Como a terapia existencial pode ajudar as vítimas e agressores de bullying?

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Como a terapia existencial pode ajudar as vítimas e agressores de bullying?
Para a vítima: acolho a dor sem rótulos e trabalhamos a partir da experiência vivida. Na prática, unimos fenomenologia e TCC para: validar e separar culpa de responsabilidade, regular ansiedade (grounding/respiração), reestruturar crenças desadaptativas (“não tenho valor”), treinar assertividade e limites, exposição gradual a contextos seguros, ativação comportamental e reconstrução de valores, sentido e propósito. Quando necessário, elaboramos plano de segurança e articulamos escola/família e, se preciso, psiquiatria.

Para o agressor: investigamos funções do comportamento (insegurança, busca de poder/pertença, modelos aprendidos) e trabalhamos responsabilidade, empatia, habilidades sociais, regulação de impulsos, resolução de conflitos e alternativas pró-sociais; quando indicado, promovemos reparação do dano.

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A terapia existencial ajuda vítimas e agressores de bullying ao trabalhar questões de sentido, responsabilidade e liberdade. Para a vítima, permite ressignificar a dor, fortalecer valores e autonomia; para o agressor, auxilia a assumir responsabilidade pelos atos, compreender consequências e desenvolver escolhas mais conscientes, promovendo crescimento pessoal e relações mais saudáveis.
 Mario Altino
Psicólogo
Rio de Janeiro
A terapia existencial, incluindo abordagens como a Gestalt-terapia, pode ajudar tanto vítimas quanto agressores de bullying ao trabalhar a forma como cada pessoa se relaciona consigo mesma, com o outro e com o mundo.
Na Gestalt-terapia, o foco não está apenas no comportamento isolado, mas na experiência vivida. Muitas vítimas de bullying passam a desenvolver vergonha, retraimento, medo de exposição e uma sensação de inadequação. O processo terapêutico busca fortalecer a percepção de si, ampliar a consciência emocional e reconstruir formas mais saudáveis de contato com os outros, sem que a pessoa precise viver permanentemente na defensiva.
Já no caso dos agressores, a Gestalt-terapia procura compreender o que está por trás da necessidade de humilhar, dominar ou atacar. Frequentemente existem dificuldades de contato genuíno, baixa percepção das próprias emoções, violência internalizada ou necessidade de afirmação através do poder. A terapia ajuda a aumentar a responsabilização sobre os próprios atos, favorecendo consciência das consequências emocionais produzidas no outro.
A perspectiva existencial também trabalha questões como liberdade, responsabilidade, pertencimento, solidão e construção de identidade. Em muitos casos, o bullying aparece justamente em contextos onde há dificuldade de lidar com diferenças, inseguranças e fragilidade emocional.
Mais do que ensinar “técnicas” para reagir ao bullying, a Gestalt-terapia busca restaurar a capacidade da pessoa de estar em contato consigo mesma de maneira mais autêntica e consciente.

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