Boa noite! Ultimamente tenho me sentido muito estressada e sobrecarregada. Quando eu fazia terapia,

21 respostas
Boa noite!
Ultimamente tenho me sentido muito estressada e sobrecarregada. Quando eu fazia terapia, sentia um grande alívio após as sessões, pois podia compartilhar o que estava sentindo e, com ajuda, entender melhor o que se passava comigo.

Hoje, sinto que estou no limite. Tudo parece demais, e qualquer coisa tem tirado a minha paz com facilidade. Gosto do silêncio e do meu espaço, mas me sinto invadida com frequência — e isso só aumenta o estresse e a irritação.

Tenho ansiedade e, no passado, enfrentei a depressão. Com o tempo e com o apoio da terapia, consegui melhorar bastante. Mas ultimamente estou percebendo sinais que me preocupam. Tenho sentido novamente aquela aceleração intensa que costumava vir com a ansiedade, até mesmo em situações simples, como fazer uma manutenção no aparelho.

Além disso, tenho tido dificuldade de concentração, esquecimentos constantes, perco facilmente a linha de raciocínio e estou muito impaciente. Me sinto frustrada, cansada e com medo de perder o controle emocional a qualquer momento e voltar ao quadro depressivo.

Acredito que seja o momento de retomar a terapia. Sinto que preciso de ajuda novamente para cuidar da minha saúde mental.
Devo procurar novamente um psicólogo? Eu queria entender o que está acontecendo comigo.
Dra. Letícia Carvalho
Psicólogo
Salvador
O que você está sentindo é real e merece atenção. Quando a sobrecarga se acumula, o corpo e a mente começam a dar sinais claros de exaustão. Essa sensação de estar no limite, com irritabilidade, aceleração, dificuldade de concentração e memória, pode sim indicar uma reativação dos sintomas ansiosos e até sinais precoces de recaída depressiva. O fato de você já ter se beneficiado da terapia antes é um ótimo indicativo de que esse caminho pode te ajudar de novo.

O esgotamento emocional pode acontecer quando ficamos muito tempo tentando dar conta de tudo sem pausas adequadas para processar o que sentimos. E quando a ansiedade volta a crescer, ela costuma bagunçar o foco, a paciência, a qualidade do sono e até a memória. É muito comum começar a se sentir confusa, impaciente e até desconectada de si mesma.

Você já tem um bom nível de autopercepção, e isso é essencial. O momento é sim de retomar a terapia. Ter um espaço seguro para falar sobre tudo isso pode prevenir o agravamento e ajudar a restaurar seu equilíbrio.

Cuidar da saúde mental não é sinal de fraqueza, é sinal de inteligência emocional e autocuidado. Você não está sozinha e não precisa esperar tudo piorar para buscar apoio. A terapia é justamente o espaço para isso.

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Boa tarde! O ideal seria retomar ao acompanhamento psicoterapêutico.
 Matheus  Carvalho
Fisioterapeuta, Psicólogo
Belo Horizonte
Olá, boa tarde, como vai? Primeiramente, que bom estar buscando auxílio. O processo de terapia ele precisa ser contínuo, pois sempre temos algum conflito em nosso inconsciente que vem a tona quando recebemos um estímulo externo desfavorável. Infelizmente muitos interrompem o processo de terapia, mas tudo tem uma justificativa plausível. Com estes sintomas relatados, o ideal é realmente buscar um profissional para te ajudar neste momento e não apenas momentaneamente, pois terapia é um processo. Para seu autoconhecimento, posso te ajudar, caso tenha interesse. Realizo em formato on-line ou presencial. Estou a disposição. Estimo melhoras. Um abraço.
 Ana Rebouças
Psicólogo
Belo Horizonte
Oi! Obrigada por compartilhar com tanta sinceridade, já é um grande passo reconhecer tudo isso. Pelo que você descreve, sim, é um ótimo momento para retomar a terapia.

E mais do que voltar a desabafar, talvez seja hora de procurar um profissional que caminhe com você para entender junto o que está acontecendo, e não só aliviar momentaneamente os sintomas.

Terapia não é só um espaço de escuta, mas um lugar ativo de construção de mudanças.

Você não está sozinha nisso e existem caminhos possíveis para retomar o equilíbrio e a clareza que sente estar perdendo agora.
 Alessandra  Rodrigues de Andrade
Psicólogo
São José do Rio Preto
Olá, com certeza seria necessário devido aos sintomas relatados acima e o quanto de sofrimento esta afetando na sua rotina e em suas relações.
 Thamires Malaquias
Psicólogo
Santana de Paranaíba
Boa tarde :)
Sim, parece um bom momento para procurar retornar a psicoterapia. Aproveite a boa experiencia que voce ja teve ao realizar psicoterapia anteriormente e tente retornar. Por meio da terapia voce vai conseguir entender melhor o que esta acontecendo, nomear suas emoções, lidar com elas e desenvolver estrategias para auxiliar no seu bem-estar emocional.
O que você está sentindo é muito legítimo e só o fato de você conseguir colocar isso em palavras com tanta clareza já mostra o quanto você tem se escutado, mesmo no meio do caos.
É muito comum, em fases de sobrecarga, que a ansiedade e até sintomas antigos comecem a dar sinais novamente. O corpo e a mente tentam se proteger como podem, e às vezes isso vem na forma de irritabilidade, esquecimento, aceleração... É como se tudo estivesse demais, e ao mesmo tempo, você não conseguisse um espaço de respiro e isso, claro, gera medo de perder o controle.
Mas sabe o que mais chama atenção no que você disse? O fato de você saber o que te ajudava antes: a terapia. Você lembra do alívio que sentia, da clareza que conquistava, do quanto se sentia mais leve depois das sessões. Isso já é um sinal muito forte de que o seu processo não precisa começar do zero ele só precisa ser retomado com carinho.
É muito importante você reconhecer esses sinais e procurar ajuda. O que você está sentindo merece acolhimento e cuidado. Retomar a terapia parece ser, sim, um passo importante neste momento, não porque você voltou ao ponto de partida, mas porque está se escutando e buscando se cuidar. Você não precisa enfrentar tudo sozinha, e esse movimento de procurar apoio já mostra muita força e maturidade emocional.
É compreensível que você esteja se sentindo assim diante de tanta sobrecarga, ainda mais por já ter vivenciado momentos difíceis no passado. Retomar a terapia pode ser importante neste momento. A psicoterapia não acontece apenas durante as sessões, mas se desdobra no dia a dia, nos pequenos movimentos de observar-se, nomear o que sente e responsabilizar-se pelo cuidado consigo mesma. É um processo que exige tempo, presença e comprometimento. Estar em terapia é estar disposta a olhar para si, a perceber como se afeta nas relações e como responde às experiências que a vida apresenta.
Boa noite! Sim, pelos sinais que você descreve, retomar a terapia é altamente recomendado — especialmente considerando seu histórico de possível quadro anterior de ansiedade e depressão. O que você está vivenciando pode estar relacionado à ativação de padrões disfuncionais de pensamento diante da sobrecarga atual, o que gera reações emocionais e comportamentais intensas. Esse estado constante de alerta e exaustão está ligado à ativação prolongada do sistema de estresse, com aumento da atividade na amígdala (região ligada à resposta emocional) e redução da função do córtex pré-frontal, o que afeta diretamente sua concentração, memória e regulação emocional. O sentimento de invasão do espaço, a irritabilidade e a aceleração mental são sinais de que seu sistema está em estado de hiperexcitação, típico de um possível quadro de ansiedade. Retornar à terapia pode te ajudar a identificar os pensamentos automáticos que estão reforçando esse ciclo, desenvolver estratégias de autorregulação e restabelecer seu bem-estar emocional. Havendo interesse entre em contato, será um gosto contribuir.
Boa noite pense sim na possibilidade de retornar a psicoterapia, é possível que tenha surgido outras questões que estão sendo difíceis pra vc lidar nesse momento. Espero que fique bem!
 Maisa Guimarães Andrade
Psicanalista, Psicólogo
Rio de Janeiro
Boa noite, e muito obrigado por dividir tudo isso com tanta honestidade. O que você traz revela não apenas o seu sofrimento, mas também uma sensibilidade importante para perceber os próprios sinais — e isso já é um passo fundamental.

Você descreve um momento de sobrecarga, de sensações que se atropelam, de uma mente que parece sempre “ligada”, mas exausta. E isso se acentua quando sentimos que nosso espaço interno está sendo invadido, que a paz se tornou frágil e que até pequenas demandas disparam reações intensas. Esses sinais não devem ser ignorados — não porque indicam “algo errado” com você, mas porque são formas do seu inconsciente tentando dizer algo que ainda não foi escutado.

Na psicanálise, não partimos da ideia de resolver sintomas isolados. Em vez disso, buscamos criar um espaço onde você possa colocar em palavras o que está doendo, o que se repete, o que te atravessa. Esse espaço não é só para aliviar, embora o alívio possa vir — é para construir sentido, passo a passo, sem pressa, mas com profundidade.

Você menciona que já fez terapia e que isso te ajudou muito. Isso mostra que há em você uma força que reconhece o valor da escuta. Retomar esse processo agora pode ser não só um cuidado necessário, mas um reencontro com esse lugar onde sua história pode ser dita sem julgamento, sem pressa de “melhorar”, mas com a escuta que acolhe o que você sente — mesmo o que parece confuso, contraditório ou difícil de nomear.

O que está acontecendo com você merece ser escutado. Não para “te consertar”, mas para que você possa entender melhor de onde vem essa dor e, assim, encontrar novos caminhos para lidar com ela. Se sentir que é o momento de retornar à terapia, siga esse chamado. Estar no limite é, muitas vezes, o início de um processo transformador — desde que você não precise enfrentá-lo sozinha.

Estarei por aqui, caso queira conversar mais sobre como começar ou recomeçar esse processo. Seu sofrimento merece espaço, e você merece cuidado.
 Paulo Cesar Francetto
Psicólogo, Psicanalista
Santo André
Você pode estar passando por um quadro de estresse e com ele a ansiedade e a depressão são sintomas. Quando fazia terapia tinha nela uma forma de aliviar suas tensões e com isso havia uma diminuição nos sintomas e no próprio estresse. Sua saude mental é tão importante quanto sua saude fisica. Recomendo que voce retorne com a terapia e procure fazer uma atividade fisica que lhe dê prazer.
 Fabio Villalva
Psicólogo
Santo Antônio de Posse
É muito importante que você esteja atenta aos seus sentimentos e aos sinais que seu corpo e mente estão dando. Sua descrição do que está vivenciando – o estresse e a sobrecarga, a sensação de invasão do seu espaço, a irritação, a aceleração da ansiedade, as dificuldades de concentração e memória, e o medo de uma recaída na depressão – indica que você está passando por um momento de grande vulnerabilidade e sofrimento.

É louvável que você reconheça a importância do **silêncio e do seu espaço pessoal** como algo que te traz paz. Quando esse limite é constantemente invadido, naturalmente a sensação de estresse e sobrecarga aumenta. O estresse crônico pode, de fato, desencadear e intensificar sintomas de ansiedade e depressão, principalmente em alguém que já tem um histórico com essas condições.

Os sintomas que você descreve, como a aceleração intensa, a perda de concentração, os esquecimentos e a impaciência, são sinais claros de que seu sistema está sob forte pressão. Sua mente e corpo estão sinalizando que a demanda atual está excedendo sua capacidade de lidar com ela, e isso pode levar a um esgotamento se não for manejado.

### Sim, você deve procurar um psicólogo novamente.

Sua percepção de que é o momento de **retomar a terapia** está corretíssima. Você já teve uma experiência positiva no passado e sabe o quanto o apoio profissional pode ser benéfico.

Como psicólogo, posso te ajudar a entender o que está acontecendo agora. No ambiente terapêutico, podemos explorar juntos os **fatores que estão contribuindo para esse estresse e sobrecarga**. Vamos identificar os gatilhos atuais, tanto internos (seus pensamentos e emoções) quanto externos (situações no seu ambiente), que estão gerando essa sensação de invasão e irritação.

Nosso trabalho será também desenvolver **ferramentas e habilidades práticas** para você lidar com a ansiedade e o estresse. Isso pode incluir técnicas de regulação emocional, de manejo da irritação, e de como estabelecer e proteger seus limites pessoais de forma eficaz. A terapia te ajudará a **relembrar e reforçar os recursos** que você utilizou para melhorar no passado, além de construir novos. Queremos que você se sinta mais fortalecida e menos à mercê das emoções intensas.

Ao abordar esses sinais de alerta agora, estamos agindo de forma **preventiva**. O objetivo é **intervir antes que os sintomas se intensifiquem** e o quadro depressivo retorne, te ajudando a recuperar o controle emocional e a paz de espírito. As dificuldades de concentração e os esquecimentos, muitas vezes, são consequência direta da ansiedade e do estresse; ao gerenciá-los, é comum que as funções cognitivas melhorem. Se necessário, podemos explorar estratégias específicas para isso também.

Sua iniciativa em buscar ajuda novamente é um sinal de **força e autoconhecimento**. É um passo crucial para cuidar da sua saúde mental e retomar o equilíbrio.

Estou aqui para te ouvir e ajudar a entender o que está acontecendo com você, passo a passo, construindo um caminho para que você se sinta mais leve e no controle novamente.
Boa noite!

Você encontrou na psicoterapia um espaço confortável de partilha em que se sentia muito bem. Como também a ansiedade, irritabilidade e outras sensações desagradáveis estavam controladas, porque você estava conseguindo expressar os seus sentimentos. A conexão com a terapia era bem positiva, onde você era beneficiada em várias áreas da vida. Alguns pacientes manifestam o desejo de “caminhar sozinhos” após um período de tratamento, a psicoterapia não promove dependência, pelo contrário favorece uma autonomia para que a pessoa consiga fazer escolhas que são possíveis para ela. O processo terapêutico precisar ser finalizado quando as questões trazidas pelo paciente foram trabalhadas suficientemente, quando esse processo não é finalizado adequadamente, o paciente pode sofrer pela interrupção do tratamento.
Talvez o seu processo terapêutico não tenha sido concluído, pois ainda precisa de suporte. Nesse caso você pode retomar o seu acompanhamento. Se o seu terapeuta for experiente saberá manejar as sessões confortavelmente.
É importante sempre comunicar antecipadamente o termino da terapia para o psicólogo, para que ele tenha tempo de fazer as considerações sobre o processo realizado.
A reposta ficou longa, mas acredito que a retomada da terapia seria bem positiva.

Um forte abraço.
 Juliana Patrícia Arnhold
Psicólogo
Santo Antônio Da Patrulha
Olá,
Antes de tudo, quero reconhecer a sua coragem por colocar em palavras tudo o que está sentindo. Expressar esse turbilhão de emoções já é, por si só, um gesto de cuidado consigo mesma e um passo importante.

O que você descreve revela um nível significativo de estresse e esgotamento emocional. A sobrecarga, a irritabilidade, a sensação de invasão do próprio espaço, as dificuldades de concentração, os esquecimentos e a aceleração intensa são, sim, sinais que merecem atenção. Especialmente considerando seu histórico de ansiedade e depressão, esses sintomas podem estar apontando para uma recaída ou para um novo momento que exige acolhimento e escuta especializada.

Retomar a terapia parece, sim, uma decisão muito sensata e necessária. Você já experimentou na prática o quanto o processo terapêutico pode trazer alívio, clareza e fortalecimento emocional. E o fato de você estar atenta aos sinais do corpo e da mente, percebendo que algo está saindo do eixo, mostra o quanto você desenvolveu recursos importantes ao longo do seu caminho.

O que está acontecendo com você agora não é uma falha, nem um retrocesso. É um pedido do seu corpo e da sua mente por cuidado e essa escuta é o que pode fazer toda a diferença. Muitas vezes, momentos de crise são convites para ressignificar limites, reorganizar prioridades e reencontrar formas mais saudáveis de lidar com as pressões do dia a dia.

Buscar ajuda novamente não significa que você está "voltando ao ponto de partida", mas que está retomando o compromisso de se cuidar com a maturidade de quem já percorreu um bom trecho e sabe o valor de não seguir sozinha.

Se você sentir que faz sentido, posso te ajudar a pensar em critérios para escolher um(a) psicólogo(a), ou até mesmo te acompanhar na elaboração de um texto de primeiro contato com o profissional. Você não está sozinha.

Seu sofrimento é legítimo, e há caminhos para lidar com ele. Retomar a terapia pode ser o início desse novo capítulo, com mais suporte, leveza e presença.

Estou aqui para o que você precisar.
Com carinho,
Psicóloga Juliana Patrícia Arnhold
CRP 07/40482
Boa noite, e obrigado por dividir algo tão delicado. Fica claro, nas suas palavras, o quanto você tem se esforçado para manter o equilíbrio, mesmo sentindo que tudo está ficando por um fio. Esse movimento de buscar ajuda agora, mesmo com medo e cansaço, já é um sinal importante de cuidado consigo mesma.

Você diz que no passado a terapia te ajudou a entender melhor o que sentia — e agora, nesse momento em que tudo parece te invadir, o corpo e a mente dão sinais de que talvez você esteja tentando conter mais do que consegue carregar sozinha. A aceleração, a impaciência, os esquecimentos, essa sensação de limite… não surgem do nada. Eles falam de algo que está aí, pedindo por escuta.

É muito compreensível que você esteja com medo de voltar a um lugar difícil como a depressão. Mas talvez o mais importante agora não seja tentar controlar esse medo, e sim escutar o que ele está apontando. Como você tem lidado com as suas necessidades nos últimos tempos? Tem tido espaço para descansar de verdade? Para dizer “não”? Para ser cuidada, também?

A forma como você descreve o incômodo com a invasão do seu espaço e a dificuldade de manter o silêncio que te faz bem talvez diga muito mais do que parece. Às vezes, o corpo começa a dar sinais de alerta quando nossas fronteiras emocionais estão sendo atravessadas demais — mesmo que por coisas do dia a dia.

Retomar a terapia parece, sim, uma boa escolha. Não como um sinal de que você “recuou” ou “piorou”, mas como um retorno ao compromisso que você já tinha consigo mesma: o de não carregar sozinha aquilo que te adoece. Não é preciso chegar ao colapso para se cuidar.

Você não precisa entender tudo sozinha agora. Mas talvez possa começar por essa pergunta: o que, exatamente, está sendo demais para mim? E o que, nesse momento, eu preciso permitir que entre — e o que eu preciso começar a colocar para fora?

Estar atenta a isso é um gesto de respeito consigo mesma. E buscar ajuda agora não é fraqueza, é maturidade. É dizer: eu valho esse cuidado. E você vale.
 Paulo Roberto Silva
Psicólogo
Indaiatuba
Retomar a psicoterapia com certeza vai te ajudar bastante, o sucesso de um bom tratamento psicoterápico depende muito da entrega do paciente a cada sessão, também da qualidade do serviço oferecido pelo profissional, a relação paciente/psicólogo deve ser uma relação muito saudável e de confiança. Em casos mais complexos o profissional poderá indicar um médico psiquiatra para uma intervenção medicamentosa se necessário, mas isso só se for realmente necessário para corrigir um possível déficit de neurotransmissores essenciais para o bem estar físico e mental. Procure profissionais que te transmitam segurança.
Parabéns pela demonstração de sensibilidade em perceber sinais de que algo dentro de você está pedindo cuidado — e essa percepção, por si só, já é também um sinal de força e autoconsciência. Sentir-se sobrecarregada, com irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória e aceleração pode indicar um estado de estresse crônico ou uma reativação dos sintomas de ansiedade, e são sinais que merecem acolhimento e atenção, não julgamento. Estes sinais podem ser compreendidos como respostas do seu corpo e mente a exigências internas e externas que extrapolaram seus limites atuais de enfrentamento. A boa notícia é que a Psicologia pode, sim, ajudá-la novamente, como já ajudou antes — com escuta qualificada, estratégias de autorregulação emocional, técnicas de organização do pensamento e intervenções voltadas à reconstrução do equilíbrio entre autocuidado, silêncio, descanso e vida prática. Retomar a terapia nesse momento não é um retrocesso, mas um gesto profundo de amor-próprio e responsabilidade com sua saúde mental. Você merece esse cuidado, e não precisa enfrentar tudo sozinha.
Dr. Fábio Nogueira Pereira
Psicólogo
Vitória
Olá! Lamento saber de sua situalção. Sugiro avaliação médica e psicológica. Converse com pessoas próximas de confiança também para que consiga pedir ajuda neste momento.
 Luiz Siqueira
Psicólogo
Rio de Janeiro
O que você descreve faz sentido e não indica regressão. O que aparece é uma sobrecarga emocional reativando sinais da ansiedade. Quando o estresse se acumula, corpo e mente entram em modo de alerta constante, o que explica a aceleração em situações simples, dificuldade de concentração, irritação, sensação de invasão e cansaço mental.

Isso não significa, necessariamente, retorno da depressão, mas sim que seu sistema emocional está pedindo ajuda antes de chegar a esse ponto. Perceber esses sinais é um fator de proteção, não de fraqueza.

Retomar a psicoterapia agora é uma decisão adequada. Antes, ela funcionava como espaço de organização e descarga emocional; sem isso, a tensão se acumula e a ansiedade cresce. Voltar à terapia não é fracasso, é manutenção da saúde mental.

Vale também observar possíveis gatilhos atuais e, se necessário, avaliar ajustes no cuidado com um profissional.

Em resumo: você não está perdendo o controle, está no limite de sustentação. Buscar ajuda agora é prevenção e autocuidado, e você já sabe, pela sua própria experiência, que isso pode ajudar muito.

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