Como lidar com a hiperfixação e o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
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Como lidar com a hiperfixação e o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
No TPB, essa fixação costuma ter uma carga emocional intensa e se relaciona a temas de abandono, validação e controle emocional
A hiperfixação não é “frescura” nem “falta de controle” — é uma resposta emocional aprendida que pode ser reeducada com consciência, treino e apoio.
Com o tempo, é possível sentir interesse e amor de forma profunda, mas não destrutiva.
A hiperfixação não é “frescura” nem “falta de controle” — é uma resposta emocional aprendida que pode ser reeducada com consciência, treino e apoio.
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A hiperfixação em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline costuma estar relacionada à intensidade emocional e à dificuldade em lidar com a impermanência das situações.
Um caminho terapêutico importante é ajudá-las a perceber que, assim como as emoções vêm e vão em ondas, os acontecimentos da vida também são transitórios. Quando conseguimos observar essa fluidez, o apego excessivo a pessoas, ideias ou situações tende a diminuir naturalmente.
Práticas de atenção plena (mindfulness) e o desenvolvimento de uma maior tolerância à frustração são estratégias eficazes nesse processo.
Como psicóloga com experiência em Terapia Comportamental Dialética (TCD), Terapia do Esquema e Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), observo que trabalhar essa aceitação da mudança e da impermanência é um dos pilares para que o paciente desenvolva estabilidade emocional e autonomia.
A hiperfixação em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline costuma estar relacionada à intensidade emocional e à dificuldade em lidar com a impermanência das situações.
Um caminho terapêutico importante é ajudá-las a perceber que, assim como as emoções vêm e vão em ondas, os acontecimentos da vida também são transitórios. Quando conseguimos observar essa fluidez, o apego excessivo a pessoas, ideias ou situações tende a diminuir naturalmente.
Práticas de atenção plena (mindfulness) e o desenvolvimento de uma maior tolerância à frustração são estratégias eficazes nesse processo.
Como psicóloga com experiência em Terapia Comportamental Dialética (TCD), Terapia do Esquema e Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), observo que trabalhar essa aceitação da mudança e da impermanência é um dos pilares para que o paciente desenvolva estabilidade emocional e autonomia.
Lidar com a hiperfixação no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) exige compreender que ela costuma funcionar como um regulador emocional: a atenção intensa a uma pessoa, ideia ou atividade ajuda a reduzir o vazio, a ansiedade e o medo de abandono, mas pode gerar dependência, frustração e instabilidade relacional. O manejo passa por psicoeducação (entender a função da hiperfixação, sem moralizar), psicoterapia focada em regulação emocional e vínculo (identificar gatilhos, ampliar tolerância à frustração e diferenciar intensidade emocional de intimidade real), e construção gradual de múltiplas fontes de investimento (interesses, rotinas, relações), para reduzir a centralidade de um único foco. Estratégias de limites claros, autocuidado, nomeação de estados emocionais e treino de pausa antes de agir ajudam a transformar a hiperfixação de um ciclo de sofrimento em um sinal de necessidade emocional a ser cuidada com mais consciência e sustentação.
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