Boa noite. Tenho um filho de 16 anos que começou um namoro na escola com uma amiga da mesma classe.

24 respostas
Boa noite. Tenho um filho de 16 anos que começou um namoro na escola com uma amiga da mesma classe. Começaram com um namoro há 2 anos, um namoro tranquilo bem infantil mesmo , eram da mesma sala, mandavam cartinha um para o outro nossas famílias se conheciam e até aí estava tudo bem. Com o passar do tempo esse namoro foi ficando cada vez mais tóxico, excessivo e doentio, meu filho já não tinha amigos, já não queria estar perto da família ( coisas que ele amava fazer) e a namorada disse que não gostava da família dele ( sem qualquer motivo) e se ele quisesse continuar o namoro teria que ser seguindo suas regras. A partir desse momento ele passou a se afastar cada vez mais de mim e do seu pai. Somos bons pais, orientamos, conversamos, aconselhamos e acolhemos quando por diversas vezes ela o deixa na pior (o que é cada vez mais frequente. Tenho a impressão que a menina tenha traços de narcisismo, o que tem deixado meu filho extremamente depressivo, ansioso, irreconhecível… Busquei ajuda, conversei com vários psicólogos, psiquiatras que me orientaram não intervir no namoro, deixar que ele consiga resolver. Tenho muito medo do término também, por ver que com certeza ele não está preparado. A única vez que isso ocorreu me deixou muito assustada. Medo de auto-extermínio. Não sei mais o que posso fazer. Vejo que existe a obsessão de ambos os lados e que realmente não está normal! Fico arrasada pois ele sempre foi um menino educado, alegre, amável e todos que o conhecem me perguntam o que está acontecendo.
Olá,
Você está passando por uma situação bastante complicada, e de fato, servir de suporte ao seu filho neste momento pode lhe ocasionar um sofrimento mental também, afinal, você se preocupa com ele. Sua preocupação é compreensível. Caso queira dividir esta carga com ajuda profissional, dando voz ao que você sente e buscando alternativas do que possa ser feito, fico disponível!

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São poucas informações para da entender o que está acontecendo, pois muitas coisas podem levar a uma submissão a um relacionamento que parece causar sofrimento a seu filho.
Uma coisa que é recorrente, em relacionamentos assim, é a pessoa ter baixo autoestima e que acaba por se associar a pessoas que podem lhe tratar de forma depreciativa, podem ocorrer situações de abuso mental ou físicos, etc. É preciso saber com mais profundidade a situação do seu filho para poder ajudar com mais assertividade.
 Maria Fernanda Talarico
Psicanalista, Psicólogo
Paraty
Olá, bom dia ! Super delicada a situação que você está passando.... existe uma decisão difícil sua como mãe, de intervir ou não em uma situação que seu filho adolescente está passando. Acho importante, de qualquer forma, seu cuidado em se perguntar a melhor forma de agir e não ser totalmente impulsiva.
Os adolescentes estão em um momento de construção de suas formas de estar no mundo adulto. É um período que já são cobrados de algumas responsabilidades, mas ainda são poupados de muitas, por não terem condições de responder como adultos. Nesse período são vividas também as primeiras relações amorosas, que são muito intensas, como quase tudo nesta fase. E não é incomum que as formas de se relacionar não sejam as mais saudáveis, afinal, eles estão vivendo tudo isso pela primeira vez.
Por isso, acompanho sua questão sobre o que fazer diante do que está presenciando. Pois não é possível também fechar os olhos diante do sofrimento do seu filho. Te diria pra seguir na direção de como ajudá-lo, poder ser um ponto de suporte para ele, sem, contudo, ser invasiva. Algo que não seja nem uma proibição da relação, ou uma intervenção que o atropele , mas que também não o deixe totalmente sozinho para lidar com tudo isso. Afinal, sabemos que sentir-se sozinho diante de um sofrimento é ainda pior.
Além disso, já que você tem notado alguns sintomas nele, como depressão e ansiedade, já pensou em um acompanhamento psicológico para ele ?
Olá Bom dia. Pelo seu relato você já buscou ajuda com psicólogos para tentar ajuda-lo, porém entendo que este comportamento diz muito mais respeito a ele do que vocês como pais. Sugiro que ele faça uma terapia, para que o processo possa ajuda-lo a refletir sobre o momento que está vivendo e o significado das suas escolhas. Lembre-se de que ele está com 16 anos e provavelmente com necessidade de trilhar seu próprio caminho, porém isso não exclui a necessidade de buscar ajuda para sentir-se mais feliz e realizado.
O que você está vivendo como mãe é profundamente angustiante. A adolescência é uma fase crítica do desenvolvimento emocional, e envolvimentos afetivos intensos e desregulados podem gerar sofrimento psíquico importante, isolamento social e até riscos à integridade emocional e física, como você mesma já percebeu.

O que você descreve apresenta características preocupantes de uma relação de dependência emocional e possível abuso psicológico. O afastamento do seu filho da família, o controle por parte da parceira, os episódios de humilhação seguidos de reconciliação e o impacto na autoestima e saúde mental dele (ansiedade, depressão) são sinais de alerta que não devem ser minimizados.

Ainda que muitos profissionais recomendem não intervir diretamente no namoro, isso não significa não fazer nada. É fundamental que ele seja acolhido em um espaço terapêutico seguro e contínuo, onde possa refletir sobre seus vínculos, emoções e autonomia afetiva. Ao mesmo tempo, vocês, como pais, também podem se beneficiar de orientação parental especializada, para saber como apoiar sem invadir, acolher sem reforçar a dependência, e intervir de forma ética e cuidadosa em momentos críticos.
 Izabel Bueno de Souza
Psicólogo
São Caetano do Sul
Bom dia, seria muito importante seu filho iniciar um tratamento terapêutico, para ajudá-lo a entender o que faz ele permanecer em um relacionamento tóxico.
 Germaniely Lima
Psicólogo, Psicanalista
Florianópolis
Olá, lamento que seu filho esteja passando por isso . Nesse período da adolescência, os afetos estão muitos aflorados. Você relatou muitas vezes ele fica na pior . Seria interessante que você converse com ele neste momento e pergunte se ele não deseja receber ajuda terapêutica para ele consiga entender melhor essa relação . Se ele aceitar , aconselho que busque um psicólogo que atenda adolescentes
Dra. Lisiane Hadlich Machado
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Bom dia! Sugiro que conversem com ele sobre fazer terapia! ou caso ele tenha relutância sugiro fazerem terapia de família, para ajuda-lo e entenderem a fundo como se formou essa estrutura de relacionamento abusivo bem como ter estratégias de melhorar a auto estima, independência emocional e fortalecer o psicológico de todos. Fico a disposição.
Olá! A adolescência é uma fase muito desafiadora, tanto para o adolescente quanto para os pais. O ideal, na minha opinião, é que o adolescente faça terapia para que através do autoconhecimento entenda o motivo de estar vivendo a relação que está com a namorada. Dessa forma, ele junto ao psicólogo, encontrará uma maneira de lidar com as diversas situações e conexões emocionais desse namoro e de outras relações. Também indico terapia para você, mãe, para conseguir lidar com as escolhas que um filho decide optar. Um filho é um indivíduo que caminha seus próprios passos, e, lidar com esse movimento não é fácil. Conte comigo para ter ajuda e assim conseguir encontrar uma maneira de lidar com a relação com o seu filho.
Boa noite, e obrigado por dividir algo tão sensível. Dá pra perceber o quanto você está envolvida na vida do seu filho, tentando entender, apoiar, e ao mesmo tempo lidar com a dor de vê-lo se transformar, se afastar e talvez até se perder um pouco nessa relação.

Fico me perguntando como tem sido pra você acompanhar isso tudo tão de perto e, ao mesmo tempo, se sentir sem poder agir como gostaria. Será que esse afastamento dele é só efeito do namoro, ou será que tem algo mais que ele mesmo ainda não consegue colocar em palavras? Quando você fala desse controle, da forma como ela o isola, também me vem o quanto isso pode mexer com o senso de identidade dele — será que ele consegue perceber que está sofrendo? Ou será que, por enquanto, ele ainda confunde isso com intensidade ou amor?

E nesse lugar tão delicado que é o de mãe, como continuar próxima sem invadir? Como mostrar que você está ali, sem que ele sinta que está sendo vigiado? Essas são perguntas difíceis, e talvez a resposta não venha de imediato. Mas mesmo assim, seu cuidado, sua presença constante, sua escuta — ainda que ele não aceite agora — podem estar plantando algo importante para quando ele se deparar com a dor que talvez ainda esteja negando. E será que, nesse meio tempo, também seria possível você ter um espaço de escuta só seu? Um lugar onde você possa cuidar de tudo isso que sente, sem precisar dar conta sozinha?

Você está fazendo muito, mesmo na dúvida. E às vezes, é esse "não saber" que abre espaço para um cuidado mais verdadeiro.
Olá... Consigo sentir o quanto está doendo em você ver seu filho tão diferente, tão longe, preso num relacionamento que parece sufocar tudo o que ele era. E mais do que isso, entendo o medo, a angústia de não saber como ajudar sem invadir — porque quando se ama, a gente quer proteger.

O que você descreve é sério e merece ser olhado com muito cuidado. Essa perda de interesse pela vida, o afastamento da família, dos amigos, e os sinais de tristeza profunda, são alertas importantes. E sim, relacionamentos assim podem confundir a cabeça, ainda mais na adolescência, que já é um tempo tão intenso.

Sei que você já está fazendo muito. E às vezes, mesmo fazendo tudo, parece que não é suficiente. Mas sua presença, seu amor constante, sua escuta, são mais valiosos do que você imagina. Seu filho precisa saber que, mesmo quando ele se fecha, tem um lugar seguro pra voltar.

Um acompanhamento terapêutico pode ajudá-lo a se escutar, a se reconectar com quem ele é, com seus desejos — e também pode ser algo super recomendado para você, como apoio, lugar de escuta e acolhimento para tudo o que você tem sentido, nesse momento tão delicado.

Você não está sozinha. E seu filho também não. O cuidado começa assim: na escuta, na presença, e no amor que, mesmo angustiado, segue firme aí dentro de você.

Tô aqui, se desejar conversar mais.
Dr. Denis Carvalho
Psicólogo
Chapecó
Mãe, entendo sua angústia e a preocupação com as mudanças no comportamento do seu filho. O que você descreve revela uma relação que está gerando sofrimento real, tanto emocional quanto social, e isso precisa ser olhado com atenção.

Quando um vínculo afetivo passa a causar isolamento, perda de interesse por atividades importantes, afastamento da família e sintomas como ansiedade, tristeza intensa ou desesperança, o ideal é que ele tenha acompanhamento psicológico contínuo. Um profissional pode ajudá-lo a entender o que está vivendo, desenvolver recursos emocionais e, com o tempo, tomar decisões mais saudáveis.
Sinto muito por toda essa situação! A adolescência é um período que pode ser bem complexo, a descoberta da sexualidade, da representação do outro, o namoro, tudo acontecendo junto com o crescimento e amadurecimento emocional e cognitivo. É complexo para muitos conseguirem entender e diferenciar o que é “normal”, e o que está acontecendo de maneira “inadequada”, perceber que o sujeito deve se colocar em primeiro lugar, não colocar o outro nesse lugar, e que mesmo quem se coloca em primeiro lugar, não deve desrespeitar o espaço e direitos do outro, e com tudo isso acontecendo é comum, jovens que entram e permanecem em relacionamentos que podem ter nuances inadequados, que não fazem bem para ele, mas que ele não se dá conta, por vezes poderá justificar as ações do outro, não percebendo quando acontece esses momentos em que o outro ultrapassa os limites... Enfim, importante que ele faça terapia e acompanhe com psiquiatra, não sei se já tentou terapia de casal para os dois. E para você uma terapia com foco no suporte e manejos para lidar com toda essa situação, seria terapia de orientação parental ou familiar, você encontra com um desses nomes, eu ofereço esse serviço, caso queira conversar e entender mais como funciona, estou a disposição. Desejo boa sorte para você e seu filho!
 Maisa Guimarães Andrade
Psicanalista, Psicólogo
Rio de Janeiro
Querida mãe, obrigada por compartilhar sua vivência com tanta coragem e sensibilidade. O que você está vivendo não é simples, e é compreensível que esteja se sentindo exausta, confusa e profundamente preocupada com seu filho. Seu relato transborda amor, zelo e um desejo genuíno de cuidar, mesmo em meio ao medo e à impotência. E só o fato de você estar buscando ajuda, escuta e caminhos possíveis já demonstra o quanto está fazendo tudo o que está ao seu alcance — e isso, por si só, já é uma forma potente de amar.

A adolescência é, por natureza, um período de grandes rupturas e reestruturações emocionais. O jovem se vê diante do desafio de construir sua identidade, de se separar, simbolicamente, dos pais, e de buscar nos vínculos amorosos uma forma de reconhecimento. É por isso que, muitas vezes, os relacionamentos nessa fase ganham um contorno mais intenso, quase absoluto, como se fossem o único chão possível. No caso do seu filho, tudo isso parece estar atravessado por uma relação que se tornou sufocante e dominadora — um vínculo que, em vez de fazê-lo crescer, está minando sua vitalidade, seus laços afetivos, sua liberdade.

É muito doloroso para uma mãe ver o filho se apagar assim. Ver aquele menino alegre, presente, querido, tornar-se uma sombra de si, envolvido em uma relação que o isola e o enfraquece. Seu medo, especialmente diante da possibilidade de um rompimento mais abrupto, é absolutamente legítimo. O risco emocional envolvido, a ansiedade, a oscilação de humor, e até os sinais de sofrimento mais grave, tudo isso precisa, sim, ser olhado com muita atenção.

Mas há algo muito importante aqui: embora você não possa viver por ele, você pode continuar sendo esse porto seguro, ainda que ele não consiga demonstrar isso agora. E procurar ajuda para você — como está fazendo agora — é uma forma muito poderosa de ajudá-lo também. A psicanálise oferece um espaço onde você poderá elaborar tudo isso que sente: a angústia, o medo de perdê-lo, a sensação de falha, o desejo de protegê-lo e, ao mesmo tempo, a frustração por não conseguir interferir. Esse cuidado com você é fundamental, porque filhos adoecem emocionalmente, mas mães também adoecem junto, e precisam ser cuidadas.

Além disso, o trabalho psicanalítico com os pais pode, muitas vezes, ser a porta de entrada para que o adolescente também, mais adiante, se sinta disposto a buscar ajuda. Quando ele perceber que há um espaço em que sua mãe também é escutada, que ela não está ali para controlá-lo, mas para se entender e se fortalecer, talvez isso crie uma identificação, um desejo de também se escutar. Jovens podem resistir muito à terapia, é verdade, mas os efeitos de um ambiente familiar mais consciente, mais sustentado emocionalmente, são silenciosos — e muito transformadores.

Você está certa em seguir próxima, mesmo que ele se afaste. Continue sendo presença, mesmo que ele não queira conversar. Seu cuidado tem valor, mesmo que não seja imediatamente reconhecido. E nesse processo, permitir-se ser escutada, acolhida e compreendida pode ser o que lhe dará o fôlego necessário para sustentar esse vínculo com firmeza, mas também com delicadeza.

Você não está sozinha. A dor que você sente é legítima, mas também há caminhos possíveis para reconstruir, para compreender e para apoiar esse menino que ainda está tentando se encontrar. E você está dando o primeiro passo, com amor, buscando ajuda. Isso, por si só, já muda muita coisa. Estou com você.
Olá, compreendo profundamente a sua angústia e a preocupação com o bem-estar do seu filho. A forma como você descreve a situação demonstra o quanto está atenta, envolvida e disposta a ajudá-lo, o que é essencial nesse momento.

Relações amorosas na adolescência são experiências marcantes e formativas, mas, quando se tornam tóxicas ou controladoras, podem realmente impactar de maneira significativa a saúde emocional do adolescente — como parece estar acontecendo com seu filho. O isolamento, a mudança de comportamento e os sinais de sofrimento que você percebe indicam que ele pode estar vivendo uma relação marcada por desequilíbrios emocionais.

A orientação de não intervir diretamente pode fazer sentido em muitos casos, pois adolescentes precisam desenvolver autonomia. No entanto, quando há indícios de sofrimento intenso, quadros depressivos ou risco à integridade emocional ou física, a escuta ativa, o apoio contínuo da família e, sim, algum nível de intervenção responsável se tornam fundamentais.

Mesmo que ele não aceite ajuda diretamente, manter uma rede de apoio próxima e estável, com escuta sem julgamentos e disponibilidade, pode fazer toda a diferença. Às vezes, buscar um profissional que ele se sinta confortável em conversar — mesmo que inicialmente sem falar sobre o namoro — pode abrir caminhos importantes.

Você não está sozinha, e seu cuidado mostra o quanto ele tem uma base afetiva forte ao redor. Continuar buscando ajuda, como você já tem feito, é muito valioso. E, em casos de risco iminente, não hesite em procurar suporte especializado com urgência.

Se precisar, estou à disposição.
 Lays Faria
Psicólogo
Rio de Janeiro
Olá, primeiramente gostaria de pontuar, que o seu relato é muito complexo para que se possa que isso ou aquilo é melhor ou pior nessa situação. O que posso fazer aqui é pontuar algumas informações importantes sobre: 1. É importante que ele tenha, um espaço dele, para que possa falar, se expressar, dizer o que pensa e conseguir elaborar os desejos dele, ou seja, acredito que seja benéfico para ele um processo de terapia, algo mais amplo, sabe? Não necessariamente por causa do namoro em si, mas para que dentre tantas informações ele consiga se ouvir. 2. Fatores de risco, esses são pontos a serem observados sempre, no sentido de oferecer risco a vida, adultos em geral, tendem a ser as pessoas em quem as crianças e adolescentes observam e buscam como referência, estabelecer certos limites, presando pelo bem estar (veja, bem estar é diferente de exercer controle e é importante estar atento a isso) pode ser fundamental para o desenvolvimento. Com certeza é uma resposta rasa frente a profundidade das questões que trouxe, mas espero ter ajudado!
Oi, mãe! Imagino a sua angústia. Espero que, nesse momento, você esteja em acompanhamento com psicóloga. Quanto ao namoro do seu filho, concordo com os outros profissionais, mas sugiro conversar com pais da namorada dele, caso seja viável, e indicar a terapia para ele. Abraço e espero que tudo fique bem.
Olá! Antes de tudo, quero reconhecer o quanto a sua preocupação é legítima e amorosa. Como mãe, ver um filho preso em uma relação tóxica e adoecido emocionalmente gera um sofrimento muito grande.

Do ponto de vista psicológico, o que você descreve apresenta sinais claros de um relacionamento abusivo — marcado por controle, isolamento e desgaste emocional. Em adolescentes, essas relações são ainda mais delicadas, pois eles estão em fase de desenvolvimento da identidade, da autoestima e da autonomia emocional.

É importante entender que o isolamento social, mudanças bruscas de comportamento, tristeza profunda e dependência emocional são sinais de alerta que precisam de cuidado.

A orientação de não intervir diretamente no namoro tem como base o risco de ele se sentir ainda mais preso à relação por oposição aos pais. Porém, isso não significa não fazer nada.
O que você pode fazer:
Continuar sendo rede de apoio, com escuta sem julgamentos.
Fortalecer o vínculo com ele, criando espaços de acolhimento e confiança.
Estimular, com muito cuidado, o acesso dele a um processo psicoterapêutico — não só para lidar com o namoro, mas para fortalecer sua identidade e recursos emocionais.
Observar atentamente sinais de risco maior (ideação suicida, isolamento extremo, automutilação) — nesses casos, a intervenção profissional imediata é fundamental.

Lembre-se: a função dos pais neste momento é ser porto seguro, não controle. A saída desse ciclo precisa ser construída com suporte, acolhimento e limites saudáveis.
Se precisar, posso te ajudar a pensar em estratégias práticas de aproximação ou comunicação com ele.
Conte comigo. Seu cuidado já mostra o quanto ele tem uma base importante para se reconstruir.
 Jennifer Dacal
Psicólogo, Psicanalista
Londrina
Bom dia! Sou Jennifer psicóloga e psicanalista.
Siga em tratamento com um profissional que possa te escutar sobre isso, sobre esse medo e até para que possa conversar com seu filho de uma maneira melhor
Oi, sinto muito por tudo o que vocês estão vivendo. Ver um filho mudar tanto por conta de um relacionamento é algo que realmente angustia e deixa qualquer mãe em alerta. Quando um vínculo começa a trazer sofrimento, isolamento e medo, é sinal de que precisa ser olhado com muito cuidado.

Um psicólogo que tenha experiência com relacionamentos abusivos pode ajudar seu filho a compreender o que está vivendo, fortalecer sua autoestima e lidar com tudo isso de forma mais segura e saudável. Ele não precisa enfrentar isso sozinho e vocês, como família, também podem encontrar apoio nesse processo.
Dra. Aparecida Collepiccolo
Psicólogo, Sexólogo, Psicanalista
Jundiaí
O que você está vivendo é muito difícil e seu cuidado como mãe é evidente em cada palavra. Na adolescência, é comum que os filhos se afastem um pouco da família para viver experiências novas, como os primeiros relacionamentos. Mas quando esse namoro se torna algo que tira a alegria, o convívio familiar e os amigos, é sinal de que ele está vivendo algo muito pesado emocionalmente.
Pelo que você descreve, parece que esse relacionamento virou uma espécie de prisão, onde ele se anulou para não perder a menina — e isso o está machucando profundamente. Mesmo assim, tentar acabar com o namoro à força pode fazer com que ele se feche ainda mais. O mais importante agora é continuar sendo um porto seguro: estar por perto, acolher, ouvir, e mostrar que ele pode contar com vocês.
O medo que você sente em relação ao término é real e precisa ser levado a sério. Seria importante que ele tivesse acompanhamento psicológico, com alguém que consiga escutar o que ele está vivendo sem julgamentos. E você também pode (e merece) ter um espaço para se fortalecer, porque sustentar esse papel de mãe diante de tudo isso não é fácil.
O amor que vocês têm por ele é uma força enorme — e é com isso que ele vai poder contar quando estiver pronto para se reaproximar.
Busque ajuda!
 André Luiz Almeida
Psicólogo
Belo Horizonte
Boa noite. O que você está vivenciando é extremamente doloroso e angustiante, e é natural que você se sinta perdida diante dessa situação tão complexa com seu filho. O namoro do seu filho parece estar impactando profundamente sua saúde emocional e suas relações familiares, e isso é um reflexo das dinâmicas tóxicas que ele tem vivenciado. Em momentos como este, é muito comum a sensação de impotência dos pais, que percebem que o filho está se afastando de si mesmo, mas ao mesmo tempo querem protegê-lo.

A psicoterapia pode ser uma ferramenta importante nesse processo, tanto para ele quanto para a família. No caso do seu filho, um espaço terapêutico individual pode ajudá-lo a entender suas emoções, medos e dependências desse relacionamento, além de possibilitar a construção de uma visão mais clara de quem ele é, sem a influência externa da relação. Para você e seu marido, também pode ser valioso explorar como lidar com essa situação de forma cuidadosa, sem forçar soluções, mas sim apoiando o processo de autoconhecimento e autossuficiência emocional de seu filho. Esse tipo de apoio pode ajudar a restaurar seu equilíbrio e confiança, permitindo-lhe tomar decisões mais saudáveis no futuro.
O que você compartilha revela o quanto está atenta, presente e preocupada com o bem-estar do seu filho, e isso é muito importante. A adolescência é, de fato, uma fase marcada por muitas transformações e confusões emocionais. É natural que os jovens, nesse momento da vida, estejam tentando descobrir quem são, qual é o seu lugar no mundo e como se relacionar, e, nesse processo, podem acabar se envolvendo em vínculos mais intensos, por vezes até desequilibrados. O que você relata sobre o relacionamento e as mudanças no comportamento do seu filho realmente merece atenção, principalmente pelo impacto que isso está causando na saúde emocional dele. Ainda que, nesse momento, a intervenção direta no namoro possa ser delicada, o acompanhamento psicológico pode ajudar muito — tanto para que ele tenha um espaço seguro para elaborar seus sentimentos quanto para que possa, com o tempo, desenvolver mais clareza sobre si mesmo, seus limites e os vínculos que está construindo. É compreensível o seu medo, especialmente se já houve sinais de sofrimento intenso. Por isso mesmo, buscar apoio profissional é uma atitude muito sensata e cuidadosa. E, enquanto isso, manter-se como esse porto seguro, mesmo que ele, por agora, pareça afastado, também é uma forma de cuidado.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Seu relato toca em um ponto muito delicado — e profundamente humano: a dor de ver um filho se afastar de quem ele era, imerso em uma relação que parece engolir suas cores, sua liberdade e até sua segurança emocional. Como mãe, é impossível não sentir o desespero de ver alguém que você ama se apagar aos poucos, enquanto tenta encontrar seu lugar no mundo por meio de um vínculo que, infelizmente, tem mais tensão do que afeto saudável.

O que você está observando, com bastante sensibilidade, são sinais de um relacionamento que pode estar se tornando emocionalmente abusivo, e isso, quando acontece na adolescência, gera um impacto ainda mais intenso — pois é justamente nessa fase que o cérebro está formando conexões importantes para a construção da identidade, autoestima e regulação emocional. As áreas do cérebro envolvidas na avaliação de risco e tomada de decisão (como o córtex pré-frontal) ainda estão em desenvolvimento, o que explica por que ele pode parecer “cego” para o que está claro para você.

A neurociência mostra que vínculos tóxicos, especialmente quando envolvem dependência emocional, podem ativar circuitos semelhantes aos do vício. O sistema de recompensa cerebral se torna sensível à presença e validação da outra pessoa, mesmo que venha junto com dor. Isso explica por que ele pode ter reações tão intensas diante de afastamentos ou críticas, como se o término fosse uma ameaça à sua sobrevivência emocional.

Diante disso, talvez seja importante refletir: de que forma você pode continuar sendo um “porto seguro” mesmo quando ele não parece te ouvir? Que tipo de vínculo ainda é possível manter com ele, mesmo que sutil, para que ele saiba que pode voltar quando o castelo desmoronar? Há espaço para ele se sentir compreendido por você sem se sentir julgado? Às vezes, mais do que aconselhar, o que ele precisa é se sentir visto em sua confusão, para que não se afunde ainda mais nela.

Você fez muito ao buscar apoio profissional e se manter próxima. Diante de sinais tão sérios como os que você mencionou — incluindo o risco de autoextermínio — é fundamental que ele esteja acompanhado por um profissional que possa acolher, escutar e intervir com responsabilidade. Se isso ainda não estiver acontecendo, talvez seja o momento de buscar um psiquiatra e um psicólogo com experiência em adolescentes e relações abusivas. E se ele já estiver em terapia, o mais indicado é levar todas essas observações para o profissional que o acompanha.

Seu cuidado é precioso. Continue sendo esse olhar atento que, mesmo sofrendo, não desiste de estar ali. Caso precise, estou à disposição.

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