Como lidar com a hiperfixação e o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

3 respostas
Como lidar com a hiperfixação e o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
No TPB, essa fixação costuma ter uma carga emocional intensa e se relaciona a temas de abandono, validação e controle emocional
A hiperfixação não é “frescura” nem “falta de controle” — é uma resposta emocional aprendida que pode ser reeducada com consciência, treino e apoio.
Com o tempo, é possível sentir interesse e amor de forma profunda, mas não destrutiva.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
Olá!
A hiperfixação em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline costuma estar relacionada à intensidade emocional e à dificuldade em lidar com a impermanência das situações.

Um caminho terapêutico importante é ajudá-las a perceber que, assim como as emoções vêm e vão em ondas, os acontecimentos da vida também são transitórios. Quando conseguimos observar essa fluidez, o apego excessivo a pessoas, ideias ou situações tende a diminuir naturalmente.

Práticas de atenção plena (mindfulness) e o desenvolvimento de uma maior tolerância à frustração são estratégias eficazes nesse processo.

Como psicóloga com experiência em Terapia Comportamental Dialética (TCD), Terapia do Esquema e Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), observo que trabalhar essa aceitação da mudança e da impermanência é um dos pilares para que o paciente desenvolva estabilidade emocional e autonomia.
Dra. Raquel Aroxa Prudente
Psicólogo, Psicopedagogo
Aracaju
Lidar com a hiperfixação no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) exige compreender que ela costuma funcionar como um regulador emocional: a atenção intensa a uma pessoa, ideia ou atividade ajuda a reduzir o vazio, a ansiedade e o medo de abandono, mas pode gerar dependência, frustração e instabilidade relacional. O manejo passa por psicoeducação (entender a função da hiperfixação, sem moralizar), psicoterapia focada em regulação emocional e vínculo (identificar gatilhos, ampliar tolerância à frustração e diferenciar intensidade emocional de intimidade real), e construção gradual de múltiplas fontes de investimento (interesses, rotinas, relações), para reduzir a centralidade de um único foco. Estratégias de limites claros, autocuidado, nomeação de estados emocionais e treino de pausa antes de agir ajudam a transformar a hiperfixação de um ciclo de sofrimento em um sinal de necessidade emocional a ser cuidada com mais consciência e sustentação.

Especialistas

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Psicólogo

Rio de Janeiro

Claudia Matias Santos

Claudia Matias Santos

Psicólogo

Rio de Janeiro

Anabelle Condé

Anabelle Condé

Psicólogo

Rio de Janeiro

Paloma Santos Lemos

Paloma Santos Lemos

Psicólogo

Belo Horizonte

Renata Camargo

Renata Camargo

Psicólogo

Camaquã

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 3678 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.

Seu caso é parecido? Esses profissionais podem te ajudar.

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.