Ansiedade pode causar hipertensão arterial sistêmica ?
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Ansiedade pode causar hipertensão arterial sistêmica ?
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma patologia à parte e tem seus próprios critérios diagnósticos, não sendo ligados à transtornos de ansiedade. O que pode ocorrer é que em crises de ansiedade a pressão arterial pode subir, causando valores elevados em quem não tem HAS ou piorando o quadro de quem já tem a doença. É muito importante a avaliação médica para que os dois diagnósticos sejam estabelecidos, pois existem fatores de confusão que precisam ser considerados. Espero ter esclarecido sua dúvida! Um abraço.
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Crises de ansiedade podem cursar com crises hipertensivas e ansiedade crônica pode causar níveis pressórios elevados. Entretanto, hipertensão é um diagnóstico clínico que tem outras causas e tratamento diferente da ansiedade. Elas estão relacionadas mas não são causa e efeito. Att.
Olá! São tratamento distintos. A ansiedade em excesso aumenta a adrenalina e pode elevar a pressão arterial lhe causando um prejuízo na sua saúde. Para impedir que a ansiedade exagerada atrapalhe o tratamento da hipertensão, muitas vezes conseguem ser controladas por terapias e algumas mudanças de hábitos.
Espero ter ajudado!
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Pessoas ansiosas têm maior risco de sofrer com picos da pressão. Em situações de ansiedade, o cérebro prepara o corpo para a ação como forma de resposta, elevando a pressão arterial, a frequência cardíaca e a respiração; logo, existe uma ligação entre as emoções e o sistema cardiovascular.
CONCORDO EM GÊNERO NO GRAU COM DR. DAVID AMBAS AS CONDIÇÕES PODEM ESTAR ASSOCIADAS E MUITO FREQUENTEMENTE ESTÃO PORÉM É MUITO DIFÍCIL INFERIR QUALQUER RELAÇÃO DE CAUSALIDADE OU SEJA UMA É A CAUSA DA OUTRA A HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA TEM DIVERSAS CAUSAS E DEVE SER DIAGNOSTICADA E ACOMPANHADA POR UM CARDIOLOGISTA OU CLÍNICO GERAL. ABRAÇO
Pode causar hipertensão arterial por estresse.
Sim, a ansiedade pode causar elevação da pressão arterial, especialmente durante as crises agudas de ansiedade ou pânico, mas é importante diferenciar entre uma elevação temporária da pressão e o diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica (HAS). Quando uma pessoa está ansiosa, o corpo ativa o chamado sistema nervoso autônomo simpático, responsável pela resposta de “luta ou fuga”. Nesse processo, há liberação de adrenalina e noradrenalina, que aumentam a frequência cardíaca, contraem os vasos sanguíneos e elevam a pressão arterial momentaneamente. Esse aumento é fisiológico e tende a se normalizar quando o estado emocional se estabiliza. No entanto, quando a ansiedade se torna crônica, o organismo permanece em estado de alerta constante — e essa ativação repetida pode, ao longo do tempo, contribuir para o desenvolvimento de hipertensão sustentada, especialmente em pessoas com predisposição genética, sobrepeso, sedentarismo ou consumo excessivo de sal, cafeína e álcool. Além disso, sintomas físicos da ansiedade, como taquicardia, tremores, falta de ar e sensação de aperto no peito, podem gerar medo e intensificar ainda mais a resposta cardiovascular, criando um ciclo de retroalimentação entre o corpo e a mente. É importante destacar que, em muitas pessoas, a hipertensão diagnosticada em consultório é, na verdade, “hipertensão do avental branco” — quando a pressão se eleva apenas em situações de estresse (como durante a medição médica) e permanece normal no restante do dia. Nesses casos, o uso de monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA 24h) ajuda a diferenciar se o quadro é emocional ou se há hipertensão verdadeira. O tratamento ideal envolve controle da ansiedade com psicoterapia (preferencialmente Terapia Cognitivo-Comportamental), técnicas de respiração e relaxamento, sono adequado, prática regular de atividade física e, se necessário, uso de medicação ansiolítica ou antidepressiva sob acompanhamento médico. Quando há hipertensão confirmada, é essencial manter seguimento conjunto com cardiologista e neurologista, pois o manejo integrado dos fatores emocionais e cardiovasculares oferece o melhor prognóstico. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, ansiedade, regulação neurofuncional e saúde cardiovascular, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira - Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728
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