Quais são os sinais de que alguém em um relacionamento pode ter o Transtorno de Personalidade Border

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Quais são os sinais de que alguém em um relacionamento pode ter o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Olá, tudo bem?

O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode se manifestar de forma intensa nos relacionamentos, gerando padrões que muitas vezes são confusos ou desgastantes para quem convive com a pessoa. Alguns sinais mais comuns, baseados em evidências clínicas e revisões sistemáticas, incluem:

Medo intenso de abandono, real ou imaginário, que leva a comportamentos de apego ou afastamento.
Oscilações emocionais rápidas, passando da euforia à raiva ou tristeza em pouco tempo.
Idealização e desvalorização do parceiro, alternando entre ver a pessoa como perfeita e como totalmente falha.
Impulsividade em áreas importantes da vida, como gastos, relacionamentos ou comportamento sexual.
Dificuldade em manter limites e estabilidade nos relacionamentos, gerando conflitos frequentes.
Sentimento crônico de vazio, que pode levar a buscar constantemente validação externa.
Comportamentos autodestrutivos ou autoagressivos em momentos de crise emocional.

É importante lembrar que apenas um psicoterapeuta treinado pode diagnosticar o TPB, e que cada pessoa apresenta um padrão único. Reconhecer esses sinais pode ajudar a buscar suporte profissional adequado, promovendo mudanças significativas na forma de se relacionar.

Espero ter ajudado a esclarecer. Um grande abraço, e conte comigo caso queira saber mais sobre como a psicoterapia pode atuar nesse contexto.

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Alguns sinais de que alguém em um relacionamento pode ter Transtorno de Personalidade Borderline estão ligados à forma intensa e instável como essa pessoa vivencia afetos e vínculos. É comum perceber oscilações rápidas entre idealização e desvalorização do parceiro, reações emocionais extremas diante de situações que a maioria consideraria pequenas, e um medo intenso de abandono que pode levar a comportamentos impulsivos ou tentativas de manter o outro próximo. Também podem surgir dificuldades em manter estabilidade nos sentimentos, sentimentos de vazio crônico, mudanças súbitas de humor e episódios de raiva desproporcional. Esses padrões não são sinais isolados, mas repetitivos e consistentes, mostrando dificuldades persistentes na regulação emocional e nos relacionamentos interpessoais.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? Dá para observar alguns padrões que aparecem com mais frequência em pessoas com TPB dentro de relacionamentos, mas é importante tomar cuidado com rótulos. Um relacionamento turbulento não significa automaticamente TPB, e um diagnóstico sério não se fecha por sinais isolados na internet. O que costuma chamar atenção é um conjunto persistente de instabilidade emocional e relacional, com reações muito intensas a sinais de distância, rejeição ou frustração.

No dia a dia, isso pode aparecer como medo forte de ser abandonado (mesmo quando não há abandono real), necessidade urgente de confirmação, ciúme e interpretações rápidas do tipo tudo ou nada. Também pode haver oscilações marcantes de idealização e desvalorização, como se a pessoa alternasse entre “você é tudo pra mim” e “você nunca se importa” a partir de um detalhe. Em alguns casos entram impulsividade em momentos de conflito, comportamentos que depois geram arrependimento, dificuldade em sustentar limites e uma sensibilidade grande a críticas, com vergonha e raiva misturadas. E muitas pessoas relatam sensação de vazio, dificuldade de manter uma imagem de si mais estável e crises que parecem desproporcionais ao gatilho.

Um ponto bem relevante é olhar para a função do comportamento: a pessoa está tentando se proteger de uma dor interna que dispara como alarme, ou está usando isso para controlar o outro? Essa diferença não muda o impacto, mas muda a compreensão clínica e o caminho de tratamento. O cérebro, quando entra em modo ameaça, tende a estreitar a atenção, acelerar pensamentos e empurrar ações impulsivas; por isso o que ajuda não é “convencer”, e sim trabalhar regulação emocional, padrões de apego e estratégias de reparo.

Se você está suspeitando disso em alguém próximo, eu te perguntaria: esses padrões acontecem de forma repetida ao longo do tempo e em diferentes situações, ou só em uma fase específica do relacionamento? Existe prejuízo real, como brigas frequentes, rupturas, controle, medo constante, ou sofrimento intenso depois dos conflitos? Quando há um desentendimento, a pessoa consegue se acalmar e reparar, ou vira um ciclo de escalada, acusações e afastamentos?

Se isso tem a ver com a sua vida, o caminho mais seguro e ético é buscar uma avaliação cuidadosa em terapia, sem diagnosticar de fora e sem usar o rótulo como arma na relação. Se houver sinais de risco importante ou instabilidade muito intensa, uma avaliação com psiquiatria também pode ser necessária como suporte. Caso precise, estou à disposição.

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