Perguntas do paciente (86)

  • Bom dia; Estou tomando Olistate e Tribulus Terrestris juntos 1 hora antes do almoço porque faço ativ

    Bom dia; Estou tomando Olistate e Tribulus Terrestris juntos 1 hora antes do almoço porque faço atividade física regular então, queria saber se há alguma contra indicação ou traz algum problema para a saúde tomar os dois medicamentos juntos?

    Desde já agradeço

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Thiago Lopes

    Olistate (orlistate) é um medicamento para controle de peso que age no intestino, reduzindo a absorção de parte da gordura da alimentação. Por esse motivo, ele costuma ser orientado junto às refeições que contenham gordura (ou logo antes/durante), e os efeitos adversos mais comuns são gastrointestinais, como fezes oleosas, urgência evacuatória e desconforto abdominal, especialmente quando a refeição é mais gordurosa. Outro ponto importante é que o orlistate pode reduzir a absorção de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) e, em algumas pessoas, interferir na absorção de alguns medicamentos.

    Já o Tribulus terrestris é um fitoterápico/suplemento bastante divulgado para desempenho e “testosterona”, mas a evidência científica de benefício consistente é limitada e a qualidade do produto pode variar muito entre marcas. Em geral, os principais cuidados com o Tribulus são possíveis efeitos como desconforto gastrointestinal, agitação/insônia em algumas pessoas e, raramente, alterações em exames do fígado ou dos rins descritas em relatos isolados, além de potenciais interações com medicamentos para diabetes (por possível efeito sobre glicemia) e com remédios que afetam pressão/anticoagulação, dependendo do caso.

    Sobre “tomar os dois juntos”, não existe uma interação clássica bem estabelecida entre orlistate e Tribulus. O principal risco prático costuma ser somar efeitos gastrointestinais e, dependendo da formulação, haver pior absorção de componentes lipossolúveis. Também é relevante revisar se o “Olistate” que está usando é realmente orlistate e se foi prescrito, pois automedicação para perda de peso e uso de suplementos sem acompanhamento aumentam o risco de efeitos indesejados e de expectativas irreais.

    Vale atenção a alguns sinais de alerta que justificam suspender o uso e procurar avaliação médica: dor abdominal importante ou persistente, icterícia (pele ou olhos amarelados), urina muito escura, fraqueza intensa, vômitos repetidos, diarreia importante com desidratação, sangramentos anormais, ou piora súbita do estado geral. Se você tem diabetes, hipertensão, doença hepática/renal, usa anticoagulantes, anticoncepcional oral, levotiroxina ou outros medicamentos contínuos, a checagem de interações e ajustes deve ser feita de forma individual.

    Como orientação geral, o mais adequado é discutir com um médico e, se possível, com nutricionista: confirmar indicação, dose e forma correta de uso do orlistate; avaliar se o Tribulus faz sentido para o seu objetivo; e definir um plano seguro de perda de peso baseado em treino, alimentação e metas realistas. Isso evita combinações desnecessárias e reduz riscos para a saúde.


  • Tenho depressão, ansiedade, constante ataques de sinusite e desde que tive o diagnóstico de depressã

    Tenho depressão, ansiedade, constante ataques de sinusite e desde que tive o diagnóstico de depressão parece que ta faltando parte do meu pulmão( uma sensação de falta de ar) isso será mesmo da depressão ou pode ser outra coisa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Thiago Lopes

    A sensação de “falta de ar” pode, sim, acontecer em quadros de ansiedade e depressão. Em muitas pessoas, a ansiedade provoca respiração mais rápida e superficial (hiperventilação), sensação de aperto no peito, “suspiros frequentes”, nó na garganta e a impressão de que o ar não completa. Além disso, a própria depressão pode aumentar a percepção de desconfortos corporais e reduzir a tolerância a sensações físicas, fazendo o sintoma parecer mais intenso.

    Ao mesmo tempo, não é adequado atribuir automaticamente falta de ar apenas ao emocional, especialmente quando existe histórico de sinusite de repetição. Congestão nasal, rinossinusite e gotejamento pós-nasal podem dar sensação de “respirar mal”, principalmente ao deitar, além de desencadear tosse, chiado ou piora de quadro de bronquite/asma em quem tem predisposição. Outras causas também são possíveis, como asma, alergias, refluxo, anemia, alterações da tireoide, efeitos de substâncias estimulantes (incluindo excesso de cafeína) e, mais raramente, problemas cardíacos ou pulmonares. Por isso, a orientação segura é avaliar o sintoma de forma clínica, sem conclusões precipitadas.

    Em geral, costuma ser mais compatível com ansiedade quando a falta de ar aparece em crises, vem junto de palpitações, tremor, sudorese, formigamentos, sensação de “bolo na garganta” e melhora ao se distrair ou ao controlar a respiração. Por outro lado, merece investigação com mais prioridade quando a falta de ar é progressiva, acontece aos esforços mínimos ou em repouso, acorda você à noite, vem com chiado persistente, tosse com secreção, febre, dor no peito, lábios arroxeados, desmaio, inchaço nas pernas, ou queda importante da capacidade de fazer atividades do dia a dia.

    Como encaminhamento, o ideal é conversar com um clínico geral ou pneumologista para uma avaliação inicial (história, exame físico e, se indicado, testes simples como oximetria, ausculta, eventualmente espirometria e exames laboratoriais). Paralelamente, manter o acompanhamento com psiquiatria e psicoterapia é importante, porque mesmo quando há uma causa respiratória associada, ansiedade e depressão podem amplificar a sensação e piorar o controle dos sintomas. Se a falta de ar for intensa, súbita, com dor no peito, desmaio, confusão, coloração arroxeada ou grande dificuldade para falar frases completas, a orientação é procurar atendimento de urgência imediatamente.


  • quanto tempo dura os efeitos colaterais do alprazolam 1mg, tomei somente 1 pílula de 1 mg e as vezes

    quanto tempo dura os efeitos colaterais do alprazolam 1mg, tomei somente 1 pílula de 1 mg e as vezes sinto meu coração desparar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Thiago Lopes

    O alprazolam é um benzodiazepínico de ação relativamente rápida. Em geral, após uma dose única (como 1 mg), os efeitos mais comuns (sonolência, tontura, “cabeça lenta”, redução dos reflexos) aparecem em 30 a 60 minutos, atingem o pico nas primeiras horas e costumam diminuir ao longo do dia. Para muitas pessoas, a maior parte dos efeitos perceptíveis melhora em 6 a 12 horas, mas pode haver “resquícios” de sedação ou lentificação no dia seguinte, dependendo de fatores como sensibilidade individual, jejum/alimentação, cansaço, uso de álcool e outros medicamentos.

    Sobre “sentir o coração disparar”: palpitações podem acontecer por diferentes motivos e nem sempre significam um problema grave. Às vezes, vêm de ansiedade, estresse, cafeína, desidratação, falta de sono, ou até do próprio contexto em que o medicamento foi tomado. Embora o alprazolam geralmente reduza sintomas de ansiedade, algumas pessoas podem perceber sensações corporais (como batimentos mais fortes ou irregulares) e interpretá-las com mais preocupação, o que por si só pode manter a sensação. Ainda assim, sintomas cardíacos precisam de atenção quando são persistentes, intensos ou acompanhados de outros sinais.

    Procure avaliação médica com prioridade (urgência) se houver dor no peito, falta de ar importante, desmaio ou quase desmaio, confusão, palidez intensa, ou se o coração ficar muito acelerado e não melhorar em pouco tempo. Se não houver sinais de alerta, mas as palpitações estiverem se repetindo, o mais prudente é conversar com um médico que possa revisar seu histórico, outros remédios/substâncias (cafeína, energéticos, álcool), e decidir se é necessário exame como eletrocardiograma. Evite misturar benzodiazepínicos com álcool ou outros sedativos e não dirija se estiver sonolento.


  • Minha mãe toma carbolitium, 300 mg 1x à noite. A olmesartana 40 mg 1 x /dia que ela toma, não interf

    carbolitium, tem interacao com olmesartana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Thiago Lopes

    Carbolithium (carbonato de lítio) e Olmesartan podem, sim, interagir de forma clinicamente relevante.

    De modo geral, medicamentos que atuam no sistema renina-angiotensina (como a olmesartana, um bloqueador do receptor de angiotensina) podem reduzir a eliminação renal do lítio. Na prática, isso pode levar ao aumento dos níveis de lítio no sangue e maior risco de efeitos adversos por lítio.

    O que costuma merecer mais atenção é quando surgem sinais compatíveis com aumento do lítio, por exemplo tremor mais intenso, náuseas/vômitos, diarreia, sonolência, confusão, fala mais “arrastada”, falta de coordenação ou piora rápida do estado geral. Se houver sintomas importantes, a orientação é buscar avaliação médica com prioridade.

    Em situações sem sintomas, a conduta segura costuma ser não fazer ajustes por conta própria e conversar com o médico que acompanha o lítio, porque muitas vezes a combinação é possível, mas requer monitorização mais próxima (dosagem de lítio e função renal, especialmente após iniciar, suspender ou mudar doses, e em casos de desidratação por diarreia/vômitos).

    Se você já usa os dois, ou pretende iniciar um deles, vale informar também sobre outros fatores que aumentam o risco de elevação do lítio, como diuréticos (especialmente tiazídicos), anti-inflamatórios (AINEs) e episódios de desidratação.


  • Minha mãe tá com dor de cabeça, enjôo e diarréia, há 3 dias, são sintomas de enxaqueca?

    Minha mãe tá com dor de cabeça, enjôo e diarréia, há 3 dias, são sintomas de enxaqueca?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Thiago Lopes

    Dor de cabeça pode ocorrer em enxaqueca, e náusea (enjoo) também é um sintoma muito comum nesse quadro. Porém, diarreia por 3 dias sugere com frequência que exista também um componente gastrointestinal, como uma infecção viral, intoxicação alimentar, reação a algum alimento ou até efeito de medicamentos. Além disso, desidratação por diarreia pode piorar ou até desencadear dor de cabeça. Por isso, apenas pelos sintomas descritos, não é possível afirmar que se trate de enxaqueca.

    Em termos gerais, a enxaqueca costuma ter dor moderada a forte, muitas vezes pulsátil, piora com esforço e pode vir acompanhada de náusea, vômitos e sensibilidade à luz e ao som. Já quando há diarreia persistente, especialmente por alguns dias, é importante pensar também em outras causas e avaliar o estado de hidratação e a presença de febre, dor abdominal importante ou mal-estar intenso.

    Vale buscar avaliação médica com mais urgência se houver algum sinal de alerta, como febre alta, rigidez no pescoço, confusão, desmaio, fraqueza em um lado do corpo, alteração na fala ou na visão, dor de cabeça muito intensa e diferente do habitual, vômitos repetidos com incapacidade de manter líquidos, sinais de desidratação (muita sede, boca seca, pouca urina, tontura ao levantar) ou sangue nas fezes.

    Como os sintomas já duram 3 dias, o mais prudente é que ela seja avaliada por um médico, especialmente se estiver prostrada, desidratando ou se a dor de cabeça estiver forte ou fora do padrão. Essa avaliação ajuda a diferenciar enxaqueca de outras causas e a orientar a conduta com segurança.


  • Médico clínico geral pode diagnosticar transtornos bipolar

    Médico clínico geral pode diagnosticar transtornos bipolar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Thiago Lopes

    Sim. O médico clínico geral (ou médico de família e comunidade) pode suspeitar e, em algumas situações, estabelecer um diagnóstico inicial de transtorno bipolar, especialmente quando o quadro é típico e há impacto claro no funcionamento. No entanto, por ser uma condição com diferentes apresentações e que pode se confundir com outras situações (por exemplo, depressão unipolar, uso de substâncias, distúrbios do sono, algumas condições clínicas e efeitos de medicamentos), é muito comum que seja necessária avaliação e acompanhamento com psiquiatra para confirmar o diagnóstico, classificar o subtipo e organizar o tratamento e o seguimento.

    De modo geral, na atenção primária o clínico costuma fazer uma triagem qualificada: levantar história detalhada de sintomas de depressão e de períodos de “elevação de humor” (hipomania ou mania), duração dos episódios, prejuízos, padrões de sono, impulsividade, histórico familiar e uso de álcool ou outras substâncias. Quando há sinais de alerta como períodos de muita aceleração com redução importante do sono, comportamento de risco, sintomas psicóticos (como ideias muito fora da realidade) ou risco de autoagressão, a orientação é buscar avaliação psiquiátrica com prioridade e, se necessário, atendimento de urgência.

    Portanto, o clínico geral pode ser o primeiro profissional a identificar e encaminhar adequadamente, mas a confirmação e o manejo mais especializado costumam ser feitos em conjunto com a psiquiatria. Se houver oscilação importante de humor, piora funcional, ou qualquer sinal de risco, vale procurar avaliação médica presencial o quanto antes para uma investigação segura.


  • Há mais de um mês venho sentindo pontadas fracas em várias regiões do peito, as vezes embaixo das ax

    Há mais de um mês venho sentindo pontadas fracas em várias regiões do peito, as vezes embaixo das axilas, no pescoço e um pouco de falta de ar. Já fui no pronto socorro e cheguei a fazer um eletrocardiograma mas não apontou alterações e o médico falou que é ansiedade. Tenho apenas 18 anos e as dores que não passam me dão medo. Pode ser apenas ansiedade mesmo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Thiago Lopes

    Pontadas ou desconfortos em diferentes áreas do tórax, que podem irradiar para pescoço e região das axilas, são queixas relativamente comuns em pessoas jovens e, muitas vezes, têm causas benignas. Nessa faixa etária, é frequente que a dor venha de estruturas da parede torácica, como músculos e articulações entre as costelas (por exemplo, após tensão, postura, treino, tosse ou inflamações locais), ou ainda de refluxo e irritação do esôfago. Além disso, a ansiedade pode provocar tanto dor torácica quanto sensação de falta de ar por mecanismos físicos reais, como hiperventilação, aumento da tensão muscular e maior sensibilidade do corpo às sensações.

    O fato de um eletrocardiograma no pronto atendimento não ter mostrado alterações é um dado tranquilizador, mas nenhum exame isolado “fecha” a causa. Na prática, a probabilidade de ser ansiedade aumenta quando a dor é em pontadas, muda de lugar, não tem relação clara com esforço, pode piorar em períodos de estresse, vem acompanhada de sensação de aperto no peito, suspiros frequentes ou formigamentos, e quando avaliações iniciais não sugerem problema cardíaco. Ainda assim, como você descreve sintomas que persistem há mais de um mês e refere falta de ar, vale uma reavaliação programada com clínico geral ou cardiologista para revisar a história com calma, examinar e definir se há necessidade de outros exames simples de triagem, principalmente para diferenciar dor da parede torácica, refluxo, questões respiratórias e ansiedade.

    Procure atendimento de urgência se houver algum sinal de alerta, como dor forte e contínua no peito com piora progressiva, falta de ar importante ou em repouso, desmaio, palpitações com mal-estar, suor frio, palidez intensa, ou dor claramente desencadeada por esforço e que melhora ao parar. Se nada disso estiver presente, o melhor caminho costuma ser uma consulta ambulatorial para organização do quadro e, se a hipótese de ansiedade se mantiver, discutir estratégias de manejo e, quando indicado, acompanhamento psicológico, porque tratar a ansiedade não é “desconsiderar” a dor, e sim atuar na causa possível e muito frequente.

    Em resumo, sim, é possível que seja ansiedade, especialmente em pessoas jovens e com exames iniciais normais, mas a persistência e a presença de falta de ar justificam uma avaliação mais completa e tranquila fora do pronto socorro, para confirmar que não há sinais de outra condição e orientar o melhor acompanhamento.


  • Tontura, sensação de tudo rodando e cabeça flutuando. Oq pode ser?

    Tontura, sensação de tudo rodando e cabeça flutuando.
    Oq pode ser?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Thiago Lopes

    Tontura é um termo amplo e pode significar coisas diferentes. Quando a pessoa descreve “sensação de tudo rodando”, isso costuma corresponder ao que chamamos de vertigem, que geralmente está relacionada ao sistema do equilíbrio (especialmente o ouvido interno). Já a sensação de “cabeça flutuando”, “leveza” ou “instabilidade” pode ocorrer em situações como queda de pressão, desidratação, jejum/hipoglicemia, anemia, ansiedade, alterações do sono, uso de álcool ou alguns medicamentos, entre outras causas.

    Em termos gerais, episódios de vertigem podem acontecer em quadros comuns e benignos, como a vertigem posicional (crises breves ao virar na cama, levantar ou olhar para cima), inflamações do labirinto/vestibular (às vezes após virose), ou enxaqueca vestibular (tontura associada a dor de cabeça, sensibilidade à luz, náuseas). Porém, tontura também pode aparecer em problemas circulatórios, metabólicos ou, mais raramente, neurológicos, por isso a avaliação clínica é importante quando os sintomas persistem ou se repetem.

    Alguns sinais de alerta que justificam procurar atendimento imediato são: fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar, assimetria facial, perda súbita importante de visão, dor de cabeça muito intensa e diferente do habitual, desmaio, dor no peito, falta de ar importante, confusão mental, dificuldade para andar de forma súbita, ou vertigem contínua intensa com vômitos incoercíveis e incapacidade de se manter em pé.

    Se não houver sinais de urgência, é recomendável buscar avaliação médica (clínico geral, otorrinolaringologista ou neurologista, conforme o caso) especialmente se: as crises forem frequentes, durarem horas ou dias, vierem com perda auditiva/zumbido, houver infecção de ouvido recente, uso de novos medicamentos, ou se a tontura estiver atrapalhando as atividades. Na consulta, a descrição do padrão (duração, gatilhos como mudança de posição, presença de náuseas, zumbido, dor de cabeça, palpitações) costuma direcionar a investigação de forma segura.


  • O stress produzido ao assistir futebol faz mal pra

    O stress produzido ao assistir futebol faz mal pra saúde? Acelera envelhecimento, p. ex.?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Thiago Lopes

    O estresse ao assistir futebol pode, sim, ter impacto na saúde, mas isso depende muito da intensidade e da frequência da reação de cada pessoa. Em geral, emoções fortes durante um jogo ativam o sistema nervoso simpático e liberam adrenalina e cortisol, o que aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial de forma temporária. Para a maioria das pessoas saudáveis, isso é passageiro e não deixa “sequelas” por si só.

    Quando esse estresse é muito intenso ou repetido com frequência, especialmente em pessoas com fatores de risco (hipertensão, doença cardiovascular, arritmias, ansiedade importante), ele pode piorar sintomas, desencadear palpitações, dor de cabeça, azia, insônia e aumentar a chance de picos de pressão. Há também pessoas mais sensíveis em que a vivência emocional do jogo se soma a outras fontes de estresse do dia a dia, e aí o organismo fica em um estado de “alerta” prolongado, que é o tipo de estresse mais associado a efeitos negativos.

    Sobre “acelerar envelhecimento”: o que a medicina costuma associar a envelhecimento biológico mais rápido é o estresse crônico, contínuo, com sono ruim, sedentarismo, piora de hábitos (álcool, alimentação, tabaco), irritabilidade persistente e recuperação difícil após os gatilhos. O estresse agudo e ocasional de um jogo, isoladamente, tende a ser menos relevante. Ou seja, assistir futebol não “envelhece” por definição; o problema é quando vira um padrão de estresse frequente e mal manejado, com repercussões no sono, no humor e no controle de pressão e açúcar no sangue.

    Vale procurar avaliação médica se durante ou após os jogos ocorrerem sinais de alerta, como dor ou aperto no peito, falta de ar importante, desmaio, fraqueza súbita, dor de cabeça muito intensa, palpitações prolongadas ou pressão muito elevada medida em casa. Fora isso, se a pessoa percebe que fica horas acelerada, dorme pior, tem crises de ansiedade ou brigas recorrentes, faz sentido conversar com um clínico ou cardiologista e, se necessário, com um profissional de saúde mental, para orientar formas seguras de reduzir o impacto do estresse no dia a dia.


  • Olá, estou tomando Predisin 40 mg prescrito pelo otorrinolaringologista, já usei este medicamento an

    Predisin 40 mg pode causar insônia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Thiago Lopes

    Sim. O Predisin 40 mg pode causar insônia em algumas pessoas.

    Esse tipo de medicamento é um corticoide (prednisona/prednisolona, dependendo da formulação) e pode provocar efeitos no sistema nervoso, como sensação de “aceleração”, agitação, alteração de humor e dificuldade para iniciar ou manter o sono. Em geral, isso é mais percebido em doses mais altas e no início do uso, mas pode acontecer em qualquer fase do tratamento.

    Quando costuma ser algo menos preocupante: insônia leve e temporária, sem outros sintomas importantes, que melhora conforme o organismo se adapta ou após o término do tratamento.

    Sinais de alerta para buscar avaliação médica: insônia intensa ou persistente, piora importante de ansiedade/irritabilidade, palpitações, tremores, confusão, euforia marcante, ou se a falta de sono estiver causando prejuízo significativo no dia a dia. Também é prudente procurar orientação se houver doenças como glaucoma, diabetes, hipertensão, gastrite/úlcera, ou histórico de transtornos de humor, porque corticoides podem interferir nesses quadros.

    Como este canal não substitui consulta, se você estiver usando o medicamento e a insônia estiver incomodando, o ideal é conversar com o médico que prescreveu para avaliar a melhor forma de conduzir o efeito colateral com segurança (sem ajustar dose ou interromper por conta própria).


  • Boa noite! Tenho muita dor só de um lado da cabeça e dói nariz, vista testa... Seria enxaqueca. E

    Boa noite!
    Tenho muita dor só de um lado da cabeça e dói nariz, vista testa... Seria enxaqueca. E qual especialista devo procurar?
    Agora com esse problema de coronavirus não sei se encontro um especialista.
    A princípio um remédio para o alívio da dor.
    Desde já agradeço!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Thiago Lopes

    Boa noite. Dor de cabeça forte, localizada em um lado, que irradia para a testa, região dos olhos e nariz pode ocorrer em diferentes situações. Em termos gerais, pode estar relacionada a crises de enxaqueca, cefaleias chamadas trigemino-autonômicas (como a cefaleia em salvas) ou mesmo a problemas nasais e dos seios da face (rinossinusites), entre outras causas. O ponto importante é que “dor unilateral com sintomas em face” não é exclusiva de um único diagnóstico, e a avaliação clínica é o que diferencia essas possibilidades.

    Quando se trata de enxaqueca, é comum haver dor pulsátil, piora com esforço, incômodo com luz e som e, por vezes, náuseas. Já algumas cefaleias podem vir com sinais autonômicos do mesmo lado, como lacrimejamento, vermelhidão ocular, nariz entupido ou escorrendo, e crises muito intensas. Por outro lado, dores relacionadas a inflamações nasais podem vir com congestão, secreção, dor/pressão facial e piora ao abaixar a cabeça, mas nem sempre.

    Quanto ao especialista, na maioria dos casos o melhor profissional para investigação e tratamento de dor de cabeça recorrente é o neurologista. Se houver muitos sintomas nasais importantes (obstrução, secreção purulenta, febre, dor facial predominante), o otorrinolaringologista também pode ser indicado. Um clínico geral ou médico de família pode fazer a triagem inicial e encaminhar conforme os achados, inclusive por telemedicina quando disponível.

    Sobre alívio imediato da dor, por segurança não é possível indicar um “remédio específico” ou doses sem avaliação, porque isso depende de histórico, alergias, outras doenças, uso de anticoagulantes, problemas gástricos e do padrão da dor. Em termos gerais, analgésicos comuns e anti-inflamatórios podem ajudar algumas pessoas, mas também podem ser inadequados em certas condições. Além disso, uso frequente de analgésicos pode piorar a cefaleia (cefaleia por uso excessivo de medicação), por isso vale buscar orientação médica se as crises estiverem se repetindo.

    Procure atendimento com urgência se houver algum sinal de alerta, como dor de cabeça súbita e explosiva (a “pior da vida”), febre alta ou rigidez no pescoço, desmaio, confusão, fraqueza ou dormência em um lado do corpo, alteração importante da visão, vômitos persistentes, crise após trauma, ou se a dor for progressivamente pior a cada dia. Se houver dor ocular intensa com olho muito vermelho e visão embaçada, também merece avaliação imediata.

    Mesmo em períodos de circulação de vírus respiratórios, a maior parte dos serviços mantém atendimento para queixas como cefaleia, e a telemedicina pode ser uma alternativa inicial para orientar investigação e conduta segura. Se a dor estiver forte e diferente do habitual, não adie a avaliação.


  • Tomei uma injeção betatrinta a uns 3 meses e desde então tenho tido muita insônia... É devido a inje

    Tomei uma injeção betatrinta a uns 3 meses e desde então tenho tido muita insônia... É devido a injeção? eu dormia muito bem e não tinha nenhum problema de sono antes de tomar essa injeção... É normal eu ainda estar sentindo esses efeitos? Quanto tempo ainda vai persistir?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Thiago Lopes

    A Betatrinta é uma formulação de corticosteroide (betametasona) de depósito, usada para reduzir inflamação em algumas situações. Corticosteroides podem, de fato, causar efeitos no sistema nervoso central, como agitação, ansiedade, irritabilidade e insônia, especialmente nos dias seguintes ao uso e, em algumas pessoas, mesmo após uma aplicação única.

    Em geral, quando a insônia é causada diretamente pelo corticosteroide injetável, ela tende a ser mais intensa nas primeiras semanas e vai diminuindo conforme o medicamento é metabolizado e o efeito anti-inflamatório sistêmico se reduz. Manter insônia importante por cerca de 3 meses não é o padrão mais comum; pode acontecer, mas vale investigar outras possibilidades, porque às vezes o corticosteroide funciona como um “gatilho” inicial (por exemplo, mudando o ritmo do sono por um período) e depois o problema passa a se manter por outros fatores, como estresse, mudanças de rotina, dor persistente, consumo de cafeína/energéticos, uso de descongestionantes/estimulantes, ou até condições clínicas e emocionais que também afetam o sono.

    Como orientação prática e segura, o mais adequado é procurar avaliação médica se a insônia está frequente e atrapalhando seu funcionamento durante o dia, porque é possível revisar: a dose e a via aplicadas, se houve outras medicações associadas, seu padrão atual de sono, e sinais de causas alternativas. Muitas vezes, um clínico geral, médico de família ou psiquiatra pode ajudar com essa avaliação; se houver dor, chiado no peito, rinite/alergia em tratamento ou outra condição que motivou o uso do corticosteroide, o especialista da área também pode contribuir.

    Procure atendimento com mais urgência se junto da insônia surgirem sintomas como agitação intensa, euforia ou tristeza marcante, pensamentos acelerados, palpitações importantes, falta de ar, ou piora importante do humor, porque corticosteroides podem, em algumas pessoas, desencadear alterações mais relevantes do sono e do estado emocional.

    Embora eu não consiga definir pela internet se “é da injeção” ou prever exatamente “quanto tempo ainda vai persistir”, pelo tempo de evolução que você descreve, a recomendação mais segura é não atribuir automaticamente apenas ao medicamento e fazer uma avaliação clínica para identificar e tratar os fatores que estão mantendo a insônia. Se quiser, você pode informar apenas em termos gerais se a insônia começou logo nos primeiros dias após a injeção ou semanas depois, e se houve alguma outra mudança (dor, estresse, cafeína, novos remédios), pois isso ajuda a entender o cenário sem substituir uma consulta.


  • Qual o melhor especialista para enxaqueca? Tenho apresentado dores no fundo dos olhos, com caracteri

    Qual o melhor especialista para enxaqueca? Tenho apresentado dores no fundo dos olhos, com caracteristicas semelhantes a de ressaca.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Thiago Lopes

    Para investigar e acompanhar enxaqueca, o especialista mais indicado, em geral, é o neurologista, preferencialmente com experiência em cefaleias (dor de cabeça). Em alguns casos, o oftalmologista também é importante, especialmente quando a queixa principal envolve dor “no fundo dos olhos”, porque há causas oculares que podem causar ou piorar dores nessa região.

    Dores atrás ou no fundo dos olhos podem ocorrer em crises de enxaqueca, que muitas vezes vêm com sensação pulsátil, piora com luz, ruídos, cheiros, esforço e podem se associar a náuseas. Algumas pessoas descrevem uma dor “como ressaca” ou uma sensação de “cabeça pesada”. No entanto, esse tipo de dor também pode aparecer em outras condições, como cefaleia tensional, sinusite (menos comum causar dor profunda ocular), alterações de refração (grau), olho seco, inflamações oculares e, em algumas situações, aumento da pressão intraocular. Por isso, quando há componente ocular marcante, vale a pena pensar em avaliação combinada.

    O que costuma orientar o melhor caminho é observar o padrão das crises: frequência, duração, intensidade, gatilhos, sintomas associados (náusea, sensibilidade à luz/som), e se há alterações visuais junto da dor (pontos luminosos, “zigue-zague”, embaçamento transitório). Um diário de dor de cabeça por algumas semanas ajuda muito na consulta, porque permite diferenciar padrões e direcionar a investigação.

    Procure atendimento com prioridade se houver sinais de alerta, como dor de cabeça súbita e muito intensa (diferente do habitual), febre e rigidez no pescoço, desmaio, confusão, fraqueza ou alteração de fala, piora progressiva importante, dor com olho vermelho e visão borrada, ou perda visual. Esses cenários precisam de avaliação imediata.

    De forma prática: se a suspeita é enxaqueca, agende um neurologista; se a dor é claramente “no olho” ou vem com visão turva, vermelhidão, fotofobia ocular intensa ou sensação de pressão ocular, inclua também um oftalmologista. Assim, você reduz a chance de deixar passar uma causa ocular e, ao mesmo tempo, conduz adequadamente a possibilidade de enxaqueca.


  • Estou com sintomas de vômito e mal estar, quanto tempo devo aguardar para ir ao medico?

    Estou com sintomas de vômito e mal estar, quanto tempo devo aguardar para ir ao medico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Thiago Lopes

    Vômitos e mal-estar podem ocorrer por causas benignas e autolimitadas, como gastroenterites virais, indisposição alimentar ou enxaqueca, mas também podem ser sinal de desidratação ou de problemas que exigem avaliação mais rápida. O tempo de espera depende principalmente da intensidade dos sintomas e da presença de sinais de alerta.

    Em geral, quando o vômito é leve, a pessoa consegue manter alguma hidratação (mesmo em pequenos goles) e não há outros sintomas importantes, costuma ser razoável observar por algumas horas e manter atenção à evolução ao longo de 24 horas. O ponto central é evitar desidratação e reconhecer piora.

    Procure atendimento no mesmo dia, sem aguardar, se houver qualquer um destes sinais: incapacidade de manter líquidos por mais de 6 a 8 horas; sinais de desidratação (boca muito seca, pouca urina ou urina bem escura, tontura importante, sonolência fora do habitual); vômitos repetidos e intensos; febre alta persistente; dor abdominal forte ou que piora; vômito com sangue ou com aspecto escuro tipo “borra de café”; fezes com sangue; dor de cabeça muito intensa, rigidez no pescoço, confusão ou desmaio; falta de ar; ou se houver suspeita de intoxicação/ingestão de substância. Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas (como diabetes, doença renal, uso de imunossupressores) devem ter avaliação mais precoce, porque desidratam e descompensam com mais facilidade.

    Se não houver sinais de alerta, mas os vômitos persistirem por mais de 24 horas, ou se o mal-estar estiver piorando, ou ainda se surgirem dor abdominal progressiva, febre ou diarreia intensa, é prudente procurar avaliação médica.

    Enquanto observa, a medida mais importante é tentar manter hidratação com pequenos goles frequentes. Se nem isso for possível, isso por si só já é motivo para não esperar.


  • Bom dia eu queria saber se Posso tomar o Complexo B hoje ,Pois ontem ingerir bebida alcoólica?

    Bom dia eu queria saber se Posso tomar o Complexo B hoje ,Pois ontem ingerir bebida alcoólica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Thiago Lopes

    Em geral, ter ingerido bebida alcoólica no dia anterior não impede, por si só, o uso de um suplemento de vitaminas do complexo B em dose usual. As vitaminas do complexo B são, em grande parte, hidrossolúveis e não costumam ter interação relevante com uma ingestão ocasional de álcool.

    Ainda assim, há alguns pontos importantes de orientação geral:

    1. Motivo do uso: muitas pessoas tomam “complexo B” por cansaço, “queda de imunidade” ou para “repor” após beber, mas nem sempre há deficiência de vitaminas. Se os sintomas persistirem, o ideal é investigar causas comuns como sono inadequado, estresse, alimentação, anemia, alterações da tireoide e outras condições, em vez de apenas suplementar.

    2. Estômago e efeitos adversos: se você ficou com gastrite, náuseas ou mal-estar após a bebida, alguns suplementos podem irritar o estômago. Nesses casos, costuma ser melhor evitar tomar em jejum e suspender se piorar a náusea.

    3. Atenção com doenças e remédios: se você tem doença hepática, usa muitos medicamentos, está grávida, ou usa remédios que podem interagir com certas vitaminas (por exemplo, alguns anticonvulsivantes ou quimioterápicos), vale confirmar com seu médico, pois a orientação pode mudar conforme o contexto.

    Procure avaliação médica com mais urgência se houver vômitos persistentes, dor abdominal forte, confusão, desmaio, pele ou olhos amarelados, ou se a ingestão de álcool foi muito intensa e você não consegue se hidratar ou se alimentar adequadamente.


  • Qual melhor o profissional devo procurar para tratar de ansiedade?

    Qual melhor o profissional devo procurar para tratar de ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Thiago Lopes

    Para ansiedade, o profissional mais indicado depende da intensidade dos sintomas, do impacto na rotina e se há outros sinais associados, mas em geral há três caminhos principais e frequentemente complementares.

    Em muitos casos, um psicólogo é a primeira opção, porque pode realizar uma avaliação do quadro e conduzir psicoterapia, que é uma das abordagens mais eficazes para ansiedade. Já o psiquiatra é o médico especialista quando a ansiedade está mais intensa, persistente, com crises frequentes, grande prejuízo no sono, no trabalho/estudos e nas relações, ou quando há necessidade de avaliar comorbidades e a possibilidade de tratamento medicamentoso. Um clínico geral ou médico de família também pode ser uma boa porta de entrada, especialmente para uma triagem inicial, checar causas físicas que podem piorar sintomas ansiosos (como alterações de tireoide, anemia, uso de estimulantes) e encaminhar para psicologia e/ou psiquiatria conforme a necessidade.

    Em termos de sinais de alerta, vale buscar avaliação com mais brevidade se houver ataques de pânico recorrentes, falta de ar importante, dor no peito, desmaios, uso crescente de álcool ou outras substâncias para “controlar” a ansiedade, ou se os sintomas estiverem impedindo atividades do dia a dia.

    Se houver sensação de risco imediato (por exemplo, ideia de se machucar) ou sintomas físicos intensos e súbitos, a orientação é procurar um serviço de urgência.

    De forma prática, muitas pessoas começam com psicólogo e, se necessário, associam acompanhamento com psiquiatra. Essa combinação costuma ser bem efetiva e segura quando indicada.


  • Nimesulida

    Tomei Nimesulida há mais de 6h. Posso tomar um copo de cerveja?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Thiago Lopes

    A nimesulida é um anti-inflamatório que é metabolizado no fígado e, embora muitas pessoas usem sem problemas, existe um risco conhecido de irritação do estômago e de efeitos hepáticos (no fígado). O álcool também pode irritar o estômago e sobrecarregar o fígado. Por isso, a combinação não é considerada ideal mesmo que tenham se passado algumas horas.

    Em geral, um copo de cerveja isolado, em alguém sem doença do fígado, sem gastrite ou úlcera, e que não esteja usando nimesulida por vários dias, tende a ter baixo risco, mas não é possível garantir segurança para todos, porque depende de fatores como dose usada, frequência, jejum, outras medicações e histórico de saúde.

    É mais prudente evitar álcool no mesmo dia em que usou nimesulida, especialmente se:
    - você está usando nimesulida por mais de 1-2 dias ou em doses repetidas
    - teve dor no estômago, azia, náuseas ou já tem gastrite/úlcera
    - tem histórico de hepatite, “gordura no fígado”, alteração de enzimas do fígado ou usa outros medicamentos que também exigem cautela hepática
    - houve consumo de álcool nas últimas 24-48 horas

    Procure atendimento se aparecerem sinais de alerta como dor abdominal forte, vômitos persistentes, fezes escuras, fraqueza intensa, pele ou olhos amarelados, urina muito escura, ou reação alérgica (inchaço, falta de ar, manchas pelo corpo).


  • Bom dia , fiz uso de cocaína foi pouco tempo de uso cerca de 2 a 3 dias , no último dia que usei tiv

    Bom dia , fiz uso de cocaína foi pouco tempo de uso cerca de 2 a 3 dias , no último dia que usei tive tarquecadia e desde então nunca mais fiz o uso , fiquei uma semana normal sem sentir nada de errado aí então minha pressão começou a ficar 15/9 - 16/9 me receitaram atenolol e losartana , gostaria de saber se cocaína faz ter pressão alta e se tem cura ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Thiago Lopes

    A cocaína pode, sim, elevar a pressão arterial e acelerar os batimentos cardíacos. Isso acontece porque ela estimula intensamente o sistema nervoso simpático, levando a contração dos vasos sanguíneos e aumento de “adrenalina”, o que pode causar picos de pressão e taquicardia. Em algumas pessoas, esses efeitos aparecem mesmo com uso por poucos dias.

    Em muitos casos, quando a pessoa interrompe o uso, a pressão e a frequência cardíaca tendem a voltar ao normal com o passar do tempo. Porém, nem sempre é possível afirmar à distância se a pressão alta que apareceu depois foi apenas um efeito transitório da droga ou se revelou uma hipertensão que já estava começando por outros motivos (hereditariedade, estresse, excesso de sal, sobrepeso, álcool, apneia do sono, entre outros). Por isso, costuma-se confirmar o diagnóstico com medidas repetidas em dias diferentes e, idealmente, com monitorização como MAPA (24 horas) ou MRPA (medidas em casa orientadas), conforme avaliação médica.

    Sobre “ter cura”: quando a elevação da pressão é apenas reacional e temporária (por exemplo, relacionada a substâncias ou estresse), ela pode normalizar após retirar o fator. Já a hipertensão arterial crônica geralmente é uma condição controlável, mas não necessariamente “curável” no sentido de desaparecer para sempre, e pode exigir acompanhamento e, às vezes, tratamento contínuo. O ponto principal é que, sem avaliação e acompanhamento, não dá para definir qual dessas situações está acontecendo.

    Um cuidado importante é que, em contexto de uso recente de cocaína, medicamentos que diminuem a frequência cardíaca como alguns betabloqueadores (ex.: atenolol) precisam ser avaliados com critério pelo médico, porque em situações agudas podem não ser a melhor escolha. Como você já está em uso por prescrição, o mais seguro é retornar ao serviço que prescreveu para revisar a conduta, confirmar a pressão com medidas padronizadas e ajustar o tratamento se necessário. Não interrompa ou ajuste por conta própria.

    Procure atendimento com urgência se houver dor no peito, falta de ar importante, desmaio, dor de cabeça muito intensa diferente do habitual, fraqueza ou dormência em um lado do corpo, alteração na fala ou visão, ou pressão muito alta sustentada (por exemplo, acima de 180/120) especialmente com sintomas.

    Manter abstinência de cocaína é fundamental, e também ajuda evitar outros estimulantes (energéticos, “pré-treinos”, anfetaminas), reduzir álcool e sal, dormir bem e acompanhar as medições. Um clínico geral ou cardiologista pode organizar essa investigação e orientar o seguimento com segurança.


  • Gostaria de saber se a ansiedade aumenta a tensão arterial? Queria também saber métodos para aprende

    Gostaria de saber se a ansiedade aumenta a tensão arterial?
    Queria também saber métodos para aprender a distinguir ansiedade de outro problema cardiovascular como sebos sintomas de um problema cardiovascular são sentidos ao mesmo tempo, dicas para poder tirar um peso da consciência.
    Gostava de saber se uma pessoa que passa quase todos os dias por sintomas de ataque cardíaco ou infarto se isso é possível sem algo acontecer ou se é mesmo ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Thiago Lopes

    A ansiedade pode, sim, aumentar a pressão arterial de forma transitória. Em situações de estresse, medo ou crise de ansiedade, o organismo libera adrenalina e outros mediadores que aceleram os batimentos, aumentam a força de contração do coração e contraem os vasos sanguíneos. Isso pode elevar a pressão por minutos ou horas. Em geral, esse aumento não significa “hipertensão fixa”, que é quando a pressão fica elevada de forma persistente ao longo do tempo e precisa ser confirmada com medições repetidas em repouso e, muitas vezes, com monitorização.

    Sobre diferenciar ansiedade de um problema cardiovascular, é importante entender que os sintomas podem se parecer e, às vezes, coexistir. A ansiedade costuma gerar um conjunto de sinais relacionados à ativação do sistema nervoso: sensação de aperto no peito, palpitações, falta de ar “que não completa”, tremor, suor frio, formigamentos (principalmente em mãos e ao redor da boca), tontura, náusea e uma sensação muito marcante de ameaça iminente. Em crises, é comum hiperventilar (respirar rápido e superficial), o que por si só pode causar dor torácica, formigamento e sensação de desmaio.

    Já quadros cardíacos exigem atenção especial quando a dor no peito é nova, intensa, em aperto ou pressão, dura mais de alguns minutos, piora com esforço e melhora com repouso, ou vem acompanhada de sinais de alarme como desmaio, falta de ar importante, sudorese fria intensa, palidez marcada, vômitos, confusão, ou irradiação para braço esquerdo, mandíbula, pescoço ou dorso. Esses elementos não fecham diagnóstico por texto, mas ajudam a reconhecer quando não é prudente “atribuir à ansiedade” sem avaliação.

    Quanto à sua pergunta sobre sentir “quase todos os dias sintomas de infarto” e nada acontecer: muitas pessoas com ansiedade, síndrome do pânico, hiperventilação e até refluxo gastroesofágico ou dores musculoesqueléticas podem ter sintomas repetidos por longos períodos que lembram problema cardíaco. Ao mesmo tempo, sintomas recorrentes não são garantia de que “nunca é do coração”. Por isso, o caminho mais seguro e que costuma tirar um peso grande da consciência é fazer uma avaliação médica organizada para estratificar risco cardiovascular e excluir causas relevantes. Quando essa avaliação é adequada e está normal, fica muito mais razoável direcionar o foco para ansiedade e fatores associados, sem ficar refém do medo a cada episódio.

    Procure atendimento com urgência (pronto-socorro) se houver dor torácica intensa ou diferente do habitual, falta de ar importante, desmaio, fraqueza súbita, confusão, ou dor no peito com irradiação e sudorese fria marcante, especialmente se ocorrer ao esforço ou em alguém com fatores de risco (tabagismo, diabetes, hipertensão, colesterol alto, histórico familiar, idade mais avançada).

    Se você tem passado por isso quase diariamente, vale priorizar uma consulta com clínico, cardiologista ou médico de família para uma avaliação completa e, em paralelo, discutir ansiedade de forma estruturada. Isso costuma ser o passo mais eficaz para reduzir o medo e recuperar segurança no dia a dia.


  • Há uns 2 anos, em um intervalo de mais ou menos seis em seis meses tenho tido crises de tontura, che

    Há uns 2 anos, em um intervalo de mais ou menos seis em seis meses tenho tido crises de tontura, chegando a ficar mais de 2 horas tonto e sem conseguir caminhar com equilíbrio. Da última vez que tive a crise minha pressão estava 18/9. Quero saber quais exames que devo fazer e qual especialista consultar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Thiago Lopes

    Crises recorrentes de tontura com duração de horas e piora do equilíbrio merecem avaliação médica, porque “tontura” pode ter origens diferentes e o tratamento depende de identificar o tipo e os fatores desencadeantes. Em termos gerais, há causas mais comuns ligadas ao ouvido interno (labirinto), a alterações de pressão arterial e circulação, a arritmias, a efeitos de medicamentos e também a condições neurológicas. O fato de, em uma crise, a pressão ter atingido 18/9 chama atenção: picos hipertensivos podem acompanhar mal-estar e tontura e, por si só, também precisam ser investigados e acompanhados.

    Para organizar a investigação, costuma ajudar separar dois cenários principais: vertigem (sensação de “tudo girando”, frequentemente com náuseas, piora com movimentos da cabeça e, às vezes, zumbido ou perda auditiva) sugere mais o ouvido interno; já sensação de desmaio iminente, escurecimento visual, palpitações, fraqueza ou piora ao levantar pode apontar mais para pressão, ritmo do coração ou causas circulatórias. Quando a tontura vem com dificuldade importante para andar, é especialmente importante excluir sinais de alerta neurológicos.

    Em relação a exames, não existe um “pacote único” para todos. Em geral, os primeiros passos são clínicos e direcionam quais exames fazem sentido. Com frequência, a avaliação inicial inclui medida de pressão em momentos diferentes e técnica correta, exame físico com testes de equilíbrio e, quando indicado, exame neurológico e otoneurológico. A partir daí, os exames mais comumente considerados (conforme a história e o exame) são: eletrocardiograma e, se houver suspeita de arritmia, Holter; exames de sangue básicos como hemograma, glicemia e função tireoidiana e eletrólitos; avaliação auditiva e testes vestibulares (quando há suspeita de causa do ouvido interno); e, em situações selecionadas, exames de imagem como ressonância do encéfalo ou outros, principalmente se houver sinais neurológicos associados ou padrão não compatível com causas benignas.

    Quanto ao especialista, uma rota prática costuma ser começar por um clínico geral ou médico de família (ou cardiologista, considerando o pico de pressão) para organizar o rastreio cardiovascular, revisar fatores de risco e medicamentos e decidir necessidade de monitorização. Se os sintomas forem mais típicos de vertigem e houver queixas auditivas (zumbido, ouvido tampado, redução de audição), um otorrinolaringologista com foco em otoneurologia é o mais adequado. Se houver sinais sugestivos de causa neurológica, ou se o exame levantar essa suspeita, o neurologista deve avaliar.

    Procure atendimento com urgência se, durante uma crise, aparecerem sinais como fraqueza ou dormência em um lado do corpo, alteração na fala, assimetria no rosto, visão dupla, dor de cabeça súbita e intensa diferente do habitual, desmaio, dor no peito, falta de ar importante, ou se a pressão permanecer muito elevada em medidas repetidas, especialmente acima de 18/11.

    Como orientação prática até a consulta, é útil anotar em um diário: início e duração das crises, sensação predominante (giro ou instabilidade), posição ou movimento que desencadeia, presença de náuseas/vômitos, zumbido ou perda auditiva, palpitações, e registrar a pressão e a frequência cardíaca no momento, se possível. Essas informações ajudam o médico a direcionar a investigação e evitar exames desnecessários.


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