Como é a vida social de uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

3 respostas
Como é a vida social de uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
 Virginia Lopes
Psicólogo, Psicanalista
Governador Valadares
As relações sociais de uma pessoa com diagnostico de borderline pode ser bastante conflituosa e turbulenta. Pela caracteristica propria do transtorno, as relações costumam ser vividas de forma muito intensa, seja na forma de amor ou odio, com variações drasticas que nem sempre é possivel prever ou entender.

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A vida social de uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é bem instável em seus relacionamentos interpessoais, movida por um grande medo de abandono e oscilações de humor extremas, que se manifesta através de um padrão de relações intensas e voláteis, que podem alternar entre idealização e desvalorização do outro, com comportamentos impulsivos e dificuldades em regular as emoções.
Apesar dessas dificuldades, pessoas com TPB podem ter uma vida social mais estável e satisfatória com tratamento adequado.Ter apoio de familiares e amigos compreensivos e procurar ajuda profissional são passos fundamentais para gerenciar os sintomas e construir relacionamentos mais saudáveis.
 Stephanie Von Wurmb Helrighel
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
Boa tarde, tudo bem? A vida social de uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline costuma ser vivida com muita intensidade emocional. Você sente as relações de um jeito profundo, verdadeiro, e isso faz com que os vínculos sejam muito importantes para você. Ao mesmo tempo, essa intensidade pode trazer sofrimento, porque pequenos sinais — como uma demora para responder, uma mudança de tom ou um desacordo — podem ser sentidos como rejeição ou abandono, mesmo quando essa não é a intenção do outro.

É comum que você oscile entre se sentir muito próximo de alguém e, de repente, se sentir magoado, decepcionado ou com medo de perder essa pessoa. Isso não acontece porque você quer conflitos, mas porque suas emoções vêm muito fortes e rápidas, e às vezes fica difícil regulá-las no momento. Nessas horas, podem surgir impulsos de se afastar, de reagir com raiva ou de tentar se aproximar de forma intensa para não se sentir só.

Também é importante dizer que esse sentimento de vazio e solidão pode aparecer mesmo quando você está acompanhado, e isso machuca. Você pode se sentir incompreendido, sensível a críticas e com a sensação de que precisa se esforçar muito para manter as pessoas por perto. Nada disso significa fraqueza ou falta de caráter — significa que seu sistema emocional funciona de maneira mais intensa.

Ao mesmo tempo, essa mesma intensidade faz de você alguém capaz de amar profundamente, de se importar de verdade e de criar vínculos muito significativos quando se sente seguro. Com tratamento adequado, especialmente a psicoterapia, você pode aprender a reconhecer seus gatilhos, regular melhor suas emoções e construir relações mais estáveis e satisfatórias. O TPB não define quem você é, nem condena sua vida social ao sofrimento. Ele explica dificuldades reais, mas também aponta caminhos de cuidado, crescimento e construção de relações mais seguras ao longo do tempo.

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