, mal-estar, dor de cabeça e alterações do ciclo menstrual. Por isso, náusea e sensação de tontura podem, sim, ocorrer após o uso.
Já um zumbido intenso no ouvido não é um efeito “típico” e, quando aparece de forma importante, merece atenção porque pode estar ligado a outras situações, como enxaqueca, queda de pressão, ansiedade/estresse, inflamações do ouvido, labirintite/alterações do equilíbrio, ou até reações individuais a medicamentos. Em algumas pessoas, tontura e náusea junto com zumbido sugerem um quadro vestibular (do equilíbrio), que pode coincidir no tempo com a medicação sem necessariamente ser causado por ela.
O mais importante é diferenciar quando dá para observar e quando precisa avaliação mais rápida. Procure atendimento com prioridade (pronto atendimento) se houver algum destes sinais: perda de audição (mesmo que parcial) de início súbito, zumbido em apenas um ouvido muito forte e novo, vertigem intensa (sensação de tudo girando) com dificuldade para ficar em pé, vômitos persistentes, dor de cabeça muito forte ou diferente do habitual, fraqueza em um lado do corpo, alteração da fala, visão dupla, desmaio, dor no peito ou falta de ar.
Se os sintomas forem leves e estiverem melhorando, costuma ser razoável buscar avaliação em consulta breve com clínico/otorrinolaringologista para examinar o ouvido, medir pressão, revisar outras medicações e entender o contexto (inclusive risco de desidratação, jejum, estresse).
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O topiramato pode ocasionar tremores nas mãos?????
O topiramato pode ocasionar tremores nas mãos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. O topiramato pode causar tremor nas mãos em algumas pessoas, embora não seja um efeito presente em todos os pacientes.
De forma geral, esse sintoma pode ocorrer por ação do medicamento no sistema nervoso e costuma aparecer junto a outros efeitos possíveis, como formigamentos (especialmente em mãos e pés), lentificação do pensamento, sonolência, tontura ou perda de apetite. Em algumas situações, o tremor pode ser favorecido por dose mais alta, aumento rápido da dose, uso combinado com outros medicamentos que também atuam no sistema nervoso, consumo de cafeína ou alterações metabólicas como redução de bicarbonato no sangue (acidose metabólica), que é um efeito conhecido do topiramato.
Quando é mais importante buscar avaliação médica: se o tremor for novo e persistente, se estiver atrapalhando atividades do dia a dia, se vier acompanhado de fraqueza, alteração importante da coordenação, confusão, piora da fala, visão turva, falta de ar, palpitações, desmaios, ou se houver mudança no padrão das crises.
Como orientação prática, não é recomendado suspender o topiramato por conta própria, porque a interrupção abrupta pode aumentar o risco de crises. O mais seguro é conversar com o neurologista que acompanha o caso para revisar dose, velocidade de ajuste, possíveis interações e, se necessário, solicitar exames simples para checar alterações metabólicas e definir alternativas.
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Quem é portador de uma doença necessariamente tem a doença em si?
Quem é portador de uma doença necessariamente tem a doença em si?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em termos gerais, “ser portador” e “ter a doença” nem sempre significam exatamente a mesma coisa, porque a palavra “portador” pode ser usada de maneiras diferentes na medicina.
Em algumas situações, “portador” quer dizer que a pessoa carrega uma alteração ou um agente, mas pode não ter sintomas naquele momento. Um exemplo clássico é o “portador” de um microrganismo, ou o “portador” de uma alteração genética (carreador) que não se manifesta como doença. Nesses casos, a pessoa pode ter a condição de “portador” sem necessariamente apresentar a doença ativa ou sintomas.
Já em outras situações, principalmente no uso comum do dia a dia, “portador” é usado como sinônimo de “tem a doença”, especialmente quando falamos de doenças crônicas. É por isso que a expressão pode causar confusão.
No caso da Doença de Parkinson, o mais correto é dizer que a pessoa “tem Doença de Parkinson” quando existe um diagnóstico clínico estabelecido por avaliação médica. Em geral, não se usa “portador” no sentido de “carreador sem doença” para Parkinson. Existe, sim, a possibilidade de fatores de risco ou variantes genéticas aumentarem a chance de desenvolver Parkinson em algumas famílias, mas isso não significa que a pessoa já tenha a doença, nem que vá obrigatoriamente desenvolvê-la.
Se a sua dúvida veio de um exame, histórico familiar, sintomas iniciais (como tremor, lentidão, rigidez, alteração do olfato) ou de algum termo usado em laudo, o mais seguro é discutir com um neurologista, porque a interpretação depende do contexto clínico, do exame físico e da evolução ao longo do tempo. Se houver piora rápida, quedas frequentes, desmaios, confusão importante ou dificuldade significativa para engolir, a avaliação deve ser priorizada com mais urgência.
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Eu tenho ansiedade elevada e ultimamente eu ando tendo dificuldade para respirar (apenas isso). Tem
Eu tenho ansiedade elevada e ultimamente eu ando tendo dificuldade para respirar (apenas isso). Tem alguma forma de saber se é covid ou a ansiedade? Passei em um clínico geral e ele falou para eu não me preocupar que eu não tinha nada mas, mesmo assim tenho medo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Dificuldade para respirar pode acontecer tanto em quadros de ansiedade quanto em infecções respiratórias, e é comum que o medo mantenha o sintoma mesmo depois de uma avaliação médica normal. Pela internet não é possível confirmar a causa, mas existem alguns padrões gerais que ajudam a diferenciar e orientar o que fazer com segurança.
Na ansiedade, a sensação costuma ser de “falta de ar” ou de não conseguir “encher o pulmão”, frequentemente acompanhada de respiração mais rápida, suspiros repetidos, aperto no peito ou “bolo na garganta”. Em muitas pessoas, os sintomas aparecem ou pioram em momentos de preocupação, ao prestar muita atenção na respiração, e podem melhorar com distração, repouso, técnicas de respiração lenta ou quando a crise passa. Também pode ocorrer formigamento em mãos ou lábios e tontura, o que tem relação com hiperventilação (respirar rápido demais).
Em infecções como a COVID-19, é mais comum haver outros sinais junto da falta de ar, como febre, dor de garganta, coriza, tosse, dores no corpo, cansaço importante, dor de cabeça, perda de olfato ou paladar. A falta de ar tende a vir com mal-estar geral e evolução ao longo de dias, e muitas vezes piora aos esforços. Ainda assim, algumas pessoas podem ter sintomas leves ou poucos sintomas, então o contexto de exposição e a presença de sinais respiratórios associados contam bastante.
Uma forma prática e segura de reduzir a incerteza é considerar: se a falta de ar está isolada e você foi examinado e liberado por um clínico, isso torna causas graves menos prováveis; para esclarecer possibilidade de COVID, o caminho mais objetivo é um teste em janela adequada (antígeno costuma ter melhor rendimento nos primeiros dias de sintomas; PCR pode ser útil por mais tempo). Se você não tem febre, tosse, dor de garganta, coriza ou contato recente com casos, a chance de ser ansiedade aumenta, mas não dá para “fechar” apenas por sintomas.
Procure reavaliação médica com urgência ou um serviço de emergência se houver qualquer sinal de alerta, como falta de ar intensa ou progressiva, dor no peito forte, lábios ou ponta dos dedos arroxeados, confusão, desmaio, chiado importante, incapacidade de falar frases completas, ou queda de oxigenação em oxímetro (em geral, valores persistentemente abaixo de 94% em repouso merecem avaliação, e abaixo de 92% é mais preocupante, especialmente se houver piora).
Como você descreve ansiedade elevada e medo persistente apesar de ter sido avaliado, também vale considerar acompanhamento com profissional de saúde mental. Ansiedade pode causar sintomas físicos reais e muito desconfortáveis, e tratar a ansiedade costuma reduzir a falta de ar e o ciclo de preocupação com o corpo. Se a sensação estiver frequente, durando dias, ou atrapalhando sua rotina, uma reavaliação com seu médico ou com psiquiatria/psicologia pode ajudar a organizar um plano de cuidado, sem que isso signifique que “é só psicológico”.
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Tontura e desequilíbrio, qual o especialista adequado?
Tontura e desequilíbrio, qual o especialista adequado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Tontura e sensação de desequilíbrio são queixas frequentes e podem ter origens diferentes, como alterações do ouvido interno (sistema vestibular), problemas neurológicos, questões cardiovasculares, alterações metabólicas (por exemplo, glicemia), efeitos de medicamentos, ansiedade, entre outras. Por isso, o especialista mais adequado depende do padrão dos sintomas e de sinais associados.
Em termos gerais, os profissionais mais envolvidos na investigação são o otorrinolaringologista (especialmente quando há vertigem, “sensação de tudo girar”, piora com movimentos da cabeça, zumbido ou redução de audição) e o neurologista (quando há suspeita de causa neurológica ou quando o quadro é atípico e persistente). Na prática, muitos pacientes começam pela avaliação com um clínico geral ou médico de família, que faz uma triagem inicial, revisa medicamentos e fatores gerais, e encaminha ao especialista mais indicado conforme a história e o exame.
Procure avaliação com mais urgência se a tontura vier acompanhada de sinais como fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar, alteração súbita da visão, dor de cabeça muito intensa e diferente do habitual, desmaio, dor no peito, falta de ar importante, confusão, ou dificuldade importante para andar. Esses sinais podem indicar necessidade de atendimento imediato.
Na ausência desses alertas, um bom caminho costuma ser iniciar com clínico geral/médico de família ou otorrinolaringologista; se houver sinais neurológicos associados ou dúvidas na avaliação inicial, o neurologista costuma ser o próximo passo.
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TDAH é a mesma doença do gato toxoplasmose os sintomas são bem parecidos?
TDAH é a mesma doença do gato toxoplasmose os sintomas são bem parecidos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não. TDAH e toxoplasmose são condições completamente diferentes, apesar de alguns sinais poderem “parecer” semelhantes em situações específicas.
O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento, geralmente iniciado na infância, caracterizado por padrão persistente de desatenção e ou hiperatividade-impulsividade que causa prejuízo em casa, na escola ou no trabalho. É um diagnóstico clínico, feito pela história e avaliação comportamental, e não por um exame de sangue ou contato com animais.
Já a toxoplasmose é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii. O gato pode eliminar o parasita nas fezes em algumas fases da infecção, mas a transmissão costuma ocorrer principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados ou carne malcozida. Em pessoas saudáveis, muitas vezes é assintomática ou causa quadro parecido com virose, como febre baixa, mal-estar e gânglios aumentados. Quando há acometimento do sistema nervoso, o quadro costuma envolver sinais neurológicos mais “orgânicos”, como dor de cabeça importante, confusão, sonolência, alterações visuais, convulsões ou fraqueza, e é mais comum em gestantes (risco para o bebê) e em pessoas com imunidade baixa.
A confusão acontece porque algumas infecções e condições clínicas podem causar dificuldade de concentração, cansaço, irritabilidade e queda de desempenho, o que pode ser confundido com desatenção. Porém, isso não significa que sejam “a mesma doença” nem que toxoplasmose cause TDAH de forma direta.
Se a dúvida surgiu por sintomas recentes ou que pioraram de repente, ou se há febre, dor de cabeça forte, alteração de visão, sonolência excessiva, confusão, desmaios ou convulsões, é importante procurar avaliação médica com prioridade. Se a questão é dificuldade de atenção de longa data, desde a infância, o caminho adequado é uma avaliação com pediatra, neurologista ou psiquiatra para investigação ampla, porque existem várias causas possíveis além de TDAH (sono, ansiedade, depressão, problemas de aprendizagem, anemia, entre outras).
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Sensação de desmaio e corpo fraco como se fosse desmaiar é sintomas de anemia? Meu exame deu 20 mg d
Sensação de desmaio e corpo fraco como se fosse desmaiar é sintomas de anemia? Meu exame deu 20 mg de ferritina? Estou tomando betaistina e sinto que estou ficando muito aérea e com as vistas embaçada devo parar de tomar. Fui no otorrino achando ser labirintite ele disse que so tenho excesso de cera nada mais.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A tontura com sensação de desmaio, fraqueza e “vista embaçada” pode ter várias causas, e anemia por deficiência de ferro é apenas uma delas. Em termos gerais, quando a hemoglobina está baixa (anemia), são comuns sintomas como cansaço, fraqueza, palpitações, falta de ar aos esforços, palidez e tontura. Porém, esses sintomas também podem ocorrer por queda de pressão, desidratação, jejum prolongado, hipoglicemia, ansiedade, alterações do sono, uso de medicamentos, arritmias e outras condições, por isso não é possível concluir apenas pelo sintoma.
Sobre a ferritina: ela é um marcador das reservas de ferro do corpo. Um valor como 20 ng/mL (muitas vezes o laboratório reporta em ng/mL, embora algumas pessoas falem “mg”) pode estar baixo ou no limite baixo em muitos contextos, especialmente em mulheres, e pode sugerir estoques reduzidos de ferro mesmo antes de aparecer anemia. O ponto chave é que ferritina isolada não confirma anemia. Para saber se há anemia, é necessário ver o hemograma (principalmente a hemoglobina) e, quando indicado, outros índices do sangue e do ferro. Portanto, vale conversar com o médico que pediu o exame para interpretar ferritina junto com hemograma e sua história clínica, e também investigar causas de falta de ferro (por exemplo perdas menstruais intensas, baixa ingestão, problemas gastrointestinais).
Quanto à betaistina: ela é usada em algumas queixas de vertigem, mas qualquer medicamento pode causar efeitos indesejáveis em algumas pessoas. Se você percebe piora importante de “estar aérea”, visão embaçada, sensação de desmaio ou se os sintomas começaram ou intensificaram após iniciar a medicação, isso merece reavaliação médica. Pelo canal, não é seguro orientar a suspensão ou ajuste de remédio de forma individual. A conduta mais prudente é entrar em contato com o médico que prescreveu (otorrino ou clínico) para relatar os efeitos e decidir se deve manter, trocar ou suspender com segurança. Se houver sinais de reação alérgica (inchaço, falta de ar, urticária), procure atendimento imediatamente.
Sobre “labirintite”: muita tontura que as pessoas chamam de labirintite não é necessariamente uma inflamação do labirinto. Excesso de cera pode causar sensação de ouvido tampado e desconforto, mas geralmente não explica, sozinho, episódios repetidos de sensação de desmaio. Se a queixa principal é quase desmaio (pré-síncope), costuma ser importante avaliar também causas não vestibulares, como pressão arterial, hidratação, glicemia, coração e anemia.
Procure atendimento com urgência se ocorrer qualquer um destes sinais: desmaio de fato, dor no peito, falta de ar importante, palpitações fortes, fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, confusão, dor de cabeça súbita e intensa, visão dupla persistente, ou piora rápida do quadro.
Para encaminhamento, em geral faz sentido: revisar hemograma e perfil de ferro com um clínico geral ou médico de família; checar pressão (inclusive ortostática), glicemia e hábitos (hidratação, intervalos longos sem comer); e retornar ao otorrino se houver vertigem rotatória típica, zumbido, perda auditiva, plenitude auricular ou piora com movimentos da cabeça.
Perguntas frequentes
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Olá! Um médico dermatologista pode tratar uma verruga na região perianal? notei uma pequena verruga
Se for uma "verruga", pode sim. Se for diagnóstico proctológico,…