Como a atenção plena pode ajudar a reduzir a dor emocional associada à rejeição ?

3 respostas
Como a atenção plena pode ajudar a reduzir a dor emocional associada à rejeição ?
Dra. Rosana Paula Silva Medeiros
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá paciente anônimo, espero poder contribuir para sanar sua dúvida.

Primeiro gostaria de esclarecer que, a rejeição é uma experiência que afeta todos nós. Ser rejeitado faz parte da vida. A questão é entender se a dor de se sentir rejeitado advém de um sentimento de exclusão, falta de pertencimento, ou abandono. A dor das feridas que carregamos em nossas histórias de vida familiar são capazes de nos paralisar diante de determinadas situações da vida, o sentimento de rejeição pode ser bastante doloroso.
Infelizmente existe um estigma da rejeição e a demonização que com o tempo pode gerar implicações negativas que impedem que as pessoas aprendam a lidar com essa dor. Superar a rejeição não é apenas sobre “seguir em frente” ou “deixar para lá”. É um processo profundo de autoconhecimento, aceitação e crescimento emocional. Assim como os primeiros socorros são essenciais para tratar feridas físicas, estratégias psicológicas podem atuar como “primeiros socorros” emocionais, ajudando-nos a cuidar de nossas feridas na alma.
Com a atenção, plena você pode sim aprender a lidar com a rejeição, porém nenhum caminho por si só será capaz de curar nenhum trauma que carregamos em nosso interior apenas com práticas. Assim também como nenhuma outra técnica psicológica ou terapêutica terá esse poder sozinha.
A pessoa que carrega o medo de ser rejeitado normalmente já se coloca em uma posição em que a rejeição é uma possibilidade, consciente ou inconscientemente. Outras podem reagir de modo passivo-agressivo por não saberem como gerenciar a rejeição.
O medo de ser rejeitado pode levar o profissional, ou alguém que vai prestar um concurso a não se esforçar para alcançar as suas metas e perder oportunidades de subir na carreira. Ou mesmo lhe impedir de começar um relacionamento, por medo de cumprimentar aquela mulher o homem desejado.
O pensamento geralmente é: se ele nem sequer tentar, não tem como ser rejeitado, não é mesmo?
Desta forma, o medo da rejeição impede que você viva a vida de forma mais realizada. A pessoa tende a viver relacionamentos superficiais por medo. Nos relacionamentos a pessoa pode acabar provocando conflitos sem querer, de forma inconsciente vive na defensiva, e acaba afastando as pessoas ou se fechando, ou cobrando atenção constante. Além de construir relacionamentos adoecidos com familiares, amigos ou cônjuges.
Nenhum sentimento nos afeta por acaso. Ele geralmente é um sinal de alerta para você buscar o autoconhecimento, entender a sua história, e aprender com o que foi possível, e a lidar com as novas circunstâncias da vida.

Desejo boa sorte paciente anônimo. Caso você ou alguém que conheça esteja passando por alguma situação parecida, não deixe de buscar ajuda da psicoterapia. Ela é essencial para que possamos viver a vida de forma mais saudável possível.

Espero muito ter ajudado.
Caso precisar, pode contar comigo!
Abços

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A atenção plena ajuda a observar a dor emocional da rejeição sem julgamento, reduzindo a fusão com pensamentos negativos e a reatividade emocional, permitindo aceitar a experiência e responder de forma mais consciente e adaptativa.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem?

A atenção plena pode ajudar porque ela muda a relação que você tem com a dor da rejeição. Em vez de tentar expulsar o sentimento ou virar refém dele, você aprende a observar o que está acontecendo por dentro com mais clareza e menos fusão. Muitas vezes, o que machuca não é só a rejeição em si, mas o “filme” que a mente cria em cima dela, com conclusões rápidas do tipo “não sou importante”, “vou ser abandonado(a)”, “não valho nada”. Mindfulness ajuda a perceber esse filme como pensamento, não como sentença.

Quando você pratica atenção plena, você começa a notar o momento exato em que o corpo entra em alerta e a emoção sobe. Essa consciência cria um pequeno intervalo entre gatilho e reação. E esse intervalo é ouro, porque é nele que você consegue escolher não alimentar ruminação, não buscar garantias no impulso, não se atacar, e nem se fechar de forma automática. A dor continua existindo, mas ela costuma ficar mais “atravessável”, menos explosiva e menos duradoura.

Outra forma prática de entender é que mindfulness treina o cérebro a ficar no presente. Rejeição puxa muito para passado e futuro: “já aconteceu antes”, “vai acontecer de novo”, “vou ficar sozinho(a)”. Atenção plena te devolve para o aqui e agora: “o que exatamente aconteceu?”, “o que eu estou sentindo no corpo?”, “o que eu estou pensando?”. Isso reduz a amplificação emocional e favorece respostas mais equilibradas.

Deixa eu te perguntar: quando você se sente rejeitado(a), você percebe mais dor no corpo ou mais pensamentos acelerados? Você tende a ruminar e tentar entender tudo, ou reage impulsivamente tentando resolver na hora? E qual parte do processo te pega mais, a sensação de ser insuficiente, o medo de abandono, ou a vergonha?

Se fizer sentido, na terapia dá para usar mindfulness de um jeito bem aplicado ao seu padrão, sem ficar algo abstrato, e combinar isso com estratégias de regulação e trabalho de crenças para reduzir a intensidade dessa dor. Caso precise, estou à disposição.

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