A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) consegue reconhecer emoções faciais corret
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A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) consegue reconhecer emoções faciais corretamente?
Boa noite!
As pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são mais sensíveis a qualquer tipo de expressão emocional facial. Frequentemente, podem fazer uma leitura rápida, porém distorcida, da emoção que julgam ter sido expressa.
Para a pessoa com TPB é importante que ela esteja em terapia para que consiga trabalhar melhor com a sua hipersensibilidade emocional.
Estou disponível para mais perguntas.
As pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são mais sensíveis a qualquer tipo de expressão emocional facial. Frequentemente, podem fazer uma leitura rápida, porém distorcida, da emoção que julgam ter sido expressa.
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Sim, a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline geralmente consegue perceber as emoções faciais dos outros, mas tende a interpretá-las de forma intensificada ou carregada de afeto. Pequenos gestos, silêncios ou mudanças sutis na expressão podem ser lidos como rejeição, desaprovação ou abandono, mesmo quando não há essa intenção. Não se trata de falta de percepção, mas de uma interpretação influenciada pelo viés emocional, pelo medo de abandono e por experiências anteriores de invalidação. Na análise, o trabalho consiste em ajudar o sujeito a diferenciar o que é projeção emocional de sua própria sensibilidade do que é realmente intenção ou estado do outro, promovendo leituras mais equilibradas das expressões e comportamentos alheios.
Olá, tudo bem? Essa é uma pergunta muito relevante e ajuda a esclarecer um ponto que costuma gerar bastante confusão. Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline geralmente conseguem identificar expressões faciais, mas o que pode acontecer é uma interpretação enviesada pelo estado emocional interno. Em outras palavras, o reconhecimento não costuma ser “cego”, mas filtrado pela emoção dominante do momento.
Quando a pessoa está emocionalmente ativada, especialmente por medo de rejeição ou abandono, o cérebro tende a priorizar sinais de ameaça. Assim, uma expressão neutra ou ambígua pode ser percebida como crítica, indiferença ou rejeição. Não é falta de inteligência emocional, e sim um sistema de alerta emocional funcionando em intensidade máxima, tentando proteger de dores já conhecidas.
Na prática clínica, observamos que fora desses estados de alta ativação, muitas pessoas com TPB leem emoções faciais de forma tão precisa quanto qualquer outra pessoa. A dificuldade aparece quando a emoção interna toma o centro da experiência e passa a organizar a percepção do outro. Nesses momentos, o rosto do outro acaba sendo interpretado mais pelo que se sente do que pelo que ele de fato expressa.
O trabalho terapêutico ajuda justamente a criar consciência dessa diferença. Aos poucos, a pessoa aprende a se perguntar se o que está percebendo no outro pode estar sendo amplificado por algo que já estava acontecendo dentro. Isso reduz conflitos, mal-entendidos e a sensação constante de estar sendo atacada ou rejeitada sem motivo claro.
Você já percebeu situações em que uma expressão parecia óbvia no momento, mas depois foi vista de outra forma? O que costuma estar acontecendo emocionalmente com você quando essas interpretações surgem? Há contextos específicos em que isso acontece com mais frequência? Como seria poder pausar antes de tirar conclusões sobre o que o outro está sentindo?
Caso precise, estou à disposição.
Quando a pessoa está emocionalmente ativada, especialmente por medo de rejeição ou abandono, o cérebro tende a priorizar sinais de ameaça. Assim, uma expressão neutra ou ambígua pode ser percebida como crítica, indiferença ou rejeição. Não é falta de inteligência emocional, e sim um sistema de alerta emocional funcionando em intensidade máxima, tentando proteger de dores já conhecidas.
Na prática clínica, observamos que fora desses estados de alta ativação, muitas pessoas com TPB leem emoções faciais de forma tão precisa quanto qualquer outra pessoa. A dificuldade aparece quando a emoção interna toma o centro da experiência e passa a organizar a percepção do outro. Nesses momentos, o rosto do outro acaba sendo interpretado mais pelo que se sente do que pelo que ele de fato expressa.
O trabalho terapêutico ajuda justamente a criar consciência dessa diferença. Aos poucos, a pessoa aprende a se perguntar se o que está percebendo no outro pode estar sendo amplificado por algo que já estava acontecendo dentro. Isso reduz conflitos, mal-entendidos e a sensação constante de estar sendo atacada ou rejeitada sem motivo claro.
Você já percebeu situações em que uma expressão parecia óbvia no momento, mas depois foi vista de outra forma? O que costuma estar acontecendo emocionalmente com você quando essas interpretações surgem? Há contextos específicos em que isso acontece com mais frequência? Como seria poder pausar antes de tirar conclusões sobre o que o outro está sentindo?
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