Boa tarde, estimadas/dos nutris! Olhando o rótulo de duas marcas de cottage zero lactose encontro:

11 respostas
Boa tarde, estimadas/dos nutris!
Olhando o rótulo de duas marcas de cottage zero lactose encontro:
opção 1: Leite pasteurizado desnatado, creme de leite, cloreto de cálcio, cloreto de sódio, fermento lácteo, enzima lactase, coalho, estabilizantes (goma guar, carboximetilcelulose e carragena) e conservador sorbato de potássio.
opção 2: Massa para elaborar queijo não maturado (leite pasteurizado desnatado e fermento lácteo), leite pasteurizado, creme de leite, cloreto de sódio (sal), estabilizantes goma guar e goma xantana e conservadores nisina e sorbato de potássio e enzima lactase.
Não gostei de nenhuma das duas opções, mas gostaria da opinião dos/das nutricionistas. Qual devo levar para casa para consumo diário?
Muito obrigado pelas respostas.
Dra. Cristhianne Jerônimo
Nutricionista
Osasco
Boa tarde! Excelente pergunta — isso mostra um olhar muito mais crítico e consciente sobre os alimentos
De fato, nenhuma das duas opções é “perfeita”, já que ambas são produtos ultraprocessados com aditivos. Mas podemos comparar para escolher a melhor dentro do contexto:

Opção 1
Contém maior número de estabilizantes (goma guar, carboximetilcelulose e carragena). A carragena, em especial, é um aditivo que pode causar desconforto intestinal em pessoas mais sensíveis.

Opção 2
Apesar de também conter aditivos, apresenta uma composição um pouco mais “enxuta” em termos de espessantes (goma guar e xantana) e utiliza nisina, que é um conservante considerado mais seguro.

Na prática, a opção 2 tende a ser a melhor escolha entre as duas.

Mas vale o ponto mais importante:
Para consumo diário, o ideal seria priorizar versões com lista de ingredientes mais simples possível (basicamente leite + fermento + sal).

Se não houver essa opção disponível, tudo bem consumir essas versões — mas com consciência, variando com outros alimentos menos processados ao longo da rotina.

Dica: alternar com iogurte natural, kefir ou até preparações caseiras pode ser uma ótima estratégia para reduzir a exposição a aditivos.

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 Luiza Boeira
Nutricionista
Terra de Areia
As duas opções têm composições semelhantes do ponto de vista nutricional, com presença de leite, fermento lácteo e enzima lactase, sendo adequadas para quem precisa ou prefere produtos zero lactose.
O que muda principalmente entre elas é o tipo e a quantidade de aditivos utilizados, como estabilizantes e conservantes.
Na prática, nenhuma das duas é “perfeita”, mas isso não significa que não possam ser incluídas na rotina, especialmente quando o consumo é moderado.
Entre as opções, a escolha pode considerar:
• menor quantidade de aditivos
• melhor tolerância individual
• sabor e aceitação
Também é importante lembrar que, para consumo diário, o ideal é manter variedade alimentar, não dependendo de um único produto industrializado como base da dieta.
Se houver sensibilidade intestinal, vale observar como o organismo responde, já que alguns aditivos podem causar desconforto em pessoas mais sensíveis.
De forma geral, ambas podem ser utilizadas, mas dentro de um contexto alimentar equilibrado e individualizado.
Boa tarde, como você não gostou de nenhuma delas segue uma terceira opção: Cottagy Yorgus.
Lista de ingredientes: Leite desnatado pasteurizado, creme de leite, sal, fermento lácteo e enzima lactase.

Olá! Entre as duas opções, nenhuma apresenta uma composição ideal para consumo diário por se tratar de um queijo fresco ultraprocessado, com presença de aditivos. Ainda assim, a opção 2 tende a ser mais interessante, por utilizar estabilizantes geralmente melhor tolerados do que os presentes na opção 1.

Como não sabemos se há intolerância à lactose, vale considerar também a tolerância individual, mesmo em produtos zero lactose.

Para o dia a dia, o mais indicado é priorizar queijos com lista de ingredientes mais simples. Alternativamente, podem ser consideradas opções vegetais, como tofu, queijos à base de castanha de caju e patês vegetais, preferencialmente sem aditivos e com boa qualidade nutricional. Fico feliz em poder ajudar.
 Itallo Carvalho
Nutricionista
São José dos Campos
Boa tarde.

Entre as duas, a opção 2 é a melhor escolha para consumo diário.

Pq tem menor número de aditivos potencialmente inflamatórios.
Não contém carragena e carboximetilcelulose (CMC), que estão associadas a alteração de microbiota e inflamação intestinal.
Uso de nisina como conservante é mais seguro no contexto alimentar
Ola! Os dois produto são ultraprocessados então o ideal é não consumi-los diariamente. A primeira opção inclui carragena, que pode ser mal tolerada por algumas pessoas. Se for para escolher entre eles , seria a segunda porem a queijos/lácteos mais saudáveis
Todas as substâncias presentes nos rótulos citados são devidamente regulamentadas por órgãos como a ANVISA e têm seu uso considerado seguro dentro dos limites estabelecidos, não representando risco à saúde quando inseridas em uma alimentação equilibrada. Na prática, a diferença entre essas duas opções é pouco relevante do ponto de vista nutricional, sendo muito mais importante avaliar o contexto geral da alimentação e dos hábitos do dia a dia do que focar em detalhes pontuais como tipos de estabilizantes ou conservantes. Vale lembrar também que esses conservantes, muitas vezes vistos com desconfiança, desempenham um papel fundamental na segurança dos alimentos, permitindo uma vida de prateleira estável e reduzindo riscos microbiológicos, algo especialmente importante na realidade atual, em que a maior parte da população não produz seus próprios alimentos e depende de uma cadeia de produção e distribuição ampla e segura.
Dr. Gediel Cardoso
Nutricionista
Niterói
Ambas têm composições semelhantes e dentro do padrão de produtos industrializados. Para consumo diário, o ideal é priorizar a opção com menor número de aditivos e melhor tolerância individual.

Ainda assim, vale lembrar que alimentos minimamente processados devem ser a base da alimentação. Se possível, variar as fontes pode ser uma estratégia interessante.
Opção 1 é a melhor para consumo diário: lista mais direta (leite desnatado como base principal), coalho natural para coagulação e estabilizantes comuns
Dra. Marilu da Silva Barros Mendes
Nutricionista
São Bernardo do Campo
Boa tarde! As duas opções de cottage zero lactose que você mostrou têm ingredientes bem parecidos, mas com algumas diferenças que valem a pena olhar de perto para um consumo diário.

Diferenças principais: A opção 1 usa leite pasteurizado desnatado como base, adiciona creme de leite, cloreto de cálcio (ajuda na coagulação), fermento lácteo, enzima lactase (para quebrar a lactose), coalho (para formar o queijo), estabilizantes como goma guar, carboximetilcelulose e carragena (deixam a textura cremosa e evitam separar) e sorbato de potássio (conserva). Já a opção 2 , começa com uma "massa para queijo" (leite desnatado + fermento), mais leite, creme, sal, goma guar e xantana (estabilizantes), nisina e sorbato (conservadores) e lactase. Os estabilizantes e conservadores são seguros e aprovados pela Anvisa em pequenas quantidades, sem riscos para a maioria das pessoas.

Qual escolher? Eu iria com a opção 2, porque ela tem uma lista um pouco mais simples no início (sem coalho e cloreto de cálcio extras) e usa nisina, que é um conservante natural de queijos, bom para produtos frescos como esse. Para consumo diário, priorize porções de 100-150g, combinando com frutas ou veggies para equilibrar sódio (cerca de 300mg por porção). Se puder, busque marcas com menos aditivos, como as que prometem "ingredientes naturais", ou faça caseiro com leite zero lactose, limão e iogurte (3 ingredientes só!). Qualquer dúvida, me conta mais sobre sua dieta!
 Rachel Franco
Nutricionista
Rio de Janeiro
o alimento com menos numero de ingredientes é sempre o mais saudável. Como vc deseja o consumo diário, aconselho fazer o caseiro:
O queijo cottage é feito a partir da coalhada de leite (integral ou desnatado) separada do soro após a adição de um ácido, como suco de limão ou vinagre. O processo envolve ferver o leite, coalhá-lo, drenar os grumos, lavar para retirar o excesso de acidez e temperar com sal, resultando em um queijo fresco, suave e em flocos.

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