Perguntas do paciente (839)

  • Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet

    Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.

    Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.

    Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.

    Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Eduardo Martino Fonseca

    Olá! Pelo que você descreve, esse pensamento hipotético, por si só, não significa que você ainda tenha sentimentos por essa pessoa ou que tenha feito algo errado novamente. Pensamentos não são escolhas nem provas de desejos ocultos. Em pessoas com TOC, é comum surgir uma dúvida, seguida de culpa e de uma necessidade intensa de descobrir o que aquele pensamento "significa", o que pode alimentar ainda mais o ciclo obsessivo. Talvez a questão mais importante seja justamente aprender a não transformar cada pensamento em uma investigação sobre quem você é ou sobre o que realmente sente. Você pode reconhecer o pensamento e deixá-lo passar, sem tentar encontrar uma certeza absoluta sobre ele. A culpa pela infidelidade passada também merece ser elaborada, especialmente porque você já assumiu o erro, pediu perdão e reconstruiu a relação. Se sentir que esse ciclo de culpa e questionamentos está tomando muito espaço, podemos conversar melhor sobre isso em um processo terapêutico, inclusive pensando em estratégias específicas para o TOC.

    Um abraço,
    Vinicius.


  • Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso ne

    Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso nela todo dia, até cheguei a namorar outra pessoa depois, mas nunca me senti feliz com o meu relacionamento recente

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Eduardo Martino Fonseca

    Olá! Parece que essa história ficou aberta dentro de você. Quando alguém permanece tão presente na nossa mente por tantos anos, é comum idealizarmos a pessoa e imaginar como teria sido a vida se as coisas tivessem acontecido de outra maneira. Talvez exista aí uma mistura de saudade, culpa pelo que aconteceu e, principalmente, uma relação que nunca teve a oportunidade de chegar ao fim de verdade. Isso não significa necessariamente que ela seja "a pessoa certa" ou que você ainda precise estar com ela, mas mostra que existe algo nessa história que ainda precisa ser elaborado. Se você sente que isso continua influenciando seus relacionamentos e sua capacidade de seguir em frente, podemos conversar melhor sobre isso em um processo de psicoterapia e entender o que essa pessoa representa para você hoje.

    Um abraço,
    Vinicius.


  • Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.

    Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Eduardo Martino Fonseca

    Olá! É natural lembrar de pessoas que já morreram e sentir tristeza ou pena, especialmente quando essas lembranças despertam saudade ou fazem você pensar sobre a própria vida. O importante é perceber se essas recordações estão apenas aparecendo de vez em quando ou se estão ocupando sua mente constantemente e causando sofrimento. Se isso acontece com muita frequência, podemos conversar melhor sobre o que essas lembranças representam para você e como lidar com esses pensamentos de uma forma mais tranquila. Se desejar, será um prazer acompanhá-lo nesse processo como psicanalista.

    Um abraço,
    Vinicius.


  • Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando

    Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Eduardo Martino Fonseca

    Olá! O que você descreve pode estar relacionado a uma dificuldade de regulação emocional que acabou encontrando no celular e na pornografia uma forma rápida de aliviar tensão, ansiedade ou desconforto, e isso pode se transformar em um comportamento compulsivo. O mais indicado é procurar um psicólogo ou psicanalista com experiência em compulsões e sexualidade, para compreender o que está por trás desse comportamento e quais funções ele passou a cumprir na sua vida. O tratamento não se resume simplesmente a "parar de assistir pornografia", mas envolve entender os gatilhos, os sentimentos e os padrões que mantêm a compulsão, além de desenvolver outras formas de lidar com eles. Se você sente que perdeu o controle sobre isso, podemos conversar melhor em uma sessão e compreender juntos o que está acontecendo e quais caminhos podem fazer sentido para você.

    Um abraço,
    Vinicius.


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Eduardo Martino Fonseca

    Olá! Quem convive com um animal de estimação sabe que ele também faz parte da família, e a perda pode ser tão dolorosa quanto a de qualquer vínculo importante. Percebo que, além da saudade, você tem carregado muita culpa, imaginando diferentes formas de como tudo poderia ter sido evitado. Esse tipo de pensamento é muito comum no luto, mas nem sempre corresponde ao que realmente estava ao nosso alcance. Talvez, aos poucos, o desafio seja trocar a pergunta "o que eu poderia ter feito?" por "como foi o amor que vivemos durante esses anos?". Se essa dor continua tão intensa a ponto de afetar seu dia a dia, conversar sobre esse luto pode ajudar a atravessar esse processo com mais acolhimento.

    Um abraço,
    Vinicius.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Eduardo Martino Fonseca

    Olá! Carregar a sensação de que tudo depende de você é muito cansativo. Muitas vezes, esse sentimento faz com que a gente assuma responsabilidades que nem sempre são nossas e viva com medo de falhar. Aos poucos, é importante lembrar que você não precisa dar conta de tudo sozinho(a). Pergunte a si mesmo: o que realmente está nas minhas mãos e o que eu não posso controlar? Se essa sensação tem sido constante, conversar sobre isso em terapia pode ajudar a entender de onde ela vem e encontrar uma forma mais leve de lidar com esse peso.

    Um abraço,
    Vinicius.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Eduardo Martino Fonseca

    Olá! Sim, o fim de um relacionamento pode ser vivido como um verdadeiro processo de luto. Afinal, não é apenas a perda da pessoa, mas também dos planos, da rotina e do futuro que vocês imaginavam juntos. Não existe uma forma de acelerar essa dor, mas permitir-se senti-la, sem tentar fugir ou se cobrar para "superar logo", costuma ser um passo importante. Com o tempo, a tendência é que a saudade dê lugar a novas possibilidades. Se perceber que esse sofrimento está muito intenso ou prolongado, a psicoterapia pode ser um espaço seguro para atravessar esse momento com mais apoio.

    Um abraço,
    Vinicius.


  • Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Eduardo Martino Fonseca

    Olá! Pode parecer que a dor é pelos objetos, mas muitas vezes ela está ligada ao que eles representavam: lembranças, momentos importantes e uma parte da sua história. Quando essas perdas acontecem sem a nossa autorização, é natural sentir tristeza, raiva e até uma sensação de invasão. Permita-se reconhecer esse sentimento, sem pensar que é um exagero. O valor afetivo desses objetos é real. Se essa perda continua machucando muito, conversar sobre ela pode ajudar a elaborar esse luto e ressignificar essas memórias.

    Um abraço,
    Vinicius.


  • Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes)

    Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes) e eu descobri ontem com um ano juntos q eles são irmãos, e meu namorado pediu um tempo. Estou com medo de terminarmos, eu me sinto muito culpada. E ele é o único apoio que tenho (eu tenho autismo e depressão) e sem ele sinto que tudo vai desmoronar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Eduardo Martino Fonseca

    Olá! Pelo que você contou, parece que a culpa está ocupando um espaço muito maior do que os fatos. Você teve essas conversas antes mesmo de conhecer seu namorado, então não houve uma quebra de confiança da sua parte. Entendo que o pedido de um tempo assuste, principalmente porque você o vê como seu principal apoio, mas tente não transformar esse momento em uma certeza de que tudo acabou. Também é importante que você não fique sozinha com esse peso, especialmente por conviver com o autismo e a depressão. Se perceber que esse medo está ficando insuportável ou surgirem pensamentos de que não vai conseguir enfrentar isso, procure ajuda e converse com alguém de confiança. Se sentir que precisa de um espaço para elaborar tudo isso, será um prazer acolher você em um processo terapêutico.

    Um abraço,
    Vinicius.


  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Eduardo Martino Fonseca

    Olá! O que você descreve não parece ser apenas timidez. Esse medo intenso de interagir, os sintomas físicos, o sofrimento depois das conversas e o impacto na sua vida profissional mostram que isso merece ser levado a sério. E a resposta para a sua dúvida é: sim, vale a pena procurar ajuda. Um psicólogo é o profissional mais indicado para fazer uma avaliação cuidadosa e, se necessário, trabalhar em conjunto com um psiquiatra. Você não está "perdendo tempo" nem exagerando o que sente. Muitas pessoas passam por dificuldades semelhantes e conseguem melhorar com o tratamento adequado. Não desista de buscar ajuda por medo de não ser compreendida. Se quiser dar esse primeiro passo, terei o maior prazer em oferecer um espaço de escuta para que você possa falar sobre tudo isso sem julgamentos.

    Um abraço,
    Vinicius.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont

    Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.

    Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.

    Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.

    Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.

    Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.

    Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.

    Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Eduardo Martino Fonseca

    Olá! Pela perspectiva da psicanálise, mais importante do que entender quem está certo ou errado é compreender a dinâmica que o casal construiu ao longo do tempo. Quando um relacionamento passa a ser marcado por desrespeito, ressentimentos e conflitos repetitivos, geralmente há questões mais profundas sustentando esse ciclo. O medo da separação, a dificuldade em lidar com a solidão e os padrões que se repetem nos vínculos também fazem parte dessa compreensão.

    A psicanálise não busca dizer se você deve permanecer ou se separar, mas ajudá-lo a entender por que essa relação chegou a esse ponto, qual é o seu lugar nessa dinâmica e quais escolhas fazem sentido para a sua história. Esse processo costuma trazer mais clareza e menos decisões movidas apenas pela culpa, pelo medo ou pelo desgaste.

    Se você sente que está vivendo esse conflito há muito tempo e gostaria de compreendê-lo de forma mais profunda, será um prazer acolhê-lo em análise. Como psicanalista, posso oferecer um espaço de escuta cuidadosa, sem julgamentos, para que possamos construir juntos novos caminhos para esse momento da sua vida.

    Um abraço,
    Vinicius.


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Eduardo Martino Fonseca

    Olá, sim, faz sentido que você queira entender melhor o que está sentindo. Às vezes, a tristeza não surge "do nada", mas como resultado de experiências repetidas em que a pessoa sente que não é ouvida, compreendida ou validada. Pelo que você descreve, essa sensação aparece especialmente quando você precisa medir as palavras ou sente que seus sentimentos não encontram espaço na relação. Vale a pena olhar para isso com cuidado, porque suas emoções têm um motivo de existir. Se esse sofrimento tem sido frequente, a psicoterapia pode ajudar a compreender de onde ele vem e como lidar com ele de uma forma mais saudável. Se desejar, podemos conversar sobre isso com mais profundidade em um atendimento.

    Um abraço,
    Vinicius.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos

    Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.

    O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.

    Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.

    Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Eduardo Martino Fonseca

    Olá! Não existe um momento exato em que um relacionamento "deixa de ter solução", mas alguns sinais merecem atenção: quando o respeito desaparece, os conflitos se tornam repetitivos, não há espaço para diálogo e o sofrimento passa a afetar não apenas o casal, mas também os filhos. Um afastamento temporário pode ser uma alternativa em algumas situações, desde que seja uma decisão pensada e com um propósito claro, e não apenas uma forma de fugir do conflito.

    Antes de decidir permanecer ou se afastar, talvez a pergunta mais importante seja: existe disposição genuína de ambos para compreender a própria participação nessa dinâmica e construir mudanças? Quando isso não acontece, o desgaste tende a se repetir.

    Se você sente que está vivendo esse impasse há muito tempo, a psicoterapia pode ajudá-lo a enxergar essa relação com mais clareza, compreender seus padrões afetivos e tomar decisões de forma mais consciente. Se desejar esse espaço de escuta e reflexão, será um prazer acompanhá-lo nesse processo como psicanalista.

    Um abraço,
    Vinicius.


  • Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando es

    Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando estou caminhando me fazem pensar um monte coisas e drenam a minha capacidade física. Interessante que ontem mesmo senti isso ao sair de casa até um restaurante. Não conseguia me desligar dos sintomas e já estava ficando cansado. Na volta, que era a mesma distância, vinha conversando com uma pessoa e nem percebi quando terminei o percurso. Não senti qualquer cansaço. Isso aponta para ansiedade? Ainda não fiz exames médicos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Eduardo Martino Fonseca

    Olá, o que você descreve pode sim ter relação com a ansiedade. Muitas pessoas com TAG percebem que, quando estão focadas nos sintomas, no corpo ou em pensamentos preocupantes, qualquer esforço parece mais pesado e cansativo. Já quando a atenção está direcionada para uma conversa, uma atividade ou algo externo, o cansaço diminui bastante ou até desaparece, como aconteceu no trajeto de volta. Isso não prova que seja ansiedade, mas é um padrão bastante comum.

    Ainda assim, como você não fez exames médicos, vale a pena realizar uma avaliação para descartar causas físicas antes de concluir que tudo é emocional. Se perceber que o medo dos sintomas está limitando suas atividades, isso também pode ser um tema importante para trabalhar em terapia. Se quiser aprofundar essa questão, podemos conversar melhor sobre isso em um atendimento.

    Um abraço,
    Vinicius.


  • Faz um mês que conheci um menino, tudo aconteceu muito rápido, porém ele nesse tempo tem se mostrado

    Faz um mês que conheci um menino, tudo aconteceu muito rápido, porém ele nesse tempo tem se mostrado uma pessoa difícil e estamos discutindo constantemente, nossa primeira discussão foi porque ele começou a questionar respostas de comentários das minhas fotos de 2022, época que eu não estava com ele, e nos comentários não tinha nada de mais. Ele sempre questiona coisas bobas e sempre faz muitas perguntas e quer saber muitos detalhes sempre, ele viu uma foto antiga com um amigo meu e começou a questionar, vocês estão muito perto não acha? Como vocês conversavam? porque tirou essa foto? para quem mandou? porque tirou para mandar para outra pessoa?... Isso me incomoda e ao falar sobre com ele, ele fala que só está tentando me entender melhor e que não tem culpa de eu só ter tido relacionamentos rasos e que passado importa para ele, isso está acabando com a minha cabeça e eu não estou conseguindo ficar feliz, pois sei que quando ele está perto e estamos conversando eu posso falar algo ou fazer e ele começar a questionar e acabar com o momento feliz. Ele já falou que não é ciúmes e nem desconfiança. Sinto que nenhuma resposta e o suficiente para ele. O que fazer? Devo procurar um especialista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Eduardo Martino Fonseca

    Olá, sinceramente, o que mais chama atenção no seu relato é que vocês se conhecem há apenas um mês e você já está dizendo que isso está acabando com a sua cabeça e impedindo que você fique feliz. Isso merece ser levado a sério.

    Pelo que você descreve, parece que ele está muito mais interessado em investigar, questionar e interpretar o seu passado do que em construir uma relação no presente. E o fato de ele dizer que não é ciúme ou desconfiança não muda necessariamente o efeito que isso produz em você. Afinal, se você sente que precisa medir palavras, revisar histórias antigas e se preparar para ser interrogada sobre fotos, amizades ou comentários de anos atrás, é natural que a relação comece a ser vivida com tensão.

    Uma coisa importante na clínica é observar menos o que a pessoa diz sobre si mesma e mais o que a dinâmica produz. Se nenhuma resposta parece suficiente e as perguntas continuam surgindo, talvez a questão não esteja nas suas respostas, mas na necessidade dele de buscar garantias que provavelmente nenhuma explicação conseguirá fornecer.

    Não acho que o principal problema aqui seja você precisar procurar um especialista. A pergunta que me surge é: o que faz você permanecer em uma relação que, com apenas um mês, já está gerando tanto desgaste, insegurança e perda de espontaneidade? Talvez valha a pena refletir sobre isso com cuidado.

    Um abraço,
    Vinicius.


  • Cresci em um ambiente com muita negligência, sofrimento emocional e situações traumáticas que me afe

    Cresci em um ambiente com muita negligência, sofrimento emocional e situações traumáticas que me afetaram desde pequeno. Hoje sinto que isso ainda influencia muito minha vida diária.

    Eu vivo um conflito constante:

    Por um lado, sinto que preciso conquistar autonomia, independência financeira, rotina, trabalho e eventualmente sair de casa, porque o ambiente em que vivo ainda me faz mal emocionalmente.

    Por outro lado, sinto que estou tão desgastado emocionalmente que tenho dificuldade de manter constância, disciplina, foco, energia e estabilidade pra conseguir justamente construir essa independência.

    Então entro num looping:

    - não consigo crescer porque estou emocionalmente mal e vivendo num ambiente ruim;
    - mas continuo preso nesse ambiente porque ainda não consegui crescer.

    Queria entender:

    - até que ponto o ambiente atual pode estar mantendo meus problemas emocionais?
    - sair de casa costuma ajudar pessoas nesse tipo de situação?
    - devo priorizar primeiro estabilidade emocional/terapia ou construir independência mesmo ainda estando emocionalmente mal?
    - como diferenciar “preciso me esforçar mais” de “meu sistema emocional está realmente sobrecarregado”?
    - qual seria uma forma saudável e realista de construir autonomia nesse estado?
    - dá pra carregar todo esse sofrimento e todos esses traumas e ainda conseguir manter rotina, crescimento pessoal pra conseguir independência e sair de casa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Eduardo Martino Fonseca

    Olá, o que você descreve faz muito sentido dentro de uma história marcada por negligência e sofrimento emocional prolongado. Quando alguém cresce em um ambiente que constantemente desgasta, invalida ou ameaça emocionalmente, o próprio psiquismo pode passar a funcionar em estado de sobrevivência, e isso consome muita energia. Então, muitas vezes, a dificuldade de manter rotina, foco e constância não é simples “falta de esforço”, mas um sinal de sobrecarga interna acumulada há anos.
    O ambiente atual pode sim manter e reativar esse sofrimento, principalmente quando a pessoa continua vivendo no mesmo lugar onde aprendeu a se sentir insegura, culpada, desvalorizada ou emocionalmente presa. Em alguns casos, sair de casa ajuda bastante porque cria uma possibilidade de respirar psiquicamente, de construir referências próprias e de não estar o tempo inteiro em contato com aquilo que adoece. Mas sair de casa sozinho não resolve automaticamente os efeitos emocionais da história vivida. Às vezes a pessoa muda de ambiente, mas continua carregando internamente o mesmo peso.
    Acho importante não pensar em “ou estabilidade emocional ou independência”, porque uma coisa costuma precisar da outra. Talvez o mais realista seja construir as duas em paralelo, sem esperar estar completamente bem para começar a viver, mas também sem se violentar exigindo de si um desempenho impossível nesse estado. Autonomia, nesses casos, muitas vezes começa em passos pequenos, consistentes e possíveis, e não numa transformação brusca.
    E sim, é possível carregar traumas e ainda assim construir rotina, trabalho, crescimento e independência. Mas normalmente isso acontece quando a pessoa deixa de se tratar como alguém preguiçoso ou fracassado e começa a entender o quanto esteve tentando sobreviver emocionalmente por muito tempo. Isso muda bastante a forma de olhar para si mesmo.
    Um abraço,
    Vinicius.


  • Sinto um vazio no peito e parece que fiz algo de errado sem ter feito e é como se alguma coisa vai a

    Sinto um vazio no peito e parece que fiz algo de errado sem ter feito e é como se alguma coisa vai acontecer de mal a qualquer momento. Medo de perder alguém da minha família me deixa muito nervosa aí choro muito já passo com psicóloga e psiquiatra. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Eduardo Martino Fonseca

    Imagino o quanto isso deve ser pesado de sentir, esse vazio, essa culpa que aparece sem motivo claro e esse medo de que algo ruim possa acontecer com quem você ama, na psicanálise a gente entende que esses sentimentos podem ter relação com angústias mais profundas que nem sempre estão totalmente conscientes, como se algo dentro de você estivesse tentando se expressar mesmo sem palavras, o mais importante é não se culpar por sentir isso e ir levando essas questões para o seu processo com a sua psicóloga, falando livremente mesmo que pareça confuso ou repetitivo, porque é justamente nesse espaço que esses sentidos vão podendo aparecer aos poucos, e enquanto isso tente se acolher nos momentos difíceis lembrando que esse sentimento não define quem você é e nem significa que algo ruim realmente vai acontecer.
    Um abraço,
    Vinicius.


  • Olá, tenho 18 anos e já fui diagnosticada com transtorno de ansiedade social. Desde a infância, sem

    Olá, tenho 18 anos e já fui diagnosticada com transtorno de ansiedade social.
    Desde a infância, sempre tive dificuldade em interações sociais, preferência por ambientes mais tranquilos e sensibilidade a estímulos como sons, cheiros e algumas texturas.
    Também percebo dificuldade em entender certos tipos de piadas ou linguagem indireta, além de desconforto com contato visual prolongado. Em ambientes muito movimentados, costumo ficar em estado de alerta e desconfortável.
    Gostaria de saber: esses sintomas podem estar relacionados apenas à ansiedade social ou podem indicar a necessidade de investigação para algo mais aprofundado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Eduardo Martino Fonseca

    Oi, fico realmente tocado com o cuidado que você teve ao descrever tudo isso, dá pra perceber o quanto você se observa e tenta entender o que está acontecendo com você. O que você traz pode sim ter relação com ansiedade social, mas também levanta outras possibilidades que merecem um olhar mais atento, principalmente por envolver desde cedo essa sensibilidade aos estímulos, a forma de se relacionar com o ambiente e certas dificuldades na comunicação mais implícita, então não é tanto sobre encaixar em um diagnóstico rápido, mas sobre entender com mais profundidade como tudo isso se organiza na sua experiência e o que isso significa na sua história. Às vezes, quando a gente escuta isso com mais calma, aparecem nuances importantes que ajudam a diferenciar melhor o que está em jogo e, principalmente, pensar em caminhos que façam sentido pra você. Se fizer sentido, eu me coloco à disposição pra gente marcar uma conversa e olhar isso com mais cuidado juntos.
    Um abraço,
    Vinícius.


  • Estou muito desanima sem vontade de fazer as coisas e sem vontade de trabalhar depois q comecei a to

    Estou muito desanima sem vontade de fazer as coisas e sem vontade de trabalhar depois q comecei a tomar o sertralina oq eu faço ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Eduardo Martino Fonseca

    Olá! Sinto muito que você esteja se sentindo assim, isso pode acontecer no início do uso da sertralina, com uma queda de energia e desânimo, mas é importante não ajustar nem parar por conta própria e conversar com o médico que te prescreveu pra avaliar dose, tempo de adaptação ou até outra opção, enquanto isso tenta respeitar seu ritmo sem se cobrar demais, e se fizer sentido, me coloco à disposição pra gente conversar melhor sobre o que você está vivendo em uma consulta. Um abraço,
    Vinícius.


  • Escrever uma qualidade que quero ter na mente perto de adormecer será mais efetivo do que repetir a

    Escrever uma qualidade que quero ter na mente perto de adormecer será mais efetivo do que repetir a frase mentalmente até apagar o que a escrita faz no cérebro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vinícius Eduardo Martino Fonseca

    Olá! Pode ajudar sim, mas de jeitos diferentes, escrever tende a organizar e dar mais consistência ao que você quer, enquanto repetir mentalmente funciona mais como um embalo pra dormir, então o melhor é ver qual te deixa mais tranquilo nesse momento, e se quiser, me coloco à disposição pra gente conversar melhor sobre isso em uma consulta.
    Um abraço,
    Vinícius.


Perguntas frequentes

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