Perguntas do paciente (97)
-
Se arranhar também pode contar como automutilação ?
Se arranhar também pode contar como automutilação ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Como vai, hoje?
Antes de tudo, acredito que se fez essa pergunta é porquê pode estar dando sinais de que necessita ajuda. Se sim, considero um ato de coragem o que você fez, e agradeço por nos dar a chance de conhecer um pouco sobre o que se passa no seu universo mais íntimo. Imagino o quão dificultoso deve estar sendo carregar essa dor que está fazendo parte da sua vida nesse momento tão sensível, a ponto de não lhe sobrar saída para aliviá-la, a não ser punindo-se a si mesmo(a).
Compreendo que qualquer atitude que atente contra a própria integridade física da pessoa pode ser compreendida como forma de automutilação. Muitas vezes, pode se consumar de maneiras tão agressivas a ponto, inclusive, de colocar sua própria vida em risco, direta ou indiretamente falando (embora nem sempre a intenção seja, necessariamente, essa).
Dentre tantas formas de comunicar um pedido de socorro, posso imaginar que já tenha esgotado quase todos os seus recursos próprios pra recorrer à ajuda que realmente precisa para conduzir essa etapa tão dolorosa. Na maioria das vezes, a automutilação pode parecer uma saída para situações que já não apresentam mais saídas. Não acredito, portanto, que tenha sido à toa que veio até aqui para manifestá-la.
Podemos encontrar, juntos, outras maneiras de ressignificar essa dor pela qual deve estar passando. Que tal se dar a chance de tentar novamente?
Espero poder te ajudar a passar por isso.
Estou por aqui, se precisar...
Um abraço carinhoso!
-
Mesmo a automutilação não sendo super grave é possível que haja a internação? Se sim, como posso int
Mesmo a automutilação não sendo super grave é possível que haja a internação? Se sim, como posso internar eu/alguém?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Como vai?
Imagino o quão preocupado(a) deve estar com relação à saúde e à integridade dessa pessoa a quem se refere. Recorrer à mutilação pode ser um pedido desesperado de socorro para alguém que já pode ter tentado sinalizar que necessita ajuda de muitas outras maneiras, mas que encontrou, nessa, sua última chance de ser acudido(a).
Entendo que recorrer à internação possa parecer uma alternativa viável para o momento, principalmente quando (e se) já foram tentadas, antes, outras abordagens. Muitas vezes, nos encontramos diante do sentimento de impotência de poder apoiar as pessoas que amamos e acabamos buscando suporte especializado para poder conter esses sintomas. Ainda que os critérios para que a internação aconteça devam ser avaliados junto à equipe multiprofissional (deverão ser considerados diversos fatores, como o contexto em que surgiu, suas causas, a duração, os prejuízos, etc.), sugiro considerá-la como última das saídas possíveis (afinal, como classificar o quão extrema é uma manifestação como essas uma vez que a mensagem e o sentido por detrás disso podem ser os fatores mais preponderantes?). Acredito que quem está em sofrimento profundo pode, muitas vezes, carecer ainda mais de demonstrações de cuidado, preocupação e afeto, em especial por parte daqueles que o cercam. Tão importante quanto, acredito que é imprescindível estender o convite a um processo terapêutico que o fará compreender, verdadeiramente, todos os elementos que, juntos, estão provocando essa reação autopunitiva.
Estou à disposição para que possam compartilhar suas angústias e encontrem melhores maneiras de suportar esse sofrimento pelo qual, juntos, devem estar passando agora.
-
A crise de ansiedade pode atacar sempre no mesmo horário ?
A crise de ansiedade pode atacar sempre no mesmo horário ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
É possível, sim, que exista uma certa consistência com relação ao horário em que você pode passar por uma crise ansiosa. Entretanto, parece difícil que essa condição não esteja associada ao contexto dentro do qual as crises vêm ocorrendo. Importante dispor de um olhar investigativo para descobrir o quê, como e porquê acontecem, para que, enfim, você consiga apresentar os recursos apropriados para lidar com isso.
Que tal conversarmos sobre isso mais detalhadamente?
Fico à disposição.
Passe bem!
-
Bom...eu me sinto vazia ou como eu chamo de "neutro" quando eu tenho nenhum tipo de sentimento, desâ
Bom...eu me sinto vazia ou como eu chamo de "neutro" quando eu tenho nenhum tipo de sentimento, desânimo total, sem vontade de nada e com vontade de me afastar de todas as pessoas que eu amo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Imagino o quão sofrido seja passar uma existência sentindo esse vazio que você compartilhou aqui, principalmente quando esbarra numa esfera da vida tão importante quanto as suas relações de confiança e afeto.
Todos nós, seres humanos, buscamos desenvolver uma noção de propósito com o decorrer da vida, e quando estamos acometidos por questões ligadas à nossa saúde emocional, nos vemos cada vez mais distantes de conseguir suprir essa necessidade tão essencial.
Felizmente, hoje dispomos de métodos e tratamentos que podem possibilitar a você um reencontro com suas próprias necessidades e fazê-la recobrar o brilho e a motivação que tanto procura para poder voltar a viver novamente, já não mais acometida por esse "buraco" interno. Te convido a passar por um processo que propõe ensiná-la a conviver mais harmoniosamente com suas próprias fragilidades e desenvolver recursos para encontrar maneiras de ser mais autêntica, livre e satisfeita por si mesma, sem antes esperar que qualquer coisa que venha de fora poderá preencher os espaços que há aí dentro, a não ser você mesma.
Já (re)considerou dar uma nova chance pra você mesma?
Tenho certeza que será de grande valor pra você.
Estou à disposição para caminharmos, juntos, rumo à retomada do sentido na sua Vida!
Caloroso abraço.
-
Todos os dias tenho ansiedade! Mesmo tomando paroxetina e alprozolon. O que faço ?
Todos os dias tenho ansiedade! Mesmo tomando paroxetina e alprozolon. O que faço ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Posso perceber como deve estar sofrendo quando me conta que sente a ansiedade praticamente tomando conta da sua vida. Entendo que muitas vezes os sintomas podem ser tão manifestos que conseguem atingir até a autoestima e, algumas vezes, até, o estímulo para viver. Tenho certeza que, se devidamente administrados, esses medicamentos podem estar fazendo, pelo menos, algum efeito pra você, mas, ao mesmo tempo, não podemos esquecer que se tratam apenas de atenuadores do sofrimento pelo qual você está passando. Para se chegar à causa real do transtorno é importante que considere iniciar um processo psicoterapêutico para identificá-las e, assim, desenvolver recursos para conseguir elaborar essas dores e, então, recobrar seu equilíbrio e saúde mental, permitindo-se, enfim, viver uma vida plena de realizações e de sentido.
Já encontrou um(a) profissional pra te ajudar a melhor lidar com isso?
Estou à disposição! Espero que fique tudo bem...
Um forte abraço.
-
Olá! Há 3 meses sofri um assalto cujo qual me deixou com algumas "pequenas sequelas". Após sofrer
Olá!
Há 3 meses sofri um assalto cujo qual me deixou com algumas "pequenas sequelas". Após sofrer este incidente, eu sinto muitas dores de cabeça tensionais, na região da nuca, meu olho tem pequenos espasmos involuntários, durmo relativamente bem mas acordo super cansado como se eu não tivesse dormido absolutamente nada, fico muito meio aéreo; sem contar que quando saio nas ruas eu fico observando tudo e todos ao meu redor para que eu não seja novamente surpreendido.
Mas apesar de tudo eu não fiquei com síndrome do pânico, com medo de sair de casa etc.
Enfim, procurei um neurologista e ele me falou que isso que sinto são sintomas de ansiedade, contudo, sempre fui ansioso mas não ao extremo, mas somente por passar por um trauma como o assalto pode ter desencadeado uma ansiedade fora do comum? Como devo tratar isso?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Como vai, por aí?
Antes de tudo, obrigado por compartilhar seu relato conosco. Percebo o quão significativamente essa condição parece estar te afetando, principalmente por estar supostamente associada a este episódio traumático. Constantemente, nosso corpo reflete aquilo que não conseguimos elaborar através das palavras. Conforme você relata os prejuízos que tem sofrido, vai ficando claro, pra mim, a importância de que esse assunto encontre um espaço seguro pra ser trabalhado.
Compreendo que o quadro que você apresenta pode, sim, estar intimamente ligado à situação (assalto) que você sofreu. Não duvido que a ocorrência deve ter sido tão assustadora que deixou marcas profundas no seu subconsciente e, inclusive, considero mais do que justificável que esteja adotando uma postura de muita cautela quando sai às ruas, afinal, o simples fato de imaginar que poderia ser alvo de uma eventualidade como essas novamente já é, por si só, extremamente assustador.
Contudo, é indispensável, também, considerar outros fatores prévios que possam ter potencializado esses sintomas aos quais você se refere. Assim como você assinalou antes, parece que já vem sendo acompanhado pela ansiedade há um certo tempo. Pensando por esse lado, não deixaria de ser legítimo afirmar que esta circunstância teria sido capaz de provocar uma resposta tão incapacitante, mas... seria só? A mim, me parece difícil dizer sem, antes, ter a chance de poder ouvi-lo detalhadamente.
Sugiro que reflita, por alguns momentos: Como vai a sua vida, realmente? Você acredita que tem administrado seus sentimentos e emoções sem que eles, necessariamente, comecem a tomar proporções maiores do que pareça possível de se lidar?
Posso afirmar que na Psicoterapia você encontrará o espaço que precisa para poder chegar à raiz daquilo que tanto o atormenta e, enfim, desenvolver recursos para amenizar o(s) sofrimento(s) em que se encontra hoje.
Se ainda acreditar necessário trabalhar essas (e outras) questões, tão pertinentes, eu me encontro por aqui, à disposição.
Nunca é tarde pra começar a dar espaço pra cuidar de você e suas necessidades.
Forte abraço!
-
Passei por alguns processos emocionais muito forte, desde então nunca mais fui o mesmo e perdi inter
Passei por alguns processos emocionais muito forte, desde então nunca mais fui o mesmo e perdi interesses e prazeres que eu tinha antes. Porém, às vezes, essas sensações de prazeres e lembranças de como eu era passam como um sopro na minha mente. Isso significa que ainda está tudo lá? Resolvendo as causas emocionais eu posso voltar a ter prazer na vida ou até mesmo ser quem eu era antes?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Compreendo que a nossa passagem pela vida pode ser marcada por imprevistos completamente indesejáveis, que podem provocar uma carga emocional intensa, muitas vezes, mesmo, mais pesada do que imaginamos conseguir suportar.
Confesso que pode parecer difícil dizer que seria possível que você voltasse a ser a mesma pessoa que era antes. Os tempos mudam, e, junto a ele, suas necessidades também vão tomando novas formas (embora sua essência, enquanto Ser Humano, jamais se perca). Estamos em constante adaptação à realidade e, assim, somos continuamente convidados a deixar coisas pra trás, sem desconsiderar, entretanto, que também nossas experiências passadas nos constroem como pessoas no mundo. Um processo terapêutico levado à rigor, com constância, afinco e regularidade, poderá permiti-lo aprofundar nessas vivências e desenvolver recursos pessoais para encarar o cenário que se apresenta hoje para você e, assim, como fruto deste trabalho, poder retomar seu senso de sentido e sua motivação para viver!
Posso imaginar o quanto que reviver essas memórias, ainda que por breves momentos, é valioso pra você e consigo perceber sua disposição em poder reaver o desejo e a abertura à vida que você carregava antes.
Que tal trabalharmos essa retomada, juntos?
Estou por aqui, à disposição.
Desejo que tudo possa correr bem.
Um abraço.
-
Qual é a melhor maneira de vencer um trauma de um acontecimento que traz medo ?
Qual é a melhor maneira de vencer um trauma de um acontecimento que traz medo ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Todo acontecimento traumático é causador de profundo sofrimento e perpassa a história de vida de cada pessoa de maneira muito singular. Por vezes, não por falta de cuidados, acaba inclusive ultrapassando a barreira do espaço pessoal-individual e acometendo diversas áreas de vida que não necessariamente relacionadas ao evento, fazendo com que o sujeito se sinta incapacitado de poder voltar a viver sua vida plenamente, de novo.
Conviver com a realidade de ter experienciado um episódio desses causa, naturalmente, grande desgaste e, se não devidamente tratado, a pessoa dificilmente pode vir a encontrar maneiras de elaborar ou, pelo menos, conviver harmonicamente com o fato.
Enquanto ciência, a Psicologia oferece diversas modalidades de tratamento ligados à recuperação do bem-estar.
Dentre elas, se destaca a Psicoterapia, como principal fonte de fornecimento de um espaço seguro e acolhedor, para que tenha a chance de reacessar (de maneira adequada) o episódio que tanto marcou sua vida e, assim, adquirir maior compreensão sobre esse fenômeno e conseguir redimensioná-lo de acordo com suas atuais necessidades e sua configuração de vida atual. Não se trata de esquecer do passado, mas, sim, de poder lidar melhor com seu presente enquanto fruto dele.
Que tal dar uma nova oportunidade pra sua Saúde Mental?
Desejo que fique bem.
Forte abraço!
-
Bom dia! A ansiedade deixa a gente como se tivesse com uma bola na garganta?
Bom dia!
A ansiedade deixa a gente como se tivesse com uma bola na garganta?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Existe uma gama com diversos tipos de sintomas físicos que podem refletir a ansiedade quando profundamente instalada na vida de uma pessoa. Entretanto, vale lembrar que, para cada indivíduo, as manifestações acontecem de maneira muito singular, o que dificulta bastante qualquer possibilidade de se chegar a uma conclusão com tão poucos detalhes. Pensando um lado, sim, é possível imaginar que a sensação que você descreve pode estar atrelada à Ansiedade e, quem sabe, também à somatória de outros diversos fatores que possam estar acometendo sua funcionalidade e seu bem-estar. Ao mesmo tempo, é importante ressaltar que para se chegar a um diagnóstico concreto é imprescindível consultar-se com um profissional de Saúde Mental para que se conclua adequadamente o quadro e, então, se possa desenvolver recursos para trabalhar essa condição.
Já encontrou um(a) profissional pra te ajudar a melhor lidar com isso?
Estou à disposição e espero que fique tudo bem.
Caloroso abraço!
-
A depressão pode afetar o raciocínio (a capacidade de pensar com clareza nas coisas)?
A depressão pode afetar o raciocínio (a capacidade de pensar com clareza nas coisas)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Claramente, sim. Inclusive, dentre tantas outras funções afetadas, a depressão, quando profundamente instalada na vida de uma pessoa, é capaz de acometer até mesmo sua percepção sobre a realidade, podendo provocar até delírios e alucinações, a depender da categoria que ocupa e do curso que adota (como se desenvolve com o passar do tempo e como é tratada/trabalhada). Hoje em dia já foram catalogados sete tipos de depressão, de acordo com a Associação Americana de Psicologia (APA), e os prejuízos causados ao funcionamento neuropsicológico vêm sendo rigorosamente estudados pela ciência, que tem demonstrado os danos mais assustadores e desastrosos à saúde humana.
Caso apresente sintomas como esse que descreveu e deseje trabalhá-los, devidamente:
me coloco à disposição para quaisquer dúvidas.
Passe bem! Um abraço.
-
Oq seria bom para melhora o Estress pos traumático?
Oq seria bom para melhora o Estress pos traumático?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Por ter feito essa pergunta, penso que esteja sofrendo sérias consequências com esse transtorno, e posso imaginar como deve estar sendo duro lidar com os efeitos disso na sua vida pessoal e interpessoal.
Considero que existam técnicas que podem te auxiliar a encontrar, ainda que momentaneamente, um pouco de paz e reconforto. Entretanto, me parece difícil dizer que conseguirá encontrar meios de elaborar isso, sozinho(a), sem o auxilio de um profissional que poderá mergulhar junto com você nesse episódio, com os recursos, a sensibilidade e a empatia necessárias para que consiga se reabilitar e, então, seguir uma vida novamente sadia e satisfatória. Por mais doloroso e desestimulante que possa parecer, reviver essa narrativa num espaço seguro, onde estará devidamente amparado por uma escuta reflexiva e orientada à mudança, pode ser, hoje, a última saída pra que desenvolva as habilidades e disponha de ferramentas próprias para melhor lidar com isso.
Te convido a considerar a possibilidade de acessar esse evento da maneira como pode (ou talvez, até, deveria) realmente ser trabalhado.
Espero poder ter a chance de te ajudar.
Estou por aqui!
Abraço.
-
Olá Boa tarde descobrir que Meu filho está usando maconha ele tem 23anos como devo conversar com ele
Olá Boa tarde descobrir que Meu filho está usando maconha ele tem 23anos como devo conversar com ele,?pois sinto que preciso ajudá-lo?,mas ele está muito ignorante
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
De fato, o uso (ou abuso) de substâncias pode provocar severas alterações de humor, o que acaba, muitas vezes, dificultando qualquer tipo de tentativa de aproximação, seja no intuito de ajudar a pessoa a se desfazer do uso da droga, seja para, simplesmente, acolhê-la, respeitando sua decisão. Num cenário como esses, posso imaginar sua aflição, principalmente como mãe, ao percebê-lo caminhando numa direção que pode sujeitar sua saúde e sua integridade a riscos.
Entendo que, dentro da autonomia e da consciência que seu filho deve dispor sobre a própria vida, ele já deve estar completamente inteirado sobre todos os riscos implícitos a esse processo. Sendo assim, acredito que qualquer abordagem que possa ser intimidadora ou que reforce os estereótipos referentes à dependência química poderão deixá-lo ainda mais evitativo e, como consequência, reticente no que diz respeito à simples possibilidade de receber qualquer tipo de ajuda. Considere que ele pode estar encontrando na maconha uma forma de se desligar das suas dores, ou, até mesmo, como recurso para amenizar outros tipos de sofrimento contra os quais deve vir batalhando há um tempo, mas que já não encontra mais recursos para seguir lidando. Por mais que não pareça uma das maneiras mais saudáveis de fazê-lo, se "anestesiar" ou evitar os problemas também é, para algumas pessoas, uma forma de enfrentamento. Enquanto conseguir se manter compreensiva e disposta a apoiá-lo, independente de qual seja sua decisão, poderá contar com a chance de que ele se abra pra você e considere, genuinamente, sua vontade e disposição em ajudá-lo. Entendo que também esteja aflita, e que precise de suporte para lidar com essa surpresa, mas tenho certeza que conseguirá reforçar ainda mais a relação de vocês se você se colocar como ouvinte e também puder ter compaixão para com as necessidades e as vulnerabilidades dele.
Convido vocês à possibilidade de serem ouvidos, enquanto mãe e enquanto filho (isoladamente, também), para que possam, cada um dentro de suas percepções e com seus próprios sofrimentos, encontrar alternativas de passarem por essa e outras angústias de modo mais seguro e reconfortante.
Estou à disposição para apoiá-los nesse momento tão difícil.
Obrigado por compartilhar!
-
A causa da timidez é excesso de ansiedade? É a ansiedade que causa a timidez?
A causa da timidez é excesso de ansiedade? É a ansiedade que causa a timidez?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Não necessariamente podemos determinar se uma causa está atrelada à outra, ou vice-versa. Importante levar em consideração algumas particularidades antes de se concluir o raciocínio.
Timidez pode ser entendida como uma característica de personalidade. Ansiedade, por sua vez, como um sintoma.
Contudo (inclusive, não raro), é possível associar ambas, enquanto potencializadoras uma da outra.
Vale ressaltar que o principal campo de exploração da Psicologia diante da sua pergunta está voltado ao entendimento dos prejuízos causados, como, por exemplo, à maneira como essas consequências afetam cada indivíduo, bem como quais áreas de sua vida vêm sendo afetadas.
Se você está passando por dificuldades ligadas à pergunta que fez, sugiro que procure ajuda para poder dispor de meios lhe possibilitem um enfrentamento seguro e efetivo desses sintomas.
Estou à disposição.
Forte abraço!
-
Meu filho tem perda auditiva bilateral moderada, ele usa o aparelho auditivo e fala muito bem e quan
Meu filho tem perda auditiva bilateral moderada, ele usa o aparelho auditivo e fala muito bem e quando está com os aparelhos ele ouve bem, o sonho dele é ser bombeiro e ele está se preparando pra isso .
Mas acho que não vão aceitamos, e não sei como falar isso com ele pois é difícil vc falar com o seu filho que seu maior sonho não vai se concretizar. Não sei como resolver essa situação?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Entendo que queira proteger seu filho de lidar com uma (possível) frustração por não poder realizar seu maior desejo. Posso imaginar que, enquanto mãe, vê-lo sofrer com isso deva ser cortante, desanimador e, ao mesmo tempo, confuso por querer motivá-lo a cultivar seus próprios sonhos sem, entretanto, poder oferecê-lo quaisquer garantias de que os conseguirá atingir.
Sugiro, antes de tudo, que se certifique diretamente com o Corpo de Bombeiros se a condição dele seria capaz de impedi-lo por completo de exercer o ofício (mesmo que, em última instância, ocupando outras funções junto à Corporação). Se, de fato e inevitavelmente, a limitação for desqualificante, tenho certeza que se conseguir garantir um espaço para comunicá-lo sobre essa hipótese que seja, antes de tudo, de compreensão, escuta e acolhimento, permitirá que ele comece a trabalhar essa nova realidade no seu universo íntimo, dando a ele a chance de elaborar a dura notícia e de reinventar-se quanto a seus objetivos de vida.
Espero poder ter ajudado, mesmo que com breves palavras, a aplacar um pouco desse sofrimento.
Estou por aqui, se considerar necessário.
Fiquem bem. Sucesso pro seu garoto!
-
Eu quero sair pra trabalhar fora uma viagem de uns quatro dias e eu estou sentido uma desanimo e uma
Eu quero sair pra trabalhar fora uma viagem de uns quatro dias e eu estou sentido uma desanimo e uma fraqueza, o que eu faso? Que me aconselham?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Tenho certeza que a viagem poderá te ajudar a recobrar a disposição da qual deve estar sentindo falta. Poder dar um "pause" na vida, de vez em quando, e focar nos seus prazeres é de grande importância para o equilíbrio da sua saúde mental.
Não posso deixar de ressaltar a importância de examinar melhor isso com um profissional dessa área (mais especificamente, da Psicologia) para verificar a origem dessas sensações que compartilhou aqui. Infelizmente, de pouco adiantaria se apenas recorresse à fuga do seu atual ambiente de trabalho uma vez que a relação que você mantém com o mesmo (assim como com outras áreas da sua vida que possam estar te desgastando tanto) permanecer inexplorada. Dificilmente o descanso e o repouso serão verdadeiramente reparadores se continuar carregando com você aquilo que tanto te atormenta.
Espero que tenha conseguido concretizar a viagem e que hoje se encontre bem.
Estou à disposição para conversarmos, caso ainda sinta que precise.
Um abraço!
-
Não aguento mais.. Meu esposo não aceita ajuda médica p parar de beber esta destruindo nossa família
Não aguento mais.. Meu esposo não aceita ajuda médica p parar de beber esta destruindo nossa família e está c a saúde debilitada o que faço ja que está perdendo tudo o que tem e só resta eu e os filhos dele p ajudar? Sem contar que tudo que ganha vai p bebida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Imagino como e quanto deve estar sofrendo por vê-lo se fragilizando cada vez mais a partir da dependência.
Infelizmente, afirmo que vocês vivem hoje uma realidade que apresenta alto potencial destrutivo no que diz respeito aos vínculos e à integridade de todos os membros da família, além de se tratar de uma séria questão de saúde pública. Antes de tudo, sinto muito pelo que está acontecendo e espero, ainda que com breves palavras, poder servir de consolo e, quem sabe, como provável referência de apoio.
Ainda sem saber de maiores detalhes, consigo perceber que seu marido parece viver uma vida cuja realidade não mais o motiva ou estimula positivamente. Diante de todos (ou dos poucos) recursos dos quais dispõe, é possível que tenha encontrado na bebida uma maneira de anestesiar-se diante do sofrimento para evitá-lo ou, até mesmo, não ter que lidar com ele. Mesmo que se recuse a receber ajuda, não consigo deixar de ver a atitude dele como um grito de socorro. Por mais contraditório que possa parecer, o "não lidar" também é uma forma possível de enfrentamento à realidade.
Compreendo que esteja se sentindo abatida por ter que lidar com essa situação praticamente sozinha e que também necessite de ajuda, mas acredito que, nesse momento, uma conversa séria e comprometida, em que você possa expor a ele o sofrimento que isso vem causando à vocês, inclusive os riscos e prejuízos que a situação impõe à vida pessoal de cada um (não apenas a dele), seria de grande pertinência. Cuide para não fazer uso de imposições e julgamentos, pois poderia não só aumentar a resistência dele à qualquer possibilidade de ajuda, como também acentuar o uso da substância. O objetivo da conversa pode ser (e acredito que isso deva estar explícito), antes de qualquer outro tipo de tentativa de intervenção, o de você restaurar a aliança que existe com seu marido, mostrando-se compreensiva e ouvinte para com as dificuldades que ele também está enfrentando, para, enfim, quem sabe, poder fazê-lo recobrar a consciência sobre a responsabilidade que tem não apenas sobre si mesmo, mas, também, sobre a relação que sustentam juntos. Vale ressaltar que cada pessoa tem total liberdade de escolha sobre sua própria vida e que, se nesse processo de "morrer aos poucos" ele encontrou uma das suas melhores maneiras de existir, dificilmente consegue-se convencê-lo apenas pelo uso da razão ou do apelo emocional.
Em última instância, considerar uma internação (não compulsória, claro) pode ser a única saída para ajudá-lo a se desfazer sistematicamente do vício e reabilitar-se para uma vida saudável, em sociedade.
Estou à postos para recebê-los, e, até onde estiver ao alcance, poder ajudar a enfrentar esse momento tão delicado de maneira leve e adequada.
Obrigado por compartilhar seu relato!
Espero que passem bem.
-
É possível uma pessoa se tornar introvertida depois de algum trauma ?
É possível uma pessoa se tornar introvertida depois de algum trauma ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Absolutamente, sim.
Por sinal, trata-se de um sintoma muito frequente para pessoas que enfrentaram alguma situação marcadamente traumática.
É possível perceber, muitas das vezes, inclusive, prejuízos em várias áreas da vida que não diretamente relacionadas ao episódio traumático, como, por exemplo: vida afetiva, social, profissional...
É altamente recomendável que procure por suporte psicológico para poder melhor elaborar o evento e reencontrar a autoconfiança necessária para poder viver uma vida mais realizadora e satisfatória.
Estou à disposição.
Que tudo possa correr bem.
Abraços!
Perguntas frequentes
-
Cansaço e fadiga após perder 5kg não intencional em menos de dois meses. O que fazer?
A perda ponderal não intencional sempre merece uma investigação, e essa investigação…