A Histeria seria uma luta entre o ID e o ego ou entre o ID e o Super Ego? Ou essa linha de pensamen

31 respostas
A Histeria seria uma luta entre o ID e o ego ou entre o ID e o Super Ego?
Ou essa linha de pensamento está equivocada?
 Silvaneide Andrade Diniz
Psicanalista, Psicólogo
Guarulhos
Olá!
Penso que a histeria é resultado de uma " luta" entre um desejo e uma defesa, assim como a neurose.

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Não é que a linha de pensar um comportamento como "luta" interna esteja equivocada. Mas pensar apenas por este aspécto, é uma forma desatualizada. A Histeria ou o comportamento histérico é uma adaptação a realidades insconstantes, opressivas e sem reconhecimento individual. Fico à disposição para conversarmos online. Atenciosamente.
 Luíza Pedroso Cunha
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
Olá! A histeria, na travessia lacaniana, não se reduz a uma batalha entre instâncias freudianas, mas associa-se ao desejo que insiste sem encontrar palavras—um corpo que fala através do sintoma, onde o sujeito se debate entre o que pode e o que não pode ser dito. O equívoco está em petrificar o conflito em estruturas rígidas, quando ele é, antes, um movimento de falha e busca no laço com o Outro.
Dra. Karen Bustamante
Psicanalista
Osasco
A histeria, dentro da perspectiva psicanalítica, não é simplesmente uma luta entre o id e o ego ou entre o id e o superego. A concepção clássica entende a histeria como a expressão de conflitos inconscientes — especialmente desejos reprimidos (ligados ao id) que o ego tenta conter para manter o equilíbrio psíquico. Esses desejos, por serem inaceitáveis moralmente (influência do superego), geram sintomas como forma de "solução" inconsciente do conflito.

Ou seja, na histeria há, sim, uma tensão entre as instâncias psíquicas (id, ego e superego), mas principalmente uma tentativa do ego de lidar com impulsos inconscientes que ele considera ameaçadores, resultando em manifestações somáticas ou comportamentais.

Portanto, a ideia de "luta" não está totalmente equivocada, mas a histeria é fruto de uma dinâmica mais complexa entre todas as instâncias da mente, não apenas uma batalha isolada entre duas delas.
 Paulo Cesar Francetto
Psicólogo, Psicanalista
Santo André
Mais ou menos id com o superego. Deixe-me começar explicando a origem da palavra histeria. Ela vem do grego Histera que significa útero. Na época de Freud e antes dele as mulheres eram imensa maioria das histéricas. Elas sofriam dos mais variados acometimentos de doenças físicas atribuídas as histerias. Paralisias, cegueiras, enxaquecas, loucuras, dentre muitas outras. Freud descobriu que a origem da histeria era a repressão sexual. O desejo sexual nas mulheres era reprimido. Pelas regras sexuais da época as mulheres não podiam ser livres sexualmente. Isso era regra social e familiar. O que gerava um superego rígido. Logo seus desejos presentes no ID eram reprimidos em demasia pelo superego, gerando assim as tensões que se manifestam no corpo.
 Hans  Luis de Paiva
Psicanalista, Terapeuta complementar
Cachoeira Paulista
Bom dia! Ótima pergunta!
No caso seria os impulsos do ID conflitando diretamente com o Super Ego e o EGO, está ali apenas mediando a situação (conflito). ID sendo barrado pelo Super EGO, causaria no caso da Histeria, que é uma manifestação dos impulsos reprimidos, mas também poderia se manifestar de diversas maneiras tanto físicas quanto psíquicas, como: paralisias, cegueira, fobias, ansiedades e entre outras formas.
 Flavia Bessoni
Psicanalista, Psicólogo
Serra
Olá! Na teoria psicanalítica de Freud, a histeria pode ser entendida como resultado de um conflito psíquico, e esse conflito envolve as diferentes instâncias da mente, principalmente o id e o ego, e em algumas dinâmicas, também o superego.

Id vs. Ego: O id representa os desejos e impulsos primitivos, buscando satisfação imediata e regido pelo princípio do prazer. O ego, por sua vez, opera sob o princípio da realidade, tentando mediar as demandas do id com as restrições do mundo externo e as normas sociais. Na histeria, desejos e impulsos do id, muitas vezes de natureza sexual ou agressiva, podem ser considerados inaceitáveis ou perigosos pelo ego. Para evitar o conflito e a angústia resultantes, o ego pode lançar mão de mecanismos de defesa, como o recalque, que "esconde" esses conteúdos no inconsciente. Os sintomas histéricos seriam, então, uma forma de expressão indireta desses conteúdos recalcados, um "retorno do reprimido" no corpo ou na mente.

Id vs. Superego: O superego representa a internalização das normas morais, dos valores e das proibições aprendidas, principalmente com os pais. Um superego muito rígido e punitivo pode gerar um intenso sentimento de culpa e inadequação em relação aos desejos do id. Na histeria, essa dinâmica pode levar a sintomas que expressam tanto o desejo (do id) quanto a punição ou a defesa contra ele (influência do superego). Por exemplo, uma inibição pode representar tanto a evitação de um ato desejado quanto uma forma de autopunição.

É importante compreender que essas instâncias não atuam de forma isolada, mas sim em constante interação e tensão. A histeria seria uma manifestação particular dessa dinâmica psíquica, onde o ego não consegue lidar de forma saudável com os impulsos do id e/ou com as exigências do superego, resultando na produção de sintomas.

Embora a relação primária na gênese da histeria seja frequentemente vista como o conflito entre o id e o ego (e os mecanismos de defesa do ego), a influência do superego também pode ser significativa na modulação dos sintomas e na experiência subjetiva da pessoa com histeria.

Espero ter ajudado!
 Paulo Bonzanini
Psicanalista
Santo André
A sua pergunta é muito pertinente e demonstra uma preocupação legítima em entender as bases do conflito psíquico na histeria. Vou lhe responder de forma técnica e didática.

Na teoria psicanalítica clássica de Freud, a histeria não é compreendida exatamente como uma "luta" entre Id e Ego ou entre Id e Superego de maneira direta e isolada. A formulação correta é mais complexa.

A histeria, enquanto manifestação clínica, resulta de conflitos intrapsíquicos que envolvem, principalmente, o Ego tentando mediar impulsos inconscientes do Id que são considerados inaceitáveis pela moral internalizada (o Superego) e pela realidade externa.

Em termos estruturais:

O Id é a sede dos impulsos instintivos (desejos, pulsões);

O Superego representa as instâncias críticas e morais internalizadas (as proibições e exigências sociais e parentais);

O Ego é a instância mediadora entre o Id, o Superego e a realidade.

No caso da histeria:

O Ego recusa (reprime) impulsos vindos do Id que são inaceitáveis para o Superego e/ou para as normas sociais.

Essa repressão não elimina o impulso: ele retorna de forma deslocada ou simbolizada, gerando sintomas (como paralisias, cegueiras histéricas, conversões somáticas, lapsos, entre outros).

Assim, o conflito fundamental é entre o Id e o Superego, mas mediado e administrado pelo Ego, que tenta defender-se da angústia originada nesse embate.

Portanto, dizer que há "uma luta entre Id e Superego" mediada pelo Ego é uma formulação mais precisa.

O Ego tenta impedir que os desejos recalcados do Id venham à consciência (por pressão do Superego), utilizando mecanismos de defesa como a repressão, a conversão e a formação de sintomas. A histeria é, assim, uma solução de compromisso inconsciente para administrar a tensão desse conflito.

Resumo em frase única:

A histeria é a expressão simbólica de um conflito entre impulsos do Id e proibições do Superego, com o Ego tentando manter o equilíbrio psíquico por meio da formação de sintomasUma breve nota histórica: a histeria foi um dos primeiros quadros estudados sistematicamente por Freud (a partir de suas observações clínicas com Charcot e, depois, com Breuer, no famoso caso de Anna O.).

Uma observação contemporânea: hoje sabemos que muitos quadros histéricos podem ser compreendidos também à luz da teoria dos traumas, afetando a constituição do aparelho psíquico de maneira ainda mais precoce.

Um convite à reflexão: "Portanto, mais do que pensar a histeria como uma simples 'luta' interna, podemos vê-la como um complexo drama psíquico, no qual desejos, interditos e defesas tecem um enredo inconsciente profundamente humano."
Dra. Laís Linazzi
Psicólogo, Psicanalista
Araucária
A histeria é primariamente um conflito entre o id e o ego. O superego pode estar presente, mas não é o protagonista do conflito histérico. Na histeria, os conflitos psíquicos geralmente se manifestam como sintomas conversivos ou dissociativos — e esses sintomas são fruto de um conflito intrapsíquico. Espero que tenha lhe ajudado a entender um pouco melhor sobre a Hiateria segundo Freud.
 Claudia Cecilia Daniel
Psicólogo, Psicanalista
São José dos Campos
A ideia de que a histeria representa uma luta entre o ID e o Ego ou entre o ID e o Superego não é totalmente precisa dentro da teoria psicanalítica de Freud. Na verdade, a histeria, especialmente na concepção freudiana, está mais relacionada ao conflito entre o Ego e as forças inconscientes do ID, muitas vezes moduladas pelo Superego, mas não de uma forma tão direta quanto uma batalha explícita entre duas partes específicas.

Freud via a histeria como uma manifestação de conflitos internos não resolvidos, muitas vezes envolvendo desejos inconscientes do ID que são reprimidos pelo Ego e pelo Superego. Essas repressões podem levar à conversão de conflitos psíquicos em sintomas físicos. Assim, o conflito fundamental pode ser entendido como uma tensão entre desejos inconscientes (ID) e as demandas conscientes e morais do Ego e do Superego, mas a dinâmica é mais complexa do que uma simples luta entre duas partes.

Portanto, sua linha de pensamento está parcialmente correta ao pensar em conflitos internos, mas talvez simplifique demais a complexidade do funcionamento psíquico freudiano. A histeria não é uma batalha direta entre partes específicas, mas uma expressão de conflitos internos reprimidos e não resolvidos que envolvem múltiplos aspectos do aparelho psíquico.
Olá boa tarde!.
Eu costumo dizer segundo minha experiência emocional que não é importante o paciente entender racionalmente a teoria Freudiana.
Mas compreender seus conflitos.
Quais são as brigas internas.
Muitas vezes vão além de ego id e superego.
Espero poder ajudar com essas palavras.
Estamos aqui.
Psicoterapia Psicanalítica.
Fabiana Cruz Destro
 Léa Michaan
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
A histeria é uma instabilidade emocional que não cabe dentro da pessoa e acaba transbordando para o corpo; pode aparecer por meio de descontrole emocional e alguma doença. A terapia auxilia a pessoa a expandir a mente para conter maiores conteúdos e pensa-los para organiza-los melhor.
Um abraço,
Lea
A histeria pode ser compreendida de forma mais precisa se evitarmos pensar nela como uma luta direta entre duas instâncias psíquicas isoladamente (Id vs. Ego ou Id vs. Superego). Essa visão, embora interessante, simplifica uma estrutura que é mais complexa na metapsicologia freudiana.

Vamos refinar:

1. Histeria e conflito psíquico

A histeria, segundo Freud, surge de conflitos inconscientes, geralmente ligados a desejos recalcados (do Id) que são inaceitáveis para o Ego e/ou para o Superego. Então, o que temos é:

O Id quer expressar um desejo (geralmente sexual ou agressivo);

O Ego, submetido à realidade e à censura do Superego, recalca esse desejo;

Esse recalque não elimina o desejo — ele retorna, disfarçado em forma de sintoma histérico (como paralisias, cegueiras, dores, etc.).


2. Portanto, é uma tensão tripla:

O Id deseja;

O Superego censura;

O Ego tenta equilibrar, mas falha, e produz o sintoma como compromisso.


3. Conclusão:

A histeria não é uma luta simples entre duas instâncias, mas uma formação de compromisso que expressa um conflito inconsciente entre desejo (Id), censura (Superego) e defesa (Ego). Então, sua linha de pensamento não está equivocada, mas pode ser enriquecida se pensarmos nos três em relação.

Fico a disposição.

"A histeria é fruto de um conflito estrutural entre desejo, repressão e censura". Ela resulta de um conflito psíquico mais complexo, onde desejos inconscientes do Id são reprimidos pelo Ego por não serem aceitos moralmente, sob influência do Superego. O Ego, pressionado, recorre ao recalque para evitar o sofrimento psíquico. Esses desejos reprimidos retornam sob a forma de sintomas histéricos. O Superego, com sua força moralizadora, intensifica a censura, gerando culpa e angústia.
 Cirano Araújo
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
Olá, como você tem passado?
A histeria, na leitura freudiana, não se reduz a um conflito entre instâncias isoladas do aparelho psíquico. Embora o conflito entre o id, o ego e o superego seja uma das formas de pensar a dinâmica interna do sujeito, a histeria já era abordada por ele muito antes disso, como um fenômeno ligado ao recalcamento, ao corpo, ao desejo inconsciente e à conversão do sofrimento psíquico em sintomas corporais.
Na histeria, muitas vezes o que se observa é justamente o ego tentando organizar ou reprimir desejos que o id insiste em manifestar, mas isso não acontece sem a presença do superego — que pode também atuar como um agente moralizador, intensificando a culpa ou a inibição. Portanto, dizer que a histeria é exclusivamente um conflito entre id e ego, ou entre id e superego, seria simplificar demais algo que é estruturalmente mais complexo.
A psicanálise não propõe fechar o sentido da histeria, mas escutar o que ela revela do sujeito: seus modos de desejar, de falar com o corpo, de construir um lugar no desejo do outro. O sintoma, quando escutado, pode ser a porta de entrada para uma transformação profunda.
Fico à disposição.
 Gisele Gomes Rodrigues
Psicólogo, Psicanalista
Cascavel
Ótima pergunta! Na histeria, o conflito costuma ser entre o id e o superego, com o ego tentando dar conta dessa briga interna. Mas mais do que entender quem briga com quem, o importante é escutar o que o sintoma quer dizer. Já pensou em fazer análise? Pode ser um bom caminho pra isso.
 Vanessa Oliveira Martins
Psicólogo, Psicanalista
Londrina
Na perspectiva psicanalítica clássica segundo Freud, a histeria pode ser entendida como um conflito psíquico intenso, principalmente entre o id e o superego, com o ego tentando mediar essa tensão de forma defensiva. O id representa os impulsos inconscientes, desejos sexuais e agressivos reprimidos; o superego, por sua vez, carrega as normas morais, regras sociais e o sentimento de culpa. A histeria, nesse modelo, surge quando desejos ou afetos inaceitáveis para o superego (vindos do id) são reprimidos com tanta força que acabam se convertendo em sintomas físicos ou comportamentais inconscientes — os chamados “sintomas de conversão”.
O ego, que deveria equilibrar esses dois polos, entra em sobrecarga. Incapaz de lidar diretamente com os conteúdos reprimidos, ele os “desloca” para o corpo, gerando sintomas que têm origem psíquica, mas se manifestam de forma somática (como paralisias, cegueiras temporárias, desmaios, dores inexplicáveis). Assim, o sintoma histérico é visto como uma solução inconsciente para um conflito moral e pulsional — o desejo do id é barrado pelo superego, e o ego responde tentando proteger a integridade psíquica do sujeito.
 Bárbara Prado
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Na psicanálise, a histeria não é entendida como um simples conflito entre partes da mente, como o id, o ego e o superego. Embora esses conceitos façam parte de um modelo importante da teoria freudiana, a histeria é pensada de uma forma mais ampla: como uma estrutura que diz respeito ao modo como a pessoa se relaciona com seus sentimentos, com o próprio corpo, com o desejo e com os outros à sua volta.

É uma questão muito interessante — e justamente por ser tão complexa, ela costuma ser explorada ao longo do processo terapêutico. Às vezes, perguntas como essa já mostram um movimento importante de busca por compreensão mais profunda sobre si.
Até mais!
Dr. Rubens Torres
Psicanalista
Hortolândia
o Super-Ego pode intensificar o conflito entre o Id e o Ego. Se os desejos do Id forem fortemente proibidos ou considerados pecaminosos pelo Super-Ego internalizado, a angústia gerada será ainda maior, levando o Ego a mobilizar defesas mais intensas, como a repressão e a conversão. O Super-Ego, portanto, atua como um reforçador das proibições que levam à repressão dos desejos do Id pelo Ego.Portanto, sua intuição de que há uma luta entre as instâncias psíquicas está correta, mas a ênfase, na perspectiva psicanalítica clássica da histeria, recai sobre a dinâmica entre o Id e o Ego.
 Lucas Jerzy Portela
Psicanalista
Salvador
qualquer conflito neurótico se dá entre o isso e o eu (Freud nunca usou termos em latin como "ego" ou "id": isso é um erro da tradução americana - os conceitos da Segunda Tópica são mais compreensíveis e em português comum, porque Freud os criou em alemão comum conforme os escutava da boca de seus pacientes: são de fato pronomes, instâncias gramaticais).
 Lucélia Perez
Psicanalista
Manaus
A histeria,demonstra como o inconsciente (Id) pode se manifestar através de sintomas corporais, como um meio de expressar desejos reprimidos ou conflitos internos apresentados pelo superego, uma vez que ele está ligado diretamente a moral e as regras impostas. Os sintomas vem da neurose de conversão, pois seus aspectos são visíveis através de sintomas corporais, como mutismo seletivo, perda de audição, perda de movimentos. Ligados diretamente ao Ego que por sua vez perde sua voz diante dessa briga interna entre ID e Superego
 Christiane  Paes
Psicanalista
Rio de Janeiro
Não, a histeria não é uma luta ...a histeria faz parte de uma estrutura clínica que se apresenta no diagnóstico das neuroses. E o ID, Ego e Super Ego compõem o aparelho psíquico segundo a psicanálise de Freud.
 Felipe Firenze
Psicanalista
Rio de Janeiro
A histeria, em termos psicanalíticos, não pode ser reduzida a um simples conflito entre o ID e o ego, ou entre o ID e o Super Ego. Ela envolve complexos processos internos, onde desejos e impulsos reprimidos podem gerar sintomas. A compreensão de cada caso é única e requer uma escuta atenta e profissional. É importante buscar ajuda para entender melhor esses processos. Caso queira refletir mais sobre isso, estou à disposição!
 Andréa Carla Steffen
Psicanalista
São Paulo
A histeria é expressão de um conflito inconsciente entre o ID e o Superego, com o Ego servindo como mediador por meio do recalque e da formação de sintomas.
A histeria acontece quando uma pessoa sente um desejo ou impulso muito forte (como raiva, desejo sexual ou medo), mas esse desejo vai contra o que ela aprendeu como certo ou aceitável. Isso causa um conflito interno.

Como esse desejo é “proibido”, a mente tenta esconder ele — mas ele volta disfarçado, em forma de sintomas (como dores, paralisias, esquecimentos, crises emocionais etc.). A pessoa não faz isso de propósito, é tudo inconsciente.

Ou seja:

Na histeria, a pessoa vive uma briga interna entre o que ela sente e o que acha que deveria sentir — e o corpo acaba falando por ela.
 Marcos Vinicius de Jesus Santana
Psicanalista, Terapeuta complementar
Hortolândia
Na teoria Freudiana, a histeria é interpretada como um distúrbio psicológico que resulta da repressão de desejos e conflitos inconscientes. Durante o processo de desenvolvimento, se os desejos do id (como impulsos sexuais, por exemplo) forem reprimidos e pelo ego e pelo superego, podem surgir sintomas histéricos como forma de expressões dos conflitos não resolvidos.
 Jackson Shella
Psicanalista
Curitiba
Na psicanálise, o ID representa nossos impulsos inconscientes e primitivos, buscando gratificação imediata. O Ego é a parte da nossa mente que tenta equilibrar esses impulsos com as realidades do mundo externo, agindo de maneira racional e consciente. Já o Superego incorpora as normas e valores sociais e morais que aprendemos, funcionando como uma espécie de "consciência" que nos diz o que é certo ou errado.

A histeria frequentemente surge quando há um conflito intenso entre esses três componentes. Mais especificamente, ela pode ser vista como uma luta entre o ID e o Ego, com o Superego também desempenhando um papel significativo. O ID deseja expressar impulsos ou desejos reprimidos, enquanto o Ego tenta bloqueá-los para evitar o confronto com a realidade ou o sofrimento psíquico. O Superego, por sua vez, pode intensificar essa repressão ao impor padrões morais rígidos.

Quando esses impulsos do ID são muito fortes e o Ego não consegue lidar com eles diretamente, a mente pode usar mecanismos de defesa, como a repressão, para "esconder" esses desejos no inconsciente. No entanto, esses desejos reprimidos podem encontrar formas simbólicas de se manifestar, resultando nos sintomas histéricos.

Portanto, a histeria não é apenas uma luta entre dois desses componentes, mas envolve um conflito dinâmico entre os três. É uma maneira pela qual o Ego tenta gerenciar os desejos do ID que são considerados inaceitáveis pelo Superego, mas acaba falhando, levando a sintomas físicos ou emocionais.
Espero que essa explicação ajude você a entender melhor como a psicanálise vê a histeria. É uma questão complexa, mas pensar nesses três elementos pode ajudar a esclarecer como nossas mentes lidam com conflitos internos. Se precisar de mais detalhes ou tiver outras dúvidas, estou aqui para ajudar.
A questão que você trouxe envolve conceitos clássicos da teoria psicanalítica, especialmente a dinâmica entre as estruturas da personalidade: id, ego e superego.

Na visão freudiana tradicional, a histeria é entendida como um conflito psíquico onde impulsos e desejos do id (instintos básicos e desejos inconscientes) entram em choque com as restrições do ego (a parte racional e consciente que lida com a realidade) e do superego (a instância moral e ética internalizada).

Dito isso, pode-se dizer que a histeria resulta de um conflito entre o id e o ego, pois o ego tenta mediar os desejos instintivos do id frente às demandas da realidade. Porém, o superego também exerce um papel importante, impondo normas morais que reprimem esses impulsos.

Assim, a histeria pode ser vista como uma luta complexa entre o id, ego e superego, não apenas entre dois deles isoladamente.

Portanto, a linha de pensamento que reduz a histeria a uma luta apenas entre id e ego ou id e superego pode ser considerada uma simplificação. O fenômeno é mais amplo e envolve a interação dinâmica dessas três instâncias da psique.
 Helton Alcioní Da Silva
Psicanalista
Florianópolis
A histeria, em Freud, não é entendida como um simples “embate” entre duas instâncias (Id x Ego ou Id x Superego). Ela é uma estrutura clínica ligada ao modo como o sujeito se constitui a partir do desejo do Outro. A pessoa histérica tende a se colocar na posição de objeto do desejo do outro, buscando reconhecimento e, ao mesmo tempo, questionando “o que o outro quer de mim?”.

Podemos dizer que, na histeria, há uma tensão entre o desejo inconsciente (Id) e as exigências do Superego, mediada pelo Ego. Mas reduzir a histeria a uma “luta” entre duas instâncias seria simplificar demais. O essencial é entender que ela se organiza em torno da relação com o desejo do Outro, e não apenas como um conflito interno isolado.
Na psicanálise, a histeria não é entendida como um conflito direto entre Id e Ego. O conflito central ocorre entre os impulsos do Id e as exigências do Superego, sendo o Ego a instância que tenta mediar essa tensão. Quando o conflito não é simbolizado, ele retorna sob a forma de sintomas.
Essa linha de pensamento não está errada, mas é incompleta. Na histeria, a psicanálise compreende um conflito intrapsíquico complexo, que não se limita a uma luta entre duas instâncias do aparelho psíquico.
Há um embate importante entre os desejos do Id e as exigências rígidas do Superego, gerando angústia e culpa. O Ego, fragilizado, não consegue elaborar esse conflito simbolicamente e recorre à repressão, fazendo com que o conflito retorne sob a forma de sintoma, muitas vezes corporal ou relacional.
Portanto, a histeria envolve uma dinâmica triangular entre Id, Ego e Superego, sendo o sintoma uma solução de compromisso. Além disso, a clínica psicanalítica contemporânea entende a histeria também como uma posição subjetiva frente ao desejo do Outro. Coloco-me à disposição, enquanto profissional, para aprofundar esse tema e acompanhar esse tipo de demanda clínica.
Na teoria psicanalítica, a histeria pode ser vista como um conflito entre o id, que representa os desejos e impulsos inconscientes, o ego, que busca mediar esses desejos com a realidade, e o superego, que internaliza normas e valores sociais. É frequentemente descrita como uma manifestação de conflitos não resolvidos.

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