Perguntas do paciente (97)
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Quando tempo demora para que um antidepressivo atue sobre o cérebro e se observem melhorias signific
Quando tempo demora para que um antidepressivo atue sobre o cérebro e se observem melhorias significativas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Como você está, hoje?
Não há exatamente um consenso sobre quanto tempo o fármaco leva para atingir seu máximo potencial de ação, uma vez que cada organismo irá absorver e funcionar a partir das combinações químicas que o remédio proporciona no seu cérebro de modo estritamente individual, mas estima-se que leve em torno de 02 a 03 meses (quando sob administração adequada (tomar a medicação meticulosamente conforme o recomendado pelo(a) profissional que te acompanha)) para começar a surtir os efeitos desejados.
De todo modo, encontrar o alívio para o sofrimento deveria, idealmente, passar por um processo de autoconhecimento para que, sadiamente, possa compreender os motivos e, assim, encontre novos meios de encarar suas lutas e enfrentar os desafios que sua vida vem te proporcionando de modo mais leve e efetivo.
Lembre-se que uma terapia exclusivamente medicamentosa lhe ajudará a combater apenas os sintomas, mas não necessariamente as causas do que te faz procurar por ajuda.
Estou à disposição para fazermos desse seu processo em busca de aliviar suas dores e angústias o mais completo e adequado possível.
Obrigado por compartilhar sua dúvida aqui.
Um abraço caloroso!
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A terapia presencial e mais eficaz que terapia online?
A terapia presencial e mais eficaz que terapia online?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Como vai?
Ambas as possibilidades são igualmente efetivas, uma vez que o foco do trabalho (a relação/vínculo que se desenvolve a partir do contato terapeuta-paciente, o espaço seguro de escuta e fala, o sigilo e outros pressupostos éticos) não se prejudicam por conta da distância física entre as partes.
Em uma análise mais minuciosa, é possível pensar que para algumas pessoas o processo presencial parece ser mais produtivo uma vez que a influência que o espaço, bem como a interação "olho-no-olho", podem desempenhar no processo tende a proporcionar maior sensação de conforto, segurança e proximidade do que a tela de um dispositivo eletrônico permitiria a uma pessoa desfrutar. Invariavelmente, não deixa de se tratar, sempre em maior proporção, de uma questão de gosto e/ou preferência particular.
Que tal agendarmos uma consulta para que você se permita tirar suas próprias conclusões, na prática?
Estou à disposição.
Um abraço!
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Tenho pensamentos obsessivos que nada é real, as vezes me deixa duvidando das coisas é normal?
Tenho pensamentos obsessivos que nada é real, as vezes me deixa duvidando das coisas é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Normal é viver uma vida funcional e saudável.
Quando você se vê acometido(a) por questões de ordem de saúde mental, chegando a atrapalhar a sua vida prática e te impedindo de estabelecer uma relação equilibrada com os meios aos quais você pertence (o Mundo ao seu redor e seu ambiente subjetivo) e com as pessoas com quem convive, talvez seja hora de buscar ajuda especializada.
Pelo que me descreve, posso perceber o grau de sofrimento que tudo isso parece estar proporcionando a você. Tenho certeza que já deve estar exausto(a) de ter que lidar com esses pensamentos intrusivos e que deve estar lutando, constantemente, para evitar entrar em espirais das quais, depois, parece extremamente difícil se livrar.
Estou à disposição para trabalharmos na busca de uma vida mais leve e satisfatória pra você, de modo que consiga se encontrar em paz com seu mundo interior e deixe de se sentir atormentado(a) por esses transtornos com os quais deve ser tão desgastante de se conviver.
Obrigado por compartilhar sua angústia comigo.
Um abraço apertado.
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Bom, eu tenho 21 anos e desde os 12 que eu comecei a perceber que eu sou gay. No início até tentei n
Bom, eu tenho 21 anos e desde os 12 que eu comecei a perceber que eu sou gay. No início até tentei namorar uma colega aos 14 mas não deu certo (por motivos óbvios) e depois eu me obriguei a não ficar com ninguém e viver pra estudar/trabalhar, tanto que só saio de casa pra isso desde então e abri mão de interações sociais.
Mas volta e meia esse assunto me assombra e sinto que isso está se estendendo pra outras áreas da minha vida pois ando ficando cada vez mais ansioso (sou diagnosticado mas não me trato), mais estressado e com muita desesperança com relação a vida profissional. Como posso deixar que esse meu lado não me afete mais?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Numa realidade em que há muita discriminação com relação à sua condição, posso imaginar (e compreendo perfeitamente) que uma das poucas alternativas que tenha encontrado e decidido adotar tenha sido a de se isolar completamente. O mundo não é, mesmo, um lugar plenamente seguro, e para não nos fazermos vulneráveis às pessoas, escolhemos nos esconder dos males que existem, na tentativa de impedir que nos atinjam. Entretanto, mesmo sem perceber, numa dessas acabamos nos punindo ao nos privarmos de privilegiar o que a vida (e até mesmo as próprias pessoas) podem oferecer de saudável e funcional, inclusive, no que diz respeito ao fortalecimento de nossa estima perante os outros e, antes e mais importante de tudo, na reafirmação de nosso direito de existirmos como as pessoas que genuinamente somos, assim como nos compreendemos a nós mesmos.
Um bom processo psicoterapêutico te permitirá se fortalecer diante daquilo que por tanto tempo possa ter significado muita angústia e muita dor pra você, ao ponto em que, um dia, olhará pra tudo isso e será capaz até mesmo de ter compaixão de si mesmo e abraçar essa realidade "sombria" com o carinho e o cuidado que merece.
Estendo, carinhosamente, este convite a você e espero poder vê-lo numa sessão, em breve.
Estou à disposição pra trabalharmos isso, juntos.
Obrigado por compartilhar seu sofrimento comigo.
Desejo que tudo possa correr bem por aí.
Sinta-se abraçado.
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Olá, sempre q assisto uma série ou um filme eu fico mal, triste, como se faltasse um pedaço enorme d
Olá, sempre q assisto uma série ou um filme eu fico mal, triste, como se faltasse um pedaço enorme de mim, aconteceu hj de novo, fiquei triste em saber q nunca viverei algo assim, pois não tenho coragem de enfrentar a vida. É normal isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Posso perceber como está se sentindo desencorajado(a) com relação aos desafios que a vida nos proporciona. De fato, encarar algo tão complexo carregando sentimentos de desamparo e de impotência/incapacidade torna tudo isso algo muito mais duro e difícil de se encarar.
Imagino que o material que você esteja assistindo esteja permitindo que você acesse muitas coisas que devem ter ficado represadas aí dentro, por muito tempo. Lidar com essa enxurrada de conteúdos assim, sozinho(a) e de uma só vez, não é tarefa nada fácil e com certeza não parece ser nada justo com você mesmo(a).
Te convido para conversarmos mais afundo sobre isso e descobrirmos, juntos, porquê parece tão penoso pra você. Tenho certeza que poderemos encontrar os recursos que precisa para poder ressignificar suas dores e perceber que é mais forte do que você mesmo(a) acredita que é. A vida, por si só, nunca deixará de ser exigente e trabalhosa, em diversos sentidos, e talvez jamais possamos modificar isso, mas, acredite, o combustível que você precisa para poder enfrentar tudo isso está contido dentro de você. Talvez, apenas, não tenha sido encontrado ainda. Num espaço seguro e desprovido de críticas e julgamentos, encontraremos a raiz de todas essas questões e você se encontrará num lugar de empoderamento onde, talvez, jamais tenha se visto antes.
Estou à disposição, sempre que precisar.
Obrigado por compartilhar sua dor comigo.
Espero que possa encontrar a força e a coragem que necessita para fazer da vida algo mais leve e prazeroso, assim como ela pode ser.
Um abraço carinhoso!
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Bom, a minha namorada sempre lembra dos meus erros e eu sei que errei mas cada dia mais estou tentan
Bom, a minha namorada sempre lembra dos meus erros e eu sei que errei mas cada dia mais estou tentando concertar isso, como eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Entendo que todos nós queremos zelar pela nossa imagem diante das pessoas, principalmente frente àquelas que amamos. Imaginar que sua parceira pode estar olhando pra você como se algumas das situações com as quais ela se sentiu incomodada falassem mais alto do que o sentimento que existe entre os dois e do que a pessoa que você realmente é, de fato, pode ser muito desagradável, além de poder colocá-lo numa posição de de "prestação de contas", enquanto, na verdade, o que você mais deseja é, simplesmente, poder reconstruir a relação que havia antes de todos esses episódios.
Acredito que, se você puder demonstrar a ela todo o empenho que vem fazendo para que possam se reconciliar, deixando explícitos todos os sentimentos que estão envolvidos, bem como seus medos e inseguranças, com o intuito de chamá-la à responsabilidade para que perceba que não deve fazer esse esforço sozinho, mas, sim, que também conta com a abertura e a consideração dela, poderão encontrar meios de se reaproximar sem que o espaço entre vocês seja preenchido apenas por julgamentos e acusações, tornando-se, assim, quase como um campo de guerra.
"Recomeçar" uma relação, depois de uma crise, não pressupõe que vocês deixem pra trás (muito menos que esqueçam completamente) os desencontros que ocorreram, mas, sim, que possam olhar para todos esses elementos com o carinho e a compreensão que precisam, permitindo, assim, que aprendam, juntos, com cada um deles, que assumam suas respectivas responsabilidades, e que compreendam todas as suas causas e trabalhem para evitá-las, dali em diante.
Vamos conversar melhor sobre isso?
Estou à disposição pra te acolher (ou, talvez, a vocês dois) e encontrarmos maneiras de fortalecê-lo diante das circunstâncias.
Obrigado por compartilhar sua dor.
Um abraço forte!
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É normal pensar em suicídio literalmente o dia todo? Toda vez que eu penso nisso tenho acabo tendo
É normal pensar em suicídio literalmente o dia todo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pra ter chego à proporção de pensar no assunto todos os dias, durante toda a sua extensão, é porquê você está recebendo um claro sinal de que as coisas, definitivamente, não vão bem (consequentemente, posso dizer que NÃO, não estão "normais", também).
Imagino como deve estar sofrendo por estar, basicamente, sendo rendido(a) por esse persistente pensamento. Só de imaginar que sua existência parece estar transbordada por sentimentos dessa natureza já me faz acreditar na impotência e na fadiga que você pode estar sentindo. Depois de tanto lutar contra isso, é natural que acredite que já não haja alternativas mais. O suicídio, para quem o idealiza, pode, de fato, parecer a saída para situações que aparentemente não apresentam outras saídas.
Não posso deixar, entretanto, de reconhecer a coragem que teve em compartilhar aqui conosco todo esse emaranhado pelo qual você está passando. Tenho convicção de que está no lugar certo e que, se insistir novamente, poderá dar um desfecho diferente pra sua própria história.
Um bom processo psicoterapêutico poderá possibilitar que encontre novos sentidos para sua vida e que disponha de melhores ferramentas para combater todo o sofrimento que parece, hoje, praticamente tomar conta de você.
Que tal conversarmos melhor sobre isso, com a profundidade que esse assunto requer?
Dê mais uma chance pra si... Estou aqui, à disposição, pra te ajudar.
Sinto muito, mesmo, que as coisas estejam sendo assim pra você, atualmente.
Desejo que encontre novas saídas pra essa situação.
Um abraço caloroso!
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Tenho uma dúvida. A pessoa que costuma falar tudo na cara, tudo que pensa sem se importar se vai con
Tenho uma dúvida. A pessoa que costuma falar tudo na cara, tudo que pensa sem se importar se vai constranger, humilhar ou se vai afetar psicologicamente a pessoa tem algum problema psicólogico ou é parte da personalidade ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Entendo que qualquer suposto tipo de "desvio" de comportamento precisa ser entendido, antes de tudo, dentro de um contexto maior, considerando elementos como, por exemplo, a formação, a história de vida, as relações e a personalidade dessa pessoa à qual se refere. Há possibilidades de se tratar de um transtorno, mas não devo deixar de levar em conta que existe um protocolo imenso que deve ser seguido para se chegar a essa tão complexa conclusão.
Por outro lado, posso afirmar que a convivência humana apresenta seus desafios e que, muitas vezes, tendemos a acreditar que aqueles que pensam e agem diferentemente de nós podem apresentar "problemas" ou questões que supostamente precisariam ser resolvidas por intermédio de um tratamento específico. Na maioria delas, questionamos, inclusive, a base de referências desse indivíduo e criticamos qualquer atitude sua que não seja compatível com nossa forma de entendermos a situação que se apresenta e também sobre como agiríamos em seu lugar.
Obviamente, não estou justificando e nem mesmo acredito que atitudes como essa sejam passíveis de muita compaixão. Existe, de fato, uma enorme diferença entre sermos autênticos diante dos outros, agindo adequadamente de acordo com nossas próprias emoções, e sermos grosseiros e afetivamente irresponsáveis.
Entretanto, consigo perceber como e quanto que estar perto dessa pessoa parece fazer mal a você. De algum jeito, a postura dela(e) deve ter encontrado uma brecha para ter lhe atingido, de algum modo. Entendo que cada um de nós temos nosso papel perante as relações que estabelecemos com o Mundo, mas não por isso devemos querer nos forçar a permanecer lado a lado com aqueles que, definitivamente, não nos fazem nada bem.
Vamos ampliar isso um pouco mais, juntos?
Estou aberto a te receber pra encontrarmos maneiras de amenizar o impacto dessa convivência na sua vida.
Obrigado por compartilhar sua questão conosco.
Um abraço forte!
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Descobre-se bissexual ou torna-se bissexual? Olá, tudo bem? Gostaria de tirar essa dúvida: uma pess
Descobre-se bissexual ou torna-se bissexual?
Olá, tudo bem? Gostaria de tirar essa dúvida: uma pessoa bissexual já nasce com uma predisposição a se interessar pelos dois gêneros, tendo seu desejo por ter experiências com pessoas do mesmo sexo despertado a partir de algum estímulo, ou ela pode tornar-se bi? O desejo pode surgir por etapas (exemplo: desejo por beijo, carícias e depois sexo oral)?
O que explica a bissexualidade e o desejo pelo mesmo sexo?
Obrigada!!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Espero que esteja bem.
Existem inúmeros fatores que podem ser levados em conta quando se busca exercer qualquer tipo de determinação à essa pergunta (como, por exemplo, formação, desenvolvimento, história de vida, relações/relacionamentos, etc.) e, justamente por isso, ainda não há um consenso da ciência sobre qual (ou quais) fator(es) são mais ou menos preponderantes na demarcação da orientação sexual de um indivíduo.
Considero, até, que qualquer tentativa de explicação possível sobre o assunto seria, além de completamente normativa, ou seja, que deixaria de considerar todos os elementos pessoais das narrativas de cada um que se identifica a partir dessa mesma nomenclatura, também muito reducionista, visto que a sexualidade humana é um campo de estudos muito vasto e ainda grandemente incompreendido pela capacidade da racionalidade humana.
Tentando ser o mais direto e literal possível pra com sua questão inicial, acredito que uma pessoa passa, na verdade, apenas a se entender como sendo bissexual (assim, também, com outras orientações possíveis). Acredito que, num mundo onde a heteronormatividade se faz presente, onde a imposição de uma sexualidade que nos fazem acreditar que é mais "dominante" acaba recriminando um processo de descoberta que, subjetiva e individualmente deveria partir de cada sujeito, romper com os padrões impostos pode ser, além de um ato de extrema coragem, também extremamente confuso e constrangedor.
Enfim, eu posso imaginar que esteja experienciando todas essas dúvidas, atualmente. Como seres humanos, buscamos, naturalmente, conhecimento sobre as causas que nos atravessam e, justamente por isso, conviver com hesitações como essas pode ser bastante angustiante...
Que tal alongarmos um pouco mais essa discussão para chegarmos, juntos, a uma resposta que possa te permitir chegar a conclusões ainda mais sólidas?
Estou à disposição pra conversarmos um pouco mais a respeito desse e outros assuntos.
Desejo que possa encontrar uma resposta única e particular para suas objeções.
Que tudo fique bem por aí! Um abraço!
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Sofri abuso quando era criança, achei que não havia me afeta tanto e que era algo que havia superado
Sofri abuso quando era criança, achei que não havia me afeta tanto e que era algo que havia superado. Hoje aos 30 anos nunca tive uma ejaculação, não sinto nada na hora da relação, não tenho lubrificação e acredito que chegou a hora de pedir ajuda, mas não sei por onde começar. O que devo fazer para superar essa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Posso imaginar o quão desagradável deve ser pra você perceber como os resquícios de uma época tão marcadamente ruim da sua vida se fazem presentes ainda nos dias atuais, quanto mais quando sob uma situação que parece impedir você da possibilidade de usufruir de um dos maiores gozos da vida humana que é a plenitude da atividade sexual.
Muitas vezes, acreditamos que conseguimos "superar" as dificuldades que foram sendo apresentadas ao longo da vida quando nos deparamos com a ilusória sensação de que tudo parece se encontrar bem ou minimamente estável (o que é completamente natural, visto que tendemos sempre ao equilíbrio/repouso). Entretanto, não consigo imaginar outra forma que não seja mais a fuga ou a supressão deste delicado assunto, para que possa, enfim, se ver livre das angústias que estão implícitas nessa enorme questão da sua vida.
Estou convicto de que um bom processo psicoterapêutico lhe permitirá olhar para esse episódio traumático de forma a conseguir compreender melhor toda a sua complexidade, bem como entrar em contato com o sofrimento que foi absorvido a partir dali e ressignificá-lo para, então, poder permitir-se viver uma vida (tanto no sentido funcional quanto no âmbito afetivo e sexual) mais saudável e satisfatória.
Estou à disposição pra mergulharmos nisso, juntos.
Conte comigo!
Sinta-se abraçado.
Obrigado por se abrir e compartilhar sua dor conosco.
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As vezes acordo com sensação de falta de ar, mas respiro normal. Isso acontece durante o dia também,
As vezes acordo com sensação de falta de ar, mas respiro normal. Isso acontece durante o dia também, do nada. Dps de um tempo passa. Isso pode ser ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Ainda que com poucos detalhes, posso imaginar que o quadro que você descreve esteja associado, sim, à ansiedade, conforme supôs. Entretanto, o relato que você apresenta ainda carece de maiores informações para que cheguemos a uma conclusão assertiva (até, mesmo, pois não podemos excluir assim, logo de cara, a hipótese de se tratar de uma alteração ligada a seu sistema respiratório, isoladamente). A depender da maneira como se manifesta na vida de uma pessoa, a ansiedade pode se fazer profundamente nociva, chegando a esbarrar na sua saúde e funcionalidade.
Consigo crer no quão desagradavelmente isso deve estar mobilizando você...
Cuide para que não tome maiores proporções!
Sugiro que procure ajuda especializada para lidar com esses sintomas.
Vamos conversar melhor sobre isso e destrincharmos todas as possibilidades?
Me encontro à disposição pra isso.
Um abraço.
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Minha irmã de 12 anos as vezes se corta nos braços/pulsos e depois tenta esconder usando blusa de fr
Minha irmã de 12 anos as vezes se corta nos braços/pulsos e depois tenta esconder usando blusa de frio. Ela faz mesmo sem motivo aparente e mesmo fazendo terapia com psicologa uma vez a cada 15 dias (nem para psicoloca ela diz a razão disso). Quando pergunta-se o por que ela simplesmente não responde. Única mudança aparente é que nos ultimos meses ela tem se envolvido muito com coisas de igreja evangélica, começou a participar de grupos de jovens e tem visto sobre esse tema "jovem cristão" com muita insistencia até em suas redes sociais. Considerei o auge dessa situação ela ter preferido ir a igreja do que em uma festa de aniversário de alguém que ela gosta muito. O que fazer? O que pode ser? Qual ajuda procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto muito que ela tenha encontrado na automutilação uma forma de lidar com suas dores. Posso imaginar que ela tenha se visto em tão profundo sofrimento emocional que a única maneira de aliviá-lo pareça ser externando-o através da dor física. Ao mesmo tempo, não deixo de considerar o quão desesperador deve ser para você(s), enquanto família, vê-la nessa situação e continuar tentando ajudá-la, incessantemente, sem conseguir verificar algum nível de melhora ou "mudança" (pelo menos por enquanto). Lidar com a sensação de impotência é um fator fortemente presente numa relação de ajuda, o que, obviamente, não diminui nem um pouco a angústia que você deve estar experimentando agora.
Importante compreender que a Igreja também pode estar significando para ela um espaço de trocas (principalmente com relação a jovens de sua própria idade) e acolhimento. Muitas vezes, encontramos dificuldade em acreditar que os jovens são capazes de realizar suas próprias escolhas, ainda que pareçam contraditórias ou que sejam avessas às nossas crenças de vida. Não deixando de orientá-la, sempre que considerar pertinente (sem, entretanto, impedi-la de tomar decisões e lidar com as consequências delas) sinalize para ela quando perceber que algo não parece caminhar bem. Acredito que, assim, ela conseguirá visualizar situações que talvez não estivesse conseguindo perceber antes e ponderar em favor daquilo que lhe parece mais conveniente.
Não menos importante, pode ser de grande valor acompanhar, junto à instituição religiosa, o envolvimento com a temática com a qual ela está engajada para entender qual a percepção que ela vem tendo sobre os assuntos abordados e como os têm aplicado para sua própria vida.
Acho válido poder se certificar com ela se está realmente se sentindo à vontade com a profissional que a vem atendendo e, se sim, proponho intensificar a recorrência das sessões para que possa haver tempo e espaço necessário para o desenvolvimento de um vínculo verdadeiramente saudável entre ambas. Acredito que com a persistência do trabalho terapêutico, ela encontrará meios de se curar de suas dores e encontrará maneiras mais saudáveis para o enfrentamento de suas batalhas internas.
Estou por aqui, se considerarem pertinente qualquer outro nível de conversa.
Obrigado por compartilhar suas preocupações.
Desejo que ela (e você, também!) possa ficar bem!
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Estou em tratamento da depressão a 4 meses e minha esposa não aguenta mais a situação. Ela não quer
Estou em tratamento da depressão a 4 meses e minha esposa não aguenta mais a situação. Ela não quer mais me ouvir contar sobre a terapia e não quer mais falar sobre a nossa relação. Me sinto sem apoio e percebo que isso está piorando minhas crises de ansiedade. Eu sei q ela está sofrendo também. O que posso fazer para ajudá-la mas sem me afundar ainda mais em minha depressão? Pois todos os dias tenho pensado em divórcio como solução.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Imagino o quão profundamente esteja sofrendo com essa situação, quanto mais quando já se encontra numa situação tão fragilizante como a sua. Nessas horas, de fato, o que mais precisamos é poder contar com o apoio daqueles que amamos, embora nem sempre conseguimos obtê-lo.
Compreendo que se encontre já sensibilizado por conta da depressão e que, às vezes, quando a situação já não parece mais oferecer soluções, queremos fugir da luta para não ter que lidar com suas drásticas consequências. Entendo, também, que sua bateria emocional deva se encontrar praticamente toda esgotada(o que é muito característico do estado no qual se encontra), mas acredito que se conseguir reunir esses seus sentimentos e entregá-los à sua companheira com o cuidado de não cobrá-la e/ou se queixar dela, mas, sim, de tentar compreender o quão trabalhoso pode estar sendo pra ela vê-lo nessa condição e não conseguir encontrar maneiras efetivas de ajudá-lo, vocês poderão entrar em consenso e achar meios mais saudáveis de servir de apoio um ao outro. Não se trata de ensiná-la a lidar com suas questões, mas, sim, de permiti-la saber como e quanto te machuca saber que não encontra mais nela o suporte que precisava e de propor a ela outras saídas que não mais essa a qual ela vem recorrendo para cuidar de você.
Espero tê-lo ajudado, ainda que com breves palavras.
Desejo melhoras a você e que encontre, em sua relação, o alento que necessita para aliviar seu sofrimento.
Um abraço carinhoso.
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Por que eu fico tão abalada quando me chama de feia? Sou chamada de feia desde a infância, e é alg
Por que eu fico tão abalada quando me chama de feia?
Sou chamada de feia desde a infância, e é algo muito doloroso, inclusive já me demitir por isso.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Pela maneira como descreve, posso perceber como é doloroso pra você ser taxada assim. Estamos sempre expostos aos comentários das pessoas que nos cercam e, por isso, nossa autoestima pode se encontrar completamente vulnerável às opiniões alheias. Imagino que, pela recorrência com que isso aconteceu em sua vida, você pode ter internalizado esse estigma e passado a acreditar nisso como se, de fato, você fosse uma pessoa desprovida de beleza física (algo que, obviamente, é tão significativo pra cada um nós). Justamente, assim, entrar em contato com esse julgamento pode estar disparando em você memórias traumáticas, que foram absorvidas de maneira profunda e complexa, e que ainda proporcionam a sensação de estarem tão latentes na sua vida, como se, apesar de todo o tempo que se passou, ainda estivesse vivendo essa mesma experiência do seu passado nos dias atuais.
Convido você a considerar a chance de se lançar a um mergulho profundo nesse sofrimento (junto à ajuda de um profissional especializado, claro) ao longo de um bom processo terapêutico: um lugar onde estará definitivamente segura para se encontrar com esse núcleo tão sensível aí dentro de você e ressignificar todas essas dores que parecem ainda estar te assombrando tanto.
Obrigado por compartilhar sua queixa conosco por aqui. Admiro sua coragem em adotar toda essa liberdade e abertura para falar sobre algo que está te incomodando.
Sinta-se abraçada. Desejo que possa ficar bem.
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É incrivel como algumas situações afetam o nosso corpo e nossa cabeça. Outro dia estava em casa e qu
É incrivel como algumas situações afetam o nosso corpo e nossa cabeça. Outro dia estava em casa e quando olho nas câmeras, um casal discutindo e um batendo no outro e eu comecei a passar mal. Hoje chegou uma senhora na loja e ela caiu, bateu a cabeça e tals e eu comecei a passar mal também. Meu corpo fica esquisito, trêmulo, voz trêmula, tensa. Queria saber se é normal isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Entendo que todos somos impressionáveis, em alguma proporção. Algumas pessoas mais, outras menos... Me parece razoável afirmar que, em grande medida, pode depender de quais os tipos de conteúdos aos quais as pessoas foram expostas (ou que decidem consumir) durante suas vidas.
Estamos, a todo e qualquer momento, expostos às variáveis do ambiente que nos cerca. Consequentemente, qualquer situação que vivenciamos e que possa fugir do nosso "mundo presumido" tem todo o potencial de gerar marcas profundas em nós (algumas delas, inclusive, a níveis traumáticos). Posso imaginar que ocorrências como essas que você listou, onde as pessoas se encontram vulneráveis, devem mexer com você e com algum núcleo que seja sensível aí dentro. O porquê? Difícil afirmar sem, antes, entender melhor como e quanto tudo isso lhe incomoda e, também, quais questões vêm à tona quando exposta a isso.
Caso considere pertinente olhar pra isso com o tato e o carinho que esse assunto merece, me chame!
Espero poder ter a chance de conhecê-la para darmos atenção a coisas que, muitas vezes, aprendemos a suprimir por acreditarmos que não deveriam acontecer dentro do nosso espaço subjetivo.
Fique bem.
Um abraço caloroso pra você.
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Estou tirando CNH fico nervosa da hora da prova posso tomar algum remédio pro nervosismo e anciedade
Estou tirando CNH fico nervosa da hora da prova posso tomar algum remédio pro nervosismo e anciedade
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Entendo a intensidade com que esses sentimentos devem visitá-la nessa hora. Tirar sua habilitação exige bastante foco e concentração, além de ter, no mundo de hoje, um valor pessoal importante quando se trata de permitir que você reafirme sua autonomia e liberdade de ir e vir para aonde quiser.
Contudo, sugiro que encontre auxílio de um profissional da área (Psiquiatria) caso avalie ser realmente necessário usar medicamentos para conter a manifestação desses sintomas durante este momento tão relevante pra você.
Lidar sentimentos como esses não é nada fácil, mesmo. Muitas vezes, posso dizer que é até inevitável, dada a dimensão do desejo e da necessidade que deve estar carregando para poder conquistar sua carteira. Algumas vezes, queremos poder simplesmente não ter que lidar com o desafio de ter que passar numa prova tão difícil acompanhada de sensações completamente indesejáveis. Entretanto, tenho certeza que se conseguir desenvolver sua autoconfiança e compreender que qualquer margem de erro é totalmente natural e que fazem parte deste processo, seus pensamentos e seu coração deverão se acalmar e você conseguirá canalizar suas tensões para um caminho muito produtivo durante a sua aprendizagem ao volante. Tire sempre suas dúvidas e saiba reconhecer que ninguém nasceu sabendo dirigir. Verá como passar por tudo isso pode ser mais leve e até, quem sabe, agradável pra você.
Desejo muito sucesso pra você nessa etapa!
Que fique bem.
Um forte abraço.
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Se uma pessoa já se apaixonou por alguém do mesmo gênero ela pode se considerar homossexual?
Se uma pessoa já se apaixonou por alguém do mesmo gênero ela pode se considerar homossexual?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Imagino a angústia que deve estar enfrentando ao se deparar com esse questionamento. Encontrar definições sobre quem somos, enquanto sujeitos e indivíduos, é uma das maneiras de conseguirmos nos cercar do sentimento de pertença, além de ser uma maneira muito saudável de legitimarmos nossa existência.
Não acredito que seja possível compreender sua pergunta a partir de uma resposta tão definitiva quando provavelmente você pode estar esperando. Seria injusto da minha parte deixar de abarcar elementos muito particulares e subjetivos que poderiam atribuir vários rumos distintos à uma mesma hipótese.
Falar sobre a sexualidade humana é, ao mesmo tempo, curioso e também um campo enormemente desconhecido da vida (que, por sinal, encontra-se em constante modificação e expansão), e tentar defini-la pode ser como querer reduzir um fenômeno que se abre num espectro tão amplo que, talvez, nem mesmo a própria racionalidade humana seja capaz de compreender até o presente momento.
Te convido a se lançar de cabeça para a sua experiência e, antes mesmo de olhar mais atentamente às definições que hoje existem por aí e que supostamente explicam esse complexo tão interessante que é a orientação sexual de uma pessoa, se encoraje a poder atribuir uma leitura exclusivamente pessoal para o que sente por esse alguém. Lembre-se que o encontro afetivo entre dois seres pode ser muito mais amplo do que qualquer designação seria minimamente capaz de explicar.
Desejo que fique tudo bem com você e que possa encontrar, na sua própria experiência, as referências que necessita para embasar uma resposta a essa questão.
Sinta-se abraçado(a).
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Boa noite a todos, Ás vezes me pego imaginando situações violentas de como matar ou reagir caso a
Boa noite a todos,
Ás vezes me pego imaginando situações violentas de como matar ou reagir caso a pessoa viesse me ferir, geralmente esse tipo de pensamento aparece quando estou fora do meu grupo social. Sou conhecido por ser criativo, calmo e bem controlado, não me vejo executando nenhum desses pensamentos porém, não deixam de me incomodar.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Entendo como ser importunado por esse tipo de pensamento deve ser um tanto confuso pra você, justamente porque são muitas vezes capazes de mexer com nossos sentimentos e até modificar a qualidade do nosso dia. O potencial nocivo de ideias dessa natureza começa quando nos sentimos prejudicados por isso assim, em primeira instância, sem mesmo que venham a se concretizar. Às vezes, ouvimos dizer que existe uma certa "natureza violenta" dentro de nós, e é muito comum relutarmos em acreditar nisso, principalmente quando nos entendemos como pessoas seguras de nós mesmas. De fato, o mundo nos dias atuais parece bastante violento e, dificilmente, conseguimos nos isolar completamente dessas influências. Estando vulneráveis a qualquer momento e em qualquer lugar, nossos instintos nos mobilizam a considerar até mesmo os piores cenários possíveis para que tenhamos a mínima garantia que podemos assegurar nossas próprias integridades. Tendo a pensar que aprendemos a suprimir nossas emoções e, dificilmente, encontramos lugares para expressá-las de maneira espontânea e genuína. Diante dessa condição na qual vivemos imersos, nosso inconsciente produz materiais os quais, na maioria das vezes, duvidamos que faça parte de nossa essência.
Acredito que o espaço psicoterapêutico poderá proporcionar pra você um encontro com suas necessidades mais verdadeiras e o ajudará a dispor de ferramentas para expressar-se de maneira mais expansiva e, ao mesmo tempo, saudável. Aos poucos, perceberá como esses pensamentos deverão dar lugar a outros, de característica mais construtiva e edificante.
Que tal olharmos pra isso com mais calma e profundidade?
Estou à disposição pra trabalhar isso (e muito mais) com você.
Um abraço.
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meu namorado passou por um período de depressão, tomou remédio, teve alguns efeitos colaterais, como
meu namorado passou por um período de depressão, tomou remédio, teve alguns efeitos colaterais, como falta de libido. Nesse período ficamos sem relação por uns meses, mas sempre envolvidos , companheiros. Porem ele começou a ficar diferente, frio, dizia q sentia um vazio, ausencia de sentimentos, e apos a retirada dos medicamentos ele perdeu a atração por mim. Diz que gosta porém não sente atração. Não sente nada. Agora esta fazendo terapia pois ele sente que criou um bloquei emocional , mental e ate sexual por mim. Isso existe, é possivel um bloqueio desse? Pois ele diz que me acha linda, que tenho um corpo lindo mas ele não sente o desejo, as vezes ele diz que parece um bloqueio ou uma maldição é a palavra q ele usa. Ele está ficando muito pressionado e sofre c isso, pois nos dávamos muito bem em tudo. Agora não sabemos o que fazer. Existe tratamento? terapia? tem solução ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Consigo perceber na sua fala o quão preocupada está em relação à hipótese de que seu parceiro não consiga recuperar a libido por você. Dentre as possíveis formas de demonstração do desejo por alguém, a prática sexual é uma das mais expressivas, inclusive, enquanto um dos pilares de sustentação de um relacionamento saudável. Por isso, mesmo, imagino a falta que essa atividade deva estar significando pra você durante todo esse tempo.
Compreendo que a introdução de medicação psiquiátrica possa causar alterações neuroquímicas na pessoa que faz consumo, embora não se trate de uma regra aplicável a todos os casos. Nesse sentido, importante que possa compreender a limitação que seu parceiro apresenta agora para que possa restabelecer um vínculo em que ele descubra outras formas de se conectar com você que não, num primeiro momento, sexualmente falando. O desafio de reconstruir um vínculo afetivo pode ser muito trabalhoso. Embora a carência que deva ter te acometido, conseguir conter qualquer tipo de cobrança ou pressão poderá significar (se for este o caso) até mesmo a aceleração desse processo de retomada. Por mais confuso ou inespecífico que possa parecer o discurso dele, quando se trata do universo subjetivo, entendo que cada pessoa vai atribuir um significado muito particular para suas próprias questões e demandas, e, a partir de assim, poderá começar um processo de ressignificação das suas dores.
Ainda que com as limitações impostas pela situação que você está vivendo hoje, acredito fielmente no poder da psicoterapia para te ajudar a encontrar meios de lidar com essas angústias que compartilhou aqui. Tão importante quanto se fazer sensível e compreensiva pra com o sofrimento dele e também sustentar a esperança de que ele conseguirá superar essas restrições, é totalmente válido que considere a possibilidade de reservar um espaço para que aprenda a cooperar com seus sentimentos e utilizá-los a seu favor nesse dificultoso processo (até, mesmo, para melhor compreendermos como, eventualmente, a dinâmica de seu relacionamento pode estar contribuindo para a continuidade desses sintomas que ele relata e, claro, do sofrimento causado a vocês dois a partir do mesmo).
Fico à disposição pra isso.
Sinta-se abraçada.
Desejo que o amor que existe entre vocês se potencialize cada vez mais e que possam vencer, juntos, esse obstáculo!
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Olá, recentemente venho sentindo uma respiração gelada devido a " ansiedade " , corpo/peito com uma
Olá, recentemente venho sentindo uma respiração gelada devido a " ansiedade " , corpo/peito com uma sensação pesada, uso trazodona e quando fica sem piora, porem mesmo usando a sensação continua, oque posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Imagino quanto essa sensação deve estar importunando você. Submeter-se a tratamento medicamentoso e perceber que parece não estar surtindo o efeito desejado é, de alguma maneira, frustrante, mesmo. Sobre isso, recomendo que possa alinhar com seu/sua Psiquiatra, que conseguirá ajustar a dose ou até recomendar outro remédio de acordo com suas necessidades. Por outro lado, não posso deixar de dizer que, infelizmente, os sintomas tendem a persistir, mesmo, se sua verdadeira causa não for tratada devidamente. Muitas vezes, acreditamos que o fato de "não sentir mais" os atravessamentos causados por de qualquer tipo de transtorno pode significar sua cura, enquanto, na realidade, estamos apenas nos sentindo anestesiados com relação a algo que já estava nos saturando a ponto de acreditarmos que não teríamos mais forças para lidar.
Enquanto se fizer necessário, entendo que a associação da medicação a um duradouro processo terapêutico poderá proporcionar a você mais do que só o alívio, como, também, os recursos que necessita para conseguir ressignificar suas dores e aprender a lidar com o sofrimento que atormenta sua vida, atualmente, numa profundidade que, talvez, a "olhos nus", não conseguiríamos enxergar se não através dos métodos e da regularidade necessárias para diluir tudo isso.
Vamos ampliar isso um pouco mais, juntos?
Estou por aqui, se precisar.
Um abraço. Desejo melhoras a você.
Perguntas frequentes
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Cansaço e fadiga após perder 5kg não intencional em menos de dois meses. O que fazer?
A perda ponderal não intencional sempre merece uma investigação, e essa investigação…