A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) distorce a realidade intencionalmente?
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A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) distorce a realidade intencionalmente?
Não. A distorção não é intencional.
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), as interpretações da realidade costumam ser fortemente atravessadas pelo estado emocional do momento. Quando o afeto é muito intenso — especialmente diante de medo de abandono, rejeição ou frustração — a percepção do outro e da situação pode se tornar mais rígida ou extremada.
Isso não significa manipulação consciente ou tentativa deliberada de enganar. Para a pessoa, aquela vivência é sentida como verdadeira naquele instante. O que ocorre é uma dificuldade de sustentar nuances, ambivalências e mudanças emocionais ao longo do tempo.
Na clínica, o trabalho visa ampliar a possibilidade de reflexão sobre essas experiências, ajudando o sujeito a diferenciar o que é vivido emocionalmente do que pode ser elaborado e pensado com mais distância.
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), as interpretações da realidade costumam ser fortemente atravessadas pelo estado emocional do momento. Quando o afeto é muito intenso — especialmente diante de medo de abandono, rejeição ou frustração — a percepção do outro e da situação pode se tornar mais rígida ou extremada.
Isso não significa manipulação consciente ou tentativa deliberada de enganar. Para a pessoa, aquela vivência é sentida como verdadeira naquele instante. O que ocorre é uma dificuldade de sustentar nuances, ambivalências e mudanças emocionais ao longo do tempo.
Na clínica, o trabalho visa ampliar a possibilidade de reflexão sobre essas experiências, ajudando o sujeito a diferenciar o que é vivido emocionalmente do que pode ser elaborado e pensado com mais distância.
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Não. A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline não distorce a realidade de forma intencional. O que ocorre é que, em momentos de intensa ativação emocional, a experiência subjetiva passa a ser vivida como verdade absoluta, sem a mediação reflexiva necessária para relativizar percepções e afetos. Essa vivência não é uma estratégia consciente, mas um efeito do modo como o afeto organiza o psiquismo. A emoção antecede a elaboração simbólica, fazendo com que a realidade seja sentida de maneira mais extrema, coerente com o estado emocional do momento. Na psicoterapia, o trabalho consiste em ampliar a capacidade de simbolização e reflexão, para que o paciente possa reconhecer diferentes perspectivas sem negar a intensidade do que sente, construindo uma relação mais estável com a própria experiência e com o outro.
Olá, tudo bem? Não, a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline não distorce a realidade de forma intencional ou consciente. O que acontece é que, em momentos de forte ativação emocional, a realidade passa a ser percebida através do estado emocional do momento, e não avaliada de forma deliberadamente enganosa ou manipulativa.
Quando emoções como medo de abandono, rejeição ou vergonha são ativadas, o cérebro entra em modo de proteção. Nesses estados, a interpretação dos fatos tende a se organizar em torno da emoção dominante. A pessoa não está “inventando” uma versão dos acontecimentos, ela está vivendo aquela versão como verdadeira naquele instante. A convicção é genuína, porque nasce da experiência emocional, não de uma intenção de alterar os fatos.
Por isso, é comum que depois, quando a emoção diminui, a própria pessoa reconheça que a situação não era exatamente como parecia. Esse contraste costuma gerar sofrimento, confusão e até vergonha, porque ela percebe que reagiu com base em algo que parecia absolutamente real naquele momento. Você já notou que sua leitura das situações muda bastante depois que a emoção se acalma? O que costuma surgir quando você percebe essa diferença, alívio, culpa, arrependimento?
Na psicoterapia, o trabalho não é acusar a pessoa de distorção, mas ajudá-la a reconhecer quando a emoção está influenciando a percepção da realidade. Com o tempo, aprende-se a criar mais espaço entre o que é sentido e o que é interpretado como fato, reduzindo conflitos internos e interpessoais e aumentando a sensação de segurança emocional. Caso precise, estou à disposição.
Quando emoções como medo de abandono, rejeição ou vergonha são ativadas, o cérebro entra em modo de proteção. Nesses estados, a interpretação dos fatos tende a se organizar em torno da emoção dominante. A pessoa não está “inventando” uma versão dos acontecimentos, ela está vivendo aquela versão como verdadeira naquele instante. A convicção é genuína, porque nasce da experiência emocional, não de uma intenção de alterar os fatos.
Por isso, é comum que depois, quando a emoção diminui, a própria pessoa reconheça que a situação não era exatamente como parecia. Esse contraste costuma gerar sofrimento, confusão e até vergonha, porque ela percebe que reagiu com base em algo que parecia absolutamente real naquele momento. Você já notou que sua leitura das situações muda bastante depois que a emoção se acalma? O que costuma surgir quando você percebe essa diferença, alívio, culpa, arrependimento?
Na psicoterapia, o trabalho não é acusar a pessoa de distorção, mas ajudá-la a reconhecer quando a emoção está influenciando a percepção da realidade. Com o tempo, aprende-se a criar mais espaço entre o que é sentido e o que é interpretado como fato, reduzindo conflitos internos e interpessoais e aumentando a sensação de segurança emocional. Caso precise, estou à disposição.
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