Como lidar com a alternância entre comportamento de busca de afeto e rejeição no Transtorno de Perso
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Como lidar com a alternância entre comportamento de busca de afeto e rejeição no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
O padrão do Transtorno da Personalidade Boderline é a instabilidade nas relações interpessoais. O transtorno surge no início da vida adulta. A pessoa imagina-se abandonada, às vezes não há evidência concreta de que isso possa acontecer, é fruto da imaginação. A pessoa tem um bom relacionamento conjugal, é correspondida, mas imagina-se abandonada.
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Para lidar com a alternância entre busca de afeto e rejeição em Transtorno de Personalidade Borderline, é importante manter consistência, limites claros e escuta acolhedora. Na perspectiva psicanalítica, essas flutuações refletem medos de abandono e inseguranças profundas, e trabalhar a transferência e os padrões relacionais permite que o paciente reconheça seus impulsos, compreenda conflitos internos e desenvolva formas mais estáveis de se relacionar, enquanto o terapeuta oferece um vínculo seguro e previsível.
Lidar com a alternância entre a busca intensa por afeto e o afastamento brusco (rejeição) no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) exige uma abordagem baseada em consistência, validação emocional e limites claros.
Olá, tudo bem? Essa alternância entre buscar afeto intensamente e depois rejeitar a aproximação é muito comum no Transtorno de Personalidade Borderline, e costuma estar ligada a uma tensão interna profunda: a pessoa deseja vínculo, cuidado e presença, mas, ao mesmo tempo, pode sentir medo de depender, ser abandonada, invadida ou decepcionada. É como se uma parte dissesse “fica perto de mim”, enquanto outra dissesse “não chega tão perto, porque isso pode doer”.
Na prática, esse movimento pode confundir familiares, parceiros e até o próprio paciente. Ele pode procurar contato, pedir confirmação, desejar acolhimento e, logo depois, se afastar, atacar, desqualificar ou rejeitar justamente quem tentou se aproximar. Isso não deve ser entendido de forma simplista como “manipulação”. Muitas vezes, é uma tentativa desorganizada de regular medo, vergonha, insegurança e necessidade de proteção.
No vínculo terapêutico, o terapeuta pode ajudar o paciente a perceber o ciclo antes que ele ganhe força. O que acontece dentro de você quando alguém demonstra cuidado? Em que momento o carinho começa a parecer ameaça? A rejeição vem depois de sentir proximidade demais, medo de perder o controle ou receio de ser abandonado primeiro? Essas perguntas ajudam a transformar uma reação automática em algo que pode ser observado, nomeado e trabalhado.
A terapia também pode ajudar a diferenciar necessidade legítima de afeto, medo de dependência e estratégias defensivas de afastamento. Abordagens como Terapia do Esquema, DBT, TCC, ACT, Teoria do Apego e Mindfulness contribuem para desenvolver regulação emocional, tolerância à proximidade, comunicação mais clara e limites mais saudáveis. O objetivo não é fazer o paciente “precisar menos” de vínculo, mas ajudá-lo a viver o vínculo com menos ameaça e mais segurança.
Quando esse padrão começa a ser compreendido, a pessoa pode aprender que desejar afeto não é fraqueza, e que se proteger não precisa significar afastar quem se importa. O trabalho terapêutico ajuda justamente a construir uma terceira possibilidade: permanecer na relação sem se perder nela, e receber cuidado sem sentir que isso custará liberdade, identidade ou segurança.
Caso precise, estou à disposição.
Na prática, esse movimento pode confundir familiares, parceiros e até o próprio paciente. Ele pode procurar contato, pedir confirmação, desejar acolhimento e, logo depois, se afastar, atacar, desqualificar ou rejeitar justamente quem tentou se aproximar. Isso não deve ser entendido de forma simplista como “manipulação”. Muitas vezes, é uma tentativa desorganizada de regular medo, vergonha, insegurança e necessidade de proteção.
No vínculo terapêutico, o terapeuta pode ajudar o paciente a perceber o ciclo antes que ele ganhe força. O que acontece dentro de você quando alguém demonstra cuidado? Em que momento o carinho começa a parecer ameaça? A rejeição vem depois de sentir proximidade demais, medo de perder o controle ou receio de ser abandonado primeiro? Essas perguntas ajudam a transformar uma reação automática em algo que pode ser observado, nomeado e trabalhado.
A terapia também pode ajudar a diferenciar necessidade legítima de afeto, medo de dependência e estratégias defensivas de afastamento. Abordagens como Terapia do Esquema, DBT, TCC, ACT, Teoria do Apego e Mindfulness contribuem para desenvolver regulação emocional, tolerância à proximidade, comunicação mais clara e limites mais saudáveis. O objetivo não é fazer o paciente “precisar menos” de vínculo, mas ajudá-lo a viver o vínculo com menos ameaça e mais segurança.
Quando esse padrão começa a ser compreendido, a pessoa pode aprender que desejar afeto não é fraqueza, e que se proteger não precisa significar afastar quem se importa. O trabalho terapêutico ajuda justamente a construir uma terceira possibilidade: permanecer na relação sem se perder nela, e receber cuidado sem sentir que isso custará liberdade, identidade ou segurança.
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