Perguntas do paciente (86)
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Eu ando sentindo muita tonteira. O Otorrino passou os exames e não acusaram nada. Como Tenho Proble
Eu ando sentindo muita tonteira. O Otorrino passou os exames e não acusaram nada.
Como Tenho Problema de Ansiedade, fui na médica e ela disse que não é problema de ansiedade.
O que poderia ser isso? E qual médico devo procurar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Tontura é um sintoma muito comum e pode ter várias origens. Quando a avaliação com otorrinolaringologista e exames iniciais não mostram alteração, vale lembrar que nem toda tontura é “labirintite” e nem toda tontura tem relação com ansiedade. Em termos gerais, o próximo passo costuma ser ampliar a investigação para outras causas frequentes.
Entre os grupos de causas que mais aparecem na prática estão: alterações de pressão arterial (principalmente queda ao levantar, chamada hipotensão ortostática), desidratação e jejum prolongado; anemia e outras alterações do sangue; problemas de tireoide, glicemia e outras questões metabólicas; efeitos colaterais de medicamentos (inclusive para ansiedade, dor, pressão, alergias); distúrbios do sono e fadiga; enxaqueca vestibular, que pode dar vertigem ou sensação de desequilíbrio mesmo sem dor de cabeça típica; e, em alguns casos, alterações neurológicas ou cardiovasculares que precisam ser descartadas.
Alguns sinais ajudam a orientar o grau de urgência. Tonturas leves e intermitentes, relacionadas a ficar muito tempo sem comer, pouca hidratação, mudança rápida de posição ou períodos de estresse e sono ruim, com exame neurológico normal, frequentemente têm causa benigna. Já é importante procurar atendimento com mais rapidez, e de preferência em pronto atendimento, se houver qualquer um destes sinais: fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar, alteração visual importante, desmaio, dor de cabeça súbita muito forte, dor no peito, palpitações intensas, falta de ar, febre alta com rigidez de nuca, ou piora progressiva importante do equilíbrio.
Quanto a qual médico procurar, de modo geral a melhor porta de entrada é um clínico geral ou médico de família, porque consegue organizar a investigação e revisar medicações, sinais vitais e exames básicos. Dependendo do padrão da tontura e do que aparecer na avaliação, pode ser indicado encaminhamento para neurologista (se houver suspeita de enxaqueca vestibular, alterações neurológicas ou tontura persistente sem explicação) ou cardiologista (se houver palpitações, desmaios, quedas de pressão, sensação de “apagão” ou suspeita de arritmia). Se houver queixa associada de dor de cabeça recorrente, sensibilidade à luz, enjoo e crises que vão e voltam, o neurologista costuma ser particularmente útil.
Como orientação prática para a consulta, costuma ajudar levar um “diário” curto das crises: quando começou, duração, se é sensação de rotação (vertigem) ou mais “cabeça leve”, se piora ao levantar ou virar na cama, sintomas associados (náusea, zumbido, pressão no ouvido, dor de cabeça, palpitações), e uso de cafeína, álcool, energéticos e medicamentos. Isso aumenta bastante a chance de direcionar os exames corretos.
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Paracetamol abaixa pressão arterial? Pode tomar com pressão alta?
Paracetamol abaixa pressão arterial?
Pode tomar com pressão alta?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O paracetamol (acetaminofeno) não é um “remédio para pressão”, ou seja, não costuma ser usado com a finalidade de baixar a pressão arterial. Em geral, ele é considerado um analgésico e antitérmico (para dor e febre) que pode ser utilizado por muitas pessoas com hipertensão, justamente por não ter o mesmo efeito de alguns anti-inflamatórios em elevar a pressão.
Dito isso, estudos sugerem que, em algumas pessoas, principalmente com uso frequente e em doses mais altas por vários dias, o paracetamol pode ter efeito pequeno de aumentar a pressão arterial, e não de reduzir. Esse efeito, quando ocorre, tende a ser discreto, mas pode ser relevante em quem tem hipertensão difícil de controlar.
Na prática, para quem tem pressão alta, o paracetamol costuma ser uma opção preferível aos anti-inflamatórios (como ibuprofeno, diclofenaco, naproxeno), que podem elevar a pressão e interferir com alguns tratamentos. Ainda assim, é importante evitar uso contínuo sem orientação, respeitar a dose máxima diária indicada na embalagem ou pelo médico e ter atenção a combinações de “remédios para gripe” que já contêm paracetamol (para não somar doses sem perceber).
Procure avaliação médica se a pressão estiver persistentemente elevada, se houver dor no peito, falta de ar, fraqueza súbita, alteração da fala, confusão ou dor de cabeça intensa e diferente do habitual, pois esses são sinais de alerta que exigem atendimento imediato.
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Posso fazer musculação tenho hipertensão controlada? Posso treinar?
Posso fazer musculação tenho hipertensão controlada? Posso treinar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, pessoas com hipertensão bem controlada costumam poder praticar musculação, e o treinamento de força pode fazer parte de um estilo de vida saudável, desde que seja feito com orientação e alguns cuidados. A decisão final, porém, depende de uma avaliação clínica individual (pressão em repouso, presença de outras doenças, uso de medicamentos e risco cardiovascular), o que não é possível definir com segurança apenas por mensagem.
Na hipertensão, o ponto principal é que certos esforços aumentam a pressão arterial de forma mais intensa, especialmente quando se prende a respiração durante a força (manobra de Valsalva) e quando se usa cargas muito altas. Por isso, a musculação tende a ser mais segura quando é progressiva, com técnica correta, respiração contínua e controle do esforço, evitando “forçar no limite”.
Em geral, costuma ser mais tranquilo quando a pressão está consistentemente controlada, não há sintomas durante o exercício e o treino é bem orientado. Merece avaliação médica antes de intensificar ou iniciar, principalmente se houver histórico de dor no peito, falta de ar desproporcional, palpitações importantes, tontura/desmaio, doença cardíaca, AVC prévio, doença renal, ou se a pressão frequentemente “escapa” do alvo.
Procure atendimento imediato se, durante o treino, aparecer dor torácica, falta de ar intensa, desmaio, fraqueza súbita, alteração neurológica ou dor de cabeça súbita e muito forte.
Se você já acompanha com seu médico, vale alinhar com ele e, idealmente, treinar com profissional de educação física para ajustar carga, pausas e forma de execução. Também é útil medir a pressão regularmente e evitar treinar quando ela estiver claramente elevada.
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Ola tenho sindrome do panico e anciedade,pressao varia 13/11 11/9 14/10 fiz todos exames cardiacos
Ola tenho sindrome do panico e anciedade,pressao varia 13/11
11/9
14/10 fiz todos exames cardiacos e nao da nada.o que pode ser?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Em muitas pessoas com transtorno de ansiedade e síndrome do pânico, é comum ocorrerem picos de sintomas físicos que se parecem com problemas cardíacos, como palpitações, aperto no peito, falta de ar, tremores, sudorese e sensação de “pressão alta”. Isso acontece porque, durante a crise, há ativação do sistema de alerta do corpo (liberação de adrenalina), o que pode aumentar temporariamente a frequência cardíaca e elevar a pressão arterial.
Sobre os valores que você mencionou, é importante entender que a pressão pode variar ao longo do dia e também conforme estresse, dor, cafeína, falta de sono, atividade física, uso de descongestionantes/estimulantes, além da própria ansiedade. Em geral, medidas isoladas mais altas, especialmente durante momentos de tensão, não significam necessariamente hipertensão crônica. Por outro lado, diastólicas mais elevadas (o “número de baixo”) merecem ser acompanhadas com método correto, porque a ansiedade pode piorar leituras, mas não explica tudo em todas as pessoas.
Quando exames cardíacos estão normais, algumas causas frequentes para sintomas e variações de pressão incluem: ansiedade e pânico; má qualidade do sono e ronco/apneia; consumo de cafeína, energéticos, nicotina ou álcool; uso de alguns medicamentos (como descongestionantes nasais) e suplementos estimulantes; sedentarismo e ganho de peso; dor e tensão muscular; e, em menor número de casos, alterações hormonais ou metabólicas (por exemplo, tireoide), que costumam ser investigadas pelo clínico quando há suspeita.
O que costuma ajudar a esclarecer é medir a pressão de forma padronizada e fora do momento de crise: sentado, após 5 minutos de repouso, sem falar, com o braço apoiado na altura do coração, evitando café, cigarro e exercício nos 30 minutos anteriores. Muitas vezes o médico solicita um monitoramento como MAPA (24 horas) ou MRPA (medidas em casa por alguns dias), porque isso diferencia “picos por estresse” de hipertensão mantida.
Procure avaliação com clínico geral ou cardiologista para organizar esse acompanhamento e, em paralelo, é essencial tratar ansiedade/pânico com acompanhamento de saúde mental (psicoterapia, como terapia cognitivo-comportamental, e, quando indicado, tratamento medicamentoso prescrito em consulta). Tratar a ansiedade costuma reduzir bastante os sintomas físicos e as oscilações de pressão.
Sinais de alerta que justificam atendimento imediato são: dor no peito forte ou prolongada, falta de ar importante, desmaio, fraqueza em um lado do corpo, confusão, alteração súbita da fala/visão, ou pressão muito elevada de forma persistente acompanhada de mal-estar intenso.
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olá . há um ano passo por uma tensão muito grande , estou fazendo uso do Acertil de 10 mg, ontem
olá . há um ano passo por uma tensão muito grande , estou fazendo uso do Acertil de 10 mg, ontem estive em consulta com cardiologista e me receitou o Roxflin de5 para tomar a noite. estou tomando 2 Bromazepam ao dia também. Posso fazer uso dos 3 medicamentos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O uso simultâneo de mais de um medicamento pode ser possível em algumas situações, mas, neste canal, não é seguro confirmar se “pode” no seu caso específico, porque isso depende de fatores como sua pressão arterial, frequência cardíaca, função dos rins, outros remédios que você use, histórico de quedas ou tonturas e como você está reagindo.
De forma geral, é importante entender o papel de cada um:
* Acertil (perindopril) costuma ser usado para controle de pressão e proteção cardiovascular.
* Roxflin 5 mg (em alguns locais pode ser um medicamento com efeito sedativo/ansiolítico ou relacionado ao sono; o nome comercial pode variar e isso muda bastante o risco de interação).
* Bromazepam é um benzodiazepínico, com efeito ansiolítico e sedativo, podendo causar sonolência, lentificação, piora de reflexos e, em algumas pessoas, queda de pressão e risco de quedas, especialmente quando combinado com outros medicamentos que também sedam.
O principal ponto de atenção costuma ser a associação de dois medicamentos com efeito sedativo (por exemplo, bromazepam mais um remédio noturno para ansiedade ou sono). Essa combinação pode aumentar sonolência intensa, tontura, confusão, risco de quedas e, em situações específicas, depressão respiratória, sobretudo em pessoas mais idosas, com apneia do sono, uso de álcool ou outros sedativos.
Sinais de alerta que justificam procurar avaliação médica com urgência incluem desmaio, falta de ar importante, confusão mental acentuada, sonolência incapacitante, quedas, palpitações com mal-estar, ou pressão muito baixa com sintomas.
Como encaminhamento seguro: entre em contato com o cardiologista que prescreveu o Roxflin ou com o médico que acompanha o bromazepam para confirmar se a intenção foi manter o bromazepam junto, ajustar dose/horário ou substituir um pelo outro. Para essa checagem, tenha em mãos o nome do princípio ativo do Roxflin (na caixa ou na receita) e as doses/horários exatos que você está usando, porque isso é o que define o risco de interação.
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Estômago ruim e depressão pode ter relação? Faz mais de um mês que tudo que eu como me sinto empanzinada
Estômago ruim e depressão pode ter relação? Faz mais de um mês que tudo que eu como me sinto empanzinada e agora se não bastasse estou sentindo angustia e depressão. Tenho enxaqueca crônica com aura também. Será que essas doenças podem estar relacionadas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode haver relação, mas geralmente não é uma relação de “uma única causa” e sim de vias que se influenciam: intestino e cérebro conversam o tempo todo (eixo intestino-cérebro), e isso pode repercutir tanto em sintomas digestivos quanto em ansiedade, angústia e humor deprimido. Além disso, a enxaqueca (especialmente a crônica) costuma coexistir com sintomas gastrointestinais e com transtornos de ansiedade e depressão com mais frequência do que na população geral.
Quando o estômago “fica ruim” por mais de um mês, com sensação de empachamento após comer, as causas mais comuns são funcionais (por exemplo, dispepsia funcional) ou relacionadas ao ritmo do estômago e à sensibilidade do trato digestivo. Estresse, privação de sono, dor crônica e mudanças no humor podem aumentar a percepção de desconforto, alterar apetite e piorar refluxo, náuseas e empachamento. Por outro lado, sintomas digestivos persistentes também desgastam, interferem no sono e na alimentação e podem contribuir para angústia e tristeza. Em quem tem enxaqueca, isso pode formar um “ciclo”: dor e crises afetam sono e alimentação; o desconforto digestivo e a irregularidade alimentar podem facilitar crises; e o sofrimento emocional pode intensificar ambos.
Apesar dessa possível conexão, é importante não atribuir tudo automaticamente à “depressão” ou ao “estômago nervoso”, porque um mês de empachamento merece avaliação clínica para excluir causas orgânicas e revisar medicamentos. Alguns remédios usados para dor, enxaqueca e outros problemas (por exemplo, anti-inflamatórios, certos antidepressivos, suplementos) podem irritar o estômago, alterar o intestino ou dar náusea e sensação de estufamento.
Procure uma avaliação médica (clínico, gastroenterologista e também um profissional de saúde mental) se os sintomas persistem, porque é possível investigar e tratar de forma segura. Procure atendimento com mais urgência se houver sinais de alerta como perda de peso sem explicação, vômitos persistentes, sangue nas fezes ou fezes muito escuras, anemia, febre, dor abdominal forte ou progressiva, dificuldade para engolir, icterícia (pele ou olhos amarelados) ou se você estiver comendo cada vez menos por piora importante dos sintomas.
Sobre a angústia e “depressão”: se houver desesperança intensa, incapacidade de realizar atividades básicas, ou pensamentos de se machucar, isso é um sinal de alerta para buscar ajuda imediata com um serviço de urgência e avisar um adulto de confiança. Mesmo quando não há urgência, sintomas emocionais por semanas merecem cuidado, porque há tratamentos eficazes e quanto antes se avalia, melhor costuma ser o controle.
Em resumo, sim, enxaqueca crônica, sintomas digestivos e alterações de humor podem estar relacionados por mecanismos compartilhados e por influência mútua, mas como você está há mais de um mês com empachamento e agora com sofrimento emocional, o mais adequado é uma avaliação médica organizada para investigar causas digestivas, revisar medicações e, em paralelo, acolher e tratar os sintomas de ansiedade/depressão.
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Olá Senhores , Fui diagnosticado com Otite Serosa há 2 meses . Sensação de Orelha Tapada , Zumbido
Olá Senhores , Fui diagnosticado com Otite Serosa há 2 meses . Sensação de Orelha Tapada , Zumbido . Há cerca de 1 semana estou com Vertigem ( Sensação de Corpo Balançando , náuseas , e Desequilíbrio ao Andar . Gostaria de saber Se Otite Serosa Pode Causar esses Sintomas ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A otite serosa (também chamada de otite média com efusão) é a presença de líquido atrás do tímpano, geralmente por disfunção da tuba auditiva. Ela costuma causar sensação de ouvido tampado, pressão, estalidos e redução da audição; o zumbido também pode ocorrer. Em algumas pessoas, esse “desbalanço” de pressão e audição pode dar sensação de instabilidade ou leve tontura, especialmente ao mudar de posição.
Por outro lado, vertigem com náuseas e desequilíbrio ao andar, como você descreve, merece uma avaliação médica, porque nem sempre esses sintomas vêm apenas da otite serosa. Existem outras causas comuns de vertigem e tontura (do ouvido interno ou não) que podem aparecer junto, ou até serem a principal explicação, e o exame presencial é importante para diferenciar.
Em geral, preocupa menos quando a tontura é leve, breve e claramente associada a movimentar a cabeça ou levantar-se, sem outros sinais. Procure atendimento com mais urgência se houver algum sinal de alerta, como piora progressiva do equilíbrio, dificuldade importante para caminhar, dor de cabeça intensa e diferente do habitual, fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, alterações na fala ou visão, desmaio, febre alta, dor de ouvido intensa ou secreção no ouvido, ou perda auditiva súbita.
Como os sintomas começaram há cerca de uma semana e estão com náuseas e instabilidade ao andar, o mais prudente é ser reavaliado por um otorrinolaringologista (e, se estiver muito intenso ou com sinais de alerta, em um serviço de urgência). A consulta permite examinar o ouvido, avaliar o tímpano, realizar testes simples do equilíbrio e, se necessário, solicitar exames para esclarecer a causa e orientar o manejo de forma adequada.
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Oi, possuo TGA e faço uso do Luvox 50mg há 2 meses, sinto muito pouco os sintomas. O que mais me incomoda
Oi, possuo TGA e faço uso do Luvox 50mg há 2 meses, sinto muito pouco os sintomas. O que mais me incomoda atualmente é acordar com a sensação do coração acelerado, logo após de levantar passa. Não uso mais Rivotril há 1 mês, só de SOS, nesse mês foi apenas 1x. Ja fui ao cardiologista e meus exames foi ok. O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sensação de “acordar com o coração acelerado” pode acontecer mesmo com exames cardiológicos normais e, em pessoas com transtorno de ansiedade, costuma ter algumas explicações frequentes. Durante o despertar há um aumento natural de adrenalina e cortisol, que prepara o corpo para levantar e pode acelerar o coração por alguns minutos. Quando isso se soma a ansiedade (inclusive ansiedade antecipatória ao acordar), sono ruim, pesadelos, desidratação, cafeína, álcool, nicotina ou noites mal dormidas, a percepção dos batimentos pode ficar mais intensa. Além disso, após reduzir ou suspender benzodiazepínicos como o clonazepam (Rivotril), algumas pessoas podem ter um período de “rebote” de sintomas autonômicos (como palpitações ao despertar), que tende a ser transitório, especialmente quando o uso passa a ser apenas eventual.
No caso do Luvox (fluvoxamina), após cerca de 6 a 8 semanas muitas pessoas já percebem melhora, mas ajustes de dose e avaliação de efeitos no sono e na ativação matinal podem ser necessários. Isso não significa que “há algo grave”, e sim que é um ponto para ser revisado com o médico que acompanha sua ansiedade para diferenciar: palpitação ligada ao despertar e ansiedade; efeito colateral ou adaptação ao antidepressivo; qualidade do sono e rotina; e outras causas clínicas comuns (por exemplo, alterações de tireoide, anemia, desidratação, apneia do sono, uso de estimulantes). Não é possível definir a causa exata apenas por aqui, mas como seus exames cardiológicos estão normais e o sintoma é breve e melhora logo após levantar, muitas vezes o quadro é benigno e relacionado a fatores do despertar e do sistema nervoso autônomo.
O que costuma ajudar, de forma geral e segura, é observar padrões e reduzir gatilhos: manter horários regulares de sono; evitar cafeína e energéticos a partir da tarde; evitar álcool próximo ao horário de dormir; garantir hidratação adequada; e adotar uma rotina de desaceleração antes de deitar. Ao acordar, levantar mais lentamente, fazer algumas respirações lentas e profundas e evitar checar imediatamente batimentos ou pressionar-se para “controlar” o sintoma pode reduzir a perpetuação pela ansiedade. Registrar por 1 a 2 semanas em que dias acontece, duração, se houve cafeína/álcool, estresse, noites ruins, pode ser muito útil na consulta.
Como encaminhamento responsável, vale conversar com seu psiquiatra ou médico assistente para revisar: se o Luvox está na melhor dose para você, se há impacto no sono, e se é o momento de intensificar estratégias não medicamentosas (como psicoterapia, especialmente terapia cognitivo-comportamental, e técnicas de manejo da ansiedade). Também pode ser pertinente discutir se há necessidade de checar causas clínicas gerais, caso não tenha sido feito recentemente (por exemplo, hemograma e função tireoidiana), sempre a critério do seu médico.
Procure avaliação mais urgente se surgirem sinais de alerta como dor no peito, falta de ar importante, desmaio ou quase desmaio, palpitação que dure muitos minutos sem melhorar, batimentos muito irregulares, ou se os episódios passarem a ocorrer em repouso e com piora progressiva. Fora isso, como o sintoma é curto e você já foi ao cardiologista com exames normais, a próxima etapa mais razoável costuma ser alinhar o acompanhamento com o profissional que trata a ansiedade para ajustar o plano de cuidado.
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Minha mãe foi diagnosticada com ansiedade os remédios não estão fazendo o efeito esperado devo procurar
Minha mãe foi diagnosticada com ansiedade os remédios não estão fazendo o efeito esperado devo procurar um neuro como indicaram ou um cardiologista como tenho feito??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, “ansiedade” pode causar sintomas físicos importantes (palpitações, aperto no peito, falta de ar, tremor, tontura), e por isso é comum a pessoa acabar procurando cardiologista. Ao mesmo tempo, quando o diagnóstico principal é um transtorno de ansiedade e os medicamentos não estão trazendo o efeito esperado, quem costuma conduzir o ajuste do tratamento é o psiquiatra (e, em muitos casos, com apoio de psicoterapia).
O cardiologista é mais útil quando há necessidade de excluir ou acompanhar doença do coração, especialmente se existirem fatores de risco (hipertensão, diabetes, tabagismo, idade mais avançada, histórico familiar) ou se os sintomas sugerirem arritmia ou outra condição cardiovascular. Se ela já foi avaliada e os exames cardiológicos estão adequados, insistir apenas nessa via pode não resolver a origem do problema, embora o acompanhamento possa ser mantido se houver indicação clínica.
O neurologista costuma ser indicado em situações específicas, por exemplo, quando há queixas neurológicas associadas (desmaios, crises convulsivas, alterações de força ou sensibilidade, cefaleias novas e intensas, confusão), ou quando o médico suspeita de outra condição do sistema nervoso que possa mimetizar ansiedade. Para “ansiedade que não melhora” sem sinais neurológicos, o neurologista geralmente não é o primeiro especialista a ajustar o tratamento.
Como encaminhamento prático e seguro: se os remédios “para ansiedade” não estão funcionando como esperado, o caminho mais direto costuma ser retornar ao profissional que diagnosticou ou explainar o caso com um psiquiatra, para revisar diagnóstico, doses, tempo de uso, efeitos adversos, interações e a necessidade de psicoterapia. Muitos tratamentos levam algumas semanas para mostrar benefício e, às vezes, a falta de resposta tem a ver com dose, adesão, troca de medicação ou comorbidades (como depressão, uso de cafeína/álcool, problemas de sono, alterações hormonais), o que precisa de avaliação médica.
Procurem atendimento com urgência se houver dor no peito forte e persistente, falta de ar importante, desmaio, confusão, fraqueza súbita, ou pensamento de autoagressão. Fora disso, vale organizar uma consulta para reavaliação do tratamento com psiquiatria e manter cardiologia apenas se houver indicação ou exames pendentes.
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Tomei uma Benzetacil. Começou dores fortes na perna, espasmos musculares e caimbras. O que faço? Já
Tomei uma Benzetacil. Começou dores fortes na perna, espasmos musculares e caimbras. O que faço? Já faz 4 dias... é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após uma aplicação de Benzetacil (penicilina benzatina), é relativamente comum haver dor local importante na região da injeção, sensação de “perna pesada”, rigidez e até contraturas por irritação do músculo, porque é um medicamento de aplicação intramuscular profunda e mais “denso”. Em geral, esse desconforto melhora progressivamente em 24 a 72 horas.
Quando a dor é forte e persiste por 4 dias, especialmente acompanhada de espasmos e cãibras na perna, já não é algo para ser simplesmente “esperado” sem avaliação. Existem algumas possibilidades que precisam ser consideradas de forma presencial, como inflamação local mais intensa, irritação de nervos próximos, hematoma, ou, mais raramente, complicações relacionadas à aplicação (por exemplo, compressão por inchaço/hematoma ou infecção no local).
Procure atendimento médico ainda hoje se houver qualquer um destes sinais de alerta: aumento progressivo da dor em vez de melhora; vermelhidão, calor local, endurecimento crescente, secreção ou febre; dormência, formigamento importante, fraqueza, dificuldade para andar ou “pé caindo”; mudança de cor da perna ou do pé (muito pálido/arroxeado), pé frio, ou dor desproporcional ao toque; inchaço importante na perna; falta de ar ou dor no peito; sinais de alergia como urticária, inchaço de lábios/rosto ou chiado no peito.
Enquanto você organiza a avaliação, evite massagear profundamente o local e não force a perna. Um exame clínico é o melhor caminho para confirmar se é apenas reação inflamatória pós-injeção ou se há algo que exija conduta específica.
Como sua queixa já dura 4 dias e é descrita como “dor forte” com espasmos, a orientação mais segura é buscar avaliação presencial (pronto atendimento ou unidade de saúde), mesmo que não haja outros sintomas.
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Como resolver o problema de intestino preso causado pelo antidepressivo?
Como resolver o problema de intestino preso causado pelo antidepressivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A constipação intestinal pode acontecer com alguns antidepressivos porque eles podem reduzir a motilidade do intestino, alterar secreções e, em algumas pessoas, aumentar o tônus do esfíncter anal. Isso tende a ser mais comum com medicamentos de ação mais anticolinérgica (por exemplo, alguns tricíclicos) e também pode variar conforme a dose, a hidratação, a alimentação e o nível de atividade física.
Em muitos casos, medidas gerais já melhoram bastante. Vale priorizar rotina e hábitos: aumentar a ingestão de líquidos ao longo do dia; elevar gradualmente a quantidade de fibras na alimentação (frutas com casca, verduras, leguminosas, aveia, sementes), sempre junto com água para não piorar; manter atividade física regular; e tentar um horário fixo para ir ao banheiro, sem adiar a vontade. Para algumas pessoas, alimentos com efeito laxativo suave (como ameixa, mamão e kiwi) e fibras solúveis podem ajudar.
Quando a constipação persiste apesar dessas medidas, é importante conversar com o médico que prescreveu o antidepressivo. Não é recomendado suspender ou reduzir por conta própria, porque pode haver piora dos sintomas e efeitos de retirada. O médico pode avaliar alternativas como ajuste de dose, troca por outra medicação com menor impacto intestinal, ou a necessidade de um laxativo por tempo limitado e de forma segura, levando em conta suas condições de saúde e outros medicamentos em uso.
Procure avaliação com mais urgência se houver dor abdominal importante ou progressiva, vômitos, distensão abdominal marcada, sangue nas fezes, febre, perda de peso sem explicação, anemia, ou se você ficar vários dias sem evacuar e sem eliminar gases, pois esses sinais exigem exame clínico.
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Bom dia! Memoriol B6 serve para uma pessoa que tenha alta carga horária de estudo...por mais 8 hs...por
Bom dia!
Memoriol B6 serve para uma pessoa que tenha alta carga horária de estudo...por mais 8 hs...por dia , terei um bom resultado?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Memoriol B6 é um suplemento com vitaminas do complexo B (incluindo a B6) e, em algumas formulações, outros componentes. Em termos gerais, essas vitaminas participam do metabolismo energético e do funcionamento do sistema nervoso, mas isso não significa que aumentem a memória ou o desempenho cognitivo em quem já tem níveis adequados no organismo.
Na prática, o benefício tende a ser mais provável quando existe deficiência de vitaminas do complexo B (por exemplo, por alimentação inadequada, restrições alimentares importantes, alcoolismo, alguns problemas de absorção intestinal ou uso de determinados medicamentos). Nesses cenários, corrigir a deficiência pode melhorar sintomas como cansaço, irritabilidade e dificuldade de concentração. Já em pessoas sem deficiência, o “ganho” em estudo e memória costuma ser pequeno ou ausente, e não é possível garantir “bom resultado” apenas pelo uso do suplemento.
Também é importante lembrar que “muita carga de estudo” frequentemente se associa a fatores que impactam mais o rendimento do que qualquer vitamina, como sono insuficiente, estresse, ansiedade, pausas mal planejadas, hidratação e alimentação irregular. Ajustes nesses pontos costumam ter efeito mais consistente na atenção e na memorização.
Quanto à segurança, apesar de vitaminas parecerem inofensivas, doses elevadas e uso prolongado, especialmente de B6, podem causar efeitos adversos em algumas pessoas. Por isso, antes de usar por conta própria, é prudente conversar com um médico ou nutricionista para avaliar se há indicação e se faz sentido investigar deficiência (e também para evitar uso desnecessário).
Procure avaliação com mais prioridade se, além da dificuldade de concentração, houver fadiga intensa persistente, perda de peso, palpitações, tonturas frequentes, alteração de sensibilidade/formigamentos, tristeza importante ou ansiedade marcante, porque esses sintomas podem ter outras causas que merecem investigação adequada.
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Pessoas com fibromialgia pode tomar a vacina da febre amarela?
Pessoas com fibromialgia pode tomar a vacina da febre amarela?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, a fibromialgia, por si só, não é considerada uma contraindicação para a vacina contra febre amarela. A fibromialgia é uma condição de dor crônica e hipersensibilidade, mas não costuma causar imunossupressão. Assim, muitas pessoas com fibromialgia podem ser vacinadas normalmente, especialmente se vivem ou vão viajar para áreas com recomendação de vacinação.
O ponto mais importante é que a vacina da febre amarela é feita com vírus vivo atenuado. Por isso, as contraindicações e precauções costumam estar relacionadas não ao diagnóstico de fibromialgia, mas a situações como imunodeficiência ou uso de medicamentos imunossupressores (por exemplo, alguns corticoides em doses elevadas e prolongadas, certos imunobiológicos, quimioterapia), além de outras condições específicas.
Também é comum que algumas pessoas com fibromialgia relatem maior sensibilidade a reações inespecíficas pós-vacina, como dor no corpo, mal-estar e febre baixa, que podem ser confundidas com “piora” dos sintomas. Isso não significa, necessariamente, complicação, mas vale observar a evolução.
Procure orientação médica antes de vacinar se houver alguma destas situações: uso de medicações que reduzem a imunidade; doenças autoimunes associadas; histórico de alergia grave a dose anterior ou a componentes da vacina; transplante; câncer em tratamento; HIV com imunidade comprometida; ou se houver dúvida sobre idade e condições clínicas (por exemplo, idosos podem ter avaliação individualizada para essa vacina). Se surgirem sinais importantes após a vacinação, como febre alta persistente, falta de ar, icterícia, confusão, sangramentos ou piora intensa do estado geral, a avaliação deve ser imediata.
Na prática, quem tem fibromialgia e não tem contraindicações relacionadas ao sistema imune costuma poder receber a vacina, especialmente quando há risco de exposição ao vírus. Para a decisão mais segura, leve sua lista de medicamentos e comorbidades para avaliação em consulta ou em um serviço de vacinação com triagem clínica.
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Tenho gastrite e esofagite erosiva, posso comer pipoca?
Tenho gastrite e esofagite erosiva, posso comer pipoca?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em gastrite e, principalmente, em esofagite erosiva, a tolerância aos alimentos varia bastante, mas a pipoca costuma ser um alimento que pode piorar sintomas em parte das pessoas por alguns motivos: é rica em fibras mais “grossas” e pode irritar uma mucosa já inflamada; costuma ser consumida em grande volume; e frequentemente vem acompanhada de gordura (manteiga, óleo), sal em excesso e, às vezes, condimentos, que podem aumentar azia, queimação e refluxo.
De modo geral, se você estiver sem sintomas e sua doença estiver controlada, algumas pessoas conseguem consumir pipoca em pequena quantidade, preferindo versões mais “simples”: pipoca feita ao ar (sem óleo) ou com pouco óleo, sem manteiga, sem pimenta e sem temperos fortes. Ainda assim, vale observar se ela desencadeia queimação no peito, gosto amargo na boca, dor no estômago, arroto frequente ou sensação de alimento “voltando”. Se isso acontecer, é um sinal de que, para você, a pipoca não está sendo bem tolerada no momento.
Procure avaliação com seu gastroenterologista se os sintomas estiverem frequentes ou se houver sinais de alerta, como dificuldade ou dor para engolir, vômitos persistentes, perda de peso sem explicação, fezes escuras ou vômito com sangue, pois nesses casos é importante reavaliar o controle da esofagite e da gastrite.
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Sobre o tema de efeito paradoxal. Eu tomo certas substâncias que normalmente provocam insônia nas pessoas
Sobre o tema de efeito paradoxal. Eu tomo certas substâncias que normalmente provocam insônia nas pessoas e em mim não provoca efeito algum, pelo contrário. Tomo guaraná em pó e em seguida durmo tranquilamente, Tomo red bull e sinto sono. Tomo café e durmo tranquilo também. É normal isto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É possível, sim, que algumas pessoas sintam pouco efeito estimulante ou até sonolência após cafeína e produtos semelhantes. Isso não significa, por si só, doença, mas costuma ter explicações fisiológicas e de hábito.
Em termos gerais, substâncias como café, guaraná e bebidas energéticas têm como principal estimulante a cafeína. Ela tende a aumentar o estado de alerta ao bloquear receptores de adenosina (uma molécula ligada à sensação de “cansaço”). O que varia bastante entre as pessoas é como o organismo absorve, metaboliza e responde a essa cafeína.
Alguns motivos comuns para esse “efeito paradoxal” incluem: tolerância (uso frequente faz o cérebro se adaptar, reduzindo a percepção de estímulo); metabolismo individual (há pessoas que eliminam a cafeína mais rápido ou mais lentamente, por fatores genéticos e também por medicações, tabagismo e condições clínicas); dose e forma de consumo (quantidade real de cafeína muda muito entre café coado, espresso, guaraná em pó e energéticos, além do tamanho da porção); e contexto do cansaço (se a pessoa já está com privação de sono, a cafeína pode “não dar conta” e o sono aparecer mesmo assim). No caso dos energéticos, também é comum haver queda de energia depois de um pico inicial, principalmente se houver açúcar em grande quantidade, o que pode contribuir para sensação de sonolência em algumas pessoas.
Também vale considerar que “sentir sono” não é exatamente o mesmo que “dormir melhor”. Em algumas pessoas, a cafeína pode mascarar o cansaço por um tempo e, horas depois, atrapalhar a qualidade do sono (mais despertares, sono mais superficial), mesmo que a pessoa adormeça facilmente. Ou seja, a percepção imediata pode enganar.
Em geral, tende a ser uma variação normal quando isso acontece sem outros sintomas relevantes. Já é prudente buscar uma avaliação clínica se houver sinais de alerta como sonolência excessiva durante o dia a ponto de cochilar sem querer; ronco alto com pausas na respiração ou engasgos noturnos; despertares frequentes não explicados; necessidade de cafeína em grandes quantidades para “funcionar”; palpitações, tremores, ansiedade importante, dor no peito; ou se houver queda de rendimento, alterações de humor marcantes ou episódios de adormecer em situações de risco.
Como orientação geral, uma forma segura de observar o padrão é reduzir a frequência e evitar cafeína nas 6 a 8 horas antes de dormir (algumas pessoas precisam de mais tempo) e comparar a qualidade do sono ao longo de alguns dias. Se a sonolência após essas bebidas for frequente e atrapalhar sua rotina, vale conversar com um médico (clínico geral ou especialista em sono) para investigar hábitos, qualidade do sono e possíveis fatores associados, sem que isso signifique necessariamente algo grave.
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Devido a tontura quando caminho, o otorrino me solicitou o exame de eletrovectonistagmografia,cujo laudo
Devido a tontura quando caminho, o otorrino me solicitou o exame de eletrovectonistagmografia,cujo laudo foi o seguinte: Alteração Labirintica Periferica deficitária bilateral. O que significa?
gratoRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A eletrovectonistagmografia (EVENG) é um exame que avalia, de forma indireta, como o sistema do equilíbrio funciona, principalmente a parte periférica do equilíbrio, que fica no ouvido interno (labirinto) e o reflexo que liga labirinto e olhos (por isso o exame mede movimentos oculares).
Quando o laudo descreve “alteração labiríntica periférica deficitária bilateral”, em termos gerais, isso costuma significar que há sinais de redução da resposta dos dois labirintos (direito e esquerdo) aos estímulos do exame. Em outras palavras, o teste sugere uma “hipofunção” do sistema vestibular periférico em ambos os lados, e não uma alteração de origem central (cérebro) como primeira hipótese do exame.
Esse tipo de achado pode se relacionar a sintomas como instabilidade, sensação de desequilíbrio ao andar, piora em ambientes escuros ou em terrenos irregulares, e dificuldade maior quando há movimentos de cabeça. Em muitos casos, não dá para concluir a causa apenas com o resultado do exame, porque várias condições podem levar a uma resposta reduzida bilateralmente (por exemplo, algumas inflamações do labirinto, efeitos de certos medicamentos que podem afetar o ouvido interno, alterações metabólicas, envelhecimento do sistema vestibular, entre outras possibilidades). O EVENG indica o “padrão” de funcionamento, mas a interpretação final depende da história clínica, do exame físico e, quando necessário, de outros exames complementares.
Em relação à tontura ao caminhar, vale comentar que a sensação de “tontura” pode ter origens diferentes. Quando a principal queixa é desequilíbrio na marcha, além do labirinto, também é importante que o médico correlacione com visão, sensibilidade dos pés (neuropatias), pressão arterial (queda de pressão), anemia, glicemia e algumas causas neurológicas. Por isso, o laudo ajuda, mas não é uma resposta isolada.
Procure retorno com o seu otorrinolaringologista para correlacionar o resultado com seus sintomas e com o exame em consultório. Em geral, quando há hipofunção vestibular periférica bilateral, uma linha de cuidado frequentemente considerada pelo médico é a reabilitação vestibular (fisioterapia do equilíbrio), além de investigar e tratar fatores associados quando existirem, mas isso deve ser individualizado na consulta.
Sinais de alerta que justificam avaliação mais urgente incluem fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar, visão dupla, desmaio, dor de cabeça súbita e intensa, dor no peito, falta de ar importante ou queda com trauma. Nessas situações, é recomendada avaliação imediata em serviço de urgência.
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Pode tomar o leite de magnésio em jejum?
Pode tomar o leite de magnésio em jejum?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, o leite de magnésio pode ser tomado em jejum, mas isso depende do motivo do uso e de como o seu organismo tolera.
O que costuma acontecer é que, em jejum, algumas pessoas podem ter mais desconforto gastrointestinal, como náuseas, cólicas, sensação de “embrulho” no estômago ou diarreia mais intensa. Por isso, muitos preferem tomar após uma refeição ou com um lanche e um copo de água, para reduzir irritação gástrica.
Também é importante lembrar que “leite de magnésio” é um termo usado para diferentes finalidades:
- Como laxante, ele puxa água para o intestino e pode funcionar mesmo em jejum, mas pode causar evacuação mais rápida e líquida.
- Como antiácido, pode aliviar azia, mas em algumas pessoas o uso em jejum pode não ser o mais confortável.
- Atenção a situações em que é melhor evitar o uso sem orientação: doença renal, idosos frágeis, desidratação, uso frequente ou prolongado de laxantes, dor abdominal importante, vômitos, sangue nas fezes, perda de peso sem explicação ou alteração recente e persistente do hábito intestinal. Nesses cenários, o ideal é avaliação médica.
Se a dúvida for porque você usa diariamente ou por muitos dias seguidos, vale conversar com um médico para investigar a causa da constipação ou da azia e definir a opção mais segura.
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O uso do Memoriol b6 , pode trazer algum risco futuro? e para quem é indicado?
O uso do Memoriol b6 , pode trazer algum risco futuro? e para quem é indicado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Memoriol B6 é um suplemento que contém vitamina B6 (piridoxina), às vezes associado a outros componentes conforme a formulação comercial. Em termos gerais, vitamina B6 é um nutriente essencial, envolvido no funcionamento do sistema nervoso, na produção de neurotransmissores e no metabolismo de proteínas.
Sobre riscos futuros, o principal ponto é que “vitamina” não significa “isento de risco”. Em doses adequadas, a B6 costuma ser segura para a maioria das pessoas. O problema aparece quando há uso prolongado e em doses altas, acima do necessário, porque a piridoxina em excesso pode causar efeitos adversos, especialmente no sistema nervoso periférico, como formigamentos, dormência, queimação ou perda de sensibilidade em mãos e pés, além de desequilíbrio ou dificuldade para caminhar. Esses sinais devem ser valorizados, porque podem indicar toxicidade por excesso de B6. Também podem ocorrer náuseas e desconforto gastrointestinal, dependendo da dose e da sensibilidade individual.
Para quem é indicado: de forma geral, a suplementação de B6 faz mais sentido quando há deficiência confirmada ou forte suspeita clínica de baixa ingestão ou maior necessidade. Isso pode acontecer, por exemplo, em pessoas com dieta muito restrita, alcoolismo, algumas condições de má absorção intestinal, ou uso de certos medicamentos que interferem no metabolismo de vitaminas. Em outras situações, a vitamina B6 pode ser usada como parte de orientação médica para condições específicas, mas a indicação e a dose devem ser individualizadas, porque nem sempre o sintoma do paciente tem relação com falta de B6, e “tratar por tentativa” com altas doses pode trazer mais risco do que benefício.
Como orientação prática e segura: se a ideia é usar por conta própria e por tempo prolongado, é prudente conversar com um médico ou nutricionista para avaliar a real necessidade, a dose diária total (incluindo outros polivitamínicos), o tempo de uso e possíveis interações. Procure avaliação com prioridade se, durante o uso, surgirem formigamentos, dormência, dor em queimação, perda de sensibilidade, fraqueza ou instabilidade ao andar, ou se houver doença renal, gestação, lactação ou uso de múltiplos suplementos.
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Oi, tenho 21 anos estudo no período da noite e faço um estágio pela manhã, por mais que eu estude
Oi, tenho 21 anos estudo no período da noite e faço um estágio pela manhã, por mais que eu estude sempre acabo esquecendo de boa parte do conteúdo, resultando em notas baixas , gostaria de saber se isso esta relacionado a alguma doença? e se o uso de vitaminas como o memoriol b6 ajudaria? !
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Esquecer parte do conteúdo apesar de estudar é uma queixa muito comum em pessoas com rotina intensa, sono reduzido e alto nível de estresse. Na maioria das vezes, isso não significa “uma doença neurológica”, e sim uma combinação de fatores que prejudicam atenção, consolidação da memória e capacidade de recuperação mental ao longo do dia.
Em termos gerais, a memória depende de três etapas: conseguir prestar atenção (entrada da informação), conseguir organizar e compreender (processamento) e conseguir fixar, principalmente durante o sono (consolidação). Quando há privação de sono, cansaço crônico, alimentação irregular, ansiedade, sobrecarga de tarefas, uso excessivo de cafeína/energéticos ou até uso de telas até tarde, a etapa mais afetada costuma ser a atenção e a consolidação. Nesses cenários a pessoa até “estuda”, mas o cérebro não registra e não fixa tão bem, e isso aparece como esquecimento e dificuldade em provas.
Dito isso, existem situações clínicas que podem contribuir para piora de memória e concentração e merecem avaliação, como: anemia (incluindo deficiência de ferro), deficiência de vitamina B12 e folato, hipotireoidismo, distúrbios do sono (por exemplo, ronco com apneia), sintomas de ansiedade ou depressão, efeitos de medicamentos, e uso de álcool ou outras substâncias. Também é comum que quadros de desatenção importantes desde a infância/adolescência (como no transtorno de déficit de atenção) só fiquem mais evidentes na vida adulta quando a demanda aumenta, mas isso não pode ser concluído apenas por relato em canal público.
Sobre “vitaminas” e produtos como Memoriol B6: a vitamina B6 e o complexo B só tendem a ajudar de forma clara quando existe deficiência nutricional comprovada ou risco aumentado de carência. Em pessoas sem deficiência, não há garantia de melhora de memória, e o uso indiscriminado pode dar uma falsa sensação de tratamento e atrasar a correção do fator principal (frequentemente sono e rotina). Além disso, doses altas e uso prolongado de vitamina B6 podem causar efeitos adversos, inclusive sintomas neurológicos (como formigamentos), por isso não é ideal usar por conta própria de forma contínua.
O mais prudente é procurar um clínico geral ou médico de família para uma avaliação global e, se necessário, solicitar exames básicos conforme a história (por exemplo hemograma, ferritina/ferro, vitamina B12, TSH, glicemia, entre outros), além de conversar sobre sono, saúde mental e hábitos. Vale buscar avaliação mais cedo se houver sinais de alerta como piora progressiva rápida, desorientação, confusão, dificuldade importante para tarefas simples do dia a dia, desmaios, cefaleia intensa nova, alterações neurológicas (fraqueza, fala enrolada), ou se a queixa vier acompanhada de sofrimento emocional importante.
Enquanto você organiza essa avaliação, costuma ajudar revisar alguns pontos gerais: quantidade e qualidade de sono na maioria das noites, regularidade alimentar e hidratação, reduzir estudo “maratona” e preferir revisões espaçadas, testar-se com questões/resumos ativos (em vez de apenas reler), e observar se ansiedade antes de prova está interferindo na atenção.
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O que significa o exame ÍNDICE DE SATURAÇÃO DA TRANSFERRINA ? Isso pode identificar anemia?
O que significa o exame ÍNDICE DE SATURAÇÃO DA TRANSFERRINA ? Isso pode identificar anemia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O índice de saturação da transferrina (IST), também chamado de saturação da transferrina, é um exame que estima quanto “do transportador de ferro” no sangue (a transferrina) está ocupado por ferro. Em termos simples, ele ajuda a entender se há ferro circulante suficiente para ser levado até a medula óssea, onde as hemácias são produzidas.
Em geral, o IST é calculado a partir do ferro sérico e da capacidade total de ligação do ferro (TIBC) ou transferrina: quando o ferro disponível está baixo em relação à capacidade de transporte, a saturação cai; quando há muito ferro em relação à capacidade, a saturação sobe.
Isso pode identificar anemia?
Ele não “diagnostica anemia” sozinho. Anemia é definida principalmente pelo hemograma (especialmente hemoglobina e hematócrito) e pelo aspecto das hemácias (por exemplo, VCM e RDW). O IST é um exame complementar, útil para investigar a causa, principalmente quando se suspeita de alterações do metabolismo do ferro.
Como o IST costuma ser interpretado em conjunto
IST baixo sugere pouca disponibilidade de ferro e pode ocorrer em deficiência de ferro (uma das causas mais comuns de anemia), mas também pode aparecer em situações inflamatórias ou infecciosas, em que o organismo reduz a disponibilidade de ferro (anemia da inflamação).
IST alto pode ocorrer quando há excesso de ferro ou maior liberação de ferro, e pede correlação com outros exames (como ferritina) e com a história clínica.
Quais exames costumam completar a avaliação
Para investigar anemia e diferenciar causas, em geral se combinam: hemograma completo; ferritina (estoque de ferro); ferro sérico; transferrina ou TIBC; e, em alguns casos, reticulócitos e marcadores de inflamação (como PCR), além de vitamina B12 e folato dependendo do padrão do hemograma.
Quando é importante procurar avaliação médica com mais prioridade
Se houver sintomas como cansaço importante, falta de ar aos esforços, palpitações, tonturas frequentes, desmaios, sangramento (gengivas, fezes escurecidas, urina com sangue) ou menstruação muito intensa e persistente, é recomendável uma avaliação médica para interpretar os resultados no contexto e definir a investigação adequada.
Perguntas frequentes
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Olá! Um médico dermatologista pode tratar uma verruga na região perianal? notei uma pequena verruga
Se for uma "verruga", pode sim. Se for diagnóstico proctológico,…