A análise existencial pode me ajudar a lidar com o estresse e a ansiedade causados pela doença autoi
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A análise existencial pode me ajudar a lidar com o estresse e a ansiedade causados pela doença autoimune?
Pela lente da Abordagem Centrada na Pessoa, o mais importante não é a técnica em si, mas você se sentir acolhido, ouvido de verdade e aceito como é.
Quando isso acontece, você começa a se conectar com seus próprios sentimentos, entende melhor o que está vivendo e encontra, dentro de si, jeitos mais leves e verdadeiros de lidar com o estresse e a ansiedade.
A doença não some, mas você pode viver com mais autonomia e cuidado consigo mesmo. A terapia vira um espaço seguro pra você ser quem é — mesmo nos dias difíceis.
Quando isso acontece, você começa a se conectar com seus próprios sentimentos, entende melhor o que está vivendo e encontra, dentro de si, jeitos mais leves e verdadeiros de lidar com o estresse e a ansiedade.
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Sim, a análise existencial certamente ajuda as pessoas a lidar com o estresse e a ansiedade. O trabalho pessoal dessa abordagem faz com que o sujeito tenha uma visão mais ampla de si mesmo em relação à vida, o que traz, consequentemente, maior consciência a respeito de si, aquilo o que pensa e, também, os processos de sofrimento com os quais lida. Essa conscientização sobre sua própria existência e seus processos pessoais gera maior compreensão de situações causadoras de ansiedade e estresse. Assim, é uma abordagem que contribui para o alívio desses sintomas.
Quando recebemos um diagnóstico de doença autoimune, é muito comum cairmos em uma armadilha invisível: a de achar que, porque perdemos o controle sobre o funcionamento do corpo, perdemos o controle sobre a nossa vida inteira. A ansiedade cresce justamente aí, nesse espaço onde você se sente refém dos sintomas, dos exames e da incerteza do amanhã. Nas sessões de Psicologia Existencial fazemos não apenas tarefas que te ajudam a ressignificar a doença e que podem te distrair, mas exercícios que servem para devolver a sua dignidade e o seu poder de escolha.
Primeiro, eles ajudam você a enxergar as fronteiras da doença. O lúpus por exemplo pode ditar as regras do seu cansaço ou da sua dor hoje, mas ele não tem o poder de ditar o tom da sua voz, o carinho que você dedica a si mesma ou a forma como você escolhe encarar as próximas horas. Quando mapeamos o que está 100% sob o seu comando, nós desenhamos um limite claro: daqui para lá é o lúpus, mas daqui para cá é você. Você recupera o seu território psíquico.
Segundo, esses passos tiram a sua mente do estado de vigilância constante. Viver monitorando o corpo em busca de um novo sintoma é exaustivo e só aumenta a sua dor. Ao planejar uma pauta para a sua noite — seja um chá, uma leitura ou um momento de descanso sem culpa —, você avisa ao seu cérebro que existe vida, prazer e significado acontecendo para além dos hospitais. Você deixa de apenas sobreviver à doença e passa a, de fato, habitar o seu dia.
Por fim, o maior ganho de tudo isso é proteger quem você é. Você não é o lúpus; você é uma pessoa que, entre muitas outras histórias e características, também convive com essa condição. Ao resgatar o seu nome próprio e os seus papéis de amiga, de mulher, de profissional ou de alguém que aprecia as pequenas coisas, nós impedimos que o diagnóstico apague a sua identidade. O lúpus é uma circunstância da sua jornada, mas a autoria dos seus dias permanece inteiramente nas suas mãos. É nas pequenas escolhas de hoje que você decide quem quer ser diante de tudo isso, e o trabalho do psicoterapeuta existencial é te manter atento a isso.
Primeiro, eles ajudam você a enxergar as fronteiras da doença. O lúpus por exemplo pode ditar as regras do seu cansaço ou da sua dor hoje, mas ele não tem o poder de ditar o tom da sua voz, o carinho que você dedica a si mesma ou a forma como você escolhe encarar as próximas horas. Quando mapeamos o que está 100% sob o seu comando, nós desenhamos um limite claro: daqui para lá é o lúpus, mas daqui para cá é você. Você recupera o seu território psíquico.
Segundo, esses passos tiram a sua mente do estado de vigilância constante. Viver monitorando o corpo em busca de um novo sintoma é exaustivo e só aumenta a sua dor. Ao planejar uma pauta para a sua noite — seja um chá, uma leitura ou um momento de descanso sem culpa —, você avisa ao seu cérebro que existe vida, prazer e significado acontecendo para além dos hospitais. Você deixa de apenas sobreviver à doença e passa a, de fato, habitar o seu dia.
Por fim, o maior ganho de tudo isso é proteger quem você é. Você não é o lúpus; você é uma pessoa que, entre muitas outras histórias e características, também convive com essa condição. Ao resgatar o seu nome próprio e os seus papéis de amiga, de mulher, de profissional ou de alguém que aprecia as pequenas coisas, nós impedimos que o diagnóstico apague a sua identidade. O lúpus é uma circunstância da sua jornada, mas a autoria dos seus dias permanece inteiramente nas suas mãos. É nas pequenas escolhas de hoje que você decide quem quer ser diante de tudo isso, e o trabalho do psicoterapeuta existencial é te manter atento a isso.
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