Como a pessoa com transtorno de personalidade borderline (TPB) se comporta em um relacionamento?

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Como a pessoa com transtorno de personalidade borderline (TPB) se comporta em um relacionamento?
Dra. Ingrid Natalia Barbosa
Psicólogo
Florianópolis
Em um relacionamento, a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) costuma viver as emoções de forma muito intensa. No início, é comum idealizar o parceiro, demonstrar grande afeto e se envolver profundamente — há uma entrega emocional rápida e genuína. Porém, essa intensidade pode se transformar em insegurança quando surgem sinais, mesmo sutis, de rejeição ou distância.

O medo de abandono é o centro desse comportamento. Pequenas situações podem ser interpretadas como desinteresse, levando a mudanças bruscas de humor, reações impulsivas ou tentativas desesperadas de reaproximação. Em outros momentos, pode surgir o oposto: afastamento repentino, como uma forma de se proteger da dor de um possível abandono.

Essas oscilações emocionais não significam falta de amor — elas refletem o conflito interno entre o desejo de proximidade e o medo de se machucar.
Com tratamento e acompanhamento psicológico adequados, é possível desenvolver maior estabilidade emocional e melhorar significativamente a qualidade dos relacionamentos.

Para quem se relaciona com alguém com TPB, compreender essa dinâmica é essencial para manter o vínculo com mais empatia, clareza e equilíbrio.

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Olá, depende de cada pessoa, nem todo mundo com bipolaridade vai manifestar os mesmos comportamentos nas relações, mas em geral algumas pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tende a viver os relacionamentos de maneira muito intensa e instável.
Ela pode demonstrar forte necessidade de proximidade e validação, mas ao mesmo tempo sentir medo profundo de rejeição ou abandono.
Por isso, é comum haver oscilações entre idealizar o parceiro (“colocar num pedestal”) e desvalorizá-lo (“achar que não se importa mais”), dependendo de pequenas situações que ativam esse medo. Essas mudanças de percepção e emoção podem gerar conflitos frequentes, ciúmes, impulsividade e dificuldade em confiar. Apesar disso, é importante destacar que essas reações não vêm de manipulação consciente, mas de dor emocional genuína e de uma dificuldade em regular emoções intensas.
Com tratamento psicoterápico, especialmente a Terapia Dialética Comportamental (TDC), a pessoa pode desenvolver maior estabilidade emocional e habilidades de relacionamento mais saudáveis.
A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline em um relacionamento tende a apresentar emoções intensas, medo de abandono, oscilações entre idealização e desvalorização do parceiro e reações impulsivas. Ela pode buscar proximidade intensa e, ao mesmo tempo, afastar-se diante de inseguranças ou conflitos. A psicoterapia ajuda a compreender esses padrões, regular emoções e desenvolver vínculos mais estáveis. No meu perfil você pode conhecer como a análise pode apoiar esse processo.

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