Como a família pode ajudar alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) durante o tratame

3 respostas
Como a família pode ajudar alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) durante o tratamento psicológico e médico ?
 Priscila M. L. Chiarotti
Psicólogo
Ourinhos
A família pode ser um importante suporte durante o tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline, oferecendo acolhimento, compreensão e estabilidade emocional. Incentivar a adesão à terapia e ao acompanhamento médico, ouvir sem julgar, estabelecer limites claros e participar de orientações ou grupos de apoio ajuda o paciente a se sentir mais seguro e apoiado, promovendo um ambiente que favorece o desenvolvimento de habilidades emocionais e a redução de crises.

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 Valéria Noronha dos Santos
Psicólogo
Porto Alegre
A família ajuda mais quando oferece acolhimento, limites claros, ausência de julgamento, informação sobre o transtorno, incentivo às habilidades DBT e participação responsável no processo terapêutico.
O TPB melhora significativamente quando a pessoa não enfrenta a jornada sozinha.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? A família pode ser uma parte bem importante do tratamento do TPB, não no sentido de “consertar” a pessoa, mas de ajudar a criar um ambiente mais estável para que as habilidades aprendidas na terapia e, quando necessário, o tratamento médico, tenham espaço para funcionar. Em muitos casos, a casa vira o palco principal onde a regulação emocional é testada, então pequenas mudanças no jeito de responder já alteram bastante o desfecho das crises.

O que costuma ajudar é a família aprender a diferenciar emoção de comportamento: validar o sofrimento sem validar atitudes que machucam. Quando alguém está muito reativo, discussões longas, acusações e tentativas de “provar quem está certo” geralmente só colocam gasolina no incêndio. Em vez disso, combinações claras, limites consistentes e comunicação mais objetiva tendem a proteger o vínculo. Dá para acolher dizendo algo como “eu vejo que isso te pegou forte” e, ao mesmo tempo, manter um limite do tipo “vamos falar disso quando estivermos mais calmos”, sem ameaça e sem chantagem.

Também é útil a família participar, quando possível e adequado, de algumas orientações com o terapeuta, para alinhar linguagem, limites, sinais de alerta e o que fazer em momentos de crise. Se houver acompanhamento psiquiátrico, a família pode apoiar na adesão ao tratamento, observando efeitos colaterais, mudanças bruscas de humor, impulsividade e padrões de risco, sempre com respeito e sem virar fiscalização. O ponto não é controlar, é colaborar com consistência.

Vale refletir: na sua família, o que geralmente piora as crises, críticas, ironias, silêncio punitivo, ameaças de abandono, brigas repetidas, ou a sensação de que ninguém leva a sério? E o que, mesmo sem perceber, vocês já fazem que ajuda a pessoa a se reorganizar, presença, firmeza, acolhimento, ou previsibilidade? Quem na família tem mais abertura para ser uma referência emocional segura, sem virar “salvador(a)”?

Caso precise, estou à disposição.

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